For the first time, I fell.

Por, Isabella.

Fandom: Supernatural

Disclaimer: É aquilo tudo, os personagens infelizmente não me pertencem, nem os trechos da música tema da fic e eu não ganho nada com essa história que inventei enquanto estudava álgebra... enfim, nada é meu, apenas a imaginação não muito produtiva.

Beta: Eu e Word! (não que se possa confiar muito em nós, hum?)

Shipper: Dastiel (Dean/Castiel)


Capítulo VII

- Quando... – eu tomei fôlego de novo. – Eu me sinto desconfortável entre as pernas.

Eu jurei a mim mesmo que entenderia, mas Dean riu tanto que eu me senti muito pequeno, mais do que quando ele estava perto de mim, só pela diferença de altura. Com vergonha, e agora eu sabia muito bem o que era isso, eu virei para frente e afundei no banco, vez ou outra o olhando com o canto dos olhos dar gargalhadas do que eu acabara de contar a ele. Segredos tão profundos, e agora eu me sentia exposto.

- Não acredito que era só isso, Cas! Eu pensei que fosse algo sério, cara, mas nunca imaginei que seria... isso! – e ele falava entre risos e mais risos e eu não sabia que podia me afundar tanto no banco como naquela hora. Como podia chamar de "isso" tudo que tinha contado a ele?

E foi assim que eu perdi a paciência, afinal, não tinha mais nada a dizer sobre "isso". Ao que ele inclinou a cabeça no banco do carro eu decidi descer e tentar fazer minhas bochechas voltarem à cor normal. Eu caminhei até a beira do acostamento, cruzando os braços ao que senti o vento frio entrar por entre meu sobretudo.

Pensei bem e concluí que não estava com raiva de Dean, mas com vergonha. Ele devia saber que eu era meio "inocente" para essas coisas, e não sabia como abordar esses assuntos sem corar ou ficar nervoso. Portanto, eu esperava que ele fosse compreensivo e não que risse da minha cara me fazendo ficar ofendido.

Mas meus minutos ali, sozinho, não demoraram muito. Eu ouvi quando ele bateu a porta do Impala sem muita força e em seguida seus passos meio vacilantes em minha direção. Como estava de costas para ele, senti uma mão sua tocar meu ombro no intuito de me fazer virar de frente para ele, porém, eu apenas olhei para o lado contrário de onde ele me olhava.

- Vamos lá, Cas, olhe para mim! – vendo que eu não reagira, Dean forçou meu ombro e me fez virar para ele, mas eu mantive meu olhar longe dos olhos verdes viciantes dele. – Olhe para mim.

Sua voz saiu tão sussurrada que eu senti-me fraquejar, então lentamente levantei minha cabeça e fiz o que me pedia. Não sei se foi ilusão, mas ele pareceu murchar aos poucos ao ver o quanto magoado estava com ele.

- Me desculpe. – ele disse, mas eu não consegui responder. – Hey, vai fazer greve de silêncio?

- Não. – respondi depois de mais uns segundos.

- Eu não queria que se ofendesse, Cas. Mas é que você tem que parar de ser tão enigmático assim, cara. – eu ergui uma sobrancelha por não entender nada e Dean rolou os olhos, passando um braço por cima dos meus ombros. – Nos tempos atuais eu pensei que o que você tinha a me dizer era sério.

- Mas é sério, Dean.

- Sim, mas isso só quer dizer a nós dois. Me desculpe, mesmo, não foi a intenção te magoar ou coisa parecida, eu só fiquei aliviado de ser apenas isso.

- Oras, não é apenas "isso", Dean. É algo totalmente diferente para mim.

- Tudo bem, tudo bem, vamos esquecer tudo, por favor? – ele tirou o braço e parou na minha frente, segurando agora meus ombros com as mãos e se abaixando um pouco para poder me olhar no mesmo nível. – Sempre que precisar me perguntar alguma coisa, ou quiser entender algo, qualquer coisa, eu vou estar aqui e não precisa ficar com vergonha. Nós já compartilhamos coisas demais e sabe que pode confiar em mim, Cas.

Eu ouvi cada palavra de Dean sem desconectar nossos olhos e instintivamente mordi meu lábio para conter a vontade que tinha de abraçá-lo antes que terminasse. Assim, quando ele terminou e ficou calado ainda na mesma posição, provavelmente esperando uma resposta, eu acabei com o espaço entre nós e o abracei por fim. Ele apertou seus braços ao redor da minha cintura, afundando o rosto na minha clavícula e permanecendo assim por um tempo. Nem precisava dizer que eu amava quando fazia isso.

- Você é muito pequeno, Cas. – ele murmurou ainda sem se mexer.

- Como é?

- Tem que ficar um pouco nas pontas dos pés para me abraçar. – e sorriu contra meu pescoço, seu hálito quente me dando arrepios. Depois disso, levantou a cabeça e ficou próximo de mim, seus lábios quase tocando os meus. – Eu acho que te-

Não conseguiu concluir, pois eu o beijei. Sabia que não era hora, para ele, de me dizer essas coisas e saberia que ficaria desconfortável depois comigo; e eu não queria estragar a noite. O beijo foi rápido, comigo quebrando o contato dos nossos lábios.

- Então? Vai me explicar ou não o que te perguntei antes? – tentei desviar o assunto, até para não deixar o clima muito tenso. E funcionou. Também com assunto desses quem não iria se interessar?

Dean sorriu malicioso e voltou a me beijar.

- Você quer explicação prática ou teórica?


A última coisa que me lembro antes de parar dentro do Impala foi ter visto o olhar intenso que Dean me deu ao fazer aquela pergunta. Ainda abraçado a ele, eu abri e fechei a boca sem saber o que dizer, mas sabendo um pouco do que aquilo significava e supondo que eu estava pronto, assenti com a cabeça e senti sua mão envolver a minha.

Nos separamos apenas para que ele me levasse até seu carro, abrindo a porta de trás em seguida e fazendo um gesto com a mão para que eu entrasse. Assentei no banco e fui para o outro lado, dando espaço para Dean que fazia o mesmo, trancando a porta atrás de si. Não havia espaços, entretanto, para mais palavras. Ele fazia tudo com um instinto de preservação, que no caso era eu e nossa relação. Dessa forma, ele se assentou sobre uma perna e ficou me olhando, para tentar me passar alguma segurança, e quando eu novamente assenti com a cabeça ele acabou com o espaço entre nós.

Dean chegou um pouco mais para frente, repousando uma mão em minha cintura e me beijando com os lábios fechados. Eu afastei um pouco minha cabeça para olhar em seus olhos e ter certeza que o que estávamos prestes a fazer era o certo, e então disse:

- Tem certeza que quer isso, Dean?

- Eu acho que sempre quis.


Olá! Eu ia postar o resto dessa parte "interessante", que vocês já devem ter percebido do que se trata, mas eu tenho que reler e ver se posso melhorar algo. A gente sempre pode melhorar nesse assunto, não concordam? rs E é por isso que ficou pequenininho o capítulo.

Até amanhã ( ou até mais tarde!) com a continuação ;)

Kisses!