Capítulo 8: A mansão.


O ontem é uma ruga em sua testa

O ontem é uma promessa que você quebrou

Não feche seus olhos

Não feche seus olhos

Esta é sua vida e hoje é tudo que você tem agora

E hoje é tudo que você já teve.

This is Your life – Switcfoot

HARRY

"—Ahnm..." – Por Deus. Eu estava adorando. Aquilo tudo era tão bom!

As minhas mãos deslizavam ao redor do corpo do loiro, eu segurava firmemente o seu quadril enquanto me deslizava docemente, torpemente, eletricamente para o seu interior quente e apertado. Os meus lábios urgentes procuravam se saciar deixando marcas febris em sua pele de alabastro, eu lambia seus mamilos de forma faminta, deixando-os enrugados de prazer. Minhas estocadas em seu interior eram frenéticas. Seu corpo quente era tão abrasador que eu acho que pegaria fogo.

"—Hunm." – Ele arranhava impudicamente meus ombros e costa enquanto cerrava os olhos e deixava escorrer de sua boca gemidos lânguidos de prazer.

Eu estava louco. Claro, como não estaria? Eu estava possuindo o meu Draco, o meu Malfoy. Ahh, aquilo era o paraíso.

Ele gemia meu nome descontroladamente no pé do meu ouvido, me apertava contra ele com tanta força que achei que nos fundiríamos mais do que já estávamos. Ele arqueava suas costas de encontro ao meu membro cheio de luxúria em seu intimo. Minha respiração há tempos deixara de estar no compasso. A única cadência era a velocidade na qual nos movíamos que era de maneira ensandecidamente rápida.

Ohh, Merlin! Se for um sonho eu não quero acordar...

Tarde de mais. Eu sentia pequenas sacudidas no meu ombro. "—Hum!" – Respondi mal humorado e com dor de cabeça por ter sido frustrado no 'meio do caminho'.

"—Harry você está bem? Estava sonhando com você-sabe-quem?"

"—Hermione?" – Foi tudo que pôde sair da minha garganta. Dei graças a Deus por estar de bruços senão minha vergonha seria maior.

"—Você estava gemendo estranho. Fiquei preocupada. Resolvi te acordar." – Ela realmente estava preocupada, mas seria BEM melhor que eu continuasse nos meus devaneios. "—Outra visão?" – Me perguntou com suas sobrancelhas arqueadas.

"—Não, só... Não, não foi nada disso." – Disse esfregando o rosto, ainda de barriga para baixo tentando esconder minha frustração. Estava tão perto! Mas tarde demais.

"—Ahh! Certo." – Mione se virou e foi se sentar no sofá para ler mais uma vez aquele livro que Dumbledore deixara para ela em seu testamento: Os Contos de Beedle, O Bardo.

-X-

Eu estava acostumado, depois que Ron foi embora, a falar com Hermione em monossílabos com raras exceções. Mas ficou difícil depois um tempo, nós andávamos sem rumo e sem esperanças de encontrar alguma horcruxe, ou mesmo uma maneira de destruir aquele bendito (ou maldito) medalhão. E com o passar das semanas eu comecei a querer voltar em Godric's Hollow. Pelo menos para visitar o túmulo dos meus pais. A voz de Ron ainda ecoava na minha cabeça: "Pensamos que soubesse o que estava fazendo". Acredite, eu também queria saber. Ter um plano de verdade. Meu estômago se retorcia de raiva e mágoa por Dumbledore não ter me deixado nada concreto. E Malfoy simplesmente sumiu do planeta. Embora um retrato, que Hermione andava com ele dentro da sua bolsa milagrosa, na qual era ligado ao escritório do diretor da escola, agora, Severus Snape, tenha dito que o viu lá e sair com o bolso abarrotado de pergaminhos e livros todos sob o feitiço de miniatura. Mas depois disso, nunca mais ou pelo menos o retrato não falou mais nada. Será que ele se esqueceu de mim? Pra quê tantos pergaminhos e livros? Para estudar em casa? Acho que não. Ele prometera ajudar na guerra, talvez ele tenha descoberto algo importante sobre as horcruxes, uma vez que eu lhe contei tudo. Mas ainda tinha a possibilidade dele estar fing- Não, nem vou completar esse raciocínio idiota! Eu confio nele.

Eu me sentia abandonado, mas não era hora de pensar em mim, eu tinha que resolver aquilo tudo para poder ser feliz ao lado do meu loiro. Se ele ainda me quisesse, ultimamente eu estava com aqueles pensamentos de rejeição. Eu tinha que parar com aquilo.

Se Draco estivesse ali comigo com certeza ele diria: 'Potter você está meio verde', 'Que patético!' ou 'Harry você é mesmo um burro' e o pior de tudo é que eu me via afirmando tudo. Eu acho que preciso ir ao St. Mungus.

Sorri comigo mesmo pensado naquilo que de certa forma me reconfortava: imaginar Draco ali. Desde quando eu me tornei tão dependente? E logo do filho de um dos mais próximos de Voldemort.

"—Harry." – Mais uma vez Mione me tirou de meus devaneios.

Eu a encarei através de meus óculos tentando abrandar meu stress.

"—Temos que ir a Godric's Hollow." – Uma luzinha piscou lá no fundo.

"—Claro." – Falei prontamente. Ela adivinhou meus pensamentos. "—Eu estava mesmo pensando nisso."

"—Hum? Então teve a mesma idéia que eu?" – Seus olhos cintilaram em busca de alguma fagulha de esperança.

"—Pensado o q uê?" – Fiquei meio perdido. O que ela queria dizer?

"—Bom, a marca de Grindelwald está neste livro que Dumbledore me deixou. Ele era um bruxo famoso das trevas chamado Grindelwald que também foi muito amigo do diretor."

"—Mas o que isso tem a ver?"

"—Ai Harry. Grindelwald morou em Godric's Hollow!" – Me olhou incrédula. "—E Godrico Griffindor também." – Acrescentou.

"—Ahh!" – Respondi meio distante. "—Na realidade queria ver o túmulo de meus pais." – Admiti.

-X-

Tomamos uma nada bela poção polissuco e aparatamos sob aminha Capa de Invisibilidade na proteção do escuro da noite no meio de vários chalés daquele condado que abrigara trouxas e bruxos. Andamos por uma estradinha de neve de mãos dadas. Parecia ter uma festa ali longe. Já era Natal! Nem me dei conta disso.

Meu coração só faltava sair pela boca de tão ansioso, nervoso que eu estava.

Nos dirigimos ao cemitério para procurar os túmulos. Eu o de meus pais e Hermione...? O que Hermione procurava? Bom, seja o que for eu iria procurar meus pais. Precisava me sentir seguro, nem que fosse por uma breve ilusão, afinal eles não estavam mais aqui.

"—Harry." – Ela me chamou baixamente.

Quando eu cheguei bem próximo vi o túmulo da mãe de Dumbledore: Kendra Dumbledore. E em seu epitáfio manchado de liquens:

Por que onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

"Então meu tesouro é Draco? Meu tesouro está escondido em Draco? Ou meu tesouro será revelado por Draco?" - Não pude reprimir o pensamento que no mínimo foi meio (totalmente) sem nexo.

Com certeza foi Dumbledore que escolheu aquelas palavras.

Hermione achou uma lápide que tinha o mesmo símbolo que estava em seu precioso livro, mas eu resmunguei alguma coisa e fui procurar as lápides que me propus a procurar. As letras estavam ainda bem legíveis:

Tiago Potter, nascido 27 de março 1960, falecido 31 de outubro 1981.

Lílian Potter, nascida 30 de janeiro 1960, falecida 31 de outubro 1981.

Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte, com o amor.

O amor...

A lápide estava enodoada, como se tivesse sido borrada de propósito.

"—O que está escrito no resto?" – Hermione se agachou para ler.

"—Não dá pra ver." – Respondi amargo.

"—Harry." – Mione arregalou os olhos.

"—O que foi?" – Fiquei em pânico.

"—Você se lembra de quando estávamos no Ministério atrás da profecia?"

"—Sim, me lembro."

"—O que dizia a profecia?"

"—Bom, disso eu não me lembro. Luna talvez saiba, não pude ouvi-la até o fim ela se quebrou. Lembra?" – Eu estava meio perdido, onde ela queria chegar?

"—Harry. Essa frase é o começo da profecia." – Disse se levantando assustada. "—E... Oh Deus!" – Colocou a mão na boca para reprimir um gritinho.

"—O quê?"

"—Acho que foi colocada no túmulo de seus pais de propósito, como se quisessem que você a desvendasse!" – Seus olhos cintilaram.

"—E eu vou derrotar Vol- digo, você-sabe-quem com amor?" – Fui irônico. "—O que é? Quer que eu chegue lá no covil dele e diga: Voldi, amor vamos tomar chá com biscoitos."

"—Não Harry, mas deve ser importante!" – Ela parece ter ignorado meu súbito mal humor. "—Além disso, com o que foi que sua mãe derrotou você-sabe-quem, hein? Por que ela implorou por amor a você." – Ela me lembrou.

Calei, mas continuei olhando as lápides. Eu me sentia mais feliz observando-as.

Resolvemos ir até a casa de meus pais, invisível para os trouxas, mas bem presente no meu passado e em meus olhos. Então veio uma velha em nosso encalço. Ela olhava diretamente para nós mesmo que usássemos a Capa sobre nós. Olhava-nos fixamente. Então eu dei um passo à frente. Hermione me puxou pelo braço com força, mas me desvencilhei. Por fim a seguimos pensando ser uma velha amiga do professor Dumbledore. Descobrimos que a anciã não era nada mais nada menos que a cobra de Voldemort e ele e alguns de seus Comensais ainda estavam a caminho de lá. Quase nos alcançou, quase perdi minha vida sem mesmo cumprir a tarefa designada a mim, mesmo sem ver Draco uma única vez.

E o pior, minha varinha fora quebrada por Hermione no ricochete de seu feitiço, eu me sentia um lixo. Não sabia onde estavam as horcruxes, não sabia destruir nem a que estava em meu poder, a arma na qual podia fazer isso, sabe-se lá Merlin onde estaria, Draco sumiu com seus livros e pergaminhos, Ron nos abandonou e nem voltava para Hogwarts, e eu estava sendo procurado com um prêmio de dez mil galeões e nem ao menos tinha uma varinha para me defender!

Tudo parecia um caos. Maldito Eleito eu era.

Toda vez que ela se desculpava eu murmurava um 'foi um acidente' tentando me convencer disso para não ficar com mais raiva dela. E o pior é que ela me dizia que não tinha como remendá-la.

Mas mesmo assim eu tinha esperanças que acontecesse um milagre. E guardava seus pedaços em meu bolso.

Pra piorar eu me enfiava naquele livro A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore escrito pela Rita Skeeter. Provavelmente a maioria era mentira, mas eu não sabia mesmo se era tão mentira assim o que estava naquele livro, afinal Dumbledore nunca me contou nada e eu me sentia traído por isso.

-X-

Aconteceu muita coisa naqueles meses.

Eu caí em um poço enquanto perseguia um patrono igual ao meu onde Ron me salvou aparecendo sabe-se lá da onde (Eu quase entrei em pânico, seria meu pai a produzir o Patrono?). E nesse mesmo poço apareceu a legítima espada de Godrico Griffindor. Eu vi um vulto nas sombras, mas não identifiquei a silhueta, estava bem longe e de capuz. Ron quebrou o medalhão, voltou para morar conosco sob gritarias de Mione que não o perdoava por ter nos deixado. Visitamos Xenófilos Lovegood que nos emboscou para que Dois Comensais da Morte nos pegasse, e eu achando que ele estava em nosso lado. Descobrimos as três relíquias da Morte, na qual a minha Capa era uma delas: As relíquias cujo possuidor venceria a Morte. Interessei-me pelo assunto, mas Rony e Hermione diziam 'É só uma estória de crianças Harry' e 'É um conto da fadas bobo'. Mas pra mim elas eram bem reais. Se existia a Capa, por que não existiria o resto?

Porém como o que é bom nunca dura muito e dessa vez por minha causa... Eu falei sem querer o nome 'Voldemort'. E esse nome tinha Tabu, ou seja, detectariam a pessoa que pronunciasse tal nome. Não demorou nem três minutos. Hermione lançou um feitiço em meu rosto me transfigurando. Eu fiquei irreconhecível e feio, não que eu fosse bonito, mas com toda a certeza não me reconheceriam. E então nos levaram para o local onde provavelmente me serviria de alguma coisa: A Mansão Malfoy. Levaram a espada da Grifinória e eu seria provavelmente morto, mas veria Draco.

DRACO

"—Droga!" – Praguejei descontrolado em meu quarto arremessando a cópia do livro Os Contos de Beedle, O Bardo que Dumbledore me deixou. MALDITO VELHOTE. Ele queria uma coisa impossível de se fazer! Eu não poderia deixar Harry fazer aquilo. Além disso, não entendia nada daquela profecia e Snape não podia me ajudar muito. O que eu podia fazer com aquele poema idiota? Profecias para mim eram para ser mais épicas, não que eu fizesse o gênero herói, mas não um poeminha piegas que nem aquele.

Encolhi-me na cama. Meu coração pesava, minhas mãos tremiam, minha cabeça girava, minha mente se confundia no que fazer, mais uma vez me pediam uma coisa além de meu alcance. Eu sou mesmo um covarde. Abdicar o meu amor por Harry? Como? Depois de tudo? Eu tentava conter as lágrimas. O que eu faria sem Harry? Eu simplesmente iria jogá-lo aos leões? Era isso que aquele professor maldito queria? Aquele maldito velho idiota!

Eu já desvendara muita coisa. Com certeza eu sabia mais do que Snape, já que ele não tinha idéia das horcruxes, e bem mais que Harry, já que eu não compartilhara meus segredos com ele. Fazia tempo que eu não sentia o seu corpo perto do meu. Deliciava-me apenas com meus sonhos eróticos com ele. Que por sinal já estavam me fazendo subir pelas paredes e usar constantemente a mão direita para alivio. Mas ficaria apenas nos meus sonhos. Eu me sentia desconfortável com aquela ultima afirmação. "Acho que nunca mais verei Harry". Não pude conter esse maldito pensamento. E se visse teria que fingir, teria que negar o que sentia em nome de uma causa que também não era minha. Eu estava cagando pra essa maldita merda de guerra. Não estava no lado de ninguém, nem de Harry e sua causa pelo bem da humanidade e muito menos de você-sabe-quem. Eu era um sonserino, aquele que faz o que tiver mais retorno para si, aquele que só faz algo se houver lucro e não um grifinório idiota que se mata por qualquer um.

Mas não era hora de pensar nisso. Eu tinha que arranjar um jeito de entregar algumas coisas para o Harry e pronto. Meu papel estava cumprido e eu sairia da vida dele para sempre. Era preciso, contudo era aquilo que eu iria fazer? Sabendo que Potter iria direto para o matadouro, que eu teria que sumir da vida dele ou mais precisamente ele da minha? Apenas assistir ao seu sacrifício? Se bem que eu poderia deixar o meu lado egoísta falar mais alto e levá-lo para longe, mas eu sabia que ele era altruísta... Arg. Malditos instintos grifinórios o dele! Sempre pensando nos outros! Queria saber se ele não pensava em mim. Se pensaria em mim em um futuro próximo.

Eu não vou mentir, era obvio que eu estava assustado: Se o Lorde das Trevas sequer cogitasse a idéia de não ter dado valor total a profecia e que nesta eu estava... Adeus legado Malfoy. Eu já tinha que me desfazer de Harry por causa do Maldito mundo bruxo!... Por que o Potter tinha quer ser tão altruísta? Era tão mais fácil sair correndo como eu fiz na minha primeira detenção com Harry na floresta Proibida, eu saí correndo, mas o imbecil ficou lá, parado. E agora ele vai fazer a mesma coisa. Eu tenho ganas de matá-lo! Se você-sabe-quem não matar o testa rachada eu mesmo o mato.

Hunf. O pior é ter que evitá-lo. É ter que seguir em frente sem ele. Eu estava me sentindo pateticamente triste, iria perder Harry. Iria perdê-lo para a Morte. Isso não era justo! Eu viveria com 'o nada'? Não! Simplesmente não era válido. E eu acho que não seria uma pessoa boa da cabaça o suficiente para enfrentar isso. Eu queria Harry e eu sempre seria egoísta, faz parte do meu jeito.

"—Draco querido, você está bem?" – Era minha mãe. Sua voz soava preocupação por detrás da porta.

"—Estou mãe." – Respondi controlando o tom. Ainda permanecia irrequieto.

"—Eu ouvi um barulho. Amor." – Será que dava para ela me chamar menos de amor? Isso me constrange.

"—Foi só o livro que caiu. Eu estou estudando." – Não menti afinal eu estava estudando, mas não disse o quê exatamente.

"—Está certo. Quer que eu mande um elfo fazer algo pra você. Talvez comprar sapos de chocolate que você adora."

"—Não. Obrigado." – Não estava com ânimo para comer. Estava nervoso, triste e histérico.

"—Certo." – E ouvi seus passos se distanciarem.

Algumas horas se passaram e eu naquele absoluto tédio, que mesmo com a porta trancada podia ouvir os gritos irritadiços da minha tia. Já que não tinha jeito me dirigi até a sala de estar. Ficar perto do fogo iria me ajudar um pouco mais e meu pai não desconfiaria de um livro inocente de contos de fadas como o de Beedle, O Bardo. E um poeminha de quinta.

Cheguei ao local, lá se estava a doida da Lestrange, minha mãe ao seu lado. Meu pai conversava com outro Comensal, mas não me dei nem ao trabalho de olhar. Esses imundos, sujando o chão aristocrático da minha casa. Sentei de costas para os cães sarnentos que tiravam a paz de minha mãe. Abri o livro e fiquei olhando aquele anagrama. Eu conhecia de algum lugar... Mas de onde? A biblioteca do meu pai é enorme e cheia de livros das Artes Trevas, mas eu li tantos que me pergunto qual foi o que eu li. Que porra. Eu sou um inútil e covarde mesmo. Ahh! O que eu estou pensando? Eu sou um Malfoy lindo e maravilhoso, não fui criado pra servir e procurar anagramas idiotas, por que mesmo que eu estava tão preocupado assim? Ahh! Lembrei, o nome do problema se chama Harry James Potter. Aquele testa rachada veio ao mundo só pra mexer com a minha paciência e hormônios. Desgraçado! Tentei ler mais uma vez aquele poema idiota que estava junto com o presságio em si.

Um irá sobreviver enquanto o outro estiver vivo.

Um Garoto, nascido no final de julho cumprirá este fardo, salvará a todos, com a ajuda de um de Junho.

Ora, o ultimo inimigo que há de ser aniquilado é a morte, com o amor.

O Amor é algo que o coração deve ter para acariciar; Deve ternura, alegria e dor aprender; Algo com paixão abraçar, ou perecer; E queimar a si mesmo até as cinzas. E depois, ressurgir como fênix.

Mais uma vez não entendi coisa alguma.

Ouvi um alarido e foi nesse minuto que eu me virei de forma sutil, ouvi minha tia se afastar com meu pai e se aproximar novamente com Greyback, outro Comensal e um bolo de pessoas amarradas no seu encalço. E no 'bolo' estava nada mais nada menos que Potter, por Mordred¹ o que tinha acontecido com seu rosto? Parecia que tinha sido picado por uma abelha gigante! E depois vinha o Weasley mais novo com a boca sangrando, o outro Weasley que tinha um irmão gêmeo, a sangue-ruim da Granger, aquele amigo deles também da Grifinória, o Dino Thomas, outro sangue-ruim. O que eles achavam que estavam fazendo? Onde estava a espada de Griffindor? Só não estranhei a magreza de Harry por que eu o vi, naquela floresta quando fui cumprir o que Snape me pedira. Avaliei tudo isso antes de colocar a mais bela mascara da indiferença e continuar a ler absorto meu livro e olhar aquele anagrama.

Greyback não parava de dizer 'capturamos Harry Potter' e eu desejei internamente que ele fosse raptado pelo bicho papão. Aquele lobisomem imundo com odor de suor velho. Que nojo!

Voltei-me novamente para o... Ohh! Merlin. Encontrei, lembrei. O anagrama. É o das famigeradas relíquias da Morte (A Capa de Invisibilidade, A Pedra da Ressurreição e a Varinha das Varinhas) dos irmãos Preverell, mas será que existe?... NÃO! MEU MERLIN! TUDO SE ENCAIXA! Tenho que avisar Potter. Ainda bem que ele está por aqui. Mas como eu vou avisar? E eu! MEU MERLIN, MORDRED OU QUALQUER OUTRO! Eu sou o... Será que é por isso que eu estou naquela profecia? Mas como eu vou ajudar Harry com isso? Eu me lembro... Eu sou o dono da varinha de Dumbledore, fiquei dono da varinha dele no momento do meu reflexo...

"—Como sabe o que sou? Fiz coisas que o chocariam." – Vociferei. Meus nervos estavam à flor da pele. Eu só queria me livrar daquela angústia, mas matando-o não iria adiantar muito, principalmente quando Potter soubesse. O Merlin! Eu só queria que alguém me ajudasse, mas era preciso.

"—Como enfeitiçar Cátia Bell e esperar que me desse um colar amaldiçoado? Como trocar uma garrafa de Hidromel por uma com veneno? Perdoe-me Draco, mas suas ações são tão inexpressivas que não creio que queria realmente me matar. E você não iria querer decepcionar certo alguém não é?" – Me olhou por cima daqueles óculos dele.

"—Ele confia em mim." – Eu disse. Eu estava nervoso, não sabia nem o que dizer. Mas realmente eu tinha que fazer. A confiança dele era muito cara, eu não queria pagar o preço. Mas o que eu poderia fazer? "—E como você sabe desse 'certo alguém'?" – Perguntei. Como ele poderia saber? Snape?

"—Eu vou facilitar as coisas pra você." – Ele disse levantando as mãos.

"—Expelliarmus." – Pronunciei o feitiço por reflexo. A varinha caiu girando no chão e parou.

"—Muito bom." – Me elogiou. Francamente, e eu achei que eu é que estava ficando louco. "—Você não está sozinho, não é?" – Indagou quando os passos se aproximavam. "—Como?" – Quis saber.

Sim! Foi aquele Expelliarmus que me fez o dono da provável Varinha das varinhas! A que vai fazer diferença quando Harry for lutar com o Lorde das Trevas. Mas pra quê isso? Se Harry tinha que morrer? Bom, pelo menos vou fazer a minha parte. Eu tenho que dar o direito da Varinha para o Potter. Mas como? Eu tinha que fazer que tudo fosse um acidente. Porém a Varinha provavelmente estaria no túmulo do velhote o que não ajudaria muito e eu sei que o tapado do Harry com o seu sentimento piegas de cavalheiro não vai querer arrombar o túmulo.

Ahh! O que eu faço?

Fui tirado dos meus devaneios quando o meu pai me chamou para ver se era mesmo o Potter. Será que eu digo a verdade? Olhei para ele meio com nojo daquela azaração na cara de Harry me juntando ao meu pai.

HARRY

Vi Draco se aproximar, ele estava com uma cópia do mesmo livro de Hermione Os Contos de Beedle, O Bardo. O que era aquilo? Todos estavam querendo ler estórias de criança? Draco se aproximou de Lucius. Eles eram extremamente parecidos. Fiquei arrepiado em imaginar se fossem iguais nas atitudes, mas eu sabia que não. Era tudo uma fachada, eu conhecia o verdadeiro Draco.

Lucius parecia muito entusiasmado e Draco bem... Cheio de 'não me toques' parecia estar com nojo daquela azaração.

"—Então Draco? É ele? Olhe direito!" – Falou Lucius Malfoy em um sussurro perigoso.

Draco me observou meio segundo e disse afetado. "—Não sei." – E voltou para a lareira com seus livros.

"—Temos que ter certeza se ele é mesmo o garoto, Lucius." – A senhora Malfoy disse perto de Draco.

"—E a sangue-ruim aqui?" – Greyback rosnou nos puxando pelas cordas. Quase nós todos caímos.

"—Hum..." – Narcisa observou Mione com os olhos estreito. "—É ela sim, vi no profeta Diário. Draco, não é a Granger?"

"—Eu..." – Ele olhou e virou-se novamente para aqueles papéis. Isso já estava me irritando. "—Talvez... é." – O que Draco estava planejando? Ou ele simplesmente não queria mais saber de mim? Ou estava tentando não nos desmascarar?

"—Hum, esse é o garoto Weasley!" – Lucius Malfoy gritou. "—Olhe Draco, esse não é o filho de Arthur Weasley... como é mesmo o nome dele...?"

"—É." – O que estava acontecendo com ele? "—Poderia ser." – Ele sequer se virava. Olhava agora um pergaminho velho. Nojo de mim talvez.

A maluca da Belatriz falou com aquela voz enlouquecida perguntando quem era Hermione. O que se sucedeu não foi nada legal. Lucius teve o prazer de cantar-lhe quem nós éramos. Tudo foi sucedido por uma briga de quem iria chamar Voldemort, depois Lestrange viu a espada de Griffindor.

Eu gelei.

O pior foi quando ela exigiu que entregassem a espada a ela o que ocorreu foi uma guerra de estupefaças. Ela brigava com quatro de uma só vez, porém nem os quatro juntos eram páreo para ela. Quando ela conseguiu parecia meio possessa, quer dizer, acho que ela sempre foi. Perguntou meio urgente onde tinham encontrado a espada. Parecia meio atordoada dizendo que Snape tinha levado para o cofre dela em Gringotes. Ela gritava com todo mundo. Estava assustadoramente demente.

Se eu tinha alguma dúvida de que ela não tinha sanidade mental tirei naquela hora.

Ela vociferou para que Draco levasse os homens desacordados para fora, ou lixo, como ela mesmo disse. E lá foi ele meio temeroso. Não teve coragem de me encarar. De novo.

Todos nós, menos Hermione, fomos levados para um porão.

Foi duro ouvir os gritos da minha melhor amiga ser torturada por aquela psicopata recebendo aquela maldição da tortura e principalmente por ver meu outro amigo tremendo de angustia e gritando o nome dela.

Tudo por causa do meu maldito capricho de não ter medo de um nome.

DRACO

Eu levei aqueles vermes para fora, me sentia ultrajado pela forma como aquela idiota me ordenou e eu tinha que obedecer tudo calado. Por Merlin, onde anda meu orgulho? E então me lembrei de algo para fazê-los saírem dali, chamar aquele vermezinho. Tomara que ele venha...

Fiz o que tinha que fazer lá fora, e entrei vendo aquela cena horrível da Granger sendo torturada. Não que do dia para a noite eu tivesse virado adepto daqueles sangues-ruins afinal meu maior orgulho é de ser puro sangue, claro esquecendo que o garoto que eu estou apaixonado é um maldito mestiço e traidor da parte mágica que corre em suas veias, mas ela tentou fazer aquele idiota do Weasley me entender e mesmo sabendo do romance que eu tinha com Harry ela se omitiu não indo contra nem a favor.

E eu sei bem o que é receber uma Cruciatus. Isso não é nada legal.

E assim que eu entrei minha tia me mandou buscar um elfo que estava com eles, para dizer se a espada era verdadeira ou não. Sinceramente eu não o vi quando chegaram, mas quem iria reparar nessas criaturinhas feias e ridiculamente pequenas? Eu não! Uma raiva se apossou de mim, ela ordenava eu fazer tudo. Quase digo para ela onde procurar aquele maldito elfo e enfiar em outro lugar, porém me contive. Antes de tudo a minha bela mascara de perfeição inabalável, meio sem sucesso, tinha que admitir.

Então desci para o porão. Aquilo não era tão ruim. Poderia agora falar com Harry já que desceria sozinho. Colocaria o plano que estava pensando ali na lareira em prática. Sorte do Potter que tem um namorado inteligente.

Desci as escadas correndo, eu não tinha muito tempo. Eu não vou negar. Meu corpo todo tremia. Aquele negócio de guerra não era comigo. Eu sumi da vida de Harry NOVAMENTE por meses, não dei noticias e nem ao menos tive a decência de olhá-lo e, além disso, seus amigos eram ariscos. "—Afastem-se." – Tentei soar imperativo, contudo minha voz tremeu. "—Se enfileirem na parede do fundo. Não tentem nada ou mato vocês." – E o pior que eu teria que fazer isso mesmo.

Eles obedeceram, pareciam muito quietos. Será que Dobby já tinha chegado? Não!

"—Lumus Máxima." – Clareei as coisas ali.

Harry estava do lado de Luna e Olivaras que já estavam ali.

Engoli em seco, seu rosto já voltara ao normal. "—Harry venha aqui." – Disse meio hesitante.

Ele titubeou.

"—Venha logo seu idiota, não temos muito tempo!" – Falei conciso.

Ele se encaminhou meio cauteloso. "—O que foi Malfoy?" – Malfoy? Meu sobrenome? Isso não é um bom sinal.

"—Malfoy eu sabia que você sempre foi um traidor de duas caras!" – O Weasley parecia totalmente decomposto.

"—Você queria que eu salvasse sua namoradinha e colocasse tudo a perder?" – Retruquei ácido. "—Isso aqui é uma guerra, ela devia saber quando optou por seguir Potter. Mas eu relevo pelo seu pouco desenvolvimento mental."

"—Maldito!" – O ruivo rosnou.

"—Calem a boca os dois." – Potter imperou. "—O que foi?" – Ele pareceu mais calmo. Sabia que não tínhamos muito tempo.

"—Olha, eu chamei alguém para ajudar vocês aqui. Dobby." – Parecia que o ar dos meus pulmões faltava. "—Harry, quando vocês forem fugir, por favor, carregue minha varinha."

"—Por quê?" – Ele não estava entendendo. Ele sempre foi meio lento mesmo.

"—Apenas faça."

"—Então me dê."

"—Não..." – Neguei urgentemente com a cabeça. "—Ela tem que te aceitar como dono, você tem que roubá-la de mim. Use a sua quando puder pegá-la."

"—A minha quebrou." – Falou meio sem jeito.

"—O quê?" – Arregalei os olhos. "—Seu idiota! Use a varinha de alguém, da Granger, sei lá. Elas vão estar comigo. Entendeu?"

"—Sim." – Confirmou com a cabeça, meio nervoso.

Peguei o elfo já saindo, mas não me contive. Girei os calcanhares e o beijei com vigor segurando seus cabelos forçosamente com a mão livre sentindo sua língua corresponder prontamente. Não fechei meus olhos, eu queria ver suas reações, seus olhos cerrados de desejo. Minha vida estava naquele hoje, naquele agora, naquele beijo. Meu coração se apertava na medida em que seus dedos se agarravam ao meu paletó. Soltei-o rapidamente sentindo um peso de olhares pasmos sobre nós.

Ele me olhou timidamente enquanto eu partia rapidamente de encontro a minha tia.

Tudo que se seguiu foi rápido demais.

Lestrange perguntou ao Elfo se a espada era verdadeira, ele mentiu dizendo que era falsa, ouvíramos um estalo lá de baixo e o meu pai gritou nervosamente. "—O que foi isso?"

Droga...

"—Draco..." – Ele me chamou. O olhei temeroso. Mais o que é a figura paterna se não inspira medo? Era isso que meu pai achava. "—Não... Rabicho vá verificar!" – Mudou de idéia na mesma hora.

E lá foi ele. Para a morte. Bem feito, eu não gostava dele mesmo. Tomara que o Potter pegue a sua varinha e faça alguma coisa inteligente.

Então eu só ouvi Harry gritando emergindo do calabouço. "—Estupefaça."

Meu pai voou longe. Eu não sabia se agradecia por ele fazer alguma coisa que prestasse e que eu já quis muito fazer ou se ficava com raiva por ele estuporar meu pai.

Como eu tinha de fingir tentei estuporar alguém. Alguns feitiços caíram em mim. Comecei a sangrar. Minha mãe me arrastava para longe.

"—Não." – Protestei, Harry tinha que pegar a minha varinha!

Foram jorros de luzes para todos os lados. Minha tia gritou ameaçando-os com Granger sob a mira de uma faca. Harry colocou a varinha de rabicho no chão.

Pensei que aquele seria o fim.

Mas o nosso antigo elfo veio, graças a Merlin! O lustre caiu e Belatriz soltou Granger, minha mãe deixou as varinhas dos reféns que segurava comigo e foi atrás do meu pai. Eu fiquei quieto sangrando com aquelas varinhas na mão.

Potter se jogou contra meu corpo arrancando todas as varinhas de mim. "—Eu te amo." – Harry sussurrou pesaroso, mas o suficiente para eu escutar e saiu correndo de encontro aos seus amigos segurando a espada de Godrico Griffindor, me senti meio vazio. Mas retirei qualquer pensamento da minha cabeça. Talvez minha parte estivesse feita.

"—Mate-o Ciça." – Bella gritava em algum lugar.

A vista estava ficando meio embaçada e minha mão estava cheia de sangue.

Harry se agarrava aos duendes e aos seus amigos que ainda não tinham aparatado. Vi a faca de minha tia ser atirada de encontro a Harry, meu coração quase parou. Mas Dobby se meteu no meio.

É. Às vezes sacrifícios tinham que ser feitos. Contanto que não fosse meu. Entretanto eu não pensava nisso, não tinha sentimento algum para com aquela criatura mesmo que ele já tivesse me servido por alguns anos, eu só pensei em meio a todo aquele sangue: Eu veria Harry novamente?

Continua.


Legenda:

¹ Mordred: Era um dos seguidores do Rei Arthur (Mago muito poderoso), mas nunca souberam dizer o que eles dois realmente eram... ;D

N/A:

Essa pequena lemon do começo foi feita especialmente para as fangirls que gostam de um Harry mais ativo e com um bom motivo, eu sei, estou sendo malvada em adiar isso. E NÃO se preocupem teremos a lemon que vocês pediram. (Presente para Lady T.)

Capítulo um pouco maior do que os outros =p

Eu devo dizer que foi um suplicio fazer esse capítulo. Durei quatro dias, talvez por isso seja um dos meus preferidos. Geralmente faço um capitulo em um dia! Y.Y que lástima.

Estamos nos aproximando da reta final (Serão onze capítulos e um epílogo e um extra que pediram). Agora algumas coisas estão se esclarecendo. Né? Parece que o Harry vai morrer o.o será? E o que Malfoy não entende da profecia é algo importante? Será que seu trabalho era só aquilo mesmo? E falando em Malfoy hein? O Senhor das varinhas... Abdicou? Que amor não? E falar em amor... Eu devo dizer que tenho muitos planos para o Lucius Malfoy nesse finzinho de fic, mas já é spoiler =x. Mas fica a dica: As coisas vão piorar! E não me odeiem por isso.

Eu adorei o beijo dos dois na frente de todo mundo *__* O Draco ficou tão macho! Kkkk Amei o último parágrafo também do loirinho, foi tão egoístamente Malfoy. =D E os sonhos do Harry hein? Pobrezinho ta na mão literalmente. Hahahaha.

E como eu estou essa semana de bom humor (Lê-se cosplay pronto e evento no fim de semana) atualizei em três dias. Mas ainda tem uma infinidade de gente favoritando e mandando alert na maior cara de pau e não mandando review ¬¬'. Agora vou atualizar toda quinta tanto Hysteria quanto Lovely Curse!!! *-*

Ahh, mais uma coisa... a partir dos próximos capítulos as coisas vão... piorar, por assim dizer. Então as fangirls, por favor, paciência sim? Principalmente as que amam o Draco Malfoy. O que eu quero deixar BEM CLARO que eu também compartilho o sentimento apesar de tudo.

P.S: Eu quero deixar bem claro que o Patrono do Draco é desconhecido e nunca foi citado pela JK em nenhum de seus livros ou entrevistas, mas eu tenho plena consciência que seria mais para um dragão filhote ou uma doninha =p

REVIEWS & Kissus.