Depois de ver Gina e Hermione, Harry teve que admitir que o que já era difícil havia se tornado impossível, ou seja, ficar sem Hermione.

O pior era que para ela aquilo não tinha mudado em nada sua posição em relação a ele, pelo contrário, ela cada vez se esforçava mais para fazê-lo entender que eram apenas amigos.

E é claro, Rony não sabia de nada.

- Sabe, cara, eu ouvi uns caras da Corvinal falando da Hermione ontem. Parece que ela saiu com um deles. Mas deve ter sido só uns beijos, né? – Rony fez a pergunta com imenso esforço, Harry percebeu.

-Eu duvido que ela tenha saído com um deles, Rony. – Harry tentou demonstrar confiança. Na verdade ele tinha certeza de que ela não saíra com UM deles.

Era desesperador para os dois meninos observarem que mesmo com a vida social tão movimentada, Hermione era ainda monitora-chefe, mantinha um ritmo anormal de estudos e era aluna-modelo, como sempre ressaltava McGonagall, pra quem quisesse ouvir.

Parecia haver um complô decidido a enlouquecer Harry. O novo professor de Poções, Eustace Leclerc sempre colocava Hermione sentada com Malfoy, o que na opinião dele, formava uma dupla "extremamente talentosa". Rony também não gostava dele, e os dois passavam as aulas amaldiçoando Malfoy e o profº.

-Droga de velho. Mal aprendemos a Poção do Morto-Vivo e ele nos passa essa de Regeneração. Só Hermione vai conseguir. Ela e aquela doninha Albina...

A aula terminou como sempre, com Malfoy e Hermione recebendo pontos e Harry e Rony (que gastavam tempo observando se Malfoy não encostava em Hermione) recebendo trabalho extra.

Na hora do almoço, claro, ela não estava presente.

-Isso já está ficando ridículo – disse Harry.

-O que você disse? – Rony perguntou com a boca cheia de frango

-Eu... disse que vou querer peixe frito.

Harry teria que fazer alguma coisa.

Alguém já estava fazendo.

Draco Malfoy podia ter sido um garoto mesquinho e covarde, e posteriormente, um comensal da morte, mas agora era um cara esperto. Sabia perfeitamente que Hermione Granger estava saindo com outros homens de Hogwarts.

E isso o incomodava mais do que ele podia admitir pra si mesmo. Descontava sua frustração da única maneira que sabia: transando casualmente com Parkinson. Mas quando até isso parou de funcionar (ele começou a fantasiar com Hermione), ele passou a ser extremamente agressivo, com qualquer um.

Depois daquela vez em que haviam sido flagrados por Potter e Weasley, nada mais havia acontecido. Ela parecia estar o evitando ao máximo, só se aproximando nas aulas de Poções, quando era obrigada por Leclerc. Nisso Draco tinha que agradecer ao velho. Duas horas perto dela, tocando suas pernas nas dela...

Os treinos de quadribol, nos quais ele ainda desempenhava a função de capitão, embora jogasse agora como artilheiro, estavam miseráveis. O time era fraco, e ele sabia que terminariam na última colocação. Perder para Potter ainda o incomodava muito.

- Doriam, você é tão retardado quanto seu pai! Ele ainda trabalha na Manutenção de Objetos Mágicos? – esbravejou contra um dos batedores que quase o acertara com um balaço. – Acabou o treino!

Pegou sua vassoura e foi para o castelo. Ainda tinha diversas lições para fazer. Isso ele achava morbidamente engraçado, depois de tudo que fora forçado a fazer no ano anterior. Torturar e até matar, sob os aplauso da louca Belatriz. Malfoy lembrava do pânico que sentira enquanto a observava torturar Granger. Lembrava do olhar nojento de Greyback, sem saber se quem mais a desejava era a parte lobo ou a parte homem.

Virou o corredor, tomando a direção das masmorras. Mas o som de uma cadeira caindo fez com ele parasse e retornasse.A porta estava trancada com magia forte, mas ele aprendera muito com a guerra. Num instante estava olhando para a fechadura, e no outro seu sangue gelou nas veias e o ar congelou no seu pulmão.

Hermione estava nua transando com aquele grandão da Lufa-Lufa, Mcmillan. A fúria que o tomou foi maior do que quando Potter foi anunciado Quarto Campeão no Tornei Tribruxo, ou quando Granger o socou no terceiro ano por causa daquele hipogrifo estúpido.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – rugiu ele.

Hermione e Mcmillan pararam no ato e olharam para Malfoy, que não escondia o ódio dos olhos. Hermione rapidamente pegou uma capa e se cobriu, visivelmente constrangida e temerosa, afinal estava desarmada, e Malfoy era um inimigo de guerra, e por mais que esta tivesse acabado, certas coisas permaneceram. A vontade de Draco era assassinar Mcmillan, mas ele não o fez.

-Estupefaça!

Ernesto caiu estuporado por cima de várias carteiras. Agilmente, Hermione saltou para o lado, e conseguiu recuperar sua varinha, mas foi logo desrmada por Malfoy. Malfoy lhe deu um tapa na cara com as costas das mãos, e ela foi atirada contra a mesa.

-Você é uma sangue-ruim.... – sibilou ele em seu ouvido, enquanto apontava a varinha diretamente para o coração da garota, deslizando-a por seus seios.

-Isso não me ofende mais, Malfoy. – Hermione o encarava. Não sentia nenhum medo. Se tornara incrivelmete resistente, muitas vezes sendo a única do trio a manter as forças.

-Você... me enoja. - ele queria penetrar na armadura dela, fazê-la sofrer, demonstrar fraqueza, mas não conseguia. – Eu te odeio.

Aquilo era verdade. Ele odiava tudo nela, seu poder sobre seus sentidos, sua lealdade sem limites à Potter. Odiava por ela não ser como ele. Não ser dele.

-Odeio você, sua sangue-ruim – disse com os lábios encostados no pescoço dela, saboreando cada sílaba.

Hermione não pôde conter o arrepio que percorreu sua espinha.

Draco tirou a capa que a cobria, revelando sua nudez, segurando seus braços, quando ela tentou se cobrir. Se curvou sobre ela mesmo ela lutando contra ele.

Hermione não queria aquilo. Detestava Malfoy, na verdade o odiava como nunca odiou ninguém antes. Tudo nele era errado, cruel e maligno. Mas, isso não gerava repulsa. Pelo contrário, aquilo o tornava irresistivelmente atraente para ela. E ela sucumbiu.

Seria sexo. Sexo com ódio.

As roupas foram arrancadas de Draco com violência. Ele a penetrou bruscamente, tão excitado quanto ela. Era tanto prazer que chegava a doer em ambos. Atração pura e fatal.

Ele tirou seu membro dela e a penetrou com força novamente, puxando seus cabelos para traz e lambendo seu pescoço e orelha. Hermione cravou suas unhas nas costas dele, com um grito de prazer selvagem. Suas pernas se fecharam em torno da cintura dele, e ele beijou avidamente seus seios, fazendo-a exclamar. Os dois se beijaram, um tentando machucar mais o outro. Hermione mordeu o lábio dele e ele puxou seu cabelo com força para traz, para dominá-la, fazendo com que ela gemesse. Ela o estapeou, e ele estocou com força. Eles se beijavam lascivamente, se mexendo rápido, não queriam parar.

-Granger...

-Malfoy...

O clímax foi devastador, parecia que iam morrer. Os dois gritaram, sem poderem se conter.

-Eu te odeio!

-Eu te odeio!

Aquilo não tinha amor.

Era ódio.

N/A: Nossa, é sempre difícil descrever Malfoy e Hermione. Eles são tão sexualmente perfeitos um para o outro...

Mas não dão certo, e é isso que mais me atria neles juntos!

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