Capítulo 8

O CONFRONTO

- Vai me deixar aqui?

Ela não respondeu e eu fiquei observando enquanto ela também descia e apoiava a moto no descanso, se afastando a passos largos e rápidos para o outro lado da estrada.

- Bella, o que...?

- Fique aí! – ela mandou, me interrompendo quando eu comecei a segui-la.

- O que deu em você? – e porque ela sempre tinha que me deixar tão confuso com suas mudanças súbitas de humor? Isso estava começando a me irritar.

- Você tinha que estragar tudo! – ela me acusou, gritando exaltada.

- Como é?

- Fica aí! – ela gritou de novo quando eu tentei atravessar a pista para ir ao seu encontro.

Estávamos um de cada lado da rodovia, com duas faixas entre nós e agora começava a chuviscar.

- Isso é ridículo. Eu não vou ficar conversando assim.

- É tudo culpa sua.

- Mas o que eu...?

- Estava indo tudo bem. Nós estávamos quase chegando na sua casa – ela falava me encarando com fúria que era nítida mesmo a essa distância. – Mas você não podia ficar quieto. Tinha que... argh! Que droga!

- Eu não vou fingir que estou entendendo esse seu surto.

- Porque você tinha que se aproximar daquele jeito?

- Ah, isso.

- Claro!

- Desculpe. Eu não quis ultrapassar os limites. Mas eu só estava querendo sentir um pouco mais do seu perfume.

- Eu não uso perfume. – ela falou e pareceu ter se arrependido.

- Então você cheira muito bem. – mais uma vez eu não conseguia controlar a minha boca.

- Eu? – ela me encarou dessa vez com um meio sorriso nos lábios e um olhar divertido – Eu cheiro bem? – eu apenas assenti. – Não, Edward. Você é quem cheira incrivelmente bem. – ela falou isso enquanto se aproximava de mim lentamente, atravessando a estrada sem olhar para os lados e andando tal qual uma felina – Tão bem que chega a ser ilegal. – ela concluiu parando a apenas centímetros de mim, nossos corpos quase colados.

- Bella – eu me inclinei um pouco para baixo para deixar nossos rostos quase no mesmo nível, já que ela era tão baixinha.

- E ainda tem a questão desse calor que emana do seu corpo. – ela continuou me surpreendendo ao passar suas mãos pequenas e frias pelo meu peito até o abdômen, me fazendo estremecer – É impossível resistir a esse calor.

- Você estava falando de limites – eu lembrei com a voz muito baixa e rouca.

- Sim. Meus limites. Mas eu acabei de quebrá-los. – ela falou com a voz um tanto fria agora – Se você se deparasse com algo incrivelmente prazeroso, algo que te deixaria satisfeito por muito tempo, você aproveitaria essa coisa, não aproveitaria? – ela perguntou, me olhando com os olhos brilhando de expectativa.

- Sem dúvida.

- Sem dúvida – ela repetiu e ergueu suas mãos, passando pelos meus ombros, entrando nos meus cabelos e puxando meu rosto mais para baixo, até quase encostar nossos lábios. – E adivinha só, eu achei uma coisa assim. – seu rosto inclinou para o lado, seu nariz encostando no meu pescoço – Seu cheiro é terrivelmente e encantadoramente atrativo para mim. Carlisle vai ficar muito chateado, mas eu descobri que não sou tão forte quanto ele.

O que Carlisle tinha a ver com isso tudo?

Eu ia perguntar quando eu senti seus lábios encostando na pele sensível e dando um pequeno beijo no local. Meu corpo inteiro estremeceu e eu tinha certeza que meu coração tinha errado uma batida.

- Idiotas – Bella murmurou contra o meu pescoço e eu cheguei a pensar que ela estava falando comigo, mas ela havia falado no plural. – Sempre inconvenientes.

Do que ela estava falando? E por que ela estava se afastando de mim? Mesmo parecendo relutante, Bella recuou alguns passos ficando a cerca de um metro de mim e me encarou com o olhar frustrado. Só então eu percebi que um carro estava parando ao nosso lado, cantando pneus.

- Salvo pelos cães. – ela falou com um sorriso estranho no rosto. Um sorriso que eu não gostei.

Eu ia perguntar do que ela estava falando quando Jacob desceu do carro num rompante e eu cheguei a pensar que ele fosse bater em Bella, tamanha era a sua fúria. Ou talvez até fosse, a julgar pela reação defensiva dela, recuando alguns passos e erguendo o rosto em desafio.

- Não se atreva a me tocar, cão sarnento! – ela o advertiu, falando por entre os dentes.

- O que pensa que está fazendo, frio nojento! – Jacob gritava, seu corpo tremendo e seus olhos parecendo querer saltar de tanta ira.

- Calminha, cãozinho. Não queremos nenhum acidente aqui – ela ergueu as mãos e seu tom era sarcástico. Algo que não combinava com ela.

- O que está acontecendo aqui? – eu perguntei, finalmente conseguindo me focar em algo.

- O que você está fazendo aqui com ela, Edward? – Jacob perguntou, parecendo furioso comigo também.

- Vocês se conhecem? – Bella perguntou, antes que eu pudesse falar alguma coisa. – Você deveria selecionar melhor os seus amigos. Se bem que eu sempre ouvi que os cães são os melhores amigos do homem.

- Escute aqui, sua sang...

- Meça bem suas palavras, pulguento – Bella o interrompeu, falando num tom baixo e irritado. – Não se esqueça do acordo.

- Você o quebrou primeiro.

- Se você reparar bem, eu não fiz nada.

- Mas ia fazer. – Quil interrompeu, falando pela primeira vez.

Tanto ele quanto Embry tinham uma postura de ataque, e a cada segundo eu achava aquilo mais estranho.

- E que provas vocês têm disso? – ela perguntou, voltando ao tom sarcástico, um sorriso zombeteiro em seus lábios.

- Nós vimos!

- Vocês viram o que exatamente? Porque, até onde eu me recordo, eu estava apenas beijando-o. Ou quase. – ela me olhou significativamente, lançando um sorriso sedutor e um olhar profundo que me deixou ligeiramente ofegante – Não foi, Edward?

- S-sim. – e lá estava eu gaguejando de novo. E ainda por cima na frente dos meus mais novos amigos, que agora me encaravam de um jeito estranho, como se não acreditassem nas minhas palavras. Pigarreei de leve para tentar firmar mais a voz e tentei novamente. – Bella estava me levando para casa e fizemos uma parada no caminho.

- Quem é Bella? – Jacob perguntou olhando ao redor como se esperasse ver mais alguém ali perto.

- Acho que está bem óbvio que eu sou Bella. – ela falou num tom arrogante.

- Ah. – Jacob a olhou de cima abaixo com o cenho franzido – Não sabia que você tinha nome.

- E como eu devo te chamar? Rex? – ela devolveu numa discussão que não fazia sentido para mim. Antes que Jacob pudesse falar mais alguma coisa que, pela sua expressão, não seria nada agradável, Bella se antecipou, cortando-o ao se mover na minha direção – Cansei dessa conversa estúpida. Vamos, Edward. – ela falou, passando por mim e andando até a moto.

- Ele não vai com você! – Embry exclamou, ficando entre nós dois, erguendo os punhos na direção dela.

- Já chega dessa loucura. – me adiantei até ficar de frente para Embry e o encarei furioso. – O que você pensa que está fazendo?

- Sai da frente, Edward. – ele pediu sem sequer me olhar, ainda encarando Bella, que tinha se deslocado alguns centímetros para o lado e parecia se divertir com aquela situação.

- Com quem você quer ir, Edward? – ela perguntou, também sem me olhar. Os dois se encaravam como se travassem uma batalha interna.

- Com você. – eu respondi sem pensar duas vezes.

Não sei se eu falei a coisa errada ou a coisa certa, mas nesse momento sua expressão mudou completamente, toda postura defensiva se esvaindo.

Jacob, Embry e Quil também reagiram às minhas palavras, me encarando perplexos.

- Vo-você quer ir com ela? – Jacob perguntou com o cenho franzido.

- Sim. – respondi, novamente sem pensar duas vezes.

- Mas...

- Vamos, Edward. – Bella o interrompeu, estendendo a mão para mim.

Sua mão ficou estendida ao lado de Embry, que se esquivou rapidamente como se temesse o contato.

- Ele não vai com você!

- Quem decide isso não é você, Embry. – eu me antecipei, antes que Bella falasse algo.

E, sem mais conversa, peguei na mão gelada dela e logo estávamos montados na moto, eu segurando sua cintura, apreciando ainda mais o seu cheiro, que parecia estar ainda melhor.

- Edward, não vá. – Jacob pediu num tom baixo, quase implorando, mas eu ignorei.

- Nos vemos no final de semana.

No instante seguinte estávamos na estrada novamente. No entanto, durante todo o restante do percurso nenhuma palavra foi trocada e ela se mantinha o mais imóvel possível, movendo-se apenas quando passávamos por alguma curva mais acentuada.

Eu queria perguntar sobre a discussão que acontecera, mas eu tinha quase certeza que ela não me diria a verdade.

Paramos em frente à minha casa, mas eu não queria descer. Apesar do seu corpo ser frio e duro, eu me sentia aquecido perto dela. Uma estranha e deliciosa sensação de familiaridade, como se eu estivesse exatamente onde deveria estar.

- Não vai descer? – ela perguntou, movendo apenas a perna para apoiá-la no chão.

- Acho que não. Está muito bom aqui.

- Desce Edward.

- É uma ordem? – eu perguntei zombeteiro, tentado aliviar aquela tensão.

- Se você não descer, eu te derrubo. – Bella falou com a voz dura.

- Ah, não é uma ordem. É uma ameaça.

- Desce! – ela quase rugiu, balançando a moto perigosamente.

- Pedindo assim com tanta delicadeza... – eu desci rapidamente quando ela voltou a balançar a moto, quase me derrubando.

- Até amanhã.

- Ei, espera. Por que tanta pressa? – eu peguei no seu braço, impedindo-a de sair assim tão rápido. Não queria que ela fosse embora ainda. – Não quer entrar?

- Não, obrigada.

- Eu não te entendo, Isabella – falei exasperado, largando seu braço. Ela me olhou com o cenho franzido, sem entender minha atitude. – Uma hora você está sorrindo e conversando normalmente, outra hora você está me agarrando no meio da estrada e no instante seguinte você sequer me olha e me ignora completamente. Nenhuma mulher é tão complicada assim.

Bella continuou me encarando com a mesma expressão, mas então seu rosto suavizou um pouco.

- Acabou o discurso? – ela perguntou com uma sobrancelha arqueada.

- Sim.

- Em primeiro lugar, eu não estava te agarrando no meio da estrada.

- Suas mãos não concordam.

- Em segundo lugar – ela continuou, fazendo de conta que não tinha me ouvido –, eu não estou te ignorando. Só preciso de um tempo.

- Um tempo para o quê?

- Para me acostumar com essa situação.

- Que situação, Bella? – eu perguntei passando as mãos pelos cabelos – Você é sempre tão confusa assim?

- Eu não sou confusa, Edward. Só não estou acostumada a lidar com coisas tão delicadas.

- O que é delicado?

- Você. – ela respondeu – Nós. Isso que eu sinto quando estou perto de você.

Essa resposta me pegou de surpresa. Quer dizer que ela sentia alguma coisa por mim? Eu não era o único louco da história, então?

- O que você sente?

- É complicado. – ela sussurrou olhando para baixo.

- Me fala o que você sente. – pedi, me aproximando mais dela e levantando seu rosto delicadamente.

- Isso é errado. – ela tentou se esquivar da minha mão, mas eu a segurei firme pela nuca.

- Não é errado, Bella. – me inclinei até que meu rosto estivesse quase colado ao seu para sussurrar no seu ouvido – Fala o que você está sentindo agora.

- Medo.

Eu esperava qualquer resposta, mas não essa. Afastei um pouco meu rosto para poder encará-la, mas me mantive bem próximo.

- Medo? De quê?

- De que isso não acabe bem.

- Eu deveria entender alguma co...?

- Mas também sinto outra coisa. – ela continuou, me interrompendo e olhando fixamente para os meus lábios. – Eu sinto vontade de te beijar.

- E por que não beija?

- Eu... não posso.

- Quem disse que não, Isabella?

Eu continuava com a mão em sua nuca e a puxei até colar os nossos lábios. Foi um beijo rápido, um roçar de lábios, durando apenas até que ela me empurrasse com uma força desproporcional para o seu tamanho, me fazendo cambalear vários passos, enquanto ela se afastava cantando pneus.

Continuei parado, encarando a curva na estrada por onde ela tinha desaparecido, até que a chuva caiu de vez, me encharcando em segundos.

- Edward, entra! – minha mãe gritou, aparecendo de repente na porta. – Quer pegar uma pneumonia? – ela era apenas um pouco exagerada.

Corri para dentro e fiz o possível para não sair molhando toda a casa, com minha mãe me seguindo com uma toalha felpuda, tentando secar meus cabelos.

- Mãe, para. Para! – eu tentei escapar da toalha, mas ela me segurou pelo casaco ensopado, me impedindo de subir as escadas.

- Quem era a garota?

- Alguém estava espiando pela janela?

- Estranhei a sua demora. – ela falou dando de ombros – E o que aconteceu com o seu carro?

- Eu emprestei para um amigo levar uma garota ao hospital.

- O que aconteceu? – a curiosidade agora tinha sido substituída pela preocupação. Minha mãe não era fã da palavra "hospital".

- Nada demais. Só um corte que precisava de pontos.

- Hum. – e lá vinha a curiosidade de novo – E essa garota que te trouxe, quem é?

Em algum momento eu tive a ilusão de que ela esqueceria de perguntar isso novamente?

- Colega de classe. – respondi simplesmente, tentando continuar meu caminho para o meu quarto, mas fui detido por sua voz quando estava no meio da escada.

- E você beija todas as suas colegas de classe?

Quando minha mãe queria, ela conseguia ser intrometida. Mas eu sabia que ela só ficava se metendo na minha vida daquele jeito porque eu nunca tinha levado nenhuma namorada minha em casa. Então, toda vez que ela me via conversando com alguma garota, era sempre o mesmo papo. Vinha logo dizendo que era normal namorar nessa idade e que eu deveria trazê-la em casa.

O problema era que eu nunca tinha me interessado por nenhuma garota a ponto de levá-la para conhecer minha família. Até Bella. Hoje, mesmo sem tomar consciência do fato, eu a tinha convidado para entrar. Não que ela fosse minha namorada, mas eu sabia que alguma coisa havia entre nós.

Resolvi ignorar minha mãe e subi correndo para o meu quarto, fechando logo a porta atrás de mim, para evitar que ela me seguisse lá para dentro também.

Quando eu saí do banho, meu celular apitava informando que havia ligações não atendidas e eu fui verificar quem tinha ligado. Havia sete ligações de Jacob e, antes mesmo que eu tivesse a oportunidade de retornar a ligação, meu celular tocou na minha mão com outra ligação sua.

- Oi, Jacob.

- Edward, você quer me matar do coração? Como eu ligo para você mais de vinte vezes e você não atende? Pensei que tinha acontecido alguma coisa. Onde você estava? Por que demorou tanto para atender?

- Jacob. Jacob! – eu tentava a todo custo interromper a enxurrada de perguntas e acusações, mas ele parecia nem me ouvir.

- O que deu em você? Ficou louco? Por que pegou carona com aquela...?

Chegava uma hora que a paciência esgotava. Eu não tinha por que ficar ouvindo suas frases sem sentido, ainda por cima sabendo que ele estava prestes a falar algo desagradável de Bella.

Encerrei a ligação e joguei o aparelho na cama, andando até o closet para procurar uma roupa confortável e quente para ficar em casa. Tinha apenas terminado de vestir a calça de moletom quando meu celular tocou novamente.

Voltei para o quarto com o casaco nas mãos e atendi logo antes que Jacob resolvesse aparecer aqui em casa.

- Você desligou na minha cara? – ele perguntou com a voz desconfiada.

- Desliguei.

- Bebeu?

- O que você quer, Jacob?

- Eu quero saber o que deu em você para pegar carona com aquela...

- Se você vai começar a xingar Bella, eu vou desligar de novo.

- Ok, ok. – ele se apressou a falar – Credo. Que grosseria. – agora sua voz assumiu um tom controlado, o que era muito incomum para Jake. – Mas é sério. Por que você pegou carona com... ela?

- Eu emprestei meu carro para levarem uma amiga que se machucou durante a aula.

- E ela se ofereceu para te levar em casa? – ele perguntou com sarcasmo na sua voz.

- Na verdade, não. Eu pedi.

- Por quê?

- O que você tem contra ela, Jacob? A garota acabou de se mudar para a cidade. Impossível ter arrumado alguma encrenca nesse tempo.

- Nada e tudo contra ela em específico. Eu não gosto dos Cullen.

- Por quê? O que eles fizeram para você?

- Eu vou ter que desligar agora. Só liguei mesmo para saber se você tinha chegado bem em casa.

- Você liga quase dez vezes para mim e agora vem me dizer que não está podendo falar? – eu perguntei irritado – Vai mentir para outro, Black.

- A gente se vê no final de semana, Masen. – e foi a vez dele desligar na minha cara.

A minha vontade era ligar para ele exigindo respostas, mas seria muito fácil para ele desligar o telefone novamente. Mas no final de semana ele não teria como escapar. Eu bem que poderia perguntar para Bella, mas duvidava que ela respondesse. Se Jacob estava sendo evasivo com essa situação, ela seria dez vezes pior.

Mas, apesar de não ter a mínima intenção de conversar com ela sobre esse assunto amanhã, eu tinha outros planos a envolvendo. Como, por exemplo, beijá-la de novo. E dessa vez sem ser empurrado.

Desci rapidamente para comer alguma coisa e voltei para o meu quarto, conseguindo escapar das perguntas da minha mãe, que estava entretida ajudando Emma na lição de casa.

Estava quase dormindo quando meu celular tocou novamente e eu atendi sem sequer ver quem era.

- Desculpa te acordar. – uma voz muito fininha e cristalina falou do outro lado, antes que eu sequer falasse "alô". Uma voz que eu conhecia muito bem.

- Alice?

- Oi.

- Como conseguiu meu número?

- Não é tão difícil assim conseguir o número de um morador nessa cidade. Mas eu não posso demorar. Se Bella descobre que estou te ligando, ela é bem capaz de arrancar minha cabeça. – eu ri com o seu comentário, mas ela não me acompanhou. Por que ela faz uma piada e fica séria? Era uma piada, não era? – Bella me falou, ou algo do tipo, que você a beijou.

- Ela queria o beijo, Alice.

- Ah, eu sei. – ela riu baixinho – Eu sei que ela queria. Mas, caso você esteja pensando em repetir isso amanhã, eu tenho uns conselhos para você.

Era impressão minha ou Alice estava bancando o cupido?