POR fim chegou o dia de seu casamento e Rin se sentia mais feliz que nunca. Colocou-se uma tiara de diamantes na cabeça e se olhou ao espelho. Usava um sutiã cor verde esmeralda, com os ombros ao descoberto e uma vaporosa saia cor marfim que ressaltava sua estilizada figura. Tinha escolhido a cor verde porque era a favorita de Sesshomaru.

Desde que tinha aceito casar-se com ele duas semanas atrás, sua vida tinha dado uma grande mudança.

Quase não tinha visto Sesshomaru naquele tempo e, a única vez que o tinha feito, tinham estado acompanhados. Ele tinha tido que viajar a Grécia e depois a Nova Iorque por assuntos de trabalho. Dois de seus empregados se encarregaram de organizar cada detalhe do casamento e, é obvio, nisso tinha participado Kaguya Mitchell.

Animada por Sesshomaru, Rin tinha deixado seu trabalho em Limusines Imperial e se mudou ao novo apartamento em companhia de seus pais. Sesshomaru tinha insistido em que assim o fizessem para evitar que a imprensa os incomodasse e estragasse seu grande dia.

-# Acha que gostará dos amigos de Sesshomaru? - perguntou Yura.

-# Isso eu espero - respondeu Rin.

-# Certamente, seu avô não parece estar muito contente com este casamento. Não se incomodou em vir a te conhecer antes da cerimônia.

Rin estava começando a se pôr nervosa.

-# E por que ia fazê-lo? Com tanto que venha hoje me basta.

-# Temo que sua vida na Grécia não vai ser fácil - disse Yura. - Sesshomaru viaja muito e, bonito que é, se preocupará o tê-lo afastado de seu lado tanto tempo.

-# Por que iria me preocupar? - perguntou Rin. Começava a estar molesta com os comentários de sua irmã.

-# Muitas mulheres fariam tudo para ir à cama com um homem tão atraente como Sesshomaru. Seria estúpido que não aproveitasse alguma ocasião. Além disso, está grávida e isso não resulta sexy a muitos homens.

Nesse momento, apareceu Kaguya Mitchell para avisar que tinham chegado os carros para recolher às damas de honra. Sentiu-se aliviada pela interrupção.

Uma vez ficou a sós na habitação, Rin se olhou a cintura. De verdade Sesshomaru deixaria de achá-la sexy?

O telefone soou e Rin correu para atender.

-# Sua irmã está te deixando louca? - perguntou Sesshomaru.

-# Não responderei a essa pergunta - disse Rin sorrindo.

-# Já te disse que não me parecia uma boa idéia que Yura fosse sua dama de honra. Ao conhece-la dava-me conta de quão ciumenta estava por não ser ela o centro das atenções.

-# Não fale assim. Yura não passa por um bom momento.

-# Antes de que me esqueça, tenho que te advertir de uma coisa. Há muitos jornalistas à porta da igreja. Jaken reforçou a segurança para impedir que lhe incomodem.

-# Mas, por que estão tão interessados em nosso casamento? Tão importante é?

-# Suspeito que têm curiosidade por ver a beleza da mulher com a que me caso - respondeu Sesshomaru galante.

Trinta minutos mais tarde, Rin seguia sorrindo quando subiu ao carro com seu orgulhoso pai.

Embora Sesshomaru lhe tinha advertido da presença da imprensa, Rin se surpreendeu ao ver o grande número de repórteres que se concentraram nos arredores da igreja.

-# Olhe, também há câmeras de televisão - indicou-lhe seu pai, que estava tão surpreso como ela.

Por fim, o carro parou. Abriu-se a porta e começaram a disparar os flashs das câmaras.

Um dos seguranças a protegeu com sua corpulência até que entraram na igreja. Uma vez ali dentro, tratou de tranqüilizar-se. Estava a ponto de casar-se com o homem que amava e ia ser um dia fantástico.

Ao pé do altar, Sesshomaru a esperava com um impecável fraque de cor cinza. Estava muito bonito. Durante a cerimônia, cada um pronunciou seus votos matrimoniais com voz clara e segura.

-# Agora é uma Taisho e tem que aprender a lidar com isso com os paparazzi - sussurrou-lhe Sesshomaru antes de sair da igreja.

-# O que tenho que fazer?

-# Ignora-os. Não importa o que lhe perguntem. Não lhes faça caso e muito menos lhes responda.

-# Em outras palavras, como se não estivessem aqui.

-# Isso. A imprensa é muito cruel - disse Sesshomaru tomando-a pela cintura. - Está advertida, yineko mou.

Saíram a escadinha da igreja. As câmaras começaram a disparar-se de uma vez que lhes faziam pergunta a gritos em vários idiomas.

-# Seqüestraram-lhe com Sesshomaru e soube tirar proveito, não é verdade?

-# Rin, Quando nascerá o bebê?

-# Está segura de que o bebê não é do Bankotsu Tyler?

Ao escutar aquela última pergunta, Sesshomaru a soltou e se lançou sobre o homem que a tinha feito.

Jaken levou Rin rapidamente até a limusine e retornou junto a Sesshomaru para evitar uma briga.

Rin se sentia humilhada e não deixava de tremer. Sua gravidez tinha deixado de ser um segredo. A imprensa sabia que esperava um filho de Sesshomaru e agora saberia todo mundo. Como se haveriam informado? Sua intimidade tinha ficado ao descoberto.

Sesshomaru entrou no carro.

-# Não estou disposto a permitir que nos estraguem o dia.

-# Isto é um pesadelo - murmurou Rin.

-# Se te servir de consolo, dei um castigo a esse bastardo - disse Sesshomaru.

Aquilo não fez que se sentisse melhor. Acabava de lhe advertir sobre o que tinha que fazer quando tivesse à imprensa ao redor e ele mesmo não o tinha cumprido o que disse. Agora todo mundo pensaria que tinha ficado grávida de Sesshomaru intencionalmente para fazer que se casasse com ela.

-# Como sabem tantas coisas?

-# Fizemos todo o possível para que não se inteirassem de alguns detalhes do seqüestro, mas pelo que se vê não funcionou - respondeu Sesshomaru e deixou escapar um profundo suspiro.

Rin não entendia por que tanto interesse em evitar o tema do seqüestro. Estava preocupada com alguns comentários que tinha ouvido.

-# Como souberam que estava grávida? Ou que tive um encontro com o Bankotsu? Ninguém no trabalho se inteirou disso.

-# Só uma mulher poderia revelar esses detalhes e nos estragar o dia. Certamente os jornais de amanhã falarão sobre nós. Mas hoje - disse rodeando-a com seu braço, - temos que celebrar nosso casamento.

-# Agora todo mundo sabe que estou grávida.

-# As pessoas gostam de fofocar. Assim não se aborrecerão e terão algo do que falar.

-# Prefiro o aborrecimento que a humilhação.

-# Acaso se sente humilhada por estar esperando meu filho? - perguntou Sesshomaru e acariciou seu ventre.

-# Não, não quero dizer isso. Mas eu não gosto que pensem que sou uma mulher fácil e que me deitei contigo assim que te conheci.

Sesshomaru a olhou intensamente. Lhe via seguro de si mesmo.

-# Estou muito orgulhoso de ter sido o primeiro homem com o quem te deitaste.

Rin ficou vermelha.

-# Eu também. Mas são coisas íntimas que um não vai contando por aí.

Sesshomaru jogou a cabeça para trás e riu com vontade. Rin se apoiou nele e o rodeou com seus braços. O contato com seu corpo e o familiar aroma de sua pele a tranqüilizou.

Sesshomaru acariciou o cabelo de Rin e se fundiram em um apaixonado beijo.

-# Desejo-te, pethi mou - sussurrou Sesshomaru.

Chegaram ao hotel onde ia celebrar-se o banquete. A porta do carro se abriu e ao outro lado apareceu Jaken, que sorriu ao ver o casal abraçado.

Rin nunca tinha conhecido a tanta gente em tão pouco tempo. depois das saudações e as apresentações, sentou-se com Sesshomaru em uma mesa e então se precaveu de que ainda não tinha visto Okata taisho.

-# Onde está seu avô? - perguntou Rin. - Se sentara em nossa mesa?

-# Ele não veio - disse Sesshomarucom tom severo.

-# Por que? Acaso não se encontra bem?

-# Preferiu não vir.

-# Por que não me disse isso antes? - perguntou Rin entristecida. - Sinto que não tenha podido estar aqui contigo.

Rin ficou pálida. Com sua ausência, Okata Taisho dava a entender que não aprovava aquele casamento. Sentiu-se doída. Sabia que Sesshomaru amava muito a seu avô. O coração lhe encolheu. Aquilo não era um bom começo para seu casamento. Mais tarde, depois do banquete, Sesshomaru a levou ao centro da pista de dança.

-# Não se preocupe com Okata - disse Sesshomaru como se tivesse lido seu pensamento. - É uma pessoa idosa, além de muito cabeça dura. Com o tempo lhe passará.

-# Ele preferia que você tivesse casado com a Kagura, não é verdade? - perguntou Rin.

-# Não é tão fácil. Um compromisso é algo muito sério, especialmente na Grécia. Quando rompi o meu com Kagura, Okata levou um grande desgosto.

-# E estou certa que me culpa disso.

-# Não havia outra solução, sejamos realistas. Toda decisão suporta umas conseqüências.

Rin estava contrariada. Não queria falar das conseqüências da ruptura do compromisso de Sesshomaru com Kagura. Possivelmente, ele estivesse apaixonado ainda daquela mulher.

-# Espero que a decisão tenha sido a correta e que dentro de um ano não te arrependa.

-# Dentro de um ano, terei o meu filho nos braços. Nunca me arrependo de nada e nunca o farei. Não procure problemas onde não há.

Era um bom conselho, mas difícil de seguir. Se ao menos ele a amasse, tudo seria mais fácil. Tinha cumprido sua promessa e se casou com ela. Tinha quebrado seu compromisso com a mulher com a que ia se casar e agora seu avô estava zangado com ele.

Parecia que só quem estava pagando pelas conseqüências de sua decisão era ele. Rin não queria que o fato de haver se convertido em sua esposa fora a causa de sofrimento para Sesshomaru. Amava-o.

Estava anoitecendo quando Sesshomaru lhe anunciou que deviam ir embora. Rin subiu à habitação do hotel para, trocar-se. Estava emocionada perguntando-se onde a levaria de lua-de-mel. Vestiu um traje de jaqueta azul e saiu da habitação. No corredor se encontrou com o Kohako.

-# Posso falar contigo? - perguntou-lhe ele.

-# Está bem, mas seja breve pois não tenho tempo.

-# Não sei se tem notado que Yura está muito triste. Tudo é minha culpa. Não me levei bem com ela – ele confessou. - Quanto mais me dizia que nos casássemos, mais me assustava. Mas decidi que já é momento de fazê-la feliz. Comprei-lhe um anel.

-# Que alegria, Kohako! - disse Rin com lágrimas de emoção nos olhos. - Te assegure de que prepare bem a ocasião. Já sabe que gosta que tudo seja perfeito. Lhe dê isso em um jantar - Rin o abraçou. – E me prometa uma coisa. Lhe diga que a ama. Agora tenho que descer.

Ao final do corredor, encontraram-se com Sesshomaru. Os três ficaram em silêncio.

-# Está pronta? - perguntou Sesshomaru a sua esposa.

Uma vez no carro, Rin bocejou. O dia tinha sido muito longo.

-# Estou muito cansada - murmurou.

-# Fecha os olhos e dorme.

-# Aonde vamos?

-# Vamos passar a noite em minha casa de campo. Amanhã voaremos a Grécia.

-# Foi um casamento precioso.

Rin acomodou a cabeça sobre o peito de Sesshomaru e ficou adormecida. Quando despertou, estava em uma habitação elegantemente decorada. Olhou seu relógio e comprovou que eram quase as onze da noite. Levantou-se e se olhou no espelho. Decidiu arrumar-se um pouco. Deu-se uma ducha e vestiu uma provocadora camisola de seda azul.

Encontrou Sesshomaru na biblioteca olhando fixamente o fogo, com uma taça de brandy entre as mãos.

Tirou-se a jaqueta e tinha desabotoado o pescoço da camisa.

-# Sesshomaru - chamou-o brandamente.

-# O que faz aqui? por que se levantou?

-# É nossa noite de núpcias e ...

-# Theos mou, está-me fazendo alguma proposta? - perguntou Sesshomaru baixando o olhar e fixando-o nos seios de Rin, que se mostravam sob a seda.

-# É obvio - disse ela e respirou profundamente. Seu corpo se estava preparando para recebê-lo. O coração lhe pulsava com força e seus rosados mamilos se arrepiaram.

-# Não tem por que te sentir obrigada a se deitar comigo - disse Sesshomaru levantando uma sobrancelha.

-# O que quer dizer? - disse Rin surpreendida.

-# Não faz falta que se entregue para mim só porque me casei contigo - disse ele e de um gole só bebeu o brandy. - Não estou tão desesperado.

Rin o olhou incrédula e sentiu um calafrio.

-# Está bêbado. Por isso me diz estas tolices.

-# Esta tarde eu te vi com o Kohako. Estava chorando e vi como o abraçava.

-# Não chorava por ele.

-# Não minta pra mim! - exclamou olhando-a com desprezo.

-# Não é o que pensa. Kohako estava me dizendo que vai pedir a Yura que se case com ele. Além disso, estou muito sensível e choro por tudo. O médico me disse que é normal em meu estado.

-# Não pretenderá que acredite que por isso se estavam abraçando em um lugar afastado?

-# Por que esperou até agora para me dizer isto?

-# Me deixe pensar. Quantas razões necessita? Parecem-lhe suficientes quinhentas razões, uma por cada convidado? - murmurou Sesshomaru arrastando as palavras. - Não me parecia o lugar adequado para falar de seu amor pelo Kohako, tal e como me confessou no Mos.

Rin se ruborizou ao ouvir as últimas palavras. Na ilha, havia lhe dito que amava Kohako por orgulho para evitar que se desse conta de que se estava apaixonando por ele. Não ficava mais opção que ser franca com ele e lhe explicar aquele mal-entendido com absoluta sinceridade.

-# O que te disse sobre meus sentimentos sobre Kohako não era de tudo verdade. Disse-o para que não pensasse que me sentia atraída por ti. Pode ser que não acredite, mas naquele momento me pareceu uma boa idéia - reconheceu Rin olhando-o nos olhos.

-# Não acredito em você - disse Sesshomaru .

Rin piscou. Tinha evitado lhe contar toda a verdade e ele se deu conta. Não queria reconhecer que no princípio de sua relação estava convencida de que ainda amava ao Kohako.

-# Está bem. Serei franca.

-# Ou seja, que o que me acaba de dizer não é verdade, não?

-# A verdade é que, depois de romper com o Kohako, acreditei que seguia apaixonada por ele porque não me permiti conhecer ninguém mais.

-# Isso é tudo?

Rin assentiu com a cabeça e estudou sua expressão. Quão último queria era que Sesshomaru pensasse que seguia apaixonada por outro homem.

-# Não acredita em mim, não é verdade? - perguntou Rin com curiosidade. - Desejo que nosso casamento funcione.

-# Acredito em você - disse Sesshomaru por fim.

De repente, Rin se precaveu de que estava dando muitas explicações. Parecia que lhe estava suplicando que subisse à habitação e lhe fizesse amor. Assim decidiu retornar ao dormitório.

Sua mente pensava com rapidez. Estava furiosa. Aquele era o mesmo homem que não lhe tinha tirado as mãos de cima na ilha e que agora a estava fazendo rogar. Por que a ignorava? Possivelmente fosse por culpa da gravidez. Embora ainda não lhe notava, provavelmente ele a encontrava menos atraente.

Ou possivelmente pensava que não podiam fazer amor para não prejudicar ao bebê. Quem sabe que idéias se o estavam passando pela cabeça?

Rin se meteu na cama. Sesshomaru parecia não ter intenção de dormir com ela. Estava a ponto de apagar a luz quando ele entrou e começou a despir-se.

-# Vou me dar uma ducha – anunciou. - Em cinco minutos volto, pethi mou.

Rin se perguntou por que tinha demorado tanto em subir. Chegaria a entender Sesshomaru alguma vez?

Sesshomaru retornou à habitação, ainda molhado.

-# Confio em que agora não dormirá - sussurrou.

Rin sentiu um nó no estômago.

-# Pensei que não iria dormir comigo - disse ela olhando-o nos olhos.

-# O último no que penso agora é em dormir, yineka mou - disse ele e se meteu debaixo dos lençóis.

-# Estou de acordo - sorriu Rin.

O primeiro beijo a fez estremecer até o mais profundo de seu ser. O sabor de sua boca a fez ofegar.

Sesshomaru a atraiu para si e ela pôde sentir sua ereção.

Ele percorreu com seus lábios a suave pele de seu pescoço até chegar a seus seios. Brincou com seus mamilos até que os fez endurecer-se.

-# É hora de que deixe de ser tímida e aprenda a me dar o que eu gosto - disse Sesshomaru e a guiou até o centro de sua excitação.

Rin acariciou seu pênis e se estremeceu. O aroma de sua pele era um grande afrodisíaco para ela. Estava desejando satisfazê-lo. Sesshomaru a beijou apaixonadamente. Procurou entre suas coxas e apalpou seu úmido calor. Ela se arqueou e levantou os quadris. Seu corpo ardia em desejos de entregar-se ao prazer.

-# Sesshomaru...

Com destreza, Sesshomaru ficou sobre ela e a penetrou. Desejava-o desesperadamente e se entregou ao ritmo que marcavam suas investidas. O prazer que experimentou foi aumentando até que se fez incontrolável. Sentia-se cheia de felicidade e de amor. Abraçou-o com força e beijou seu pescoço.

-# Espero ter satisfeito você, yineka mou - sussurrou Sesshomaru e ficou fixamente observando-a.

-# Não há ninguém com quem te possa comparar. Tudo em você é maravilhoso.

-# Nunca poderá me comparar com ninguém na cama. Você acha isso ruim?

Rin se sentia feliz abraçada a ele.

-# Não, por que? - perguntou Rin inocentemente. - De fato, estou segura de que acabarei me apaixonando loucamente de ti.

Sesshomaru ficou sério e a olhou com olhos brilhantes.

-# Não é necessário que haja amor para que o sexo seja bom. Descobri-o quando era um adolescente. A garota com quem saía convidou a sua melhor amiga a compartilhar a cama conosco.

Rin ficou surpreendida.

-# Por que?

-# Pensou que me podia aborrecer dela e decidiu me surpreender. Foi muito clara. Não pretendia apaixonar-se por mim, tão somente desfrutar de nossa relação. Tampouco espero que você o faça.

Logo, quando Sesshomaru dormiu, Rin seguiu pensando naquelas palavras. Sentia-se ferida.

Não estava disposta a lhe confessar o muito que o amava. Embora tinha se casado com ela, era evidente que tinha levantado uma barreira emocional entre eles. Tinha falado com grande frieza e aquilo a incomodava.

Pela manhã quando despertou estava sozinha na cama. A seu lado, sobre um travesseiro, havia uma rosa branca e uma caixa de uma conhecida joalheria. Correu as cortinas e abriu o pacote. Dentro encontrou um colar de pérolas. O pôs ao redor do pescoço e descobriu que tinha um pendente em forma de flor composto por diamantes.

-# OH! - exclamou Rin surpreendida.

Vestiu-se com um penhoar que encontrou no banheiro e saiu da habitação em busca de Sesshomaru. Embora vivesse mil anos, não conseguiria chegar a compreendê-lo, disse-se. Tão logo lhe dizia que não pretendia que apaixonasse-se por ele, como dava de presente um fabuloso colar de diamantes e pérolas. Desceu descalça, sem logo sem fazer ruído. Ouviu Sesshomaru falar por telefone em grego do escritório que havia contigüo a biblioteca.

-# Kagura - ouviu-lhe dizer.

Rin ficou paralisada. Tratou de escutar o que dizia, mas não pôde compreender nada do que falava. Quão único percebeu foi a preocupação de Sesshomaru.

Que cega tinha estado! Durante todo aquele tempo, não tinha dado importância à ruptura do compromisso de Sesshomaru e Kagura. Nem sequer se tinha parado a pensar nisso. Por que tinha sido tão tola? Agora se dava conta de que tinha sido por ciúmes e se sentia doída. Sempre tinha acreditado em que Sesshomaru não sentia nada por aquela mulher, mas agora comprovava que a queria e que seguia em contato com ela. Isso explicava que Sesshomaru não pretendesse que sua esposa o amasse. Ao fim e ao cabo, ele sabia que não poderia corresponder a seus sentimentos.

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Olá espero que gostem deste capitulo, beijão