Oi pessoal! Desculpem pela demora!!! Ahsdaauhsuhuhahs Mas esse capítulo foi realmente complicado de se escrever... hhuhuahuhauaha
Bom, espero que gostem!!!
PS: Não sei se viram mas minha nova fic já está no ar... xDDD Espero que gostem dela também!
Boa leitura e beijos!!!
Capítulo 8 – Eu te amo
Quarta-feira, 06 de junho de 2007
Despertei de meus sonhos ao ouvir o celular dele tocando. Ouvi seu suspiro antes de atender com a voz rouca... voz adormecida. Virei-me lentamente em sua direção e ele resmungou algo que eu não entendi.
-Humm... Ta... Que seja! – falou impaciente – Sesshoumaru, são CINCO HORAS DA MANHÃ! ...Não importa! ...Saco! Nem dormir eu...! ...Mas as cinco da manhã!? ...Eu sei... Sei... Ta bom então! Já vou... Tchau...
-Que foi? – pedi coçando os olhos, sonolenta.
-Problemas na empresa... – ele sorriu levemente ao ver meu espanto – Não se preocupe... é normal que aconteça... – ele acarinhou-me o queijo e beijou-me os lábios – Preciso ir... – finalizou levantando-se da cama.
-Posso ir, ou...?
-Melhor não... – ele sorriu levemente colocando uma camisa branca – Não quero que se estresse com isso.
-Sabe que meu pensamento vai estar lá, não sabe?
-Sei... Você sempre se preocupou com aquele lugar... Até mais do que eu...
-É algo que seu pai deixou pra você... – sentei-me escorada no travesseiro – Devia se importar mais!
-Importo-me, mas...! – ele suspirou pegando os calçados – Tenho coisas mais importantes que o trabalho para pensar agora... – ele sorriu levemente e tornou a beijar meus lábios – Se quiser ir mais tarde, tudo bem, mas acho que Sango precisa de atenção agora... – ele deu uma piscadela e deixou o quarto.
-... – suspirei e fechei os olhos momentaneamente.
Meu celular tocou e automaticamente peguei-o do criado mudo. Sorri levemente ao ver quem era. Atendi...
-Olá, Rin!
-Oi, K-chan! – ela parecia preocupada – Inu-Yasha falou algo?
-Nada... – suspirei – Não sei por que insistem em nos esconder esse tipo de coisa...
-"Não quero que se estresse! Blá, blá, blá!" – Rin falou fazendo uma imitação de Sesshoumaru. Ri baixinho – Dá pra acreditar?
-Inu-Yasha disse o mesmo...
-Genético?
-Talvez... – falei com um sorriso bobo nos lábios.
-Só consegui escutar algo como "Estamos em crise, Senhor"... – ela suspirou – Era o Houjo... Acha que é algo sério?
-Não sei... O Inu-Yasha disse que é normal, mas... tenho um mau pressentimento sobre isso...
-Imaginei... Essa história vai trazer muitos transtornos... Se vai!
-Também acho... – foi minha vez de suspirar – Mas pelo visto vamos ficar só torcendo para que dê tudo certo...
-Isso mesmo...
-E o Inu-Yasha ia ter uma reunião importante amanhã... Será que isso poderia afetar em algo?
-Provavelmente... Devem ser coisas entrelaçadas.
-Não duvido... – esfreguei os olhos novamente. Estava ansiosa – Preciso falar com ele... Sabe como eu sou, não?
-Não consegue ficar parada em situações como essa... eu sei... – Rin soltou um riso trêmulo.
-Se souber de algo ligo pra você!
-Digo o mesmo... Beijos...
-Beijos... – desliguei o aparelho e suspirei encostando a cabeça na parede, os olhos fechados – Inu-Yasha... – falei com o celular a uns dez centímetros de mim.
Com um suspiro ainda mais cansado fechei o flip do celular e atirei-o sobre o travesseiro dele.
Levantei e fui até o guarda-roupa, onde escolhi algo adequado. Terminei de me arrumar em poucos minutos e dirigi-me para a garagem. Com a chave, do segundo carro que Inu-Yasha mais gostava, em mãos acariciei a lataria azul-marinha.
Logo eu estava rumando para a empresa que eu costumava trabalhar. Estacionei junto com o restante dos automóveis, deixando o guarda surpreso. Sorri para ele e ele retribuiu com a cara de "Inu-Yasha não vai gostar de saber disso".
Pus meus pés na escadaria que me levaria até a entrada e segurei minha bolsa com mais firmeza.
-Não importa o que diga... Não quero estar com você só nos momentos prazerosos... Eu preciso ajudá-lo a superar os maus momentos... – falei como se pudesse ver a expressão dele a poucos centímetros. Respirei fundo – Vou aonde precisar para estar ao seu lado... – finalizei começando meu trajeto.
#(Je t'aime) I love you
(Yo Te quiero) Yes I do
(Wo ai ni) Forever it's true, Oooh
Wherever you are, baby, I love you#
#(Eu te amo) Eu te amo
(Eu te quero) Sim, eu quero
(O amor) para sempre é verdade
Onde quer que você esteja, querido, eu te amo#
Toquei várias vezes na porta a minha frente, permanecendo séria enquanto os ruídos cessavam. Logo alguém abriu a porta de madeira e eu pude ver Inu-Yasha escondido atrás de milhares de papéis. Sesshoumaru ao seu lado.
Adentrei a sala chamando a atenção do meu irmão. Seu cenho enrugou-se e eu apenas balancei a cabeça positivamente. Ele levantou-se e ofereceu-me a cadeira. Pegou outra e sentou-se ao meu lado.
-Desculpem o atraso, podem continuar... – falei e pude notar o olhar espantado de Inu-Yasha.
-Mas o que...?
-É onde devo estar... – cortei-o com um leve sorriso e tornei a dar minha atenção aos outros presentes.
-Que idéia foi essa? – ele pediu enquanto os outros recolhiam seus papéis para se retirarem.
-Eu sei que não quer, mas eu quero estar a par dos acontecimentos. Não sou sua mulher, eu sei, mas tenho consciência que um problema pra você, é um problema pra mim também! Além do que agora sei que isso vai afetar mesmo sua reunião amanhã com Miyamoto Bankotsu.
-Eu sei, mas...!
-Eu preciso estar do seu lado, Inu-Yasha... Enfrentar tudo o que aparecer! – abracei-o carinhosamente – Para poder entender o que se passa... conosco... E segurar sua mão quando precisar... e seguir em frente...
-Eu...! – ele suspirou e retribuiu ao afeto – Obrigado...
-Que bom que compreendeu... – sussurrei afastando-me um pouco.
-Eu amo você... – ele murmurou acarinhando minha bochecha.
#dare demo hitori daiji na hito ni
omotteta noni ienakatta kotoba...#
#Mesmo que eu pensasse que você era importante para mim
Eu não poderia dizer as palavras...#
-Isso mesmo, Rin... Uma crise geral...
-Não acredito... Como deixaram acontecer?
-Pessoas erradas cuidando de Osaka... Corrupção... Esse tipo de coisa... – suspirei escorando-me em uma das pilastras enquanto Inu-Yasha conversava com algumas pessoas que estiveram na reunião.
-Só descobriram agora?
-Sabe como é, não? Barganhando muito se consegue... Muitos foram escondendo por ganhar dinheiro... Porém ofereceram dinheiro a UMA pessoa errada. Aceitou a barganha e contou para um superior. Muita coisa foi roubada e o ladrão fugiu... Mas poderia ter sido pior.
-Entendo... – Rin suspirou – Só que para estabilizar a perda...
-Muito tempo, Rin... Muito mesmo... Foram bilhões de dólares roubados... – suspirei profundamente – Mas eu creio que ficará tudo bem...
-Isso... O Inu-Yasha... – ela se calou.
-Fale...
-Ele... ele ficou muito bravo por você...?
-Ele entendeu... – sorri levemente – Felizmente...
-Que bom! Estava preocupada com isso!
-Acho que ele andou crescendo muito, sabe? Se acontecesse quando eu vim pra cá pela primeira vez ele estaria muito mais do que irritado agora.
-Ele a ama agora... E sabe que você só quer ajudar...
-Eu sei... – sorri novamente – Tenho que desligar, Rin... Ele vem aí...
-Ok... Beijos e obrigada...
-Sem problema! Beijos... – desliguei o telefone e o guardei na bolsa.
-Sesshoumaru vai matá-la... – ele falou com um leve sorriso.
-Talvez... Mas eu prometi que contaria a ela e contei.
-Mulher de palavra... – o sorriso em sua face aumentou e ele se escorou onde eu estivera, segundos antes.
-Você sabe que sou... – falei segurando-lhe as mãos carinhosamente.
-Sei sim... – ele beijou meus lábios puxando-me para seus braços – Preciso de você... – ele resmungou apertando-me com firmeza.
-Por isso estou aqui... – respondi acariciando-lhe os cabelos longos.
-Você sempre foi assim, não é? Espontânea... Sempre aparecendo quando quer... porém na hora certa...
-Aposto que na época em que eu trabalhava aqui você não pensava assim...
-Claro que não! – ele soltou um riso intranqüilo – Mas agora eu sei... que foi muito importante... Cada um daqueles momentos que você aparecia do nada para me salvar... Eu ficava bravo e ao mesmo tempo aliviado... Eu não sabia por que você sempre tinha que fazer aquilo comigo!
-Por que eu o amava... – sorri levemente descansando minha face ao lado da dele – Não queria admitir nem pra mim mesma isso, mas... Sim... o amei muito naquela época... E agora esse amor é ainda maior...
-Eu sei... – ele me apertou docemente – Obrigada por estar aqui...
#wagamama dattari (I can't tell)
sunao ni narezu ni (Boy, you know)
komarasetari ne hanarete kizuita#
#Eu era egoísta (eu não posso dizer)
Eu não poderia ser honesta (garoto, você sabe)
Eu fiz coisas estranhas para você, e desde que nós estivemos
separados eu percebi#
-Sei que ela precisa... – dei-lhe uma piscadela e, em seguida, a partida no carro – Sango, estou indo aí... beijo... – falei desligando o celular e atirando-o no banco ao lado.
Não demorei muito para chegar ao meu destino. E não foi surpresa nenhuma para mim, ver Sango acompanhada de Rin esperando na frente do prédio.
-Olá, gatinhas... Querem uma carona? – pedi sorridente fazendo-as despertarem da conversa.
-Opa! – Sango exclamou sentando-se ao meu lado.
-Vamos aonde? – Rin pediu acomodando-se atrás e fechando a porta.
-Onde quiserem... relaxando é a conta... – respondi ligando o carro.
-Pra mim basta o Shopping... – Sango falou arrumando-se melhor no banco.
-Pra mim parece ótimo!
-Então é pra lá que vamos... – dei a partida.
OoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoO-Já disse... o Sesshy acha muito cedo!
-Só não o deixe achar isso por muito tempo! Claro que você sofre um pouco, mas... Ah! O que é melhor que ter um filho com a pessoa que você ama e formar uma enorme família feliz?
-Nada, eu sei, Sango... Por mim já teríamos começado a tentar, mas... O Sesshy quer esperar, então vamos esperar!
-Não dá pra convencer ele, não, K-chan? A Rin está perdendo tempo!
-Oi? Ah! – falei deixando de prestar atenção na xícara que eu mexia – Não sei... O Sesshoumaru tem a própria cabeça... – dei de ombros – Não sei se tenho muita influência...
-Kagome... Pare de pensar um pouco sobre o que acontece na empresa... Você vai acabar ficando paranóica!
-Eu sei, Sango, mas...! O Inu-Yasha é tudo pra mim e... ele está tão envolvido nessa história que eu não consigo evitar pensar nas conseqüências que isso tudo trará... pra nós dois...
-No que exatamente está pensando, Kagome?
-No estresse... preocupação... – fechei os olhos e respirei fundo – Todas essas coisas... É uma carga muito pesada que ele não vai querer compartilhar com ninguém! E eu...! Eu...! – suspirei fitando as duas – Vocês me conhecem e eu temo que possa acabar fazendo algo que ele não queira, mesmo ele tendo me pedido ajuda... Não quero ser mais uma decepção na vida dele...
-Não será, Kagome! – Sango exclamou agitada.
-Não importa o que você faça, K-chan, uma das coisas que você nunca será na vida dele é uma decepção! Ou um estorvo! – Rin completou ao me ver entreabrir os lábios.
-Vocês têm razão... É só... uma pequena tempestade... – sorri levemente tomando um pouco do chá.
-Vamos superar isso, Kagome... estamos no mesmo barco! – Rin falou sorrindo carinhosamente – Você sabe...
-Sim... eu sei... – mordisquei o canto dos meus lábios – Obrigada... vocês são...! – meus olhos se arregalaram automaticamente – Me-meninas...
-O que foi, Kagome?
-Nada de mais, Sango... – sorri forçadamente pegando minha bolsa – Agora... com a maior normalidade possível, uma de vocês peça para que a balconista providencie imediatamente um guarda para ficar na porta do banheiro feminino... se ela perguntar, sei que vai, diga que é perseguição, mas que não deve fazer alarde nenhum...
-O que está acontecendo, Kagome?
-Depois eu explico, Rin... A outra de vocês, pode por favor me acompanhar até ao banheiro? – pedi forçando novamente o sorriso – Preciso fazer um telefonema...
-Rin, vá com ela... A balconista e a dona daqui são minhas amigas...
-Certo...
-Obrigada... E, Rin, precisamos encontrar um assunto rapidamente...
-Ora, K-chan! Claro que ele vai querer ter filhos! Ele sempre disse que adorava crianças... – Rin falou enquanto começávamos o trajeto até os sanitários.
-Não sei, Rin... Ele anda ficando meio estranho quando o assunto surge...
-Ele só deve estar com um pouco de medo! – ela sorriu docemente – Espere só pra ver como vai ficar animado quando o bebê da Sango e do Miroku nascer! Sesshoumaru terá essa reação... certamente! E como eles são irmãos...
-Tomara mesmo! Não vejo a hora de ver a criançada correndo pela casa! E nós fazendo um almoço junto da piscina... Será um paraíso...
O barulho típico de quem entra em uma loja ecoou na minha mente. Já não conseguindo mostrar mais o sorriso e manter a face calma, incentivei Rin a andar mais rapidamente. O terror acentuado que meu peito emanava, diminuiu a intensidade quando alcancei a porta do banheiro e o adentrei com Rin ao meu lado.
-Rin, escore-se com força nessa porta! Não abra de jeito nenhum! – abri a bolsa e peguei o celular. Disquei um número – Droga, Inu-Yasha! Maldita hora pra acabar a bateria! Eu avisei pra carregá-lo ontem! – xinguei escorando-me na parede gelada. Disquei o número da empresa desta vez .
-Empresas Tachi, Watsuki Kikyou, bom dia!
-Kikyou, aqui é Higurashi Kagome... Passe para o Inu-Yasha, sim?
-Ohhhh... Ele já encontrou você? Nossa... que rapaz apaixonado esse... guiado pelo coração...
-Kikyou, por favor! – respirei fundo – Passe para o Inu-Yasha...
-Minha querida, ele não pode atender no momento... Deve estar enlouquecido com a Melissa... daqui a pouco tenho que substituí-la lá na sala dele...
-Ok... esquece... Bom dia pra você... – desliguei o telefone com mais raiva do que costumava ficar quando me provocavam. Disquei o número da minha última salvação.
-O que foi, mana?
-Diga para o idiota do seu irmão obedecer quando eu digo para ele carregar a porcaria do celular! Assim, talvez, eu não tenha que me estressar com a secretária dele!
-O que foi, Kagome?
Minha voz saiu mais trêmula do que estressada, eu presumo.
-Sabe aquele restaurante rosa-bebê que a Sango adora tomar chá? Aquele do Shopping?
-Sei... o que tem?
-Você e o Inu-Yasha, aqui em menos de três minutos ou eu vou enlouquecer!
-O que aconteceu?
-Shinoki, deve lhe dizer algo... – finalizei desligando o celular.
#(Je t'aime) I love you
(Yo Te quiero) Yes I do
(Wo ai ni) Forever it's true, Oooh
Wherever you are, baby, I love you#
#(Eu te amo) Eu te amo
(Eu te quero) Sim, eu quero
(O amor) para sempre é verdade
Onde quer que você esteja, querido, eu te amo#
-Tudo bem, Kagome?
-Na medida do possível... – falei sentando-me no chão, trêmula.
-Vai passar... – Rin sorriu levemente – Daqui a pouco os garotos vão chegar, daí vai, finalmente, acabar...
-Eu sei... Obrigada pelo apoio... – falei e o sorriso que ela mantinha apagou-se segundos depois – O que foi? – pedi assustada.
-Escute... – ela falou e fez um sinal para que me aproximasse.
Levantei o mais rápido que pude e fui até a porta, repousando meu ouvido nela, assim como Rin fez pouco antes.
-Eu já disse que preciso falar com uma garota que está aí!
-Espere-a sair...
-Acha mesmo que ela sairá? Ela não é tonta!
-Obrigada pelo elogio... – murmurei irônica.
-Eu mandei esperar! – ouvi a voz daquele que autodenominei "Meu Salvador Temporário".
-Que eles cheguem logo... – Rin suspirou escorando-se na porta de costas.
-Desculpe por faze-la passar por isso, Rin...
-Ora! Você é minha amiga! Não tem que se desculpar! – ela enlaçou-me as mãos – Passaremos por tudo juntas e unidas!
-Obrigada, Rin... – sorri levemente abraçando-a com carinho – Muito, muito, muito obrigada!
-Que é isso! Não precisa agradecer! – ela falou afastando-se um pouco – Amigos estão juntos em todos os momentos, sem pedir nada em troca de um favor feito...
-Onde ela está? – ouvi o tom desesperado daquela voz que se impregnara em meu cérebro. A voz que eu esperei pacientemente.
-Vamos sair daqui, Rin! – falei sorrindo e abrindo a porta do banheiro.
Vi a face preocupada se transformar em aliviada, no mesmo instante em que nossos olhos se encontraram. O sorriso em minha face dobrou de tamanho e meus pés me guiaram rapidamente para os braços do meu ex-chefinho. O terror que eu sentira há pouco tempo foi se esvaindo rapidamente.
-Você está bem? – ele pediu acarinhando minha face.
-Melhor agora... – respondi abraçando-o com toda a força que consegui juntar. Eu ainda me sentia tremer.
-Que bom... – ele beijou-me os cabelos – Fiquei tão preocupado quando Sesshoumaru me contou...
-Ele deu a bronca do celular descarregado?
-Deu... – ele riu baixinho – Podia ter sido pior... Mas aprendi a lição! – ele completou ao ver meu olhar irritado.
-É melhor que seja verdade! – falei desconfiada.
-Claro que é verdade! – ele exclamou risonho, beijando-me os lábios.
-Você é mesmo imbecil!
-Sesshy! – exclamei ao vê-lo puxar Shinoki, pela camiseta, de onde ele estava sentado.
-O que foi que eu disse pra você, hein? O que eu disse que faria se não a deixasse em paz?
-Acalme-se, Sesshoumaru! – Rin repreendeu repousando as mãos nos ombros dele.
-Não interfira, Rin... – Sesshoumaru aproximou Shinoki de si, ficando cara a cara com ele – É a última chance que vou dar, ouviu bem? A ÚLTIMA! Aproxime-se dela novamente e seus restos ficarão irreconhecíveis!
-Sesshy! – Rin agarrou um dos braços dele, fazendo-o soltar Shinoki – Fique calmo! Está tudo bem! – ela sorriu levemente e ele retribuiu, enlaçando-lhe a mão.
-Vamos embora... – falei calmamente – A Sango precisa descansar... Hey! – fitei o rapaz que permanecia perto dos banheiros – Obrigada!
-Fui chamado, fiz o que me foi mandado! – ele sorriu e abanou levemente.
-Vamos... – Inu-Yasha enlaçou minha cintura e puxou-me para junto dos outros.
-O Inu-Yasha ficou com ciúmes... Ah... sim... O Todo Poderoso Inu-Yasha está com ciúmes... – cantarolei baixinho e ele apenas apertou-me mais forte contra si – E ele admite estar com ciúmes... Fica tão bonitinho vermelho de fúria...
-Ainda mais com você cantando isso! – ele revidou avançando em meu pescoço.
-Hey... Estamos em público! Acalmem-se! – Sango vociferou – Acho que vou ter que manter meus filhos a uma boa distância do Inu-Yasha... E do Miroku também...
-Não é pra tanto, Sango-chan! – falei levemente corada. Esse Inu-Yasha sabe mesmo como me constranger!
-Ah, é! Vai que meus filhos aprendam esse tipo de coisa desde pequenos! Vai ser uma calamidade pública!
-Ainda mais se puxarem pelo pai... – Inu-Yasha comentou irônico e Sango suspirou.
-Acho que terei que internar o Miroku, sabem? – ela tornou a suspirar – Está ficando mais pervertido a cada dia que passa... E deu pra conversar com minha barriga por horas! Sequer consigo ler uma revista em paz! Ele está paranóico!
Todos caímos na gargalhada. Aposto como todos imaginaram a cena de uma Sango querendo paz e um Miroku extremamente agitando tentando brincar com a barriga dela. Bom... pelo menos eu fiz isso...
-Vai voltar para a empresa? – pedi sussurrando enquanto Rin e Sango puxavam Sesshoumaru para todos os lados.
-E almoçar lá... Pode me levar algo?
-Claro... – sorri carinhosamente. Com um movimento discreto levei a mão a um dos meus olhos e passei o dedo indicador levemente por ele, deslizando a mão para fingir arrumar o cabelo. Isso tudo depois de virar a face na direção oposta do Inu-Yasha.
-Depois quero que volte para junto de Sango e Rin... E, por favor, não saiam...
-Tudo bem... – sorri abraçando-lhe o braço e depositando a cabeça junto de seu ombro.
#mienaku naru hodo chikaku ni ita koto
omoidashite hold on... namida ga koboreta#
#Eu estava tão perto de você que eu não poderia ver nada
Lembrando que eu segurei as lágrimas#
-Oi... – falei ao colocar a cabeça para dentro da sala dele.
-Oi, fofa... Entre... – ele sorriu afastando a cadeira e levantando. Espreguiçou-se.
-Trouxe o almoço... Como o combinado... – falei largando o embrulho em sua mesa e indo até ele.
-Não é bem o almoço o que eu quero... – ele sorriu maliciosamente repousando as mãos em minha cintura.
-Eu sei... – murmurei sedutoramente deslizando minhas mãos por seu peito, até alcançar seu pescoço.
-Que bom... – ele resmungou deixando os lábios percorrerem meu pescoço.
-Você sabe o que eu acho de namoro na empresa, não?
-Como se você e a Rin não fizessem o mesmo na sua sala, Sesshoumaru... – Inu-Yasha falou sarcasticamente desviando o olhar para a porta.
-Não custa alertar... – Sesshoumaru entrou e fechou a porta – Ao menos feche a porta direito da próxima vez, maninha...
-Desculpe... – falei afastando-me um pouco do Inu-Yasha. Sentia minha pele se aquecendo.
-Não se desculpe com esse idiota! – Inu-Yasha reclamou beijando-me os lábios – Escute... Você segura e eu soco!
-O que? – pedi fitando-lhe confusa.
-Ora! Ele merece! Esculhambou com o nosso momento! – ele mostrou a língua para o irmão e enlaçou minhas mãos.
-Você não toma jeito mesmo, hein? – Sesshoumaru pediu passando por nós e sentando-se na cadeira em que Inu-Yasha estivera há pouco tempo.
-Qual é o problema agora? ...Irmão?
Desviei o olhar para Inu-Yasha. O olhar mais sério que eu já o vira dar. Era sobre algo que eu não sabia? O que eles...?
-Não esconda o jogo! – Inu-Yasha bateu as mãos na mesa, impaciente.
-A Rin... – ele olhou na minha direção e depois desviou a atenção para o irmão – Ela... Ela... Ela quer engravidar...
-É só isso? – pedi tentando conter o riso. Não me segurei quando ele afirmou – Ótimo, amados! Vou lá na Sango... – ri mais um pouco – Conversem bastante... E convença-o a ter filhos, Inu-Yasha... – alertei deixando a sala.
Escorei-me na parede ao lado da porta. Suspirei deixando os olhos vagarem pelo corredor. Permaneci ali por alguns minutos, apenas ouvindo as vozes distantes de Inu-Yasha e Sesshoumaru.
Naquele pequeno espaço de tempo, permiti-me lembrar do ocorrido desde que eu havia voltado para Kyoto. De todo o tempo ao lado do Souta... Do sofrimento que passei naquela época... De como me senti vulnerável e solitária...
Então pude sorrir, respirar fundo e ir até o elevador. Percebendo, então, que não podia reclamar desse pequeno momento ruim da empresa. Eu não estava sozinha para enfrentá-lo... E ele era tão pequeno...
#sabishisugite twilight (feel alone)
dakedo tsudzuku my life (Boy you know)
tsuyoku naritai Just to tell you L-O-V-E#
#Tão só, abatida (sentindo sozinha)
Mas minha vida continua (garoto, você sabe)
Eu quero ser forte apenas para dizer a você A-M-O-R#
-Só três, Sango!
-Três não vai dar! Fizemos como sendo duas receitas, lembra Rin?
-Ah! – ela sorriu sem-graça – Esqueci...
-Bolo de que? – pedi da porta da cozinha, fazendo as duas se sobressaltarem.
-Que bom que chegou, K-chan! – Sango veio até mim e me abraçou – Precisamos de mais ajuda!
-Ótimo! Querem ajuda em que?
-Vejamos...!
-Sango e eu estávamos preocupadas... – Rin falou largando a colher dentro da pia e lavando as mãos – Você demorou... Algum problema?
-Não... Só passei ali na praça... – sorri maliciosamente – O Inu-Yasha me mata se descobre...
-Não vamos contar, então! – Sango exclamou indo até a batedeira e a ligou.
-Hum! O Sesshoumaru estava conversando com o Inu-Yasha quando saí de lá... Sobre sua nova obsessão por gravidez, Rin... – completei tentando conter o riso.
-Tomara que ele possa ajudar!
-Não conte com isso, Rin! – Sango falou rindo – Desculpe, Kagome, mas o Inu-Yasha não parece levar jeito com esse tipo de coisa!
-Tenho como discordar, Sango-chan? – pedi sentando-me.
-Como esse barulho é irritante! – Sango exclamou tampando os ouvidos – Vamos para a sala...
-Vão vocês... Eu termino aqui e já vou!
-Ok... – abanei para Rin e segui Sango.
#(Je t'aime) I love you
(Yo Te quiero) Yes I do
(Wo ai ni) Forever it's true, Oooh
Wherever you are, baby, I love you#
#(Eu te amo) Eu te amo
(Eu te quero) Sim, eu quero
(O amor) para sempre é verdade
Onde quer que você esteja, querido, eu te amo#
-Olá, coisas lindas! – Miroku exclamou adentrando a casa, seguido por Inu-Yasha e Sesshoumaru.
-Chegaram na hora! – Rin exclamou espiando da porta da cozinha – Acabou de ficar pronto!
-O que é que ficou pronto?
-Um cheiroso, perfeito, maravilhoso... – ela apareceu com uma bandeja, onde colocara alguns pedaços do alimento – e delicioso... BOLO! – exclamou agitada, estendendo a bandeja para os recém chegados.
-Ixo extia muitio boum!!! – Miroku exclamou pegando mais três pedaços.
-Vá com calma! Ou ficará com dor de barriga de tanto comer! – Sango falou aconchegando-se ao lado do noivo.
-Ele está tão acostumado a comer bastante que nada acontecerá! – Inu-Yasha falou rindo e sentando-se ao meu lado.
-Não entendo pra onde vai tanta comida... – Sango falou suspirando.
-Já pensou alguma vez no porque de terem que chamar tanto o encanador? – Sesshoumaru pediu fazendo todos rirem.
Digo... Quase todos... Eu estava distraída o suficiente para não me dar conta da piada. Acordei do meu pequeno transe ao sentir-me ser apertada fortemente contra alguém.
-O que eu faço para você relaxar? – ele pediu num sussurro preocupado.
-Eu não sei... – resmunguei repousando minha face em seu peito quente – Realmente não sei... – abracei-o fortemente – Só sei que vou explodir...
-Você está precisando de férias... – ele falou ironicamente, beijando-me os cabelos.
-Com certeza... – ri baixinho fechando os olhos cansados – Mas como não será possível, já que você tem uma agenda muito apertada... posso me contentar em ficar no seu colo por muito, muito, muito tempo...
-Ótimo... – ele acarinhou minha face, beijando-me os lábios – Vem aqui... – ele puxou-me para seu colo, aninhando-me carinhosamente – Agora trate de relaxar...
-Inu-Yasha? – murmurei após fechar os olhos.
-Fala...
-Eu amo você... Demais...
-Eu também amo você...
-Nunca me deixe...
Foi o meu último sussurro antes do sono me tomar por completo. Estava mais tranqüila naquele momento... Junto dele... Sabendo que eu era correspondida... Tendo mais do que certeza disso...
Era o que me dava força...
#tatta hitotsubu dake
hikaru ishi mitsukete
zutto kakushite ita I love you
chanto tsutaenakucha
nakushichau mae ni ne
ima nara wakaru yo I love you#
#Eu encontrei uma pequena
Pedra brilhante
Eu mantive sempre escondida, Eu te amo
Eu preciso te falar
Antes que eu o perca
Eu sei agora que eu te amo#
CONTINUA...
