Uma senhora havia comparecido a sede do Reino das Cachoeiras para testemunhar que naquela manhã tinha ido ao centro para alugar uma carruagem particular, mas ao chegar lá Sakura estava negociando com os dois homens. Eles eram do Reino dos Vulcões.
Agora tudo fazia sentido, Sakura não estava em nenhum dos dois outros Reinos, só poderia estar naquele.
Talvez ela havia sido sequestrada por dois meliantes quaisquer ou na pior das hipóteses teria sido raptada á mando de um dos Uchihas.
Jiraya decidiu não falar nada para Tsunade, ela teria um ataque se soubesse. E assim se encaminharam para o Reino dos Vulcões.
Sasuke, como se estivesse pressentindo algo, permitiu a Suigetsu que levasse Sakura a uma costureira um pouco afastada do Reino. O informante irritara Sasuke de tanto falar que não tinha mais condições de Sakura continuar usando as roupas velhas de Karin.
_Isso não é justo! Eu estou aqui há muito mais tempo e ela é uma criada prisioneira, porque ela tem que ter roupas novas? –exclamava inconformada Karin.
_Aceite Karin, a Sakura-chan é bem mais querida aqui dentro por todos. Agora deixa eu ir, com certeza vamos demorar. –provocou Suigetsu.
_Sakura-chan, vamos logo!
_Já estou indo, mal posso esperar para sair de novo...
_Não tente fugir ouviu mocinha? Ou serei obrigado a mostrar minha personalidade assassina... Brincadeirinha, só o Juugo mesmo que é assim!
_Hahaha... que brincadeira de mal gosto. –disse Sakura ao se lembrar de que quase morreu nas mãos dele se não tivesse sido por Sasuke...
Naruto, Jiraya, Gai e mais um pequeno exército se encontravam nos portões do Reino dos Vulcões quando foram barrados.
_Vocês tem que libertar Sakura-chan! –berrava Naruto.
Eis que surge uma figura, um homem de cabelos negros azulados e orbes cor de ônix.
_Vocês não sabem o quanto me aborrece estar aqui. –disse sério.
_Quem é você? –perguntou desconfiado Jiraya.
_Sou Uchiha Sasuke, dono deste Reino.
"Então esse é o Uchiha" - pensou Jiraya.
_Onde estão os seus familiares que sobreviveram naquela noite, há 7 anos? –perguntou Gai.
_Isso não vem ao caso, aliás, o que fazem aqui?
_Sabemos que Sakura-chan está aqui e viemos busca-la! –foi à vez de Naruto falar.
_Não sei de quem estão falando.
_Ela foi sequestrada por dois meliantes de 'seu' Reino. –informou Jiraya.
_Neste caso, mandarei meus homens vasculharem cada canto destas terras.
_Já que não sabe de nada disso, porque não deixa que nós mesmos procuremos por ela? –perguntou Gai.
_Porque, eu já decidi e ninguém vai entrar em meu Reino e vasculhar a procura de uma garota.
_Mas você não pode fazer isso! –falou Naruto.
_Eu posso sim, daqui ninguém passa. Por que não voltam para casa, se forem encontrados, eu mesmo me encarregarei deles e a garota será entregue sã e salva a vocês. –disse frio e tranquilo.
_Nós vamos, mas é bom que você não esteja escondendo nada Uchiha, ou vai se arrepender futuramente. –disse em tom ameaçador Jiraya.
_Não tenho nada a esconder.
E assim foram embora.
Enquanto isso:
_Sakura-chan, você está tão linda. Sei que não é nada parecido com o que está acostumada, mas é bem melhor que os trapos da Karin. –disse admirado Suigetsu.
_Obrigada e tem razão é bem melhor que as roupas daquela vaca. –brincou Sakura, que vestia um vestido de veludo azul marinho, que realçava ainda mais sua pele de porcelana e sua cintura fina e valorizava seu decote.
Depois de muitas trocas e ajustes resolveram voltar. Sakura se sentia bem por ter Suigetsu por perto, ele lembrava Naruto com seu humor, mas Naruto era mais ingênuo enquanto Suigetsu via malícia em tudo.
_Ero-sennin (Jiraya) porque obedecemos àquele cara?
_Por enquanto é melhor deixar que ele faça o que quiser e caso não dê em nada, o que eu acredito que aconteça, pois ele não é nem um pouco confiável, invadiremos a força o Reino a procura de Sakura.
_Entendi. Mas ela pode estar correndo risco de vida. –disse preocupado Naruto.
_Rezemos para que nada de mal aconteça a ela e diremos a Tsunade apenas que solicitamos buscas ao Reino dos Vulcões. –disse pensativo Jiraya.
Depois do almoço, preparado por um servo qualquer, Kabuto chegou ao castelo, encontrou Karin, alguns guardas e Sasuke no pátio principal:
_Sasuke-sama, como passou desde minha última visita? –perguntou mais natural que conseguiu.
_A pergunta certa não seria: como ainda posso estar vivo?
_Como assim?
_Eu sei que estava me envenenando todo esse tempo, naquele dia só me deu uma dose mais forte não é mesmo? Sakura me curou e viu você colocando algo em meu chá.
_Não sei do que está falando meu lorde...
_NÃO MINTA! Seu maior erro foi ter ameaçado a minha vida, não precisa admitir nem explicar o porquê, seu destino já está traçado.
Nesse momento Suigetsu e Sakura adentraram o local. Kabuto mais que depressa pegou uma de suas afiadas e compridas agulhas médicas, segurou Sakura com a agulha encostada em seu pescoço, ela mal teve tempo de raciocinar.
_E SE VOCÊ PERDER A SUA MALDITA PRISIONEIRA?!
_Kabuto, Kabuto... Não seja tolo ao ponto de tomar uma atitude desesperada como esta. –disse Sasuke que num piscar de olhos estava atrás de Kabuto com a lâmina de sua katana em seu pescoço enquanto com a outra mão puxava Sakura pelo braço e a livrava do médico e de qualquer risco de corte. –Homens prendam-no no calabouço, mais tarde lhe farei uma visita...
_Como assim não entraram por causa de um garoto mimado que não permitiu que entrassem no Reino?! Vocês não estão nem aí com a vida de Sakura-sama. –lamentava incrédula Tsunade.
_Não é verdade Tsunade-sama, foi pensando na segurança dela que não invadimos, não sabemos com quem estamos lidando, se forçássemos alguma manobra e se estiverem mesmo com o domínio de Sakura, poderiam usá-la como escudo ou sabe-se lá o que. –a reconfortou Gai.
_Ai meu Deus, minha menina está nas mãos de bandidos, deve estar passando por maus bocados. –Chorava Tsunade.
Naruto estava triste e se sentia culpado, como pode ter permitido que sua amiga se arriscasse dessa forma, por que não a impediu?
_Não adianta ficar se lamentando, vamos esperar um tempo até que o Uchiha tenha revirado seu Reino atrás de Sakura. –disse Jiraya, ele não acreditava que Sasuke ao menos procuraria a garota, ele nem sabia como ela era, além disso, ele não parecia ser confiável.
_Vocês podem se retirar. –eles ainda estavam no pátio.
Depois de Kabuto ser levado aos berros, Sakura ia se retirar também quando sentiu uma mão a segurando pelo braço.
_Você fica.
Ela ficou confusa ao ouvir isso, mas ficou calada esperando que Sasuke falasse alguma coisa, eles já estavam sozinhos.
_Mais uma vez eu te salvei. E o que levo em troca?
_O que você queria? Não sou eu que estou me pondo em risco, não é minha culpa que desde que entrei aqui, minha vida tem estado por um triz.
_Talvez porque seja uma garota extremamente problemática, mas eu sei como pode retribuir o favor.
_E como seria? –disse assustada, mas o mais firme que pode.
Sasuke não disse nada, só se aproximou a puxou pela cintura ao seu encontro e lhe beijou. Um beijo sereno, mas que logo se tornou desesperado, enquanto a garota tentava se desvencilhar e ele a mantinha perto com a mão forte em sua cintura e a outra segurando seus cabelos com força. Ela não queria, mas no momento em que tentara gritar, a língua quente e ávida dele adentrou sua boca procurando explorar cada parte dela. Quando estava quase sem ar, ele parou:
Ela se afastou rápido e chorava:
_Não toque mais em mim! –gritou enquanto corria.
Sasuke não sabia o que tinha acontecido, fora por impulso, mas não se arrependera, já havia beijado algumas mulheres, mas com a rosada tinha sido diferente, era por instinto, um desejo.
