Olhei-o, eu estava ofegante, meus deuses o que foi aquilo, ele me sorriu e eu comecei a rir, logo parecíamos duas crianças que tinham roubado o doce antes do almoço e não tinham sido pegas.

–Melhor mostrar do que dizer não acha? –ele falou me olhando e se virou para o notebook. –Agora todos vocês, assim como ela agora, sabem que essa é a pessoa mais importante da minha vida. –ele ainda sorria quando falou isso.

–Bom galera era isso que eu queria compartilhar com vocês, espero que nós apõem. –eu disse para o notebook e Hyoga me soltou e se levantou posicionando-se em frente ao computador.

–Torçam por nós e me desculpem por sequestra-la, bye. –ele falou dando-me espaço para me despedir também.

–Bye galera... –e quando eu terminei de me despedir ele finalizou o vídeo e desligou o aparelho, em nenhum momento me olhava.

–Bom acho que todos acreditaram que somos um casal apaixonado. –eu falei tentando iniciar uma conversa que não fosse constrangedora, e ele suspirou mais ainda não me olhava. -Sinto muito pelo beijo. –agora foi minha vez de suspirar.

–Ei, foi mais minha culpa do que sua. –ele falou e se virou, ele estava... envergonhado.

–kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eu me joguei na cama gargalhando, comecei a me virar de tanto rir, ele estava mais envergonhado do que eu com toda a situação. Só parei de rir quando senti um peso sobre mim, ele segurou minhas mãos entre as suas em cada lado do meu corpo, e prendeu meu tronco entre suas pernas, mas em nenhum momento ele usou força alguma, ele me olhava sério, e eu mordi os lábios para não rir mais, ele se inclinou aproximando-se, deixando nossos rostos próximos e as pontas do seu cabelo ainda úmido tocaram meu rosto, e naquela posição ele tinha total controle sobre mim.

–Vamos Alana continue rindo de mim. –sua voz tinha um tom de malicia, e este se aproximava cada vez mais, ele me encarou serio e seus lindos olhos azuis brilhavam em um desafio mudo para que eu continuasse a rir.

–Não Hyoga eu juro que parei, mais sua cara estava tão fofa vermelha. -e disse tentando não rir ainda mais.

–Fofa é? Vamos vê se a sua fica fofa enquanto fica vermelha. –ele falou e se inclinou para trás, logo soltou minhas mãos, eu achei que ele iria me beijar novamente, mais ele começou com um ataque de cosquinhas.

–Hahahahahaha para... hahahaha eu juro... hahaha para... hahah eu não riu mais de você. –falei tentando fazê-lo parar.

–Acho bom mesmo, hunf... –ele parou de fazer cosquinhas e saiu de cima de mim e eu fiquei respirando fundo tentando recuperar o folego. –Concordo com você, acho que todos acreditaram.

–Eu não tenho dúvidas, amanhã os paparazzi estarão loucos tentando nos achar. –eu sorri malignamente enquanto dizia isso.

–Você esta realmente se divertindo com isso não é? –ele me olhou sorrindo torto.

–Mais é claro, tem coisa melhor do que enlouquecer esses caras. –rimos juntos. -Eles são um pé no.. enfim, eles me dão nos nervos. -tentei concertar a frase, ele levantou a sobrancelha como uma pergunta, mais como eu não disse mais nada ele deu de ombros e continuou.

–Bom já está tarde, então vou te deixar dormir, você precisa descansar para melhorar logo. –Ele falou e se aproximou de mim na cama me dando um beijo na testa. –Amanhã conversaremos melhor, e lembre-se que começaremos seus treinos. –eu assenti e ele se levantou para sair. –Boa noite.

–Boa noite Hyoga... –ele saiu do meu quarto, e eu ainda estava atordoada sobre tudo.

Fiquei um tempo ainda deitada na cama pensando em tudo que havia ocorrendo, mais o sorriso não saia do meu rosto, eu estava contente, apesar de tudo que tinha me acontecido, eu estava realmente feliz, minha vida tinha dado um salto de 360° graus mais do que eu reclamaria? Eu estava bem, e apesar de ter levado um par de chifres eu agora estava noiva de um cara super legal que se preocupava comigo, e que me beijou como ninguém tinha feito antes, eu estava suspirando e me virando na cama, aiaiaia... Parei e resolvi que estava na hora de parar com aquilo, tinha sido um beijo de acidente, e agente não sentia nada um pelo outro, mal nós conheciamos e ele era mais velho!

"Serio que você tá pensando em idade?" -minha consciência indignada!

"Mas.."

"Nada de mas, o cara é lindo e é super carinhoso com você! Vai me dizer que não ficou balançada?"-perguntou-me a voz que deveria ser da razão.

"bom talvez atração, mais enfim... Argh me deixe!"

Levantei e fui ao banheiro, tirei a maquiagem e lavei o rosto, passei um creme na pele e joguei minha antiga roupa de dormir no lixo, pois estava horrível. Voltei para o quarto retirei as joias e a roupa, me dirigi ao guarda roupa para pegar uma camisola. Mais gelei só havia lá 2 camisolas, exatamente as 2 que havia ganhado de presente no meu aniversário de 18 anos. Presentes claro, da minha melhor amiga, Samanta (aquela maluca tarada). Era uma vermelha curta de babado e uma branca sem babados, todas lisas e de cetim. Respirei fundo e peguei a vermelha colocando-a, ela ficou curtíssima, meus seios só faltavam saltar pelo decote, e seu comprimento não se dava nem a um palmo do meu bumbum, além de que estava apertada, choraminguei um pouco e fui pegar o notebook ligando-o novamente, e puxando-o para cama enquanto me sentava na mesma.

Não fui olhar meu facebook, nem nenhuma de minhas redes sociais, deixaria para me divertir com isso depois, resolvi enviar um e-mail para minha mãe, ela deveria está muito preocupada comigo e achando que eu estava com raiva dela, mais eu jamais ficaria com raiva da pessoa que mais amo. Abri o navegador e digitei o site do meu e-mail, e quando esse abriu cliquei na parte de novo e-mail e comecei a digitar "minha carta"...

"Boa noite mamy! :)"

"Como à senhora está em? Como estão às coisas por aí, e como estão todos?

Saiba que estou muito bem viu, e que as coisas aqui estão de certa forma, como posso dizer? Acho que maravilhosas seria o termo certo hehehehe...

Claro, não vou mentir. ainda me sinto meio perdida com tudo, foram muitas revelações e mudanças em pouco tempo, mais sei que todos só querem o melhor para mim. Então estou fazendo o possível para facilitar as coisas para todos (principalmente para Hyoga que mesmo sem eu saber, fez tanto por mim).

Não vou mentir mãe, sinto tanto sua falta, queria a senhora aqui para me abraçar e ninar, conversar sobre meu verdadeiro pai e toda essa "loucura", tenho tantas perguntas que provavelmente a sufocaria com elas, como acho que logo farão comigo... No entanto, apenas me contentarei com as respostas que foram me dadas até agora...

Como já deve saber eu resolvi me casar com meu padrinho (ele me disse que a senhora tinha conhecimento sobre o assunto, e sei que se aceitou era por que só poderia ser o melhor para mim), tenho certeza que essa é a melhor escolha para todos nós. Por isso gostaria de pedir-lhe que cuidasse de tudo, não quero um casamento na igreja, quero algo mais marcante, quero me casar num bosque com tudo que tenho direito. A senhora tem acesso a minha conta bancária do Bradesco, gaste o que for preciso para que seja um dia inesquecível e convide os jornalistas que são meus amigos para fazerem a cobertura do casamento.

Mãe, obrigado por tudo, sei que tudo isso está sendo mais difícil para senhora, por isso, muito obrigado por tudo mesmo...

Sinto sua falta!

Com amor!

Aqua!"

Enviei, e como esse era meu e-mail pessoal este não estava com vários e-mails dos malucos dos jornalistas, e antes que minha curiosidade sobre a repercussão do meu casamento me vencesse, eu fechei o computado e o coloquei de volta no seu lugar, desliguei a luz e com um belo sorriso fui dormir.

Despertei com sede, levantei e abri a tela do notebook e vi que ainda eram 5:07 da manhã, então fechei o mesmo e sai do quarto e me dirigi as escadas, precisava de um relógio para meu quarto. Passei pela sala, e pela sala de jantar enquanto coçava preguiçosamente os olhos com a mão, me dirigi a uma porta aberta que eu tinha certeza que era a cozinha.

A cozinha era muito espaçosa, tinha armários pregados na parede, uma pia de inox, um fogão 6 bocas embutido, uma geladeira tríplex (meus deuses para que esse exagero todo), uma mezinha de mármore para 4 pessoas. Me dirigi a pia onde descansavam os copos e os pratos num escorredor, e peguei um copo, fui até a geladeira e abri-a, tinham tantas coisas ali que foi complicado achar uma garrafa de água, peguei-a e enchi meu copo transparente com o liquido da mesma cor, e por fim matei minha sede. Devolvi a garrafa a geladeira e fui até a pia e lavei o copo depositando-o no mesmo lugar, e me dirigi de volta para meu quarto me arrastando.

–Agora entendo o porquê de você não ter se segurado e a beijado na frente do mundo inteiro Hyoga. –eu gelei no primeiro lance da escada ao ouvir aquela voz de deboche, e me virei dando de cara com três rapazes sentados no sofá e Hyoga em pé me olhando. –Mais claro que eu não teria ficado só no beijo onisan.

Falou me um rapaz japonês que estava na ponta, este se levantou e caminhou em minha direção, vestia uma calça jins azul e uma polo vermelha, era branco de cabelos negros e repicados, seus olhos castanhos esquadrinhavam cada parte do meu corpo com um certo desejo que me deixou envergonhada, e para um japonês esse tinha o corpo relativamente forte. Olhei para os outros dois no sofá, um loiro e um moreno ambos brancos, mais esses não olhavam direto para mim mais, e estavam ligeiramente vermelhos. Ao olhar para Hyoga este não mais me olhava, estava com a mão no rosto e mais vermelho que todos ali, eu me senti envergonhada também, pois este estava apenas com um calção de dormir, deixando amostra aquela escultura dos Deuses que era seu corpo, e pela primeira vez eu vi como eram suas maravilhosas cochas torneadas, seu bumbum "e meus Deuses como era empinado", eu senti vontade de apetar, mais o que me deixou sem folego, foi o seus tanquinho cheio de gomos, e antes que eu continuasse admirando mais ele, o rapaz que vinha se aproximou perigosamente de mim e num piscar de olhos Hyoga estava em minha frente.

–Prazer "princesa", sou Seiya Ogawara. -só pode ser brincadeira não é? Eu me perguntava incrédula...