Capítulo 8

Hermione e Severo dormiram o resto da manhã. Quando acordaram já passava da hora do almoço, ficaram abraçados em silêncio até que Hermione resolveu falar – Severo, tenho que contar-lhe uma coisa sobre a horcuxe que Dumbledore e Harry foram procurar naquele dia. – Severo estranhou, achou que aquilo era fato resolvido, Hermione continuou – A horcuxe que eles acharam era falsa – os olhos de Snape se arregalaram, ele soltou Hermione do abraço e sentou no catre, olhou para ela e com uma expressão sentida, lamentou – Então o Dumbledore bebeu aquela poção horrível para nada, mas que droga! Como assim, era falsa, ele me mostrou que pegou alguma coisa, o que ele achou então? – Hermione deu de ombros e disse – não sei direito, mas o diretor disse que quando a pegou sabia que era falsa, por isso ficou tão ansioso para falar com você, ele queria que a morte dele não fosse em vão. Um completo desperdício – Severo a interrompeu, já tinha entendido, o velho quis salvar sua vida e a de Draco, não precisava ouvir o fim da história, mas, pensou "se a horcuxe é falsa, onde estaria a verdadeira". Snape falou olhando para o chão – o que você está me contando só aumenta minha divida com Dumbledore, eu prometo a você e a ele que farei de tudo para descobrir onde estão essas famigeradas horcuxe, custe o que custar – Hermione tocou os lábios de Severo com os dedos e disse – tudo bem, mas, tome cuidado, se você morrer não terá valido de nada o sacrifício de Dumbledore para manter-lo e eu, com certeza, quero você bem vivo. – Severo, sorriu para ela, ele também queria chegar vivo no final da guerra, mas pensava que achar as horcuxe era mais importante, se sacrificaria de bom grado para encontrá-las. Sua sobrevivência era um bem secundário, já teria valido a pena o que Dumbledore fez poupando-lhe a vida se ele pudesse usá-la para ajudar a matar Voldemort, mesmo que isso, desse cabo de sua existência. Preferiu não externizar para Hermione seus pensamentos, apenas, concordou com ela para tranqüilizá-la. Hermione completou – quando eu for chamada para a reunião da ordem, provavelmente esse assunto será a pauta, qualquer informação que tiver eu trago, assim, você pode começar suas buscas. – Severo novamente concordou, só que agora de verdade.

Levantaram-se e foram tomar um banho, Hermione estava com fome e pensava em como conseguiria algo para comer, resolveu que perguntaria depois para Snape sobre onde ela poderia arrumar um almoço qualquer.

Severo abriu o chuveiro, a água demorou a esquentar, quando essa já estava boa ele deu espaço para Hermione entrar e logo a abraçou. A água quente banhava o corpo dos dois fazendo um sensual caminho pelas curvas de Hermione. Severo viu a excitação voltar a certa parte de seu corpo. A bruxa sentiu o volume contra sua barriga e não resistiu em tocá-lo, Severo gemeu, ela massageava sofregamente o órgão, sentindo a textura suave da pele distendida. O homem estremeceu de desejo e trazendo-a para mais perto, falou – Sabe mais cedo, quando a levantei no colo contra a parede – Hermione sentiu um tremor percorrer sua espinha. E claro que ela se lembrava – Eu queria que você estivesse assim, nua, para eu poder fazer isso. - pegando-a no colo como havia feito no quarto ele a encostou-a na parede do boxe e a penetrou profundamente fazendo-a gemer e cravar as unhas nos ombros dele. O vapor da água quente, os gemidos e investidas do homem que a segurava, a sensação dos azulejos frios nas suas costas, o sabor e o cheiro da pele quente e molhada de Severo quando ela o beijava no pescoço estimularam todos os seus sentidos entorpecendo seu corpo. Para não cair ela envolveu seu amado com as pernas o prendendo e o obrigando a penetrar mais profundamente em seu corpo, levando-a com essa sinestésica experiência, lentamente ao clímax, que logo foi alcançado por Severo. Ele a colocou novamente no chão. Hermione com o rosto muito vermelho olhou para o bruxo que respirava descompassando, achou que ele estava muito atraente com os cabelos molhados e bagunçados, puxou-o para seus braços e falou – sabe que eu pensei a mesma coisa mais cedo. – Severo riu solto e a beijou, sentindo a água do chuveiro escorrer pelos lábios dela.

Já no quarto, Hermione sentou-se à mesa usando apenas a camisa de malha e a calcinha, Severo preferiu ficar só de cueca, estava um calor insuportável no sótão, pois o telhado era logo em cima e o sol do começo da tarde aquecia a laje impiedosamente. A fome de Hermione havia chegado ao limite e ela perguntou – Severo eu estou morrendo de fome, tem algum lugar aqui que eu possa ir para comer? – Severo riu desdenhosamente, a zona portuária era um lugar bem ruim, ele achou improvável que ela achasse um local descente para comer, mas, resolveu se oferecer para comprar algo – eu também estou com fome, se você quiser, eu saio e procuro alguma coisa que seja minimamente aceitável, duvido achar algo, mas, prometo me esforçar – Hermione sorriu e disse – qualquer coisa serve, eu comeria até carne de hipogrifo – Severo fazendo careta de nojo falou – acho difícil eu achar essa iguaria por aqui, mas, quando estava vindo para cá ontém de madrugada, acho que vi uma fast-food de peixe com fritas, se servir, vou lá comprar. – Hermione disse que sim já sentindo o gosto na boca, sem fazer cerimônia perguntou – você tem dinheiro? Porque ser não tiver eu trouxe algum aqui – já ia enfiando a mão no bolso da calça que estaca em cima da mesa quando olhou para a cara carrancuda de Severo, ele parecia ofendido, ela perguntou – o que foi? – o homem cruzou o braço sobre o peito e falou – pode deixar seu dinheiro no bolso, eu não estou nadando em dinheiro, mas também não sai do castelo totalmente desprevenido, eu sabia que teria que fugir, por isso, trouxe uma quantia comigo, não é muito, mas, posso me dar o luxo de pagar o almoço da minha mulher – Hermione adoro ser chamada de "minha mulher" e era isso, que ela era com certeza. A bruxa não protestou e aceitou que ele pagasse.

Severo vestiu-se, colocou apenas a calça e a camisa branca que usava por baixo do casaco, dobrou a manga até a altura do cotovelo, olhou-se e torceu o nariz, ele preferia sua indumentária completa, mas, com certeza, daquela forma ele chamaria menos atenção no mundo trouxa. Saiu deixando a chave da porta com Hermione e pedindo que ela trancasse por dentro e não abrisse para ninguém a não ser para ele.

Sozinha no pequeno apartamento, Hermione olhou em volta e notou que o lugar estava horrível, resolveu arrumar um pouco para Severo, apontou a varinha para o catre e o transfigurou em uma cama de casal, conjurou roupas de cama, colcha e toalhas limpas de sua casa. Apontou para as cortinas transformando o pano puído em um em melhor estado e por fim, limpou tudo com mais um feitiço, sentou na nova cama e riu sozinha pensando como é bom ser uma bruxa, nessa hora, se fosse trouxa, ainda estaria varrendo o chão. Deitou sentindo a maciez do lençol, ficou olhando o teto no formato do telhado e esperando a volta de Snape.

Meia hora mais tarde, Hermione já estava apavorada, Severo estava demorando tempo demais, ela já achava que ele pudesse ter sido capturado pelos Aurores, se recriminou por não ter saído no lugar dele para ir buscar a comida, ninguém a estranharia, podia dizer que estava passeando em Bristol, seria bem normal. E no auge de sua agonia ouviu três batidas na porta, levantou e perguntou quem era, ouviu a voz de Severo responder e sentiu um enorme alívio indo abrir a porta.

Snape entrou, ele carregava na mão um embrulho com um símbolo de um fast-food de peixe com fritas, Hermione pegou o pacote e colocou sobre a mesa, leu o logotipo e viu que o lugar onde ele havia comprado o "almoço" ficava em Londres, olhou para ele não entendendo a procedência da comida e esse explicou – Não achei nada mais perto, tive que aparatar em Londres para conseguir algo que prestasse, agora se não se importa vamos comer que eu estou morto de fome.

Só então Snape olhou em volta e viu a arrumação que Hermione fizera, passou a mão no queixo e disse – você esteve bem ocupada enquanto estive fora – a bruxa sorriu e falou – Não deu trabalho nenhum, foi só sacudir a varinha para lá e para cá e pronto, tudo arrumado, espero que você tenha aprovado. – Severo ficou surpreso com o tanto que ele gostou de ter alguém para cuidar das coisas dele e falou – Claro que aprovei, eu gosto das coisas arrumadas, mas, gostei mais de saber que você se importa com meu conforto. – Hermione colocou as mãos na cintura fazendo uma cara maliciosa e apontou para a cama de casal – Nosso conforto, minhas costas estão doendo por causa daquele catre velho que tinha aqui. E o cheiro, pavoroso! Agora ficou bem macio e perfumado. – Severo gargalhou e a empurrou na cama caindo por cima – É o cheiro está bom, mas, podia ficar melhor se estivesse com o aroma de seus cabelos entranhado nos lençóis para eu ficar lembrando de você quando estivesse sozinho. – O homem enfiou bem o nariz nos cabelos de Hermione e continuou – Pena que eu estou com tanta fome, se não nós podíamos estreá-los e colocar uma infinidade de outros cheiros nesses lençóis.

Hermione deu um tapinha nas costas de Severo e riu dele. O bruxo escorregou para o lado e se levantou, a jovem o seguiu para a mesa e sentaram-se para poderem comer.

Passaram o resto da tarde conversando, namorando e fazendo planos de como iriam se encontrar. Severo combinou com ela que ele ficaria oclumente o tempo todo e que ela, só poderia vir até ele, quando conseguisse senti-lo no Elo, pois ele só liberaria a mente quando fosse seguro para ela vir, ele também liberaria as proteções mágicas, permitido que ela aparatasse dentro do apartamento. Quando ele precisasse falar com ela, ele a buscaria no Elo, disse, que ela só deveria usar oclumência se fosse estritamente necessário, por que, se ela estivesse em perigo, ele não saberia e não poderia ajudá-la se não tivesse acesso a seus sentimentos. Hermione concordou com tudo.

A tarde foi chegando ao fim e foi anoitecendo Hermione se despediu de Severo com um beijo apaixonado, ela havia combinado com os pais que chegaria ao anoitecer e não queria preocupá-los. Severo liberou as proteções do apartamento e Hermione aparatou de lá no seu quarteirão, verificou se ninguém a havia visto, ao constatar que não, caminhou pela rua entrando em sua casa.

Mais cedo naquele dia, a professora Minerva McGonagall, nova diretora de Hogwarts, estava sentada na sala que antes fora de Dumbledore, olhava para o quadro vazio e imaginava onde Alvo estaria. Desistiu de pensar e resolveu ler um livro, foi até a estante atrás da mesa e quando pegou um grande volume sobre transfigurações inusitadas ouviu uma voz dizendo – você não se cansa de ler esse livro? Eu já o emprestei a você umas mil vezes, agora que ele é seu, acho que não o largara mais. – Minerva girou nos calcanhares, olhou em volta e não viu ninguém, ouviu uma risada que ela bem conhecia e olhou para o quadro de Dumbledore e lá estava o velho diretor com o mesmo brilho nos olhos de sempre. Minerva falou – onde você estava? Todos da ordem ficaram sobressaltados com sua ausência – o quadro olhou incrédulo para ela e perguntou – todos, talvez, mas, você com certeza. – A diretora corou desviando o olhar, virando-se novamente para o quadro, respondeu – por que você me assustou? Achei que você tinha sumido ou algo assim, não sei o que faríamos sem você aqui para nos orientar. – Dumbledore balançando a cabeça, disse – Você daria um jeito tenho certeza. Mas agora que eu apareci, pode ficar mais sossegada, tudo dará certo, você verá – Minerva tinha o olhar perdido, buscava na voz do homem que tanto admirava a certeza que ela não sabia se tinha no coração. – Dumbledore percebendo reafirmou – Minha querida, não fique com esse jeito, eu sei o que vamos fazer para vencermos essa guerra, para discutirmos tais idéias que tenho, precisamos organizar uma reunião da ordem, quero que seja aqui em Hogwarts, chame apenas os mais íntimos membros: os Weasly, Lupin, Torks, Moody, Harry, logicamente, e não esqueça de chamar a Hermione, quero ela aqui. Mas por antes preciso que você me chame o Potter, tenho que conversar com ele primeiro, preciso aconselhá-lo e acalmar seu coração, que imagino, deve estar muito atormentado, temos muito que conversar. – A professora concordou e antes de cumprir as ordens do antigo diretor o cobriu de perguntas, umas sobre onde ele e Harry haviam ido na noite fatídica e Dumbledore respondeu que na reunião ela saberia e algumas sobre a traição de Snape, as quais Dumbledore desconversou. Minerva achou que era devido ao choque de ser traído por alguém que ele confiava, e provavelmente não queria tocar no assunto, resolveu não insistir e diria aos outros que também não o fizessem perguntas a respeito, despediu-se do quadro e foi ao corujal mandar uma coruja ao Harry para que ele viesse falar com Dumbledore.

Harry chegou no dia seguinte aparatando no portão da escola, estava ansioso para encontrar com o antigo diretor. Chegou à gárgula da entrada da sala e foi recebido por Minerva que o levou até o quadro deixando-os sozinhos em seguida.

Harry atravessou a sala olhando fixamente para a figura de Dumbledore no quadro, seus olhos estavam mareados, mas não era tristeza apenas que Dumbledore viu naqueles olhos verdes, era raiva e ódio.

Dumbledore abaixou os olhos e olhou para o rapaz, ficou triste de não poder contar a verdade sobre sua morte a ele. Fazendo um sorriso acolhedor, disse – Harry que bom revê-lo, como tem passado? – Harry ao invés de responder falou com a voz embargada – Senhor, como ele pode o trair desse modo, aquele canalha tem que pagar... Eu vou matá-lo, Azkaban é pouco para ele, ele merece morrer. – Dumbledore apenas meneou a cabeça e disse – Caro Harry, ninguém sabe o que se passa dentro dos corações humanos, todos podemos errar como já lhe disse, até mesmo eu, não cometa você, o erro de valorizar demais a minha morte, muito mais importante do que me vingar é matar Voldemort, não fique pensando no Snape, ele terá no final dessa guerra o que merece, pelo menos, eu espero que sim. – Dumbledore não poderia falar mal ou bem de Severo para Harry, preferiu ser vago a enganar para o garoto, ele esperava que Snape tivesse o que merecia ao final de tudo, mas, não exatamente o que o jovem a sua frente julgava ser de merecimento para o bruxo e sim, o reconhecimento pelos sacrifícios do professor pela ordem e pela vitória do bem.

Harry olhou para o velho diretor e continuou – Eu vou matar Voldemort, tenho certeza que farei, por que sua morte não pode ser em vão. – respirando para acalmar-se o garoto continuou - Senhor, eu tenho uma noticia ruim para lhe dar, a horcuxe que achamos era falsa, o medalhão de Slytherin não é o verdadeiro, quando o retirei do seu... – Harry parou um instante, não sabia como falar para o velho sobre seu corpo estendido no chão, era difícil falar dele morto com ele ali no quadro. Dumbledore percebendo completou – Do meu corpo – Harry confirmou com a cabeça, continuando – O medalhão estava aberto, e dentro tinha um bilhete, dizendo que um tal de R.A.B. o havia roubado antes, o bilhete era para Voldemort e ele dizia que provavelmente já estaria morto quando o lorde lesse, mas, que esperava que você-sabe-quem morresse pelas mãos do seu igual, acho que se referia a mim e a profecia. – Harry estava visivelmente nervoso e a raiva que ele sentia de toda a história transparecia em cada palavra. Dumbledore passou a mão pelas longas barbas brancas como se absolvesse as noticias, olhando para Potter de forma a acalmá-lo falou – Harry eu já sabia que a horcuxe era falsa, soube na hora que a toquei – o rapaz olhou para o velho diretor espantado e Dumbledore explicou – lembrasse na caverna quando lhe disse que a magia deixa traços e que eu podia senti-los? – Harry fez que sim e Dumbledore continuou a explicar – quando toquei no medalhão, mesmo estando fraco pela poção, não senti magia naquele objeto, a alma de Voldemort deixaria um forte traço se ela lá estivesse. Então soube que era falsa. Mas não fazia idéia do bilhete – olhando curioso o velho perguntou – ele esta com você? Gostaria de vê-lo – Harry balançou a cabeça, e disse – o bilhete está na minha mala, se o senhor quiser, posso ir buscá-la, Dumbledore disse que não era preciso, ele o veria depois – Harry perguntou – o senhor faz idéia de quem possa ser R.A.B.? – o antigo diretor pensou e disse – Não, Harry, eu não sei, teremos que pesquisar. Eu te pedi segredo sobre nossa busca, mas, perante os novos fatos... – Harry imaginou que Dumbledore estava falando de sua morte - Eu pedi a Minerva que convocasse uma reunião da ordem para esses dias. Durante esse encontro você deve contar a eles sobre as horcuxes e sobre a falsa que achamos, mostre a eles o bilhete, vamos pensar juntos e ver se algum dos membros faz idéia de quem seja R.A.B., fique no castelo até o dia da reunião e ajude a organizar tudo, Minerva ira apreciar sua colaboração. – Potter concordou e o diretor se despediu – Harry, eu preciso pensar e descansar um pouco, se não se importa, será que você poderia me deixar só, vá procurar Minerva, marque a reunião e enviem os patronos o mais rápido possível, precisamos nos unir sem mais perda de tempo.

Harry saiu e Dumbledore ficou pensando, achou triste ver como o coração de seu menino tinha se enchido de ódio, mas por outro lado, se orgulho da determinação dele em acabar com Voldemort.

Dumbledore sabia que, para executar a tarefa de matar o lorde das trevas, o rapaz teria que ser capaz de lançar uma maldição imperdoável, ele já havia tentado antes contra Bellatrix e não conseguiu, ele não a odiava o suficiente para querer que ela sofresse um Cruciatus, para lançar uma imperdoável ele precisava conhecer o ódio e sua força e ser capaz de domá-lo, precisava aprender a odiar para querer o mal de alguém. Talvez sua morte, ele especulou, tenha dado outros frutos que ele não imaginara anteriormente, mas, que agora, lhe eram mostrados claramente, Harry se tornou capaz de odiar profundamente, se conseguisse canalizar esse ódio na maldição, conseguiria matar Voldemort quando chegasse à hora.

Dumbledore imaginou se Severo saberia quem era R.A.B., falaria com Hermione para perguntar na primeira oportunidade.

Harry seguiu lentamente até a torre da Grifinoria, pensava sobre o que havia conversado com Dumbledore, se sentia melhor por poder vê-lo, teve novamente a sensação de que de algum modo eles venceriam a guerra.

Passaram-se dois dias desde que Hermione havia encontrado Severo e ela não tinham noticia da ordem, achou que seria mais rapidamente convocada para Hogwarts, mas até aquele momento nada havia acontecido. Severo ficou oclumente o tempo todo. Ela já estava com saudades dele, não tinha noticia alguma para dar-lhe, mas, se ele liberasse a mente ela aparataria até lá mesmo assim, só para passar algum tempo com ele, sentiu falta da escola e do seu livrinho portal que a levava direto para os braços do seu amado. "Mais um dia" pensou e foi dormir.

Pela manhã o Profeta diário foi entregue por uma coruja na casa dos Granger, Hermione pegou o jornal sem muito interesse, olhou a manchete e arregalou os olhos, não era possível, lá estava escrito "Ataque dos comensais da morte frustrado: Aurores matam Narcisa Malfoy." Hermione sentiu o coração parar para depois voltar a bater. A bruxa lembrou que pelo o que Dumbledore havia lhe dito, Severo fizera um juramento perpetuo com Narcisa, que se ele não cumprisse, morreria, e que esse, só deixaria de valer com a morte de uma deles, com falecimento da bruxa, Severo estava livre do juramento, Hermione ficou feliz, pois sabia que, a partir de agora, se Voldemort pedisse mais alguma insanidade ao Draco, Severo não precisava fazer por ele se esse não conseguisse, era bom demais para acreditar, ficou com pena do Draco, mas, bem que ele merecia algumas tristezas por tudo que andava fazendo. Ficou preocupada com o desaparecimento de Severo, será que ele teria sido pego no ataque, mas logo pensou que não, se o tivessem pegado, o jornal falaria provavelmente na manchete sobre isso e não da morte da mãe de Draco. Queria comemorar com Severo, tentou acha-lo pelo Elo o que foi em vão, ele ainda estava oclumente, sentou para tomar café e já ia chamar a mãe para fazer compras quando viu o patrono de Minerva entrar pela janela da cozinha, era o chamado da ordem.