O casal vê através da janela durante algum tempo as últimas imagens de Paris, depois por precaução fecham de novo a cortina da cabine. Os dois ficam submersos em pensamentos durante algum tempo até que alguém bate à porta da cabine.

Draco segura com força a varinha, pronto pra atacar, mas Hermione faz sinal pra que ele fique calmo.

- Quem é? - Pergunta ela tentando disfarçar o nervosismo.

- Madame Bourbon, estou vendendo doces. - Responde a mulher.

Hermione afasta a cortina da porta e vê a figura de uma mulher gorda com um carrinho de doces e um olhar de quem não estava compreendendo a situação.

Hermione abriu a porta e escolheu uns doces, comprou o máximo que podia para apagar a impressão ruim da vendedora, mas mesmo assim a mulher ainda saiu com uma expressão curiosa no rosto, principalmente depois de ter visto Draco ajeitar alguma coisa embaixo do casaco. Seria uma arma?

Hermione fechou a porta da cabine rápido e voltou a se sentar. Draco foi pra perto dela e a abraçou forte, acalmando-a.

- Não se preocupe, não devemos ser os primeiros passageiros estranhos que ela encontra e se formos, depois inventaremos uma história qualquer pra saciar a curiosidade dela. -Diz ele.

Hermione se aconchega mais nos braços do loiro, procurando se acalmar com o que ele dissera, e mal vendo a hora de chegarem à nova cidade.

(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)

O trem continuou seu rumo, sacolejando desconfortavelmente junto com o estômago de Hermione e junto com o coração acelerado dela e de Draco; mas por fim chegaram.

Um homem foi passando de cabine em cabine avisando aos passageiros da chegada.

- Finalmente chegamos, e são e salvos! - Pensou Hermione.

Draco levantou, ajeitou suas roupas, pegou Hermione pela mão e saíram em direção à plataforma.
Os dois olhavam para as pessoas como dois bois acuados esperando o abate, porém nada aconteceu, ninguém ligou muito pros dois, a não ser uma ou outra garota impressionada com Draco, mas foi tudo. Os dois acharam que era melhor decidirem o que iam fazer caminhando, assim perdiam menos tempo e ficavam menos expostos.

Os dois foram caminhando e admirando a beleza da cidade, até que acharam uma pensão trouxa. O lugar tinha uma aparência modesta e parecia ser bem familiar, Hermione achou que seria um bom esconderijo, os agentes do ministério não pensariam que eles ousariam se esconder numa casa trouxa, e, além disso, o lugar não era muito agradável. Draco não gostou muito do lugar, em sua opinião, uma pocilga, mas os argumentos de Hermione foram mais fortes e eles entraram na casa.
Os dois foram recebidos por uma simpática senhora, um pouco passadinha de quilos, Hermione disse o texto pra Draco e ele o passou pra mulher, já que Hermione ainda não falava tão bem o francês. A senhora pareceu simpatizar bastante com o casal, e lhes deu a chave de um dos quartos. Os dois estavam exaustos, por isso foram direto para lá, resolveram não dar desculpas adiantadas, se ficassem sabendo de alguma coisa a respeito deles, inventariam mais uma história. Não seria a primeira e com certeza não seria a última.

Os dois dormiram bastante, quando acordaram já era madrugada, Draco resmungava sobre o lugar, até que os dois ouviram "os sons do amor" vindos do quarto da dona da pensão.

- Bom, já que estamos acordados é o que poderíamos fazer. - Sugeriu Draco malicioso.

- Você só pensa nisso? - Disse Hermione.

- Você devia agradecer...

- Hoje não, Draco, foi um dia muito cheio. - Diz Hermione.

O loiro faz uma expressão de desgosto, vira-se de lado e dorme de novo.

(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)

No dia seguinte, os dois acordam cedo e são recebidos na sala com um café-da-manhã delicioso, que nem Draco conseguiu achar defeito. Durante a refeição conheceram os outros inquilinos, Hermione foi simpática e ficou beliscando Draco por debaixo da mesa para que ele também o fosse.

- Então, de onde vocês são mesmo? - Pergunta um dos inquilinos.

- Ahh... - Começa Hermione.

- Inglaterra, mas decidimos nos mudar, a França é mais agradável, e essa cidade é a mais agradável, com certeza. - Diz Draco.

- Ah eu logo vi que vocês não eram franceses, eu não disse amor? - Disse o homem para a mulher ao seu lado.

- Uhum. - Respondeu ela.

- E vocês trabalham em quê? - Perguntou um velhinho na ponta da mesa.

- Meu marido é escritor - Disse Hermione rápido, achou que isso poderia explicar muitas das "esquisitices" dos dois.

- Seu marido? Mas você não assinou o nome dele no formulário! - Disse o velho.

- Er... Bom... É que nós não somos necessariamente casados... - Diz Hermione.

- Esses jovens de hoje em dia... Vivendo na pouca vergonha... - Resmunga o velho.

- Não ligue pra ele, querida, isso não nos incomoda. - Diz a dona da casa.

Depois disso o dia transcorre normalmente. Hermione e Draco sempre evitando o velho e falando o mínimo possível sobre a vida deles antes de chegarem ali.
Hermione tentou fazer amizade com Marie, a esposa do homem que conversara com os dois no café, mas depois de um tempo desistiu, vendo que os únicos assuntos nos quais a mulher tinha interesse eram em casa e filhos, e que achava os tão amados livros de Hermione, de pouca importância. Já Draco nem se esforçara em fazer amizade com ninguém, nem Hermione tinha muita esperança de que ele o fizesse...

O tempo foi passando e os dois agradeciam por não terem nenhuma noticia do mundo lá fora. Por eles, ficariam ali para sempre...

(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)(S2)

Draco havia acordado um pouco depois da hora do café, apesar dos insistentes avisos de Hermione de que a comida só era servida até as nove, então o loiro teria que preparar o próprio café. Ele se vestiu e desceu até a cozinha, pegou alguns potes e começou a preparar um sanduíche, mas o pote de azeitonas não abria por nada no mundo. Draco olhou em volta, parecia não haver ninguém na casa, num movimento rápido ele sacou sua varinha e disparou um feitiço contra o pote que se espatifou em mil pedacinhos... Mas pelo menos as azeitonas saíram.

- UAU QUE MÁXIMO, COMO VOCÊ FEZ ISSO? - Perguntou um garotinho que saíra misteriosamente de trás da cortina.

- Hã? O quê? - Perguntou Draco atordoado.

- Explodir o pote! Como você fez isso? Foi mágica???

- NÃO, NÃO FOI MÁGICA!

- FOI SIM, EU VI! - Disse o garoto.

- Err... Bem, escuta aqui, garoto, se não contar isso pra ninguém eu te dou 50 euros.

- Eu já tenho dinheiro, você tem dinheiro bruxo com você?

- Bom... Tenho...

- Então me dá que eu não conto pra ninguém! - Diz o garoto.

Draco tira do bolso alguns galeões e entrega para o garoto.

- Legal, vou mostrar pro meu pai! - Diz o garoto.

- Não! - Diz Draco segurando o menino.

- Por quê? - Pergunta o garoto.

- Por que... É segredo... É sobre um livro que eu vou escrever, se você contar vai estragar a surpresa, vai ser um segredo só nosso tudo bem? - Diz Draco forçando ao máximo uma voz paternal.

- Tudo bem! - Diz o garoto animado com o segredo.

Draco agradeceria durante um longo tempo a criatividade de Hermione.

Continua...

N/A: Oii foi mal a demora, mas o oitavo cap. taí,espero que gostem!

Reviwessss

Beijos: Srta Almofadinhas