Autora: Lisa Plumley
Título original: My best friend's baby.
Essa história não me pertence. Estou apenas a postando no universo de Card Captor Sakura.
CAPÍTULO VIII
▬ Oh, querido... – gracejou Syaoran, andando pela sala de estar de Sakura quase um mês depois. – Não posso viver sem você. Desde que partiu, não consigo pensar em mais nada que não seja você. Noite e dia, dia e noite...
▬ Horário oriental, horário do Pacífico, horário padrão! – Sakura acrescentou num tom dramático. – Esta carta está enchendo a minha paciência. – suspirando, largou o lápis sobre o bloco de papel e cruzou os braços sobre o tórax. O apontador rolou, indo parar no braço oposto do sofá vermelho xadrez. O lápis golpeou a parede atrás de Syaoran e caiu sobre o tapete colorido. – Não vou escrever algo tão estúpido. Essa não sou eu.
▬ Tem razão. Você é muito inteligente...
▬ Sim, sou mesmo.
▬ Tão inteligente a ponto de deixar o pai do seu filho escapar. Agora concentre-se. – ordenou-lhe, entregando-lhe o lápis.
Um sorriso malicioso curvou os lábios cheios e num gesto de bochado Sakura fez uma continência. Droga, odiava quando ela se tornava impertinente. Decerto, porque o fazia lembrar do tapinha fraterno que lhe dera no ombro na varanda naquela noite.
Aquele sutiã laranja sensual e as curvas sinuosas dos seios vi nham assombrando seus sonhos desde aquele dia. Não importava que tivesse outras coisas importantes para se concentrar como, por exemplo, o acelerador de crescimento. Não importava que o fato de se tornarem amantes pudesse arruinar a amizade que cultivavam há anos e provavelmente as chances dela com Yukito. A verdade, por mais perturbadora que fosse, era que não conseguia parar de pensar nela.
De alguma maneira, o perfume de Sakura se fixara a pele dele naquela noite e nunca mais o deixara. As recordações ocupavam-lhe a mente, inundando-a de lembranças e sensações. Relembrava cada detalhe: o calor do corpo macio de encontro ao seu... Os sus surros ofegantes... O toque das mãos... O hálito morno dos lábios que se abriram para beijá-lo... O gemido de prazer que emitira ao ser tocada nos seios... E a expressão de surpresa na face delicada quando lhe dissera que a achava linda.
Sim... linda. Uma linda mulher que não lhe pertencia. Pertencia a Yukito. Maldição! Aquela situação o estava deixando maluco. Contornou uma pilha de caixas de papelão contendo uma infi nidade de artigos para bebês que, mesmo tendo sido tio quatro vezes, desconhecia a existência de tamanha parafernália e olhou para Sakura.
▬ Ouça. Está protelando para escrever esta carta há bastante tempo.
▬ Ei, eu...
▬ Sem mais desculpas – disse, elevando uma das mãos e olhando-a bem sério. – Já ouvi todas.
Com uma expressão contrafeita, Sakura fez um beicinho em sinal de protesto. O gesto infantil e ao mesmo tempo sensual despertou em Syaoran uma imensa vontade de provar aqueles lábios sensuais mais uma vez. Para seu azar no último mês sentia o sangue disparar nas veias sempre que estava perto daquela mulher. E para aumentar ainda mais sua falta de sorte só começara a nutrir tais sentimentos em relação a Sakura quando ela finalmente encontrara alguém por quem se apaixonara a ponto de se deixar engravidar.
Nós conver samos, rimos e aconteceu... Não era de se admirar que o marinheiro tivesse se rendido aos encantos da bela ruiva. Ele mesmo estava começando a se render, também.
O quê? Se rendendo aos encantos de Sakura? De jeito nenhum!, ordenou-lhe uma voz interior. Não agora que precisava finalizar sua invenção e não com a sombra de Yukito pairando sobre suas cabeças. Não colocaria a felicidade da futura mamãe e do bebê em jogo.
Afinal, era o amigo dela ou não? Amigo quer ver o outro feliz. Era seu dever ajudá-la sem segundas intenções. Nada de intimidades físicas ou emocionais. Deveria lhe dar apoio e conforto e não desejar arrancar-lhe as roupas, levá-la para a cama mais pró xima e... Inferno! Era hora de parar com aqueles pensamentos e voltar a se concentrar.
▬ Sem mais desculpas! – repetiu, tentando parecer enfático. Ela o contemplou, alisando a barriga arredondada, com um ar tão inocente quanto o de um anjo caído do céu.
▬ Mas Yue realmente precisava tomar um pouco de ar fres co naquele dia. Não foi uma desculpa...
▬ Certo. E suponho que Ruby também tenha precisado de tratamento para pelagem na semana passada.
▬ Eu...
▬ E o Spinel precisava tingir as unhas das patas de púrpura ontem?
▬ Não era roxo.
Ele arqueou as sobrancelhas, sentindo a pressão sanguínea au mentar.
▬ Oh, não?
▬ Não. Era rosa-choque. E de qualquer maneira...
▬ Escreva a carta! – O tom de voz era incisivo.
Vacilando, Sakura sacudiu o bloco de papel, abrindo-o em uma nova página.
▬ Não precisa gritar. – murmurou, contemplando as borbulhas que emergiam do filtro biológico do enorme aquário que separava a sala de estar da sala de jantar.
▬ Deixe de procurar outra desculpa. Seus peixes não precisam de ar fresco ou de uma manicure, e não tente me convencer do contrário. Eu não acreditarei.
Ela resmungou algo, deixou escapar um suspiro e então abriu os lábios pintados de rosa num brilhante sorriso.
▬ Está bem. Pode ditar.
▬ Você não gostou da minha carta.
Indiferente à resistência dele, Sakura ignorou-o e rabiscou alguns corações ao longo da margem superior do papel. Tamborilando com a borracha sobre a folha de papel, ela o fitou.
▬ Estou esperando, professor de amor.
Syaoran a encarou com um olhar penetrante. Ela retribuiu o olhar iluminado por um brilho malicioso.
▬ O professor de amor se demitiu.
▬ Oh, não. Eu só estou brincando! Nossa! O que aconteceu com seu senso de humor?
Foi sufocado pela paixão que estou sentido por você, Syaoran sentiu vontade de dizer.
▬ E o que aconteceu com o seu bom senso? – retrucou, sen tindo-se descontrolado e odiando-se por isso. – Está com quantos meses de gravidez, quatro, cinco, seis meses...
▬ Cinco meses e meio.
▬ E ainda não contou ao Yukito. Está mais do que na hora, Sakura! Quer consertar as coisas com o pai de seu bebê ou não?
Os olhos dela se alargaram. Por um momento, pareceu duas vezes mais vulnerável, duas vezes mais só e milhares de vezes mais atraente, aconchegada de encontro às almofadas do sofá. De repente, a velha Sakura estava de volta.
▬ Não quero. Por que deveria?
Por baixo do bloco de papel, alisou o ventre sem mesmo se dar conta de que estava fazendo isso. Aquele gesto que se tornara um hábito desde que ficara grávida.
De súbito, Syaoran se pegou imagi nando como seria pôr a própria mão naquela barriga e sentir o bebê lá dentro, se movimentando de um lado para o outro, chutando e... Algo perigoso flamejou nos olhos dela, fazendo-o afastar aque les pensamentos da cabeça.
▬ Acha que contar ao... ao Yukito é a coisa mais certa a fazer?
▬ Sim, droga!
Sakura fez uma pausa e o encarou. Em seguida, voltou à página que estava escrevendo.
▬ Muito bem. Oh, querido! – começou a ler. – Não posso mais viver sem você...
▬ Espere. – disse Syaoran. Algo lhe viera à mente. Alguma... dica, alguma pista, alguma... Coisa flutuou na extremidade de sua memória. Maldição! O que seria? – Leia novamente.
▬ Ora, não vai querer criticar linha por linha, vai? Isto não era para ser lido em voz alta, você sabe.
▬ For favor, continue.
Sakura levou o lápis à boca e o contemplou pensativa, esfregando a borracha de um lado para outro no lábio inferior. Tinha as so brancelhas arqueadas, como se tentasse lembrar de algo.
▬ Está bem. – Limpando a garganta, elevou o bloco como uma atriz que se prepara para um monólogo. – Oh, querido! – exclamou, abrindo um dos braços. – Não posso mais viver sem...
Nesse instante, o tão conhecido miado de Kero ecoou no recinto, interrompendo a leitura. O drama do momento desapareceu junto com a inspiração de Syaoran. Tudo que quase havia se lembrado, desaparecera de sua mente.
▬ Não importa – disse conformado. – Vamos recomeçar.
▬ Boa idéia. – Sakura rasgou a carta que estava escrevendo, amassou o papel e o jogou sobre a mesa. – De qualquer maneira, nunca chamei ninguém de querido. Exceto você, querido. – acres centou com uma piscadela.
Pela segunda vez, Syaoran tinha a impressão de que havia algo para ser lembrado. Algo... Ahhhh, para o inferno com isso, decidiu, endireitando os óculos. Por certo, era apenas a tensão de seis meses de celibato que o estava afligindo. Desde o fim de seu último romance estivera ocupado demais cuidando de sua bela vizinha grávida e não lhe sobrara tempo para namorar. E tampouco para se dedicar as suas invenções. Precisava reorganizar a vida amorosa de Sakura, só assim deixaria de se preocupar com ela e poderia se concentrar outra vez no trabalho.
▬ Certo – disse num tom determinado. – Aqui vai: Querido Yukito...
▬ Oh, mas que início mais original! – debochou ela.
Syaoran fez uma careta e, em seguida, recompôs a fisionomia séria.
▬ Pegue o lápis e não enrole.
Submissa, ela obedeceu, mas levou o lápis até a ponta do nariz e ficou brincando. Syaoran podia jurar que aquilo era mais uma ten tativa de distraí-lo.
▬ Muito bem. Vamos lá, Sakura. Trata-se apenas de uma sim ples carta.
O lápis rolou e caiu. Ela o recuperou.
▬ Certo. Porém, com um conteúdo não tão simples assim.
▬ Ora, vamos simplificá-lo, então.
Pensativo, caminhou até a janela. Do lado de fora Eriol e Spinel, o beagle, disputavam a posse de um frisbee azul. Durante os últimos sábados, Sakura convidara o menino para passar parte do dia em sua casa, dando uma chance a tio Syaoran de se dedicar aos seus trabalhos. O sobrinho olhou para cima e acenou. Ele retribuiu o aceno e então voltou a se concentrar no problema.
▬ Uma carta simples. Simples. Esta bem? – Tamborilando os dedos sobre o lábio inferior, começou: –"Querido Yukito, estou escrevendo para lhe contar que vai ser pai. O bebê deve nascer perto do Natal, e...
▬ Talvez fosse melhor dizer-lhe para se sentar primeiro? A notícia poderá ser um choque.
O som da voz dela veio de outra direção. Syaoran olhou ao redor e a avistou no fundo da sala, curvada sobre a gaiola de Ruby. À medida que se curvava mais para trocar o recipiente de água, a bermuda azul subia, deixando a mostra um par de coxas bem-feitas e seminuas capazes de enlouquecê-lo. Observou-a por alguns ins tantes e percebeu que começava a ficar excitado.
Controle-se, controle-se, a consciência o advertiu. E se Sakura estivesse usando uma minissaia que deixasse ver a calcinha por baixo, por certo, rendilhada? E se estivesse usando uma bata larga de seda azul igual àquela que... Ele desabotoara... Naquela noite. E daí? Eram roupas de grávida, lembrou a si mesmo. Mas como podiam ser tão sensuais? Santo Deus, tinha que lutar contra os próprios instintos!
Sakura cruzou a sala, pegou Kero no colo e abraçou o felino junto ao tórax. De repente, Syaoran se deu conta de que estava sentindo ciúme. De um gato? Céus, como era ridículo, reprimiu-se em pen samento. Tinha de sair dali o mais breve possível, antes que perdesse a lucidez. Ela murmurou algo e acariciou as orelhas do bichano.
▬ Não acha que é melhor assim, Syaoran? Quero dizer, Yukito poderá ter um choque ao saber que vai ser pai? Quero apenas informá-lo e não matar o pobre rapaz de susto.
▬ Pensando bem, você tem razão – concordou ele. Se esti vesse no lugar de Yukito também não gostaria de receber a notícia assim, à queima-roupa. – Certo, então... Que tal... Querido Yukito, espero que se lembre de mim, porque...
▬ Syaoran!
▬ Que foi?
▬ Espero que se lembre de mim? – imitou ela, elevando as sobrancelhas. – Quero que saiba, senhor melodrama, que não sou do tipo que se esquece assim tão facilmente. Droga, que tipo de mulher pensa que sou?
A mulher que eu gostaria de amar para o resto de minha vida. Aquela constatação o aturdiu, inferno! Havia algo errado com ele naquele dia. Não estava bem certo, mas de alguma maneira, Sakura parecia ser a causadora. Fazendo uma careta, removeu Kero dos braços dela, colocou-o em uma cadeira e segurou-a pelos braços.
▬ Ouça – disse, sentando-a no sofá outra vez. – Isto é im portante. Você tem que contar ao Yukito. Envie-lhe uma carta... um fax... um cartão-postal... um telegrama... um e-mail... um pombo-correio. Alugue um outdoor ou um zepelim para difundir a notícia de sua gravidez. Não importa o meio. – ele pôs o lápis e o papel no colo dela. – Apenas conte-lhe!
▬ Esqueceu das letras traçadas no ar com fumaça.
▬ Arre!
Sakura suspirou.
▬ Tem razão. É importante. Importante para você! Por que, Syaoran? Quer me explicar por quê?
▬ Porque uma criança precisa ter pai e mãe.
▬ Pai e mãe que se amem! – especificou ela, abraçando o bloco de papel e o lápis de encontro ao peito. – Não duas pessoas juntas apenas por... por... laços biológicos! – dizendo isso, soltou os braços ao longo do corpo e o lápis caiu novamente. Syaoran abaixou-se e o pegou.
▬ É aquela velha história da casa com cerca branca, outra vez? Supere isso, Sakura. Talvez não esteja acontecendo do modo como sonhou, mas está esperando um bebê. Yukito tem responsabilidades com relação a você. Uma responsabilidade que não poderá cumprir se não souber que vai ser pai.
▬ E a minha responsabilidade? – ela se ergueu e o fitou. – E o meu dever de oferecer um lar feliz e cheio de amor a essa criança?
▬ Mas é com isso que me preocupo!
Com um murmúrio, Sakura deslizou os dedos pelos cabelos e se afastou.
▬ Não. Você se preocupa apenas em fazer o que acha que é certo, não importa a que custo.
▬ A que custo?
Aquilo não fazia sentido. Percebeu que estava longe de convencê-la a escrever a maldita carta. E não con seguiria, não com ela andando ao redor da sala de estar em vez de escrever. Cruzando os braços. Fitou-a por um longo momento e voltou a insistir:
▬ Quer me dizer sobre o que está falando?
Ela fez uma pausa em frente ao armário antigo que utilizava como suporte de televisão e correu as pontas dos dedos sobre os porta-retratos devidamente organizados sobre a madeira centená ria. Era a única área da casa que Sakura espanava com freqüência, o que era de se admirar para uma mulher que considerava o aspi rador de pó um artigo de primeira necessidade.
▬ Nada. Você não entenderia. – respondeu, abaixando os olhos e evitando encará-lo.
▬ Tente me explicar.
Syaoran notou que ela respirou fundo, como se precisasse buscar forças dentro de si.
▬ Estou falando de obrigação à custa do amor. De companhei rismo. – Pegando uma velha fotografia do pai, um homem jovem trajando uniforme de John F. Kennedy ao lado de um Buick, lim pou com cuidado uma mancha na superfície do vidro. – Falo de uma necessidade de ser amada.
Ele a encarou com o cenho franzido. Entretanto, antes que pu desse proferir qualquer comentário, Sakura colocou o porta-retratos de volta no lugar.
▬ Não importa, Syaoran – acrescentou, passando por ele e se dirigindo à cozinha. – Não posso explicar isso e você não pode entender. Então, vamos deixar esse assunto para lá, certo?
Entender? O que deveria entender? Que Sakura precisava ofe recer uma vida familiar estável à criança que carregava no ventre... E tudo que ela conseguia conceber eram conceitos como amor e companheirismo e viver felizes para sempre?
Quero viver um conto de fadas... Quero uma casa com cerca branca, uma aliança em meu dedo anular... e um homem que me ame.
Talvez estivesse se sentindo fraca e vulnerável... Ou talvez fos sem os hormônios alterados. Ou quem sabe não estava apaixonada por Yukito e por isso relutava em contatá-lo outra vez. A idéia o excitou. Felizmente, a consciência em alerta o chamou à razão.
Seguiu-a até a cozinha e se postou ao lado da porta do refrige rador aberta. Sakura vasculhava o interior, por certo à procura de uma lata de refrigerante diet que ele havia retirado de lá e escon dido, atrás da nova tábua de passar que ela comprara. Precisava pensar em algo para dizer que retomasse a conversa sobre Yukito e encontrar uma solução para aquele caso. Mas tudo que emergiu de sua boca foi:
▬ Eu a conheço há... três anos? Nunca, durante todo esse tempo que passamos juntos, percebi que era tão ingênua. Essa história de querer que as coisas sejam como num conto de fadas é ridícula.
Um brilho de indignação surgiu nas faces rosadas de Sakura.
▬ Não são coisas, Syaoran. – Fechando a porta do refrigerador, cruzou os braços sobre o peito e fitou-o nos olhos. – Trata-se da minha vida. Da vida de meu bebê. Mas acho que você não seria capaz de entender isso, com toda a sua educação refinada e seus planos de patentear uma grande invenção e conquistar fama e fortuna.
▬ Ora, não estamos falando de mim! – revidou irritado.
Os lábios de Sakura se contraíram no momento em que ela virou-lhe as costas e apoiou a testa sobre a superfície brilhante da geladeira. Um soluço abafado fez seu tórax convulsionar.
▬ Ahhh, que inferno!
Syaoran abriu um armário e tirou uma caneca de plástico, encheu-a até a borda com suco de laranja, tentando entender o que havia dito para fazê-la chorar. Sakura nunca chorava. Nunca. Exceto quando ele estava por perto, ultimamente, concluiu.
Com um gesto firme, porém delicado, segurou-a pelo cotovelo e ofereceu-lhe o suco.
▬ Ouça, e se telefonasse para o Yukito? – sugeriu, endireitando os óculos. – Talvez a carta não seja uma boa idéia.
Ela soluçou.
▬ Você está evitando o assunto. – disse num tom acusador.
Syaoran sentiu as têmporas latejarem.
▬ Não – respondeu com um excesso de paciência. – Você é que está evitando o...
▬ Estar grávida não é nenhum conto da carochinha. – Embora suas faces parecessem manchadas e os olhos ligeiramente verme lhos, seu olhar sustentou o dele. Pôs a caneca sobre a pia, tomou-lhe uma das mãos e a ergueu, pousando-a em seguida sobre o próprio ventre. – Nem tampouco este bebê – acrescentou, deslizando os dedos longos e fortes em movimentos circulares ao redor de sua barriga. – Este bebê é real.
Sakura colocou ambas as mãos sobre a dele e fechou os olhos. Maravilhado, Syaoran sentiu o calor da pele feminina penetrando pelo tecido da bata de seda que ela usava. De repente, sentiu um leve movimento sob a palma... Assustado e boquiaberto, arregalou os olhos e tentou recolher a mão. Ela o impediu e curvou os lábios num sorriso espontâneo.
▬ Real o bastante para chutar.
Syaoran sentiu vontade de rir ao perceber o que significara aquela pequena protuberância no ventre dela. Talvez, uma cabeça minús cula ou um pé... Não, pelo visto, devia ser um punho miniatura batendo para chamar a atenção da mamãe.
▬ Real o bastante para ser amado. – murmurou Sakura.
Um segundo depois, com a chegada do próximo chute, Syaoran soube que ela tinha razão. De repente, aquele bebê se tornara real para ele, real o bastante para ser amado e não havia como negar tal sentimento. Oh, Deus, estava perdido!
.
CONTINUA!
Nota: Sem maiores comentários dessa vez também! *Preguiça*
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Reviews!
Elara-chan: Eu também gostei muito do apelido, E-chan (eu tenho uma estranha mania de colocar apelidos nos outros). *-* Não ficam? Ambos são bem chatinhos quando querem. E-chan eu não estou bem adaptando essa estória, o máximo que eu estou fazendo é colocá-la no universo de CCS. Só isso, pois a estória maravilhosa é da Lisa Plumley! :) Beijinho e até próxima. ;*
Rinzinha-chan: Velho? Nananinanão. Eu quero um novo, pois ser for para eu ficar com um velho, prefiro esse meu aqui mesmo. /õ\ Fico feliz que tenha gostado, adorei escrever aquela one-short. *-* Outra, qual? õ.o Beijinho e até próxima. ;*
Vanessa Li: Viva ao Syaoran! Mostrou que era aquele homem que amamos! *o* Obrigada pelo o comentário e por nunca me abandonar aqui. ;) Beijinho e até próxima. ;*
Sarinha Li: NÃO É? Concordo plenamente com o seu comentário, sem mais, você já falou tudo! Beijinho e até próxima. ;*
Nathasha: Não sei realmente eu não faço idéia *capota*, mas que dá raiva... Dá. D: Chego até ficar com pena do Syaoran por sofrer tanto na mão dela (apesar de que sinto apenas um pouquinho de pena, pois no fim, ele também foi malvado por ter esquecido que dormiu com ela). No final das contas, eles se merecem, são confusos, doidos, e malvados! XD Hentais serem vida! (6) *Ero* Beijinho e até próxima. ;*
susan: Não, por favor, não tenha um ataque. Segura o coração. E já está continuada (e quando der, já terá o próximo capítulo). Beijinho e até próxima. ;*
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Deixem comentários, até a próxima anjinhas. ;*
