Capítulo 8: Dezoito

(Tradutora Mili YLJJ)

Depois que Rosalie voltou para a sua casa na semana passada, eu tinha começado a poupar os meus trabalhos escolares para fazer à noite e assim Edward e eu podíamos estudar juntos no seu quarto. O que significava que durante o dia, eu tinha tempo demais sozinha. Eu vagava pela casa descalça, analisava o escritório de Carlisle, inventava molhos e temperos na cozinha, e os congelava para uso posterior; zapeava entre programas ruins de televisão, ocasionalmente parava em algum clássico. Até nesta segunda-feira, que foi quando eu descobri um canal educativo que oferecia um programa chamado, A história de um bebê. O programa era horrível, mas eu assisti de qualquer maneira. Todos os dias, três episódios eram exibidos seguidamente, o que me mantinha colada à televisão a partir do meio-dia até às três, bamboleando para longe só para lanchar ou ir ao banheiro. Tornei-me uma viciada em assistir as mulheres passando pelo trabalho de dar à luz, com ou sem alívio da dor, naturalmente ou através de cesariana, e tudo isso me assustou infinitamente. Ainda assim, eu não conseguia me impedir de sintonizar no canal todos os dias. Eu comia o meu almoço no sofá, com os olhos grudados na TV, encolhendo-me ao ver o que essas mulheres passaram, e adicionando isso aos meus medos inerentes. Havia partos domiciliares, partos na água, nascimentos hospitalares, cordões umbilicais, quádruplos, prematuros, e cada um deles, em um ponto ou outro, envolviam mães gritando. Observar esses episódios era mentalmente uma tortura para alguém que estava entrando no seu nono mês de gravidez, e eu estava fazendo isso por conta própria.

Na sexta-feira, era o meu aniversário de dezoito anos, depois da minha seção diária de tortura da A história de um bebê, eu fugi para o meu quarto para me preparar para o meu encontro com Edward. Eu peguei o melhor vestido que eu tinha, ele era um vestido branco de algodão claro que já estava difícil de entrar. Mesmo eu sabendo que não podia passar a noite sem manchar o vestido, era melhor do que qualquer um dos vestidos com estampas em floral pastel que só me fazia mal à vista. Por que é que os designers parecem assumir que só porque você está esperando um bebê você quer se vestir como um, também?

Edward me esperava lá embaixo e quando entrei na sala, ele me disse que eu estava linda. Eu toquei o meu cabelo, que neste momento da minha gravidez parecia ser minha a melhor qualidade.

"Você está bonito", eu disse. "Eu pareço um marshmallow."

Ele era bom demais para se olhar em suas calças pretas, camisa branca, com poucos botões abertos no topo, e sem gravata. Seu cabelo estava uma bagunça perfeita e seus olhos verdes se destacavam sob as sobrancelhas escuras. Pela primeira vez, eu realmente me senti insegura em pé ao lado dele. Eu não sabia o que fazer com as minhas mãos, então eu toquei o seu braço.

"Bella". Ele colocou um braço sobre meus ombros e beijou a minha bochecha. "Você esta tão bonita."

Eu ri, e me lembrei da estranha conversa que tive com ele há alguns meses atrás sobre se eu era ou não 'bonita' o suficiente para ele.

"Não discuta comigo", ele disse. "Só me agradeça."

"Obrigada."

No carro, Edward perguntou se eu estava confortável o suficiente para a longa viagem até Port Angeles. Gotas de chuva espirravam contra o para-brisa com força e repetidamente, eu me perguntava como ele podia enxergar através disso.

"Você acabou de me perguntar se eu estou confortável? Não, eu não estou. Eu nunca me sinto confortável. Mas eu não posso esperar para sair de Forks. Vá devagar".

Eu senti o carro reduzir quando ele aliviou o aperto no pedal. "Sinto muito. É difícil dirigir devagar".

"Você não está dirigindo devagar. Você está dirigindo no limite de velocidade."

Ele riu. Seu senso de humor era uma dádiva de Deus, e, provavelmente, a única coisa que nos impedia de brigar quando eu era a Ms. Hyde*. Era estranho, eu estava ciente do meu comportamento irracional, mas eu não conseguia me conter. Final de gravidez era outra forma de psicose.

*Dr. Jekyll and Ms. Hyde – é a história do "O médico e o monstro"

A recepcionista do restaurante não foi discreta no seu cobiçar sobre o meu noivo, colando os seus olhos em Edward, não dando o menor olhar em minha direção. Eu não podia culpá-la, de fato, mas isso ainda me irritava. Ela tocou seu ombro uma vez, quando estávamos sentados, oferecendo-se para obter uma bebida para ele.

"Bella?" ele perguntou.

"Só água", eu resmunguei.

"Duas águas", ele disse para ela, sem tirar os olhos de cima de mim. Eu sorri para ele.

Depois de nos deixar saber qual era o nome do nosso garçom, Dan, que estaria conosco em breve, a nossa anfitriã pairou mais tempo do que o necessário diante de Edward, que teve que pigarrear.

"Pelo menos o nosso garçom é um homem", eu disse.

"Por quê?"

"Porque as meninas não sabem como agir normalmente em torno de você."

"Do que você está falando?"

"Você não percebeu como a recepcionista não conseguia parar de babar em cima de você? Você deve verificar a sua manga e se certificar de que ela não tenha deixado escorrer baba em sua camisa."

"Eu não notei nada, além de você, Bella."

"Certo," eu disse, pegando meu menu, mas antes de abri-lo, eu estudei o cravo de seda no vaso. "Se eles usam flores falsas, por que não usar uma melhor?"

Edward abaixou o seu menu. "O que você quis dizer?"

"Alguma coisa... exótica. Estes são enfadonhos."

"Eles provavelmente estavam mais acessíveis." Ele tocou as pétalas.

"Está empoeirado", eu disse.

"Você está tão diferente", ele riu. "Onde está a Bella?"

"Sinto muito. Eu vou tentar me comportar."

"Não. Esse é o único momento que eu posso oferecer para você." Ele pegou meus dedos. "Então, tente se divertir. É o seu décimo oitavo aniversário."

Durante todo o jantar, eu me levantei para ir ao banheiro pelo menos três vezes. Manobrando entre os espaços entre os assentos e as mesas e interrompendo as refeições das mesmas pessoas uma e outra vez para pedir a eles que "me perdoassem", esse não foi o meu pior problema. Enquanto eu lavava as mãos no banheiro, uma mulher se aproximou de mim. Vestida com um terno cinza, ela parecia estar em seus trinta e poucos anos, com cabelos loiros curtos e com muito batom. Ela me olhou horrorizada quando viu a minha barriga e percebeu que ela pertencia a uma adolescente.

"Você está grávida sem estar em um matrimônio?"

As pessoas com menos de sessenta usam o termo "matrimônio"? eu queria perguntar. Em vez disso, eu perguntei, "Eu te conheço?"

Ela colocou a mão na minha barriga e eu tentei dar um passo atrás, mas eu não tinha a capacidade de atravessar paredes. Pressionada contra o azulejo, com a mão fria ainda na minha barriga, eu apertei os lábios para ela. "Eu fico desconfortável quando as pessoas me tocam."

Ela puxou a mão, mas eu ainda podia senti-la. Ela não tinha secado as mãos corretamente depois de lavá-las e deixou uma marca de mão úmida no meu vestido. "Você está ciente de que isto é um pecado? Você é jovem e equivocada". Ela enfiou a mão na bolsa e puxou um panfleto para mim, intitulado, Jesus Salva. "Isso vai ajudá-la. Agora ouça, você foi apresentada ao amor de Deus, Ele vai te perdoar por seus pecados; Não vire as costas para ele."

Eu devolvi o panfleto para ela. "Eu tenho Deus no meu coração. Eu não preciso disso." Afastei-me dela, e voltei para Edward onde me recusei a me sentar novamente.

"Podemos ir?"

Ele se levantou. "Por quê? Você está se sentindo mal? Eu fiz alguma coisa?"

"Eu só quero ir. Agora".

Ele franziu a testa. "Eu tenho que esperar a conta. Sente-se."

"Não." Olhei para o banheiro e vi aquela mulher saindo - vindo em direção a mim. Fechei os olhos e esperei que ela não parasse na nossa mesa.

"Bella o que aconteceu?"

Abri os olhos e lá estava ela.

"Ela contou a você sobre ele?" ela perguntou para Edward.

Edward puxou meu braço assim eu estava mais perto dele e mais longe dela. "Me contar sobre quem? Aconteceu alguma coisa com ela no banheiro?"

"Sim". Eu senti seu aperto sobre os meus braços. "No banheiro, ela se afastou de Deus... por escolha."

Eu olhei para Edward, que estava olhando para mim. Ele estava me dando o seu olhar questionador e eu precisava falar. Eu segurei seu olhar e falei por entre os dentes. "Se ela não for embora, eu juro por seu Deus eu vou gritar com ela." Seus olhos deixaram os meus.

"Nós não estamos interessados. Deixe-nos em paz."

"Tome isso", ela disse, entregando-lhe o mesmo panfleto. "De um dos filhos de Deus para outro. Isso não é culpa sua. Nem todo mundo tem alguém para ensinar." Edward pegou e ela foi embora. Ele colocou o panfleto sobre a mesa, sem sequer olhar para ele, e me levou para o balcão da recepção, onde esperamos por nossa conta. Desta vez, eu não percebi se a recepcionista tinha olhado para Edward ou não.

Uma vez que a conta foi paga, saímos para a noite. A chuva havia parado, mas o céu não estava claro o suficiente para deixar o luar atravessar.

"Por que as pessoas pensam que só porque você é uma adolescente grávida que podem te julgar, te insultar ou te tocar?"

Ele parou de andar. "Ela tocou em você?"

"Ela tocou a minha barriga antes de me chamar de pecadora."

Ele colocou a mão por trás do meu pescoço, trazendo a minha testa aos seus lábios, e em seguida, descansou a sua testa contra a minha. "Eu não sei o que está errado com as pessoas. Como posso fazer a sua noite melhorar?"

Eu stendi a mão, tocando o seu rosto, e sorri. "Você já fez."

Ele sorriu de volta e me beijou. "Eu não suporto ver as pessoas desrespeitarem você. Eu tenho que dizer, no entanto, que fiquei aliviado quando ela mencionou Deus. Você não pode imaginar o que eu estava pensando quando ela perguntou se você tinha me contado sobre ele."

"O que você pensou?"

"Centenas de cenários correram pela minha mente. Acredite em mim, você não quer saber. Apenas conhecer a realidade do que aconteceu é um milhão de vezes melhor." Ele me beijou. "Um milhão de vezes." Ele me beijou novamente e segurou meu rosto apertado, então eu não poderia quebrar o beijo. Não que eu quisesse.

Ele nos levou para o parque onde tínhamos confirmado que eu estava grávida. Nós não tínhamos estado lá desde então. Assim como na noite do dia dos Namorados, nós nos sentamos juntos nos balanços, e eu descobri quão desconfortável era se sentar em um balanço quando seu estômago assumia o seu colo. Nós demos as mãos entre os balanços. Depois de todo esse tempo, nós ainda tínhamos essa necessidade de nos tocar. Por todo esse tempo. Realmente não tinha sido por muito tempo no total. "Edward, não é estranho que nem sequer estamos juntos por um ano. Nesta época, no ano passado, nós mal nos conhecíamos. Eu era a nova garota e você era o cara lindo que não namorava."

"Você era a bela garota nova, e eu era o cara esperando por você. Mas isso é estranho. Eu sinto como se eu a tivesse por toda a minha vida."

"Eu também. E o nosso bebê, se Deus tem algum amor por nós em tudo, poderá estar aqui antes do nosso aniversário de um ano."

"Quando você diria que é o nosso aniversário? No dia em que fomos para a praia, ou a noite do nosso primeiro beijo?"

"Bem, nós fomos apenas amigos por um tempo depois da praia, antes de nos beijarmos. Então, oficialmente, eu acho que seria a noite do baile. Além disso, você me disse para ir ao baile com Mike, então eu não estou nomeando qualquer dia antes disso como sendo parte do nosso relacionamento ".

"Você ainda se lembra disso? Eu só estava brincando. Eu sabia que você não estava interessada em Mike, e eu queria ver a sua reação. Honestamente, eu não quis dizer isso."

"Quando você sugeriu isso, uma parte minha fez questão de tomar conhecimento sobre o que você sentia por mim. Eu me convenci de que não havia nada, mais que amizade entre nós."

"Que grande equívoco", disse ele.

"Oh, e eu queria bater em você."

Ele riu. "Eu não teria culpado você. E enquanto estamos falando de bater nas pessoas, eu queria bater em Jacob Black naquela noite no pub. A maneira como ele riu com a recordação de você quebrando o seu braço, e, em seguida, ele tentou tocar em você mesmo estando na minha frente."

"Ele não tocou em mim."

"Se é o que você diz."

"Eu tenho certeza. Você fez cócegas no meu cotovelo naquela noite."

"Quando?"

"Quando nós estávamos esperando por nossas bebidas. Você passou o seu braço em volta de mim e ficou fazendo cócegas no meu cotovelo. Foi a primeira vez que você tocou em mim assim."

"Droga. Eu não me lembro. Eu sempre quis tocar você desde aquela época, e eu tinha que me conter, sempre que estávamos próximos. Devo ter perdido a batalha naquela noite." Ele me deu seu meio sorriso.

"Você sempre quis me tocar?"

"Jasper não calava a boca sobre isso quando você não estava por perto. Certa vez, quando você foi pegar os brownies com Alice, ele me perguntou o que eu estava esperando. Ele disse que podia sentir a nossa tensão um com o outro do outro lado da sala. Então você voltou e me mostrou os dentes, perguntando se você ainda tinha chocolate neles. Eu quase te beijei em seguida. Uma menina me pedindo para verificar os dentes? Isso não acontece. Você não é como nenhuma outra, Bella. "

Eu ri. "Eu me sentia confortável em torno de você. Você é a única pessoa que eu teria perguntado. Mas porque você demorou tanto tempo para me beijar?"

"Jasper estava em um ouvido, enquanto Rosalie estava no outro e você pode adivinhar o que ela estava dizendo. Além disso, Jasper pode ter sentido a sua atração por mim, mas isso não provava que você tinha algum sentimento real por mim. Eu tive que esperar até o momento certo, para nós."

Eu balancei a cabeça. "Então, foi o beijo acidental em sala de aula que comprovou o que Jasper dizia não é?"

"Bem, esse beijo foi o que me fez ser determinado a te conquistar, como se eu já não estivesse, mas foi realmente a sua reação ao beijo. Você parecia chocada e envergonhada, e tão bonita. Durante um segundo, seu rosto ficou vermelho, então você pulou em mim e me chamou de marido, e eu juro, depois de ter você em meus braços, foi como se... eu não quisesse mais deixá-la sair. Mesmo depois que você saiu, eu ainda podia sentir você e o seu cheiro. Você é tão pequena, eu tive a sensação de que eu poderia envolver os meus braços em torno de você duas vezes."

"Não mais," eu disse, com a minha mão na minha barriga.

"Mas você ainda é bonita, e você ainda cheira bem."

Eu sorri e olhei para a minha mão.

Ele empurrou seu balanço para mim e trouxe seus dedos na minha bochecha. "E, às vezes, você ainda cora para mim."

Fechei os olhos e me acomodei em seu toque.

"Você está aquecida o suficiente?" ele perguntou.

"Você está brincando? É muito bom estar aqui. Estou sempre com tanto calor." Eu olhei para o céu. "Não seria bom se pudéssemos realmente ver as estrelas e as constelações?"

"Feche os olhos e eu vou te dizer o nome das constelações que seríamos capazes de ver se a noite estivesse limpa."

Fechei os olhos. "Ok, mas como eu sei que você não está inventando isso?"

"Porque eu estou na aula de Astronomia, e eu sou inteligente. Mantenha os olhos fechados. Agora, imagine quatro estrelas formando um quadrado e, em seguida, cerca de nove estrelas ou mais uma após a outra, em uma espécie de um longo ziguezague. Essa é Draco - o dragão. Você vê isso?"

"Eu acho que sim."

"Tudo bem ... imagine a sua extrema direita, cerca de cinco estrelas que formam um grande "w". Essa é a Cassiopeia, ela deveria estar olhando para um espelho, porque ela é linda e vaidosa."

"Eu já ouvi isso."

"Aqui está uma que só pode ser vista nesta época do ano. Há um grande quadro formando um corpo, seguido de uma linha de estrelas que formam a cabeça e o pescoço e, em seguida, mais abaixo, há mais duas linhas semelhantes de estrelas que são as pernas. Esta é mais difícil de se ver, porque você realmente está olhando para ela de cabeça para baixo. Esta é Pegasus e as duas pernas são suas patas dianteiras, é como se ele estivesse saltando. Eu não sei." ele riu. "Alguém deveria realmente querer muito vê-lo."

"Eu posso ver as imagens, mas eu não tenho ideia se eu estou vendo as estrelas. Elas estão brilhando?"

"Em sua mente, sim."

"Posso abrir os olhos agora?"

"Não, ainda não. Mantenha-os fechados. Promete?"

"Claro...", mas eu não pude terminar a frase, porque seus lábios estavam nos meus, sua língua estava dentro da minha boca e suas mãos estavam puxando meus ombros. Meus braços se estenderam ao redor de seu pescoço. "Mantenha-os fechados" ele disse. Ele puxou uma das minhas mãos de seu pescoço colocando algo nela e disse: "Abra".

Abri os olhos e olhei para a bola envolta em um papel dourado. "O que é isso?"

"É o seu presente."

Eu puxei o papel. "Chocolate?"

Ele acenou com a cabeça. "Vamos lá". Ele me levou pela mão para uma mesa de piquenique nas proximidades. "Você tem que esmagar a bola em cima da mesa."

"Mas ela vai quebrar."

"Eu sei. Vá em frente."

Esmaguei-a e a bola se partiu em fatias perfeitas.

"É chamado de laranja de chocolate. Coma-as."

Eu coloquei uma das fatias na boca e outra na dele. "Este é o meu presente?"

Ele acenou com a cabeça, mastigando a fatia de chocolate. "Sim, você não gostou? Eu sabia que você não ia querer que eu te desse um presente de verdade, porque você é estranha."

"Isso é chocolate. Eu a ganhei, a esmaguei e depois a comi em pequenas fatias cortadas. Eu Adorei! Podemos conseguir mais? Eu quero quebrar mais."

"Eu vou te dar outra no Natal."

"Aqui". Eu coloquei outra fatia na sua boca.

"Elas têm um gosto estranho", ele disse.

"E daí? Elas são divertidas." Joguei outra fatia em minha boca. "Hei, o que você fez com a caixa de chocolates do dia dos namorados que você comprou com os testes de gravidez? Nós nunca a comemos."

"Eu a encontrei no meu carro depois que você saiu. Pensei em dar de volta para você, mas eu... eu a joguei fora. Fiquei chateado com o mundo e jogá-la fora parecia a coisa certa a fazer."

"Isso fez você se sentir melhor?"

"Nem um pouco."

"Quando você começou a se sentir melhor sobre a nossa situação?"

"Na noite em que você disse que queria ser feliz, e que você queria ser parabenizada. Foi um alívio ouvir você dizer isso. Meu peito esteve apertado por semanas, e eu imediatamente relaxei quando você disse isso."

"E agora... você está animado para conhecer o nosso bebê?"

Pegando as minhas mãos, ele me puxou para o seu colo, os braços ao redor da minha cintura e beijou o meu rosto. "Eu não posso esperar para conhecer o nosso bebê."

Eu descansei a minha cabeça em seu ombro, e não tinha percebido que eu tinha adormecido, até que ouvi o meu nome e senti a sua respiração no meu ouvido.

"Bella? Bella?"

"Sim?" Eu não abri meus olhos.

"Nós deveríamos ir."

"Não." Eu puxei seu ombro, como se isso fosse impedi-lo de se mover.

"Mas você está caindo no sono, amor."

"Eu estou confortável dormindo aqui com você."

"Você pode dormir comigo na nossa cama, certo?"

Eu olhei para ele. "Tudo bem. Mas um dia poderemos dormir aqui fora sob as estrelas invisíveis?"

Ele riu: "Claro."

Na volta para casa, não foi a chuva que obstruía a visão de Edward, foi o nevoeiro que resolveu ficar em torno de nós tão espesso quanto algodão. Os faróis refletiam na neblina e picavam meus olhos. Para meu alívio, Edward dirigiu devagar e eu fui capaz de relaxar o suficiente para fechar os olhos. Minha bexiga me acordou.

"Edward, eu tenho que ir ao banheiro."

"Estamos a cinco quilômetros de distância de casa, você pode esperar?"

Eu não tinha ido ao banheiro nenhuma vez depois que saímos do restaurante, e depois ficamos no parque por mais de uma hora, e dirigimos por mais uma hora – já tinha passado muito tempo para um momento xixi para mim. "Não, na verdade." Mexi minhas pernas. "Se você quiser me ver fazer xixi em seu assento."

Ele parou e samambaias foram esmagadas sob os nossos pés no caminho para um conjunto de pinheiros mais próximos à estrada.

"Vire-se". Eu disse. "Não olhe."

Ele virou as costas para mim. "Eu não vou olhar", ele riu. "Qual é a diferença, disso? Vejo você nua quase todos os dias."

"Não é a mesma coisa." Puxei a minha calcinha para baixo e agachei, mas depois de quase cair, eu agarrei a parte de trás das pernas de Edward para me apoiar. Ele sentiu o puxar e virou a cabeça para o lado. "Não se vire", eu disse.

"Eu não vou. Você já terminou?"

"Eu nem comecei".

"O quê?"

"Eu não posso fazer."

"Um minuto atrás, você não podia segurar."

"Bem, ele não quer sair agora. Basta esperar. Eu não posso controlar isso."

Ele começou a rir de novo, mais forte dessa vez. "Nós já estaríamso em casa agora."

"Pare de rir de mim. Você não é aquele que tem que se agachar com vinte milhões de quilos de peso extra em você."

"Você está certa. Sinto muito." Mas sua risada continuou o que me fez rir, e então finalmente eu fiz xixi.

"Funcionou!"

Mesmo depois de eu ter me aliviado na floresta, a cinco quilômetros da casa dos Cullen, nós ainda não conseguimos chegar em casa. Edward parou o carro poucos minutos depois, após receber um telefonema. "Eu estou no meu caminho", ele disse ao telefone, depois desligou.

"Onde você está indo?"

Ele olhou para mim, procurando os meus olhos, e depois enfrentou a estrada novamente. "Era Rosalie."

"O que ela disse?"

"Ela me pediu para ir. Isso foi tudo o que eu tive dela."

"Você tem que ir até ela agora? Depois das onze horas? Você não pode pedir para ela esperar até amanhã?"

"Ela precisa de mim."

"Como você sabe o que ela precisa, se ela nem sequer te disse do que se tratava?"

"Porque eu sei."

"Como você sabe?"

"Eu só sei, porra."

"Ok".

Ele balançou a cabeça, com os lábios apertados. "Bella, eu sinto muito."

"Não se desculpe. Se ela precisa de você, ela precisa de você."

"Bella". Ele beijou a minha mão, em seguida, a levou junto com a dele ao cambio para trocar as marchas. "Esta não foi a comemoração ideal para o seu aniversário. Eu queria que esta noite fosse só você e eu. E depois daquela senhora no restaurante...

Você nem mesmo terminou o seu jantar."

"Esqueça isso, foi..."

"Eu não vou esquecer. Não aja como se os seus sentimentos, não fossem importantes."

"Eles são importantes, mas não tanto quanto os de Rosalie são agora."

"Não diga isso, Bella. Eu não quero fazer você se sentir assim."

"Você não está."

"Isso não é justo com você!"

Eu fiz uma careta para ele. "O que não é justo?"

Ele olhou para frente, ficando em silêncio por muito tempo.

"O que não é justo, Edward?"

"Eu não quero estragar a sua noite, Bella. Eu..."

"Você não vai estragá-la."

"Bella, merda deixa eu me desculpar com você!" Ele parou o carro. "Porra, eu sinto muito. Maldição." Ele saiu e fechou a porta.

O segui. "O que você está fazendo? Por que você está com raiva de mim?"

Ele cobriu o rosto e balançou a cabeça. "Eu não estou com raiva de você. Eu não queria que aquilo saísse assim. Esta situação... é fodida. Eu queria que essa noite fosse perfeita para você. Você merece a perfeição."

Ele me enfrentou e pegou meus ombros. "E agora eu não posso te dar o que você merece, e você está sento toda compreensiva, porque você é incrível. Mas isso torna tudo muito mais difícil para mim por fazer isso com você."

"Fazer o que comigo?"

"Eu sei que a coisa certa a se fazer seria eu pegar o meu telefone, ligar para Rosalie, e dizer a ela que eu vou vê-la pela manhã. Assim como você disse. É seu aniversário. Eu te amo, Bella, e eu preciso que você saiba que isso é exatamente o que eu quero fazer. Mas eu não posso. Até Rosalie aceitar a ajuda de Emmett, ou qualquer outra pessoa que não seja eu, eu tenho que ir até ela quando ela me chamar. E eu não posso nem mesmo posso te dizer o porquê."

"Você está me confundindo. Porque você não pode me dizer?"

Ele levou a sua mão ao meu estômago, abaixou-se para beijar-me através do meu vestido, em seguida, pegou meu rosto em suas mãos. "Porque isso vai te incomodar muito." Ele beijou meus lábios. "Não posso me arriscar contando isso para você agora. Depois que Masen chegar, eu vou te dizer. Eu prometo. Você confia em mim, não é?"

"Sim, eu confio em você. Você não está fazendo qualquer sentido agora, apesar de tudo."

"Eu sei, e eu sinto muito por isso. Mas eu preciso que você saiba que, se eu tivesse outra escolha, eu iria largar tudo e todos para fazer esta noite cem por cento para você."

"Edward, eu entendo que Rosalie precisa da sua ajuda. Isso está afetando você mais do que a mim. Eu não estou brava ou chateada que você tenha que ir para Rosalie."

"Você diz isso, mas nem sempre você me diz quando você está chateada. Você gosta de esconder os seus sentimentos. E eu estou com raiva de mim mesmo por não dar a você a única coisa que você me pediu de aniversário. Você disse que não queria nenhuma surpresa. Você disse: 'ninguém além de nós', e eu prometi. "

"Isso não importa. Fora aquela senhora louca do restaurante, esta noite foi perfeita, Edward." Eu puxei a camisa dele e ele deu um passo mais para perto de mim. "O jantar, as feias flores de papel, o parque, as nossas lembranças, as estrelas imaginárias, a laranja de chocolate, até mesmo eu fazer xixi na beira da estrada. Esta noite será inesquecível, como isso não é perfeito?"

Ele me beijou tão profundamente que poderia ter me engolido, se tentasse. "Um destes dias", ele disse antes de me beijar novamente, "Eu vou ser o homem que você merece."

"Eu disse a você antes. Nós merecemos um ao outro." Eu levei as minhas mãos até seu rosto e o puxei até que seus lábios estivessem colados nos meus. "Edward, isso é demais para você – está muito difícil você ser o único a ajudar Rosalie?"

"Não." Ele balançou a cabeça. "É só que... a última coisa que eu quero é que esta situação te machuque. E hoje à noite..."

"Hoje foi eu e você", eu disse. "Eu tive o que eu queria."

Ele pegou a minha mão. "Bella, você foi muito mais compreensiva do que eu poderia ter sido, ainda mais considerando a explicação que eu te dei. Assim, mesmo que você não pense ser necessário, deixe-me pedir desculpas a você."

"Certo. Eu aceito as suas desculpas. E eu sei que os meus sentimentos são importantes, mas eu também sei que eu não estou sofrendo da forma como você e Rosalie estão. Assim como você quer ser solidário com Rosalie, eu quero ser solidária com você. Você pode entender isso?"

Ele olhou para mim, devagar levando a mão para encontrar o meu rosto, os dedos me tocando levemente. "Sim, eu posso entender isso, meu amor. Isso é parte da razão pela qual eu te amo tanto. Porque eu quero dar tudo a você. E por que eu fico frustrado comigo mesmo quando eu não posso."

"Não é o seu trabalho me dar tudo. Apenas me dê você. Você é o que eu preciso." Vesti o seu casaco colocando os meus braços.

"Eu sou seu, Bella. Você me tem há um longo tempo."

Eu passei meus braços ao redor do seu pescoço e seus braços em minha cintura. Meu estômago ficou no caminho então eu me dobrei um pouco para descansar minha cabeça em seu ombro. Um carro passou, luzes refletindo nos meus olhos, lembrando-me que ainda estávamos do lado da estrada. Nos braços de Edward, era fácil eu esquecer onde eu estava. "Devemos ir ver como Rosalie está?" Eu perguntei.

Ele me beijou, depois assentiu, pegando a minha mão e me levando para o carro ele abriu a porta para mim. Eu poderia jurar que o ouvi pedir desculpas mais uma vez, enquanto fechava a porta.

Rosalie estava esperando no escuro em sua varanda, uma mochila na mão. Era seguro assumir que ela não iria passar a noite ali. Edward segurou o banco de trás para ela e ela colocou a sua mochila no carro. A única explicação que ela nos deu foi: "a casa é do meu pai..." parando quando sua voz falhou, "... obrigada, Feliz aniversário, Bella eu não vou dormir na sua cama, com vocês, não se preocupe..."

Ela manteve a sua palavra, subindo as escadas e se fechando no meu antigo quarto.

Em nossa cama, eu estava deitada tão perto de Edward quanto a minha barriga permitia.

"Eu não queria perder a cabeça no acostamento lá na estrada esta noite", ele disse. "Ajudar Rosalie pode ser difícil, mas não é isso que me incomoda. Eu me preocupo com você. Eu não entendo como você pode ser tão incrível sobre isso. Honestamente não te incomoda quando ela me leva para longe de você? Fale a verdade".

Eu levantei a minha cabeça para olhar para ele, enquanto ele estava deitado em seu travesseiro. Eu coloquei a mão no peito dele e descansei meu queixo lá. "Edward, para ser honesta, é um pouco irritante que você pareça se esquecer de que ela é minha amiga também. Ela pode não querer a minha ajuda, mas isso não significa que eu não me preocupe com ela ou que eu não queira que ela se sinta melhor. Além disso, ela me disse uma vez que faria qualquer coisa por você, e eu entendo que você faria o mesmo por ela."

"Não se confunda, Bella. Eu me preocupo com Rosalie, e eu vou ajudá-la com isso, mas você é a única pessoa no mundo pela qual eu faria qualquer coisa. Você entendeu isso?"

Eu balancei a cabeça.

"Bom". Ele levantou o meu rosto para me beijar. "Feliz aniversário, meu amor."

"Obrigada, Edward."


Nota da Tradutora

Sérioooooooooooooo?

A Bella tem um elevador em linha reta de subida sem passagem pelo purgatório, já eu farei várias paradinhas, pq ah tah bom que na noite do meu aniversário que eu ia ficar toda 'zen' com o fato do meu namorado receber uma ligação de socorro emocional de uma Rosalie! Aff

Sorry pelo desabafo, mas né...

Bjos

Mili YLJJ


Como eu já estou cansada de xingar a Loira, deixa eu contar para vocês: Eu também assistia 'A História de um Bebê' quando estava grávida da minha filha mais nova! Era exatamente como Bella descreveu - incrível e horrível ao mesmo tempo... mas eu era viciada. Kkkkk

Beijo!

Nai.