CAPÍTULO 15
—Ponha o preço, amigo Taisho! Pagarei-o. O moço vale o que seja. Ofereço a metade de meus cavalos e toda minha terra por esse moço.
O inglês soluçou enquanto fazia sua oferta. Agom apurou a jarra que tinha ao lado, sobre a mesa. Riu quando a jarra caiu no colo de Inuyasha, sentado a seu lado. Viu como colocava imediatamente as mãos sobre sua virilidade para protegê-la. Decidiu que isso era ainda mais divertido.
—Acreditei que tinha devotado todos seus cavalos e a metade de suas terras. —Sesshoumaru riu a gargalhadas do outro extremo da mesa.
—Uma ligeira diferença, Taisho, ligeira. Muito bem. Darei-te todos meus cavalos, todas minhas terras e também minha esposa.
—Pare de me ameaçar com sua esposa! —protestou Inuyasha, sentando um momento para grunhir antes de cair ao chão.
Ao Agom pareceu tão divertido como tentar que lhe funcionasse a língua, depois que os corte se intumescessem com o aguamel e se abrandassem com a vitela com molho. Riu tão forte que lacrimejou. As secou com a manga, antes de fazer um gesto à criada para que lhe enchesse a jarra.
—Daria o que fosse por um moço com esse talento. Onde se colocou Taisho? Temos que negociar. Também darei a minhas cunhadas.
Naraku olhava a todos com uma expressão fria em seus olhos avermelhados. A bebida não melhorava seu caráter, observou Agom, e enrugou o nariz ao olhá-lo. Decidiu que se sentiria melhor se mostrava a língua, e o fez, mas assim que a língua saiu de sua boca teve que voltar a colocá-la ajudando com os dedos. Aquilo lhe fez ainda mais graça que tê-la torcida e insensível, e a encontrava por toda parte quando comia ou bebia.
—Segue aí? —o conde olhava para a cadeira vazia, ao lado de Agom.
Isso também lhe pareceu hilariante, especialmente porque tinha a peruca torcida e caida sobre uma orelha.
—Estou aqui. —Inuyasha tentava levantar do chão e parecia que fosse o mais difícil que tinha feito em sua vida. Conseguiu sentar-se no tamborete, onde cambaleou um momento e voltou a cair — E o moço não está à venda. Jamais. Deixemos o tema.
—Mas é o melhor espadachim do mundo!
—Deveria lhe ver com um arco... sempre que incluir flechas! —Inuyasha se afogou de risada e Agom lhe pôs um pé no estômago para castigá-lo. Não deveria tê-lo feito. Imediatamente se encontrava no chão de barriga para cima e Inuyasha estava em cima dela. Tinha-a imobilizada. Tinha um lóbulo de sua orelha pego com os dentes e brincava com ele.
Agom quase se derreteu com a sensação.
—Para já, jovem Inuyasha. Não é uma mulher! Se o que quer é uma mulher, leve minha Kirara Matshui ao seu quarto. É suficiente mulher para você — disse o conde entre uns quantos arrotos.
—Não levarei nenhuma mulher, se não der uma a meu campeão. É ele quem a merece. O que me diz Agom? Está preparado para sua primeira queda?
Agom lhe deu um empurrão, mas ele não se moveu, e estava muito enjoada para sair de debaixo dele se não o permitia. Ficou fazendo levantamentos com ele em cima e, ao chegar a trinta, este captou a ideia. Pôs as mãos em seus ombros e também ficou fazendo levantamentos.
Olharam-se aos olhos. «Isto é espantoso», pensou Agom. Depois riu. Não era nem remotamente espantoso.
—Se podemos fazer duzentos separados, deveríamos fazer quatrocentos desta maneira, não?
—Não é justo. Pesa mais que eu — se queixou ela.
—Bom... ao menos ganho nos levantamentos? —Sorria e baixou a boca para a dela e Agom quase não pôde evitar o contato quando ele se deixou cair sobre ela.
—Tirem-me isso de cima! —queixou-se, tentado escorrer-se.
—Os gostos de meu irmão parecem mais variados do que acreditava — observou Naraku enquanto levantava Inuyasha pelo cinturão o suficiente para que Agom saísse arrastando-se de debaixo dele.
Ia lhe agradecer, mas então viu quem era. Afastou a mão que lhe estendia para ajudá-la e ficou de pé sozinha, embora tudo lhe desse voltas e não podia manter-se direita.
— Kirara Matshui! Leve o campeão a um quarto. Faz um homem dele!
Uma mulher grande se aproximou, ocupando toda a vista, e Agom ficou atônita. Voltou-se para correr, mas não pôde dar nenhum de seus vacilantes passos antes que a mulherona a carregasse sobre um ombro e a levasse como se fosse um troféu de guerra.
Pensou que era o mais hilariante que lhe tinha ocorrido.
Agom abriu os olhos o mais lentamente possível e mesmo assim a luz a feriu dentro da cabeça, lhe provocando vontade de vomitar. Imediatamente estava de barriga para baixo e vomitando. Depois sentiu que a abraçavam de forma maternal contra uns peitos generosos.
—Pobrezinha moça. Não sabia o mal que te sentava o aguamel?
«Moça?», surpreendeu-se Agom, deixando-se cair na branda cama e apertando as têmporas para impedir que lhe explodisse a cabeça.
—Onde... estou? —sussurrou, perguntando-se por que os dentes não lhe saltavam da boca e lhe economizava a moléstia de ter que buscá-los.
—Em minha cama. Kirara Matshui, para te servir. Campeã do mundo na cama. Prazer em conhecê-lo, Agom. Ou é Agome?
—Meu Deus. —Agom estava de barriga para baixo, vomitando outra vez, e a mulher estava ao seu lado, sustentando-a sobre a bacia, todo o momento.
—Tranquila, moça, não ocorre nada. Não contarei a ninguém seu segredo. A verdade é que me parece estupendo. Uma mulher... ganhando do espadachim de lorde Cantor! E dessa forma esplêndida, além do mais. Como me chamo Kirara, me sinto orgulhosa de ser mulher. Sério.
—Onde está minha roupa? —perguntou Agom.
—O Taisho vai lhe dar de presente um traje novo. Disse-lhe que fosse mais forte que o anterior, porque esse rasgou.
—Se... rasgou?
—Sim, é claro que sim. Como minha blusa. É um diabinho impaciente quando quer.
—Onde... está minha roupa? —repetiu Agom, apertando os dentes. Não era para lhe dar mais ênfase, embora o parecesse, mas sim para que não batessem e lhe produzissem ainda mais dor.
—Vejamos. A maior parte está atirada no corredor, embora deixasse um pedaço de sua túnica interior na escada. Estava esfarrapada e só ficava a metade, de todos os modos. E tinha uma parte de tecido muito estranho costurado a seu peito.
Agom saltou da cama, mas Kirara Matshui a empurrou e a fez cair de novo.
—Não se desespere. Está a salvo. Imaginei que o necessitaria. É uma espécie de amuleto. Está aí.
Agom deu uma olhada ao quadrado desfiado de tecido Higurashi que a mulher tinha na mão. Viu que a sua tremia ao pegá-lo e desejou poder culpar totalmente ao aguamel. Tinha estado a ponto de perdê-lo! Não lhe importou que Kirara Matshui a visse levar-lhe aos lábios.
—Sabia que era um talismã. Sabia! —O júbilo da mulher era muito ruidoso para ela. Agom levou as mãos às têmporas para acalmar-se.
—Me perdoe moça. É a emoção.
—Que emoção?
—Como... sabendo o que tenho feito com o campeão Taisho e tendo a dito campeão em minha própria cama, e melhor ainda, que todos saibam!
—Onde... disse que estava minha roupa? —Agom estava se afogando, e não era pela bílis.
—Bom... suas botas estão no corredor. Há uma meia três-quartos na escada. O cinturão está na porta, junto com as adagas, e eu levo isto.
—No corredor? Na escada?
—Passou uma noite louca.
—Ah... sim? —Agom sussurrou a pergunta.
—Ah se o foi. Parece um animal. Teve-me tremendo e gritando até a alvorada. Deveria ter ouvido os ruídos que fiz.
Agom voltou a abrir os olhos. A luz era igualmente infernal, a mulher igualmente grande, mas a diversão em seu rosto era pura beleza. O sorriso de Agom foi tão grande que lhe doeram às bochechas.
—Tem todo o dia para descansar. Disse-lhes que o necessitava. É jovem, mas eu consegui te esgotar. Está totalmente esgotado e dormindo com um sorriso feliz no rosto. O último não é mentira, em realidade. Sorria. Com um grande sorriso. Assim que deixei que o tal Inuyasha o visse.
—Que ele... o que? —Agom tentou mostrar-se muito ofendida, mas a combinação de dor de cabeça e sua língua torcida fez que soasse como uma menina.
—Tinha que saber onde estava e assegurar-se de que estava bem. Mostrei-lhe que não ia lhe acontecer nada mau na cama de Kirara Matshui e fingi que estava zangada com ele porque pensei que você o estaria.
—Esteve aqui dentro?
—Sim. Esta manhã há primeira hora. Provavelmente quando lhe passou o suficiente a bebedeira para dar-se conta de que não estava. Tem um homem bonito como amo. Mas não deveria lhe ter deixado prometer-se com essa dama, Rin. Não é bastante mulher para ele. Você sim.
Todo o corpo de Agom estava ruborizado sob os lençóis.
—O que viu?
—Quem?
—Meu amo, Inuyasha Taisho — respondeu.
—Bem... fiz que parecesse um pouco... já sabe.
— Kirara Matshui — começou a dizer Agom, utilizando um tom tão ameaçador que poderia atribui-lo ao Inuyasha.
—OH, bom. Coloquei-te de barriga para cima, com os cabelos despenteados, e tem uns ombros mais de moço que de moça, de todos os modos. Tinha um pé fora por este lado da cama e outro debaixo. E eu não levava muito em cima. De fato — baixou a voz em um sussurro —, só levava seu kilt em cima.
Agom pôs-se a rir, mas teve que parar porque os dentes se queixaram do esforço. Depois, sua cabeça também o fez. Fechou a boca com força e apertou a cabeça ao mesmo tempo para adaptar o ritmo dos dores.
—Foi perfeito! Inclusive roncava!
—Eu não ronco! Au! —Agom apertou ainda mais forte a cabeça.
—Sim ronca. Bom, não muito forte, mas tinha um grande sorriso no rosto e a respiração um pouco ruidosa; era perfeito! Deveria ter visto a cara que pôs! Não tinha preço!
A cama tremia com a hilaridade de Kirara Matshui. Agom estava jogada no meio e tentava que os globos oculares não doessem tanto como a língua.
Inuyasha Taisho cumpriu sua promessa e não só lhe entregou um traje novo, mas também o conde de Azuchi fez que lhe levassem comida quatro vezes esse dia, em lugar de três, e também lhe mandou um banho quente. Também ofereceu um de seus semetais a Agom se ficava e lhes obsequiava com uma exibição de lançamento de adagas. Agom se sentou no banheiro e pensou.
Nunca tinha desfrutado de nenhuma classe de luxo e Kirara Matshui lhe tinha lavado e recolhido os cabelos na cabeça, e até lhe tinha esfregado as costas. A mulher inclusive tinha tido a audácia de encenar mais assaltos gráficos de sua luxúria física. Agom teve que tampar os ouvidos para sossegar os uivos e gemidos da mulher que saltou sobre o colchão para fazer os ruídos adequados durante o que lhe pareceram horas aquela tarde, e mais ainda durante a noite.
Mas já voltava a ser de dia e devia retornar com os demais. Agom esperou que Kirara Matshui lhe trançasse o cabelo, o colocasse para trás e desse um olhar de aprovação ao vestuário de Agom. Depois abriu a porta do quarto e anunciou ao mundo que necessitava umas horas livres.
Havia público no corredor, e mais na escada, e Agom se pavoneou o quanto pôde entre os assobios e aplausos. Inclusive obteve que não ardesse o rosto de vergonha.
Inuyasha tinha uma expressão assassina quando a viu, e nem sequer a olhava. De fato se deu conta de que a buscava, mas fazia o que podia para dissimulá-lo. Agom abriu passo no pátio de armas para chegar a seu lado.
—É um escudeiro de pena, Agom — começou a dizer ele.
Ela retrocedeu e não precisou fingir confusão. Todo seu corpo estava nesse estado.
—Segue tendo suas adagas?
—É obvio — respondeu ela.
—E a do dragão? Deixou que essa rameira a tocasse?
—Eu... — Calou um momento. Como ia responder a isso? Qualquer resposta seria má.
—Perdeste-a?
—É obvio que não! Tenho-a, junto com as outras adagas. Nunca as perderia.
—Estava completamente cozido e bêbado. Como sabe o que perdeu e o que não?
—Não perdi nada.
—Perdeu sua inocência, não?
Agom não pensava mentir. Teve que recorrer a um encolhimento de ombros.
—E o que? —perguntou.
—E o que? Sua inocência? Só pode entregá-la uma vez e lembro ter ouvido você contar o tipo de mulher que ia ter. Não tomar, lembro. Bom, maldito seja Agom! Nem teve nem tomou! Essa rameira gorda se encarregou de ter e tomar. Foi como manteiga para ela, e provavelmente igualmente saborosa.
—Isso não é verdade — respondeu Agom.
Inuyasha lhe lançou um olhar de soslaio. O olhar de seus olhos âmbar era vivo e intenso em comparação com a vermelhidão de seu rosto. «Estava tão zangado que se ruborizava?», maravilhou-se Agom.
—É certo. — passou os dedos pelos cabelos, deixou-os cair outra vez sobre os ombros e a olhou — Pensei que fosse diferente, mas não o é. É como todos, não?
—Sou humano — respondeu ela.
—Sim. Sim o é. Felicidades. Bem-vindo ao inferno!
Agom teria preferido que a golpeasse e acabar de uma vez.
—Inferno? —sussurrou.
—Começava a acreditar que podia ser um anjo, Agom. Um anjo na terra. Um anjo vingador e assassino, mas um anjo de todos os modos. Estou um pouco decepcionado ao descobrir que tinha me equivocado.
—Ninguém é um anjo, Inuyasha.
—Não há nenhuma dúvida. Tenho a prova vivente frente a mim — respondeu.
—Nunca disse que fosse algo mais que o que aparento. — «Isso era verdade», disse a si mesma.
—Certo. E as aparências enganam. Você também o disse. Rosto angélico, necessidades humanas.
—Sinto se te decepcionei — murmurou.
Sentia-o. Deveria ter ficado com ele e ter se escondido em seu quarto, e como os dois estavam tão bêbados quando quase se acariciavam um ao outro no chão frente a tanta gente, sem dúvida não teriam parado ao chegar ao seu quarto. Era bastante esperta para sabê-lo. Ela e Inuyasha teriam intimadades. Teriam tido muitas intimidades. Perguntava-se era por isso que ele estava tão zangado. Queria-a... ou queria ao Agom que conhecia.
—Fez algo mais que me decepcionar, moço, manchou meu ideal. Tinha-te em um pedestal e agora estou tragando a poção de vinagre de minhas fantasias sobre você.
—Nunca disse que fosse perfeito.
—E não o é. Perdeu a perfeição quando deixou que essa rameira te tocasse.
—Não podia impedir-lhe por que não o impediu você se era tão importante para você?
Ele suspirou.
—Então não sabia o que sentia. Agora sei. Soube quando olhei seu rosto angélico na imundície daquela cama.
—Não perdi minha inocência, Inuyasha — sussurrou Agom finalmente.
—Perdeu mais que isso, moço. Também perdeu toda sua roupa. Isso constitui uma grande perda para mim. Agora me deve outro traje. Seu tempo de serviço duplicou.
—OH! — respondeu Agom. Foi o único que lhe ocorreu.
—E depois de todos seus discursos de que se conservava para a mais formosa das damas, uma ninfa que é igual à Sango! O que era isso? Fachada?
—Era...
—Era o idealismo da juventude, e eu acreditei certo. Estúpido de mim.
—Não o compreendo — sussurrou Agom.
—O que terá que compreender? Apaixonei-me por um ideal. Um jovem que estava por cima de todo o terrestre, perverso e luxurioso, e o que acontece? Cai nas garras de uma rameira, diante de meu nariz.
— Kirara Matshui é algo mais que isso.
—Claro, agora a defende. Não me surpreende absolutamente.
—Mas... você disse que me dessem uma empregada. Eu te ouvi.
—Não o disse a sério. Nunca teria te mandado desfrutar com o corpo de uma rameira. É muito especial para isso. Teria encontrado o receptáculo perfeito para você.
Agom sentiu sua censura total e absoluta, e esteve tão perto de chorar que só esperou que ele não o notasse em sua voz. Não sabia o que ocorria com Inuyasha.
—Não há receptáculo perfeito para mim, Inuyasha — sussurrou, e foi quase inaudível. Soube que a tinha ouvido porque lhe esticou a mandíbula.
—Este pequeno bate-papo não nos leva a nenhuma parte e tenho coisas que fazer.
—Que coisas? Ajudarei-te?
—Myouga, meu escudeiro, atende-me perfeitamente. Não podia te esperar, não crê? Enquanto tudo se desmorona ao meu redor, você está encerrado com uma empregada, satisfazendo suas fantasias. Não uma vez, não, a não ser quatro. Ou foram cinco vezes? É insaciável. O que tem a dizer em sua defesa?
—Foram cinco — disse finalmente Agom.
Ele a olhou raivoso.
—E eu te acreditava diferente. Estúpido de mim.
Deu-lhe as costas e se afastou dando grandes pernadas. Agom olhou a erva onde ele estava de pé e observou como voltava a erguer-se. Não sabia se o seguia ou não. Myouga se fazia de escudeiro? Isso significava que ela tinha que fazer de escudeiro de Sesshoumaru? Imaginava que deveria ter perguntado quando ainda podia.
—Sua presença é requerida nas habitações privadas do conde, escudeiro Agom.
Agom olhou ao moço miúdo que estava frente a ela, com uma toalha pendurada do braço, por alguma razão incompreensível. Agom franziu o cenho.
—Agora? —perguntou.
Ele assentiu. Agom olhou as costas de Inuyasha ao afastar-se e suspirou. Estava claro que ele não a necessitava. Seguiu ao servente do conde com os dedos perto das três adagas de suas costas e a folha do dragão no estômago.
Se o conde queria uma exibição de lançamento de adagas, ela o daria, mas só se seu amo lhe dava permissão. Agom subiu os degraus com facilidade, notando só uma ligeira dor nas costas, e depois se encontrou imersa em um luxo tão sufocante que ficou sem fôlego.
O conde ainda não se vestiu e sua cabeça virtualmente rapada parecia estranha sem peruca. Olhou-a, jogado na cama, e lhe indicou com um gesto que se aproximasse.
—Ouvi falar de sua destreza, moço — disse.
Ela se ruborizou, envergonhada, perguntando-se a que destreza estaria se referindo.
—E quero comprar suas habilidades para mim. Diga-me seu preço. Pagarei-o.
—Pertenço a Inuyasha Taisho — respondeu.
—Com o Taisho trataremos depois. Dê-me um preço, para que eu saiba a que atenerme. Juntos faremos uma fortuna em Londres. Pagarão tanto por ver-te que será quase um roubo.
—Pertenço a Inuyasha Taisho e meus talentos não estão em venda.
Ele suspirou e fez um gesto ao outro moço que sustentava um tecido sobre o braço.
—Vá procurar ao Taisho. —Mandou o moço fora com um gesto e se voltou para Agom — Eu não gosto de discutir — disse.
Ela tragou nervosa e esperou. «Por favor, Inuyasha. Por favor, não me venda a este grande bufão. Por favor.» A letanía de sua prece continuou, alcançando um ritmo em consonância com sua impaciência. Inuyasha chegou quase em seguida. Agom se perguntou como lhe teriam localizado tão rapidamente. Embora tivesse uma expressão hermética, Agom podia ver que estava preocupado. Não sabia por que.
—O moço não lançará nenhuma faca a menos que lhe dê permissão, Taisho, nem vai entrar em meu serviço. Não sei de onde tira criados tão fiéis, mas desejo adquirir os serviços deste moço para mim. Ordena a ele.
Inuyasha olhou Agom. Ela tinha os olhos muito abertos e sacudia a cabeça com um movimento rápido de passarinho, para que não se notasse muito.
—Agom lançará para você segundo minhas condições. Ofereceste-lhe um semental de seus estábulos. O aceito. De outro modo, não sei. Os talentos do moço não estão à venda, por nenhuma quantidade de prata nem por tempo algum. Agom? Vá a meus aposentos. Prepare-se para a exibição. Terá a oportunidade de usar todas suas armas. Que corra a voz, Azuchi. Convida seus amigos Sassenach. Eu gostaria de demonstrar o que pode fazer um autêntico escocês. Agom? Por que segue aqui? Dei-te uma ordem. E outra coisa, senhor. Sobre o duelo da outra noite. Acredito...
Agom não ouviu outra palavra. Já corria para seu quarto.
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CAPÍTULO 16
O castelo de Azuchi estava repleto de almeias e de pessoas, e parecia que não parava de chegar gente, mas ninguém lhe tinha pedido nem lhe tinha permitido exibir nada, e tinham passado quatro dias. Dias nos que Inuyasha não lhe tinha permitido afastar-se dele. Dias em que ela teve que acariciar o punho do dragão cada vez que o via olhá-la. Dias nos que ele ria e esteve encantador, e depois mal-humorado e triste. Foram dias nos que esteve bebendo.
Aqueles dias foram os piores.
Agom se sentia totalmente tensa, como a corda de um arco, e ao quinto dia soube que tinha que sair. As paredes do castelo eram grossas, sólidas e sufocantes, e a corda de arco em que sentia que estava se convertendo estava ao máximo de tensão e a ponto de quebrar-se.
Saiu dos aposentos de Inuyasha com os restos do festim da noite anterior, e tropeçou com um dos corpos do corredor. Os pratos saíram voando, moços de todas as idades e descrições a olharam e vários deles pegaram suas sujas jarras e a bandeja e lhe suplicaram que lhes permitisse servi-la.
«Suplicar?», maravilhou-se Agom. Voltou a entrar no quarto de Inuyasha e fechou a porta.
—O que acontece, moço? Inimigos em casa?
Certamente acreditava que estava sendo divertido. Agom olhou furiosa sua figura reclinada sob os lençóis brancos e bordados.
—O corredor é como um povo cheio de moços.
—Todo o castelo está repleto de moços, Agom. E de moças. Não esqueçamos seu viço.
Agom ficou tensa.
—Isso não me importa. Por quê? Quando é a exibição e quando poderemos ir daqui?
—Partir? Por quê? O conde tem um aguamel excelente, sua cozinha é mais que capaz e seus entretenimentos... bem, não se pode desejar nada mais, não é assim, moço? Ou Kirara Matshui desapareceu?
—Estamos prisioneiros há quase uma semana, Taisho. Não entendo por que.
—O conde quer assegurar-se de que chegam seus amigos Sassenach. Isso ouvi. Estão montando uma grande competição. Necessita-se tempo.
—Mudei de ideia. Não desejo competir — se queixou Agom.
—Não tem escolha, moço. Falei por você. Acalme-se e me traga mais aguamel.
—Não posso sair do quarto sem pisar em corpos. Está mais cheio que o pior dos campos de batalha. Que fada sorveu o miolo dos Azuchi? Tem que ter acampamentos para esses moços.
—Há acampamentos fora dos muros, Agom, mas todos querem estar aqui.
—Por quê?
Agom se apoiou sobre um cotovelo para lhe olhar. Agora deveria estar na cozinha e assim não teria que ver aquele torso grande, peludo, nu e imenso, em formoso contraste com a cor branca dos lençóis. Agom voltou o rosto a um lado e esperou que ele não se desse conta de seu rubor. Era uma esperança vã.
—Ruboriza-te muito bem para ser um moço, escudeiro Agom. Não o teria dito nunca. E acredito que tampouco seus seguidores.
—Que seguidores?
Voltou a lhe olhar ao perguntá-lo. Não deveria tê-lo feito. Ele estava sentado, com os braços apoiados nos joelhos e nada mais em cima. Por muitas vezes que o tivesse visto, seguia sendo inquietante, e se afastou sem poder evitá-lo.
—Os moços acamparam a sua beira. Não acreditará que estão aqui por mim, não?
—Não tenho seguidores. É uma estupidez que pense isso. Será que não têm outro lugar.
—Agom, se não acreditasse que fala a sério, acusaria-te de vaidade por querer que me fixasse. São seus seguidores. Esperam poder ver o jovem escudeiro que venceu ao melhor espadachim de lorde Cantor. Pior ainda, os restos dos criados estiveram contando histórias sobre suas habilidades de caçador.
—Não desejo que se fale de mim desse modo.
—Pior ainda — seguiu ele como se ela não tivesse falado —, são as moças. Escutaram a essa Kirara Matshui. Demonstrou a mesma destreza entre as pernas de uma mulher que no campo de batalha. Está se convertendo em uma lenda. Ah, só tem que olhar às donzelas e escolher. Mas não voltaria a ficar com Kirara Matshui. Não sabe manter a boca fechada. Ontem à noite, por exemplo...
—Quer parar? Não quero que falem de mim! Não quero que se comente nada de mim!
—Não quer isto, não quer aquilo. À fama não importam seus desejos, moço. Alguém deveria ter te avisado.
—Inuyasha preciso sair.
—Abre as cortinas. Aqui não se pode respirar.
—Não o entende! Preciso sair fora! Tenho que sair! Sou um refém e não fiz nada! —Sabia que estava levantando a voz, mas não podia impedi-lo. Mal podia reter as lágrimas.
—Venceu a um campeão inglês. Cortou-lhe a roupa com a espada e o cravou no chão, imobilizando-o. Não lhe arrancou nem um cabelo da cabeça, mas o humilhou e agora não pode exibir-se em público. E você diz que não fez nada? Os clãs levam anos esperando um campeão como você. Pode ser que mais.
—Eu não desejo isto — sussurrou ela.
Ele esperou que o olhasse antes de responder.
—O que é o que deseja, então?
—Desejo sair de caça.
Ele arqueou as sobrancelhas.
—De caça?
—Seguro que o conde necessita carne para alimentar aos convidados. Seguro que há caça no bosque, ou entrarei mais longe.
—Certo, mas por quê? Por que toma a vida tão a sério?
Ao Agom lhe umedeceram os olhos, mas não piscou. Esperou que não o notasse.
—Preciso me sentir vivo — respondeu por fim.
—Traga minha roupa. Quer caçar? Caçaremos.
Ficou de pé. Agom retrocedeu até a parede.
—Não posso — sussurrou.
—Não pode... ou não quer? —perguntou ele.
Já não era um rubor, era uma fogueira que lhe ardia nas bochechas quando ele se levantou. Olhou por cima dele. Olhou ao chão. Olhou a ambos os lados dele. Olhou a porta. Fechou os olhos um momento e começou de novo. Por cima dele, a porta... e o único que viu foi a imensidão de Inuyasha Taisho.
—Agom?
Sua voz baixou e a seguir caminhou para ela. Agom tinha uma mão na folha de dragão ao mesmo tempo em que se aproximava da porta do quarto. Seus movimentos fizeram que Inuyasha se detivesse de repente.
—Esperarei-te fora — sussurrou, e saiu antes que ele pudesse detê-la.
Agom se viu rodeada de mais moços dos que podia contar, e todos queriam estar perto dela, tocá-la e se era possível servi-la. Um inclusive lhe perguntou se necessitava um escudeiro. «Um escudeiro para um escudeiro?» Não saía de seu assombro.
Voltava a estar dentro do quarto antes que Inuyasha pusesse a túnica. A porta se fechou atrás dela e ele a olhou. Depois riu. Agom sabia que tinha os olhos muito abertos.
—Decidi te esperar aqui, Taisho —disse.
—Tem problemas com a popularidade?
—Eu não a pedi e não a aceitarei. Não o farei! Quero que se vão. Faz que se vão.
—Não posso.
—É meu amo. Deve me proteger. Não desejo ter seguidores. Não aceitarei a fama. Não o farei!
Inuyasha colocou a camisa, grampeou-se o cinturão, colocou o feile-breacan e se sentou para calçar as botas antes que pudesse falar com ela de novo. Agom observou todos os movimentos, cada vez que os tendões sob a pele se contraíam em seus antebraços, cada vez que inspirava ar com seu grande torso, e se perguntou como se sentiria entre esses braços e contra esse peito, protegida por alguém pela primeira vez em sua vida. Sacudiu a cabeça para limpá-la.
—Não acredito que tenha escolha, Agom. Não posso mandar embora a seus seguidores.
—Pois deve mantê-los afastados de mim. Tem que fazê-lo!
—Assusta-te que outros esperem algo de você, não?
—Não me assusta nada — respondeu ela.
—Muito bem. Ficarei aqui e você caça sozinho. —Levantou o pé para tirar a bota outra vez.
Agom se desesperou.
—Não, Inuyasha! Tem que me tirar daqui! Tem que me liberar deles.
—Ah, sim? Eu acredito que voltarei a dormir. Não tenho nenhum desejo premente de sair para caçar. Não preciso escapar da hospitalidade de Lorde Azuchi. Não tenho montões de seguidores esperando que faça ou diga algo. Não acredito que tenha nem a metade de seus problemas.
—Por favor — sussurrou Agom.
Ele levantou os olhos ao céu e ficou de pé.
—Muito bem, Agom, moço. Enfrentaremos juntos seus seguidores. Oxalá fosse a mim a quem esperassem. Usaria todos para despertar seus clãs.
—Fica com eles. — disse Agom.
—Não se pode ficar com os seguidores, Agom. Os seguidores vêm e vão. Isso é o bom de influir neles para uma causa. Seguem-lhe e não é fácil jogá-los. Os ingleses por fim o estão entendendo, graças a nosso rei, Robert.
—Então utiliza sua voz de orador e fala com eles. Influi neles. Diga-lhes que não sou nada mais que seu escudeiro. Diga-lhes que sou o que sou graças a você. Venha, diga-lhes.
—Minha grande voz de orador? —seu tom era divertido.
Agom lhe agarrou o braço.
—Tem que usá-la! Preciso respirar ar fresco e não posso fazê-lo neste castelo sufocante. Necessito espaço! Necessito exercício. As poucas coisas que me manda fazer aqui não são suficientes! Tenho que sair, Inuyasha!
Ele olhava seus dedos que ainda lhe seguravam os bíceps.
—Não deveria fazer isso, Agom — disse, e sua voz era mais baixa e profunda que antes.
Agom o olhou e conteve o fôlego.
—Mas é que preciso sair. Você mais que ninguém deveria entendê-lo.
—Afasta sua mão de mim — sussurrou ele.
Agom tragou saliva, levantou a mão e tirou pela metade a folha do dragão, enquanto retrocedia.
—Agora veremos como podemos te tirar de cima seus seguidores — disse ele dirigindo-se à porta.
Foi frustrante e muito longo. Os que Inuyasha denominava seus seguidores estavam por toda parte, nos matagais, nas árvores de trás, virtualmente caindo para ver Agom abater um animal lhe acertando no olho, e assustavam a qualquer presa. E isso era só os moços. Agom se zangou quando Inuyasha disse que era uma perda de tempo embora tivessem caminhado uma légua e meia e se empaparam com suficiente água de chuva para encher os poços de Azuchi. Depois teve que enfrentar a maré de moças que a esperavam.
Agom se ruborizou e se manteve pega a Inuyasha quando mulheres de todas as idades, tamanhos e formas a chamaram, e o que lhe ofereciam lhe fez arder às bochechas.
—Sua Kirara Matshui tem a língua muito grande, não? — observou Inuyasha — Ao menos para falar. Não sei o que fará com ela na cama, mas imagino.
Agom o olhou furiosa.
—Não gosta de outra mulher, Agom? É o mais estranho dos moços. Qualquer outro com seu êxito o aproveitaria. Mas você não tem feito mais que me fazer companhia e te esconder. Olhe a seu redor, moço. Pode ter a qualquer destas mulheres.
—Rogo isso, acabemos com isto e me leve para seu quarto — respondeu ela.
—Acreditei que queria sair do quarto. Seguro que não gostaria de uma moça? Outro bocado de vitela escocesa? As aldeãs parecem muito dispostas a te servir. Para qualquer serviço que necessite.
—Se não me levar ao seu quarto, eu...
—Você o que?
Deteve-se e ela também o fez e em seguida se viram rodeados. Agom gemeu e se viu empurrada contra ele.
—Gostaria de outra queda como a da Kirara Matshui ?
—Desejo voltar para o seu quarto — respondeu ela.
— Kirara Matshui tem um bom par de pulmões, não? Ao fim não deve ser pouca coisa.
—Por favor, não o diga outra vez. Não foi o que você crê, foi...
—Foi quase mais do que posso suportar, Agom — sussurrou ele — e me amaldiçoo por reconhecê-lo. Se só soubesse quão difícil foi não atirar a porta abaixo e lhe impedir isso quase morro com cada pingo de prazer que deu a essa mulher, e não me suporto por isso!
—Inuyasha — começou a dizer Agom, mas então lhe empurraram para ele e depois puxaram Inuyasha. Só agarrando-se a suas costas pôde manter-se ao seu lado.
—Não deveria estar tão perto de mim, Agom.
Ela estava atônita à medida que a multidão se fazia maior e mais ruidosa.
—Não pude evitá-lo! Empurram-me por toda parte!
Outra sacudida e umas mãos puxaram seus braços, seu kilt, depois Agom sentiu que o pescoço ia para trás quando alguém agarrou sua trança e a puxou.
—Inuyasha! Salve-me!
Acreditou que não a tinha ouvido, mas então ele saltou sobre uma bola de feno e Agom correu a seu lado, até que ele se voltou.
—Amigos e camponeses!— gritou Inuyasha, ganhando a atenção que impunha sua oratória. Olhou a um lado, onde Agom estava pega a ele — Acredito que chegou à hora de uma competição. Tragam seu senhor! Tragam um oponente! Não fiquem aí! Vão buscá-los! Meu escudeiro deve lhes mostrar sua destreza com as adagas. Você! Escolhe um alvo!
—Já está! Vê-o? —gritou alguém.
—Inuyasha — cochichou Agom.
—Já te disse que não me toque Agom. Não o repetirei. Jogarei-te de meu lado e você não gostará.
Ela afastou as mãos de onde o tinha tido pegado e moveu os olhos antes que ele pudesse entrever suas lágrimas. As bolas às que se encarapitou lhe davam uma visão muito boa do campo de jogos que se preparou. Havia quatro alvos no pátio interior, um em cada ponto do circulo.
—Isto é muito precipitado e sem preparação, Taisho.
O conde se reuniu com eles, caminhando entre um grande grupo de cavalheiros vestidos com elegância e cheios de brio, evidentemente ingleses, e Agom teve que baixar a cabeça para dissimular o sorriso. Pareciam mais femininos do que o tinha sido ela mesma! Era óbvio que tinham celebrado um festim, porque alguns levavam pratos com comida, outros jarras e havia quem levava babadores.
—Se não o fizermos, haverá um motim! — respondeu Inuyasha — Não é certo, moços? —Houve uma grande gritaria e depois Inuyasha gritou outra vez — E não esqueçamos a todas as moças vigorosas! Elas também desejam que Agom lance?
O coro de vozes femininas foi quase tão brutal como o anterior.
—Seu campeão está acabado e o meu tampouco é capaz — se queixou um dos cavalheiros elegantemente vestido.
—Compreendo-o — respondeu Inuyasha — Agom lançará sozinho. Observem senhores, e vejam quem lhes venceu. Deixem espaço ao redor do alvo! Esse não! O mais afastado!
A multidão começou a mover-se. Agom entreabriu os olhos. Referia-se ao alvo situado ao outro lado do pátio. Como o sol estava se pondo, necessitavam-se tochas, mas se encontrava o bastante longe para pô-la nervosa. Perguntou-se se Inuyasha saberia.
—Pode acertar a isso?
—É um mau momento para perguntá-lo — respondeu, e se agachou para pegar as nove adagas de suas meias três-quartos.
—Alguém deseja fazer uma aposta?
Inuyasha se dirigia aos nobres que se separaram para a fileira de galerias, a um lado. Não desejavam mesclar-se ombro a ombro com a gente comum. Agom apertou os lábios.
Levantaram-se mãos.
—Azuchi? Tem a alguém para levar as contas? —O conde assentiu uma vez — Então que as tomem. Agom lançará oito adagas. Colocará todas no alvo. Depois terá acabado. Não mais lançamentos. Não mais aposta. Não mais exibições até amanhã. De acordo?
Houve um alarido geral. Agom não sabia o que significava, mas lhe soava tanto a acordo como a desacordo.
—E se erra? —gritou alguém.
Inuyasha levantou a mão e a multidão se calou. Agom o observou estupefata.
—Então errou! — respondeu — Assim os jogos oficiais serão mais interessantes, não? Vejamos, se afastem do alvo. Deem-lhe espaço para que atire sem acertar um camponês. Se forem se colocar no caminho de meu escudeiro, ponham a um Sassenach diante de vocês!
Houve uma estrondosa reação a suas palavras. Agom o olhou, sustentou-lhe o olhar e tentou não sorrir.
—Preparados?
O som pareceu a um «sim», ou algo parecido. Agom plantou os pés sobre a bola de feno e lançou as oito adagas, uma após a outra, e soube que tinha acertado pela reação que houve ao redor do alvo. O ruído foi se apagando até que lançou a sexta, e com as últimas duas reinava um absoluto silêncio.
—Bem, bem, Azuchi — disse um dos nobres, e depois os vivas sufocaram tudo.
—Minhas adagas? —Agom se inclinou para sussurrar-lhe.
—As tem Myouga. Vê-o? Não permitiria que nada acontecesse a suas adagas perfeitamente equilibradas. Siga-me de perto até que saiamos daqui. Não temos muito tempo.
—Mas aceitaram. Um lançamento. Não o compreendo, Inuyasha.
Inuyasha sacudiu a cabeça.
—Quer ficar para ver ou vem comigo?
Não obteve que lhe saísse a voz, só pôde assentir com a cabeça.
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Agradeço a todos pelas reviews! Infelizmente estou ocupada com provas e trabalhos por isso estou demorando a postar, não se preocupem continuarei a dar continuidade a história sempre que possível.
Yoko
Verdade o Inuyasha é muito lerdinho, ele não enxerga o que esta praticamente debaixo do nariz dele..rsrs
Pri
Espero que goste desses 2 capitulos fresquinhos que postei!
Nene-chan
Que bom que esta gostando, ainda tem muitas surpresas pela frente a história esta no meio..rsrs
DuquesaK
Essa história é linda, engrassada e estou vendo que esta fazendo sucesso. Vou tentar postar mais 2 capitulos nesse final de semana..rsrs
Miichigo
Obrigada, tentarei não demorar muito para postar os capitulos!
m4lu
Essa história é diferente e engrassada, que bom que achou legal!
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Obrigada a todos inté a próxima pessoal o/
