Olá, meninas!
Fiquei imensamente feliz com o número de sugestões que recebi nos reviews, isso quer dizer que vocês estão se envolvendo na estória, participando dela... Tenham total certeza de que todas as idéias estão sendo consideradas, e vou tentar atendê-las à medida do possível, e desde que não altere o rumo básico da fic!
Sei que esse post foi mais rápido do que os últimos, mas eu não aguentei esperar... Agora a Fic está sincronizada, na mesma "altura", tanto aqui quanto no orkut.
Posso adiantar que o enredo vai começar, efetivamente, aqui, já que os capítulos anteriores tinham aquela carinha de introdutórios. Beijos e boa leitura!
ps: respostas, como sempre, no fim do capítulo.
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Capítulo seis
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Inu Taishou adentrou a sua casa tendo seu braço direito sobre os ombros de Rin e o esquerdo sobre os de Inu Yasha. Sesshoumaru vinha logo atrás, guiando, educadamente, Izayoi pelo braço.
As risadas altas do dono da casa podiam ser ouvidas de qualquer um dos cômodos, e faziam com que os olhos de Izayoi brilhassem de satisfação. Ela sabia exatamente o quanto bem a presença das "crianças" fazia ao seu marido. Há dias que ele estava reclamando de saudades de Rin, e, quando soube que ela estaria de volta, exigiu a presença de todos os três na casa, para, inconscientemente, sentir como se eles ainda fossem pequenos, debaixo da sua proteção.
O sonho do Youkai sempre fora ser pai, e, quando Yoshito lhe disse estar grávida, no primeiro ano da faculdade, ele não exitou em pedi-la em casamento, mesmo ainda amando Izayoi. Jamais se arrependera dessa decisão. Chegou até mesmo a amar Yoshito quando ela lhe deu Sesshoumaru, e ficou ao lado dela até o último momento, dando-lhe todo o apoio e carinho... Até que a morte os separou. O amor por Yoshito findou, juntamente com o luto por sua morte, permanecendo apenas um profundo carinho pela mãe de seu primogênito.
Izayoi sabia de tudo o que ele sempre sentiu, como sabia o que ele sentia nesse exato momento e sabia também, embora sobre isso não falasse, de tudo o que Sesshoumaru sentia por Rin. As mães, as verdadeiras mães, sempre sabem.
Nesse momento, apesar de toda a felicidade estampada em seu rosto, ela tinha algumas pequenas preocupações. Sabia que a presença de Rin encheria Sesshoumaru de esperanças, por mais que ele tentasse lutar contra elas. A mulher estava em uma situação muito difícil, já que se tratava dos sentimentos conflitantes de seus filhos. E Rin era tão birrenta quanto ela era, aos vinte anos.
Na verdade, Izayoi simpatizava bastante com a idéia de um relacionamento entre os dois, se não fosse pelo fato de saber que os sentimentos de Sesshoumaru por Rin apenas o faziam sofrer. Não entendia bem o motivo da aversão que ela manifestava pelo rapaz, já que Inu Yasha não podia mais ser utilizado como justificativa, visto que o relacionamento dele com o irmão era excelente.
Mais uma vez, ela previa que nuvens negras estavam a se aproximar de sua família: sabia que Sesshoumaru, mesmo que lutando contra, alimentava suas esperanças com relação a Rin, e sabia que Rin acabaria com toda e qualquer esperança de Sesshoumaru. Izayoi sempre sabia.
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Rin, Izayoi e Inu Taishou sentaram-se no sofá da sala, enquanto que Sesshoumaru subiu para descansar e Inu Yasha foi até a cozinha procurar algo que comer.
- Então, filha... – Inu Taishou começou – Quais motivos a trouxeram de volta antes do planejado?
- Credo, Inu! Até parece que você não gostou de ela ter voltado!!
- Não é isso, Izayoi... A Rin me entende, não é, querida? – a moça acenou positivamente com a cabeça – Eu apenas quero saber os motivos que a fizeram mudar de planos...
- Tudo bem, não briguem por minha causa – ela sorria – Eu entendo sim, tio... Não foi nada demais... Na verdade, eu acabei terminando o meu curso antes do previsto pelo currículo... Eu pretendia passar os três meses restantes em Londres, sei lá... trabalhando, talvez, mas o Kohaku me convenceu a voltar... Aparentemente ele tinha muitas saudades de casa. – o olhar dela estava perdido, e Izayoi percebeu isso, assim como percebeu não haver nenhum brilho especial nos olhos da filha ao falar do namorado. – A propósito... Ele já não deveria ter vindo me procurar?
- Na verdade ele veio, querida... – Rin estreitou os olhos para Izayoi. Sabia que a mãe não aprovava aquele namoro e que, provavelmente, o havia enxotado dali – Veio ontem, saber se eu tinha notícias suas... Não se preocupe, eu o avisei de que você chegaria esta noite...
- Mãe! Porque disse isso, se sabia que eu chegaria pela manhã???
- Porque o seu namorado esteve com você em Londres pelos últimos seis meses. Hoje, você vai ficar com sua família.
A moça sorriu. Izayoi, teria de admitir, tinha toda a razão. Ela e Kohaku estiveram bastante próximos, ultimamente... Próximos demais, até. Queria, realmente, passar um tempo com sua família, como quando era criança, apenas tinha medo de magoar Kohaku. Muito mais do que seu namorado, o garoto era seu amigo de infância.
Sempre tão solícito... sempre tão apaixonado! Kohaku a conquistou há pouco mais de um ano, quando saiu de Nagoya e foi até a Inglaterra, apenas para vê-la. Se conheceram ainda crianças, quando ela e a irmã gêmea de Kohaku, Sango, eram colegas de escola. Ela logo percebeu que o garoto lhe dedicava um sentimento muito forte, mas não o correspondia. No dia da formatura de Sesshoumaru, dois anos antes, Kohaku a tirou para dançar, e, finalmente, contou a ela o que sentia. Rin, na hora, não soube exatamente o que dizer, mas, mais por pena que por qualquer outro motivo, se permitiu ser beijada por ele.
Seis meses depois, ele estava em Londres, sob o falso pretexto de visitar a irmã, estudante de direito em Oxford, e Rin acabou se encantando pelas atitudes do rapaz. Ainda tinha dúvidas se gostava mesmo dele ou se apenas havia se apegado a ele por que lhe oferecia familiaridade, enquanto ela estava em uma terra estranha... Talvez fosse apenas solidão, mas Rin sentia que gostava do rapaz. Sentia que ele nunca agiria com ela da maneira como Takemaru agiu com sua mãe. Confiava em Kohaku.
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Após uns quarenta minutos de conversa com a mãe e o padrasto, Rin subiu para seu antigo quarto. Queria descansar daquela viagem, e, talvez, dormir um pouco, já que não havia conseguido fazê-lo à noite, graças ao sumiço de Sesshoumaru.
Ela tirou os tênis, jogou-se na cama, e acabou pegando no sono.
No quarto em frente ao dela, Sesshoumaru também estava jogado em sua cama. Ele estava com as mãos atrás da nuca, olhando para o teto, absorto em pensamentos, quando escutou os nós dos dedos de alguém baterem em sua porta. O cheiro era inconfundível.
- Entre, Izayoi...
A porta foi aberta devagar e a figura feminina sorridente entrou, tornando a fechar a porta atrás de si.
- Eu ainda me assusto quando faz isso... Não consigo me acostumar com o fato de você me reconhecer dessa forma.
Ele sorriu de volta para ela. Izayoi era uma das poucas pessoas que viam aquele sorriso. Aliás, quem visse Sesshoumaru com Izayoi dificilmente o reconheceria como o advogado sério de todos os dias no escritório. Lá ele era conhecido por ser frio e impassível, muitos possuíam um medo mortal dele, mas em casa era tudo muito diferente, principalmente com Izayoi.
O rapaz sentou-se na cama, e Izayoi sentou-se ao lado dele.
- Aconteceu alguma coisa, Izayoi?
- Na verdade, sim... Mas foi há bastante tempo – ela viu o youkai erguer uma de suas sobrancelhas – Creio que você deve se lembrar de uma festa... Aniversário de casamento, meu e do seu pai... Foi há alguns anos atrás...
- Não entendo aonde quer chegar, sra Taishou... – ele ironizou, mantendo no rosto a expressão intrigada que o deixava perfeitamente lindo.
- Ah, querido! Você tinha dezoito anos... Foi a primeira vez que percebi seus olhares em direção à Rin... – Para muitos, passaria despercebido, mas ela viu o rosto dele ficar levemente corado – Ela vestia um vestido de um tom verde que, na minha opinião, era um tanto quanto esquisito, mas ainda assim estava linda. Os traços femininos recém lhe apareciam no corpo, era praticamente uma criança... apenas treze anos! A diferença de idade entre vocês dois era tão gritante naquela época, que eu logo descartei a primeira hipótese que passou pela minha cabeça. – Sesshoumaru ouvia o relato totalmente perplexo, sem conseguir manifestar nenhum som – Pensei que você apenas havia se impressionado... Era a primeira vez que ela se vestia como uma mocinha... – ela sorriu e estendeu a mão para tocar o rosto de Sesshoumaru – Mas seus olhares não a abandonaram quando ela não mais usava aquele vestido... Você gostava dela, filho. Gostava sim. Achei que era coisa de adolescente, que passaria com o tempo, mas pelo que vejo... É muito mais do que isso. Talvez ninguém mais saiba disso, Sesshoumaru, mas eu sei.
- Izayoi, eu...
- Não, não, querido... Não adianta arranjar desculpas. Há muitos anos que eu tenho observado esse seu comportamento. – ela abriu um sorriso de cumplicidade – E não pense que eu irei recriminá-lo! Sabe que eu o amo como filho, não? – ele assentiu com a cabeça – Seria maravilhoso que vocês se acertassem... Você a ama?
Ele exitou por um instante. Ninguém nunca soube de nada... Quer dizer, ele nunca falou nada a ninguém, mas pelo jeito, Izayoi sempre soube. Mas agora, que importava? Se não confiasse em Izayoi, não confiaria nem em si mesmo.
- Eu... eu acho que sempre a amei. – ele abaixou a cabeça e fitou suas próprias mãos, buscando coragem para fazer o que nunca fazia: falar de seus sentimentos – Pensei que fosse apenas um carinho fraternal... Que, inconscientemente, eu retribuísse todo o cuidado que você teve comigo me preocupando com ela... Nesse dia que você falou... Ah, Kami! Pelos céus, ela estava tão linda! Pela primeira vez, eu não quis que ela me considerasse como um irmão. – ele buscou conforto dentro dos olhos da madrasta – Me repreendi tanto por isso, Izayoi.... Eu já era praticamente um homem feito, e ela ainda era considerada uma criança. Sabe bem o que meu pai diria a respeito...
- O seu pai não é com quem devemos nos preocupar, ainda. – ela pôs suas duas mãos sobre uma das mãos dele, que as segurou – Querido, eu criei você, e também criei a Rin... Creio que não há outra pessoa nesse mundo que conheça os dois tão bem quanto eu, modéstia à parte. – ela se pôs em pé – Se quer mesmo conquistar a minha filha... Desculpe, Sesshoumaru, mas está fazendo tudo errado!
Ele riu, sacudindo lentamente a cabeça.
- Pretende me dar conselhos, Izayoi?
- E porque não? – Pôs as mãos na cintura, inquisidoramente – Conselho número um: Rin é birrenta, até mais do que eu mesma, na idade dela. Você precisa desarmá-la, meu caro, se quiser ter um pouco de respeito da parte dela.
Sesshoumaru esboçava um sorriso aliviado. Quando Izayoi começou com aquele assunto, ele viu uma grande tempestade se armando. Viu seu pai com raios saindo dos olhos, acusando-o de ser incestuoso e imoral. Dava graças aos céus por Izayoi ser tão compreensiva.
- E eu presumo que você saiba o que exatamente eu tenho que fazer para desarmá-la, não?
Ela estreitou os olhos, ao ver o sorriso irônico no rosto dele. A relação que mantinham já estava acostumada às ironias de Sesshoumaru e à sensibilidade imensa de Izayoi.
- Ahá! É aí que entra o conselho número dois: Rin já tem uma grande gama de homens lhe fazendo todas as vontades; Seu pai, Inu Yasha, Kohaku e até mesmo você, rapaz... Ela precisa de alguém que lhe ponha freios, que a mande calar aquela boca, de vez em quando!
- Izayoi, se eu mandar a sua filhinha calar a boca, aí sim que ela vai me odiar...
Ela olhou para ele como quem olha para uma criancinha frustrada.
- Ela já te odeia, Sesshoumaru... O que tem a perder?
Ele tinha que admitir... Izayoi estava, mais uma vez, coberta de razão.
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Fim do capítulo Seis
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Então, que acharam? Alguém aí imaginou que a Izayoi iria tramar "contra" a própria filha? Quem me dera ter alguem tramando uma dessas "contra"(ou a favor de) mim! Izayoi é uma mulher de quarenta anos que já tomou muito na cara, é esperta e experiente e vai dar uma forcinha para o nosso casal se entender...
Ah! Kohaku deve aparecer no próximo capítulo, preparem-se!
Espero Comentários!
Respostas:
Bek-chan: Benvinda, querida! Eu pretendo deixar a Rin assim, birrenta, por algum tempo ainda, mesmo depois que ela já se descobrir/admitir apaixonada pelo "irmão". Sua sugestão foi anotada e será usada, com toda a certeza, ótima idéia! Beijos, fofa... continue por aqui!
Naty Trajano: e aí? demorei? Digamos que eu também gosto desse Sesshoumaru que chega e agarra... Se é que tu me entende... rsrsrsrs Não acho isso assim tão clichê, tu és romântica (tambem sou). Prometo que ele vai ter mais atitude, agora... Pelo menos vou tentar, ok? beijoooo!
Paty Saori: Amassos? sugestão anotada!^^ Eu mando eles sim, mas tu vai ter que pedir uma autorização por escrito pra tia Rumiko, já que nenhum dos dois me pertence... mas assim que eu der pra o Sesshy e pra o Inu umas férias, quando a fic acabar, mando eles voltarem ao Nihon pra te visitar... Patrícia, tu poderías me dar uma ajudinha com o idioma japonês? Coisa básica... Só pra deixar a fic mais incrementada. Kisu!
Queen: Ainda não sei bem de que forma vou explorar essa reunião de família, mas eu queria deixar mais evidentes os laços que existem entre todas essas personagens... Alguma dica? Eu me antecipei à tua última sugestão, e acabei escrevendo mais ou menos aquilo que dissestes, né? Sobre a ajuda, e tal... Tuas idéias são muito benvindas, Queen. Espero continuar recebendo os teus "palpites". Beijo grande, e obrigada pelos elogios!
Meyllin: Benvinda! Só eu sei o quanto é difícil ficar fazendo essas maldades com o Sesshoumaru... Tenho vontade de por ele no meu colo e depois pedir um milhão de desculpas por escrever a fic... Mas eu devo ser forte, ele ainda vai ter que passar por algumas, mas o capítulo mostrou que não vai estra sozinho nessa, né? A Izayoi sabe bem como lidar com a birra da filha. Beijo, querida... continue acompanhando, tá?
Letícia: Eu, no lugar da Rin, já teria admitido gostar dele há muito tempo... Se tu gostou da forma como a Izayoi tratou os meninos no último capítulo, deve ter gostado mais ainda do comportamento dela neste aqui... Izayoi criou o Sesshy desde os cinco anos de idade, ela conhece e ama ele como ninguém... Beijo, ja nee!
Rukia-hime: Uia! alguém se ligou na foto! Não posso falar a respeito ainda, mas isso vai ser bem interessante, prometo! Sabe que às vezes eu tenho uma raiva da Rin? Pô! o cara tá praticamente babando, e ela fica se fazendo de durona! Ô, lá em casa... rsrsrrs beijo, linda... té mais!
Bom, ninas... por hoje é só... Até a próxima!
Bye!
