Summary/Resumo: Quando Sydney e Nigel chegam ao Havaí para colaborarem com a equipe Five-0 no resgate de algumas relíquias roubadas, ninguém esperava que uma missão tão simples pudesse levá-los a revelações inacreditáveis. Encontros passados e antigas promessas são revelados, mostrando ao SEAL teimoso que seu amor se chama Danny Williams.
Categoria: Crossover; Relic Hunter & Hawaii Five-0; Sydgel; McDanno; sobrenatural; romance; angst.
Advertências: slash; homossexualidade.
Pedido da Cris: H50 X RH - No Havaí, há uma série de roubos, e o 5-0 tem que colaborar com uma famosa arqueóloga para encontrar as relíquias roubadas (ela e seu assistente). Talvez a relíquia os conduza a um passado (pode ser em forma de viagem no tempo ou simplesmente descobrindo fatos na investigação) em que Danny e Steve descubram que se pertencem desde sempre...
Nota sobre este Crossover: Inseri uma personagem original neste crossover, a curadora Doutora Christine Newell. Ela é a viúva de Alistair Newell, que foi o mentor da professora de História e caçadora de relíquias Sydney Fox, no seriado Relic Hunter.
O quadro e o crucifixo (T – PG13)
"O Crucifixo„
[a felicidade de cada um]
O quarto estava bem iluminado, o barulho do monitor cardíaco já não perturbava o SEAL – havia outras coisas em sua mente, havia Danny e o seu amor. Os dois não se preocuparam com o tempo e nada os interrompera.
Danny vestia a camisa quando seu telefone tocou.
Era chin. O policial havaiano informou sobre os acontecimentos no hotel envolvendo os professores e as obras de arte que haviam sumido da sala de evidências do Five-0.
― Vou até a emergência ver se eles chegaram – o loiro disse ao desligar o aparelho telefônico. Steven puxou sua mão para perto e depositou os lábios brevemente sobre os do detetive. Danny sorriu após a carinhosa e rápida despedida. ― Volto já.
No corredor do hospital, o loirinho caminhou rapidamente cruzando com mais de uma enfermeira durante o percurso. Todas lhe ofereceram boa-noite, e todas tinham uma característica em comum: um tipo de sorriso diferente, cheio de significado, como o da Monalisa. Curiosidade acompanhou o detetive até que ele passou na frente da sala da enfermagem e um monte de risinhos ecoou lá dentro. O rosto, o pescoço e as orelhas do detetive queimaram: Poderia ter sido coincidência, ou o assunto divertido que aquele bando de mulheres estava debatendo envolvia o loiro e o comandante realizando atividades privadas (e suadas) no quarto do hospital durante o horário em que elas estariam verificando os pacientes, especialmente aqueles que estavam sendo monitorados – como Steven. Ele deveria ter trancado a porta, ele sabia que havia se esquecido de alguma coisa, mas Steven fizera com que sua cabeça girasse e não pensasse em mais nada além do moreno e suas carícias... Danny apressou o passo.
No primeiro andar, ele encontrou a colega Kono. ― Hey, acabei de conversar com Chin.
― Sim, estamos com Waiton sob custódia, as peças foram resgatadas – a havaiana informou, satisfeita. Ela disse que a ambulância trouxera os dois arqueólogos e Christine para o hospital e madame Waiton fora entregue aos cuidados de Chin; ela e o primo haviam atendido o chamado da curadora no hotel.
― E como estão os professores? – Danny questionou.
― Acho que o abalo psicológico foi o maior. Os dois estão sendo examinados, mas a princípio estão bem. Quando não conseguimos entrar em contato com eles, a doutora Newell resolveu conferir o quarto do hotel, e bingo. Não estudamos os vídeos da segurança ainda, mas parece que depois de serem atacados, a professora Fox conseguiu imobilizar a senhora Waiton.
― Muito leite de coco quando crianças, hã? – o loirinho brincou.
Kono sorriu: ― E como está o chefe?
O detetive não conseguiu evitar de desviar o rosto, ficara encabulado instantaneamente ao ouvir Steven ser mencionado e lembrar do espetáculo que as enfermeiras devem ter assistido: ― Ele está bem – tentou soar de forma neutra. A colega analisou o gesto e estreitou os olhos.
Christine veio da ala da emergência com o rosto relaxado e aliviado e cumprimentou os policiais: ― Oh, detetive, já soube das novidades, eu acredito.
― Sim. E desta vez Waiton ficará definitivamente atrás das grades – assegurou.
A loira concordou levemente. ― E como está o comandante?
― Ele... está bem – o loiro enfiou as mãos nos bolsos.
― Eu imagino – Christine respondeu e acompanhou Kono na expressão com um sorrisinho e olhos brilhantes.
― Muito bem, podem parar com esses olhares. Kono, me avise se houver mudanças.
― Pode deixar – a morena respondeu batendo continência. Ele balançou a cabeça, e saiu dali. As duas observaram sorrindo o loirinho se afastar.
...
O médico informou que Nigel estava inconsciente devido apenas ao efeito das ervas, as quais eram inofensivas; ele foi levado para um dos quartos e permaneceria em observação até que acordasse. Sydney também havia sido examinada e não apresentava qualquer sintoma estranho além da aparente perda da memória das últimas horas, ela foi liberada e permanecia no quarto do amigo, acompanhada de Christine. Kono se despedira logo depois do detetive Williams e voltara para a sede do Five-0, para ajudar seu primo.
― Querida, não precisa ficar tão preocupada.
Silêncio. Christine continuou aguardando pacientemente ao lado da historiadora. Sydney apertou entre seus dedos o copo de isopor de onde bebia chá: ― Eu não consigo me lembrar – declarou, e o líquido dentro do copo ondulou entre as mãos trêmulas da morena. ― Não sei como fui parar naquele quarto. Logo depois que vi Waiton na saída do clube, tudo se tornou uma mistura incoerente. Eu era uma baronesa, e Nigel um escravo liberto, algo fantasioso e triste. O sonho foi muito real, eu acreditei que ele tivesse morrido, e... – a caçadora apertou os olhos.
A loirinha alisou as costas da amiga, sua querida pupila. ― Shh, agora você está acordada, e Nigel está bem – a morena exalou o ar cansadamente antes de encarar sua mentora. ― Ver vocês dois me faz lembrar de minha juventude – a mulher mais velha observou a pessoa dormindo tranquilamente na maca. ― Eu tinha vinte anos quando me casei, e Alistair, quarenta e sete. Nós nos entendíamos como ninguém mais. Os quatro anos que vivemos juntos serão sempre a minha mais feliz época – a curadora passou o polegar pelos anéis em sua mão esquerda. As duas alianças douradas refletiram em seu dedo anelar, fazendo Sydney entristecer-se ainda mais por não ter o professor Newell vivo, como vira em seu sonho. ― Alistair sempre será meu grande amor. Almas gêmeas podem se encontrar a qualquer momento, pode ser um segundo antes de terem que se despedir novamente.
O quarto ficou quieto por um instante.
― Siga a correnteza e não perca tempo remoendo o inevitável. Nigel vai acordar a qualquer minuto, e vai ficar tudo bem – o inglês moveu-se levemente, e Christine sorriu. ― Irei buscar mais chá – saiu do quarto.
Nigel observou Sydney cuidadosamente em silêncio, ela sentiu o peito contrair-se inevitavelmente com culpa ao encontrar os olhos assustados do amigo fitando-a. Então ele declarou, aliviado: ― Esta é realmente você – e estendeu-lhe a mão.
A morena apertou os lábios e abaixou a cabeça, pousando a testa sobre suas mãos dadas, agradecendo em silêncio.
...
O sol raiou no horizonte de Oahu. Sydney pediu mais uma porção de camarão para Kamekona, sentada à mesa cheia que ficava ao ar livre perto da praia.
― Chris mandou mensagem: as obras já estão sendo devolvidas aos devidos acervos – Nigel informou guardando no bolso o celular que acabara de usar. Apanhou sua bebida para brindar com os demais.
― Os museus estão lançando notas de agradecimento ao Five-0 – a professora mencionou enquanto brindavam.
― E o governador agradece aos professores – Kono replicou do outro lado da mesa. Um ruído distraiu a havaiana, e ela verificou o telefone. Sorriu de orelha a orelha, largou a garrafa de cerveja e levantou-se: ― Desculpem, surgiu um compromisso – Chin espiou na sua direção. Kono fez de conta que não notou: ― Agradeçam a Christine pelo banquete, estava maravilhoso – correu para o carro, despedindo-se.
O policial havaiano balançou a cabeça e também ficou de pé: ― Muito obrigado pela refeição. Também preciso ir, Malia preparou algo para esta noite.
― Ora, e quem somos nós pra impedir? – Steven ergueu sua bebida. ― Divirtam-se!
― Não se preocupe, não iremos te perturbar mesmo que haja outro aviso de tsunami – o detetive prometeu enquanto apanhava mais uma guloseima da mesa.
Chin despediu-se, sorrindo, e seguiu para sua motocicleta. Steven continuou sentado ao lado do loiro, em silêncio enquanto observava ele disputar com Nigel os bolinhos de coco. Desde sua confissão no hospital, há dois dias, deixou de recorrer ao amuleto e não conseguiu ouvir os pensamentos do loiro. Não era necessário, agora Danny lhe dizia tudo o que queria de outras formas. Como as mãos dadas por baixo da mesa, ou os sorrisos e os olhares de cumplicidade. O resto da equipe sabia que estavam juntos, e até mesmo os professores à sua frente, mas ninguém fizera alarde. Kamekona lançou-lhes uma piscadela vez e outra, mas não passou disso. Estava implícita a aceitação de todos, e Steven sentia-se infinitamente feliz. Os sonhos que tivera passaram-se em uma realidade muito diferente, e, se foram verdade, como dissera Waiton, se foram lembranças de outra vida, o marinheiro estava grato por ter mais esta chance. Apertou a mão do loiro, recebendo de volta um brilhante sorriso. Sentiu-se completamente realizado, e livre.
― Descobriram como Waiton invadiu o prédio do Five-0 naquela noite? – a voz de Nigel invadiu os pensamentos do moreno.
Danny respondeu: ― As imagens são absurdas. Ela entrou no prédio e caminhou até a sala de evidências. Apanhou o medalhão e o crucifixo e saiu como se ninguém a notasse.
― Foi o que as câmeras do hotel também mostraram. Waiton seguiu o professor Bailey até o hotel e simplesmente invadiu o quarto. Teve sorte de a professora Fox chegar logo em seguida.
― E a parte interessante – Danny continuou. ― Ninguém se lembra de tê-la visto. Se não fossem as câmeras de vigilância, nunca saberíamos como foi que ela fez tudo isso.
― Tem razão – Sydney comentou. ― Eu não me lembro de Waiton depois de ter me despedido dela no clube. Grey disse que eu passei mal, fiquei preocupada com Nigel e decidi ir para o hotel, mas eu também não recordo esta parte – a mulher viu que seu colega professor estava um pouco apreensivo.
― Deu tudo certo – o inglês falou ao perceber o olhar da amiga. ― Estamos bem, as obras foram resgatadas, e Waiton foi detida – sorriu de leve para a morena.
― Mas Waiton também diz que não se lembra de ter orquestrado os roubos dos crucifixos, ou de ter nos atacado – a caçadora mencionou.
― Eles sempre negam a culpa – Danny garantiu.
― Além disso, ela não está sendo acusada apenas pelos roubos dessas obras. Há anos, ela e o marido vêm comprando relíquias roubadas. Nós nunca teríamos reunido as provas necessárias se não encontrássemos os registros com as transações naquela sala oculta da casa. Ainda estamos rastreando dezenas das peças e procurando o senhor Waiton.
O inglês concordou, mas Sydney sabia que ele não estava completamente convencido pelos argumentos dos policiais. Steven espiou a hora em seu pulso, e Danny entendeu a deixa: ― Já está ficando tarde, nós também temos um compromisso – o loirinho falou, levantando-se.
― Obrigado pela comida – Steven acompanhou o colega postando-se de pé ao lado da mesa. Os professores despediram-se, e antes de seguir Danny até o camaro, Steven depositou ao lado do prato da morena o pequeno embrulho que Christine havia lhe entregado. ― Diga à curadora que eu agradeço, mas não preciso mais disso.
Afastou-se, deixando para trás os dois professores, que eram os últimos no banquete de frutos do mar patrocinado por Christine. Sydney sorriu ao desfazer o nó no lenço bordado e alcançou sua carteira dentro da bolsa. Guardou o embrulho com as lascas dentro de um dos compartimentos, ao lado do relicário que havia retirado durante os exames no hospital, na outra noite. Ela notou que seu amigo permanecia pensativo. ― O que foi, Nige? Com o que está preocupado?
Ele ofereceu meio sorriso: ― Pensei que conseguisse ler a minha mente.
― Não consigo desde que fomos para o hospital. Pode ter sido efeito das drogas ou ervas que Waiton usou para nos atacar.
O homem considerou se diria, ou não, o que vinha a seguir. Ela soube isso só por sua expressão. Ele baixou o olhar antes de falar: ― Não foi Waiton quem me atacou.
― Apenas nós três estávamos naquele quarto – a morena disse. Nigel percebeu aflição se formar nos olhos da amiga: ― Eu não lembro o que aconteceu. E se não foi Waiton...
― Não! Não foi você – ele assegurou. ― Você estava usando o colar. Você... não era você – Nigel viu a confusão na expressão da amiga. ― "Ela" disse que eu encontraria Syd, e que ela encontraria Thomas. Seu "amado Thomas".
― Está difícil de compreender: está dizendo que fui eu, mas que não era eu?
― Acho que aconteceu com você o mesmo que está acontecendo com Waiton. Alguém conseguiu usá-las para algum propósito que envolvia o crucifixo e uma pessoa chamada Thomas. Agora vocês não se lembram do que se passou por que não eram vocês agindo daquela forma.
― Ok, então eu estava possuída – Sydney concluiu ceticamente. ― Possuída por alguém obcecado por crucifixos da Inquisição.
Nigel balançou a cabeça, frustrado: ― Eu sei que não acredita, mas acho que Waiton acabou encontrando algo perigoso durante suas negociações. Alguma relíquia especial que causou tudo isso – o rosto sério de Sydney fez com que o colega argumentasse: ― Já aconteceu antes, Syd. Coisas misteriosas envolvendo artefatos misteriosos. Você não pode negar.
A professora suspirou: ― Certo. Prossiga.
― Waiton não se mostrou arrependida ou sequer incomodada quando foi presa pela primeira vez, mas agora parece outra pessoa, ela até delatou todos com quem fez negócios só para conseguir diminuir a força das acusações. E... – Sydney aguardou enquanto Nigel acessava uma fotografia em seu celular. O inglês mostrou na tela a imagem: ― As duas tinham algo em comum. Você estava usando o colar de pingente azul que havia sido apreendido e resgatado por Waiton naquela noite. Vê?
A caçadora exalou o ar e mordeu o interior da boca. Disso ela se lembrava com perfeição: Christine havia apontado o pingente roubado em seu pescoço quando ela abrira a porta do quarto do hotel naquela noite. ― Ok. Vamos assumir que seja verdade, que alguma coisa ou alguém controlava as ações de Waiton e também as minhas através do colar de pingente azul. Por que terminou assim? Qual foi o objetivo? Nós estamos bem e todas as relíquias foram recuperadas.
― Acho que aquele ritual preparado no quarto era o objetivo. Não sei se funcionou ou o que aconteceu, pois eu perdi a consciência, mas tudo se resolveu depois daquilo.
Sydney passou a mão pelos cabelos. ― Ninguém vai acreditar nisso, Nigel.
Ele assentiu com a cabeça. ― Eu sei.
― É mais fácil acreditar que nossa memória ficou confusa e tivemos alucinações por alguma droga usada por Waiton. Havia inúmeros tipos de ervas no quarto.
Ele entrelaçou os dedos, com os cotovelos escorados sobre a mesa, relaxadamente: ― Concordo. Mas é bom que tenha considerado a minha explicação – riu. ― Se fosse há alguns anos, você estaria me encarando com aquela expressão incrédula e cheia de pena que você fazia quando eu cometia algum erro ridículo de principiante.
Ela virou o rosto em direção às ondas quebrando sobre a areia da praia: ― Você nunca cometeu muitos erros, Nige.
― Está mentindo... – ela escutou aquele sussurrar característico. ― Sempre gentil. Sydney é gentil demais comigo... – a caçadora permaneceu quieta. Ela conhecia aquele tom, era o que supostamente se passava na mente do outro. Olhou para as mãos, ela ainda segurava a carteira que guardava o amuleto agora completo de Christine. Lembrou-se da conversa que tivera com sua mentora antes de a alegre loira correr para os portões de embarque naquela manhã, deixando um John de coração partido. A curadora havia pedido que Sydney ficasse com o amuleto se ainda duvidava que ele reagia à ligação que as almas têm. Que os efeitos variavam de acordo com a intensidade da sintonia entre as pessoas, e que reações tão fortes como ouvir os desejos do outro e rever a vida passada indicavam que as almas eram gêmeas.
A mulher apertou a carteira entre os dedos. Então era verdade. Era isso. Cada vez que ficava perto das lascas do quadro, conseguia perceber os pensamentos do amigo e visitar o passado. Nigel era sua alma gêmea, eles já haviam se encontrado antes; os sonhos da baronesa e do escravo foram mostrados pelo amuleto nas noites anteriores. Sydney fechou os olhos para conter as emoções. De repente, ela sentia saudades, e embora não houvesse registros sobre uma baronesa chamada Sydney, naquele momento a morena soube que havia encontrado seu pai perdido e desamparado na vila perto de onde cresciam as flores que ele tanto gostava. A flor que Nigel segurava quando morrera. O barão foi localizado, e Sydney viveu o resto de seu tempo desejando poder reencontrar seu amigo.
Ela sabia disso, embora parecesse inacreditável. Sentia com força agora que o amuleto estava completo em suas mãos. Ela estava vivendo outra oportunidade. ― Você é o melhor parceiro que eu poderia ter – falou baixinho. ― Eu fiquei com medo de te perder.
Ele a encarou: ― Eu estarei sempre aqui, com você.
A caçadora quase conteve as palavras, mas decidiu que não deveria se calar quando se tratava da verdade: ― Eu te amo, Nigel.
Os olhos dele reluziram com a vitalidade fascinante que só os sorrisos verdadeiros lhe conferiam: ― Eu também, Syd.
Ela puxou-o para um abraço e beijou-lhe o rosto. Os dois se demoraram, até que a brisa do mar secou o rosto da caçadora e ela se afastou novamente. ― Certo, vamos aproveitar nossas férias. Ei, Kamekona! Traga o especial!
― A senhorita quem manda! – o havaiano respondeu, faceiro que poderia testar mais um de seus pratos novos. O inglês continuou sorrindo e saboreou o último muffin, parecendo totalmente satisfeito. Sydney considerou como ele combinava com aquela paisagem, e inclinou a cabeça: ― O que você gostaria de mudar em sua vida?
O homem respondeu prontamente: ― Nada.
Os dois se entreolharam por um breve momento e voltaram a admirar a praia, em agradável silêncio, aproveitando a companhia um do outro em suas férias naquela ilha paradisíaca, aguardando uma receita inédita de Kamekona. O cozinheiro começou a assoviar alegremente dentro do furgão enquanto misturava os ingredientes.
― Se sobrevivermos a esta refeição, poderei te mostrar onde eu vivia com a minha avó. Você vai gostar! – a caçadora prometeu.
― Viver ao seu lado é sempre cheio de desafios, Syd – foi a resposta do inglês, e os dois amigos riram sob a luz do pôr do sol havaiano.
Fim
N.A.: Custei mas voltei. Aqui está o final do presente, Cris, desculpe a demora indesculpável!
Espero que eu não tenha esquecido nada e que não tenha ficado muito confuso demais da conta, o cap já estava pronto esperando apenas revisão. O que acontece é que a felicidade de cada um é assim, uns com beijo e outros sem. Uns com inspiração e outros com bloqueio. Fazer o quê?
Agora, beijo a quem acompanhou, espero que a leitura tenha sido divertida! Um brinde à mcdanno, que para o desgosto de PL viverá para sempre cada vez mais quente em nossas fanfictions!
Até mais!
