8 - O Mal de um Desaparecimento

Rin despertou, abriu um olho, depois o outro e olhou para o teto se perguntando onde estaria. A última recordação que teve era o esbarrão que alguém deu nela no metrô. Sentiu que alguém lhe segurava a mão direita e olhou para o lado e viu Sesshoumaru recostado a cadeira, e dormia. Não entendeu o por que dele estar ali e, por que lhe segurava a mão. Tentou se levantar e isso o despertou. Ele se endireitou na cadeira e viu que ela já estava desperta, se inclinou sobre ela na cama, preocupado.

- Como você está?

- Eu... estou bem... acho...

- Como que isso foi acontecer?

- Vi que não tinha levado os documentos da Suyen... então resolvi ir atrás. Quando estava no metrô um homem esbarrou em mim na escadaria e, acabei rolando nos degraus...

- Podia ter batido a cabeça. Fez exames?

- Devo ter feito, não sei.

O médico entra no quarto.

- Por favor, quero saber o estado desse paciente.

- O Senhor é...

- O marido.

Rin olhava para Sesshoumaru entender por que ele disse aquilo.

- Pois não. Sua esposa fez os exames e está fora de perigo, mas na queda fraturou o osso metatarso do pé. Terá que ficar de repouso e fazer fisioterapia. Como ela acordou bem já podia ir para casa. Eu darei a alta do hospital

- Obrigado doutor - o CEO assinou o papel da alta.

Assim que o médico saiu, Rin sentou-se na cama.

- Por que está aqui? Aconteceu alguma coisa com a Suyen?

- Vim lhe buscar... – ele estava sem graça ao contar - ...Ela estranhou muito e não para de chorar, chama pela mãe o tempo todo. Tentamos de tudo, mas... sem sucesso... Ela quer você.

- Então vamos! Aiiiii!

Na pressa, Rin quase que cai, ao tentar firmar o pé no chão e sentiu uma dor aguda*. Vendo que ela estava sem condições para andar, Sesshoumaru foi até ela e a carregou nos braços até o carro. De novo ela estava próxima a ele e não teve como não se sentir daquele jeito, algo nele mexia com ela. No carro, a caminho da mansão, os dois estavam em silêncio, até que Rin falou.

- Por... que disse para o médico que é meu marido?

- Foi apenas um método para uma saída rápida. Quando liguei para o seu celular, o socorrista disse que só daria informação se fosse alguém da família. Então, eu disse que era o seu marido, do contrário não me diriam nada tampouco me deixariam entrar. Por quê?

- Bem... é estranho de sua parte...

- Estranho? Como assim?

- Esquece! Aconteceu mais alguma coisa com a Suyen que não me contou?

- Ela teve febre também, de fundo emocional. Chamei o médico pediatra, disse que é resultado da ausência da mãe.

Rin ficou alterada ao saber.

- E o que esperava? É óbvio que ela sentiria minha falta! O que pensou? Que ela me esqueceria ao se encantar com o novo estilo de vida que daria a ela? Sequer considerou os sentimentos dela, no que é bom de verdade para ela!

- Isso não é verdade!

- Você simplesmente ignorou o fato que não poderá criá-la longe de mim! Como sempre só pensa em você, no que lhe convém, no que é fácil por causa dessa sua maldita condição de rico, por que tem dinheiro e acha que pode tudo!

- Pare de dizer isso!

-E digo mais! Não vai ser tão fácil me excluir da vida dela! Queira você ou não, eu sou a mãe da Suyen! Nunca vou deixar de ser! Entendeu?!

Sesshoumaru fica irado com as palavras de Rin, acelera o carro ignorando os demais na avenida, desviando de todos, chegando a 120 km e para com tudo no acostamento. Tira o cinto de segurança, e praticamente pula em cima dela no banco do carona, assustando-a.

- Cale essa sua maldita boca, mulher! – segura o queixo dela com força, fazendo com que o encare nos olhos - Se falar mais alguma coisa, eu juro que saio do país, levo a menina e você nunca mais a verá!

Rin arregala os olhos, sentindo que a afirmação dele não era um blefe, que poderia realmente fazer cumprir o que disse. Então resolveu ficar de boca fechada. Ele dá partida no carro e seguem para a mansão em silêncio. Ao chegar são recebidos pela governanta Kaede, que os saúda, mas Sesshoumaru a ignora. Rin veio pulando de uma perna só desde que saiu do carro. E sentou-se numa poltrona para descansar, pois não podia apoiar o pé no chão.

- Senhora, eu a ajudo a subir!

- ...pode deixar... uf...- ofegando - ... eu... eu vou devagar, só... me deixe tomar um ar aqui...uf...

Sesshoumaru já estava no topo e viu que Rin ainda estava no sopé da escadaria se segurando no corrimão, fazendo esforço e com a cara de quem estava sentido dor.

- Deixa eu ajudar, senhora! – Kaede insistia.

- De... jeito nenhum! A senhora já é de idade, não pode fazer força...uf...

Já sem paciência, o CEO desce as escadas e sem ela esperar a pega no colo e sobe indo para o quarto da filha. No trajeto, Rin enlaça os braços em volta do pescoço dele e fica enlevada, olhando para o rosto dele. De repente tudo fica como em câmera lenta. Ela passa a admirar os olhos, a boca, todo o conjunto facial do homem que a carrega e nem se dá conta que ele tinha parado na porta do quarto da filha espertando ela terminar de lhe admirar.

- Já acabou?

- Com... com o quê...?! – Rin fica corada.

- De ficar me admirando. – agora é ele que fica olhando o rosto dela deixando-a sem jeito.

- Des-desculpe... – ela baixa o olhar.

- Abra a porta. – ela o faz e ambos entram.

Ele a deixa na poltrona rosada e Rin se encanta com a decoração. Olha para a cama e vê a filha deitada.

- Suyen! – Sesshoumaru a chama.

- Quero a minha mamãe, papai!

- Eu fui buscá-la, ela está aqui.

A menina levanta e quando vê a mãe, corre em sua direção.

- Mamãããããeeeee!

Rin aperta filha num longo abraço. Ficou um par de horas longe dela e parecia uma eternidade. Enquanto a mantinha nos braços pôs a mão a boca para segurar o choro e encarou Sesshoumaru, que sentou na cama e olhava para mãe e filha. E não estava se sentindo muito bem com a cena.

- Mamãe, veio me buscar? Eu quero voltar para a nossa casa!

- Por que está chorando, filha? Eu vim aqui ver você e conhecer o seu quarto! Ele é lindo, Suyen!

- Não quero ficar aqui... a vovó disse que não gosta de mim e nem de você, mamãe!

Rin abraça a filha novamente e encara Sesshoumaru, não gostando nem um pouco da revelação que a garotinha fez.

- A vovó deve ter tido um dia ruim, filha, e por isso que ela estava nervosa. – ainda encarando o homem – Está tarde. Que tal você colocar um pijaminha para dormir e eu te contar uma história?

- Dorme comigo, mamãe?

- Durmo, meu anjo...

Rin trocou a menina e a arrumou na enorme cama de princesa. Sentou-se e a colocou deitada em suas pernas e começou a história, sendo observada pelo homem, que não tirou os olhos um minuto delas. Sesshoumaru pode constatar a cumplicidade entre mãe e filha e como a união delas era forte, inabalável, indestrutível.

Única. Um elo inquebrável.

Sentiu-se fraco diante do poder materno. E mesmo tendo tanto poderio em suas mãos não era páreo para elas. Teve que admitir. Viu que poderia ter colocado a menina contra a avó, falado mal de sua mãe para a menina, por ela ter dito coisas horríveis. Mas não, viu que Rin até mesmo aliviou o assunto dizendo que sua mãe poderia não estar bem, por isso a tratou daquele jeito. Realmente Rin era uma excelente mãe.

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- Eu estou muito brava, Ban!

As palavras eram de Kagura. Estava com Bankotsu num famoso bar da Vila Madalena, o Bar Astor. O homem bebia seu terceiro copo de vodka.

- Não fique assim minha cara.

- Como não? Sesshoumaru nem liga mais para mim depois que conseguiu a guarda daquela fedelha! É mais um motivo para ele ficar perto daquela sem sal da mãe da menina!

- Se refere a doce Rin. Uma mulher encantadora.

- Nossa que tocante! Ao menos conseguiu algo com ela?

- Sim, ficamos de jantarmos um dia desses.

- E por que não marcou a data, imbecil?

- Calma... a vingança é um prato que se come frio. E quanto mais frio, melhor ainda.

- Tome. – Kagura tira da bolsa um frasco pequeno de vidro.

- O que é isso? Olha, Kagura... eu não sou assassino...

- Relaxa, covarde. É o que chamam de Boa Noite, Cinderela*. Vai colocar umas 5 gotinhas na bebida dela e voilà*, bebê! A cretina vai capotar e você vai se divertir sem problemas.

- Adorei! – o homem sorri de canto de boca olhando para o frasco nas mãos. – Ai sim! Terei minha noite de prazer. Brindemos ao nosso plano.

- Com certeza! – a mulher pega seu Martini – Depois, que Sesshoumaru se desencantar com a hipócrita, me caso com ele e me desfaço da fedelha mandando-a para um internato na Suíça!

Os 2 riem e brindam pelo plano maléfico.

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Assim que amanheceu, Rin beijou a filha que ainda estava dormindo. Preferiu sair antes que a pequena acordasse e começasse a chorar. Desceu as escadas com a ajuda do mordomo Biakuya pulando cada degrau. Sentou na cadeira para tomar fôlego.

- Senhorita Maeda, o senhor WaeTaisho ordenou que lhe desse este envelope.

- O que é? – ela pega, abre e não gosta do que vê – O que é isso, afinal de contas? – levanta da cadeira, brava, esquecendo até mesmo do gesso no pé.

No envelope tinha um cheque no valor de meio milhão de reais. (R$ 500.000,00 - Quinhentos mil reais)

- O senhor está agradecido pelo que fez a menina Suyen ontem à noite.

- Agradecido? Pelo que eu fiz?!

- Sim. Seu serviço de babá.

- Serviço de babá?! Está louco! – Rin aponta o dedo na cara do mordomo - O que eu fiz foi cuidar da minha filha por que eu sou a mãe dela. Mas que absurdo!

- Sabemos que está passando por problemas financeiros. Isso é uma ajuda de custo.

- Está brincando comigo?! Cadê o seu patrão?! ONDE ELE ESTÁ? – Rin gruda no colarinho perfeito do homem – FALA!

- No-no-no-no-no-no-no no escritório... ali – ele aponta a direção.

Rin o solta e vai direto para o recinto onde Sesshoumaru está. Estava tão irada que se esqueceu por completo o pé engessado. Abriu a porta com tudo, o CEO estava sentado mexendo em seu notebook que levou um susto com a batida da porta.

- Quem você pensa que é para fazer esse tipo de coisa comigo? – ela mostra o cheque para ele que a olha sério – Eu vim aqui por que você foi me buscar por que viu que a minha filha precisa de mim!. Admita de uma vez por toda que não poderá criá-la sem a mãe dela que para seu governo sou eu! Aceita que dói menos, Sesshoumaru!

Ele tentou falar algo, mas foi impossível diante da fúria dela.

- Senta aí que eu não acabei! Pagar pelo meu serviço de babá?! Onde? Quando virei babá da minha própria filha?! Eu sou a mãe dela! A MÂE! E ninguém pode mudar isso! Nem você, nem Deus! Ninguém! Eu já falei e não vou cansar de repetir! - ela o encara com sangue nos olhos – Eu não preciso do seu dinheiro! NÃO PRECISO! – e rasga o cheque em vários pedaços, joga em cima da mesa e sai batendo a porta.

O CEO respira fundo. Pega alguns pedaços do cheque picado, suspende no ar e deixa cair na mesa. Em silêncio deixa o escritório e sobe para o quarto da filha. Em seu pensamento, maquina algo, como cumprir o que falou para Rin, o de levar a menina para bem longe. Pega o celular.

- Jaken. Prepare o jato. Sairemos em uma hora.

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No antigo emprego de Rin, na Keshohins Cosmetics, Ayame sentia a falta da amiga. Agora era ela quem digitava os relatórios para o chefe tirano, Narake. Estava tão concentrada no serviço que não viu quando Kaname, que ficou com o cargo de Rin se aproxima dela, zoando com ela.

- Já terminou os relatórios de hoje? Por que tem muito mais para você digitar. Anda rápido, Ayame, senão, eu reclamo pro meu chefinho e já sabe? R – U – A ! – soletra a palavra – Rua! Háháhá!

Ayame, já cansada das ameaças da cobra, lhe adverte.

- Então vai lá! Fala pro chefinho para me mandar embora!

- Duvida? Olha que eu falo mesmo! – a garota ri, se achando a última bolacha do pacote*.

- Vai! – Ayame pega o celular – que eu aproveito e mostro isso para ele.

Ela mostra um vídeo gravado de Kaname se pegando com o segurança dentro do almoxarifado da empresa. A garota fica dura que nem estátua, sem reação.

- Como conseguiu isso...?!

- Eu te segui, vagaba! Filmei mesmo e pode apagar esse, se quiser, por que tem mais seguro em outros celulares, tendeu, gata? Vamos ver se vai continuar sendo a queridinha do chefe! Você não vale nada! Vivia atormentado a Rin, que é um exemplo de pessoa digna, ao contrário de você, lixo. Só fiz isso por que tá hora do seu reinado acabar aqui dentro. Me deixa em paz e os outros também, senão eu mostro para todo e ainda jogo na internet.

- O que está acontecendo aqui? – era Narake que chegou, surpreendendo as 2 mulheres. – paradas aí o trabalho não rende. Não pago para ficarem fofocando. Temp é dinhieor, meu dinheiro.

- Sehor Goshinki, imagina! Estmos produzindo aqui! Kaname acaba de me dizer que todo dia agora vai fazer hora extra para digitar relatórios Não é incrível?! Não é amiga?! - Ayame provoca.

- Er...glup...Sim, senhor...vou fazer... isso...

- Sério, senhorita Kaname? Hum... é um milagre. Geralmente reclama que vive com dor no puldo de tanto digitar, por isso que nunca fica e sai cedo.

- Ela se espelhou na Rin, olha que demais, nê Kaname?!

- ... sim...

- Bom para miim tanto é melhor ainda. Ganho mais dinheiro e não preciso te dar mais carona. Chego em casa. Alias jáia mesmo dize que não ia mais te dar carona. Voltem ao trabalho.

O homem sai e Kaname sua frio.

- Não mostre isso a ele... por favor...

- Não me dê motivos que a sua vida será só cores e amores.

Ayame sorriu vitoriosa e passou por Kaname esbarrando em seu ombro. A mulher desmorona no chão não acreditando no aconteceu. A partir desse dia não perturbou mais ninguém na empresa e até deixou de ser a amante do chefe.

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Rin mal pisou na entrada no prédio onde mora e Sango foi ao seu encontro.

- Onde estava Rin?! Fiquei preocupada! Liguei pro seu celular e só dava fora de área! – ela olha para o pé engessado. E isso?!

- Me ajude a subir que te conto tudo.

Rin relatou tudo para a amiga, que ficou furiosa com a atitude do CEO por ter oferecido dinheiro.

- Aaiiiiii! Sesshoumaru não presta! Cretino! Homem sem escrúpulos! O que ele pensa, que pode comprar todo mundo? E a Su? Será que não chorou quando acordou e viu que você não estava mais lá?

- Não quero nem pensar nisso...

- E se acontecer de novo? Toda vez que a menina chorar, ficar febril e chamar pela mãe vai ser assim? Ele busca você e pronto?

- Claro que não! Se essa situação continuar não fará bem para ninguém, principalmente para a Suyen. Terei que conversar com o Sesshoumaru. Ao ver minha filha chorando me doeu o coração. Tão pequena e já passando por isso...

Sango abraça a amiga.

- Rin, você tem que ser forte, mesmo com esse pé quebrado... pela Su... como o Miroku disse, temos que ter fé! A Suyen vai voltar para você!

- Amém, Sango, amém!

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Naquele mesmo dia a noite, Rin resolveu sair. Não estava mais aguentando tanta tristeza e a falta que sentia da filha. Se arrumou, chamou um Uber e foi para o mesmo bar onde foi e Inuyasha festejou com os amigos, o Nefertiti Bar, na rua Augusta. Tinha recebido a primeira parcela do seguro desemprego, e não podia estar gastando dinheiro, mas merecia se divertir um pouquinho. Chegou e foi direto para o bar e um garçom lhe cumprimentou.

- Boa noite senhorita, o que vai querer beber?

- Para começar um Dry Martini!

Rin bebeu de uma vez e pediu outro, que foi servido. Ficou ali um tempo e estava sozinha, bebendo outras doses, e ficando bem bêbada, usando um vestindo vermelho e preto, salto e bolsa, e cabelos soltos, chamando a atenção masculina do lugar. Um homem elegantemente vestido sentou na banqueta ao lado dela e lhe cumprimentou todo cheio de charme.

- Boa noite.

Ela espiou e deu uma golada do seu quarto Dry Martini.

- Boa...

- Posso acompanhá-la? O que está bebendo?

Ela mostra a bebida, já tontinha. Rin era fraca para bebidas.

- Que tal nos conhecermos? Podemos fazer com que esta noite seja agradável para os dois. O que acha?

Ela olha para o homem e lhe dá um sorriso amarelo*, e toma outro gole. Nunca havia sido abordada assim e, como sair dessa? Não estava afim da companhia de ninguém.

- "Pensa Rin! Pensa!" – o homem se aproxima e coloca a mão em sua cintura e ela tira – Er.. não será possível! Senhor...? – ela beba outra golada.

- OH! Nem me apresentei. Gatemaru de Setsuna. Pode me chamar de Gate, ... ou se preferir...Gato...

FUUUUUUUUUUUUUUOOOOSHHHHHHH!

Rin que estava tomando outro gole, e já estava bebinha, espirra a bebida no balcão ao ouvir a maneira como o homem diz que podia chamá-lo e cai na risada.

- kkkkkkkkkkkkkk! – limpa a boca – kkkkkkkkk!

- Qual a graça? - o homem fica sério.

- Gato? Quer te chame de gato? Por acaso você tem rabo? Kkkkkkkkkkkkkk! Caça rato? Ou...ou...ou lambe as patinhas? Miauuuuu! Kkkkkkkk – Rin desembesta a rir feito louca.

- A senhorita está sendo deselegante!

- Não me diga?! Kkkkkkkkkkkkk!k Já sei! Usa a caixa de areia?! Kkkkkkkkkkkkkkk! O gato da minha filha caga foraaaaaaa! Kkkkkkkkkkkkkk!

Rin estava completamente bêbada e ria feito louca chamando a atenção a sua volta., Vendo que todos olhavam, o homem tratou de sumir.

- Pera! Vou te apresentar o Buyo! Miauuuu! Kkkkkkkkkkkkkk.

O garçom do bar ficou preocupado com o estado dela, pois ela pediu outro drink, um Caipisake. Ia levar o copo a boca, mas alguém a interrompe.

- Não irá beber mais nada, Rin. – e a pessoa puxa o copo de sua mão, mas ela puxa de volta.

- E quem é você para me impe...- ela fica cara a cara com a pessoa e vê um par de olhos dourados - Sesshoumaru? Está... me seguindo? Você não tem jeito mesmo... larga o meu copo!

- Rin, larga você esse copo! E eu não sou o meu irmão!

Ela abriu e fechou os olhos um par de vezes, coçou e olhou direito para quem lhe falava. Era Inuyasha e estava acompanhado de uma mulher.

- Inu...Inu...Inuyasha...

- Que pensa que está fazendo enchendo a cara desse jeito?

- Eu...? Ah...resolvi afogar as minhas mágoas...- ela olha para a mulher que o acompanha - ... quem é essa dái?

- Ah! Desculpe! Esqueci de apresentar! Essa é Kagome Higurashi. Lembra do evento beneficente no Jockey Club de São Paulo? Eu disse que estava lá para ver uma pessoa, e... – ele olha para a mulher e sorri - ...bom, é ela. Essa é a Rin Maeda, mãe da minha sobrinha.

- Oi! – Kagome estende a mão – Muito prazer!

- Prazer... – rin responde ao gesto não muito anmada.

Logo os 3 vão para uma mesa.

- Rin, por que veio para cá sozinha? Tem todo o direito de se divertir, mas não fica bem se te virem bêbada assim, já que está lutando na justiça pela guarda da Suyen. Vai dar motivo para a juíza manter a sua filha com o meu irmão.

- Eu não me importo mais...

- Como?! Que está dizendo?!

- Que dsisto! Que jogo a toalha*! Que o Sesshoumaru fique com a su! Que chances eu tenho! Ele é rico tem dinheiro e pode compara tudo! – ela chora.

- Está bêbada! Venha vou te levar daqui.

- Não Inuyasha! – Kagome intervém – Deixa ela desabafar!

- Quando eu soube que ia ter a Suyen...eu tinha acabado de completar 20 anos, fiquei com tanto medo. Contei para os meus pais e fui expulsa de casa por estar grávida sem estar casada. Essa condição seria uma vergonha para eles, terem uma filha que ia ser mãe solteira... Aí eu fui embora morar no interior com uma tia, numa cidade litorânea. Minha gestação foi delicada, eu quase que perco o meu bebê, quase que a minha criança não vinga! Nasceu prematura, com umas complicações, teve que ficar internada por meses, até que ela pôde ir para casa. Eu não tinha ninguém nessa época, salvo o apoio da minha tia. Minha mãe queria me ajudar, mas meu pai a proibiu! Por ela eu não teria saído de casa, mas ela tinha que obedecer ao meu pai por que foi criada a moda antiga...

- Calma... - Inuyasha a abraça e lhe acaricia os cabelos, kaogme pediu a um garçom que trouxesse um copo de água e ofereceu a ela, que tomou.

- Suyen, minha Suyen... o nome dela significa "preciosa joia". Escolhi esse nome por que era o nome que o pai dela gostava... – ela olha para Inuyasha – Eu ele dizer uma vez que se tivesse uma filha, colocaria esse nome...quando ela completou 2 anos eu voltei para São Paulo. Arrumei um emprego, reencontrei a Sango e o Miroku...eles tornaram a minha família, sempre me ajudaram. Até o dia que a Suyen se acidentou e precisou de uma transfusão de sangue. E por pura obra do destino, eu reencontrei o Sesshoumaru. Então, ele ficou sabendo da existência dela e a tirou de mim...

- Inuyasha, vamos leva-la daqui.

- Tem razão, Kah. Vamos!

Ele paga a conta e os 3 saem do bar direto para o apartamento de Inuyasha que fica no Morumbi, zona oeste de São Paulo. Lá, Kagome lhe deu um banho e Inuyasha lhe serviu um café bem forte para curar a ressaca dela. Logo ela estava deitada na cama e dormia.

- nossa! Que hist´roa triste da sua ex-cunhada. – Kagome comenta.

- Ela não é minha ex-cunhada.

- Não?

- ao que tudo indica, teve um breve relacionamento com o meu irmão e, ela acabou engravidando.

Inuyasha coloca Kagome a par de tudo.

- Uau! É mesmo uma sorte tê-lo reencontrado no hospital. Senão, a menina não poderia ter sobrevivido. Sangue raro.

- É. O mesmo que o meu e o do meu pai. Poderíamos ter doado também, mas ninguém tinha contato de ninguém. – Inuyasha pega o celular – Fiz uma coisa.

- O quê?

- Gravei tudo o que a Rin disse!

- Inu... não podia... ela não estava em sua condição normal...

- Eu sei... mas fiz isso para um propósito. Na hora que ela começou a falar, me deu um estalo. Aí peguei o celular. Pretendo mostrar para o meu irmão, quem sabe ele ouvindo isso não se comove e devolve a menina para ela.

- Bom, a intenção é das melhores.

- depois que fizer isso, contarei para a Rin. Kagome...

- Nem precisa me pedir. – ela faz um gesto, passando dedo na boca como se o fechasse igual a um zíper. – Boca fechada.

- Amo você! – ele a abraça e ela corresponde.

- E eu amo você...Inuyasha...

O casal se beija. Sabiam da missão que tinham que cumprir. Ajudar Rin a ter a filha de volta.

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No outro dia, no fim da manhã, Rin estava no carro de Inuyasha sendo levada por ele de volta para casa. No café da manhã conversaram bastante a respeito de muita coisa. Ela contou como machucou o pé, e inclusive o que o CEO dele fez na noite passada, quando a ameaçou dizendo que poderia levar a menina para longe para que ela nunca mais a visse e também pagar pelo serviço de babá. Inuyasha quis quebrar a cara do irmão. A amizade entre eles ficou fortalecida. Ele parou o carro em frente ao prédio dela.

- Chegamos!

- Obrigado Inu! Me desculpe... estraguei sua noite...

- Nem pense nisso. A Kagome é a mulher mais compreensível do mundo.

- Vai com ela na tal festa?

- Oh! Verdade! Ia me esquecendo! Eu já tinha te convidado! – ele bate a cabeça no volante do carro – Burro! Burro! Burro! Burro! Burro! Burro!

- Pare! Tudo bem eu não ir. É óbvio que tem que ir com a sua namorada!

- Por isso que eu amo você. Like a sister!

- E eu amo você. LIke a brother!

Os dois riem e o celular de Rin toca. Ela mostra a tela para Inuyasha. Era Sesshoumaru.

- O que pode ser?

- Fala com ele.

Hesitante, atende a ligação.

- Bom dia, Rin.

- Bom dia. O que foi agora?

- Preciso que velha para a mansão Matsuoka. Agora.

- Por que? – Rin começa a ficar preocupada – É algo com a Suyen?!

- Quando estiver aqui, eu falo o que é.

- Fala agora! – Rin se altera – Anda! Diz logo! Se for algo com a minha filha, fala!

O homem respira fundo.

- A Suyen desapareceu.

O celular cai da mão dela e Rin fica em estado catatônico, sem reação alguma. Inuyasha chama por ela e pega o celular do colo dela.

- Alô? Sesshoumaru? O que aconteceu?

- Inuyasha? O que faz aí com a Rin? - não era o momento dele sentir ciúmes do irmão caçula.

- Agora não. A Rin está em choque aqui do meu lado. O que houve?

Sesshoumaru conta e Inuyasha se despede dele e voa para a mansão. No caminhão, Rin não diz nada, apenas tinha lágrimas que escorriam pela face. Ao entrarem na mansão, ela praticamente pula do carro e corre para dentro, Inuyasha vai atrás dela e grita, em vão. Quando ela vê Sesshoumaru, gruda no pescoço dele, segurando-o pelo colarinho.

- Onde está a minha filha!

- Rin! Acalme-se!

- Não me dê ordens! Você disse que a levaria para longe de mim! Cadê a Suyen?

- Rin.. – ele segura os pulsos dela tentando tirar – Eu não levei a lugar algum!

- Mentiroso!

Ela o segurava com tanta força, tamanho era o seu desespero. Todos os presentes na sala olhavam a cena. Até que Inuyasha agiu.

- Rin! Solte o Sesshoumaru!

- Ele levou a Suyen embora!

- Seja lá o que for que tenha acontecido, não terá reposta se continuar agindo assim. Solte-o.

Ela o larga e Inuyasha a amparou, carregou-a no colo e colocou no sofá. Mais uma vez ela se esqueceu do gesso no pé e sentia dor por causa do esforço feito. A governanta Kaede lhe ofereceu um copo de água para que se acalmasse.

- O que esta mulher está fazendo aqui? Retire-se imediatamente - quem diz isso com toda a arrogância do mundo é a senhora Arina. – Qualquer assunto relacionado com a sua filha a partir de agora não lhe diz respeito. Ela agora está sob os cuidados do pai e não precisa de você para mais nada. Saia.

- Já chega mãe! – Sesshoumaru reage – Fui eu que comuniquei a Rin, afinal ela é a mãe da minha filha. Agora vamos nos concentrar em encontrá-la.

- Só vou fazer isso por que você está pedindo, meu filho. Já este aí, – ela aponta Inuyasha – pode sair. Não o quero nem pintado de ouro aqui na minha mansão. Não é bem-vindo aqui, nem você, nem sua mãe!

Arina tem raiva de Inuyasha e principalmente de sua mãe, Izayoi a atual esposa de seu pai. Quando Touga WaeTaisho a deixou em menos de ano conheceu Izayoi e começaram um relacionamento. Casaram e logo Inuyasha nasceu. Arina teve que deixar a mansão Taisho, lugar que ela tanto se orgulhava de morar por ser a senhora. Ela culpa mãe e filho por perder o posto de senhora WaeTaisho.

- Pois daqui não saio e daqui ninguém me tira. Estamos falando da minha sobrinha. Eu fico até saber onde ela está.

A discussão começa. Rin vê os 3 num fala-fala interminável e fica mais nervosa do que está. Os empregados e Jaken assistiam de camarote.

- BASTA! – Rin grita – Minha filha está desaparecida e vocês discutindo problemas de família!

Inuyasha senta do lado dela.

- Desculpe, Rin. Você tem toda razão. – ele vai até o irmão – Sesshoumaru, quem foi a última pessoa que esteve com a sua filha?

O mordomo Biakuya que responde.

- A babá que a levou para a escolinha. - eu vou chama-la. – logo ele volta com a jovem – Eri, conte como foi.

A garota tremia que nem vara verde, afinal era filha de um dos homens mais poderosos do Brasil que sumiu.

- Eu sai do carro e deixei a menina na porta da sala com a professora. Depois vim embora, normalmente.

- Não viu se a menina voltou para o portão? – Inuyasha perguntou.

- Fiquei esperando, mas não. Então viemos embora.

Aconteceu exatamente assim, senhor Inuyasha. – o motorista Suikotsu confirma o que a babá diz.

Então temos que perguntar na escola.

- Isso foi feito senhor Inuyasha. Assim que a escola deu falta na menina a direção ligou para cá comunicando. – Jaken explicou – eu fui até conferir. Olhei as câmeras, percorri os arredores, nada.

- Então a Suyen sumiu de dentro da escola e ninguém viu? – Inuyasha questiona.

- Todos foram interrogados por Jaken. Ninguém viu a menina sair ou se saiu com alguém. – Sesshoumaru finaliza. - E ninguém viu a presença de nenhum suspeito.

Rin se desespera.

- Como assim! Ninguém a viu? Impossível! – ela vai até Sesshoumaru – Onde está a nossa filha?!

Ele vê a expressão de medo no rosto dela.

- Vamos encontrá-la.

- O que faremos, Sesshoumaru? – ela insiste.

- Só pode ter acontecido uma coisa então...

Todos os olhares são direcionados para o CEO.

- O que ...em nome de Deus pode ser...? Fale de uma vez! – Rin se angustia e aperta com força as mãos dele.

- Alguém pode ter sequestrado a nossa filha...Suyen...

Todos permanecem calados e o silêncio toma conta da enorme sala, como se uma nuvem negra pairasse no ar. Rin continuava apertando as mãos do homem. Estava difícil de processar a última frase pronunciada e sua cabeça dava voltas e voltas, um verdadeiro nó nos pensamentos. Lembranças da vida da filha passa como filme em sua mente. Ela pisca uma, duas vezes, fica impossível de manter os olhos abertos. Ela sente uma fraqueza no corpo, parece que a alma quer sair. Tenta falar alguma coisa, mas a língua travou, e a visão ficou embaçada. Sua filha sequestrada, por quem? Quem teria a coragem de levar embora uma inocente garotinha? E com que propósito? Vingança? Maldade? O pior susto que se pode dar em alguém? O quê?

Não conseguia pensar em mais. Perdeu os sentidos e desmaiou nos braços de Sesshoumaru.