Avisos:
Não liguem aos graus de parentesco para lerem esta fanfiction.
Tanto as personagens de Card Captor Sakura bem como a história não me pertencem... mas sim pertencem respectivamente a CLAM ... e a Marion Mckenna..
Espero que gostem desta história bem como eu gostei, por isso resolvi posta-la.
Princesa Sakura: Muito obrigada… bem é claro que irá acontecer algo entre eles… bem e eles não precisam se apaixonar novamente pois a nossa Sakurinha e o Shaoran se amam ainda…
Resumo
Quando Sakura Kinomoto regressou a Tomoeda depois da morte da sua mãe, pensou que o passado estava definitivamente enterrado. Que ninguém recordaria já o escândalo depois do qual se vira obrigada a abandonar a aldeia sete anos antes. Que nunca lhe chamariam como antes, " a amante do cigano ". Mas Sakura enganava-se. Alguém tinha esperado por ela dia após dia, mês após mês, ano após ano, ansioso por vingança. Alguém que a havia amado loucamente e que se sentia morrer quando ela rompera o pacto de amor eterno que, na juventude, ambos haviam selado ao luar…
Capitulo 8
Eram oito em ponto da manha quando a menina Sakura Kinomoto se apresentou na estância Li para ocupar o seu novo posto de governanta.
Não tivera dificuldade em sair de casa sem ser vista já que, a essa hora, o seu progenitor dormia, depois da habitual bebedeira nocturna. Deixara-lhe uma nota sobre a almofada: "Querido Papá: Quando acordares não me vais encontrar em casa. Fui até Tiffany, a localidade aqui ao lado para começar a trabalhar como governanta de uma família muito agradável, os Chester.
Agrada-me poder ganhar algum dinheiro e também conhecer gente nova.
Alem disso, creio que isto servirá para reflectirmos sobre tudo o que aconteceu durante estes anos.
Pela Mamã, desejo que haja paz entre nós.
Se concordares, virei visitar-te todos os domingos.
Desejaria que, ao menos, pudéssemos ir juntos à igreja e almoçar em casa como nos velhos tempos.
Trata de ti. A tua filha que te ama, Sakura"
Mentir não agradava muito à rapariga, mas estava certa que Deus lhe perdoaria porque era por uma boa causa.
Tinha ido a pé até ao seu novo emprego, pois sabia que se alugasse um táxi no dia seguinte toda a gente na terra estaria a comentar.
Levava pouquíssima bagagem, apenas três vestidos, roupa interior e o conjunto de toucador com banho de prata que pertencera à sua avó.
Para ela era quase um ritual todas as noites escovar o cabelo centenas de vezes com a antiga escova que pertencera a Kaho Kinomoto.
Que diria a avó ao vê-la naquela triste situação?
Mas a avó já não estava ali para lhe indicar o bom caminho. Tão-pouco ali estava a sua mãe que provavelmente teria preferido vê-la morta do que criada do "cigana", como ela chamava a Shaoran.
Ela, no entanto, só sentia dor face á situação. Tanta dor que se comparava como um autómato.
Shaoran Li era seu inimigo e durante um ano queria vê-la sofrer, humilha-la, despertar os seus ciúmes, destrui-la.
Ao chegar ao portão, o segurança pediu-lhe a identificação. Quando chegou à porta não precisou de tocar à campainha pois esta abriu-se.
-Entre, entre – disse com amabilidade a rapariguita que a recebera no dia anterior. – Sou a Nakuro e trabalho com o senhor há seis meses. Este é um bom sítio, vai ver que se habitua – acrescentou com gesto cúmplice e desapareceu na cozinha.
Uma vez que parecia que não havia ninguém para se ocupar dela, Sakura deixou a mala na entrada e começou a percorrer as divisões do rés-do-chão. Primeiro admirou a ampla e luminosa sala de jantar. Os móveis de cedro, o lustre de cristal, o piano e os cortinados faziam pensar que aquela divisão pertencia a um respeitável casal de velhos de boa família.
Sakura transpôs outra porta e viu-se na sala de estar. O contraste com a divisão anterior era notável.
Ambas as divisões pareciam pertencer a duas casas distintas. Julgou estar numa casa das Mil e Uma Noites, no salão de algum sultão. O lugar era gigantesco. Estava completamente rodeado por biombos de vidro biselado que davam para o jardim. O soalho estava coberto de almofadas muito ornamentadas.
Havia no centro uma salamandra e um grande samovar de prata. Nem quadros, nem cadeiras, nem artefactos eléctricos.
Embora ali houvesse luz artificial, dezenas de velas e lamparinas davam um toque mágico àquele lugar encantado. Até ao momento aquele era o único canto que evocava um lar de ciganos.
Continuou a andar e contou três quartos de banho, uma espectacular biblioteca, o escritório onde estivera no dia anterior e um compartimento fechado à chave.
Este último era diminuto mas tinha um pequeno quarto de banho privativo. Era o quarto de Shaoran tinha reservado para ela, longe dos quartos principais, mas também a boa distância da ala dos criados.
No andar de baixo não havia mais nada para explorar excepto a cozinha, claro. Pensou que era o momento de conhecer a cozinha. Aproximou-se da porta e viu três pessoas a trabalhar.
A jovenzita que a recebera não se encontrava entre elas. O lugar cheirava a fritos e a especiarias.
-Bons dias. Sou Sakura Kinomoto – Apresentou-se – a nova governanta.
Duas das pessoas presentes corresponderam à saudação. A terceira, uma mulher vestida de negro que estava de costas, deu meia volta e sorriu-lhe.
-É a segunda vez numa semana que lhe dou as boas-vindas – Disse, com um sotaque estranho.
Sakura não conseguiu evitar um grito.
Era a mesma velha que encontrara na estação dos comboios, na noite da sua chegada.
Pensou ver um ar de satisfação malévola naqueles pequenos olhos negros e tremeu ao pensar que seria obrigada a conviver durante meses com aquela estranha criatura.
A velha estendeu-lhe a mão e disse, com sarcasmo.
-Trata-me por senhora e lembra-te que aqui quem manda sou eu.
-Encantada, senhora – obedeceu Sakura, apertando a mão fria daquela desconhecida.
-Para começar, podes distribuir o pequeno-almoço pelos quartos. Algumas das meninas acordam cedo para comer e depois continuam a dormir.
-Só preciso que me indique o caminho.
-Então leva isto ao primeiro andar, a terceira porta à direita. Não há que enganar, pois é a única onde encontrarás á porta vários pares de sapatos.
-Muito bem, senhora. – Foram palavras de Sakura, enquanto carregava uma pesada bandeja que continha bolos, café, ovos com bacon e frutos que chegavam para alimentar um batalhão.
Degrau a degrau, Sakura foi-se aproximando do seu objectivo. Quando chegou á porta do quarto suspirou aliviada. Ninguém respondeu. Voltou a bater e ouviu uma voz infantil.
-Entra, entra. Cuidado que podes acordar as outras e elas ficam aborrecidas contigo.
Uma miudinha com cerca de 12 anos, em cuecas e com um xaile de cores pelos ombros, abriu-lhe a porta e apontou para uma mesa num canto.
Os seus seios eram tão pequenos que parecia um rapazito, mas a sua cabeleira azeviche e o seu rosto delicado pertenciam a uma miúda que mais tarde se iria tornar uma mulher maravilhosa.
Tinha os olhos maquilhados e era óbvio que não estava habituada a desmaquilhar-se antes de se deitar.
-Põe tudo ali. Quem quiser que se sirva. Se faltar alguma coisa, eu chamo-te.
A cena que observou naquele quarto espantou a nova governanta.
Umas 8 ou 9 rapariguinhas, entre doze e os vinte anos, dormiam semi-despidas sobre os colchões colocados no chão.
Sakura imaginou o belo Shaoran a dormir entre aquelas beldades precoces, e uma onda de fúria percorreu-a dos pés á cabeça.
-Vai-te embora, mulher. Já te disse que te chamamos se nos faltar alguma coisa.
-A que horas almoçam? Sou a nova governanta – explicou Sakura, que desejava saber mais sobre todas aquelas pequenas.
-Bem, algumas á uma, outras ás duas. À medida que vão acordando, vão lá abaixo buscar qualquer coisa à tia Tomo.
-E depois que fazem? Estudam, trabalham?
-Não. Sabemos ler e escrever – respondeu a rapariga com orgulho. – Isso é suficiente. Vamo-nos casando.
-Têm noivo?
-Claro. – Assegurou a rapariga, segura de si.
-Rika, cala-te ou arranco-te as tranças – gritou alguém debaixo de uma grossa manta.
-Avisei-te. Até logo. Talvez te peça que me faças as tranças. As minhas irmãs recusam porque dizem que passo o tempo a queixar-me.
-É só dizeres.
Um pouco estonteada, Sakura fechou a porta daquele estranho quarto. Quando se dispunha a descer as escadas, uma potente voz de homem ordenou de um quarto vizinho:
-Tu ai, traz-me o café. E despacha-te.
Sakura, obediente, foi buscar à cozinha a bandeja do senhor Shaoran que a tal tia Tomo já tinha preparado.
-Leva já isso. Se fica de mau humor, vai-nos arreliar o dia inteiro. Corre.
A jovem, rezando para não tropeçar, subiu as escadas a toda a velocidade.
A bandeja continha unicamente um termo com café, dois torrões de açúcar e uma barra de chocolate.
Recordou com ternura que Shaoran adorava chocolate. "Boquinha de mulata" era como costumava chamar-lhe enquanto desembrulhava uma barra de chocolate e lhe pintava os lábios com aquela pasta escura e doce, para logo a beijar e ficar também ele com a boca suja. Bateu à porta.
-Entra.
De olhos baixos passou o umbral.
Pôs a bandeja sobre a mesa, mas, quando se dispunha a sair, o homem agarrou-a pelo pulso.
-Costuma dizer-se bom dia. Quem te ensinou as boas maneiras?
As saúda-lo, olhou-o de frente. Estava descalço, sem camisa, vestido unicamente com umas calças de linho brancas.
No seu quarto não havia nada de nada, apenas um colchão grande e a foto dos pais numa moldura, no chão.
-Tens de me escolher a roupa de hoje, faz parte do teu trabalho. Vou tomar um duche, depois chegas-me a roupa. – Disse ele, apontando para um armário que ocupava toda a parede.
Nervosíssima, Sakura abriu as portas do armário e foi envolvida por uma requintada fragrância.
No guarda-fatos estavam arrumados dezenas de fatos, camisas, roupa interior e filas de sapatos.
Uma vez que ignorava a ocupação de Shaoran para esse dia, optou por um discreto fato castanho claro de muito bom corte e por uma camisa de marfim. Meias e sapatos castanhos e roupa interior completaram o conjunto.
-Deseja que lhe chegue a roupa? – Gritou a jovem.
-Foi o que eu disse.
-Mas o fato poderia enrugar-se com o vapor do banho…
-Se preferires saio completamente nu e vou eu mesma buscá-lo.
-Claro que não.
Ofendida, Sakura atravessou a porta entrando num grande quarto de banho.
Pôs a roupa sobre um banco. Olhou para o recanto onde Shaoran tomava banho. Era acrílico, com uma textura meio opaca, mas da porta da entrada conseguia distinguir a sua silhueta.
Continuava a ter o maravilhoso corpo de sempre.
Horrorizada, Sakura apercebeu-se de que se lhe humedecia o sexo e que os bicos dos peitos ficavam erectos sob a blusa. Pensou em sair dali mas estava como que hipnotizada, a pouca distancia do único homem que a havia feito feliz.
Então apareceu Shaoran, nu, e ao vê-la ali regressou ao cubículo.
-Julguei que já tinhas saído. Desculpa.
E a rapariga saiu daquele quarto morta de medo e desejo. Era a primeira vez que o via nu. Na noite em que tinha dormido ele tinha mantido vestidas as cuecas. Ela tinha-lhe acariciado insistentemente o sexo, e ele ficara com uma enorme erecção mas não tinham ido mais longe, certos de que tinham pela frente todo o tempo do mundo. Infelizmente, enganavam-se. Hoje Shaoran parecera-lhe tão masculino como no passado.
