RECOMEÇAR

CAPÍTULO 8

A manhã de quarta-feira foi bem fora do habitual para Kagome. Além de levar Shippou para a escola, ainda tinha que terminar de fazer as malas e correr para o aeroporto.

Por sorte, Sangô havia se oferecido para cuidar do afilhado durante a ausência da amiga, porém uma coisa ainda a preocupava:

- Kagome, e se o Kouga aparecer, o que eu falo? - Sangô perguntou encostada em uma parede do quarto da amiga.

- Não se preocupe, Sangô. - Kagome respondeu, terminando de fechar a mala que estivera arrumando – Quando almoçamos juntos na segunda, eu combinei um "almoço em família" com ele para o próximo domingo. - ela gesticulava de forma exagerada, tentando imitar o modo como Kouga falava – Isso vai ser o suficiente para mantê-lo afastado durante esses dias.

- Tem razão. Um almoço por semana é mais do que o Kouga pode aguentar do próprio filho! - disse Sangô com tristeza em seu semblante.

- É verdade! - Kagome concordou, a mesma expressão vazia no rosto.

Elas seguiram, então, para a escola onde Shippou estudava, e lá, Lagome se despediu do filho.

- Tchau, meu amor! - Kagome abraçava o filho com força – Mamãe volta no sábado, ok?

- Ok! - o garoto respondeu quando a mãe desfez o abraço.

- Se comporta doreitinho com a tia Sangô! Ela vem te buscar na escola e te levar pra casa da Sra. Kaede durante esses dias.

Ele apenas fez que sim com a cabeça.

O sinal da escola soou, indicando o início das aulas. Kagome o abraçou novamente e disse:

- Mamãe vai ligar todos os dias!

- Boa viagem, mamãe! - ele disse antes de correr pra dentro da escola.

Kagome ficou apenas observando seu filho entrar no prédio, pensando como seria difícil ficar tantos dias sem vê-lo.

- Não se preocupe, K-chan! - disse Sangô colocando uma mão em seu ombro – Eu tomo conta dele!

- Obrigada, Sangô! Ele é tudo o que eu tenho!

- Eu sei!

As duas entraram novamente no carro, e se dirigiram para o aeroporto. Lá chegando, encontraram Inu Yasha que estava esperando por Kagome para fazerem o check-in. (N/A: é assim msmo q se digita, né? O.O')

- Alí está o Inu Yasha, K-chan! - disse Sangô, indicando o local onde estava o chefe e amigo – Vê se não perde a chance de falar com ele sobre o que sente durante a viagem, tá bom?

- Sangô! - foi tudo o que Kagome conseguiu dizer antes de serem vistas por Inu Yasha – Será que a vergonha que estou sentindo agora já não é o suficiente? Você ainda tem que ficar colocando pilha! - fcompletou enquanto se aproximavam dele.

- Bom dia garotas! - Inu Yasha disse.

Ele estava visívelmente empolgado com a oportunidade de ficar a sós com Kagome e finalmente poder ter a conversa que a tanto tempo desefava. Afinal, só assim saberia quais eram suas chances com ela.

- Bom dia, Inu Yasha! - responderam as duas em uníssono.

- Obrigada por me trazer, Sangô! - disse Kagome olhando para a amiga.

- Não precisa agradecer! - Sangô respondeu abraçando-a – Bem, boa viagem para os dois. Eu tenho que ir trabalhar! - completou com um sorriso.

- Obrigada, Sangô! - disse Inu Yasha.

- Cuida bem do meu filhote, viu? - Kagome disse vendo a amiga se afastar.

Quando os dois se viram sozinhos, um incômodo silêncio se fez.

- Ahn... Eu acho melhor nós irmos fazer o check-in. - Inu Yasha disse, tentando quebrar o silêncio.

- É verdade, - Kagome apenas concordou.

Quando terminaram, osdois foram para a sala de espera. Eles continuavam sentados, cada um lendo uma revista em um silêncio sepulcral.

- "Tem que ser agora!" - Inu Yasha pensou – Kago...

Ele tentou iniciar a tão esperada cpnversa, mas foi interrompido por uma voz, que lhe soou bem faminiar.

- Sr. Inu Yasha!

Ele olhou na direção de onde vinha a voz que o chamara pelo nome, e viu que Kagome fazia o mesmo.

- Sr. Inu Yasha! A quanto tempo!

Um senhor idoso se aproximou deles com um largo sorriso.

- Velho Myouga? - Inu Yasha disse ao reconhcer a figura que se aproximava – O que faz aqui? Achei que estivesse morto! - completou enquanto se levantava.

- Inu Yasha! - Kagome o repreendeu - Isso é jeito de falar?!

- Não se preocupe, Srta.! Já estou acostumado. Ele sempre faz isso! - o sorriso do acião alargou ainda mais quando quando Inu Yasha lhe deu um forte abraço – Então, esta é a sua nova namorada? - perguntou dirigindo-se a Kagome, que corou violentamente.

- Não. - Inu Yasha disse em um tom de pesar, o que a fez corar ainda mais – Essa é Kagome Higurashi, minha secretária. Kagome, este é o Sr. Myouga, um velho amigo da família. - "Que por sinal, não precisava ter aparecido justo agora, só pra me atrapalhar!" - ele completou em pensamento, mantenfo o sorriso, apesar da frustração.

- Oh, a famosa Kagome Higurashi! É um enorme prazer, Srta.! - disse o Sr. Myouga beijando-lhe delicadamente a mão, quando a secretária levantou.

- O prazer é todo meu! Mas, como assim "famosa"? - Kagome perguntou.

- Bom, é que a menina Rin fala tanto de você, que acabou ficando famosa! - exclamou o senhor – É uma pena que não pudemos nos conhecer durante a festa de casamento!

- Então, o senhor também estava na festa? - Kagome perguntou, recebendo como resposta um menear afirmativo de cabeça – Eu tive que ir embora realmente cedo por causa do meu filho, e infelizmente, não pude conhecer muitas pessoas.

Os três se sentaram para aguardar o momento do embarque.

- Sim, é realmente uma pena. Mas não se preocupe, não faltarão oportunidades para nos encontrarmos – falou o velho Myouga.

- Pra onde está indo, velho? - Inu Yasha perguntou.

- Por favor, Inu Yasha, pare de chamá-lo assim! - Kagome pediu.

- Não se preocupe, Srta. Kagome, já disse que estou acostumado! - disse Myouga rindo.

- E não vai me responder? - Inu Yasha voltou a indagar.

- Eu vou para... - Myouga foi interrompido pelo som do auto-falante do aeroporto.

- Atenção Srs. passageiros do vôo 657, embarque no portão 3.

- Esse é o meu vôo! - disse o ancião.

- Só pode estar brincando! - disse Inu Yasha com cara de assustado.

- Como assim? - perguntou Myouga.

- É que nós também estamos nesse vôo. - Kagome respondeu sorridente.

- Oh, mas que boa notícia! Assim poderemos aproveitar para conversar durante a viagem! - Myouga se levantou, começando a caminhar para o local de embarque, juntamente com Kagome e Inu Yasha, que andava um pouco mais atrás dos dois.

- "Eu não acredito!" - Inu Yasha pensou - "Será que eu nunca vou conseguir conversar com a Kagome sem ser interrompido? Será que não é da vontade de Deus que fiquemos juntos? Será que eu joguei pedra na cruz?" - a cada instante os pensamentos de Inu Yasha se tornavam mais pessimistas.

- O Sr. conhece o Inu Yasha a muito tempo, Sr. Myouga? - Inu Yasha saiu de seus pensamentos ao ouvir Kagome perguntar.

- Desde que ele nasceu! - respondeu orgulhoso – Mas, por que a pergunta?

- Bom, se o conhce tão bem, pode me contar muitas coisas embaraçosas sobre ele! - disse Kagome divertida.

- "Eu definitivamente, joguei pedra na cruz!"

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

A vaigem de 5 horas fora demasiadamente longa para Inu Yasha. Afinal, passar tanto tempo ao lado da pessoa amada e ver sua melhor oportunidade de ter, em semanas, uma conversa definitiva ser desperdiçada pela inconveniente presença de um velho amigo da familia, que tinha como passatempo preferido falar sobre os momentos embaraçosos por ele vividos à pessoa em questão, poderia ser considerado como uma tortura! (N/A: ufa! Já imaginou alguém falando isso sem parar pra respirar? Pois é assim msm! O.Oº).

Inu Yasha passou toda a viagem emburrado. Ele ia sentado na poltrona que dava para a janela, e ficou olhando o tempo todo através dela, pensando em inúmeras formas de punir o ancião por atrapalhar seus planos, e ainda fazê-lo passar vergonha.

Kagome ia na poltrona que dava para o corredor e Myouga estava na poltrona do meio. Não parava de faloar nem por um minuto, enquanto Kagome apenas ria de todas as histórias contadas pelo novo amigo.

Quando finalmente pousaram, Myouga declarou que faria apenas uma escala naquela cidade. Seu próximo vôo já estava para partir e ele precisava se apressar.

- Bom, foi uma viagem muitíssimo agradável. - dizia o ancião – Afinal, não é sempre que tenho uma ouvinte tão bela para as munhas histórias! - terminou a frase rindo das próprias palavras.

- Última chamada para o vôo 433, embarque no portão 5. - os três puderam ouvir o auto-falante do aeroporto.

- É melhor você ir, velhote, ou vai acabar perdendo o seu vôo. - disse Inu Yasha olhndo-o de esguelha.

- Inu Yas... - Kagome ia repreendê-lo novamete, mas Myouga interviu.

- Você tem razão, Sr. Inu Yasha. Mas, será que que poderia me ajudar com essa mala? - ele perguntou com um sorriso.

- ... - Inu Yasha ficou em silêncio por algum tempo, até que respondeu – Tudo bem.

- Foi um prazer conhcê-lo, Sr. Myouga! - disse Kagome, abraçando-o.

- O prazer foi todo meu, Srta. Acredite! - respondeu o ancião – Bom, vamos? - disse, agora olhando para Inu Yasha.

- Eu volto já, Kagome. - Inu Yasha falou, começando a caminhar juntamente com Myouga.

Quando eles estavam distantes o suficiente de Kagome, Inu Yasha perguntou.

- O que você queria me dizer que a Kagome não podia ouvir, velho?

- Cuide bem dela. - foi tudo o que Myouga disse.

- Como assim? - Inu Yasha tinha uma sombrancelha erguida.

- Se declare o mais rápido possível, e quando estiverem juntos, cuide be mdela. - o velho senhor parou de andar e passou a olhar nos olhos de Inu Yasha – Alguma coisa me diz que vocês ainda vão passar por muitas provas e, se você realmente a ama, vai ter que ajudá-la em tudo!

- ... - Inu Yasha apenas sustentava o olhar.

- Bom, até uma próxima vez, Sr. Inu Yasha!- Myouga deu um tapinha no ombro do mais jovem, pegou sua mala e foi para o local de embarque, deixando Inu Yasha a pensar nas suas palavras.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Inu Yasha voltou para o lugar onde tinha deixado Kagome, mas não a encontrou. Ele estava olhando ao redor, procurando por algum vestígio dela.

- INU YASHA! - ouviu a voz de Kagome vinda de um ponto distante, atrás de si, e virou-se para vê-la.

Kagome acenava tentando chamar sua atenção.

Ele então, aproximou-se do local onde ela estava, e a ouviu dizer com um sorriso, enquanto apontava para o veículo estacionado ao seu lado:

- Achei melhor chamar logo um táxi!

Ele apenas meneou afirmatvamente a cabeça. Inu Yasha não sabia o que dizer quando Kagome sorria, apenas ficava lá, olhando-a, perdido naquele sorriso e naqueles olhos.

Os dois entraram o carro, e Kagome deu o endereço do hotel em que se hospedariam. Quando o veículo se pôs em moviento, fez-se novamente, o tão temido silêncio entre os dois. Nenhum deles sabia o que dizer, afinal, um táxi não era o melhor lugar para se ter uma conversa sobre sentimentos.

Eles então, chegaram no hotel, fizeram seus registros e se dirigiram para os seus quartos que ficavam um de frente para o outro. Queriam descansar um pouco, poi dentro de mais ou menos duas horas teriam o seu primeiro encontro com os sócios da Shichinintai.

Eles estavam parados na porta de seus respectivos quartos, esperando o mensageiro se retirar. Quando isso aconteceu, Kagome quebrou o silêncio:

- Bom, nós siremos daqui às 15 horas, já que a reunião está marcada para começar às 16 horas. Haverá um carro alugado esperando, portanto, não dependeremos de táxi ou chofer.

- Tudo bem. - Inu Yasha limitou-se a dizer.

- Anh, eu... vou entrar. Quero ligar para a Sangô. - Kagome disse já entrando em seu quarto – Até mais tarde.

- até. - Inu Yasha estava travando uma verdadeira batalha dentro de si. Um lado dele gritava que prcisava conversar com Kagome, e dizer-lhe o que sentia, mas a outra parte, dizia que devia deixà-la descansar, e que ele próprio devia dazer o mesmo, já que enfrentariam uma série de reuniões que não seriam nada fáceis. E então, mais uma oportunidade se perdeu.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Pontualmente às 15 horas, Kagome ouviu uma batida em sua porta. Quando a abriu, viu Inu Yasha pronto para a reunião, sperando-a.

- Vou pegar minha bolsa. - foi tudo o que ela disse, saindo em seguida para o corredor.

Quando os dois entraram no elevador que estava praticamente lotado, na maior parte por turistas, que visitavam aquela bela cidade.

Se mantiveram mais uma vez em silêncio até que desceram do elevador, indo em direção a saída ainda em silêncio, até que viram uma figura muito peculiar que os olhava de forma insistente.

- INUZINHO! QUE PRAZER REVÊ-LO! - o homem estranhamente vestido com um terno cor-de-rosa gritava de modo escândaloso, com um tom de voz perturbadoramente estridente.

- Já... Jakotsu? - Inu Yasha mal podia acreditar no que via – O que faz aqui?

- Vim buscar você, oras! - o homem que Inu Yasha chamara de Jakotsu se aproximou, abraçando-o.

- Já disse para não me abraçar desse jeito. - esbravejou o empresário.

- Oh, me desculem – respondeu o outro em um falso tom de remorso – Ah, então vocé a nova secretária? - ele(?) agora se dirigia a Kagome, que apenas observava a cena, imaginando de onde seu chefe poderia conhecer uma figura tão estranha.

- Sim. - quem respondeu a pergunta de Jakotsu foi Inu Yasha – Ela é Kagome Higurashi.

Kagome pode notar que Inu Yasha estava um pouco corado. Muito provavelmente pelo fato de ter sido chamado de Inuzinho e logo depois ter sido "agarrado" por um "homem" tão escândaloso.

- É um prazer conhcê-la! - ele a abraçou e deu dois beijinhos estalados nas bochechas (N/A: sabe qdo aklas amigas bem frescas se encontram? Desse jeitinho msm! .)

- O prazer... é meu? - ao invés de afirmar, Kagome perguntou mais para si mesmoa se realmente era um prazer.

- Oh, meu Deus! - Jakotsu falava alto e gesticulava de forma exagerada – Me desculpe pela indelicadeza. Esqueci de me apresentar! Sou Jakotsu, um dos sócios da Shichinintai, e antes que pergunte, conheci o Inuzinho na festa beneficente que ele deu!

- "O que? Esse homem é um dos sócios da Shichinintai? Por isso eu não esperava!" - Kagome pensou.

- Não precisava ter vindo até aqui, Jakotsu. - Inu Yasha disse – Sei muito bem como chegar a empresa.

- Eu sei! - Jakotsu mantinha seu compertamento exagerado – Mas até parece que eu ia perder a chance de te ver!

Kagome estava completamente aturdida com o comportamento de Jakotsu e com a forma de tratamento que ele direcionava a Inu Yasha. Ele havia comentado que que conhecera dois dos sócios da empresa quando estes fizeram uma viagem para participar de uma festa beneficente, promovida pelas empresas Taisho a cerca de um ano. Foi nessa ocasião, inclusive, que o interesse por uma futura parceria surgiu. Mas daí a um... homem de masculinidade duvidosa o tratar daquela forma, já era demais!

- Eu vou de carro com vocês! - Jakotsu praticamene gritou.

Os três então foram para o carro que Kagome havia alugado por telefone, e que já estava estacionado em frente ao hotel.

Inu Yasha ia na frente no volante e Kagome no banco do carona. Jakotsu ia no banco de trás e não parava de falar por um minuto sequer. Parece que ele não possuia a capacidade de ficar calado.

- Essa sua roupa é muito bonita, K-chan! - Jakotsu disse, referindo-se ao tubinho bege que ela trajava.

- "K-chan? Não que eu não goste do apelido, mas acabamos de nos conhecer!" - Kagome pensava.

- Mas... Não sei. - Jakotsu falava calmaente, sem perceber a expressão de intriga no rosto de Kagome – Acho que ficaria muito melhor com um belo decote e uma enorme fenda na lateral! Afinal, já deu pra notar que você tem belas pernas, e um busto ENORME, não é? - exclamou, como se tivesse chegado a uma brilhante conclusão, deixando Kagome levemente corada. Ele podia ser meio afeminado, mas ainda era um homem, e ela ficava embaraçada sempre que era elogiada, principalmente com uma referência tão explícita de seus dotes físicos.

- Certamente essa não seria uma roupa muito adequada para um local de trabalho, Sr. Jakotsu. - respondeu ainda corada e sem ousar encará-lo pelo retrovisor, como ele fazia com ela.

Jakotsu, então, colocou sua cabeça entre os dois bancos da frente, sobressaltando Kagome levemente.

- Oh, querida, por favor, me chame apenas de Jakotsu! Afinal, não sou nenhum velho, não acha?

- Me desculpe! Kagome logo falou quando percebeu a cara de irritado que ele fez. Já tinha até uma veia saltando em sua testa em sinal de irritação. Com certeza, ele não gostava de ser comprado a nada que considerasse feio.

- Por que, afinal de contas, resolveu vir nos buscar, Jakotsu? - Inu Yasha perguntou, encarando-o pelo retrovisor, com cara de quem não estava gostando nenhum pouquinho da companhia dele.

Jakotsu voltou a encostar-se no assento e cruzou os braços sobre o peito. Sorriu discretamente e, então, respondeu:

- É porque eu estava morrendo de saudades Inu-kun!

O empresário pareceu não gostar nada de ter sido chamado daquela forma por Jakotsu, já que apertou o volante com mais força que o necessário, e fez uma exprssão de raiva quase tão assustadora quanto a que constuma fazer qunado vê ou fala com Kouga.

- Jakotsu... - Inu Yasha começou – já disse para parar de usar esses apelidos odiosos e me chamar única e simplesmente de INU YASHA! - ele gritou o próprio nome, na tentativa de se fazer entender.

Kagome tinha certeza de que, se Jakotsu não fosse sócio da Shichinintai, o Inu Yasha já teria pulado em seu pescoço por falar dessa forma com ele. Porém, como a sociedade é muito importante para as Empresas Taisho, ele deve ter usado todas as suas forças para se controlar.

Jakotsu apenas fazia uma cara risonha. Parecia não se preocupar coma reação de Inu Yasha. Kagome até podia jurar que era exatamente essa reação que ele esperava do empresário.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

No restante do trajeto, Inu Yasha e Kagome permaneceram em silêncio, apenas ouvindo Jakotsu tagarelar sobre os mais diversos assuntos, entre eles, como Kagome devia mudar a cor do cabelo ou usar um perfume mais adocicado, pra poder chamar mais a atenção dos homens, ou como Inu Yasha ficava lindo qunado se irritava. Foi realmente um longo caminho.

Quando finalmente chegaram a sede das empresas Shichinintai, Inu Yasha estacionou o carro na garagem e os três se dirigiram para o prédio. Goram direto para o andar da presidência, onde ocorreria a reunião. A secretária da empresa, provávelmente a mesma com quem Kagome havia conversado para marcar todos os compromissos, os anunciou, informando em seguida que poderiam entrar.

Dentro da sala, encontraram mais seis homens, um diferente do outro. Kagome pensou em como cada um deles era "peculiar" assim como Jakotsu.

- Que bom revê-lo, Inu Yasha! - um dos seis homens, que estava sentado na grande mesa que ocupava o centro da sala, e que Kagome julgou ser o sócio majoritário, Bankotsu. levantou-se e apertou firmemente a mão de Inu Yasha.

- Digo o mesmo, Bankotsu! - respondeu Inu Yasha.

Os dois, Inu Yasha e Kagome, estavam um pouco nervosos, pois sabiam que os três próximos dias seriam de difíceis negociações. Mas, o que mais deixava Kagome nervosa, naquele momento, era a forma como os homens daquela sala a olhavam.

Com certeza, essa seria uma longa viagem...

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Era sexta-feira de manhã. Kagome estava terminando de se arrumar para irem a Shichinintai.

Os dois últimos dias haviam sido muito conturbados. As negociações com os sócios da Shichinintai estavam cada vez mais difíceis e as exigências deles estavam colocando a prova a paciência e a habilidade de nigociação de Inu Yasha. Mas, para sua sorte, o empresário contava com a ajuda de Kagome, que não detinha somente conhecimentos de uma simples secretária. Ela também era muito boa em negociações e, como tinha conclusãdo mais da metade do curso de administração de empresas, tinha uma boa vase teórica, além é claro, de sua experiência como secretária executiva.

Essa desenvoltura que Kagome demonstrava ter, contribuiu para ampliar a "adimiração" que os sócios da Shichinintai tinham por ela. Afinal, não era todo dia que se via uma secretária executiva que, além de linda, sabia negociar!

Por várias vezes, Kagome flagrou aqueles homens olhando-a de modo intenso, fazendo com que ela ficasse extremamente encabulada, enquanro Inu Yasha parecia ficar cada vez mais irritado, porém, em nenhum momento algum dos sete homens a desrespeitou.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Inu Yasha estava em seu quarto, terminando de abotoar sua camisa. Estava também lamentando sua incrível falta de sorte. Ele achou que essa viagem seria a oportunidade perfita para tentar uma aproximação com sua secretária, mas até agora, não tinha conseguido nada.

As reuniões estavam sendo mais puxadas que o esperado e, nos poucos momentos em que poderia ter ficado a sós com Kagome, não conseguiu, pois Jakotsu fez questão de acompanhá-los em todas as refeições e quando saiam do hotel para a empresa ele já estava esperando e ainda fazia questão de acompanhá-los de volta à noite, saindo apenas quando se certificava que os dois iriam dormir. Parecia até que ele não queria que os dois ficassem sozinhos!

O empresário já estava se irritando com aquele grude. Mesmo sendo um chato de galochas que só fala em roupas, cabelos e homens, Jakotsu havia conquistado a afeição de Kagome, e ela até gostava da companhia dele, porém, Inu Yasha estava perto de enlouquecer!

Ele lembrou-se, então de quando voltavam para o hotel na noite anterior. Estavam cansados, mas Jakotsu insistiu em "pegar uma carona", acabando com todas as chances de uma conversa entre os dois.

OoOoOoO Flash Back OoOoOoO

- Oh, então você tem um filho? - Jakotsu espantou-se quando Kagome fez um comentário sobre Shippou.

- Sim. Um lindo menininho. Tem seis anos de idade! - Kagome respondeu empolgada, tirando uma foto da carteira.

- Sou obrigado a concordar, K-chan! - Jakotsu falou, olhando para a foto em suas mãos – Seu filho é lindo!

De repente, ele começou a pular no acento traseiro, onde estava sentado. (N/A: como as garotinhas frescas como eu fazem qdo descobrem algo e ficam pulando sentadas no lugar onde estão! -.-)

- O que foi agora, Jakotsu? - Inu Yasha perguntou, já cansado de ver aquela atitude.

- É que a K-chan é linda! - ele respondeu.

- Disso eu já sei! - Inu Yasha não se importou em dizer aquilo na frente de Kagome. Ao contrário, ficou muito satisfeito quando a viu corar. Queria conquistá-la, e não mediria esforços para tal.

- E o filho dela é lindo! - Jakotsu continuou, ignorando a fala de Inu Yasha.

- E daí? - Inu Yasha voltou a indagar.

- E daí, que o pai do menino deve ser tão lindo quanto a K-chan! - ele concluiu com um sorriso e com os olhinhos brilhando (N/A: assim ó: .) - Me fala a verdade, Kagome Higurashi: - Jakotsu continuou, ainda com um brilho no olhar – O pai dessa criança deve ser um deus, não é?

- Err... - Kagome não sabia como responder àquela pergunta. Não depois de terouvido o que Inu Yasha disse sobre ela ser bonita, e, definitivamente, não com aquele olhar de "eu mato esse cara" que Inu Yasha estava lançando para Jakotsu.

- Nada de err...! Eu quero uma resposta sincera!

- "E agora? O que eu faço?" - Kagome se perguntava. Não podia negar que Kouga era lindíssimo, mas não queria admitir isso na frente de Inu Yasha.

- K-chan! - o tom de voz de Jakotsu era ameaçador.

Mas, por alguns momentos, Kagome nada respondeu, fazendo com que ele repetisse seu nome uma centena de vezes, irritando Inu Yasha até que uma veia começasse a saltar-lhe na testa.

- Tudo bem! - ela cedeu – Você venceu! Ele é bonito.! Muito bonito, pra ser bem sincera! - pronto. Ela tinha dito. Agora eta só esperar a reação de Inu Yasha.

Mas tudo o que ele fez, foi manter seu olhar fixo na estrada, com um semblante tristoho.

- Ótimo! Era tudo o que eu queria saber! - Jakotsu foi aos poucos se recostando no assento do carro, com mais um daqueles sorrisos enigmáticos que ele costumava dar.

OoOoOoOoO Fim do Flash Back OoOoOoOoO

- "Como é que aquele imbecil se atreveu a perguntar uma coisa dessas pra Kagome na minha frente? Tenho certeza de que ele fez isso só pra me irritar!" - Inu Yaha pensava enraivecido, enquanto fechava os botões do punho de sua camisa – Eu preciso dar um jeito de despistá-lo hoje. É a minha última chance!

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Kagome já estava pronta. Só faltava passar o batom e, quando o fez, ouviu duas batidinhas na porta, e foi atendê-la pensando ser Inu Yasha, já que ele sempre baria va sua porta quando tinham que ir a Shichinintai.

Porém, qual nãofoi sua surpresa ao ver que na sua porta quem estava parado não era o seu chefe, mas...

- Jakotsu? - perguntou a secretária.

- Eu mesmo! Por que a surpresa?

- Bom, é que geralmente você costuma esperar até que o Inu Yasha e eu desçamos pra poder nos acompanhar.

- É exatamente por isso que eu estou aqui! Odeio rotina! - quando disse isso, foi entrando no quarto dela sem nem pedir permissão.

- E o que, precisamente, você deseja? - Kagome perguntou, olhando-o desconfiada.

- Ajudar você com seu visual! Que por sinal, está muito bom hoje!

Desde que Kagome e Inu Yasha encontraram com Jakotsu no saguão do hotel no dia em que chegaram, esse não havia dado trégua às roupas da secretária. Sempre dizia que eram roupas bonitas, mas que precisavem de um pouco de "atitude".

- Vejo que até que em fim você resolveu usar uma fenda! - disse ele referindo-se a fenda na parte de trás da saia preta que Kagome usava – É uma fenda discreta, porém ainda assim é uma fenda! Mas... acho que seu look discreto pode mudar para "sensualmente discreto" com apenas um detalhe!

Jakotsu foi se aproximando mais e mais de Kagome, que o olhava assustada, e quando ficaram bem próximos, abriu um pouco o zíper que fazia o fechamento frontal da blusa azul clara de mangas compridas de Kagome, deixado um pouco dos seios dela à mostra.

Então, virando-a para que pudesse se olhar no espelho, perguntou:

- O que acha?

Kagome analisou um pouco o decote que se formara. Por fim, até gostou do resultado, e deu um leve sorriso.

- É, até que eu gostei. Não acho que vai ser muito chamativo se eu usar essa blusa assim, não é mesmo, Jakotsu? - perguntou, virando-se para ele, que a encarava com um enorme sorriso

- Claro que não, querida! Você está lindíssima!

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Eram quase seis horas da noite quando a reunião acabou, felizmente com êxito para Inu Yasha e Kagome. Um acordo foi fechado com os sócios da Shichinintai e eles marcaram um jantar de comemoração para às oito da noite, no restaurante do hotel em que os dois estavam hospedados.

Porém, Kagome achou o comportamento de Inu Yasha muito estranho durante todo o dia. Até mesmo depois de saber que a Shichinintai fecharia o acordo com as empresas Taisho, ele continuava irritadiço e chateado, exatamente como durante todo aquele dia.

Estavam sr despedindo dos sócios naquele momento, mas Inu Yasha continuava a se comportar de forma estranha.

- Então, até a noite, K-chan, querida! - Jakotsu disse, dando-lhe um beijo em cada lado do rosto.

- Você não vai conosco hoje, Jakotsu? - Kagome perguntou um pouco surpresa, afinal, como era o último dia que estariam ali, achou que Jakotsu fosse querer perto de Inu Yasha o máximo que pudesse.

- Oh, não, querida! - ele respondeu – Você não quer que eu compareça a um jantar dessa magnitude parecendo um farrapo humano, não é? Eu preciso me produzir, porque a noite de hoje PROMETE! - Jakotsu terminou sua frase com um grito estridente que chamou a atenção de todos no local – O que foi? - perguntou com ar inocente quando todos os que estavam na sala se puseram em silêncio e o encararam.

- Bom, nos vemos à noite, então, Inu Yasha. - disse Bankotsu, soltando sua mão da do empresário – Aguardo ansiosamente poder revê-la, Srta. Higurashi! - ele dirigiu-se à secretária, beijando-lhe a mão.

- Igualmente, Sr. Bankotsu. - ela respondeu, um pouco corada pela atitude dele, apesar de não ser a primeira vez que o líder da Shichinintai agia dessa forma, o que era também copiado pelos outros sócios.

Durante todo o tempo em que permaneceram em reunião, Bankotsu fora bastante atencioso com a secretária de Inu Yasha Taisho, bem como os outros sócios da empresa. Inu Yasha não estava gostando nada dessa atrnção especial que sua secretária estava recebendo, pois sabia perfeitamente que haviam segundas intenções por trás delas.

Por sua vez, Kagome se sentia sempre constrangida com os olhares que lhe eram lançados.

Quando Kagome e Inu Yasha se retiraram da sala de reuniões, Jakotsu foi para o corredor pegando seu celular V3 pink, e acionou a discagem rápida para um número que discou muito nos últimos dias:

- Rin-chan? O plano saiu melhor que a encomenda!

OoOoOoOoOoOoOoOoO

Em uma linda praia, um casal aproveitava a lua-de-mel...

- Que bom, Jak-chan! (N/A: apelido retirado de Just HoldMe, by Naru-L. Todos os direitos reservados! .) - Rin respondeu – Obrigada por me fazer esse favor!

Quando Rin desligou o telefone, Sesshoumaru perguntou, sem tirar os olhos do jornal que estava lendo:

- Será que nem em lua-de-mel você me deixa em paz?

- Ora Sesshy! Se não fosse por mim, esse romance não ia sair nunca!

- Então, será que você pode me dizer por que pediu ao seu amigo Jakotsu que não os deixasse a sós nem por um minuto? - ele perguntou, agora encarando a esposa.

- Por que se les começassem um romance logo no início da viagem, o seu irmãozinho ia ficar deslumbrado demais e não conseguiria se concentrar em conseguir a sociedade! Além do mais, - Rin ia aos poucos se aproximando de Sesshoumaru – não ia ter graça!

Quando chegou bem perto de seu marido, começou a rur e tirou o jornal das mãos dele, cobrindo-lhe os lábios com um beijo apaixonado.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Inu Yasha e Kagome foram, então, para o carro, que se encontrava na garagem da empresa. Os dois estavam em um silêncio extremamente constrangedor, e Kagome não se sentia a vontade pra perguntar o que havia acontecido. Durante boa parte do percurso, os dois permaneceram dessa forma, em um completo silêncio, apenas imaginando o que se passava pela cabeça do outro.

- "Eu devo estar ficando louco!" - Inu Yasha pensou quando se aproximacam do hotel - "Passei os últimos dias querendo apenas um momento a sós com a Kagome e, quando consigo, fico emburrado demais pra falar alguma coisa! Mas também, ela precisava ter vindo com esse decote que chamou a atenção de todos os homens naquela sala de reuniões? Isso com certeza foi idéia do Jakotsu! EU MATO!!!"

- "Hum... Ele está com uma cara péssima! No mínimo deve estar pensando em matar alguém! É melhor não tentar puxar conversa. E eu que achava que ele fosse tentar entrar "naqule assunto" agora que ficamos sozinhos!" - Kagome pensava, desolada.

Passaram-se mais alguns momentos em silêncio, até que Inu Yasha estacionou o carro, na vaga que lhes era destinada. Kagome já se preparava para sair do carro, mas Inu Yasha a chamou, impedindo que ela decesse.

- Kagome! Anh... Eu gostaria de conversar com você, se fosse possível.

- Aqui? - ela perguntou?

- Por favor!

Kagome permaneceu no carro, como Inu Yasha havia pedido, esperando que ele dissese algo. Suas respirações estavam alteradas e podia-se sentir a tensão entre os dois.

- Bom, Kagome... - ele começou – É sobre aquela confissão que eu te fiz na festa de casamento do Sosshounaru e da Rin.

- "Será que ele vai retirar o que disse?" - ela pensou angustiada, lembrando-se da expressão de rauva que ele trazia durante todo o trajeto - "Será que é por causa do comentário que eu fiz sobre o Kouga ser bonito? Eu mato o Jakotsu!"

- É que... - Inu Yasha estava muito nervoso – Eu gostaria de ter uma resposta, Kagome! - disse aumentando o tom de voz, abaixando-o em seguida – Eu... tenho alguma chance com você?

Kagome se surpreendeu. Não esperava que ele fosse tão direto!

- "Então, ele não desistiu de mim!" - pensou alegremente – Bom, Inu Yasha, você sabe que eu sou mãe, e que o Kouga é muito ciumento... - Kagome não queria enrolar, apenas queria colocar todas as cartas na mesa.

- Sim, eu sei que você tem um filho, do qual eu sou até amigo, se você quer saber. E quanto àquele Fedido, eu não me importo com ele! Só quero que você me diga se você vai me dar uma chance de provar que eu te amo! - Inu Yasha a interrompeu, falando sem parar. Já estava cansado de pensar na opinião dos outros. Queria saber a resposta da Kagome, e não do filho dela ou do pai da criança!

- ... - Kagome o fitou em silêncio, enquanto ele falava, até que desviou o olhar para as próprias mãos, repousadas sobre seu colo – Você é meu chefe. Não fica preocupado com o que as pessoas podem dizer ou pensar? - perguntou por fim.

- Sim, eu já pensei nisso. - disse ele ainda fitando-a – E sabe a que conclusão eu cheguei? - quando a viu balançar a cabeça em negativa, respondeu – Eu não me importo! Não me i,porto com a opinião de ninguém, só com a sua! - nesse momrnto eke a encarava profundamente, mas desviou o olhar – Mas, se você não me quer, não posso fazer nada.

- Eu quero... - ela respondeu em um tom de voz ainda mais baixo que o dele – Mas... tenho medo! - Kagome ainda falava muito baixo, e dessa vez, lágrimas caiam de seus olhos.

- Medo de quê? - perguntou ele, segurandi-lhe o queixo para que ela o encarasse – Se você sente por mim o mesmo que eu sinto por você, não devemos temer nada! - ele disse carinhosamente.

- É que, eu não sei como o /shippou pode reagir, ou como o Kouga pode reagir... Tenho medo que ele tente fazer algo e...

Ela ia continuar falando, mas Inu Yasha a calou com um beijo. Apenas um selinho que, aos poucos foi se tornando um beijo mais e mais profundo. Quando se separaram, ele olhou no fundo dos olhos de Kagome i disse:

- Você tem que parar de se preocupar tanto com os outros e pensar um pouquinho mais em você!

- A Sangô vive me dizendo isso! - ela abriu um enorme sorriso!

Ele também sorriu e beijou-a novamente. Mas dessa vez não era um beijo calmo como o anterior, mas um beijo que demonstrava toda a paixão que ambos sentiam mas a muito estavam reprimindo.

Aos poucos foram se aproximando um do outro, sem deixar de se beijarem. As mãos de Inu Yasha, que ainda estavam no rosto de sua amda, agora desciam pela sua nuca, causando-lhe arrepios por todo o corpo. Sem conseguir se controlar, ele as mãos para o zíper que fechava a blusa da secretária, na intenção de abrí-la para poder sentir melhor aqueles seios fartos que tato desejava ter em suas mãos.

Kagome estava tão inebriada com o prazer que o toque de Inu Yasha proporcionava, que deu passagem livre para que ele o fizesse.

Porém, quando ele desceu quase todo o zíper, o farol de um carro os iluminou, fazendo com que os dois se assuntasse e se separassem, ainda ofegantes, lembramd que estavam em um estacionamento, agindo como dois adolescentes.

Envergonhada, Kagome fechou a blusa e abriu a porta do carro. Ela desceu sem dar sequer a chance de Inu Yasha protestar.

- É meljor eu ir para o meu quarto. Quero ligar para a Sangô, pra ter notícias do meu filho.

E se foi, deixando Inu Yasha a pensar alto:

- Bom, ela não disse um "sim, eu aceito", mas esse foi um ótimo começo!

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Kagome chegou em seu quarto totalmente atordoada. Finalmente Inu Yasha e ela estavam se entendendo, ou pelo menos quase, e ela saia correndo daquele jeito! Ela estava nervosa, mas estava feliz!

Deitou-se em sua cama e ficou olhando para o teto, pnsando em como os lábios dele eram macios e quentes. Fechou os olhos e tocou os próprios lábios, sentindo um arrepio percorrer todo o seu corpo, que desejava mais que um beijo.

Saiu de seus devaneios, e resolveu ligar para Sangô. Não sabia o que fazer quando encontrasse Inu Yasha novamente e sabia que a amiga a ajudaria.

- Alô? - Sangô atendeu o telefone.

- Sangô? Sou eu, Kagome! - ela disse, tentando controlar o nervosismo e a ânsia de contar-lhe o que houve – Como está o meu filhote?

- Oi, K-chan! Aqui tá tudo muito bem! O Shippou e eu estamos morrendo de saudades. Quer falar comele? - a outra garota perguntou animada.

- Claro que quero! - respondeu Kagome com a mesma animação da amiga.

Kagome conversou com Shippou durante um bom tempo. Ele estava contando como havia sido seu dia na escola, o que tinha comido nas refeições daquele dia, o que tinha visto na TV...

Depois de muito tempo falando com o filho, Kagome pediu para que este chamase Sangô.

- E então, como foi a reunião de hoje? - Sangô perguntou quando pegou o telefone novamente.

- Foi tudo muito bem! Conseguimos a sociedade com a Shichinintai! - Kagome respondeu com um imenso sorriso.

- AAAhhh!!! Que bom! Que maravilha!!! - Sangô estava gritando como uma louca do outro lado da linha, pois sabia muito bem qual a importância daquela sociedade para a empresa.

- É, eu sei que é ótimo, mas será que você podia parar de gritar tanto? - Kagome perguntou tentando não rir diante da reação da amiga.

- Tudo bem. Me desculpe! - a garota tentava controlar novamente a respiração – Mas, e aí?, vocês tiveram aquelas reuniões chatas o dia todo?

- Sim, tivemos. E, pra comemorar a sociedade, vamos ter um jantar de comemoração no restaurante do hotel com todos os novos sócios.

- Hum, inclusive com o gato do Bankotsu? - Sangô perguntou, lembrando-se que o achara muito bonito quando o conhecera, na mesma ocasião em que Inu Yasha teve o primeiro contato com ele.

- Sangô! - Kagome a repreendeu – Até onde eu sei, você agora é uma mulher comprometida!

- Sim, minha querida! Sou comprometida, mas não sou cega! - ela respondeu.

- ... - Kagome ficou em silêncio, respirando findo. Não fazia idéia de como contar a Sangô o que ocorrera. Sabia, contudo que a amiga ficaria feliz, pois ela mesma a incentivra várias vezes a declarar seus sentimentos ao chefe.

- Kagome, tem algo de errado acontecendo? Você parece meio estranha! - Sangô perguntou preocupada.

- Pra ser bem sincera, Sangô, aconteceu sim. - Kagome respondeu com um pouco de apreensão na voz – E eu não sei o que fazer. Por isso te liguei. Talvez você possa me ajudar.

- Ai, fala logo, Kagome! Você tá me deixando preocupada!

- É que... - Kagome respirou fundo – Eu e o Inu Yasha... nos beijamos.

- ... - Sangô nada disse.

- Sangô? Você ainda está aí? - Kagome perguntou já aflita.

- Repete! - Sangô quase ordenou.

- Eu e o Inu Yasha nos beijamos?! - Kagome repetiu em forma de pergunta.

- AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!! Eu não acredito!!! Até que em fim!!! - Sangô continuava a gritar como uma louca, comemorando o acontecido com toda a euforia que podia demonstrar – Me conta tudo, não me esconde nada!

- Bom, - Kagome começou a contar tudo o que havia aconteceu, um pouco envergonhada – E foi por isso que eu resolvi te ligar. Não sei o que fazer ou dizer quando o vir novamente! ESTOU A BEIRA DE UM COLAPSO NERVOXO!

- Kagome, calma! Só me responde uma coisa: que resposta você deu pra ele? - Sangô perguntou.

- Resposta? ESSA NÃO? EU NÃO DEI RESPOSTA NENHUMA! - Kagome se desesperou.

- Está tudo bem! - Sangô tentava a amiga usando um tom de voz calmo – Você pode da essa tesposta hoje à noite. Mas é melhor vocês conversarem depois do jantar com os sócios! - ela completou com um tom malicioso.

- Ai, Sangô! Não brinca! Como é que eu vou dar uma resposta pra ele se eu nem sequer sei o que falar? Eu estou tão envergonhada!

- Kagome, eu já disse, não estressa, tá legal?! É só você agir normalmente. Não deixe transparecer nervosismo, pois lembre-se que vocês estarão em um jantar de negócios! - Sangô falava agora com uma voz séria.

- Você tem razão! - Kagome concordou – Mas, e depois do jantar, quando nós ficarmos sozinhos, o que eu faço? - tornou a perguntar.

- Ora, é só deixar rolar! - Sangô disse simplesmente e riu ao ouvir um suspiro resignado de Kagome.

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Inu Yasha saiu do carro um pouco depois de Kagome ter entrado no elevador. Só não foi correndo atrás dela pra não provocar um escândalo no hotel, pois as carícias que haviam trocado foram o suficiente para para deixá-lo muito "animado".

Ele se dirigiu diretamente para o seu quarto e discou o número da casa de Mirok. Queria conversar com alguém, pois não sabia o que fazer quando a visse novamente. Como ela não havia dado resposta alguma, não podia dizer que eles tinham um relacionamento e não poderia beijá-la em público, até porque, aquele seria um jantar de negócios.

Depois de ter contado a Mirok tudo o que acontecera naqueles dias, inclusive sobre o que acontecera no carro a poucos instantes, Inu Yasha somente perguntou ao amigo:

- O que você acha?

- Que você é um idiota!

- Como assim? - Inu Yasha estava espantado e irritado com o que o amigo dissera – Achei que você queria que eu e a Kagome ficássemos juntos!

- E continuo querendo! - o jovem médico respondeu – Só que você acabou de perder a melhor oportunidade que teve de conseguir uma resposta da Kagome sem que houvesse mais interrupções!

- Como assim?

- Inu Yasha, você deveria ter ido atrás dela para resolverem tudo de uma vez! Pelo que você me disse, os sócios da Shichinintai estão com segundas intenções pra cima dela, não é?

- Sim, mas o que isso tem haver? - o empresário perguntou, já se irritando por não ver nexo nenhum no que ele falava.

- Isso quer dizer que eles vão passar o jantar inteiro dando em cima dela! E você vai ter que se segurar pra não pular no pescoço de nenhum deles!

- Droga! Você tem razão!

- Bom, de quanquer forma, é melhor que espere até o fim do jantar para resolver essa situação. E... Inu Yasha..

- O que foi?

- Dê preferência ao quarto dela, tá legal?

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Logo chegava o horário combinado para o jantar. Kagome ainda estava muito apreensiva quanto ao seu chefe, mas com certeza, já não estava tão histérica como antes.

Inu Yasha havia ligado para o quarto dela e dito que a esperaria no restaurante. Seria melhor assim. Pois evitariam que houvesse uma grande tensão entre eles durante o jantar.

Quando a secretária terminou de se arrumar, foi direto para o restaurante do hotel. Chegando à porta deste, deu uma olhada ao redor e viu que todos já estavam na mesa que havia sido reservada.

Quando percebeu a aproximação de Kagome, Bankotsu a olhou maravilhado. Estava ainda mais linda do que antes. Usava um vestido longuete, de cor vinho, com busto traspaçado que deixava à mostra uma parte do vale que se formava entre seusseios. Tinha os cabelos soltos, com alguns cachos se formando nas pontas, e as sandálias de salto na mesma tonalidade do vestido a deixavam um pouco mais alta.

Quando notaram que Bankotsu olhava fixamente para algum ponto na entrada do restaurante com cara de bob, os outros homens ali sentados olharam na mesma direção que ele e, da mesma forma, todos se puseram a adimirar a recém chegada.

Mas, diferente dos outros, Inu Yasha não a olhava apenas com desejo, mas com amor e ternura. Ela estava simplesmente deslumbrante a seus olhos, mas ele queria muito mais que simplesmente adimirá-la, queria tê-la a seu lado por toda a vida. Disso tinha certeza.

Quando Kagome percebeu a forma como estava sendo observada pelos ocupantes da mesa, especialmente quando percebeu o olhar de Inu Yasha sobre si, ficou imensamente envergonhada, e agradeceu ao poder mágico da maquiagem, que não deixava transparecer o quanto estava ruborizada. Ela, então, pôs-se a caminhar em direção à mesa, e enquanto ia se aproximando, encarou o chefe da mesma forma que ele o fazia. Depois do jantar teriam uma conversa definitiva.

- Boa noite, Srs. Por algum acaso estou atrasada? - conseguiu dizer, vencendo o embaraço.

- De forma alguma, Srta. Higurashi! - Bankotsu apressou-se em responder e, enquanto puxava-lhe uma cadeira entre ele e Inu Yasha, completou – Nós é que nos adiantamos! Devo dizer que está belíssima esta noite!

Bankotsu beijou-lhe delicadamente a mão antes que ela sentasse.

- Obrigada, Sr. Bankotsu. - disse a secretária, sentando-se.

- É verdade, Kagome. Você está linda! - dessa vez o elogio partiu de Inu Yasha, que fitava intensamente os olhos da secretária.

- Deixem de ser bobos! A K-chan está sempre linda!

Todos concordaram faendo Kagome ficar ainda mais encaulada. Até que, pra mudarem de assunto, Jakkotsu propôs:

- Que tal um brinde? Um brinde à sociedade entre as empresas Taisho e Shichinintai!

Todos brindaram e o jantar transcorreu normalmente. Depois da sobremesa, todos estavam saboreando cada um uma bebida. Então, Suikotsu comentou:

- Você é ótima negociante, Srta. Higurashi! Tem certeza que não é uma executiva disfaçada?

- Sou apenas uma simples secretária, Sr. Suikotsu! - Kagome respondeu.

Ela não conseguia entender. Durante todos esses dias de reuniões, Suikotsu teve mudanças muito drásticas de humor: ora era muito sério, ora era muito raivoso, ora era alegre... Ele era realmente esquisito, bem como o restante dos sócios da Shichinintai.

- Não seja tão modesta, Kagome! - Inu Yasha interveio – Na realidade, Suikotsu, a Kagome tem um incrível tino para os negócios. Não é pra menos, afinal, ela terminou mais da metade do curso de administração de empresas e, tenho certeza de que se tivesse concluído o curso, seria uma concorrente muito perigosa para as nossas empresas. - ele completou.

- Isso é verdade, K-chan? - Jakotsu perguntou.

- Sim, é verdade. - respondeu um pouco tímida pela forma como Inu Yasha falara.

- E por qual motivo você deixou o curso, Srta? - foi a vez de Renkotsu se pronunciar.

- Bom, eu engravidei e tinha que trabalhar para sustentar meu filho. Então tive que desistir da faculdade. Mas pretendo retomar os estudos assim que Shippou estiver um pouco maior. - respondeu com um sorrisso.

- Quer dizer que a Srta. é mãe? - Mukotsu, um velho com cara de tarado perguntou, em tom de malícia.

- Sim, velho! - Jakotsu respondeu por ela – Ela tem um filho lindo! Eu vi a foto dele e abem , ele é... - Jakotsu ia começar um de seus infindáveis discursos, mas Mukotsu o interrompeu.

- Então, a Srta. deve ser divorciada, já que não vejo aliança.

- Não. Eu não sou divorciada, já que nunca me casei. Eu e o pai do meu filho somos apenas amigos. - afirmou Kagome olhando para Mukotsu. Ela não estava gostando nada do rumo que essa conversa estava tomando.

Percebendo isso, Inu Yasha apressou-se em dizer:

- E quando a Kagome retomar os estudos e se formar será uma das executivas mais importantes das empresas Taisho.

- Não tenha tanta certeza, Taisho! - Bankotsu disse – Quando a Srta. Higurashi se formar , irá receber uma proposta irrecusável da Shichinintai! - completou levantando sua taça em sinal de triunfo.

- Não importa que a proposta seja irrecusável, ela a recusará! - Inu Yasha imitou o gesto do novo sócio.

- Acontece que... - Bankotsu estava disposto a continuar com a discussão, porém Jakotsu se pronunciou.

- Vocês não acham que é melhor que a K-chan decida qual proposta ela vai aceitar quando ela se formar? Parem de decidir as coisas pela K-chan!

Alguns dos que estavam à mesa apenas riram da demonstração de ciúmes por não estar sendo o centro das atenções, enquanto Kagome apenas se mantinha quieta, observando tudo como uma mera espectadora.

- De qualquer forma, Jakotsu está correto. A Srta. Higurashi tem que tomar as próprias decisões. - Bankotsu falou, erguendo-se da cadeira onde estava sentado – E, pra começar, a Srta. pode decidir se quer ou não dançar comigo!

Kagome não podia recusar o convite. Seria uma desfeita com o novo sócio do seu chefe. Embora quisesse que Inu Yasha a tivesse convidado para dançar ao invés de Bakotsu. Então aceitou a mão que lhe era estendida e foi para a pista de dança com Bankotsu.

Inu Yasha não gostou muito da atitude de Bankotsu, mas não podia culpá-lo por querer dançar com uma mulher como Kagome, afinal, ele mesmo queria!

Sem poder fazer nada, apenas ficou observando a mulher que beijara a apenas algumas horas, imaginando ser ele no lugar do novo sócio, seu corpo colado ao de Kagome ao som da música lenta, seus rostos tão próximos que podia sentir o hálito fresco de sua linda secretária, enquanto se aproximavam para um beijo apaixonado...

- Se quiser, eu danço com você, Inuzinho! - Jakotsu disse em um tom que só ele pudesse ouvir.

- Do que você está falando? - disse Inu Yasha um pouco irritado por ter sido tirado de seus devaneios.

- Ah, é que você estava olhando aqueles dois com uma carinha de quem queria estar lá...

O empresário nada respondeu, apenas ficou a observar sua amada, totalmente alheio a conversa que os outros ocupantes da mesa travavam.

Sem que ele se desse conta do tempo que se passara, a música que Bankotsu e Kagome dançavam acabou. Inu Yasha ficou muito feliz. Kagome voltaria para seu lado e deixaria de ser um alvo fácil para as mãos de Bankotsu, que, na mente de Inu Yasha, não parava de tentar agarrar a secretária. Mas, sua felicidade foi bruscamente interrompida quando viu Suikotsu se aproximando deles e tirando a secretária para dançar. Ela, aceitou prontamente o convite. Ele novamente não gostou muito, porém permaneceu no seu lugar, afinal, Sangô havia dito uma vez que Kagome adorava dançar. Fato que ele próprio comprovara nas vezes que foram juntos a boate.

O empresário ficou desolado, mas não podia fazer nada. Oficialmente, não tinha nada com sua secretária, além disso, ela estava tentando não ser indelicada com os novos sócios.

- A Kagome dança muito bem! - Bankotsu elogiou a secretária enquanto retomava seu lugar à mesa.

-"Kagome?! Que intimidade é essa?" - Inu Yasha pensou, arqueando uma sobrancelha.

- E, antes que pergunte o porque de tanta intimidade, ela me pediu para chamá-la assim! - Bakotsu riu da cara de espanto que Inu Yasha fez – Você é um homem de sorte, Inu Yasha! - disse ainda rindo, dando alguns tapinhas no ombro do outro.

Inu Yasha por sua vez, voltou a olhar Kagome na pista de dança com Suikotsu, e por fim, concluiu:

- É, sou sim!

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Inu Yasha estava realmente entediado. Não aguentava mais ver Kagome dançando com outros homens!

Um por um, Kyokotsu, Mukotsu, Ginkotsu, Renkotsu e até Jakotsu tiraram Kagome para dançar. Ela estava agora dançando com o último, ao som de uma alegre música.

O empresário até tentou se levantar antes deles, mas não conseguiu. Eles estavam sempre um passo à frente dele.

E o pior, é que sempre voltavam da pista de dança elogiando Kagome e com caras de bobo, e Inu Yasha podia jurar que os via tentando passar a mão onde não deviam, ou tentando beijar Kagome a força enquanto dançavam, mas ela parecia nem perceber.

Ao contrário de seu chefe, que parecia mais nervoso e angustiado a cada dança, Kagome parecia estar gostando, principalmente da dança com Jakotsu que, com seu jeito, conseguia transformar até uma simples dança em um show à parte.

- Por que quis dançar comigo, Jakotsu? - Kagome perguntou enquanto ainda dançavam – Achei que fosse preferir o Inu Yasha!

- Mas é claro que prefiro! - disse – Mas eu sei que ele nunca ia aceitar dançar comigo! - completou com uma expressão de tristeza – Mas você é ótima dançarina e, como não tem ninguém que valha a pena aqui a não ser o Inuzinho, o meu irmão Bankotsu e o meu primo Suikotsu, que procuram manter o máximo de distância possível de mim, eu não ia perder a minha única chance de diversão.

Kagome riu do comentário, enquanto Jakotsu a fazia dar mais um giro.

Quando a música estava para acabar, Inu Yasha apressou-se em levantar e dizer:

- Com licença, Srs. Acho que agora é minha vez!

E caminhou para a pista de dança.

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Quando a música terminou, Jakotsu e Kagome ficaram a aplaudir a orquestra. (N/A: eu já tinha mencionado que tinha uma orquestra no restaurante? XD)

- Com licença?

Os dois se viraram ao ouvir a voz de Inu Yasha, que estava atras deles.

- Será que os meus olhinhos estão me enganado? - Jakotsu perguntou, com os olhos brilhando de emoção (8.8) – Meu Inuzinho veio me tirar para dançar? - completou se jogando em cima do empresário.

Porém, Inu Yasha desviou fazendo com que o outro quase desse de cara no chão.

- Na verdade, - ele disse – eu vim tirar a minha secretária para dançar. - ele enfatizou bem a aplavra minha, enquanto a olhava intensamente, sendo correspondido da mesma maneira, e estendendo a mão, completou – Me daria essa honra, Kagome?

- Claro! - respondeu com um lindo sorriso, aceitando a mão dele.

- Já vi que eu tô sobrando! - Jakotsu falou, cruzando os braços e se virando para voltar à mesa.

A orquestra voltou a tocar, só que agora uma música lenta, o que foi muito apreciado pelo casal.

- Está cansada? - Inu Yasha perguntou, aproximando mais seus corpos. - Se quiser, podemos voltar para a mesa, afinal, você já dançou muito hoje!

- Não se preocupe! - ela disse com voz suave, aninhando a cabeça no peito forte de seu chefe – Eu adoro dançar! "Além disso, não iria te negar uma dança!" - concluiu em pensamento.

- Deu pra perceber que você gosta de dançar. Afinal, suportou todos aqueles caras dando em cima de você!

- Dando em cima de mim? Quando?

- Ora, quando estavam dançando! - ele fechou a cara – Não percebeu? - com o gesto negativo dela, que havia voltado a olhá-lo, ele continuou – Kagome, eles ficavam se esfregando em você e tentavam passar a mão... em lugares que não deviam.

- Do que você está falando?

- Não se faça de sonsa! Ele estavam tentando até te beijar! Principalmente o Bankotsu! Eles estão até te chamando pelo primeiro nome!

- Inu Yasha, você também me chama pelo primeiro nome!

- ... Sim, mas é... é... é diferente!

- Eles não estavam dando em cima de mim!

- Como não?! Eu vi!

- Inu Yasha, cada um deles foi mais educado que o outro! Foema todos muito gentis! Você deve estar imaginando coisas! - completou com uma risada.

- Tem certeza? - ele perguntou desconfiado, depois de um tempo em silêncio.

- Claro que tenho certeza?

Inu Yasha coontinuou de cara fechada, fazendo com que Kagome tivesse que se segurar para não rir dele. Era inacreditável, mas Inu Yasha estava com ciúmes! Essa era realmente uma sensaçãoi muito boa! Kagome voltou a encostar a cabeça no peito dele e fechou os olhos, apenas curtindo o momento.

- Kagome? - ele novamente a chamou – Será que você poderia me dar a sua resposta agora?

Ela abriu os olhos e o olhou atentamente, já sentindo o corpo se tornar tenso.

- N-Não acha que é melhor... esperarmos até o fim do jantar?

O empresário olhou em direção à mesa, e sorriu abertamente. Kagome, ficou um pouco intrigada e olhou na mesma direção.

Viu que, os homens que os acompanharam durante o jantar estavam simplesmente indo embora.

Percebendo que o casal os observava, Bankotsu apenas fez um sinal para os dois, e Jakotsu deu um tchauzinho.

Os outros, que já estavam na saída do restaurante, apenas os olharam sorrindo.

- Bom, eu acho que o jantar já acabou! - Inu Yasha susurrou no ouvido de Kagome, fazendo-a se arrepiar – Então, será que você pode me responder agora?

O coração dela batia forte e sua respiração estava ofegante. Estava tão nervosa quato Inu Yasha.

Kagome, então, olhou no fundo dos olhos de seu chefe, lembrando-se das palavras de Sangô ao telefone.

"- Ora, é só deixar rolar!"

sorriu ao lembrar-se da sensação que o beijo que haviam trocado a fez sentir e não mais resistindo, disse:

- Você tem quantas chances quiser!

Inu Yasha apenas sorriu, sentindo toda a tensão entre os dois se dissipar. Foi aproximando seus rostos mais e mais, até que se encontraram em mais um beijo apaixonado. Um beijo sem pressa, lento e demorado, dando aos dois tempo e confiança para explorarem a boca um do outro.

Quando se separaram, Inu Yasha acariciou o rosto da sua amada. Mal podia acreditar que finalmente estavam juntos!

Ele, então, lembrou-se das palavras de Myouga no aeroporto:

"- Cuide bem dela!"

E disse:

- Eu prometo, Kagome, que nada nem ninguém vai nos separar! E eu vou estar sempre ao seu lado! Eu vou sempre cuidar de você!

Ela sorriu em resposta e os dois ficaram alé, dançando e trocando beijos e carícias poe muito tempo.

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Já eram duas da manhã e os dois ainda dançavam. Estavam tão felizes que nem se deram conta de que era tão tarde, até que Kagome olhou ao redor e viu que restavam poucas pessoas alí.

- Inu Yasha, que horas são? - ela perguntou.

Ele a girou e abraçou por trás, olhou para o relógio de pulso, sem deixar de dançar.

- Já passa das duas da manhã. - respondeu calmamente.

- Duas da manhã?! - ela quase gritou – Já é muito tarde, Inu Yasha!

- Porque, Kagome? Não está gostando?

- É claro que estou gostando! Mas o nosso vôo sai às 9h da manhã! - ela rspondeu parando de dançar e começando a puxá-lo para fora da pista de dança – Vem. É melhor irmos dormir.

- Ah, não, Kagome! Eu quero ficar mais com você! - novamente a abraçou, beijando-lhe o rosto.

- Inu Yasha, nós vamos ter muito tempo pra ficarmos juntos, mas por enquanto, nós precisamos dormir! - ela se soltou, voltando a puxá-lo.

Quando entraram no elevador, ele novamente a abraçou por trás e sussurrou em seu ouvido, dando também leves mordiscadas.

- Então, será que eu posso dormir no seu quarto? Na sua cama? Com você?

Kagome estava toda derretida. Era tão bom sentir-se daquela forma! Mas tentou ser racional e respondeu com voz mole:

- Inu Yasha, nós estamos juntos a mais ou menos 4 horas! Você não acha que é muito cedo?

- "Droga! Me precipitei de novo!" - ele pensou enquanto via as portas do elevador se abrirem no andar em que estavam hospedados.

Eles foram caminhando de mãos dadas até chegarem em frente aos seus quartos. Lá, ficarma de frente um para o outro por algum tempo, apenas se olhando.

- Boa noite, então. - Kagome quebrou o silêncio, virando-se para entrar.

- Não esqueceu de nada? - Inu Yasha perguntou.

- De que? - ela virou-se mais uma vez para ele.

- Disso.

Inu Yasha a prensou contra a porta do quarto dela e a beijou apaixonadamente. Um beijo semelhante ao que trocaram no carro, cheio de necessidade um do outro. As nãos dele passeavam pelos braços e pela cintura de Kagome, enquanto as mãos dela estavam explorando o peitoral definido dele por sobre o tecido da camisa que ele usava.

Ambos tinham medo de aprofundar mais as carícias. Inu Yasha não queria que Kagome pensasse que ele era um tarado que só pensava em sexo. Por mais que a desejasse, esperaria até que ela tivesse confiança nele. Já Kagome não queria que Inu Yasha pensasse que ela era uma mulher fácil que vai pra cama com qualqer um. Mas nenhum dos dois conseguiria negar o quanto desejava o outro.

Separaram-se ofegantes, com uma vontade imensa de continuar com isso do outro lado daquela porta.

- Me desculpe! - Kagome disse ainda ofetante – Vou tentar não esquecer mais.

- Boa menina!

Por mais que relutasse, Inu Yasha se viu obrigado a afastar-se de Kagome para que ela pudesse entrar no quarto.

Ela pegou a chave e se virou para abrir a porta, mas antes de fazê-lo, parou e pensou:

- "Eu estou sendo racional de mais!"

Então, olhou para Inu Yasha e disse com um tom de voz bastante sensual:

- Bem, nós teremos que estar no aeroporto às 8h para podermos acertar os últimos detalhes do embarque, portanto, sugiro levantarmos no máximos às 6h para que possamos fazer as malas e fecharmos a conta do gotel. Porém, levando em consideração o horário já adiantado, ñ teremos muito tempo para dormir, mas poderemos compensar o sono no avião, já que se trata de um vôo de 5h.

- 5h de vôo, certo? Eu acho que é tempo o suficiente.

- Boa noite!

- Boa noite, Kagome!

Depois disso ela entrou no quarto, mas não sem antes lançar um último olhar para o chefe, que imediatamente entendeu a mensagem.

Inu Yasha esperou alguns segundos depois que Kagome fechou a porta. Foi se aproximando devagar, e colocou a mão na maçaneta.

- "Espero que eu não tenha entendido mal!"

Girou a maçaneta e constatou que essa estava destrancada. Notou também que as luzes estavam apagadas, apenas os abajures que ficavam de cada lado da cama estavam acesos. Ele pode perceber uma silhueta feminina, em pé, parada de costas para ele.

Fechou a porta e a trancou. Foi então se aproximando dela lentamente, sem dizer uma só palavra. O único som que se ouvia no cômodo era o som da respiração acelerada dos dois. Só parou de andar quando seus corpos estavam colados, ela de costas para ele.

Kagome estava muito nervosa, e a situação não melhorou quando sentiu a respiração acelerada de Inu Yasha em seu pescoço.

Ele calmamente colocou suas mãos nos ombros dela, acariciando-os, enquanto aproximava sua boca do pescoço dela, lambendo-o delicadamente.

Kagome não resistiu, e gemeu como toque, deixando o momento ainda mais excitante.

Inu Yasha sentiu-se mais confiante e , então, escorregado suas mãos pelos braços dela, até alcançar sua cintura, a qual acariciou demoradamente, enquanto mordiscava o lóbulo de sua orelha, a enlouquecendo.

Kagome por sua vez, colocou uma mão na nuca de Inu Yasha, incitando-o a continuar a deliciosa carícia, enquanto a outra repousava sobre uma das mãos dele em sua cintura.

Ambos já estavam loucos de desejo, então ele a virou de frente e possuiu seus lábios de forma avassaladora, fazendo com que as pernas da secretária fraquejassem. Porém, ele a amparou, abrçando-a pela cintura com um dos braços, enquanto a outra mão estava em sua nuca.

Se separaram, mas não por muito tempo.

Ele novamente a beijou, só que, dessa vez, com mais calma. Enquanto ainda se beijavam, a pegou em seus braços e foi com ela para a lateral da cama, sentando-a se ajoelhou de frente à ela e começou a beijar-lhe o pescoço, a levando a loucura.

- Você quer mesmo fazer isso, Kagome? - ele perguntou, passando a olhar em seus olhos – Por que, se você não quiser, eu posso esperar até que você se sinta pron...

- Não há momwnto melhor que agora pra mim! - ela o interrompeu, segurando seu rosto entre as mãos.

Inu Yasha sorriu e tirou as mãos de Kagome de seu rosto, começou a escorregar as próprias mãos pelas pernas dela, até encontrar as fivelas que prendiam as snadálias de salto que ela usava.

Com a destreza que apenas um amante experiente tem, ele apoiou o pé direito de Kagome em seu joelho, e começou a abrir a fivela, sem desviar o olhar do rosto da secretária. Depois de ter tirado a primeira sandália, fez o mesmo com a segunda. Quando terminou de tirá-la, elevou o pé esquerdo da moça a uma altura razoável, e começpu a beijá-lo e acariciá-lo.

Continuou o processo, enquanto subia pela perna dela, que havia fechado os olhos para aproveitar melhor a sensação. Foi beijando toda extensão da perna de Kagome, até que chegou ao joelho. Tirou o próprio paletó, juntamente com os sapatos e meias. Se pôs de joelhos, ficando assim, na mesma altura que ela. Possuiu novamente seus lábios, mas dessa vez, por um breve momento. Deixou-os, passando os láabios pelo pescoço e fixando-os no colo de Kagome, exposto pelo decote do vestido.

Beijava e lambia demoradamente o colo e o vale que se formava entre os seios da garota, que segurava firme os cabelos dele, incitando-o.

Inu Yasha voltou para os lábios dela, passando a acariciar um dos seios dela com a mão, por cima do tecido. Ela apenas gemia, ansiando por mais.

Ele parou com a carícia, deixando-a um pouco frustrada. Passou novamente a olhar em seus olhos, enquato suas mãos procuravam o zíper do vestido dela. Quando o encontrou, desceu-o, lentamente, fazendo com que seus dedos deslizassem pela pele macia de Kagome, causando arrepios nos dois.

Quando terminou de descer o zíper, começou a tirar o vestido de forma sedutora, tirando o tecido de cima dos ombros com as mãos, levando junto as alças do soutien e deixando trilhas de beijos por toda a extensão da pele.

O empresário terminou de descer o vestido até a cintura de Kagome, e logo após, começou a beijar-lhe novamente o colo, enquanto procurava pelo fecho da peça íntima. Depois de retirá-la, apossou-se de um dos seios de Kagome, enquanto a fazia deitar-se na cama. Deitou-se por cima dela durante um momento, mas logo levantou-se para terminar de tirar o vestido da secretária, para poser apreciar o corpo nú dela. Colocou-se em cima das pernas dela, com um joelho de cada lado, passou a escorregar o vestido para baixo, lentamente, revelando aos poucos o umbigo, o quadril, as coxas e pernas dela. Inu Yasha quase babou diante daquela visão.

Aproveitando que o chefe estava abobado, Kagome inverteu as posições, deitando-o na cama, e colocando-se por cima dele. Inu Yasha não estava esperando por isso, mas não pode negar que gostou muito de sentir Kagome sentada sobre seu membro, que já estava latejando de desejo.

A secretária se curvou sobre ele, beijando-lhe o pescoço, enquanto abria os botões da camisa dele, aproveitando para acariciar o peitoral definido do chefe. À medida que abria os botões, desceu os lábios para o local em que antes suas mãos estavam, lambendo e beijando. Inu Yasha gemeu alto quando a sentiu morder um de seus mamilos.

Ela terminou de tirar a camisa dele e fez uma trilha de beijos até o umbigo, ficando por lá, enquanto tirava o cinto e abria a calça de Inu Yasha, na intenção de provocá-lo um pouco mais.

Porém, ela só conseguiu abrir a calça, pois ele nivamente inverteu as posições, ficando por cima dela. Apossou-se novamente dos lábios dela, deixando que suas mãos passeassen livremente pelo corpo de Kagome que soltava gemidos abafados pelo beijo.

Inu Yasha foi descendo suas mãos pelo corpo dela, até encontrar a calcinha dela. Passou, então, a acariciar seu sexo por cima desta, constatando que Kagome estava tão excitada quanto ele, e levando-a a loucura.

Tirou a calcinha dela e também sua calça e cueca, encaixando seus corpos, dando início a penetração.

Aos poucos, os movimentos que se iniciaram lentos, ficavam mais rápidos, e Inu Yasha ia aumentando a força das estocadas, à medida que ouvia Kagome gemer e gritar seu nome, entrando em êxtase.

Não demorou muito para que os dois atingissem juntos o clímax, chegando às nuvens.

Depois de tanto prazer, Inu Yasha deitou-se ao lado de Kagome, ambos com a respiração acelerada e com os corpos satisfeitos. Ele a abraçou e beijou-lhe a fronte.

- Você não faz idéia do quanto eu esperi por isso! - ele comentou olhando nos olhos de Kagome.

- Ah, faço sim! - ela respondeu sorrindo – Afinal, esperei tanto quanto você!

- Eu sou o homem mais feliz do mundo!

- E eu a mulher mais feliz do mundo!

Ele novamente beijoulhe a fronte e, aninhou-a em seus braços. Dormiram assim, felizes por saber que não precisavam mais sonhar com o amor um do outro, pois esse amor já era uma realidade.

CONTINUA...

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Oi, gente!

Me desculpem por ter a cara de pau de demorar tanto tempo assim pra postar um mísero capítulo! É que aconteceram tantas coisas, que ñ vale nem a pena comentar!

Ms aqui está o capítulo 8 bem grande, e como deu pra notar, com hentai! Ñ sei se ficou bom, mas lembrem-se q foi o 1º hentai q eu escrevi, embora eu já tenha lido muitos, o q me ajudou bastante!

Muito obrigada a todos q comentaram e deixaram sua opinião na enquete!

Meus mais sinceros agradecimentos a:

Bii ( Vc ñ deixou o e-mail p eu responder seu coment! T.T ms tudo bem! Bom, agora vc ñ pode reclamar, tá ai! ele teve a chace q vc queria e aproveitou a valer! Mto obrigada pela review!!! Bjks!),manu higurashi, mk-chan160, Agome chan, Anita (Vc tbm ñ deixou e-mail! T.T ms agradeço por ter deixado seu comentário! Caraca! vc leu tudo de uma vez? qta coragem! Mto obrigado pelos elogios. é sempre bom saber q tem alguém q gosta das besterias q a gente escreve. Obrigada tbm por opinar! Kissus!)Gheisinha Kinomoto, Algum ser, naninhachanThata chan, Aline (aebdp), Uchiha LaraSacerdotiza, Aline (enilacm), Cosette, (Mais uma q ñ deixou e-mail! T.T Será que é complô? Ms os seus elogios compensam, e muito! Vlw msm por todos os elogios! fkei mto feliz ao ler seu comentário! E obrigada tbm por deixar sua colaboração com a enquete! Espero q tenha gostado do hentai! Bjs!)littledark, Leila, kagome universe.

É por causa de vcs e dos seus comentários q eu tenho força e inspiração para prosseguir escrevendo! Domo Arigatou!

Galera, se eu esqueci de alguém, please, me perdoem!!!

Em fim, a estória q eu realmente quero explorar nessa fic vai começar pra valer no próximo capítulo, portanto ñ deixem de conferir!

Mto obrigada pelo carinho de todos!!!!

Pyta-chan .

P.S.: AGORA EU TENHO MSN, PORTANTO, QM QUISER CONVERSRAR, É SÓ IR NO MEU PROFILE E PEGAR O ENDEREÇO! (EMBORA EU Ñ ESTEJA 24H ON-LINE, VOU ADORAR CONVERSAR COM V6!)