Após o beijo, um silêncio confortável se formou no quarto. Jared não chegou a enxergar tudo colorido, foi apenas por um instante, mas ele conseguiu ver o verde dos olhos de Jensen e estava hipnotizado pela beleza daqueles olhos. Ele estava se conectando cada vez mais com aquele mundo, estava ficando mais presente naquela realidade. Pela primeira vez Jared entendeu que aquilo não era um sonho. Ele jamais via cor em seus sonhos. Realmente estou aqui, de alguma forma mágica, estou mesmo aqui... Jared pensou.
Jensen estava tão imerso nas sensações que acabara de sentir que não conseguia articular nenhum pensamento. Ele não pensava em nada, apenas sentia. O gosto da boca de Jared, a textura dos lábios dele, o coração que batia num ritmo diferente, era como se seu coração batesse ao ritmo de Summertime, do Charlie Parker.
Jensen não disse nada, apenas se afastou de Jared e foi deitar-se em sua cama. Jared respeitava Jensen, sabia que qualquer movimento mais brusco poderia afasta-lo dele, então cada um foi em direção a sua própria cama, em silêncio. Eles se entendiam sem precisar usar palavras.
Jensen deitou-se e sentiu frio. Sentiu falta do calor que emanava de Jared. Ele virou-se de costas para a cama onde Jared estava deitado, que ficava ao lado da sua. Fechou os olhos, mas não conseguia dormir. Frio. Ele começou a tremer de frio, mas não estava frio no quarto, estava até calor naquele dia. Mas o frio que ele sentia era da distância do corpo de Jared. Mesmo que fosse uma distância de 2 metros, parecia que eles estavam à milhas de distância, a uma vida de distância.
Jared viu que Jensen tremia. Ele também sentiu um calafrio, mas era diferente do frio que Jensen sentia, porque ele estava ali apenas em espírito. Seu corpo não estava lá, não completamente, mas não era necessário que estivesse. A força que o ligava a Jensen estava fazendo ele se materializar naquele mundo. Por isso ele enxergou a cor dos olhos de Jensen. Quando eles se beijaram, Jared esteve completamente naquele mundo. De corpo e alma.
Sem pensar duas vezes, Jared levantou-se de sua cama e foi em direção à cama de Jensen. Era uma cama de solteiro, mas grande. Ele deitou-se nela e abraçou Jensen, por trás, e ele imediatamente parou de tremer. Fecharam os olhos, e dormiram.
2012
O Dr. Collins estava confuso. Jensen deveria ter tido alta pelo menos 2 dias após sua internação, mas não foi o que aconteceu. Já havia passado 1 semana e ele ainda estava lá, pois sua pressão estava alta.
- Pressão arterial 19/10
Misha estava um pouco assustado. Jensen nunca havia tido problemas de pressão alta, apesar de todos seus problemas de saúde. Deve ser por conta do trauma que ele passou Misha pensou.
Mrs. Alice dormiu no hospital durante os 2 primeiros dias em que Jensen esteve internado, apesar dos protestos dele. Ela era sua única família, desde a morte do pai dele, Alan Ackles, sobrinho neto de Jensen Ackles, a quem ele homenageou batizando o filho com o mesmo nome, em homenagem a sua mãe Mackenzie Ackles, que amava muito ao irmão mais velho.
Alice sabia que os nomes iguais não eram coincidência, ela sabia que eles eram a mesma alma. Ele sentiu isso ao pega-lo no colo e olhar em seus olhos quando ele ainda era um bebê. Aqueles olhos verdes, cheios de ternura, pertenciam a apenas uma alma. Era Jensen que havia voltado. E ela o amava imensamente.
Como ela já estava com mais de 70 anos, Misha insistiu para que Alice fosse pra casa, dormir numa cama mais confortável. Ele prometeu pra ela que dormiria com Jensen todas as noites, que não o deixaria sozinho. Ela aceitou, mas todos os dias pela manhã já estava no hospital, e só ia embora a tarde, protestando.
Jensen estava mais magro e mais pálido. E calado. Ele mal respondia as perguntas que lhe eram feitas, e ficava metade do tempo mudo. Comia pouco, e quando comia era forçado e sob as ameaças de Alice e Misha.
Mas naquele dia algo mudou no quadro de Jensen. E pra pior. Ele estava febril, 37º, com a pressão alta, e Misha estava preocupado. Era pra ele estar melhor, e agora estava com febre?
-Ei amigo, como está se sentindo? Sua temperatura está subindo, mas não encontro nada, nenhuma infecção, nada que poderia estar causando este aumento de temperatura.
- Eu não sei...eu...estou me sentindo estranho. Tenho medo. – respondeu Jensen, quase que num sussurro.
-Medo? Do que? – agora Misha estava apavorado.
-Não sei... eu só sinto medo...- as lágrimas começaram a descer pelo rosto de Jensen.
-Escute, Alec não vai te atacar novamente, eu prometo que não vou deixar, nem que eu tenha que ser seu segurança 24 horas por dia.
-Não é dele que tenho medo... eu...
-O que foi Jen?
-Me deixe descansar, por favor. Estou cansando.
Misha o deixou sozinho. Ele estava muito preocupado, Jensen estava distante, triste. E isso estava influenciando na saúde dele. Ele nunca o tinha visto tão pra baixo, tão deprimido. Jensen sempre fora deprimido, mas desta vez estava pior. E Misha também sentiu medo.
Zachary Levi ia todos os dias visitar Jared no hospital. Ele era um bom amigo. Sempre lia o jornal do dia para ele, ou contava alguma fofoca que acontecia na escola. Até a barba de Jared ele fazia. Ele se sentia como um irmão pra ele. Chad e Brian também iam, e até Genevieve apareceu para ver como estava seu ex-namorado.
Zach não perdia as esperanças de que Jared iria melhorar. Mas ele não esperava ouvir as seguintes palavras do Dr. Collins aquela manhã:
-Jared teve febre esta noite, e uma taquicardia também.
-Sim...e isto significa o que? Ele está piorando? – Zach já começava a chorar.
-Na verdade, não podemos dizer ao certo. A boa notícia é que a febre não foi causada por nenhuma infecção. E também já foi controlada. Outra coisa é o inchaço na cabeça dele, também diminuiu e ele já respira sozinho. Porém ele continua em coma, o que de certa forma é estranho.
-Estranho como? – Zach estava tenso e confuso.
-Estranho porque clinicamente ele está bem. Nenhuma infecção, nenhum inchaço na cabeça, os sinais vitais dele estão normais, logo, já era pra ele ter acordado. E de repente ele teve esta febre... – Misha estava tão confuso que havia deixado isto transparecer em seu rosto. Ele nunca deixava os familiares de seus pacientes notarem que ele estava confuso. Mas este caso, juntamente com o de Jensen era uma incógnita.
-Mas ele vai acordar, né?
Misha estava tão perdido em seus pensamentos que se assustou com a pergunta de Zach.
-Estamos fazendo de tudo para ajuda-lo, mas acredito que agora só dependa dele. – Misha suspirou- vamos acompanhar a evolução do quadro e torcer para que ele não tenha mais febre.
Misha saiu do quarto com um aperto no peito. Ele estava sensibilizado com o caso de Jared, e com pena de Zach. Ele já havia aprendido a controlar suas emoções, mas este caso estava mexendo muito com ele.
Zach ficou no quarto, perdido, triste e agoniado. Olhou para Jared, que parecia dormir em paz na cama e disse:
-Continue lutando, amigo.
1945
Jared foi o primeiro a acordar. Ele sorriu ao sentir a respiração calma e lenta de Jensen, que ainda dormia e estava agora virado de frente pra ele, com a cabeça em seu pescoço, lábios entreabertos e Jared podia jurar que ele estava sorrindo.
Delicadamente, Jared se soltou dele e levantou-se. Ele teve a sensação de que Jensen não ficaria muito a vontade ao acordar e perceber que havia se virado na cama. Ele era muito reservado e tímido. Jared não queria apressar as coisas, não queria constranger o outro e tampouco queria estragar o que tinha sido uma noite mágica. Ele saiu do quarto e foi até o banheiro para fazer sua higiene pessoal.
Jensen acordou e sentiu aquele frio novamente. Será que ele foi embora? Será que ele não gostou do beijo de ontem? O beijo de ontem. O que eu estava pensando? Meu Deus, foi tão bom, mas e agora? Ele é um homem, é pecado! O que as pessoas vão pensar? E meus pais? Se bem que meus pais mal falam comigo... mas e a Kenzie? Ela vai ficar decepcionada ao ter um irmão...como eu... mas, eu não posso deixa-lo ir, eu...eu... o amo!
Jensen estava à beira de uma crise nervosa e seus pensamentos o estavam deixando confuso. Não era nada aceitável o relacionamento entre dois homens na década de 40. Na verdade, Jensen nem sabia se isso existia. Ele era muito ingênuo e fora criado por militares. Já se achava menos homem por não ter servido na guerra e agora isso? Mas em contrapartida, ele nunca havia se sentindo tão feliz, tão completo, como se sentiu ontem durante aquele beijo. Ele resolveu sair um pouco sozinho, pra espairecer, para ordenar suas ideias.
Jared estava na cozinha tomando café. Hoje, pela primeira vez, ele acordou com fome. Ele comia todos os dias, mas não sentia fome. Por algum motivo, hoje ele acordou com bastante apetite.
Enquanto tomava seu café, Jared pensava na noite de ontem. Pensava em como seu coração bateu de maneira diferente durante o beijo, pensava no gosto dos lábios de Jensen, pensava na cor dos olhos dele. Verdes, tão lindos, tão intensos. O que será que isso significa? Porque será que consegui ver a cor dos olhos dele? Jared estava tão imerso em seus pensamentos que não notou que Jensen estava na porta da cozinha, olhando para ele. Mrs. Margareth também estava na cozinha, e ela sabia que algo muito importante havia acontecido na noite passada, mas foi discreta e não perguntou nada.
- Eu vou dar uma volta... – Jensen disse, olhando diretamente para Jared.
- Ok... você está bem? – Jared estava tenso agora.
-Sim, só preciso...só preciso andar um pouco. Já volto.
Dizendo isto, Jensen saiu, sem saber ao certo para onde iria.
Alec sentia o gosto de sangue na boca, sua cabeça e abdômen doíam. Ele acordou na beira da estrada, jogado em meio à vegetação. E mesmo zonzo o desejo de vingança ainda estava latente em sua mente. Vou me vingar daquela corja de negros imundos! Jensen vai me pagar por sua traição! A imagem de Jensen e Jared juntos e se olhando daquele jeito apaixonado não saia da mente de Alec. Ele levantou-se com dificuldade, e foi até sua casa, murmurando coisas sem sentido.
Ódio era o único sentimento que Alec sentia. Aos trancos e barrancos ele havia conseguido chegar a sua casa e teve um ataque histérico. Começou a gritar, jurando que se vingaria principalmente daquele maldito que havia roubado Jensen dele. Ele iria dar um fim nele, ele sabia que aqueles olhares transpareciam mais do que amizade. E ele iria fazer isto acabar, porque Jensen era seu, apenas seu.
Jensen andava pelas ruas, sem rumo, apenas deixando seu coração o guiar. Ele sorria ao lembrar-se do sorriso de Jared e das conversas que havia tido com o outro. Era tão fácil estar perto dele, ele era um homem maravilhoso, inteligente e doce. Mas era mais do que isso. Ele era especial, principalmente para Jensen. Mas apesar disso, Jensen estava com um pé atrás. Ele era muito inseguro, tinha medo do que as pessoas poderiam falar e até mesmo fazer com eles se descobrissem.
Ele nem notou que estava perto da loja de Chris. Era domingo, então a loja estava fechada. Jensen estava tão distraído que não percebeu que estava sendo observado por um homem que só tinha ódio e um desejo doentio por ele. De repente ele foi surpreendido por um garoto que lhe entregou um bilhete e saiu correndo. Jensen então abriu o bilhete e começou a lê-lo:
Vê-lo ontem na companhia de outro homem me chateou bastante. Peço que se afaste dele, pois não quero machucar ninguém, mas só eu posso te fazer feliz. Me dê uma chance e vou lhe provar que é a mim que você deve amar.
Esses negros e esse cara com quem você esta andando, não irão me afastar de você Jensen. Mas se alguém se atrever a nos separar, não pensarei duas vezes em tirar do meu caminho.
Com amor, A.
Sentindo muita falta de ar, Jensen corria de volta pra casa, sentindo seu corpo doer e a cabeça girar. Ele estava ofegante, e fraco e quando já estava quase chegando, avistou Chris. Com seu último folego, gritou o nome do outro, antes de cair no chão, quase sem sentidos.
Chris sentiu seu coração bater forte e não pensou duas vezes, correu na direção de Jensen que já estava praticamente sem sentidos. Chris o pegou nos braços e o levou em direção a casa. Mrs. Margareth sentiu um aperto no peito e abriu a porta no momento exato em que Chris entrou com Jensen nos braços. Jacob e Jared haviam ido até o mercado. Na verdade Jared esperava encontrar Jensen pelo caminho, e estava preocupado com o outro.
- Chris, coloque Jensen deitado na cama dele.
Ao coloca-lo na cama, Chris se sentou de um lado e Mrs. Margareth do outro.
-Vamos querido, se acalme, por favor. Feche os olhos e respire fundo. Está tudo bem, você está seguro aqui conosco.
-J-Jar...Jared... – Jensen falava o nome do outro, ofegante.
-Ele foi com Jacob até o mercado, daqui a pouco estará aqui. – Chris disse.
Isto o deixou mais agitado. Um medo terrível de que algo ruim poderia acontecer a Jared e a Jacob invandiu o peito de Jensen, e ele começou a chorar. A única coisa que ele conseguiu fazer foi entregar o bilhete para Chris que o leu em voz alta.
Um arrepio percorreu a espinha de Chris. Ele sabia que aquele cara queria o mal de Jensen e Jared, e ele sentia medo dele, mas não sabia bem o porquê. Ele estava aflito e entendia bem o desespero de Jensen.
-Não...quero...que...que...ninguém se...machuque... Jay... – Jensen estava ofegante e muito nervoso.
Mrs. Margareth lhe entregou sua bombinha de ar, para ajuda-lo a controlar a asma. Ele tremia muito, então Chris a segurou para ele, apesar de também estar tremendo. Mama Margareth estava desesperada e cada palavra daquela carta lhe causava arrepios. A visão que ela havia tido de Jensen estava próxima a acontecer. E como eles iriam impedir? Será que conseguiriam enganar o destino? Por que o fato de Jared estar aqui era um truque do destino, então talvez as coisas pudessem ser diferentes.
-Queridos, vamos nos acalmar e tentar resolver isto da melhor forma possível, está bem? Tudo vai dar certo. – Ela estava mentindo, na verdade ela temia que tudo desse muito errado, mas tinha que acalma-los.
Jensen estava respirando melhor, mas estava tenso. Como assim resolver as coisas? As vidas das pessoas que ele amava como se fossem sua família, a vida de Jared, corriam perigo. Ele jamais iria se acalmar.
Mama o olhava como se pudesse ler seus pensamentos. Aproximou-se dele e o abraçou, dizendo em seu ouvido:
- Não se preocupe. Vamos tentar resolver isto. Viva seu amor ao máximo, aproveite cada segundo com ele. Aproveite esta segunda chance que a vida está lhe dando.
Dizendo isto, ela levantou-se e saiu do quarto. Chris continuou ao lado de Jensen, quieto. Ele sabia que alguma coisa havia acontecido, ele sabia que Jensen e Jared se amavam e ele estava feliz por eles. Jensen era seu irmão de espirito, ele faria qualquer coisa para vê-lo feliz. E o protegeria de Alec, se fosse preciso. Ele iria superar seu próprio medo, que ele não sabia que vinha de outra vida, para defender Jensen e ajuda-lo a ficar com Jared.
Lágrimas escorriam pelo rosto de Jensen no momento em que Jared entrou correndo no quarto. Mrs. Margareth havia lhe dito que Jensen havia tido um ataque de asma. Jared correu em direção ao outro. Ele sabia que algo estava errado, ele estava sentindo, e por isso pediu para Jacob voltar pra casa o mais rápido possível. Ele entrou no quarto, sentou ao lado de Jensen, segurou sua mão e encostou sua testa na testa dele. Jensen fechou os olhos e se acalmou.
-Sunshine... – Jensen sussurrou.
-Estou aqui, não vou te abandonar. – Jared respondeu.
2012
Alec havia conseguido fugir do hospital após atacar Jensen. Ele estava nervoso e ansioso por notícias do outro. Ele o amava, não queria que ele sofresse. Escondeu-se em um galpão velho que ficava na parte periférica da cidade. Ele sempre ia lá, para vender drogas. Na verdade Alec era um traficante e explorador de menores. O emprego no hospital era fachada, e ao se ver perto de Jensen ele achou o esconderijo perfeito. Mas tinha dado tudo errado agora. Ele tinha perdido a chance de ficar perto de Jensen e mostrar pra ele que eles poderiam ser felizes juntos.
Ele precisava de notícias, mas não poderia ir até o hospital, então teve uma ideia.
-EI GAROTO! – ele gritou pra um dos meninos de rua que dormiam no galpão e que ele usava para repassar as drogas em troca de comida
-Sim senhor... – o menino que tinha 6 anos, tremia, ele tinha muito medo de Alec.
-Tenho um servicinho pra você. – Alec estava drogado, havia cheirado cocaína.
-S-sim... – o menino o olhava receoso.
-Sabe onde fica o Charity Hospital?
-Sim senhor.
-Então vá até lá e descubra o que aconteceu com o Dr. Jensen Ackles, mas escute aqui, seu piralho filho da mãe – Alec o pegou pelo colarinho e aproximou seu rosto do dele – não deixem saber que fui eu quem perguntou, ENTENDEU?
-S-sim..sim senhor – O garoto tremia de medo, ele sabia muito bem como Alec ficava violento se fosse contrariado, ele mesmo já havia apanhando várias vezes.
O menino correu até o hospital. Estava ofegante. Entrou no hospital e foi até a recepção. Estava cheio naquele dia, havia acontecido um acidente envolvendo um ônibus com mais de 20 feridos, então ninguém notou o garoto maltrapilho que entrou no hospital.
Mrs. Alice estava chegando para ficar junto com Jensen, quando esbarrou no garotinho.
-Oh, minha criança, me desculpe! – ela disse carinhosamente.
-Tu-tudo bem... – ele respondeu timidamente
-Você está perdido, meu anjo? – Alice sentiu ternura por aquele garotinho de olhos azuis e cabelos negros.
- N-não...eu só...só queria saber sobre um paciente – ele se sentiu seguro pra falar com ela.
-E qual o nome dele? Eu posso perguntar na recepção.
-Jen—Jensen alguma coisa – o menino ficou nervoso, havia esquecido o sobrenome do homem a quem ele deveria procurar.
Alice sentiu um arrepio pelo corpo todo.
-Meu anjo, qual seu nome?
-Chris... meu nome é Chris.
