NomeOriginal: Un Beso Y Una Flor
Tradução: Fadinha
Betagem: Miyu-Chan
Capítulo 8
Seja rápido com a bagagem para uma longa viagem
"Ah, enfim em casa!" disse Hermione com um suspiro enquanto colocava as chaves da porta de sua casa em uma vasilha que tinha sobre uma mesa junto à porta.
Deixou sua bolsa junto à vasilha e se dirigiu à sala, para desabafar em um sofá maior.
Havia tido um dia exaustivo. Era um sábado e teve que ir trabalhar na escola. Como era perto de sua casa, Hermione havia optado por viver em sua casa ao invés de ficar no colégio durante o período escolar.
Alegrava-se de que era dezembro, porque teria um mês de descanso bom, relativamente. Precisamente, no dia anterior os estudantes foram para suas casas passar as festividades com suas famílias, e os poucos que não foram ficaram aos cuidados da diretora da escola, uma velha muito amável que lembrava-lhe imensamente Dumbledore.
Naquele sábado todos os professores tiveram que se reunir com a diretora para falar sobre o desenvolvimento dos estudantes na primeira metade do ano escolar, entregar notas, informações, recomendações, etc.
Seu descanso era relativo, já que Hermione teria que entrar uma semana antes que os estudantes chegassem para poder arrumar tudo o que aconteceria na nova metade do ano. Mas mesmo assim, descanso era descanso e ela precisava urgentemente disso. Desejava poder relaxar totalmente, e como suposto, passar um tempo com Harry.
Desde que ele havia voltado, os três amigos haviam retomado sua antiga amizade. Claro que não podiam ver-se muito, já que custava muito trabalho a Hermione aparecer e desaparecer o tempo todo em Londres, aquilo requeria uma grande quantidade de energia e ela não podia estar o tempo todo fazendo isso. De vez em quando ia visitá-los, já que Harry estava ficando com Ron enquanto conseguia instalar-se novamente no país.
A notícia de que Harry Potter havia voltado a deixar-se ver depois de mais de três anos de ausência imediatamente foi o cabeçalho principal de todos os periódicos mágicos em Londres e no resto do mundo durante as primeiras semanas. Os tablóides estavam enlouquecidos para entrevistar aquele que conseguiu derrotar o Lorde das Trevas e livrá-los da miséria.
Harry ainda era bastante reservado, e só havia trocado algumas poucas palavras com alguns jornais. "Vão à ! Não estão entendendo? Deixem-me em paz!". Negava-se a falar com eles, por causa das experiências ruins que teve em sua juventude com os meio públicos. Depois desse ocorrido, e de muitas semanas de insistência, os jornais haviam por fim deixando-o em paz. Claro que as reações das pessoas eram um caso à parte.
Quando caminhava pela rua, as pessoas o ficavam olhando descaradamente e murmurando entre si. E agora era mais fácil reconhecê-lo do que quando tinha apenas a cicatriz. Sua palidez o fazia sobressair entre a massa de pessoas, porque em toda a cidade não havia alguém tão branco como ele, e era sério. A princípio, enquanto caminhava pelas ruas era difícil para Harry manter-se tranqüilo sem gritar a todos que ele não era um animal de exibição, mas com o tempo se acostumou, e os ignorava, tanto para seu bem como para o bem deles.
Hermione só ia passar um ou outro fim de semana com seus amigos, e, mais do que com ambos, tratava de passá-los com Harry.
Através de todos esses anos; e tudo o que havia vivido, o jovem havia mudado profundamente no que dizia a sua personalidade. Para Hermione isso não era um problema, porque simplesmente havia voltado a apaixonar-se pelo novo Harry, que lhe parecia mais maravilhoso do que se recordava. Era suposto que sua pequena confição no final do dia de seu aniversário a havia inquietado, e sentia profundos ciúmes de todas aquelas mulheres que haviam ousado tocá-lo, mas já não podia fazer nada por aquilo; o passado está no passado. E havia perdoado suas "aventuras" pelo fato de que Harry necessitava de calor humano. E, se essa era a única maneira de estar o suficientemente quente, por mais que fosse incomodo, tinha que aceitar.
Com o passar daqueles meses tinham voltado a aproximar-se e, inclusive, poderia se dizer que sua amizade havia voltado ao que era antes, excluindo as atividades "extra – amigáveis" que haviam mantido em seu último ano em Hogwarts. Ao voltar a falar-lhe e conhecê-lo novamente, havia compreendido porque havia fixado seus olhos em Harry em primeiro lugar. Agora podia aceitá-lo, estava apaixonada por Harry, e havia decidido algo muito importante, que era contar. O problema era encontrar a coragem para fazê-lo.
Em todo esse tempo não havia dito nada a respeito de seus sentimentos, porque primeiro queria que ele voltasse a ter-lhe confiança, e segundo, porque simplesmente era muito covarde para fazê-lo. Dia após dia dizia a si mesma que tinha que aproveitar esta oportunidade que a vida a brindou. Não sabia se Harry de um dia para outro iria embora novamente e quem sabe quando voltar, por isso devia contar que o amava, porque não era justo com seu pobre coração que tanto havia sofrido todo esse tempo.
Quando Hermione não ia a Londres, escreviam-se. Eles nunca iam à sua casa no Natal e não era porque não queriam, e sim porque Hermione não lhes permitia. A jovem não sabia por que, mas preferia mantê-los afastados de sua casa, e foi ela que foi visitá-los. Talvez fosse porque, dessa forma, Hermione pensava que tinha o controle da relação, e que, se não era da sua maneira, simplesmente não se fazia.
Parecia-lhe curioso a atitude de Harry. No tempo que passavam juntos, havia vezes que Harry a tratava como a sua velha amiga Hermione, a quem respeitava e adorava. Mas outras vezes ela sentia que ele a tratava não como Hermione amiga, e sim como Hermione mulher, quer dizer, como quando um homem conhece uma mulher que lhe agrada e quer que sua relação se converta em algo mais que platônica.
Isto confundia terrivelmente a jovem, já que não entendia muito bem se Harry correspondia seus sentimentos ou era alheio a eles. A maioria das vezes a tratava como a uma amiga, mas em certas ocasiões ela o pegava olhando-a seriamente, com seus grandes olhos verde esmeralda brilhando estranhamente de forma penetrante. E também havia ocasiões onde ele a flertava descaradamente, roçando suas mãos (nem sempre enluvadas) com as dela, falando suavemente em seu ouvido, encurralar-la em um lugar e ficar muito perto de seu rosto, lançar comentários de duplo significado, ou simplesmente dizendo-lhe coisas lindas sabendo que a envergonharia. A princípio Hermione pensou que eram truques de sua mente, que lhe fazia crer algo que ela queria verdadeiramente, mas com o tempo se deu conta de que não era sua mente que a enganava, e sim o verdadeiro Harry que se comportava assim.
Se isto era certo, havia a mínima possibilidade de que ele se sentia atraído por ela da mesma forma que estava por ele, e isso era um grande incentivo para Hermione para contar-lhe.
Mas havia outro problema que Hermione ainda teria para resolver: estava comprometida. O havia conhecido justamente quando estava viajando a certos lugares procurando por Harry quando havia tomado a decisão de esquecê-lo. Era um trouxa que trabalhava como professor também, em uma escola trouxa.
O rapaz era interessante para Hermione, era atraente, inteligente, e tinha um futuro; além do mais, se interessava por ela.
Conheceram-se quando Hermione estava pegando um avião de volta a Natal, já que, por um problema no Ministério da Magia, não poderia aparatar para nenhum lugar. O trouxa precisamente voltava para Natal também, que era seu novo lar. Vinha da Grã Bretanha também para trabalhar como mestre, já que havia decidido conhecer o mundo inteiro e precisava de trabalhos temporários nos lugares que havia escolhido para poder subsistir.
Quando estava voltando para Natal, já havia averiguado tudo o que precisava saber de Harry. Já sabia que estava bem, não sabia aonde se encontrava, e tampouco sabia se ele queria voltar ou não. Como havia se feito a promessa de que se averiguasse que ele se encontrasse bem, o deixaria para trás. Ao conhecer o trouxa havia decidido dar-lhe uma oportunidade no que ela chamou sua "nova etapa de vida". Desde setembro estavam juntos. Hermione lhe tinha um grande carinho, e, quando Harry voltou, pensou em romper com ele, mas lhe parecia um rapaz tão doce que não teve coração para fazê-lo.
Sabia que ele a queria muito. A convidava sempre para comer, sempre se lembrava quando completavam mês, era compreensivo e não insistia quando Hermione não queria dizer-lhe algo sobre seu passado. O fato de que seus sentimentos por Harry haviam ressurgido a fazia sentir-se mal com ele, como se o estivesse enganando, e isso o que menos queria. Não sabia o que fazer, se sentia confusa. Seu dilema era, dizer a Harry que o amava e romper com o trouxa, ou renunciar a seu amor platônico de mais de seis anos e seguir adiante com ele que poderia ser seu companheiro na vida.
Estava entre a espada e a parede. Andrew (esse era o nome do trouxa) era um jovem doce, inteligente, agradável, carinhoso, detalhista, tinha uma vida calma e ordenada, equilibrava tudo, enfim, poderia-se dizer que era o homem perfeito. Harry por outro lado, ainda tinha as mesmas características de Andrew, as primeiras, tinha uma vida muito problemática, tinha muitos conflitos e sua vida estava em constante perigo. Era bastante agitada para se dizer a verdade.
Talvez fosse por isso mesmo que Hermione queria Harry; quer dizer, é bom ter um homem como Andrew a seu lado, mas simplesmente o fato de que fosse tão perfeito era o que incomodava Hermione. Sua vida parecia encerrada em uma bola de cristal, perfeitamente simétrica e ordenada, e ainda que isso fosse bom em muitas formas, também resultava em incômodo.
Em troca, as imperfeições na vida de Harry eram o que faziam que ante aos olhos de Hermione ele se enxergasse mais perfeito. Pode ser um pouco confuso, poderia-se dizer assim: a perfeição de Andrew era tão perfeita que lhe incomodava que nada romperia aquela vida rotineira e monótona; a imperfeição de Harry era o que a complementava de uma forma tão ideal que não havia perfeito, e por isso o amava.
Essa noite Andrew iria visitá-la, e a levaria para comer, como forma de uma despedida temporária já que a partir de segunda-feira ficaria um mês na África que era sua seguinte parada em sua viagem pelo mundo. Iria enquadrar todos os detalhes que precisasse para poder mudar-se com êxito em fevereiro, que seria quando partiria definitivamente. Hermione saiu de seu estupor quando ouviu Bichento miar aos pés do sofá.
"Oi lindinho" disse Hermione o saudando enquanto o erguia e coçava atrás de sua orelha afetuosamente. Bichento ronronou em suas pernas antes de afastar-se novamente.
Hermione se dirigiu ao terraço de sua casa que era pequeno, mas adorava por causa das plantas exóticas que tinha e porque tinha uma rede onde se encostava sempre que desejava sentir a brisa do mar. Esse era um desses momentos, assim se recostou enquanto via o sol se por no horizonte.
Daria tudo para que pudesse ver essa paisagem sempre pensou, enquanto se encostava à rede e deixava uma perna para fora para balançar-se.
O som das ondas rompendo na praia era tão relaxante, e o vento acariciava-lhe o rosto enquanto se mexia cada vez mais lentamente, fazendo com que Hermione entrasse em um torpor, que terminou por vencê-la e ao final entregou-se aos braços da inconsciência.
Havia passado um pouco da oito da noite quando despertou. Sabia porque olhou seu relógio de pulso assim que abriu os olhos.
Maldição! Pensou enquanto se levantava rapidamente e corria a seu quarto para toma um banho. Tinha que dormir exatamente quando tinha que me arrumar... Andy vai me matar.
Entrou em seu quarto (que se encontrava na penumbra) e rapidamente entrou no banho com vontade.
Quando saiu eram oito e dez. Seu cabelo pingava, deixando um rastro desde a entrada do banheiro até seu closet.
Tomei banho em tempo récord... Normalmente demoro vinte minutos pra lavar só os cabelos.
Como havia esquecido de acender a luz, teve que tatear a superfície do trocador com as mãos, procurando sua varinha para acendê-la e ver melhor. Quando sentiu a larga vara com a ponta dos dedos, deu um salto quando uma voz se ouviu dentro de seu quarto, vinda da cama.
"Não pensei que receberia tão boa 'boas-vindas'" disse uma voz masculina com um leve tom de riso. Hermione simplesmente tomou sua varinha e guiando-se por seu ouvido, lançou um feitiço aturdidor em direção ao lugar de onde provinha a voz momento antes.
"Estupefaça" gritou rapidamente, e o raio roxo saiu disparado com toda velocidade no abismo negro. Ouviu-se o golpe do feitiço em algo sólido, e logo um ruído surdo o seguiu.
Correu rapidamente para a porta e moveu o interruptor para cima acendendo a luz (considerava a eletricidade trouxa muito mais vantajosa que depender da luz de velas). Olhou para o lugar onde havia produzido o ruído e viu quem havia pegado: no chão jazia despedaçado um quadro que havia trazido de uma viagem vinte anos atrás, que tinha colocado na parede onde a cabeceira da cama estava apoiada. O quadro havia escorregado pelos lençóis de algodão e caído no chão, quebrando o vidro em muitos pedaços pequenos. Ao lado do quadro se encontrava o dono da voz. Estava vestido com uma larga capa negra que lhe chegava aos calcanhares, um capuz cobrindo-lhe o rosto e o resto das vestimentas eram da mesma cor. Hermione ergueu novamente a varinha disposta a defender-se quando o homem levantou ambas as mãos (enluvadas) à frente de si em demonstração de paz.
"Espera, não me faça nada." Levou as mãos ao capuz e baixou-o ao nível dos ombros.
Hermione ficou petrificada, sem poder mover um músculo; a única coisa que seu cérebro pode processar foi a primeira que lhe veio à mente.
"O que faz aqui?".
Nota do Grupo:
Nossos agradecimentos à: edilmamorais, Karen, e Lilá GraNgeR.
Não esqueçam de deixar reviews. Mesmo que seja apenas para dizer "gostei da fic, continuo a ler". É uma forma de nós sabermos se vocês gostam do nosso trabalho ou não.
Os Tradutores
