Nota da autora: Okay, aqui está o próximo capítulo! O nome deste capítulo é inspirado por uma citação Budista. Procurem-na.
Okay, eu adoro-vos e aos vossos comentários haha! Adorei que vocês tivessem gostado da pequena discussão interna de Remus sobre Hermione cheirar a chocolate.
Muitos de vocês perguntaram se esta se poderia tornar numa história de trio e a minha resposta é não *cara triste*. Desculpem, mas na minha mente isso é algo que Hermione nunca faria. Ela nunca concordaria com algo assim.
Também estão a ficar desconfiados de com quem Hermione vai acabar por causa do meu final de Prisoner (hehe, pus-vos todos paranóicos) mas prometo que essa foi a última vez que fiz uma coisa dessas. HERMIONE VAI ACABAR COM SIRIUS OU REMUS. Fim. Não com Regulus ou James ou Snape. *prometo*
Divirtam-se!
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Capítulo Oito: Sol, lua e verdade
O dia de lua cheia foi um dia normal como era usual. A única diferença era que Remus não estava nas aulas - mas era assim uma vez por mês. Hermione teve especial atenção com os apontamentos que tirava para ele cuidadosamente, para que ele não perdesse nada.
Hermione aprendera bem antes de vir para este tempo que Remus não gostava de pena. Ele ficava insultado quando alguém o demonstrava, e por isso ela não o fazia. Ele merecia muito mais, sim, mas não tolerava pena.
Apesar disso, Hermione sentia muitas vezes falta de Remus quando ele não estava nas aulas. O dia não era tão divertido sem ele como seu parceiro em Aritmância ou em Defesa. E tê-lo ao seu lado durante a escola fazia com que fosse mais fácil para ela recordar-se da sua vida passada. O Professor Lupin tinha sido o seu professor favorito e tinha-se tornado num mentor quando ela entrou para a Ordem - ele trazia-lhe sempre um certo conforto, e fazia-a sentir-se segura. Neste tempo, as coisas não eram diferentes. Ela confiava em Remus de uma maneira que não confiava em mais ninguém em Hogwarts e tinha muito que ver com o facto de que ela sabia o tipo de homem que ele se tornaria.
Por isso, enquanto tirava apontamentos em Aritmância, teve especial atenção com cada número e símbolo porque pelo menos ele merceria apontamentos decentes. Desta maneira ele não iria sofrer na próxima aula quando eles tivessem um teste.
A aula seguinte era Poções. Hermione olhou para o outro lado da sala, para o lugar vazio de Remus e suspirou.
A grande amiga de Hermione, uma rapariga de cara redonda chamada Alice disse, "O que se passa, 'Mione?"
"Nada," ela disse simplesmente. "Só estou preocupada com Remus. Ele está doente outra vez."
Alice franziu as sobrancelhas. "Pobre rapaz. Está sempre doente. Pensava que um rapaz forte como ele seria capaz de combater melhor as doenças."
Hermione franziu a testa em confusão. "Forte? O que queres dizer com isso?"
"Tu sabes!" Alice disse com um sorriso. "Ele tem braços e ombros tão fortes. Tens que ter reparado."
"Não particularmente," Hermione murmurou.
"Não são ridículos, claro," Alice continuou com uma expressão desejosa. "Não são demasiado grandes ou musculados. São esguios e perfeitos. Ele é bastante giro, não achas?"
Rindo, Hermione respondeu, "Alice! Pensei que gostavas de Frank!"
"Não estou a vê-lo a ganhar coragem para fazer alguma coisa sobre isso nos próximos tempos," Alice disse com uma careta. "E até lá, nada me proibe de olhar para outros rapazes, especialmente alguns tão elegantes como Remus. Ele tem uma aparência muito... clássica. Muito diferente de Sirius e a sua sensualidade pura." Nesse momento, Alice corou "Oh, desculpa, deve ser esquisito para ti quando eu falo assim do teu irmão."
Hermione soltou um riso meio sufocado. "Ele não é mesmo meu irmão, sabes," ela disse, copiando a nova frase favorita de Sirius. "Sou adotada."
Era uma frase que ele usava mais do que qualquer outra ultimamente: "Ela não é mesmo minha irmã, sabes. Não somos parentes. Ela é adotada."
"Mesmo assim," Alice disse encolhendo os ombros. "Vocês ainda são irmãos. É tudo o mesmo. Sangue não interessa muito quando se é tão próximo como vocês são. Toda a gente vê o quanto ele depende de ti. É tudo muito querido."
Hermione corou. Se ela soubesse de todas essas coisas não eram só amor de irmãos - eram demonstrações de romantismo e territorialidade... No início, Hermione tinha tentado afastar-se, especialmente depois daquele beijo - mas tinha aprendido que não valia a pena. Não havia maneira de ele se afastar.
Apesar de Hermione gostar da atenção que Sirius lhe dava, da mesma maneira que tinha gostado da atenção que Viktor Krum lhe dava, ela estava já a começar a esquecer o seu passado - ou melhor, o seu futuro - sem ter distrações.
Mas ele era tão afetuoso com ela em privado que fazia os seus joelhos tremerem. Ele tinha definitivamente um poder sobre as raparigas - qualquer coisa nele era simplesmente muito difícil de resistir.
Nesse momento, Sirius levantou-se casualmente do seu lugar para "pedir uma pena emprestada" como disse a Slughorn, e dirigiu-se a Hermione, até estar mesmo atrás dela, murmurando - para "não perturbar a aula" - as palavras "vai ter comigo ao tunel de Honeyduke's depois da aula" e tirou uma pena da mala dela, beijando castamente a sua cabeça.
Hermione baixou o olhar para o papel na mesa e fechou os olhos. Respirou fundo, forçando o sangue para longe das suas bochechas.
"Ele é um irmão tão querido," Alice disse com um sorriso, obviamente não tendo ouvido o que ele tinha dito a Hermione. "Tão educado. Não é nada como o meu irmão mais velho." A rapariga fez uma careta. "Ele não fala muito e nunca quer falar comigo. Mas Sirius quer sempre falar contigo."
Hermione tentou não fazer uma careta. Sim, ele quer sempre falar comigo, ela pensou, mas ele também quer outras coisas.
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"Okay, Sirius," Hermione disse enquanto caminhava no túnel secreto escondido pela estátua da bruxa corcunda. "É bom que isto seja muito importante."
O rapaz alto estava encostado à parede do túnel sujo e bolorento. O seu sorriso, contudo, iluminava o local. Era o tipo de sorriso que levava uma rapariga a cair de joelhos à sua frente, e que demonstrava que ele tinha milhões de truques na manga.
Sensualidade pura, deveras, Hermione pensou sombriamente.
"Na verdade é," Sirius disse devagar, ainda sorrindo, "muito importante. O momento mais importante que alguma vez acontecerá na tua vida." Ele desencostou-se da parede e dirigiu-se a ela.
"Oh, pelo amor de Merlin," Hermione suspirou, olhando para cima e para baixo. "Há alguma armadilha aqui? Ou um balde de lesmas? Não tenho tempo para as tuas partidas estúpidas, Sirius."
"Não te chamei aqui para te pregar uma partida, amor," ele disse latindo de riso. "Quero falar contigo."
"Bem, então despacha-te," ela disse rapidamente, cruzando os braços. "Tenho que levar os apontamentos a Remus."
"Remus pode esperar," Sirius sussurou, a sua voz como seda, pegando numa das suas mãos e afagando-a com o polegar.
"Na verdade," Hermione corrigiu-o, retirando a mão da dele, "ele não pode esperar. Ele vai estar muito ocupado hoje à noite, caso te tenhas esquecido. Tu e James parecem esquecer-se sempre." Estava a tornar-se mais óbvio que este encontro servia puramente para Sirius tentar beijá-la outra vez. Ela tinha mais do que fazer. Ela reposicionou a alça da mochila de escola no ombro e voltou-se, para se ir embora.
Sirius pigarreou alto.
Hermione voltou-se para ver o que ele queria e encontrou-o com um joelho no chão e uma pequena caixa de veludo na mão. O seu coração parou durante quase meio minuto.
"SIRIUS ORION BLACK, LEVANTA-TE DESSE CHÃO NESTE MOMENTO," Hermione berrou. Tinha sido uma reação instintiva, de pânico.
Sirius levantou-se prontamente, parecendo tão calmo como sempre. "Hermione, dás-me a honra de te tornares minha -"
"NÃO," ela gritou, cortando o seu pedido de casamento. "DEFINITIVAMENTE NÃO. ESTÁS LOUCO? BATESTE COM A CABEÇA? PRECISO DE TE LEVAR À ENFERMARIA? PORQUE MESMO PARA TI, SIRIUS, ISTO É IDIOTA."
"Okay, preciso que respires fundo, querida -"
"NÃO ME CHAMES 'QUERIDA'! TU... TU... UGH! VOU EMBORA AGORA ANTES QUE ME PEÇAS PARA TER OS TEUS FILHOS."
"Meu Deus, 'Mione, acabamos de fazer dezasseis anos. Não te pediria para teres os meus filhos durante pelo menos mais três anos."
"ISSO NÃO AJUDA, SIRIUS!"
Hermione estava furiosa. Ela sentia a cara quente, desde a raíz do cabelo até ao pescoço. Ela mal conseguia respirar. As paredes do túnel pareciam mais próximas. Isto era um desastre. Sirius tinha que estar louco.
Tremendo, Hermione gemeu, tentando não gritar mais, "Vou embora agora."
"Hermione, deixa-me explicar!" ele chamou-a. "O nosso pai... ele está a obrigar-me a fazer isto!"
Hermione parou de andar. "O nosso pai...? Orion Black está a obrigar-te a pedir-me em casamento?" Hermione levantou uma sobrancelha, desconfiada. "Isso não é mais uma coisa que Walburga faria?"
Sirius riu e coçou a parte de trás da cabeça. "Normalmente, sim, mas... sabes, eu sempre achei mutio estranho que os meus pais te tivessem aceitado tão depressa. Não fazia sentido nenhum. No início, a possibilidade de nós casarmos era apenas algo que a minha mãe dizia sobre todas as raparigas pureblood que conhecíamos. Mas... acho que era o plano deles este tempo todo. Garantir-me uma noiva pureblood para evitar estragar a linhagem. Por isso, sim, o nosso pai disse-me para pôr este anel no teu dedo pelo Natal. E é isso que tenciono fazer."
Sirius endireitou as costas, segurando o queixo bem alto. Era a posição de um homem determinado, não apenas de um rapaz teimoso. "Hermione Walburga Black, queres casar comigo?"
"Não."
Os ombros dele descairam e ele tinha um ar aborrecido. O homem orgulhoso desaparecera, e em seu lugar estava uma criança impaciente. "Por favor?"
"Absolutamente não."
"Posso pelo menos saber porquê?" ele pediu.
"Sirius," ela disse, "isto não é uma coisa que tu farias. Se o nosso pai te dissesse para me pedires em casamento, tu dir-lhe-ias para ir passear e divertirias-te com a raiva dele. Não farias isto. O que me faz pensar que ou és outra pessoa sob a influência de Polyjuice ou... bem... estás mesmo louco."
Sirius suspirou. "Eu não me importaria se fosse apenas a minha herança ou o meu lugar na família que estivesse em causa," ele explicou, "mas essas são as coisas que a minha mãe ameaça. Quando o meu pai quer algo, aprendi que é melhor não fazer perguntas e fazer o que ele diz, porque ele fará com que isso aconteça se tu não fizeres. E castigar-te-á se tiver que levantar um dedo para o fazer."
"Fazes com que o nosso pai pareça um chefe da máfia," Hermione disse.
"Os chefes da máfia são pequenos gatinhos inofensivos comparados com Orion Black," Sirius disse seriamente. "Por isso, se não estiveres a usar este anel pelo Natal... bem, estou lixado."
Hermione começou a andar de um lado para o outro. Ela não queria que Sirius fosse castigado, mas também não queria casar-se com ele. Era um dilema complicado.
Ela não ia, de maneira nenhuma, casar-se com ele. Não ia acontecer.
Finalmente uma ideia apareceu na sua mente e era tão óbvio que perguntou-se porque ainda não tinha pensado nisso. "Sirius," ela disse com a epifania. "Dá-me o anel."
"Isto quer dizer que aceitas?" ele perguntou excitado.
"Não, seu idiota."
O seu sorriso esvaziou-se como um balão.
Hermione tirou a pequena caixa da sua mão e pôs o anel. "Vamos fazer de conta que estamos noivos. Mas o que os nossos pais não sabem é que nunca haverá um casamento."
Porque ninguém sabia também, que Sirius Black seria deserdado e retirado da árvore genealógica da família no Verão seguinte.
Sirius estava convencido de que isto não funcionaria, mas isso era porque ele não fazia ideia do que aconteceria daí a meros meses. Hermione lançou-lhe um sorriso tranquilizante e saiu do túnel.
Talvez ser do futuro tivesse as suas vantagens, afinal de contas.
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Eles estavam todos na Shrieking Shack. A lua ainda não estava totalmente cheia, mas todos eles esperavam em silêncio. Os olhos de Remus estavam brilhantes e conscientes de tudo e ele estava extremamente ansioso, andando de um lado para o outro num dos cantos. Ali estava tudo poeirento e sujo, e James estava sentado no sofá que tinha um rasgão no estofo proveniente da última transformação de Remus.
Ainda tinham uma hora antes de Remus ficar peludo. Mas ainda assim, permaneciam calados. Hermione estava encostada a uma parede com Sirius perto dela.
Remus reparou no quão pensativa Hermione estava e queria confortá-la... e acariciá-la... e mordiscá-la e correr atrás dela e enroscar-se nela. A sua mente processava todas estas necessidades ao mesmo tempo, cada uma delas tornando-se um impulso incontrolável, à medida que outras surgiam. Estava a ficar tonto por o Lobo dentro dele estar a tentar tomar controlo.
E então, viu uma coisa brilhante no seu dedo. Era uma banda prateada ornamentada com pedras negras à volta de um reluzente diamante que mudava de cor quando ela se mexia.
"O que é isso?" Remus perguntou com uma voz reservada. Os seus olhos estavam presos à mão de Hermione e não conseguia desviar o olhar.
Toda a gente seguiu o seu olhar.
"Wow, amigo," James disse, os seus olhos saltando por detrás dos óculos.
"Não é o que vocês estão a pensar..." Hermione começou.
Remus estava do outro lado da divisão num instante. Hermione saltou de surpresa quando ele parou abruptamente mesmo à sua frente. Sem as suas maneiras cavalheirescas, Remus pegou na sua mão com força e examinou o seu dedo de perto. Ele lançou um olhar penetrante ao anel, e depois a Sirius.
"Estás a brincar?" Remus perguntou friamente.
Hermione abriu a boca para intervir, mas Sirius pôs uma mão no ar para lhe cortar a palavra. Sirius tinha sentido a mudança repentina no humor de Remus e não tinha gostado.
"E se não estiver, amigo?" Sirius perguntou, a sua voz tão grave que mais parecia que estava a rosnar. Os seus ombros estavam rígidos e a hostilidade era palpável e punha o ar mais denso.
"Então diria que és um idiota," Remus sibilou, afastando-se de Hermione e aproximando-se do seu irmão... noivo... o que quer que fosse.
"Porquê?" Sirius exigiu. "Porque é que sou idiota por ter pedido uma jovem e adorável rapariga para ser minha esposa?"
Um barulho profundo vibrou no peito de Remus. Ele não tinha gostado de ouvir essa palavra de Sirius referente a Hermione... 'esposa'. "Porque ela é boa demais para ti," Remus disse.
Sirius e Remus estavam agora cara a cara, os seus narizes a meros centímetros um do outro. Eram quase da mesma altura - talvez Sirius fosse um ou dois centímetros mais alto - e estavam com um ar absolutamente passado.
James e Hermione trocaram olhares através da divisão. Isto era complicado. Eles tinham que intervir, mas não sabiam como. Estando apenas a uma hora da sua transformação, Remus poderia facilmente subjugá-los aos dois e a Sirius.
O que levava à questão de porque é que Sirius estava a espicaçar Remus em primeiro lugar, quando não havia qualquer hipótese possível de vitória para ele.
"Então quem dirias que é bom o suficiente para Whiskers, amigo?" Sirius desafiou sarcástico. "Tu próprio, talvez?"
"Sirius, pára," James aconselhou do outro lado da divisão.
O peito de Remus subia e descia rapidamente. Contudo, ele não disse nada.
"Sabes," Sirius disse com um tom melodicamente irónico, "Eu vejo tudo. A maneira como tu olhas para ela quando achas que ninguém o vê, como te chegas para ela cada vez mais perto durante o jantar."
"Sirius, pára," Hermione cortou-o.
"É uma pena, Moony," Sirius sussurrou, a sua voz como seda, mas fria e furiosa. "Se tivesses sido homem o suficiente para fazer alguma coisa antes de mim... Mas talvez... talvez sejas mais animal do que homem de qualquer maneira."
E Remus explodiu.
Remus embateu com Sirius contra a parede num borrão de movimentos e eles começaram a agarrar-se a atirar-se um ao outro até cairem no chão, formando uma grande massa que soltava rosnidos e insultos. Pelo que era visível... Remus estava a ganhar.
"Párem com isso, os dois!" Hermione gritou, mas eles não lhe prestaram atenção.
James estava de pé em frente a Hermione, tentando bloqueá-los para que eles não a magoassem enquanto de magoavam um ao outro naquele espaço pequeno. Eles tinham já partido uma cadeira e um candeeiro.
Sirius caiu para cima da velha mesa de café, partindo-a a meio. Ele não tinha desistido ainda, porque puxou Remus consigo e rolou por cima dele, para lhe acertar na cara. Remus rapidamente deu um pontapé na barriga de Sirius, empurrando-o para trás.
"Porque eles não podem lutar com varinhas, não sei," James rosnou e em menos de um segundo era um grande veado.
Progs ocupava quase a sala inteira com o seu enorme corpo. Ele aproximou-se dos rapazes e estes pararam imediatamente, afastando-se das suas pontas afiadas. Afinal, aqueles chifres não eram brinquedos.
"Vocês os dois deviam ter vergonha!" Hermione guinchou assim que o enorme veado neutralizou a luta. "Lutar como crianças... E Sirius, estou mais envergonhada de ti."
"O quê?" Sirius bramiu, o seu lábio cortado abrindo ainda mais. "Porquê de mim?"
"Tu provocaste-o!" Hermione gritou. "Provocaste-o deliberadamente, sabendo o que ele iria fazer! E por absolutamente nada!"
Remus rosnou, "Eu não lhe chamaria nada -"
"Nós não estamos mesmo noivos!" Hermione gritou. "Se Sirius não fosse tão idiota, eu poderia ter explicado isto!"
Toda a gente parou nesse momento. James voltou à sua forma humana e coçou a cabeça. "Tenho que admitir, estou bastante confuso," ele disse.
"Sirius e eu estamos a fingir estar noivos para que o nosso pai não o mate," Hermione disse tudo de uma vez.
"Então... não te vais casar?" Remus clarificou, parecendo perplexo.
"Não, claro que não," Hermione disse com um grande suspiro de alívio. "Pensei que isso era óbvio."
Remus atirou-se outra vez a Sirius, mas desta vez James interceptou-o, segurando-o.
"És um idiota, Black!" Remus rosnou, tentando libertar-se das mãos de James.
Hermione aproximou-se para segurar em Sirius, o que era bem mais fácil do que a força sobrenatural que James estava a combater com Remus.
"Toma lá, Lupin!" Sirius latiu de volta.
"Tu cala-te," Hermione sibilou com veneno na voz.
"Tu afasta-te de mim de hoje em diante, 'amigo'!" Remus gritou enquanto James o arrastava para o quarto ao lado.
"Não tem problema, velho companheiro!" Sirius respondeu. A porta fechou-se atrás de Remus e James.
E nesse momento, Hermione deu com a mão na cara o irmão com quanta força tinha. O sangue escorreu mais rapidamente dos seus lábios e preencheu-lhe os dentes. "Isto," ela disse com a garganta seca, as suas palavras tremiam, "é culpa tua." Lágrimas de raiva alagavam-lhe os olhos e a sua garganta apertava cada vez mais.
"Hermione -"
"Cala a tua boca estúpida," ela ordenou cortante, as lágrimas escorrendo-lhe pela cara. As suas palavras cortaram-no com a precisão de uma lâmina afiada. "Podes ser meu irmão, e eu sempre te amei como tal... mas neste momento... odeio-te."
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Nota da autora: POR FAVOR, POR FAVOR, COMENTEM!
Desafio: 1. Como acham que vai correr a lua cheia depois desta viragem de acontecimentos? 2. Como acham que Hermione vai tratar Sirius agora? 3. Gostaram da luta? hehe 4. Passagem favorita? 5. (Mais uma vez) Team Remus ou Team Sirius?
