Escrito nas estrelas
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Narrado por Lily
O dia parecia não ter fim, e olha que eu estava saindo da minha terceira aula. Eu agradecia o fato da matéria "Arte Milenar" seja tão refrescante. Perdia-se o minimalismo de Poções e entrava um conteúdo completamente leve, moldável. E isso era ótimo.
-Lily Evans? – Perguntou uma menina que parecia estar no primeiro ano e pela roupa era da Corvinal.
-Sim querida? – Perguntei sorrindo e ela falou algo sobre minha amiga está me esperando em uma sala. Isso era totalmente a cara da Amanda. Então quando entrei na sala não me importei quando a porta foi fechada. Mas, quem estava na minha frente não era a Amanda. – O que você quer?
-Falar com você – Falou Severus e eu suspirei colocando a mão na maçaneta percebendo que ela estava trancada.
-Pelo jeito eu não tenho muitas opções – Falei e ele tirou a varinha do bolso fazendo um pequeno movimento destrancando a porta.
-Eu não posso prendê-la aqui comigo. Não posso exigir que você me escute, porque eu não tenho muito a falar – Falou Severus e seus olhos nunca saíram dos meus – Eu não posso me explicar, já que ajudar no que aconteceu no trem não tem explicação. Eu só peço mesmo o seu perdão.
-Meu perdão? – Perguntei o encarando com cuidado – Você quer que eu o perdoe por quase me matar?
-Não fala assim – Pediu Severus perdendo sua pose de sempre controlado – Não me faz sentir mais culpado do que já estou. Você sabe como eu me sinto em relação a você.
-Serio? Tem certeza que eu sei? – Perguntei irônica – Porque a única coisa que eu acho que você sente, é repulsa por eu ser uma nascida trouxa.
-Lily não faz isso – Pediu Severus desolado – Só pensa. Pensa que eu ainda sou o mesmo que te conheci há tantos anos. E adoro você. E espero que me perdoe.
-Então faça apenas isso, espere – Pedi saindo daquela sala que já estava me sufocando.
Narrado por Ginny
-Eu odeio Sirius Black – Comentou Amanda com tanta certeza que me fazia rir. Era incrível como ela não percebia como ainda era completamente apaixonada pelo Sirius. Mas, o orgulho não a deixava admitir. E eu realmente preferia não opinar sobre esse assunto. Por mais que eu acreditasse que ela só seria completamente feliz com o Sirius. Só a Amanda poderia dizer a dimensão da dor que sentiu quando o Sirius a traiu.
-Posso saber o motivo dessa vez? – Perguntei meio distraída terminando meu trabalho de Feitiços.
-Ele e o Amos brigaram – Respondeu Amanda e eu levantei os olhos para encará-la sendo realmente pega de surpresa por tal informação.
-Por você? – Perguntei e ela pareceu se segurar para não jogar o livro que tinha nas mãos em mim.
-Claro que não, porque eles brigariam por mim? – Questionou Amanda e eu apenas revirei os olhos. Às vezes a negação da Amanda realmente me irritava. Será que ela não notava como o Sirius olhava de vez em quanto para ela? Ou os olhares cruzados do Sirius e do Amos? Quer dizes, se olhar matasse os dois já não estariam entre nós.
-A Ginny precisa responder essa pergunta? – Quis saber Rachel sorrindo meio irônica e era a primeira vez que ela participava da conversa. Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa com a Rachel. Mas, ela nunca se sentia muito a vontade quando questionada, então só me restava esperar que ela tomasse o seu tempo e contasse por livre espontânea vontade o que a estava incomodando.
-Voltando à questão principal da conversa – Cortou Amanda enquanto tirava os sapatos e meias e colocava o pé na água do lago – Eles brigaram por algo sobre quadribol. Pelo menos, foi isso que o Amos me contou quando fui visitá-lo na enfermaria.
-Eu ainda acho que eles brigaram por sua causa – Falei sorrindo enquanto me deitava na grama aproveitando o sol da manha.
Era tão fácil esquecer-se do mundo ali deitada ao sol de olhos fechados. Podia escutar as meninas conversando sobre algo trivial e deixei-me perder nos pequenos sons. Estava quase cochilando quando a imagem do seu rosto veio a minha mente. Já era algo constante o rosto do Harry aparecer quando a minha mente estava relaxada. Ele era tão contraditório em suas ações. Mas, não deixava de ser pecaminosamente lindo.
Eu não poderia dizer o que estava acontecendo. Eu só podia admitir que me sentia irrevogavelmente atraída por ele. É como a Lily sempre dizia. Não existe amor a primeira vista, mas existe atração a primeira vista. E eu acho que era isso que havia acontecendo.
Eu me pegava prestando atenção a cada mínimo gesto realizado por ele. Eu me embriagava com seu cheiro e proximidade que eu sabia ser relutante. Ele parecia ainda mais assustado do que eu com o que acontecia entre nós. Se é que acontecia alguma coisa.
-Ola belas damas – Cumprimentou uma voz rouca que eu sabia permanecer ao Sirius. E mesmo com preguiça de sair da letargia em que me encontrava, eu não poderia perder mais um dos Ra/ entre ele e a Amanda.
-O que você quer aqui Black? – Perguntou Amanda irritada e eu sorri de leve. Perdendo o sorriso rapidamente com o olhar cortante que a minha amiga me lançou.
-Se eu fosse dizer tudo que eu quero você me lançaria uma Avada – Respondeu Sirius em tom malicioso e eu voltei a sorrir discretamente sendo esperta o suficiente para não deixar a Amanda perceber – Contudo, o que me traz aqui querida Mandy, é sua adorável amiga ruiva.
-Não me chama de "Mandy" – Resmungou Amanda e ele sorriu de uma forma que muitas, inclusive eu, achava um sorriso charmoso.
-O que você quer Sirius? – Perguntei querendo evitar uma briga entre os dois.
-Avisar que os testes para o time de quadribol será segunda-feira depois das aulas – Respondeu Sirius sorrindo antes de sair.
-Ele me irritada – Resmungou Amanda fazendo cara feia enquanto eu me levantava – Vai para onde?
-Comer alguma coisa – Respondi limpando meu uniforme antes de ir em direção a entrado do castelo – Lily! As meninas estão perto do lago.
-Eu não estou muito no clima de conversa não – Comentou Lily sentando no chão encostando a cabeça na parede e eu sentei ao seu lado.
-Quer me contar o que aconteceu? – Perguntei passando meu braço pelos seus ombros a abraçando de leve. Seja o que foi que aconteceu a tinha abalado e muito.
-Agora não, eu preciso assimilar tudo antes de poder contar qualquer coisa – Respondeu Lily respirando fundo passando a mão no rosto – Agora eu preciso achar o Potter.
-O James? O que você quer com o James? – Perguntei sorrindo maliciosa e ela vez cara feia.
-Ele faltou "Artes Milenares" e a professora fez o favor de colocá-lo como minha dupla – Falou Lily ficando de pé e me agradeceu antes de sair em direção a Sala Comunal da Grifinória.
-Seria muito abuso perguntar o que você faz ai sentada? – Perguntou Harry parado na minha frente e eu sorri batendo no lugar ao meu lado pedindo que ele se sentasse.
-Eu to com sono – Comentei e ele passou o braço pelo meu ombro permitindo que eu me encostasse nele me ajustando ao lado do seu corpo fechando os olhos com um pequeno sorriso no rosto.
-Melhor? – Perguntou Harry em um sussurro e não sei o que deu em mim mais o abracei pela cintura sentindo o seu cheiro.
-Bem melhor – Respondi sorrindo e ele beijou minha testa – Eu odeio pensar que ainda tenho Transfiguração antes do almoço.
-Quer faltar? – Perguntou Harry sorrindo maroto.
-E para onde iríamos? – Perguntei me ajeitando para encará-lo.
-Para onde você quiser – Respondeu Harry passando a mão lentamente pelo meu rosto tirando a minha franja da frente dos meus olhos.
-Então vamos – Chamei me levantando e ele me seguiu sem soltar a minha mão.
Narrado por James
Minha mente ainda estava que tinha ouvido naquele dormitório. Dizer que aquela conversa tinha sido estranha era o mínimo. Claro que poderia ter um significado completamente inocente para eles. Mas, para quem estava de fora era outra história.
-Potter – Chamou uma voz doce e eu me virei para encarar os olhos verdes da Lily.
-Você está bem? – Perguntei quando notei sua palidez e ela me encarou surpresa.
-Estou. Por quê? – Perguntou Lily parando na minha frente e eu apenas sorri de leve.
-Você está muito pálida – Falei pegando um sapo de chocolate do bolso a entregando – Vai melhor um pouco. Então? O que deseja de mim?
-Você faltou Artes Milenares e a professora nos colocou como dupla – Falou Lily comendo o chocolate que eu havia dado – Nosso trabalho é falar dos primeiros rituais mágicos.
-Serio? Minha mãe é apaixonada por antigos rituais. Metade da nossa biblioteca é sobre isso – Comentei sorrindo nostálgico ao lembrar-me da minha mãe – Eu posso pedir que ela mande alguns. Ela vai se distrair mandando os melhores. A gente sempre fazia um ritual no equinócio e no solstício.
-Você participou de rituais antigos? – Perguntou Lily parando de andar e eu fiz o mesmo virando para encará-la.
-Sim, os de proteção e purificação – Respondi sorrindo – A sensação de harmonia com a sua magia é indescritível. Meu pai nunca acreditou nos rituais de proteção, sempre quando minha mãe dormia, ele fazia barreiras mágicas.
-Você se lembra de algum decorado? – Perguntou Lily parecendo muito, muito interessada.
-Alguns de proteção e um ou dois de purificação – Respondi meio surpreso com a pergunta – Por quê?
-Você faz um de purificação para mim? – Pediu Lily e seus olhos brilhavam de excitação e medo de ter seu pedido rejeitado.
-Tudo bem – Falei preferindo perguntar o motivo de tal pedido antes do ritual – Domingo onze e meia da noite no Salão Comunal.
-Muito obrigada Potter – Falou Lily me abraçando e quando passei meus braços lentamente por sua cintura a conotação do abraço mudou radicalmente. Suas mãos subiram pelo meu pescoço se instalando na minha nuca e pude jurar que senti suas unhas rasparem minha pele sensível. Eu a trouxe para mais perto colocando seu corpo ao meu sentindo sua respirar acelerar no que parecia ser o mesmo compasso da minha. E eu não queria soltá-la.
E pelo jeito a Lily também não tinha muita pressa de se soltar. Suas mãos entraram nos meus cabelos os acariciando de leve enquanto eu subia lentamente pelas suas costas. Senti quando Lily estremeceu e eu beijei seu pescoço de leve me afastando o suficiente para poder encará-la.
-Eu não sei o que fazer – Admitiu Lily respirando fundo me deixando curioso com suas ações – Eu quero muito me aproximar de você, agora. Mas, eu não quero me relacionar com ninguém nesse momento. Eu não estou me sentindo segura para tal.
-Então me deixe beijá-la – Falei me aproximando segurando seu rosto com uma mão acariciando seu rosto com carinho – Depois nos fingimos que nada aconteceu. Eu faço o ritual de purificação e voltamos a ser amigos.
-E nós vamos conseguir isso? – Perguntou Lily encostando suas costas na parede e eu me aproximei sentindo sua respiração batendo no meu rosto.
-Nós podemos tentar – Falei passando a mão pela sua cintura a aproximando de leve.
-É. Eu acho que podemos tentar – Disse Lily umedecendo o lábio e eu sorri de leve quando senti suas mãos na minha nuca. Inclinei-me tocando meus lábios nos seus decifrando seu gosto, seus segredos. E eles eram tão macios.
Segurei seu rosto entre as minhas mãos passando minha língua lentamente pelo seu lábio inferior pedindo permissão para aprofundar o beijo e quando ela permitiu, eu finalmente encontrei o meu lar. Sua língua brincou com a minha de forma tímida enquanto eu buscava cada mínimo canto da sua boca.
Senti suas mãos entrando pelos meus cabelos os puxando de leve enquanto eu a segurava com mais força de encontro ao meu corpo. E quando ela gemeu baixo aumentei a intensidade do beijo querendo tomar tudo que ela estava a me dar. Seus suspiros, seu sabor, seus lábios doces. Nossas línguas pareciam velhas conhecidas em um reencontro a muito esperado. Elas dançavam em um ritmo que apenas nós sabíamos dançar.
E quando a necessidade irritante de respirar se mostrou presente me afastei lentamente encostando a minha testa na sua. Ela continuava de olhos fechados recuperando o fôlego. E eu estudava suas feições coradas focando minha atenção nos seus lábios levemente inchados querendo beijá-la novamente. Mas, eu sabia que deveria me contentar com esse momento.
-Onze e meia no Salão Comunal? – Perguntou Lily abrindo lentamente os olhos me encarando. E ela nunca sonharia de como seus olhos estavam brilhando de luxuria.
-Onze e meia no Salão – Falei beijando sua bochecha de leve antes de me afastar.
Narrado por Morgana
-Espero que você não decida pular daí – Falou Regulus parado na porta da Torre de Astronomia e eu me virei sorrindo me ajeitando na janela para encará-lo.
-Acredite que se eu fosse me matar escolheria métodos bem melhores – Falei sorrindo e ele veio se aproximando lentamente de mim – Eu só acho que a melhor visão de Hogwarts é essa.
-Muito diferente da sua antiga escola? – Perguntou Regulus se encostando à parede ao meu lado.
-Sim, Salen não é tão antiga e não parece esconder tantos mistérios – Respondi sorrindo olhando com carinho. Sinceramente, essa escola parecia viva às vezes.
-Hogwarts é especial – Falou Regulus com calma.
-Assim como boa parte dos seus alunos – Falei e sorri ao notar que ele havia corado.
-Acho que não faço parte desses alunos – Sussurrou Regulus e eu o encarei – Você é amiga do meu irmão?
-Eu diria mais uma conhecida, às vezes a gente se fala nos corredores – Comentei sem desviar meus olhos dos seus – Ele anda muito preocupado com você.
-Não há muitos motivos para isso – Falou Regulus olhando para o chão e eu suspirei.
-Ele quer conversar com você – Disse em tom baixo – Ninguém precisa saber disso. Só nós três.
-Nós não temos o que conversar – Resmungou Regulus e tudo que eu via não era um mini-comensal, e sim um menino perdido, tão maleável quanto uma argila molhada.
-Como você pode saber? – Perguntei ficando de pé na sua frente – Só tenta. Ninguém na Sonserina precisa saber.
-E porque você faria isso por mim? – Questionou Regulus me olhando desconfiado.
-Vamos dizer que eu quero fazer a minha boa ação do mês – Falei de forma distraída – Só pense nisso, tudo bem?
-Não prometo nada – Disse Regulus e eu sorri saindo da sala. Fiquei tanto tempo na torre que até esqueci que hoje era domingo e teria reunião com o Draco e o Trio de Ouro.
-Sinto muito a demora – Falei entrando na sala onde já estavam os três.
-Tudo bem – Falou Draco me olhando de forma especulativa – O número de comensais já reunidos pelo Lord das Trevas é bem maior do que o esperado.
-Como você sabe? – Perguntou o Weasley sempre desconfiado. Mesmo ele e o Draco estando do mesmo lado dessa guerra, a rivalidade entre ambos nunca cessava. E isso chegava a ser irritante.
-Eu fui a uma reunião de iniciantes – Comentou Draco com calma – Ele não está tão seleto quanto no nosso tempo, mas pelo que eu percebi o Lord já possui muitos adeptos na marginalidade. Não demorará até ele conseguir o apoio financeiro das classes mais ricas da nossa sociedade.
-E como ele está se sustentando? – Perguntou Hermione pensativa.
-Ele está na clandestinidade, mas sabe bem como lucrar por baixo dos narizes dos aurores – Respondeu Draco passando as mãos lentamente pelos cabelos.
-A Narcissa comentou que o Lucius vai para uma reunião com os pais amanhã à tarde – Falei atraindo todas as atenções da sala para mim – Ela acredita que seja algo sobre a sua herança, mas nunca se sabe.
-Vai ser na Mansão? – Perguntou Draco interessado e eu fiz um sim com a cabeça em resposta.
-Seria essencial escutar essa conversa – Comentou Harry pensativo – Pelo que nós sabemos na Mansão só entra sem chamar atenção um legitimo Malfoy.
-E eu sei todas as passagens secretas – Disse Draco sorrindo malicioso. Provavelmente lembrando-se de alguma história ocorrida nos tempos áureos da Mansão.
-Eu não confio nesse comensal – Resmungou Ron e eu revirei os olhos.
-Pois vai ter que confiar já que pelo que eu sei você é um Weasley e não um Malfoy – Resmunguei.
-Ron, eu acho que o Draco já provou que é confiável. Desde o tempo das batalhas – Falou Hermione com calma – Sem contar que se ele quisesse fazer algo contra nós nem teria nos chamado para voltar até esse tempo.
-Ela tem razão – Falou Harry entregando uma capa para o Draco – Ela vai te ajudar.
-Podemos ir? Ainda temos que ganhar uma detenção – Falou o Weasley ainda irritado e eu não resisti em sorri vitoriosa.
-Eu faço questão de dar essa detenção – Falou Draco malicioso. E logo os três saíram da sala me deixando sozinha coma a Hermione.
-Como você está? – Perguntou Hermione e eu deixei a minha pose de superior para trás deixando um sorriso cansado tomar a minha fase.
-Cansada – Respondi me deixando cair no sofá que surgiu – É bem mais difícil do que pensei moderar minhas ações para modificar o mínimo possível no nosso presente.
-Eu sei como é – Sussurrou Hermione passando a mão pelos cabelos – Avise ao Draco que o Harry destruiu uma Horcrux.
-Horcrux? – Perguntei surpresa – Eu pensei que isso era apenas mais uma lenda da guerra.
Admito que haviam surgindo muitas lendas nos tempos sombrios. Mas, eu realmente nunca havia acreditado que o Lord das Trevas havia dividido sua alma em varias partes. Parecia mais uma história daqueles filmes estranhos trouxas e não a realidade.
-Infelizmente não é uma lenda e o Harry foi um irresponsável. Então é bom que o Draco tenha conhecimento desse ato – Falou Hermione parecendo tão cansada quanto eu – Agora eu tenho que ir, antes que notem a minha falta.
-Tudo bem! Até o próximo domingo – Falei me despedindo ficando em pé para logo vê-la partir. Eu sabia que deveria partir também. Mas, alguns minutos de pleno silêncio não faria mal a ninguém.
Narrado por James
Os últimos dois dias passaram parecendo uma tortura chinesa. Não precisava ser muito esperto para notar que a Lily estava me evitando. Mas, não posso dizer que não a entendia. Eu mesmo não conseguia parar de pensar naquele beijo. Naquele momento que ficaria para sempre na minha memória. Era triste falar isso em voz alta, mas eu nunca tinha sentido o que senti quando os lábios da Lily entraram em contato com os meus. Quando o seu corpo estava completamente colado ao meu. Quando eu podia sentir o seu calor, seu cheiro, seu gosto.
Eu sempre soube que eu sentia mais do que atração pela Lily. Contudo, a intensidade das sensações foi um choque para mim. E agora estaríamos sozinhos. Completamente sozinhos na Torre de Astronomia. Só que eu precisava refrear os meus hormônios e vontades para poder realizar um ritual de purificação que preste.
-Eu pensei que você não viria mais – Comentou Lily levantando quando eu entrei na Sala Comunal.
-Desculpa – Falei chegando mais perto dela – Eu precisei procurar algumas tintas e ervas e lembrar-me de algumas partes do ritual que vamos praticar hoje.
-Desculpa te dar tanto trabalho – Pediu Lily corando de leve e eu não resisti a vontade de passar a mão pelo seu rosto. Mas, logo refreei o meu contato.
-Não há pelo que se desculpar – Falei pegando a minha capa com cautela – Nós teremos que dividir.
-Er...tudo bem – Falou Lily entendendo que aquilo era uma capa de invisibilidade. E a única coisa que posso comentar sobre a ida até a Torre é que ela foi tensa, muito tensa.
Meu coração estava disparado e eu precisava pensar em mil e uma coisas que não fossem o cheiro da Lily ou seu corpo tão próximo ao meu. E eu podia sentir o coração da Lily disparado através do seu pulso que eu segurava para guiá-la. Uma parte de mim dizia ser pelo medo de ser pega e outra pequena, mas gritante, achava que ela estava tão afetada quanto eu pela proximidade. E mesmo eu sabendo que a segunda era pouco provável. Eu gostava mesmo de me iludir.
-Sua mãe se interessou como por rituais? – Perguntou Lily tentando manter uma conversa assim que entramos na Torre de Astronomia e eu trancava a porta e lançava um feitiço de aquecimento na Torre.
-Na verdade é uma história meio grande – Falei sorrindo com carinho ao lembrar-me da minha família.
-Eu adoraria escutar – Falou Lily parecendo entusiasmada para logo corar intensamente – Claro se você quiser me contar.
-Tudo bem, eu adoro contar essa história – Falei rindo baixo – Tudo começou com a família Potter. Na verdade a minha família é meio estranha. Dizem que de duas em duas gerações uma criança Potter nasce com o poder da visão. Minha avó até hoje se remexe no tumulo por eu não ter aprimorado minhas "técnicas".
-Você tem o dom da terceira visão? – Perguntou Lily entre cética e surpresa.
-Minha avó dizia que sim, mas eu nunca acreditei ou desenvolvi esse "poder". O poder da visão dos Potter são mais sensitivos do que de realizar profecias – Expliquei sorrindo – Bom, e a minha família materna é descendente das antigas Altas Sacerdotisas de Avalon. E foi em um dos festivais dos Países Altos que meus pais se conheceram.
-Mas, você comentou que seu pai não acreditava nisso – Falou Lily enquanto eu desenhava no chão um circulo e dentro uma estrela escrevendo em cada ponta algumas runas antigas.
-E não acredita, mas era esperto suficiente para não desobedecer minha avó – Falei sorrindo enquanto tirava a minha blusa escutando a Lily ofegar baixo. Porém, antes que ela perguntasse alguma coisa, comecei a desenhar pequenos círculos e algumas runas – Preparada?
Narrado por Lily
Eu nunca imaginei que me sentiria tão bem depois de um ritual. Eu não era como a Amanda que acreditava piamente nisso. Eu era cética. Mas, precisa dessa sensação de bem estar depois de conversar com o Severus. Foi como deixar as emoções ruins para trás e se concentrar apenas nas boas. E talvez, talvez eu possa perdoá-lo agora.
-Sentindo-se em paz? – Perguntou James quando chegamos à Sala Comunal.
-É uma sensação tão boa de equilíbrio – Comentei sorrindo.
-Minha mãe descreve com a perfeita união entre a alma e a sua magia – Disse James sorrindo abertamente. Depois de hoje eu meio que não conseguia em pensar nele como "Potter". Na verdade desde o beijo que nós trocamos.
Eu não conseguia esquecer quão desejada eu me senti quando seus lábios tocaram nos meus. Eu sabia que havia sido uma loucura e que eu não queria me envolver em nenhum relacionamento agora, principalmente com alguém como o James. Mas, era impossível não querer outro beijo. Era impossível não querer sentir suas mãos acariciando a minha pele. E quem sabe a gente poderia apenas aproveitar o momento. Aproveitar pequenos carinhos.
-Eu tenho um presente para você – Falou James sorrindo passando a mão pela sua nuca tirando um colar que eu nem mesmo sabia que ele possuía. Eu fiquei chocada, já que a pouco eu o havia visto sem blusa – É um colar de proteção.
-Você não precisa me dar nada – Falei surpresa e ele apenas sorriu colocando o colar no meu pescoço que rapidamente se camuflou a cor da minha pele.
-Se você soubesse tudo sobre o colar saberia que é ele que escolhe o seu dono – Explicou James sorrindo se afastando levemente de mim.
-Você não vai me contar a sua história? – Perguntei sentindo o colar morno sobre a minha pele.
-Quem sabe outro dia? Já é tarde – Falou James com calma claramente querendo mudar de assunto e preferi respeitar.
-Então muito obrigada. Pelo ritual e pelo presente – Falei me perdendo em seus olhos tentando decifrar todos os seus segredos.
-Não por isso – Disse James sorrindo – Boa noite, Evans.
Eu o encarei com o meu interior gritando para me aproximar ou puxá-lo para mais perto. Ou pelo menos pedir para ele me chamar de Lily. Se bem que acho que não resistiria à sensação de intimidade que viria com o meu nome saindo da sua boca. E como uma boa aluna pertencente a Grifinória, eu simplesmente sorri, acenei e subi para a proteção do dormitório feminino.
Narrado por Narcissa
Hoje eu acordei estranhamente bem comigo mesma. Provavelmente por saber que não iria vez a face do Lucius. Não que a gente trocasse uma ou duas palavras, mas eu me sinto bem mais livre quando eu sei que ele está longe de Hogwarts.
-Morgana! Morgana! – Chamei agitando o seu ombro e ela abriu os olhos assustada sorrindo ao notar que era eu quem a chamava.
-Narcissa? – Perguntou Morgana parecendo ainda estar sonhando – Ainda é cedo para acordar!
-Mas, você lembra que prometeu me ajudar – Falei e ela pareceu finalmente acordar – Está na hora de você cumprir sua promessa.
N/a: Sim, eu sei que vocês querem me matar. Sei que passei praticamente dois meses sumida, mas não foi de propósito. Primeiro o mês de junho foi completamente conturbado, problemas familiares, briguinhas irritantes com amigos e minha cabeça estava tão cheia que não consegui escrever uma frase que preste. E o mês de julho foi o das festas, primeira a semana de festas diárias aqui na minha cidade e na semana seguinte viajem para Garanhuns para o Festival de Inverno, e se por acaso tem alguém aqui de lá ou que já esteve na cidade, tenho que dizer que amei o festival e a cidade, nunca passei tanto frio. E quando voltei para casa tive que estudar para uma provinha básica de penal, já que só fico de férias em setembro. Então mil desculpas pela demora.
Angel ~ Ola querida! Nossa! Mil desculpas pela demora, pode deixar que a partir de agora vou demorar o mínimo possível. Muito obrigada pelos elogios e espero que goste desse capítulo ^^
Lanna ~ Ola querida! Sinto muito mesmo a demora para atualizar. Prometo não demorar tanto no próximo. E espero que goste desse...
Bom, espero mesmo que ainda existam leitores e quero agradecer aos Reviews e volto com a campanha "Deixe um oi para a autora" Você que lê, mas nunca achou nada para dizer no review deixe apenas um oi e mostre que você está lendo. ^^
Próximo poste: 15/08
Beijinhos
Até o próximo
01/08/2010
