Cap. 8 : Os Segredos Na Lua Cheia.

Disclaimer: Nada é meu, tudo da JK. Menos a Lua, que é minha mesmo...! \o/

N/A: A partir deste capítulo, a história começa a abordar assuntos mais sérios e por isso que não terá mais TANTA comédia como no início. Mas é claro que como a fic é de humor, eu não esquecerei essa característica. Vocês vão observar muito mais romance, action (não estranhem, e quem não se sente bem lendo essas partes que são de romances... como posso dizer... mais quentes, pode pular que não irá alterar nada na trama), e drama na história. Só o que tenho a acrescentar agora é: Boa Leitura!!

O mundo é uma coisa engraçada, crianças.

Ele dá milhões e milhões de voltas. (Vulgo: Karma) .

O movimento de rotação é uma coisa mágica e é a favor de uns e contra outros.

Então nunca roubem o lápis do coleguinha, se não querem que o seu seja roubado mais tarde. Nunca coloquem chiclete no cabelo do seu amiguinho ou amiguinha, se não quer que o seu esteja com um mais tarde. Nunca riam nem zombem de uma pessoa só porque ela usa roupinhas engraçadas se não querem que mais tarde façam o mesmo com vocês.

E PRINCIPALMENTE:

Nunca provoquem ciúmes em uma pessoa se um dia você não quer ser provocado.

Ponto.

Eu não sei explicar como eu o correspondi tão amorosamente como ele.

Só sei que depois de certos segundos o beijando eu ouvi algo como um metal batendo com um estrépito no chão, e me virei para ver o que era.

Potter acabara de derrubar a sua espátula cheia de chicletes no chão.

Não sei como explicar o porque de ter sorrido de leve e voltado a beijar o Remo como se nada tivesse acontecido.

Na verdade, eu sei explicar. Vingança é um prato que se come MUITO frio, quase congelado. E eu AMO me vingar...

Quero dizer, nunca fui vingativa com tudo. Mas quando eu me vingo, me vingo bem vingado.

Bem, enfim, lá estava eu, beijando o Remo Lupin apaixonadamente, (claro que o Prof. Flitwick já havia ido embora, senão já teríamos tomado umas boas detenções nas testas até o fim do ano), de forma quase selvagem (eu exagerei um pouco, mas é que eu me empolguei), um hiper beijaço, de forma que o Remo já se encontrava encostado na parede me segurando firmemente pela cintura (já que eu poderia cair a qualquer momento), enquanto eu o segurava pela nuca de forma sutil que o fazia arrepiar-se constantemente.

Eu abri uma frestinha dos olhos e reparei no local.

Amanda no começo ainda não havia reparado pois estava despejando todos os chicletes do balde para o lixo, e assim que terminou isso, percebeu o "movimento" no local, e ficou completamente boquiaberta, piscando varias vezes como se estivesse se perguntando se aquilo era real ou era só uma devaneio louco devido à quantidade de chicletes duros e nojentos de Filch que ela havia visto.

Depois ela abriu um grande sorriso como se aprovasse o que estava vendo.

Em seguida, reparei em Tiago, e aí que vem a parte da vingança. Ele tinha a cara mais (palavrão, crianças) puta da vida que eu já vira.

No início, ele também estava boquiaberto, com os olhos estreitos, nos encarando com ódio. Depois ele começou a fingir que estava com nojo e fez uma cara de quem estava repugnando aquilo. Em seguida, ele cruzou os braços como se pedisse satisfação por tal ato. E pra completar ele começou a ficar inquieto como se aquilo o incomodasse e constrangesse.

"Dramático", pensei. "Dramblemático, podemos dizer assim", e com esse pensamento eu sorri enquanto continuava a beijar o Remo.

OoOoOoOooOo

Quanto tempo eu passei beijando o Remo? Não sei, sinceramente.

Só sei que foi o suficiente pra o Potter ficar fulo da vida, e Amanda começar a empurra-lo para fora achando que nós devíamos ficar sozinhos (quando na verdade a língua dela estava coçando para contar para as garotas).

Assim que ela bateu a porta, eu fui diminuindo o ritmo do beijo (o que pareceu decepcionar ele porque não queria parar de modo nenhum me apertando cada vez mais), até que paramos, e eu o encarei pela primeira vez depois do longo beijo (que por sinal foi LONGO mesmo porque meu maxilar já estava bem doloridinho).

Ele não queria abrir os olhos e eu ri de leve por isso. Era como se ele se perguntasse se aquilo era de verdade ou ele estava sonhando.

Eu não me acho digna de ser algo de tal magnitude para o Remo. Quero dizer, o Remo é a pessoa mais fofa, honesta, justa, sincera, e perfeita desse mundo! Eu sou a mais desequilibrada, histérica, escandalosa, dramática e etecéteras ruins do universo!!!

Aí você vem com aquele ditado:

"Os opostos se atraem".

Mas eu e o Remo não somos opostos! Pelo contrário, parecemos a Alice e o Frank! Achamos a mesma coisa sempre!! Eu não me surpreenderia se descobrisse que ele usa a mesma pasta de dentes que eu... (Minha mãe iria vibrar com isso).

Ele abriu os olhos vagarosamente, e eu ainda estava rindo dele. Quando viu que eu ria ele corou e eu parei de rir. Me afastei aos poucos.

- Acho que já está na hora de ir...- comentei, ainda segurando suas duas mãos, olhando-o de forma carinhosa.

Remo me encarou como se estivesse surpreso que eu ainda estivesse lá, e corou mais violentamente ainda.

- Er.. já?...Bem...- ele começou a gaguejar e a tremer. Segurei com mais força suas duas mãos. Ele parou de tremer as mãos, mas o resto do corpo continuava a chacoalhar loucamente. Eu só não ri porque eu o considero muito.- Bem... se você quer ir...

Eu ri de leve novamente.

- Não é que eu queira ir Remo...- falei, tentando passar toda calma do mundo pra ele e descobrindo o primeiro defeito dele: ficar nervoso demais na presença de garotas que ele gosta.- E porque eu tenho que ir... é diferente.

Ele engoliu em seco, e piscou, depois começou a chacoalhar a cabeça para cima e para baixo e eu tomei um susto com esse movimento brusco dele. Só depois de um minuto que eu entendi que ele estava afirmando com a cabeça.

- Tu-tu-tudo bem...e-e-e-eu enten-ten-tendo...

Eu não sei porque cargas d'água eu fiz aquilo, mas sabe aquelas atitudes loucas que você toma em certas situações realmente complicadas? Do tipo: dar um tapa na cara de alguém que está muito nervoso?

Pois é, só que ao invés de um tapa, eu dei um beijo. (Bem oposto.)

Dei mais um beijo nele, de surpresa para que ele se acalmasse. (Eu sou uma pessoa altamente discreta e acima de tudo tenho táticas para acalmar seres humanos bem legais hein? Mas não é que ele se acalmou mesmo? Vou abrir um negócio... "Lílian Evans, Acalma Qualquer Ser Humano com um sossega-leão misterioso!")

Depois disso eu fiquei tão embaraçada, que só tive vontade de ir embora, e me encaminhei para a saída assim, sem mais nem menos, deixando o coitado do Remo com cara de taxo que acabara de realizar seu sonho de prender a folha mais legal de um mural.

- Lilly...- senti meu braço ser puxado por uma mão suada e trêmula.

- Remo, eu realmente tenho ir agora...- disse, já impaciente, quase alcançando a porta e o arrastando.

- Sério Lílian, peraí, peraí...- falava ele tentando me puxar.

Mas eu sou uma dama gente. Uma dama muito chique e com modos incríveis. Eu fiquei tentando reconquistar meu braço de volta, e arrastei ele por uns dois corredores, enquanto ele tentava me pôr parada no chão.

- Lílian, pelo amor de Merlin, para...- arfava ele, já cansado.

Mas eu não achei o suficiente, e o arrastei por mais dois corredores. Não vou por o que eu tava pensando naquela hora porque eu não sei o que se passava na minha cabeça... qual seria meu propósito em arrastar o coitado e não ouvir o que ele tinha pra falar? Tente responder e se conseguir me avise pra eu por nesse trecho do diário.

Obrigada.

Quando chegamos nas escadas que dariam direto no Salão Comunal da Grifinória, eu resolvi ter piedade do pobre ser humano lupino. Parei rolando os olhos, e virei para ele:

- Diz logo Remo vai...

Porque eu estava impaciente?

Simples. Eu sempre soube que o Remo não era uma pessoa de apenas ficar, como o Henry Bones era. Ele não seria que nem o Henry, me beijaria, e eu, o sabonete humano, iria escorregar das mãos dele só o procurando quando quisesse (dá pra me comparar com os Marotos né? Quero dizer, a diferença é que eles nem procuram mais...). Eu tinha medo que ele me pedisse em...

- Nós... nós vamos ficar só nisso?

"Ahhhhh não Remo..."pensei.

Não que eu não quisesse namorar com ele. Quero dizer, seria até possível eu dar uma chance para ele... quem sabe, sei lá né? Mas é que se eu já subi na cabeça do Remo, imagine se eu começar a ter algo sério com ele.

Esse é o meu medo. Que ele se esqueça completamente de si mesmo.. até porque ele precisa lembrar de si mesmo...

- Eu... eu...- tentei procurar as palavras certas. Qualquer piso em falso, poderia magoar meu amigo agora.- Remo.- comecei pacientemente, falando devagar, ficando bem de frente à ele. – Não sei se daria certo... eu... eu...

- Entendo.- apressou-se a falar, baixando a cabeça dando um leve sorriso.

Eu franzi o cenho e cruzei os braços.

- Como assim, essa risadinha?!- pergunta bem elaborada hein? Pois é... – Hein?! Com assim você deu essa risadinha?!- perguntei novamente, como se ele fosse surdo e já não tivesse ouvido.

Ele me olhou, e vendo meu semblante estressado que ele tanto conhecia, abriu um sorriso mais aberto ainda.

- Qualé a graça?!- indaguei agressivamente.

Eu sou uma pessoa realmente difícil de irritar, percebeu?

Ele continuou sem responder, rindo, com a cabeça baixa, as mãos nos bolsos, enquanto se sacudia da risadinha. Eu ADORO isso... ADORO quando riem e eu não sei o porque.

Inclusive, quando eu tinha três anos, minha mãe estava conversando com uma amiga, e ai elas começaram a rir das aventuras românticas de tal amiga, e eu não gostei das risadas sem motivos justificáveis para mim, e então comecei a chorar loucamente. Quero dizer, riram na minha presença, sem me contar o porque... é demais não acham?

Voltando...

- REMO!!- gritei.

- AH!- gritou ele.

Ele tomou um baita susto com meu grito, e sobressaltou-se se segurando no corrimão da escada ao nosso lado. Eu só não ri porque eu realmente estava curiosa para saber de que tanto ele ria.

- Ai Lílian, que susto... – ofegava ele, com a mão no peito, alguns fios do seu cabelo sempre bem penteado, caindo na testa.

- E então, agiliza... porque você tava rindo?- perguntei novamente, olhando para as unhas, me apoiando no mesmo corrimão que ele se segurava, tranqüila, como se pudesse esperar a noite inteira pela resposta dele.

Remo pareceu perceber, e começou se ajeitar, antes de responder, e eu não entendi o porque. Ele suspirou, respirou, inspirou, expirou e eu só observando os passos estranhos. Chegou até a se afastar de mim um pouco e aí que eu não entendi mesmo e franzi a testa.

- Mas que di...- comecei a falar até que ele desembuchou.

- Bem, a graça é que... você é realmente apaixonada pelo Tiago.

E correu escada acima.

Veja bem, eu fiquei estática.

Não ficaria você também bestificada com tal ato? Observe bem... o OTÁRIO (porque eu realmente adoro o Remo, mas ele foi muito otário naquela hora) ousou me desafiar, dizendo que... que... que... Meu Merlin eu não consigo nem repetir o que ele disse!!!!

Como assim?! Eu?! Deixar barato?!

Corri atrás do infeliz depois de cinco segundos estática.

O melhor a se dizer para Remo naquela hora era: "Sebo nas canelas porque sua morte está mui próxima!". Mas eu não tinha tempo pra dizer isso, só tinha tempo de correr atrás dele e se encontrasse uma peixeira pelo caminho ela seria utilizada.

Subi aos tropeços, sentindo meu rosto ir esquentando de raiva.

- Reeeeeeeeeeeeeeemo Lupin VOLTE AQUI!!!!!!!- entrei no salão comunal de forma sutil e calma.

As pessoas nos olharam rapidamente, depois voltaram aos seus afazeres, sem se preocupar muito com o acontecido. As únicas pessoas que ficaram reparando foram Lua e Amanda que jogavam xadrez bruxo (ambas com certa expressão divertida o que sinalizava que Amanda já havia falado à alguém), Marlene e Emelina que discutiam táticas de quadribol no sofá (ambas com a expressão estranha, o que sinalizava que Amanda já havia falado a mais alguém), e Alice que lia um livro sentada na poltrona (adivinha?? Com uma expressão divertida que sinalizava que Amanda já havia falado à todas).

Eu o encurralei atrás do mural enorme que tínhamos, e exatamente atrás do anúncio : Bombas de Bosta? Eu digo NÃO!, eu sibilei de forma ameaçadora:

- Retire o que você disse agora, Remo Lupin!!! Retire e retire depressa senão...

- Calma Lílian, eu só falei o que eu estava pensando, desculpe se eu me equivoquei.- falou ele, simplesmente, sem se abalar e eu me acalmei instantaneamente.

Odeio isso. Chega dá choque térmico! Eu estou hiper furiosa, fervendo de raiva (principalmente no rosto) e o Remo vem e com uma frase simplória e me joga um balde de água fria. Saco!

- Tá, tá, tá, tá bom eu aceito.

A cara do Remo na hora foi parecida com a sua neste momento. Tipo : O quê?! Do que você está falando?!

- Eu aceito namorar com você.- respondi a cara dele e a sua.

Sua cara deve estar igual à do Remo de novo. Tipo: Han?! Ela tem certeza disso?!

- Tenho, tenho certeza sim, e não,não é pra te provar nada.- respondi novamente.

- Mas Lílian, namoro não é pra ser algo forçado e...

- Remo! – falei, como quem o repreendia pelo que ele ainda ia dizer.

Ele franziu o cenho e ficou muito sério, pensando. Eu sabia a batalha que deveria estar sendo travada dentro do cérebro temperante dele. Ele estava altamente dividido entre namorar a garota na qual ele era perdidamente apaixonado (eu exagerei?), e deixar eu fazer uma loucura que era namorar um garoto no qual eu não era nem um pouco apaixonada.

E ele sabia disso.

- Remo... eu... eu sei que você sabe que eu não sou...- eu tentava me explicar, mais calma agora, olhando-o nos olhos. – Não sou... tão... a fim de você quanto... você de mim...

Ele abrandou o semblante e me observava com uma certa esperança crescente. Ver ele se alegrando com aquela cara pálida (acho que a lua cheia tava chegando mesmo, vou verificar assim que eu for me deitar) me fez continuar com minha decisão. Eu realmente não sabia porque eu estava fazendo aquilo, acho que era mais pela carência mesmo, até porque, eu acredito que se possa começar a gostar de alguém. Ou acreditava...

- Eu realmente preciso...- continuei, hesitante.- Preciso... de alguém como... como você agora...

Assim que eu falei isso, o maior e mais belo sorriso que eu já vira perpassando pelo rosto de Remo apoderou-se dele e eu sorri sinceramente da mesma forma.

Nenhuma das justificativas que eu tentava dar a mim mesma para estar aceitando namora-lo, me satisfazia. Eu estava alegre e triste ao mesmo tempo. Estaria eu iludindo meu amigo?

Eu não queria encarar daquela forma. Até porque eu queria encarar de um ângulo muito mais atrativo. 1º: Eu poderia aprender a gostar dele tanto quanto ele gosta de mim, e já que eu já adoro o Remo eu poderia aprender muito mais fácil. 2º: Estragar a alegria dele uma vez que eu já falei o que não deveria falar seria uma sacanagem e tanto.

Me contentei inaugurando nosso namoro atrás do anúncio: Seja Feliz! Seja Filibusteiro!.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

- Diga tudo não esconda nada!

- Ah Lilly, eu realmente acho que você combina com ele!

- Como assim, você e o Lupin?! Assim, do nada?!

Seqüência: Amanda, Lua e Emelina.

Entrei, me recusando a responder todas as perguntas. Eu tinha um semblante misto entre normal demais para que acabara de começar um namoro e um feliz por ter deixado alguém feliz.

Me encaminhei para a minha cama fazendo sinal para as garotas que eu não queria responder e elas pareceram se conformar e começaram a comentar o novo casal entre si.

- Eu acho eles realmente bonitinhos...- dizia Lua, enquanto se deitava em sua cama olhando para o teto distraidamente, tão distraidamente, que a gente não saberia dizer se ela achava o meu namoro com Lupin bonitinho, ou o casal de moscas que voava por cima de sua cama, bonitinho.

- Eles combinam né Lua? É óbvio que são bonitinhos... – acrescentou Amanda escovando os cabelos sentada na sua cama.

- Um casal perfeitinho.- falou Emelina brincando com seu papagaio (eu disse que ela gosta de animais à tal ponto de transformar nosso dormitório num zoológico).

- Um perfeito casal de monitores babacas...- falava Marlene, no seu velho jeito grossa, enquanto saia do banheiro enrolada na sua toalha.

- Obrigada pela parte que me toca Marlene.- eu falei pela primeira vez, desde que cheguei no dormitório.

Até que percebi que havia outra pessoa que não falava desde que entrei. Virei-me para a cama do meu lado direito e vi Alice, com sua camisola rosa, olhando para o nada, acariciando as orelhas de Baltazar que estava no colo dela. Me levantei e sentei do seu lado, deixando as outras garotas conversarem sobre o meu relacionamento. (Desocupadas!)

- Lice... tá tudo bem?- perguntei, receosa, colocando minha mão no seu joelho para que ela me olhasse, já que seu olhar continuava perdido.

Ela ergueu as sobrancelhas e me olhou como se tivesse percebido naquela hora que eu chegara no dormitório apesar de todo falatório das garotas.

- Quê? Ah.. sim.. to bem, sim.- respondeu ela, olhando agora para Baltazar e o alisando ainda mais.

Eu suspirei. Eu sabia que não estava nada bem. Havia algum problema. E esse problema começava com Frank e terminava com Longbottom.

- Não, você não está bem Lice.- disse, suspirando novamente e me sentando mais próxima dela. – Nada bem por sinal.

Ela levantou seu olhar vagarosamente para mim, e percebi pela luz da lua crescente (na mosca! Eu sabia que a cheia estava vindo! Mais uma coisa para me preocupar... eu tinha agora um namorado lobisomem que estava para se transformar em breve.) que ela tinha os olhos marejados.

- Briguei com ele novamente Lílian...- falou ela, a voz trêmula.

Olhei ao redor e percebi que todas já tinham ido dormir, com exceção de Emelina que ainda dava ração ao papagaio só que sonolenta demais para prestar atenção no que estávamos falando.

- Pelo quê, dessa vez?- perguntei, pondo uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, demonstrando que estava disposta a ouvir tudo.

Ela demorou um pouco para responder. Seus lábios tremiam como se quisesse chorar muito. Eu senti um nó na garganta de tanta pena da minha amiga.

- Eu... eu fui tirar satisfação daquilo que a Marlene me falou...- sua voz era mais embargada impossível.

Eu franzi o cenho tentando me lembrar o que Marlene havia dito e me lembrei da fala que deixara todas espantadas : "Você realmente... realmente acha... que se relaciona com um garoto normal não é?... Pois bem.. Você namora nada mais nada menos que um Maroto enrustido!!"

- Eu sei que ele nunca deixou de ser quem ele sempre foi, mas custava assumir Lílian?! Custava?!- choramingava ela, as lágrimas já descendo rosto abaixo.- Quero dizer... eu puxei ele pra conversar sobre isso e sabe o que eu descobri?! Que todas aquelas noites que ele dizia que tinha que estudar pra não se encontrar comigo, era pra se encontrar com os Marotos para fazer aquelas reuniõezinhas secretas que eles ficam fazendo coisas erradas ou sei lá... – falava ela de uma vez só, enquanto eu engolia em seco.

Ela realmente estava numa crise com o Frank.

- E o pior Lílian!!!- eu juro que eu não queria mas eu pensei: "Ainda tem pior?".- O pior!!! Ele disse tudo isso numa tranqüilidade imensa, não parecia abalado de alguma forma ou... ou... ou sei lá, o diabo que o carregue!!!- vociferou ela, batendo na cama, fazendo com que Baltazar saltasse para debaixo desta.

Em seguida ela debulhou-se em lágrimas no meu ombro, soluçando e tudo. Eu realmente não sabia o que dizer naquele momento.

A Alice é uma pessoa para ser levada na mais pura sinceridade. Ela sabe quando você está mentindo mesmo que você não esteja mentindo. Não há coisa no mundo que a deixe mais magoada que a mentira. E Frank pisara justamente onde não deveria.Creio que ele conseguira enganar Alice bem, porque ela é tão melosa com ele e ele com ela, que quando ele falava a mentirinha com as mãozinhas para trás, aquele cabelinho penteado e carinha de santo, ela caía. Ele mentira para ela dizendo que ia fazer uma coisa pra fazer outra totalmente diferente. Poderia soar até como besteira, mas quando uma pessoa detesta algo, ela detesta mesmo e não tem nível de vacilo. Pelo menos com Alice é daquela forma.

Eu me lembro de uma vez no segundo ano, que eu disse que ia dormir cedo naquele dia para me preparar para as provas do outro dia, quando Alice me chamava para ir dar uma volta proibida pela orla da floresta (coisa que adorávamos fazer). Na verdade eu estava querendo comer sozinha minha caixa de sapos de chocolate, e então eu menti.

No outro dia Alice nem olhava para a minha cara pois ela havia visto a caixa em cima da minha barriga enquanto eu dormia.

Enfim. Frank pisara na bola. E pisara feio.

Mas não acho que Frank faria isso por maldade. E ver minha amiga chorando muito, me fez pensar em algo.

- Lice... escuta...- falei, enquanto a afastava gentilmente para que ela olhasse diretamente pra mim.

Ela me encarou, a cara banhada à lágrimas, o queixo tremendo loucamente para voltar a chorar.

- Você... você acha que o Frank... ele... ele mentiria para você...- eu falava, meio hesitante, escolhendo as palavras certas, para que ela não desse um grito e voltasse a chorar desesperadamente.- Se.. se... não se importasse com você e ... não quisesse que você ficasse preocupada e ... sabe... não quisesse... perder você...

Ela franziu a testa e engoliu o choro rapidamente. Considerou a questão. Ergueu uma sobrancelha e indagou:

- Você acha Lilly?

Me encorajei pela consideração dela.

- Se eu acho? Eu tenho certeza Alice!! O Frank ama você.- disse, encarando-a fundo nos olhos, e enfatizando bastante o verbo amar.- Ele se importa com você. Eu acho que ele não queria deixar de ser quem ele sempre foi, mas tinha medo de lhe contar porque não queria que você brigasse com ele e/ou terminasse o namoro, entende?

Ela deu uma risadinha e eu deduzi que fosse pelo meu "e/ou". Alice sempre achou engraçada a forma complicada que eu falava até quando eu me exaltava ou ficava indignada.

- É...?- perguntou ela, incerta.

Eu afirmei com a cabeça energicamente. Ela sorriu e limpou as lágrimas com as costas das mãos.

- Eu... eu vou falar com ele amanhã para constatar se é isso mesmo.- disse ela, dando um longo suspiro em seguida, e me encarando amigavelmente.- Obrigada Lílian, você é maravilhosa.

E me abraçou fortemente.

Eu aproveitei aquele abraço para demonstrar que eu também não estava muito bem, e a abracei com mais força que ela.

Quando nos separamos, ela me encarou com a cara de quem já entendera tudo que eu queria dizer mesmo sem eu dizer nada.

- Você não sabe como aceitou o pedido do Remo, não é? E agora está se perguntando se o que fez foi certo ou errado, não está? – perguntou de uma vez só com um sorriso enviesado.

Eu rolei os olhos demonstrando que sim. Ela abafou outra risadinha.

- Você vai ser assim até morrer Lílian Evans? Você já está ficando muito fácil de se entender sabia?- falou e colocou as mãos na cintura, teatralmente.

Eu ergui as sobrancelhas, dizendo:

- Isso é novidade!

- Claro que não!- replicou ela, pegando sua famosa lixa de unha (lhes apresento a segunda melhor amiga de Alice. A lixa. Quando ela está triste, está com a lixa. Quando está alegre, está com a lixa. Quando está nervosa, está com a lixa. E por aí vai...). – Claro que não! Você sempre foi fácil demais de se entender.. pelo menos pra mim.

Eu bufei.

- Ah, só você mesmo! Porque pelo que eu saiba, nem Merlin com todo seu poder de Legilimência não entenderia minha pequena cabecinha...- brinquei, fazendo sinal de mínimo com os dedos.

- Cabecinha nada... cabeção mesmo.- falou Alice, rindo maliciosamente.

- Hahahaha, muito engraçado.- falei, ironicamente.

Passamos uns segundos sem dizer nada. Alice lixando suas unhas, ainda rindo da própria piada, e eu emburra com a piada dela. Até que ela se manifestou.

- Bem, não custa nada tentar não é mesmo? Até porque o Remo é um bom garoto...

- Ele é um maroto se você não sabe...

- Mas é seu amigo, se você não sabe!- replicou ela, quase na mesma hora. – Cadê sua consideração com ele, que você sempre disse que tinha?! Namore ele ué, se não der certo... – ela deu de ombros.- Pelo menos você o avisou... não avisou?

- Claro que avisei!- afirmei, enquanto Baltazar pulava no meu colo e eu começava a lhe acariciar a barriga.

- Então...- falava ela enquanto fazia sinal para mim de que iria se deitar. Me levantei com Baltazar ainda no colo, e ela adentrou em seus cobertores.- Não há com que se preocupar, não é mesmo?

Eu me sentei na minha cama, e a olhei com a cabeça um pouco virada como quem procurava um ângulo errado.

- Não é mesmo?- respondi/perguntando.

Ela muxoxou e rolou os olhos enquanto se levantava de um pulo e me dava um beijo na bochecha.

- Boa noite Lílian.

Fechou as cortinas da sua cama e sumiu por trás destas.

Eu comecei a pensar com meus botões.

Será que fazer aquilo com o Remo estava sendo certo? Quero dizer, eu não quero machucar ele de forma nenhuma... e me sentiria muito mal se o fizesse.

Baltazar miou baixo e eu o encarei. O seu olhar me dizia perfeitamente:

"Sei como você se sente mãe, e eu fico indeciso com você."

Eu o abracei fortemente.

- Baltazar, eu tenho medo de magoar ele... e agora?

Ele miou baixinho mais uma vez e eu só me lembro de ter acordado no outro dia cheia de pelos brancos do Baltazar, e ainda agarrada com ele.

OoOoOoOoOoOoOoOo

A notícia se espalhou mais rápido do que diarréia em trasgo. (Exemplo dado se assemelha ao meu humor em relação a esse povo de Hogwarts: nojo). É incrível como eles conseguem ser inconvenientes em todos os momentos.

Eu não vou citar os comentários da Sonserina quando nos viram andando de mãos dadas, nem vou citar os olhares esbugalhados de todos quando nos demos um selinho para seguirmos em aulas diferentes.

O que eu vou citar é mais interessante e intrigante.

Estava eu, andando com o Remo num intervalo de aulas, ao lado de Alice que ria de alguma palhaçada da Lua que andava ao nosso lado também. A conversa parecia tão normal, até que viramos num corredor e demos de cara com quem?

Potter, Black, Pettigrew e Frank.

Eles estavam juntos, agrupados, vendo alguma coisa que as costas de Black ocultavam. Olhei para Remo, e este estava petrificado, como se esperasse que eles se dispersassem rapidamente. Reparei em Alice, e esta olhava para o outro lado, o queixo tremendo e eu tinha uma leve sensação que ela tinha os olhos aguados. Já Lua parecia indiferente a tudo isso, e quando eu achava que ela ia ficar calada, ela fez o favor de falar:

- Olá gente!

Lua é uma pessoa maravilhosa. Porém, sem noção do ridículo.

Os quatro se viraram instantaneamente parecendo levemente assustados, mas logo em seguida já nos olhavam com a cara de madeira que acabara de passar óleo de peroba que só eles sabem fazer. Eu estreitei meus olhos e vi que Potter tinha os maxilares endurecidos e olhava de mim à Remo com a mesma face que ele retirara os chicletes da mesa de Filch. Já Remo parecia querer um milagre para tira-lo daquela situação.

Frank parecia nervoso e olhava para Alice esperando que esta olhasse para ele. Black apenas estava de braços cruzados e ria de forma maldosa para mim e Lupin.

- Ora, ora, ora... se não é o mais novo casal de Hogwarts... – falou com sua voz maléfica, Black, enquanto piscava para Remo, que tinha a cara mais séria do mundo.- Aluado, não tinha uma mais neurótica não?

Eu senti Remo apertar meu ombro, como se controlasse sua raiva. Black deu uma risada divertida e continuou:

- Calma Aluado, só estou brincando cara...

- Controle suas brincadeiras Sirius.- disse Remo, sua voz demonstrando que ele realmente não estava com humor para "brincar" naquela hora.

- Ué Aluado, só não espero que você tenha criado expectativas de ficar ileso de brincadeiras enquanto está namorando a Evans...- disse Potter, cruzando os braços e entrando na "brincadeira", rindo maliciosamente também.

Eu senti um ódio crescente do Potter. E olhe que ele me chamou de prepotente!!! Quem era prepotente era ele, aquele... inútil!!! Argh, que ódio!!!

Sinceramente, eu ODEIO o Potter. (Tá, eu sei que isso não é novidade.) Mas é serio, eu não suporto esse jeito dele, essa... essa... essa segurança de que é o tal... essa mania de se achar maior e mais que os outros... até da sua aparência eu tenho nojo!

O cabelo é ridículo (ao contrário de todos os seres humanos, Potter acha engraçado e bonito manter aquele cabelo bagunçado do estilo "acabei de ver minha avó pelada"...), aqueles olhos verde-caganeira que não me enganam com tal denominação dada por todos: "castanho-esverdeados". Odeio também a forma como ele se veste. Você acredita que eu já cansei de tirar pontos dele e do Black por farda mal usada?

Vejam bem o Black nem exagera tanto quanto o Potter. Black faz questão de nunca usar a capa (menos cinco pontos), pode estar uma tonelada de neve caindo do céu, que ele não a usa. Ele usa apenas o suéter com a camisa e a gravata, a calça, e os sapatos (claro, se ele usasse chinelos eu juro que eu surtava).

Já o Potter não. Ele realmente é ousado (no sentido ruim mesmo). Ele usa apenas a camisa branca, metade para dentro da calça e a outra metade para fora (menos dez pontos), os cabelos despenteadíssimos, a gravata sempre frouxa, as mãos Remo ia falar alguma coisa, mas meu ódio crescente foi maior, e eu desembuchei:

- Você não tem nada a ver com a minha vida e a do Remo, Potter, e eu realmente me decepciono por ter alimentado expectativas de que você iria respeitar pelo menos o seu amigo!!!

Potter franziu o cenho, descruzou os braços enquanto Black, Pettigrew e Longbottom rolavam os olhos como se já sabiam o que ia acontecer.

- Eu não me importo com suas expectativas Evans, pro inferno todas elas!!- revidou ele, me fuzilando com o olhar.

Todos prenderam a respiração. E eu vou explicar porque:

Nem eu nem ninguém estava acostumado a ouvir o Potter me revidar. Quando ele me revidava era algo do tipo:

"- Você não tem nada a ver com a minha vida e a do Remo, Potter, e eu realmente me decepciono por ter alimentado expectativas de que você iria respeitar pelo menos o seu amigo!!!

- Ah doce Lilly, é bom saber que você alimenta algo por mim.. será isso uma evolução? Quando iremos sair?"

Fim do exemplo infeliz.

Eu vou ter que admitir. Eu sinto falta desse jeito dele que nada havia acontecido enquanto eu o dava um fora ou gritava na sua cara. Ver ele me revidando me dava arrepios.

- Er... er...- eu demorei um pouco para lembrar o que ele havia falado antes. Quando lembrei:- Pro inferno você Potter!!!

Resposta curta e objetiva.

Bem pateta também por sinal.

Os presentes esperavam a reação de Tiago como se aquilo fosse uma cena de suspense numa peça de teatro. Já eu, esperava como se qualquer palavra que ele pronunciasse agora, me matasse por dentro.

Eu odeio ter que admitir uma coisa. Mas vou admitir, em público:

O Potter está fazendo alguma macumba pra cima de mim...

Tá, não era bem isso que eu tinha que admitir, era mais algo do tipo:

O Potter está mexendo comigo de alguma forma.

Tchau, morri de vergonha depois dessa.

- Eu não vou ficar ouvindo seus desaforos deselegantes Evans... dane-se!- falou ele, num tom de voz baixo, como quem falava com uma serviçal.

"Peraê, peraê, tem alguma coisa errada, eu to saindo por baixo?! Atenção cordas vocais... entrar em ação em 5, 4, 3, 2... 1!!!"

- DANE-SE VOCÊ SEU MAROTO IDIOTA!!!- berrei, muito bem berrado. Não foi o melhor dos meus xingamentos mas foi alguma coisa.- PORCO, NOJENTO, PALHAÇO, INFELIZ!!!

Ele respirava rápida e furiosamente. Alice me olhava como quem pedia pelo amor de Merlin que eu parasse.

- Lílian... – pedia Remo ao meu lado.

Eu não dei atenção e nem pisquei, continuando a encarar o Potter.

- EU NÃO VOU DISCUTIR COM UMA...UMA... NOJENTINHA QUE NEM VOCÊ EVANS!- berrou ele.

- AHHH, TA COM MEDINHO É?!- berrei eu.

- TENHO MUITO MAIS O QUE TEMER SEM SER SEUS GRITOS ESCÂNDALOSOS, OBRIGADO!!- berrou ele.

- POIS NÃO PARECE, VOCÊ FALA DEMAIS POTTER, E NA VERDADE É UM COVARDE!!

- COVARDE?! COVARDE?! ACHO ATÉ ENGRAÇADO ESSA PALAVRA VIR DA SUA BOCA EVANS, QUANDO EU TE SALVEI DE HUMILHAÇÕES NO SALÃO COMUNAL E NA VERDADE EU NEM SEI PORQUE EU FIZ ISSO...

- SE NÃO QUISESSE QUE NÃO SALVASSE, EU NÃO IA MORRER SÓ POR CAUSA DE UM XIGAMENTO VINDO DA BOCA DE UM CACHORRO QUE NEM O BLACK!!

Eu não sei porque mas o Remo tossiu fortemente nessa hora.

Percebi que Black franzira a testa, e Potter ficara um pouco mais lívido. Estranhei porque o Remo tinha todas as horas pra ter tossido mas foi tossir bem naquela, e eu reparo bem em tudo. Fiquei relembrando na cabeça o que eu falara para ver onde eu os deixara daquela forma, mas não consegui pegar nada constrangedor, acusador, revelador ou engraçado.

Só sei que no segundo seguinte eu estava sendo arrastada pelo cotovelo por Remo, deixando o resto do grupo todo pra trás confusa e vermelha de raiva.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

- Eu sei Remo desculpa, eu realmente agi feito idiota...

Eu mal começara meu namoro e já estava me desculpando por algo errado.

Não, eu só posso ter alguma coisa em cima de mim, alguma praga que persiste desde os meus tempos de infância que eu não consigo namorar por mais um mês!!! Acredite ou não!!

Vou contar alguns casinhos para vocês...

Meu primeiro "namorado" (entre aspas mesmo), foi o... (quem rir, morre!) foi o... Khalu Dalulu. É, nomezinho estranho mesmo. Na verdade ele era um africano, filho de um casal de africanos (minha sandice está alcançando a da Lua), e adorava meus lírios do campo que nem eu. Eu tinha oito anos e ele nove na época.

Vizinhos, brincávamos juntos sempre. Até que um dia, nós estávamos regando meus lindos lírios, quando ele me dá um selinho do nada! (Africanos têm atitude!). Eu gelei na hora e adivinhem?

Comecei a berrar.

Legal né? Só sei que ele gritou : "Sua branquela idiota!" e saiu correndo antes que os meus pais viessem.

Meu segundo namorado (desta vez sem aspas), foi um caso um pouquinho mais sério (acredite no pouquinho). Eu tinha doze anos (já cursava Hogwarts, mas ele era trouxa), e ele tinha quatorze. Só sei que nos apaixonamos por algum motivo bobo, e nosso namoro conseguiu durar três semanas inteirinhas! (Aplausos) Mas como nem tudo são meus lírios campestres, um dia estávamos num bem bom, atrás de uma árvore no meu lindo bairro inglês, quando quem chega?!

Não, quem é a pessoa que é mais liberal que o próprio Bob Marley?!

Meu pai claro!!!

Jura que você esqueceu que ele existia?! Nossa...eu lembro dele todos os dias da minha vida, e não é só porque ele é meu pai, acredite nisso..

Só sei que ele pegou um cipó de alguma árvore por perto e quando eu entrei em pânico achando que ele ia me bater, ele começou a correr atrás do garoto.

Detalhe: meu pai estava só de sunga pois havia voltado de um clube com minha mãe e Petúnia.

Dá pra imaginar? Um homem correndo atrás de um garoto com um cipó na mão, só de sunga?!! Dá?!!

Er... pulando as partes embaraçosas...

Enfim, só sei que esse garoto não quis me ver nunca mais na vida dele e pra ser sincera, eu nem lembro do rosto do indivíduo.

Só foram esses dois, e como eu não chego a mencionar meus "casos bruxos" com meus pais a não ser que eles durem mais de um mês (o que nunca aconteceu), podemos considerar que esses foram belos exemplos dos meus namoros fracassados.

E eu ainda me pergunto porque eu não corto os pulsos... tsc, tsc.

Voltando...

Estávamos eu e Remo limpando o teto lodoso da sala de Filch, eu pendurada em uma escada esfregando o teto, e ele limpando a esponja que eu usava me passando uma nova de cada três em três minutos.

Ele havia acabado de mencionar a briga (ele mencionou e não criticou como você pode ter imaginado) e eu havia acabado de responder aquilo, quando ele continuou:

- Não é questão de agir como idiota Lilly, você sabe disso...- dizia, enquanto me passava mais uma esponja limpa e pingos de sabão caíam na sua testa.- É questão de não discutir com o Pontas, você sabe que não bate com ele e fica insistindo em brigar, fica cansativo sabe?

Ele tinha aquele tom temperante o que tornava aquela crítica mais um conselho que crítica.

- Eu sei Remo, mas ele que pega no meu pé, você viu, ele quem começou com a discussão... e ele sabe que...- mas eu parei porque percebi que estava falando alto demais. Tiago estava a menos de dois metros de distância, limpando o banheiro com Amanda. Continuei, sussurrando:- Ele sabe que eu me esquento fácil e vem provocar! Ele que quer briga!!

Remo balançou a cabeça negativamente enquanto limpava outra esponja, apanhava uma da minha mão e me passava outra.

- Tá, Lílian, eu vou falar com o Pontas então... mas essas discussões têm que parar, até porque você tem a obrigação de monitora-chefe, e o Pontas não...

Pra desviar o assunto "Monitora-Chefe" que por sinal eu estava sendo uma péssima, eu indaguei uma curiosidade que me matava desde muitos anos atrás:

- Remo... porque vocês se chamam desses apelidos estranhos?

Ele podia estar com a cabeça baixa, mas eu percebi que ele ficou um pouco mais lívido naquela hora.

Eu voltei a perguntar:

- Remo, porque vocês se chamam desses apelidos estranhos?

Ele não respondeu novamente e eu bati com o pé na escada, como quem não admitia um silencio como resposta.

- Remo...- chamei-o e ele levantou o rosto, engolindo em seco.

- Bem, o meu você já deve imaginar porque.- respondeu ele rapidamente, como quem se arrependia do pecado na hora que o estava cometendo.

Eu franzi o cenho e me ergui na escada.

"Aluado.. Aluado... AH! Dãããããã, é claro!!! Ele é lobisomem! Por isso é Aluado!! Mas... e Almofadinhas? E Rabicho? E Pontas?" pensei.

- E Almofadinhas? E Rabicho? E Pontas?- perguntei.

Remo me olhou indeciso e gaguejou quando finalmente o Profº Flitwick avisou que nossa detenção havia terminado e Remo se despediu de mim com um beijo rápido e saiu correndo porta a fora.

OoOoOoOoOoOoOoOoOo

- Não Lílian de jeito nenhum.

- Por favor Remo, eu só quero ajudar...

- Não Lílian, é sério! É questão de vida ou morte, você não pode!!

- Ahhh não, por favor Remo, eu não me importo de morrer, seria até legal com essa vida injusta que eu levo...

- Lílian, para de falar besteira! E não, de jeito maneira! Não vou deixar...

- Por favor Reminho, por favor, por favor, por favor, por favor, por favorzinhooooooooooooo!!!- implorei, juntando as mãos e fazendo bico.

Ele me olhou fundo nos olhos e eu senti que ele realmente não queria que eu fosse.

Tá, vou explicar.

Hoje era o primeiro dia que eu ia ter de encarar o fato de que meu atual namorado era lobisomem. Já haviam se passado duas semanas da minha discussão com o Potter e da não-explicação do Remo em relação a minha pergunta dos apelidos.

Era um sábado. Ele ia sair às quatro horas da tarde do colégio em direção ao Salgueiro Lutador para que toda sua transformação já fosse feita no seu esconderijo. E eu estava implorando havia uma semana para que ele me deixasse ao menos assistir aquele momento triste dele.

Afinal o que era um verdadeiro namoro a não ser sofrimento compartilhado?

Mas ele não queria saber, ele estava decidido e ponto.

Mas vocês me conhecem, e eu também estava decidida e ponto. Só que o Remo não sabia.

Às três e meia, após uma longa "despedida", Remo saiu saguão de entrada afora, com aquele seu semblante pálido e preocupado de sempre. Eu me "despedi" dele com um aceno triste e "conformado" e esperei ele virar para a direita da orla da floresta e corri de volta ao Salão Comunal, procurei Alice e a achei jogando xadrez de bruxo com Lua.

Ótimo, as duas de uma vez. Só ia me atrasar.

- Lice!- cheguei de surpresa e isso fez com que as duas saltassem de leve e os jogadores saltassem, protestando, furiosos.- Eu vou sair tá? Não sei que horas eu volto, e não se preocupa, eu to bem!!

- Mas Lilly, pra onde você vai?- perguntou ela, quando eu já estava na porta do salão.

- Pra um lugar seguro!!- foi a primeira desculpa HIPER contraditória que eu consegui arranjar e saí correndo pelos corredores.

Demorei uns cinco minutos pra chegar na orla da floresta e quando cheguei lá, olhei em volta procurando algum sinal de vida.

Reconheci a sombra de Hagrid no quintal da sua cabana e me escondi atrás de uma árvore. Fazia tempos que eu não falava com o meio-gigante e quando ele me visse muito provavelmente iria pular em cima do meu pescoço me forçando a tomar chá com ele.

Depois que eu o vi entrando em sua cabana, eu sai de trás, ciente de que já havia perdido muito tempo e de que eu iria ter que ou quebrar a cabeça tentando descobrir como entrar no Salgueiro, ou o Salgueiro quebrava minha cabeça antes que eu tentasse descobrir alguma coisa (o que era mais provável e lamentável).

Fui andando pela orla rapidamente, com os olhos estreitos no Salgueiro. Este estava imóvel, e só se balançava quando um vento muito forte passava por ele. Engoli em seco. No entardecer, aquela árvore cadavérica parecia muito mais ameaçadora do que em qualquer horário do dia.

Continuei seguindo porque eu já havia me ajoelhado e agora eu tinha que rezar.

Quando cheguei próximo dele, fui para trás de uma árvore excepcionalmente grossa e observei a entrada desta. Duas pessoas conversavam na sua frente. Meu coração pulou.

- Que horas por acaso o Almofadinhas pretende chegar?- era o Potter, que parecia impaciente.

- Eu não sei, ele disse que chegava a qualquer minuto...- era a voz raquítica do Pedro.

- É, só que daqui a pouco ele se transforma e a gente não vai tá lá dentro!!- replicou Potter, olhando no relógio de pulso.

Daí eu me lembrei do dia em que eu havia visto o Remo sair do Salgueiro e estava acompanhado dos amigos. Mas... não se encaixava...

Como assim ele me proibira de ir, dizendo que ele poderia me atacar caso eu fosse, e os garotos não corriam riscos e podiam ir tranquilamente?!

Muito estranho...

Até que eu ouvi um barulho de farfalhar de folhas e vi que era o Black que vinha correndo em direção dos dois amigos.

- Desculpem a demora, eu... eu... tive imprevistos...- falou e estava um pouco rouco e eu não entendi porque. Suas roupas estavam um poucos bagunçadas demais e seus cabelos despenteados demais.

- Sei...- falou Potter, como se soubesse exatamente que tipo de "imprevisto" era aquele.

- De novo Sirius? Se encontrando com a...- começou Pedro, mas Black interveio.

- Shhhhh! Cala a boca Rabicho, você sabe muito bem que essa floresta tem ouvidos, boca e olhos!!!

E assim, Black com um semblante preocupado que alguém tivesse ouvido, Potter com um sorriso divertido no rosto, e Pettigrew com um olhar arrependido de quem falara demais, eles entraram no Salgueiro e eu tentei ver como, mas não consegui graças a um galho bem na altura dos meus olhos.

Só sei que eu pensei : "É agora ou nunca", e corri apressadamente atrás dos garotos.

Felizmente nada aconteceu na hora que atravessei. Aconteceu depois. Tudo se fechou num breu incrível e eu não consegui enxergar nem minha própria mão na minha frente.

As vozes dos garotos se distanciaram rapidamente, e eu já não conseguia ouvi-los. Fiquei estática por uns bons dez minutos, sem saber o que fazer. Meu coração palpitava muito forte e minhas mãos suadas tateavam as paredes do interior da árvore e eu não sabia o que fazer.

Ou eu voltava correndo o risco de tomar uma surra do Salgueiro Lutador, ou eu esperava que o Remo sentisse meu cheiro com seu faro lupino e viesse me atacar a qualquer instante.

As duas opções pareciam pouco tentadoras. E as duas me fazias tremer de medo.

Fiquei estática por mais algum tempo, até que tomei coragem para dar um passo. Não sei pra quê dei esse passo, mas sei que só ele foi o suficiente para eu escorregar numa espécie de tobogã de madeira e começar a escorregar.

Vocês não sabem o esforço que foi pra eu me manter calada e não gritar naquela hora.

Mas eu consegui e cai de bunda fortemente, e finalmente consegui enxergar uma luzinha no fim do túnel. Me levantei tremendo e minhas pernas pareciam mais dançar, que andar.

Eu só tinha uma solução: correr o mais rápido que eu pudesse para achar Potter, Black e Pettigrew, e pedir socorro pra sair dali antes que Remo me percebesse. Tudo bem que o Remo ia ficar muito pê da vida assim que descobrisse que eu fui até lá, e os Marotos iam querer me trucidar indignados com a minha ousadia negativa, mas isso parecia muito melhor que ser morta por um lobisomem ou ter a cabeça arrancada pelo Salgueiro.

Segui o túnel o mais rápido que pude com as minhas pernas dançantes, e quando cheguei no final deste, ouvi vozes masculinas que fizeram meu coração saltar novamente e desta vez de alívio. Enxerguei uma escadinha mais a frente e corri em sua direção e comecei a subir...

"Lílian, Lílian, é bom esse pânico, para você aprender a nunca mais ser curiosa desse jeito! Bem que sua mãe e seu pai disseram..." era o que eu pensava o tempo todo. Aí eu me lembrei, sabe daqueles olhares que eu disse que iam me sustentar por varias situações nesse ano? Pois é. O olhar do meu pai me veio, e o da minha mãe também.

Senti um nó na garganta.

Eu já tava cansando de subir escada quando cheguei a um patamar de madeira e as vozes já estavam praticamente claras.

Tentei não fazes barulho e me aproximei do local. Parecia uma casa velha, abandonada a muito tempo atrás. Os cômodos estavam destruídos e havia um certo cheiro de mofo no ar.

Quando finalmente eu virei numa espécie de corredor, eu percebi que os Marotos estavam numa sala e Remo ainda não havia se transformado.

Sinal positivo. Eu podia entrar naquela mesma hora, pedir milhões e trilhões de desculpas ao Remo e pedir aos garotos pra ser conduzida de volta à saída. Mas eu era muito BURRA e muito TEIMOSA pra isso.

Me encostei na parede para ouvir o que eles conversavam.

- Falta muito?- perguntava a voz de Black.

- Não deve faltar muito.- respondeu a voz cansada de Remo que já ficara rouca demais para ser de um ser humano normal.

Eu me arrepiei.

- Pontas, você tinha que trazer esse pomo?- perguntava a voz de Remo, e eu observei pelas sombras que Potter havia levado o tão querido pomo dele e o deixava voar um pouco e depois o capturava em segundos.

- Ah, qual é o problema Aluado?!- respondeu Potter que ao contrário de Remo tinha uma voz divertida.

- É, qual é o problema?- perguntou Black que também tinha a voz divertida.

Eu percebi que Remo era o único que parecia preocupado e cansado. Para os outros era só diversão.

Lupin suspirou, o que de longe parecia mais um rosnado.

- O problema é que depois que o Almofadinhas se transformar vai querer engoli-lo e eu não me responsabilizo por isso...

"O QUÊ?! Eu ouvi bem?! O Sirius, se transformar?! Em quê?! Meu Merlin será que eu ia ter que enfrentar dois lobisomens?!"

Eu arregalei os olhos e quase não pude segurar um suspiro surpreso.

Black deu uma longa gargalhada depois do aviso de Remo, e Potter guardou imediatamente o pomo no bolso.

- Bem lembrado. – falou ele, com a voz um pouco menos empolgada que antes.

Um silêncio seguiu-se e poderia ser o momento certo de eu me manifestar. Mas eu sou muito BURRA e TEIMOSA pra isso, que não o fiz, e esperei exatos cinco minutos, até o Pettigrew falar:

- Você não cansa de correr atrás daquela Maria-Homem não, Almofadinhas?

Eu segurei a respiração novamente.

"Como assim?! Quem é conhecida por Maria-Homem pelos Marotos é a Marlene! Mas... mas... mas... mas... como assim?!!!"

Minha cabeça gritava de dúvidas mas eu permaneci em silêncio.

- Eu não corro atrás dela Rabicho...- falou a voz de Black, num tom de quem já cansara de repetir a mesma coisa quinhentas vezes. – É atração.

Dessa vez, foi a vez do Potter gargalhar. Ele gargalhou com força e depois disse, entre os risos:

- Essa foi boa Black, muito boa!!

Remo suspirou mais uma vez, desta vez mais forte e mais alto, e pareceu nitidamente um rosnado.

- É sim oras, vocês bem sabem que a McKinnon é... bem... gostosa.- comentou Black, como quem estava com medo de completar a frase. Eu entendi esse medo depois que ele a concluiu. Potter gargalhou mais forte ainda.

Eu odiava aquela gargalhada estrambólica.

Era como se pedisse "dá pra olhar pra mim? Eu to rindo, hahahahaha!"

Idiota.

- Eu sei Almofadinhas...- falava Potter entre os risos.- Mas.. cara.. se fosse só atração já teria terminado há muito tempo!! Mas vocês vem se encontrando há o que...? Seis meses?- indagou ele, segurando a risada.

Sirius rosnou em resposta o que pareceu mais um rosando de cachorro.

Potter riu mais ainda e bateu no chão com os pés como quem não se segurava de rir, e eu sinceramente pensei que fossem mais cascos que pés.

Pettigrew começou a rir e eu sinceramente achei que parecia mais um barulho de ratinho do que risada.

Um segundo depois o meu "achar" foi confirmado.

Eu estava no mesmo recinto que um cachorro, um cervo e um rato.

Ah! E junto com um meio-lobisomem.

Eu não sei como explicar o que aconteceu naquela hora até porque foi tudo muito rápido. Só sei que em um segundo Remo havia se transformado completamente, e o cachorro (Sirius) latia alegremente, o cervo (Potter) batia com suas patas no chão, e o rato (Pettigrew) corria para lá e para cá pelo chão da sala.

Eu suspirei com força e finalmente soltei um grito de pânico tropeçando nos meus próprios pés no corredor.

Silêncio veio ao local. Os "bichos" pararam de fazer barulho e eu entrei em pânico na mesma hora. Tarde demais pra eu me controlar... comecei a berrar.

Berrei muito, muito, e muito mais quando vi um lobisomem rosnando e se preparando pro ataque na minha direção.

Eu tentava de todas as formas me mover mas não conseguia de jeito nenhum. Black, Potter e Pettigrew não sei porque não faziam nada, estavam distraídos demais brincando pela sala e eu acho que pelos latidos de Black e os rosados altos de Lupin, não conseguiam me ouvir..

O lobisomem se aproximou cada vez mais, seus caninos aparecendo ameaçadoramente, e quando ele estava a centímetros de mim, eu deixei escapar um fraco:

- Remo...?

O animal hesitou por um momento. Meu coração batia muito forte para eu sentir algum tipo de alívio.

- Remo...?- chamei novamente o encarando fundo nos olhos com esperança de que o Remo que eu conhecia saísse de lá de alguma forma.

- Remo...?

Só me lembro de um uivo alto, um arranhão na minha mão, e um lobisomem sendo atingido por uma galhada para longe.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

N/A: Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, finalmente o 8º!!! Êêêêê!!!!

Genteeeeee, baixou um vírus aqui no pc, que ficou dando erro no meu Word direto!! Por sinal, ainda está com problemas, eu consegui escrever com umas mutretas que eu fiz aqui! Mas enfim...

Não terminei o capítulo como eu queria que terminasse, mas é que vocês já estavam esperando demais, e aí eu resolvi postar logo e como eu já tenho a idéia formada do que vai acontecer em seguida, eu ponho logo no início do 9º!

Obrigada mais uma vez pelas reviews! Chegamos a 55 já (pra alguns é um numero pequeno mas pra mim tá ótimo!!) Continuem postando suas críticas seus elogios que é MUITO importante pra eu continuar com a fic!!!

marina: Obrigada pela review marina! Ó, e-mail é meio complicado já que aí estraga a graça da fic né? Mas muitooooooo obrigada pela review, desculpe a demora, e não para de ler nem de mandar comentário tá? Beijos!!!

Eliza Evans Potter: Pois é moça! Eu demoro justamente porque eu não gosto de escrever qualquer coisa e por na fic sabe? Eu demoro porque e inspiração demora pra vir mesmo... se vc já escreveu fic alguma vez deve saber como é... , enfim, brigada pela review e pelo elogio! Beijos!

Franci Flom: Ahhhhh brigada mais uma vez Franci pelos elogios!!! Muito muito muito bom saber que um capitulo que eu não gostei muito, foi muito elogiado por vc! Brigadãoooo mesmo! Beijos!!!

George Riddle: Poxa, brigada George... valeu mesmo Gostou da fic? O que achou do cap 8? Manda mais reviews e não para de ler tá?! Beijos!!!

fla marley: Posteiiiii! Descuuuulpa a demora fla! Eu sei que você acompanha direitinho e sei como é ficar esperando um cap novo! Por isso mesmo terminei esse por ai... pq ia ter mais.. mas o 9º vai ser mais rápido, JURO q vou tentar! Beijões!!!

Vanessa Zabini Lupin: HAUSHAUSH, Tá bom, fiquei com medo dos seus grandes olhos!!! Postei, e ai, gostou?! Beijos!!

Xanda: Brigada Xanda! Desculpa a demora qrida!! Foi mal mesmo tá? Beijos!!!

Luisa: Desculpa a demora Luisa!! Foi mal é que é como eu disse... eu tive um problema com meu Word aí ferrou tudo... mas enfim, tá aí, e o 8º? Gostasse? Beijos!!!

Pronto, os do cap. 7, respondidos!!

Se teve algum q eu não respondi, descuuuuulpa tá gente?! E eu JURO POR TUDO q eu vou tentar não demorar pro 9º!!! Até porque já tenho a idéia dele montada, ok?!

Beijões e aguardo reviews de todos!!!!