BPOV (finalmente!)
Eu fiquei lá parada como uma imbecil olhando nos olhos do meu amor. Eu não tinha visto ou ouvido falar dele em treze anos.
Eu sempre fantasiei que eu superaria e que, se alguma vez ele voltasse eu lhe daria uma bronca, eu esperei anos por este momento. Eu esperei tanto tempo para ele voltar para que eu pudesse ter minha chance com ele. Era suposto eu chorar sobre o meu marido morto. Era suposto eu estar com raiva de Edward por ter matado o chamado marido. Era suposto eu desprezar Edward com todas as fibras do meu ser. Mas eu não fiz isso.
Ele segurou meu braço com tanta suavidade que eu mal senti; muito diferente das garras da morte horríveis que eu estava tão acostumada. Seus olhos estavam quentes e também nadavam com... aquilo era remorso? Por que ele sentiria remorso?
Com estas questões eu vagamente ouvi o "nós precisamos conversar" que ele me disse. Eu estava apreciando a música melódica que era a sua voz. Não. Minhas lembranças não lhe faziam justiça, nem um pouco. Senti-me mal porque eu não me lembrava dele corretamente, eu não me lembrava dos traços perfeitos de seu rosto... a cor exata dos seus olhos... o tom que tinha sua voz.
Eu mantive-me tendo de repetir para mim mesma uma e outra vez que "é ele mesmo!". Eu chupei em lufadas de seu cheiro e comecei a sentir tonturas.
Edward olhava para mim em silêncio enquanto eu o tomava para dentro. Imaginei que ele estava fazendo a mesma coisa porque os seus olhos mantiveram-se varrendo sobre meu corpo e então eu percebi... eu era mais velha. Eu parecia muito diferente de quando eu tinha 18 anos. Muito diferente. Eu provavelmente parecia horrível para ele.
Virei a cabeça para me esconder dele, as lágrimas brotaram em meus olhos. Mas ele colocou os dedos embaixo do meu queixo e puxou meu rosto, me forçando a olhar para ele. Olhamos um para o outro por muito tempo. Eu ouvi alguém limpando a garganta.
"Um... bem uh... Eu vou apenas um... lá pra dentro? Um... Edward você pode cuidar do er... corpo mais tarde, depois que vocês dois terminarem de conversar?" Espere. Ela se dirigiu a ele como 'Edward'. Ela o conhece? Ele acenou com a cabeça bruscamente para ela antes que ela desaparecesse para a casa.
Como minha filha conhece Edward? Eu sabia que ela não poderia ter pegado o seu nome entre quando eu a empurrei e quando Edward me salvou. Eu olhei para Edward, certa de ter confusão clara sobre minhas feições para ter certeza de que ele compreendeu a minha ignorância. Seus olhos tinham um lampejo de compreensão antes de ele rapidamente responder, "Eu vou dizer-lhe lá dentro".
Ele caminhou até a porta dos fundos e segurou-a aberta para mim, eu permaneci parada. Eu não sabia o que fazer. Ninguém tinha feito isso por mim em cerca de treze anos. Bem, era evidente que a sua gentileza não tinha ido embora quando ele partiu.
Ele andou até mim e, gentilmente, me puxou para dentro da casa. Uau, não tive isso em um longo tempo também.
"Bella?" Edward perguntou com relutância. "V-você se importa se formos para a clareira?"
Pensei nisso por um segundo. "E quanto a Lizzy?" Nós dois viramos nossas cabeças para a porta do seu quarto, ela estava fingindo não ouvir.
Edward se levantou rapidamente e caminhou até a porta, ele bateu de leve na madeira. A porta se abriu imediatamente.
"Você se importa de ficar aqui por aproximadamente uma hora ou duas? Sua mãe e eu queremos ir a algum lugar..."
"A clareira?" Ela perguntou simplesmente. O que ela sabia sobre a clareira? Ele teria que explicar muito bem isso para mim.
Ele suspirou. "Sim".
Ela sorriu angelicamente para ele. "Bem, certo então." Ela fechou a porta levemente.
Ele virou-se para mim e estava de repente ao meu lado. "Bem, ok então, vamos?" Ele não me deu chance de responder antes que ele me pendurou sobre suas costas e fomos correndo porta afora.
Nota da autora: Ai! Este capitulo foi mesmo pequeno! Mas espero que os meus queridos leitores gostem! Agora estou com fome e preciso de alguns rewiews vossos. Adoro vos! Espero que também gostem da minha nova história que vai sair daqui a alguns dias.
Agora tenho que ir…
Muitos beijinhos da vossa autora Pusinhka Lapusya
