Oláá! Tudo beeeem? Estão gostando da fic? Espero que sim! Poso falar umas coisas? São da fic...

1º Eu gosto bastante do shipper Sirius/Marlene, mas quando soube que existia, já tinha começado a escrever o primeiro ano e não dava para enfiar Marlene no sétimo, já que foi uma pequena continuação. Portanto, me desculpem.

2º Eu estava no twitter um dia desses e descobri uma coisa que estragou minha infância: James Potter não era apanhador, e sim artilheiro. Talvez vocês já soubessem, então vou pedir desculpa. Sempre achei que Jay fosse apanhador.

Aproveitem o capítulo.

Leather00Jacket: Sirius é mega-engraçado, né? Eu vi um user do Pottermore HollyMarauder. Babei na hora, é claro. E sim, Lily é uma cabeça-dura. Garotos inteligentes são tudo mesmo... Merece uma punição mesmo. E recebeu.

Ana Beatriz Scarlecio: Severus sempre emociona. James é perfeito, não existe homem assim mesmo. Pode deixar, eu escrevo.

Carollyn Potter: Consegui sim, entrei para algumas amigas, mas obrigada do mesmo jeito. ^^

Flavia: Me desculpe, o link deu problema... mas já nos entendemos, né? Também acho essa cena fofa e obrigada pelo elogio.

Anne: Pode deixar que eu continuo. ;D

Bah Malfoy Black: Oi, Baaah! Isso é lindo, imaginei desde o início. Obrigadaaa! Beijos!


-CAPÍTULO OITO-

O jogo de Quadribol

Ninguém acreditou quando nós dissemos que Lily só estava com minha camisa porque estava chovendo muito. Eles só estavam interessados em saber se nós havíamos nos beijado.

-Já disse que não! Ora! – Retruquei pela centésima vez. Eu estava sentado no Salão Comunal e Sirius estava me perguntando sobre beijos.

-Por que eu deveria acreditar em você?

-Almofadinhas. Estou com cara de quem acabou de beijar a menina que espera beijar desde os doze anos? – Perguntei encarando-o sério.

-Hum... não.

-Então para de encher o saco! Que droga! – Eu disse irritado.

Sirius olhou para mim e começou a rir.

-Tá com raiva assim porque queria ter beijado, não é?

-Almofadinhas. Você quer morrer? Estou tentando fazer o dever de Transfiguração. Depois ainda tem o de poções e depois...

-Você tem de aprender as coisas de teclado... – Remus completou sorrindo.

-Ainda tem isso... – Eu suspirei, pegando o livro para conferir uma informação do dever imenso que Minerva passara.

-Pensei que você fosse fazer o dever hoje de tarde... – Sirius continuou. Ele estava deitado no sofá brincando com a almofada.

-Mesmo? E qual parte do meu corpo faria, sua anta? Se eu estava treinando?

-Ah, é.

Revirei os olhos.

-Você bem que podia me ajudar, não é?

-Ajudar como, Pontas?

-Sei lá... Fazer silêncio seria uma boa.

Ele riu de novo e jogou a almofada em mim.

-Sirius, se você não parar agora, vai ficar uma semana de detenção, e eu não estou brincando... – Ele me olhou assustado e rapidamente pegou a almofada.

-Opa, me desculpe, senhor Monitor... Eu paro, eu paro... – E saiu correndo para fora do retrato, quase se batendo em Lily. Ela olhou para Sirius achando-o maluco.

-Das duas uma: ou ele foi se encontrar com alguém ou foi ameaçado de morte. – Ela disse se sentando no sofá onde Sirius antes estava. Eu ri.

-Foi ameaçado de pegar uma semana de detenção pelo Monitor-Chefe... – Remus explicou.

-Hum... Quê? – Lily perguntou surpresa olhando para mim.

-Ele estava me irritando profundamente... Eu realmente preciso terminar essas tarefas... – Expliquei.

-E ainda tem de estudar as coisas do teclado e fazer os relatórios... – Ela completou. Eu gemi e me recostei no sofá pondo as mãos nos olhos.

-Remus? Pode me matar e explicar o porquê de eu não ter feito nenhuma tarefa? – Ele riu.

-Potter...

-Oi?

-Por que você não determina suas prioridades? Quer dizer, temos Transfiguração somente na terça, portanto deixe para fazer esse dever depois. Amanhã temos Poções, faça logo. Peça para Remus me ajudar com o relatório; ele também é Monitor e já fez todas as tarefas. As coisas de teclado... bem, podemos achar outro horário.

Encarei-a boquiaberto.

-Lily, eu poderia te dar um beijo agora?

-Ugh, não mesmo!

-Um abraço?

-Não!

-Um obrigado?

-Aí tudo bem...

-Obrigado! Aluado?

-Pode deixar, Pontas. – Sorri para ele.

-Ruivinha, desculpe, mas podemos deixar para fazer as coisas de teclado depois?

-Pode ser...

-Quer dizer... Façamos agora. Então eu termino o dever de poções hoje à noite... Pode ser?

-Não, Potter. As coisas de teclado são para sexta. Estabelecer prioridades, lembra? – Olhei nos olhos delas e abri um meio-sorriso.

-Lil, você é minha prioridade. – Eu declarei sorrindo cansado. Ela revirou os olhos, mas não argumentou. Isso é bom... – Enfim, estou acostumado a dormir tarde... Quer me ensinar agora? – Ela suspirou.

-Só porque eu estava contente de não te ver hoje... – Lily retrucou baixinho.

-Ei, eu ouvi! – Reclamei. Ela sorriu.

-Se quiser, eu posso dizer bem mais alto.

-Não, pode continuar nesse tom... – Eu pedi – Gostou do lírio de hoje? Eu achei que ele estava muito branco... Talvez um rosa da próxima vez...? – Ela revirou os olhos.

-Por mim, você parava com as flores, Potter.

-Mas antes de saber que era eu quem mandava, você as amava!

-Exatamente. Agora que eu sei que é você, fica difícil apreciá-las...

-Então finja que não fui eu. Pronto, eu estava mentindo! Exato, eu... eu inventei só para... hum... ver como você reagia! – Ela olhou descrente para mim e depois para Aluado, que ria.

-Remus... É ele que manda, não é?

-Desde o terceiro ano. – Meu amigo traidor revelou.

-Aluado, estou começando a considerar a ideia de te tirar dos Marotos! Você tem traído a nossa sociedade! Você tem traído a mim! Estou profundamente decepcionado com você, Remus John Lupin... Nunca esperei isso!

-Deixe de ser melodramático, James.

-Não estou sendo!

-Quem traiu a sociedade foi você, então.

-EU?

-Quem é Monitor-Chefe? Você não pode mais participar das brincadeiras...

-Nem você!

-Como se isso tivesse me impedido no passado...

-Como se isso fosse me impedir hoje... – Ouvi Lily limpar a garganta.

-E não impede?

-Bem... na verdade, Lily me impede.

-Lily te impede?

-Não que ela tenha dado a ordem e tal, mas eu tenho de... você sabe, Aluado! – Ele riu.

-Sim, eu sei.

-E fique sabendo que eu só não te expulso por que... por que...

-Porque você me ama?

-É, isso também. Mas se você saísse, a diversão acabaria... se você me entende...

-Sim, eu entendo. Mesmo que eu não concorde com a decisão tomada por vocês...

-Ih, Aluado, cala a boca... Já sabemos que você não concorda e...

-Não concorda com o quê? – Lily perguntou. Ela antes não falara nada, mas acho que sua curiosidade ganhou. Sorri para ela.

-Nada, Lily, querida.

-Não me chame assim!

-Por quê?

-Porque eu não gosto! E já pedi para você não me chamar assim, Potter. Você não consegue entender isso?

-Sinceramente, não. Todos te chamam pelo seu nome...

-Mas eu não odeio todos! Só odeio você...

-Lily, seja razoável...

-Estou sendo. – Ela disse cruzando os braços. Sorri de canto de boca e a encarei.

-Desde o começo das aulas tenho te chamado de 'Lily' ou de 'Lil' ou até mesmo de 'Lírio'... Por que só agora você pediu parar?

-Por que... porque só agora percebi!

-Ou seja... – Eu concluí sorrindo. Ela revirou os olhos.

-Lá vem ele com esses 'ou seja'... – Ela retrucou. Meu sorriso abriu ainda mais, se é que isso era possível.

-Ou seja, você não se incomoda, de fato, e não foi você a perceber... Estou certo?

-Não!

-Lily...

-E daí? O que importa é que você tem de parar de me chamar assim. Para você, sou Evans, entendeu? – Fingi pensar.

-Não, desculpe, muito complicado para a minha incrível inteligência...

-Vê! Não sei como você consegue levantar todos os dias com um ego tão grande!

-Bem, os músculos compensam... – Expliquei, mostrando o corpo com as mãos – E você concorda, que eu sei... – Remus riu e Lily olhou para ele – Eu já contei para ele a sua, er, opinião sobre meu corpo perfeito... – Ela rolou os olhos.

-Pelo menos admite que tem um ego gigante...

-É, isso é um defeito em mim... Mas agora você tem de concordar... Eu tenho melhorado, não tenho? – Ela bufou.

-Não percebe a contradição em suas palavras, Potter?

-Hum... é verdade... Remus, diz para ela que ela tem que concordar!

Ele sorriu.

-Em briga de marido e mulher, não se bota a colher... – Ele citou. Eu comecei a gargalhar e Lily fechou a cara.

-Por Merlin, o que foi isso? – Perguntei rindo.

-Verdade. Por Merlin, o que foi isso? – Lily perguntou entre dentes. Remus riu e pegou alguns pergaminhos em cima da mesa.

-Bem – Ele disse se afastando – eu vou deixar vocês resolverem isso e vou terminar o relatório... Boa noite, James... Boa noite, Lily. Não vão dormir tarde, ein? – Aluado sorriu satisfeito e nos deixou sozinhos. O Salão Comunal estava vazio. Olhei para o relógio; eram nove e meia. Rezei para Sirius voltar a tempo de não pegar detenção. Ou que ele pelo menos se escondesse.

-Desista, Potter, não farei mais nada hoje. Estou cansada. Volte a fazer a suas atividades...

-Lily, quem te falou sobre a coisa dos nomes? – Ela corou.

-Isso importa?

-Para mim, sim. E importa ainda mais porque você corou, o que significa que você está ou com vergonha ou com raiva ou é uma lembrança vergonhosa ou raivosa... Se for vergonha, foi Sirius ou Holly, o que não tem problema... A questão é se for raiva porque, que eu saiba, você só fica com raiva a ponto de corar com uma pessoa: eu... Então... – Parei de repente. – Na verdade, eu não sou a única pessoa a te deixar com tanta raiva... Mas não... Você não o escutaria...

-Quem, Potter?

-Você realmente ainda dá ouvido a Ranhoso? – Sussurrei com raiva.

-E daí se eu der? – Ela perguntou num tom de voz alto. Olhei incrédulo para ela.

-E daí?

-Isso mesmo, Potter, e daí? – Ela estava quase gritando e eu não podia dizer que eu estava mais controlado.

-Depois de tudo o que ele lhe disse?

-Não sei do que você está falando!

-Não sabe? E aquilo sexta-feira foi o quê, uma alucinação? – Explodi – Evans, aquele garoto está quase se tornando um Comensal da Morte, tem o costume de treinar maldições em alunos do primeiro ano, xinga os nascidos-trouxas! Isso para não falar no que ele fez diretamente a você... Como na sexta-feira! Você chorou trinta minutos sem parar por causa dele e ainda escuta o cara? Que admitiu ter mentido sobre mim para te enganar? Que te xingou? Que declarou que nunca mais queria falar com você?

Percebi Lily diminuir um pouco a cada frase. Cada palavra era uma acusação e assim que falei tudo aquilo, eu me arrependi profundamente. Respirei fundo e suspirei, me acalmando. Ela me encarava, chocada.

-Lil, eu já disse que admiro a sua capacidade de perdoar as pessoas, mas chega num ponto que... – balancei a cabeça negativamente – não dá mais...

-Para você não dá mais! Eu sou amiga de Severus desde os dez anos de idade! Quando eu cheguei aqui, ele foi meu amigo! Não posso deixar que coisas... bestiais e infantis acabem com uma amizade... Ele cometeu alguns erros, só isso...

-Alguns erros? – Perguntei descrente – Foram vários erros, Lily! Aqueles amiguinhos dele, também... Um dia desses, eu tive de dar uma detenção neles por lançar azarações num garoto do primeiro ano da Grifinória.

-Ho! Como se você nunca tivesse feito isso!

-Azarar um menino quase sete anos mais novo e sem conhecimento algum de magia? Não, Lily, eu nunca fiz isso. Eu só azarava Ranhoso, que era do meu ano, e pessoas mais velhas, que podiam se defender!

Ela me encarou.

-O assunto aqui não são os amigos de Severus, ou você...

-O assunto aqui é que você perdoou aquele pedaço de titica de galinha! De novo! – Eu exclamei exasperado.

-Potter, não chame meu amigo de pedaço de titica de galinha! – O retrato girou e um sorridente Sirius entrou. Sua mão estava melada de sangue.

-Sirius! O que houve? – Perguntei assustado. O sorriso dele ficou malicioso e eu suspirei. Lily não entendeu e se aproximou dele preocupada.

-Sirius, você está bem? – Ela perguntou fazendo-o sentar-se no sofá e pegando sua mão.

-Ele está ótimo; o sangue não é dele! – Retruquei. Sim, eu estava morrendo de ciúmes. Sirius pareceu entender e começou a rir.

-Eu tenho uma má sorte danada! – Ele comentou – Fugi daqui para não ganhar uma detenção e acabo ganhando outra! – Lily se afastou dele encarando-o.

-Você estava brigando, Sirius? – Eu bufei. Ainda estava com raiva por causa da nossa discussão.

-Quem foi a vítima, Almofadinhas? – Perguntei animado. Lily estreitou os olhos para mim.

-Você não devia estar feliz com isso, Potter! Devia tirar pontos, passar uma detenção...

-Isso já aconteceu, não ouviu quando ele disse ser azarado? – Os dois me olharam com espanto. Eu nunca falara assim com Lily. Na verdade, já falara, mas tinha alguns anos. Ignorei-os – Quem foi?

-Hum... – Ele começou olhando de esgoela para Lily – Vou deixar você adivinhar... – Ele sorriu marotamente e eu comecei a gargalhar. Levantei a mão para ele bater, o que ele fez com a maior felicidade.

-Antes você do que eu! – Exclamei. Lily nos olhava confusa – Bem que ele estava merecendo, depois daquelas mentiras que falou de mim... Assumo que foi por isso?

-Exatamente! Aquele nariz enorme estava difícil de quebrar... – Então Lily entendeu de quem nós falávamos.

-Você não fez isso! – Ela exclamou.

-Sim, eu fiz! – Sirius respondeu.

-Por quê?

-Ora, eu estava andando por aí, pensando em maneiras de chatear Pontas e você... Aí ele apareceu e começou a xingar meu melhor amigo. Eu o xinguei de volta e ele me desarmou. Ora, não podia deixar isso barato, podia? Não, então avancei para ele e o quebrei todinho! Aí um monitor chegou e me deu uma semana de detenção... Valeu a pena...

Sorri para ele. Lily parecia enojada e se levantou.

-Vocês são patéticos. – Disse antes de sair.

A segui com o olhar e, quando ela desapareceu, baixei a cabeça. Eu estava perdendo-a cada vez mais. Sirius pareceu perceber e não comentou nada.

-Vou dormir, você vem? – Ele perguntou baixo.

-Não, tenho de fazer essa porcaria desse dever. Pede para Aluado me entregar os relatórios? Vou terminar hoje. – Ele acenou com a cabeça positivamente e eu puxei o livro de Poções mais para perto. Cinco minutos depois, Remus desceu com os papeis na mão.

-O que houve?

-Nada.

-James...

Suspirei e contei para ele como eu perdi o controle. Ele me encarou inexpressivo.

-Suponho que você deva pedir desculpas para ela – Ele disse, deixando os papeis do relatório na mesa.

-Pedir desculpas?

-Sim. Você fez um discurso e expressou sua opinião, mas os dois a magoaram quando riram de Snape...

-Você também não! Vai defender aquela coisa?

-Não, James, estou esclarecendo os fatos. – Ele respondeu pacientemente – Você sabe muito bem que você e ele amam Lily e sabe, também, quem eu prefiro que fique com ela.

-Ele não a ama – Retruquei.

-Você sabe que é verdade, James.

-Bem, então é uma paixão bem doentia...

-Doentia ou não, você sabe que ele não consegue ficar longe dela.

-Mas Lily tem de ficar longe de Ranhoso! – Exclamei desesperado – E se ele a machucar seriamente? Não só as emoções, mas imagina o que pode acontecer a ela por estar perto dele! – Pus o rosto entre as mãos – Aqueles amigos dele podem machucá-la a qualquer hora, como eles já me disseram que fariam se... – Me recostei no sofá – Remus, temos de andar com Lily amanhã o dia inteiro. Os amigos de Ranhoso podem querer atingir Sirius machucando-a...

-Pode deixar. Só não deixa que ela veja o que você está fazendo... – Ele disse me olhando. Depois desviou o olhar para mais para cima e engoliu em seco – Er, oi, Lily...

Me virei rapidamente; Lily realmente estava parada ali nos olhando.

-Hum... oi. – Saudei-a.

-Lil, quanto você ouviu? – Remus perguntou receoso.

-O suficiente – Ela respondeu cruzando os braços.

-A partir de onde? – Ele perguntou desesperado.

-A partir de 'você fez um discurso e expressou a sua opinião'.

Se tivessem jogado água fria em mim teria a mesma sensação do que aquelas palavras. Tive de me levantar e falar com ela.

-Lily, me desculpe, eu estava errado em falar daquele jeito com você, mas eu estava preocupado, muito preocupado... Ainda estou, na verdade, promete que não vai me azarar amanhã quando eu tentar te proteger?

Ela olhou para mim, indecisa se a cena era patética ou engraçada. Eu estava quase de joelhos aos seus pés, com as mãos juntas implorando. Remus decidiu que a cena era extremamente engraçada, pelo visto; ele estava quase se engasgando de tanto rir.

-É verdade?

-O quê?

-O que vocês... estavam falando aí sobre... Severus?

Revirei os olhos.

-Que os amigos dele podem te machucar? Sim, é verdade... – Tentei enganá-la.

-Não isso... Você disse que ele me... ama... É verdade? – Suspirei. Ela pareceu mais preocupada com esse fato absurdo e ridículo do que com a própria segurança!

-Sim.

-Como você sabe?

-Er... – Opa. Opa dos grandes – Ele me contou?

-Potter...

-Eu, hum, adivinhei?

-Potter!

-Ele, sem querer e sem meu envolvimento, tomou um copo de suco de Veritasserum e eu perguntei a ele?

-Você deu Veritasserum para Severus? – Ela sibilou. Revirei os olhos. Qual parte do 'sem meu envolvimento' ela não entendera?

-Não! Juro que não fui eu!

-Então como você sabia que ele tomara a poção?

-Foi Sirius! No sexto ano, ele me desafiou; disse que eu não era capaz de fazer um Veritasserum.

-E você consegue? – Ela perguntou. Revirei os olhos de novo.

-Claro que sim. Bem, eu não podia deixar um desafio desses no ar, certo? Preparei a poção e Sirius perguntou 'Como saberemos se está certa?' Eu respondi 'Abre a boca e experimenta' 'O quê, para explodir?' 'Claro que você não vai explodir, Almofadinhas, eu preparei a poção corretamente' 'Prefiro testar em outra pessoa, obrigado' E aí ele pegou a poção e colocou no suco de Ra... Quero dizer, no suco de Snape e saímos fazendo perguntas... A propósito, se você vir uma cueca rosa com corações pela escola, devolve lá no Salão da Sonserina – Eu disse, contendo um riso por causa do último comentário. Ela me encarou com raiva. Então, do nada, começou a me estapear.

-Ai, Lily, para! O que eu fiz? – Perguntei, enquanto suas mãos atingiam meus braços, meu peito, meus ombros... Enfim, meu tronco.

-Você... preparou... uma poção... desse tipo... e entregou... para Sirius... fazer... o... que... ele... quisesse! – Ela disse entre tapas.

-Ué, mas é claro! Ai! – Acrescentei, quando um tapa especialmente forte atingiu a boca do meu estômago. Coloquei a mão no local e olhei para ela com a melhor cara de abandono que consegui – Essa realmente doeu! – Um sorriso brincou nos seus lábios.

-Só uma amostra do que posso fazer, Potter – E continuou a me espancar. Segurei delicadamente seus finos pulsos e a puxei mais para perto.

-Você quer uma amostra do que eu posso fazer? – Sussurrei para ela.

-Não mesmo! Me solte!

-Vai parar de me bater? – Ela olha para mim furiosamente, mas concordou e eu a deixei ir. Ela me encarou mais uma vez.

-Termine seus deveres, Potter. Quero o relatório para amanhã, entendeu?

-Sim, senhora! – Respondi batendo continência. Dessa vez ela não conseguiu suprimir o sorriso.

O tempo antes da primeira partida de Quadribol da temporada pareceu voar. Qualquer hora livre que eu tinha, chamava o time para praticar. Era extremamente importante ganhar esse ano. Desde que eu entrara no time, ganhamos a taça todos os anos. Não podia ser esse ano, quando eu era o capitão, que nós perderíamos, certo?

Dianna estava voando melhor do que nunca. Os artilheiros e batedores estavam desempenhando um papel maravilhoso. Eu jogava como sempre, o que significa que eu voava extremamente bem.

Mas os destaques eram Kyle e Gwenog. A garota era do terceiro ano, mas tinha a força de um menino do sexto. Sua mira era perfeita e ela me acertou com um balaço num treino – um feito que não acontecia desde o meu segundo ano – tão forte que por pouco não caí da vassoura. Sorri para ela, admirado com a força da pequena.

Kyle era impressionante por outra coisa. Apesar de ser pequeno, ele tinha um controle excelente da vassoura. Entendia bem as jogadas e táticas, e ainda me ajudava a criar algumas. Eu sabia que esse garoto seria meu substituto quando eu saísse de Hogwarts.

Enfim, time estava pronto para derrotar a Lufa-Lufa. Na véspera da partida – um sábado – dei folga ao time, dizendo que tudo o que poderíamos ter feito, já fora feito. Eles sorriram para mim, agradecendo.

-Aleluia o senhor James Potter tem um tempo para os amigos! – Sirius exclamou sorridente quando avisei que passaria o dia de prega, sem fazer nada – E aí, qual azaração nós devemos usar?

-Sirius, eu não posso usar nenhuma azaração. Não posso sair lançando feitiço nas pessoas. Além do mais – acrescentei abaixando a voz – eu tenho jogo amanhã. Não posso me arriscar... – Ele me encarou incrédulo.

-James, você nunca perdeu um duelo para ninguém! – Eu sorri.

-Sim, Sirius, eu sei. Mas não posso arriscar que Lily veja e não vá para o jogo amanhã... Ela ainda está chateada com você por causa do Veritasserum?

-Nah, ela não consegue ficar muito tempo sem falar comigo... – Ele respondeu sorrindo. Fechei a cara para ele e vi Remus descendo as escadas do dormitório.

-Aluado, ele está me provocando! – Reclamei para meu amigo. Ele riu e jogou uma almofada em mim.

-Pare de reclamar, seu chifrudo chorão! – Remus retrucou. Fiz uma cara de indignado e olhei para Peter, que estava rindo de mim. Holly e Lily estavam descendo enquanto os três riam de mim. Eu estava com os braços cruzados, olhando fixamente para frente e com um bico enorme.

-Own, que fofo! – Holly exclamou.

Ela riu e sentou do meu lado, apertando as minhas bochechas.

-Ai, Holly, para com isso! – Reclamei enquanto tentava tirá-la de cima de mim – Tá doendo!

-Dói porque você não tem carne nessa bochecha! – Ela disse.

-Eu não tenho mesmo! Tirei gordura e substituí por músculos, obrigado. – Explique sorrindo e mostrando meu braço. Ela riu.

-Eu sei, eu sei... Olha esses ombros! – Holly exclamou e se virou para a melhor amiga – Lily, querida, venha sentir isso aqui! – Eu tive de segurar um riso para a cara de terror que meu Lírio fez.

-Não, obrigada, Holly, estou bem sem me esfregar no Potter... – Ela disse. Isso não abalou a amiga, que só se aproximou do meu ouvido e sussurrou rindo:

-James, amanhã, depois que você capturar o pomo, tire a camisa para eu perturbar a Lily um pouco, sim?

-Decerto que não o farei, Holly! – Exclamei. Todos nos olharam curiosos. Ela revirou os olhos e se aproximou do meu ouvido de novo.

-Só para você saber, eu já estou fazendo isso agora, sabia? E você verá como... Mas enfim, eu te conto a reação dela. Assim você tira?

-Bem, quando você põe as coisas desse jeito, fica difícil negar a sua proposta. Mas eu quero detalhes, entendeu?

-Pode deixar! – Ela sussurrou - E perceba como ela está com ciúmes... Eu não vou falar nada, mas você vai fingir que eu estou dizendo coisas engraçadas... - Eu me virei para Lily e vi que encarava Holly de uma forma nada amigável. Não consegui deixar de rir, Holly me acompanhando. Ela se afastou de mim e piscou um dos olhos.

-Eu te disse, Lily... - Ela falou.

-Calada, Holly.

-Eu disse que você era a única que fazia James testar o autocontrole...

-Nada disso. Ele não fez nada com você porque é seu amigo!

-Isso não significa nada. Qualquer menina que faça isso... qualquer uma... ele reagirá desse jeito...

-Claro que não! - Lily exclamou - Ele iria beijar a menina! - Ergui a sobrancelha para ela - Quero dizer, ele é homem... - Eu sorri.

-Obrigado, Lily, por perceber... – Respondi.

-Tem como não perceber um lindo desse? - Holly exclamou. Lil tossiu.

-Na verdade, é difícil não perceber um monstro de 1,80!

-Ei! - Eu gritei - Eu não sou um monstro! Não é culpa minha se vocês duas são nanicas! – Reclamei apontando para ela e Holly.

-Não somos nanicas! Um metro e sessenta é uma altura perfeitamente normal para uma garota de dezessete anos! – Lily disse esganiçada.

-Para mim, vocês são minúsculas. Eu posso, facilmente, carregar as duas ao mesmo tempo... – Completei. Holly sorriu maliciosa.

-Duvido! - Ela disse levantando.

-Do ouvido sai cera, da boca sai besteira... – Sirius comentou. Olhei incrédulo para ele.

-Enfim - Eu disse – A questão é: eu sou forte e vocês pequenas.

-Prove! – Holly exigiu. Suspirei.

-Desculpe, Lily, é pela minha reputação... – Falei antes de carregá-la. Ela começou a gritar, mas eu não liguei; coloquei-a sobre o ombro esquerdo e Holly sobre o direito. Lil começou a me bater, mas eu não me importei. Depois de dez minutos, joguei Holly no sofá e coloque meu Lírio delicadamente em sua poltrona favorita.

-Posso saber o que passou pela sua mente agora, Potter? – Lily perguntou, cruzando os braços e me encarando furiosa.

-Hum... Não me importo se Holly se machucar, por isso a joguei. Mas coloquei você delicadamente, pois caso se fira, terei de fazer pior em mim mesmo... – Ela revirou os olhos.

-Por favor, Potter! Nunca mais toque em mim! Não fale comigo, não me olhe, de preferência! – Ela disse, antes de sair irritada.

-Nossa, o que foi isso? – Mia perguntou ao chegar. Pelo que eu percebi, ela acabara de acordar e de se arrumar.

-Ela está irritada comigo hoje, só isso... – Respondi sorrindo para a garota. Sirius riu.

-Só hoje, Pontas? – Encarei-o com meu melhor olhar "vou te matar, Black". Ele gargalhou e Holly olhou com pena para mim.

-Ela está irritada porque você faltou àquelas rondas dessa última semana... – Olhei exasperado para os Marotos, os únicos que me entendiam. A última semana tinha sido de Lua Cheia – Aliás, porque você faltou? – Ela perguntou curiosa.

-Hum... Eu estava, er, ocupado com, hum, Aluado.

-James! – Ela exclamou me olhando zangada – Você está escondendo alguma coisa de mim?

-O segredo não é só meu, Holly – Murmurei.

-Ah, é uma daquelas coisas dos Marotos? – Ela perguntou se acalmando.

-Sim... Se eles liberarem, eu posso contar para você o que é... E aí você me entenderá totalmente... – Ela se virou para os outros.

-Por favor, por favor! Juro que não contarei! E vocês sabem que eu guardo segredo!

Eles estavam discutindo baixinho, mas sabiam que Holly guardava segredo; ela sabia do mapa e da capa e não contara para ninguém, nem mesmo para Lily.

-Pode falar, James, mas em um lugar onde ninguém possa nos ouvir... – Sirius me alertou. Sorri para ele e arrastei Holly para o dormitório masculino, onde ninguém nos ouviria.

-Certo, sabe os nossos apelidos?

-Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas, sim, eu sei... – Ela disse.

-Então, tem um motivo para eles serem assim... Bem, Remus é um lobisomem, foi mordido quando criança por Greyback... – Ela levou as mãos à boca – Pois é... Bem, eu e Sirius descobrimos isso no segundo ano e decidimos que faríamos alguma coisa sobre...

-Mas não há nada que vocês pudessem ter feito, não é?

-Não com essa idade...

-Com essa... James, fala logo!

-Sabe no nosso quinto ano, quando eu e Sirius estávamos fazendo mil poções e tal?

-Ah, sim, que Ranhoso falou para Lil da Amortentia?

-Exato. Estávamos fazendo outra poção, milhões de vezes mais complicada. No começo desse ano, viramos animagos.

-Viraram o quê?

-Exatamente, animagos.

-Mas... Alguém sabe?

-Os Marotos, você e Ranhoso.

-Ranhoso?

-É, culpa de Sirius.

-Mas como isso ajuda Remus?

-Bem, nós acompanhamos Aluado na Lua Cheia.

-Mas é perigoso!

-Bem, somos grandes o suficiente. Eu sou um cervo, daí Pontas. Por causa do, er, chifre. – Ela segurou uma risada.

-Por isso você e Sirius ficam discutindo sobre a diferença entre veado e cervo?

-Exato. E ele é um cachorro. Quero dizer, literalmente! – Ela riu alegremente.

-Por isso você o chama de pulguento!

-Bem, é. Ele é mais do tamanho de um urso, é assustador.

-E Peter?

-Um ratinho. Por isso...

-... Ele estava tão preocupado com os ratos do castelo, é claro! Aluado, um lobisomem, Rabicho, um rato, Almofadinhas, um cachorro e Pontas, um cervo! – Ela me olhou surpresa – Vocês realmente têm potencial, se transformaram em animagos com quinze anos!

-Sem ajuda de Remus! Só eu e Sirius.

-Por isso que você faltou às rondas...

-Porque eu estava ajudando Aluado. E eu sempre terei de faltar nas Luas Cheias, mas não sei se posso falar para ela sobre isso! – Eu exclamei – E ela vai ficar chateada toda vez que eu desaparecer, já tendo que dar cobertura para Aluado, e eu não posso falar, pois ela vai ficar chateada também, já que é ilegal...

-James... Ela ficaria impressionada com a sua inteligência e com a sua devoção ao seu amigo! Você tem que contar, Pontas!

-Eu não posso! Não é meu segredo, não sei se Sirius deixaria. Se ela falasse para alguém, nós quatro estaríamos enrascados! Entendeu porque eu faltei às rondas Holly? – Quando eu terminei essa frase, a porta do dormitório se abriu e uma ruiva irritadíssima entrou.

-Holly, o que você está fazendo aqui, sozinha com ele? – Ela guinchou. Eu fiquei assustado; quanto ela ouvira? Holly, no entanto, sorriu maliciosamente.

-Por que, está com ciúmes?

-Claro que não!

-Ah, tá, finjo que acredito... Enfim, James, eu realmente acho que você deveria contar...

-Mas Holly...! - Eu comecei

-Eu sei, eu sei, fale com Almofadinhas e depois conte para Lil... Ela gostará de saber...

-Gostarei de saber o quê? - Lily perguntou.

-O real motivo para o fofo ter faltado às rondas... Pensa nisso e, anh, naquilo que a gente combinou para amanhã...! - Eu sorri para ela.

-Holly, o que você está me escondendo? - Lily perguntou de novo.

-Nada. Fique quieta. Ok. James, permissão para abraço? - Eu ri.

-Permissão concedida! - Ela se adiantou e eu a envolvi no abraço fraternal de sempre.

-Você realmente é tudo que alega ser, James. - Ela me disse quando estava saindo - Você não é prepotente, é verdadeiro...

Na manhã de domingo, o dia amanheceu claro, sem nuvens. Senti a familiar contração no estômago de nervosismo ainda deitado na cama. Hoje começaria o torneio de Quadribol. Eu era o capitão. O apanhador. Era minha responsabilidade ganhar, e eu não decepcionaria minha casa.

Eu sempre pareço muito confiante, mas sempre fico nervoso. Essa confiança é um jeito de disfarçar o nervosismo. Levantei, tomei um banho, me vesti e desci. Lá no Salão Comunal, o time estava me esperando. Cumprimentei todos e fiquei conversando com eles sobre qualquer coisa, menos o jogo. Quando boa parte da Grifinória descera, arrastei o time para tomar café.

Quando entramos no Salão Principal, a mesa da extrema esquerda nos aplaudiu bastante. Eu sorri e passei a mão nos cabelos, agradecendo. A Corvinal estava dividida, a Lufa-Lufa nada fez e a Sonserina vaiou. Peguei um lugar entre Sirius e Holly.

-Bom dia, gente... - Eu disse olhando em volta - Cadê Lily?

-Está mais afastada, apaixonado.

-Ela não vai me desejar 'boa sorte'? - Perguntei desapontado. Eles riram.

-Vai, sim, Pontas... - Remus me disse. Ele e Rabicho estavam sentados na minha frente. Suspirei e continuei a procurá-la, aproveitando para colocar comida no prato dos meus jogadores. Quando finalmente a achei, sorri satisfeito e joguei um guardanapo nela. Lily pegou a bolinha e me encarou.

-Que é? - Ela sibilou. Pedi uma caneta para Remus e um pergaminho e escrevi 'bom-dia, minha flor'. Enfeiticei o pergaminho e ele assumiu a forma de um lírio. Fiz o recado chegar até ela. Lily abriu magicamente e fez uma careta ao reconhecer minha letra. Com um aceno, fez o pergaminho voltar para mim. Estava vazio, sem nada escrito, além da minha saudação. Escrevi 'Vai ao jogo?' e enviei o pergaminho de volta. Ela suspirou, mas abriu e revirou os olhos depois de ler. 'Claro que sim. Sou da Grifinória' Ela respondeu. Sorri e coloquei 'Vai torcer por mim?'.

'Vou torcer pelo time, Potter'

'Por favor, deixe o cabelo solto. Assim saberei que você foi e... Jogarei melhor' Quando ela leu o pedido, fez uma careta.

'Mas só até você me ver; depois eu prenderei'

'E como você sabe que eu te vi?'

'Seu voo vai melhorar e você vai abrir aquele sorriso idiota, é claro' Eu sorri para a sua resposta; exatamente o que irá acontecer.

'Que sorriso idiota?'

'Esse que você acabou de abrir... Bem, não me mande mais esse pedaço de pergaminho'.

Li a sua resposta e ri. Transfigurei o papel em um lírio e enviei para ela. Lily me encarou.

-Você não disse nada sobre flores... - Respondi rindo. Ela revirou os olhos e continuou a tomar café. Me servi de salsichas e ovos, bacon e uma taça de suco de abóbora.

-James, tem certeza que é sensato comer tudo isso se você vai jogar Quadribol daqui a pouco? - Holly perguntou quando viu meu prato. Engoli a comida antes de responder.

-Eu posso ficar voando por horas, sabia?

Cinco minutos depois, duas garotas pediram para eu dar autógrafos. Eu assinei, confuso e surpreso, os pedaços de pergaminhos que elas me deram. Todas as meninas que passavam por mim me desejavam boa sorte, algumas da Lufa-Lufa e da Sonserina. A única que se recusava a olhar para mim era Lily. Quando ela se levantou, a imitei e vi o time fazer o mesmo. Fomos aplaudidos de novo. Esperei cinco segundos e vi Holly e os outros com Lily, que colocara uma passadeira nos cabelos.

-Sabia, Lil, que você foi a única pessoa que não me desejou boa sorte na Grifinória? - Eu perguntei quando me aproximei dela.

-Ah, legal.

-Não vai desejar? - Fingi estar ofendido. Ela sorriu.

-Boa sorte, Potter.

-Não esqueça do que eu pedi...! – Gritei depois de me afastar. Quando entrei no vestiário, comecei a fazer, junto com o time, o trabalho de alongamento. Quando estávamos pronto para entrar, reuni o time para fazer o meu discurso de sempre antes do jogo.

-Certo, então. Dianna, você tem sido a goleira desde que fui capitão desse time. Um pouco antes. Confiamos totalmente em você, e nós podemos confiar. Thomas, você me provou ano passado que merece um lugar nesse time. Gwenog, você me atingiu com um balaço. Isso já diz tudo. Michael, aquele giro da Preguiça que você me mostrou é realmente bom e seu entrosamento com Gavin é fantástico. Kyle, o que você tem de pequeno, tem de hábil. Se nós jogarmos metade do que jogamos nos treinos, ganharemos fácil. Mas eu sei que nós jogaremos muito mais do o que jogamos nos treinos. Vamos ganhar!

Eles gritaram em concordância e nós saímos para o campo.

-E lá vem o time da Grifinória! – O narrador (um Corvinal chamado Charles Abbot) disse no microfone para a torcida, que nos saudou maravilhosamente bem – Clapton, Powell, Jones, Williams, Carter, Mason e Potter! O capitão da Grifinória apostou em dois jovens, Gwenog Jones e Kyle Williams... Disseram que Jones conseguiu derrubar Potter da vassoura num treino, fato que não vemos desde o segundo ano do capitão. E sobre Williams, quem assistiu à escolha do time da Grifinória desse ano jurou que o garoto acertou 100% dos lances que tentou... Vamos ver se ele continuará... E a equipe também conta com o próprio Potter – Ouvi algumas meninas gritarem e procurei por Lily – que é, sem sombra de dúvidas, o melhor apanhador que temos em Hogwarts nos dias de hoje...

Procurei por ela mais uma vez e a achei, ao lado de Sirius e de Holly. Os dois estavam cutucando Lily incessantemente em minha direção. Quando ela me viu olhando para ela, passei a mão pelo cabelo e abri um sorriso imenso. Em seguida, ela prendeu o lindo cabelo ruivo num rabo de cavalo bem feito e eu me virei para Madame Hooch.

-Capitães, apertem as mãos... – Ela disse. Sorri para o capitão da Lufa-Lufa, que sorriu de volta para mim, e apertamos as mãos.

-E Madame Hooch libera os balaços, seguidos pelo pomo... – Abbot continuou a falar – E finalmente a goles! Começou o jogo! Williams rapidamente captura a goles e lança para Mason, que joga para Carter, que devolve para Mason... Com Williams, nossa, que escapada fantástica que esse garoto deu do balaço agora, continua com a goles, finta o artilheiro lufano e MARCA! DEZ PONTOS PARA A GRIFINÓRIA! A Lufa-Lufa ataca agora, é o mesmo ataque do ano anterior, então se conhecem bem... Gwenog acerta o balaço na goles!, que mira excelente! Carter recolhe a goles e rapidamente a lança para Mason, que escapa de um balaço com o giro da Preguiça mais bem executado que já vi na minha vida! Mas agora ele faz besteira, lançou a goles para nin... Espere! Williams aparece e pega a bola, que jogada linda! Finta outro artilheiro adversário vai marcar... ENGANOU TODO MUNDO! Tocou para Mason e... MARCA! Vinte a zero para a Grifinória...

Sorri ao ouvir o placar; eu estava escutando a narração, meus olhos à procura do pomo. Mais trinta minutos de jogo e o placar estava 120-20. Kyle fizera 60 dos pontos e Gwenog acertara um lance incrível, em que, na mesma hora, lançara os dois balaços em cima do artilheiro que ia marcar.

Mas nada do pomo. Então resolvi testar minha manobra...

-E olhem só para Potter! Descendo feito um maluco! Só pode ser o pomo! E lá vai o apanhador da Lufa-Lufa atrás dele! Que mergulho espetacular! Eles vão colidir...!

Eu revirei os olhos para aquela previsão; eu já me recuperara de mergulhos muito mais difíceis e todos sabiam disso.

-Potter vira a vassoura na última hora! Que excelente jogada do capitão da Grifinória, que pode aproveitar o tempo em que o apanhador adversário se recupera da queda para procurar o pomo sozinho! Boa finta de Wronski, Potter!

Sorri. Eu sabia que tinha sido... Então eu vi o brilho dourado perto chão... Me preparei para voar rapidamente até lá, mas não fui. Eu já machucara o apanhador deles, daria uma chance para ele pegar o pomo...

Mantive os olhos na bolinha alada e quando o narrador anunciou que o apanhador lufano se recuperara, não esperei mais. Dei outro mergulho.

-Agora Potter tem que ter visto o pomo! Sim, senhoras e senhores, olhem ali a bolinha... E o artilheiro recém-recuperado segue Potter em outro mergulho de trinta metros... Potter evita o chão novamente, que jogador é esse rapaz!, aposto que teria um lugar em qualquer time profissional... E agora ele segue o pomo, subindo a arquibancada da Grifinória...! SIM, SENHORES! POTTER APANHOU O POMO DE OURO! ACABOU O JOGO! TREZENTOS A QUARENTA PARA A GRIFINÓRIA!

Eu estava exatamente em cima da arquibancada em que meus amigos estavam. Senti o impacto do time em cima de mim para comemorar e senti o rasgão que a arquibancada fizera aumentar e a camisa cair sete metros até a estrutura de madeira onde garotas desesperadas se jogaram para pegá-la. Virei para Lily. Ela me olhava estranhamente e com a mão que eu segurava o pomo, apontei para ela. Aquela vitória era dela... Totalmente dela... Ela corou profundamente e eu sorri ainda mais.

Foi aí que ouvi a maldição.

-Sectumsempra!

Olhei na direção do som e vi Ranhoso com a varinha erguida, apontada para mim... Senti o impacto do feitiço nas minhas costas e senti o sangue escorrer...

Antes de cair da vassoura, vi Sirius me encarar pálido e sair na direção de Ranhoso, as mãos em punhos, vi Holly e tantos outros colocarem as mãos por cima da boca, vi Lily levantar e ir na direção de Sirius... Então senti a madeira no meu peito e na minha cabeça e apaguei.

-Relaxe, Holly... Ele está se recuperando... - Ouvi Remus falando.

Não abri os olhos imediatamente. As imagens daquela partida de Quadribol vieram à minha mente e eu gemi. Pelo menos nós ganhamos. Abri os olhos e pisquei bastante. A luz inesperada e forte me cegara.

-Ele está acordando? - Peter guinchou.

-Não, estou apenas tendo convulsões nos olhos, Rabicho... - Eu retruquei. Olhei em volta e pude distinguir as silhuetas de Remus, Sirius, Peter e Holly. Sentei e peguei meus óculos, tornando o mundo enxergável.

-Tudo bem, James? - Holly perguntou. Sorri para ela e vi que ela chorara.

-Tudo ótimo, só... hum, fora Ranhoso, o que aconteceu comigo?

-Você caiu da vassoura... - Peter disse.

-Jura? - Perguntei sarcástico - Quero saber por que ainda estou aqui...

-Bem... Segundo Madame Pomfrey, três costelas quebradas, uma fratura exposta no braço e traumatismo craniano... - Sirius respondeu.

-E eu sobrevivi?

-Por pouco... - Holly disse - Se você tivesse um metro mais alto... O que importa é como você está agora.

-Me sinto bem, apesar da cabeça doer um pouco... Estou aqui há quanto tempo? - Perguntei olhando para a quantidade de doces na mesa ao meu lado.

-Hoje é domingo, nove da noite.

Arregalei os olhos. Eu passara esse tempo todo aqui?

-E Ranhoso? - Perguntei num rosnado. Sirius sorriu vingativo.

-Saiu daqui ontem à noite. Antes de eu quebrá-lo, ele ganhou um mês de detenção...

-Só isso?

-Foi...

-E eu fiquei com uma cicatriz nas costas? - Perguntei receoso. Todos sorriram para mim.

-Graças ao atendimento rápido da Monitora-Chefe, que depois de xingar Ranhoso de tudo quanto é nome, foi a primeira a chegar perto de você, limpou o sangue e começou a fazer uns feitiços que fecharam o corte. Levaram dez minutos e Dumbledore ficou impressionado.

Eu ouvi à notícia sorrindo.

-Lily me salvou?

-Sim, campeão.

-E xingou Ranhoso? - Sorri pela perspectiva da cena. Eles pareciam estar se divertindo com as minhas reações.

-Xingou. Disse que ele era um mau-caráter, inconsequente e um seboso e se referiu a ele como Ranhoso! - Holly me contou sorridente.

-Cadê ela?

-Saiu agora à pouco, foi fazer relatório da monitoria...

-Droga! Eu tenho de aju... - Mas parei ao entender o que ela dissera e eles riram de mim de novo - Ela veio? Lily veio me visitar?

-Veio. Duas vezes.

-Duas?

-Isso mesmo.

-Ela estava preocupada?

-Bastante...

-Falou alguma coisa para mim?

-Hum, não sabemos... Ela veio sozinha sempre.

Mas isso não diminuiu meu sorriso; Lily xingara Ranhoso por minha causa e viera me visitar.

-Ah, graças à Merlin você acordou, Potter! - Madame Pomfrey me disse - Foi uma queda bem feia... Sorte a sua que Evans fechou o corte na hora, foi bem grande... Suas costelas estão doendo?

-Não, não.

-O braço? - Ela perguntou pegando meu braço direito e girando-o.

-Tudo bem.

-A cabeça.

-Perfeito! - Eu menti. Talvez ela me liberasse...

-Mentira! - Holly disse - Ele disse que estava doendo um pouco... - Olhei para ela com cara feia.

-Um pouquinho só... - Tentei mentir novamente.

-Se tiver qualquer dor, Potter, só amanhã de manhã... Um de seus amigos fará a caridade de trazer as suas coisas para amanhã... Então você poderá sair a tempo das aulas...

Tentei argumentar, mas ela sugeriu que eu comesse meu chocolate ou conversasse com meus amigos... Quando deram dez horas, Madame Pomfrey expulsou todos e ordenou que só uma pessoa voltasse com minhas vestes e mochila com livros. Nós reclamamos, porém não teve jeito.

Esperei por Remus acordado e deitado, queria falar com ele; agradacê-lo por trazer minhas coisas. Eu sabia que ele traria, pois era monitor e podia andar à noite. Qual não foi a minha surpresa quando ouvi passos leves e uma voz suave na entrada da enfermaria.

-Boa noite, Madame Pomfrey... Eu vim trazer as coisas dele... Exatamente.

Sentei-me e arregalei os olhos enquanto a figura feminina se aproximava de mim.

-Lily? - Perguntei intrigado. Ela colocou minha mochila na mesa e uma sacola com roupas.

-Você está bem? - Ela perguntou de volta.

-Sim, estou ótimo, obrigado... O que faz aqui?

-Vim entregar-lhe suas coisas, Potter, o que mais?

-E por que você? Não que eu esteja reclamando, amei a surpresa...

-Remus me pediu. Ele passou a noite passada aqui e está cansado. E como só nós dois podemos sair à noite, além de você...

-Ah, tá. Obrigado.

-De nada.

-Não só por minhas coisas agora, Lily, pelo que você fez ontem...

-Eu faria o mesmo com qualquer um...

-Eu sei, mas isso não me impede de te agradecer... Muito obrigado mesmo... Madame Pomfrey disse que...

-...Se eu não tivesse interferido, você não teria se recuperado tão rápido, ela me disse.

-Obrigado, Lily – Eu agradeci novamente olhando-a nos olhos. Ela sustentou meu olhar firmemente – Por ter ido ao jogo, também...

-Eu não fui por você...

-Mas você foi. Isso é o que importa.

-De nada, então... Aliás, boa captura.

-Obrigado... Mas cuidado…

-Com?

-Se você me elogiar muito, minha cabeça vai inchar ainda mais... – Brinquei.

-Oh, Merlin, obrigado por me lembrar... - Ela respondeu. Depois se afastou da cama - Bem, Potter... Eu já vou... Boa noite.

-Boa... E Lily? - Ela estava no meio do caminho, mas parou e se virou.

-Potter?

-Eu te amo.


Gostaram? Odiaram? Mandem reviews anyways. Beijos e o próximo capítulo é um dos meus favoritos.