Capítulo 7_ Canta para mim?
Disclaimer: É tudo da J.K., mas eu aceito o Draco ou uma sessãozinha daquelas com ele.
Abri os olhos lentamente e pisquei várias vezes, até me acostumar com a luz. Eu olhei para o relógio do lado da minha cama: 07:15. Eu arregalei os olhos e me levantei correndo.
- Estou atrasada! – falei e fui correndo para o banheiro. Trancado, ótimo. Eu bati na porta. – Gabriela, sai daí agora!
- Como você sabia que era eu? – ela falou de dentro do banheiro.
- Vai logo, eu to atrasada. – eu falei.
- Se você correr você chega a tempo. – ela disse, saindo do banheiro. Eu entrei no banheiro e bati a porta. Tomei banho rapidamente e coloquei a minha roupa. Peguei os meus sapatos e fui descendo as escadas colocando eles. Os poucos alunos no salão comunal me olharam como se eu fosse louca. Eu saí correndo do salão comunal e corri por todo o castelo para chegar a tempo nas masmorras. Eu entrei correndo na sala e me deixei cair no chão. A Lauren e a Gabi bateram palmas para mim.
- Você se superou. – a Lauren falou. – Chegou antes do Snape. – ela disse e então ficou em silêncio.
- Você teve sorte dessa vez, Srta. Weasley. – o Morcegão falou atrás de mim, e entrou na sala. Eu me sentei rapidamente do lado da Lauren e oMmorcegão começou a falar algumas coisas.
- Você e o Harry terminaram?– a Lauren sussurrou.
-Não.– eu sussurrei.
- Hmm... não foi o que eu soube. Mas, como anda as coisas com o Malfoy?– ela sussurrou.
-A nossa briga foi a quatro dias atrás, céus. Vão bem.– eu sussurrei.
-Olha, a Gabi já sabe... Eu perdi a aposta.– ela sussurrou, olhando para a frente.
- O quê?– eu sussurrei.
-Você deveria estar feliz e dar pulinhos de alegria, sabendo que eu não sou de ferro e me apaixonei.– ela sussurrou.
-Que gracinha!– sussurrei.
-Ok, ok. Agora vamos prestar atenção na aula. – ela sussurrou.
-Tem um travesseiro aí?– sussurrei. Ela sorriu e balançou a cabeça. Eu olhei para frente e tentei absorver tudo o que o Morcegão falava. Parecia latim. Será que estão ensinando latim em Hogwarts e eu não fiquei sabendo?
- Srta. Weasley! Qual é o nome da poção que eu acabei de falar? – ele disse. Eu olhei para a Gabi pedindo a ajuda e ela começou a falar sem emitir som.
- Elixir para induzir euforia. – falei.
- E pra que serve? – ele disse. Eu olhei para a Gabi de novo.
- Como o nome já diz, esse elixir serve para animar a pessoa que o toma, a deixando mais leve e feliz. Não é tão poderoso e tão difícil como o Felix Felicis. Seus efeitos colaterais podem ser excessivas cantorias e coceiras no nariz. A coloração final deve ficar parecida com amarelo-sol. – eu disse.
- 10 pontos para a Grifinória. – ele falou com uma cara feia e andou para a frente da sala novamente. – Como eu disse anteriormente...
- Obrigada. – eu sussurrei para a Gabi e ela deu de ombros, se virando para frente em seguida.
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- Você é estranha! – foi assim que a Lauren me recebeu assim que eu me sentei ao seu lado no almoço.
- O que foi? – eu disse.
- Eu pensei que você iria sair dando pulinhos de alegria por eu ter perdido a... Oi bebê! – a Lauren falou, se virando para o Matt. – Falo com você depois. – ela me disse e se levantou, indo sentar com o Matt.
- Ok. – eu disse e comecei a colocar comida no meu prato, quando uma primeiranista da Corvinal se aproximou de mim.
- Oi. – ela disse.
- Oi. – eu falei.
- Uma garota me pagou 20 sicles para eu vir te perguntar se você voltou com o Harry Potter. – ela falou.
- Nós não terminamos. – respondi.
- Ok, obrigada. - ela falou e então se virou para a Pavarti. – Quero meu dinheiro e depois eu te respondo. – ela disse andando até a Pavarti. Eu sorri e o Harry se sentou do meu lado, me dando um beijo na bochecha.
- Não te vi de manhã, onde você estava? – ele falou, pegando a comida.
- Acordei atrasada, sai correndo e não deu tempo de tomar café. – falei.
- Hmm... Manhã interessante ? – ele falou.
- Nem um pouco. – eu disse. – E a sua?
- Menos ainda. – ele falou. – Eu vou sair da escola hoje depois das aulas da tarde e devo voltar sábado de manhã.
- Aonde você vai? – eu falei.
- Vou na Ordem. – ele sussurrou. – Eu tenho a permissão do Dumbledore para ir. – acrescentou.
- O que você vai fazer lá?
- Eu reconheci alguns dos comensais que atacaram Hogsmead e o Dumbledore pediu para que eu fosse na Ordem falar sobre isso.
- Não é mais fácil mandar uma carta?
- Todas as cartas estão sendo interceptadas pelo ministério.
- E Você-Sabe-Quem é o ministério?
- Você entende rápido. – ele sorriu. – A Hermione e o Rony também vão, ok ?
- Ok. – eu falei.
- Cuide-se. – ele falou.
- O que pode acontecer de ruim em três dias, Harry? – eu falei.
- Me diga você. – ele disse e se levantou da mesa. – Bem, eu terminei. Vou indo.
- Ok. – eu disse. Ele se abaixou e me deu um selinho.
- Eu te amo. – ele sussurrou e saiu do salão principal. Eu fiquei só observando ele ir, eu acho que 'eu te amo' deveria fazer algum efeito sobre mim. Mas não fez efeito nenhum, foi como se ele não tivesse falado nada.
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- Alguém já te falou que é perigoso andar pelas masmorras sozinha? – eu ouvi a voz fria dele e me virei sorrindo.
- Eu lembro vagamente de alguém falar isso. – eu disse.
- Então, o que te traz aqui? –o Draco disse.
- Eu só queria dizer que como o Harry vai estar fora até sábado de manhã, então eu pensei que poderíamos nos encontrar mais. – eu falei.
- Não vai dar, vou estar fora até domingo. – ele falou.
- O QUÊ? – eu disse. Ok, eu meio que gritei. Ouvimos passos.
- Ótimo, chamou atenção. Corre. – ele disse, me puxando pelo braço e nós corremos a direção contrária dos passos, até que vimos uma mesa com várias coisas em cima.
- Eu nunca vi isso aqui. – eu falei.
- Nem eu. Só mecha nas coisas. – Ele falou e nós começamos a tirar as coisas do lugar, até que se abriu uma porta.
- Legal. – eu falei e ele me empurrou para dentro da porta, entrando em seguida. Assim que entramos a porta desapareceu e eu olhei para a pequena janela que iluminava o lugar. – O que é aqui?
- Não imagino. – ele falou.
- Então como você sabia como entrar? – eu disse.
- Nas masmorras você meche em objetos e abrem portas. – ele falou. – Para festinhas particulares.
- Hmm... e como a porta se abre de novo ?- eu disse.
- Eu não sei. – ele falou e então se voltou para o lugar que antes estava a porta e tentou empurrar. – Não abre.
- O quê? Tem que abrir. – eu disse e tentei empurrar também. Nada. Eu comecei a passar a mão no lugar, para ver se achava alguma coisa que pudesse abrir ou empurrar. – Não tem nada aqui.
- Ok, a porta era pra ser aqui. Então vamos tentar magia aqui. – ele disse e eu tirei a minha varinha do bolso.
- Alohomora – eu disse, apontando para o lugar que era a porta. - Alohomora.– eu falei e então bati na parede. – Abre sua idiota!
- Insultar a porta não vai adiantar nada. – ele falou com um ar superior.
- Abre ela então. – eu disse, apontando para a parede onde era pra ser a porta. Ele tirou a varinha das vestes. (n/a: Vou chamar só de parede, é mais fácil.)
- Bombarda. – ele disse e nada aconteceu. – Bombarda maxima. –nada aconteceu. Ele repetiu o feitiço várias vezes e nada.
- Não funciona. – eu disse.
- Será que essa sala é anti-magia? – ele falou.
- Não sei. – disse e ergui a varinha. – Lumus. – uma pequena luz apareceu na ponta da minha varinha. - Nox - eu disse e então a luz desapareceu. – Ok, acho que a porta não pode ser quebrada e que ela não abre por dentro.
- Grande conclusão. – ele falou. – Certo, eu preciso de uma idéia para sairmos daqui. – ele murmurou. Então eu conjurei uma lâmpada e a ergui na altura da cabeça dele. – O que diabos você está fazendo ?
- Te ajudando a ter uma idéia. – respondi sorrindo. Ele deu um meio-sorriso. – Por que você não sorri direito?
- Eu nunca sorrio. – ele falou.
- Ora, não é tão difícil. – eu disse.
- Ótimo. – ele falou.
- Eu te ensino a sorrir, já que vamos ficar aqui até não sei quando. – eu disse.
- Eu tenho uma idéia melhor. – ele falou malicioso.
- Você é louco. – eu disse e ele me encostou na parede. Ele aproximou o rosto do meu.
- Eu não sou louco. – ele falou, com a voz rouca.
- Sim, você é louco. – eu disse.
- Diga que eu não sou louco. – ele falou.
- Nem pensar. – eu disse, sorrindo. ele roçou seus lábios no meu queixo.
- Diga. – ele falou.
- Não. – eu disse. Ele foi roçando seus lábios no meu pescoço e dando pequenos beijos. A sua boca fria na minha pele quente me causava arrepios.
- Você não vai falar? – ele murmurou com a voz rouca.
- Não. – eu disse. Ele me soltou e sentou no chão.
- Ok. – ele disse e começou a girar a varinha nos dedos. Eu me sentei do lado dele e encarei a parede.
- Você não vai abrir mesmo? – eu falei, encarando a parede.
- Você está falando com uma parede? – ele falou.
- É. Quem sabe ela me escuta e abre para que possamos passar? – eu falei.
- E depois diz que eu sou louco. – ele resmungou.
- Vamos lá, queridinha. Eu sei que você consegue. Por favor. – eu falei. – Ok, não abra. Não falo mais com você. – eu disse e me virei de costas para a parede. Eu fiquei encarando a outra parte da parede. Ótimo. – Quer conversar? – falei para o Draco.
- Não. – ele disse.
- Por que? – falei.
- Retire o que você disse. – ele falou.
- Esqueça. – eu disse e me deitei no chão. Fiquei olhando para o teto.
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Estávamos presos lá há quantas horas? Quatro? Cinco?
Eu realmente não sabia dizer, a luz da lua era a única coisa que iluminava o cômodo e eu e o Draco não tínhamos vontade de usar as varinhas para ter uma luz melhor. Eu observava a lua e ele ficava girando a varinha nos dedos. Ninguém falava nada.
- Não vamos conseguir sair daqui? – eu disse.
- Talvez. – ele falou.
- SOCORRO! – eu gritei e ele me olhou como se fosse louca.
- Virgínia, é de noite e ninguém vai te escutar. Nem sabemos se aqui tem proteção sonora e se podem nos ouvir de fora. – ele disse e então fechou o punho com força.
- O que foi? – eu falei.
- Nada. – respondeu rapidamente. - Meu pulso está doendo. – reclamou.
- Deve ser de tanto ficar girando essa varinha. – eu disse.
- Ora, você não tenta falar nada. Eu tenho que achar algo para fazer. – ele falou.
- Eu tentei conversar. – eu disse.
- Mas não falou o que eu pedi. – ele disse.
- Você é tão chato. – eu falei.
- Mas você realmente gosta de mim. – ele resmungou.
- Ora seu... – eu comecei.
- Você já tem duas coisas para retirar, que tal começar e depois nós conversamos? – ele falou.
- Não. – eu disse.
- Ótimo. – ele falou.
- Eu quero dormir...- resmunguei, me virando no chão.
- Ora, é só fechar os olhos. Isso aqui não deve ser pior do que a cama da sua casa. – ele falou.
- Só porque você tem um colchão de luxo e travesseiros de penas não quer dizer que a minha cama seja desconfortável, dura e fria, ok? – eu disse.
- Calma ai, ruivinha. – ele falou. – Se você quer tanto dormir, conjure um colchão.
- Eu não sei conjurar um colchão. – falei. – Conjura para mim?
- Nunca aprendi a conjurar um colchão. – ele resmungou.
- Acho que não se dá para conjurar colchões. Eles devem ter que ser feitos aos poucos. – falei.
- Pode ser. – ele resmungou e se encostou na parede. Eu rolei no chão. Era duro e desconfortável e eu já estava rolando a um tempão, sem conseguir dormir. E eu estava com frio. Eu olhei para o Draco. Ele estava deitado no chão e havia tirado o casaco e feito de travesseiro. Eu olhei para a minha roupa e resmunguei. Estava apenas com uma blusa fina, o suéter Weasley, uma calça jeans e botas. Nada que pudesse ser feito de travesseiro sem que eu congelasse.
- Ei... – eu falei.
- O quê? – ele resmungou.
- Posso deitar do seu lado? – falei e ele ergueu uma sobrancelha. – Eu estou com frio.
- Vem cá. – ele falou, sacudindo a cabeça e dando espaço para que eu deitasse entre ele e a parede. Eu me deitei e encostei a cabeça no pedaço do casaco que ele havia deixado para mim. Ele ficou me olhando e começou a mexer no meu cabelo, eu fechei os olhos.
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Eu abri os olhos lentamente e vi os raios de sol que entravam por aquela janelinha. Estava claro, eu não fazia idéia de que horas eram e estava com fome. Eu tirei o braço dele da minha cintura lentamente e sorri quando vi que ele estava dormindo.
Me levantei e peguei a minha varinha, conjurando alguma coisa para comer. Eu comi rapidamente e depois fiquei encarando o nada até que o Draco acordasse. Ele acordou e não falou uma palavra, conjurando algo para comer. Ele comeu rapidamente e então se sentou e ficou mexendo a varinha com os dedos. Eu me sentei do lado dele.
- Não vai falar nada? – falei.
- Não. – ele disse.
- Ok. Eu retiro o que disse. Você não é louco, nem chato e é melhor que o Harry em tudo. – falei, ele deu um meio-sorriso. – Dá pra conversar agora?
- Eu posso não ser melhor que o Potter em tudo, mas e daí? Eu fico com a garota. – ele falou. Eu sorri e ele me beijou. Oh, é. Isso era bem melhor do que conversar. Ficamos nos beijando por algum tempo. Eu me sentei no colo dele e ficamos olhando o nada.
- Estamos aqui presos e ninguém vai nos salvar, então vamos morrer aqui. – falei.
- Não seja dramática. – ele falou.
- Ora, é verdade. – eu disse.
- Nós vamos sair daqui. Só não sei como. – ele falou e eu olhei para ele. Ele deu um meio-sorriso e me beijou. Eu passei os dedos pela nuca dele e pelo cabelo. Ele me beijava de maneira sedenta e fugaz. – Ruivinha, não atiça não. – ele murmurou, parando o beijo. Eu dei um sorriso.
- E se eu quiser? – eu respondi, enquanto voltava a beijá-lo.
- Vai ter que arcar com as conseqüências. – ele murmurou, enquanto a mão gelada deslizava por baixo das minhas blusas, em minha barriga.
- Eu acho que posso me dar bem com elas. – eu resmunguei, enquanto ele descia os beijos para o meu pescoço e ia me deitando no chão. Ele ficou por cima de mim e voltou a me beijar. Lentamente tirou o meu suéter Weasley e eu comecei a desabotoar a camisa dele, quando ele colocou a mão sobre a minha e saiu de cima de mim.
- É melhor não. – ele resmungou, abotoando a camisa de novo. Eu o olhei como se fosse louco e coloquei o meu suéter Weasley.
- Draco Malfoy negando fogo, isto é uma coisa que não se vê todo dia. – eu falei, sorrindo marota.
- Ok. – ele disse e se sentou encostado na parede. Ótimo, nada para fazer de novo. Ele resmungou alguma coisa e fechou a mão esquerda com força.
- O que você disse? – eu falei, me sentando ao lado dele.
- Nada. – ele disse e ficou encarando o braço esquerdo.
- Ok. – eu falei e sentei no chão. Um tempo depois eu já havia deitado, eu estava com as pernas na parede e encarando meus dedos do pé. – Eu quero sair daqui.
- Nós dois queremos. – ele falou.
- Draco, tira a gente daqui. – eu falei.
- Quer que eu vire um super-herói trouxa e quebre a parede com a mão? Claro. – ele resmungou.
- Você está com fome? - eu falei.
- Não. – ele disse. – Por quê?
- É que os homens ficam mais rabugentos quando estão com fome. – falei.
- Só que eu não estou com fome. – ele disse.
- Já entendi. – falei.
- Por que você está tirando todo o sangue dos seus pés? – ele falou.
- Ahn? – eu disse.
- Ora, o coração não consegue bombear sangue para qualquer lugar que esteja acima da cabeça. – ele falou e eu o olhei como se fosse louco. – Uma vez eu desobedeci o meu pai e fui cavalgar, só que eu era muito pequeno e caí do cavalo. Eu bati o pulso numa pedra e me cortei. Eu voltei correndo para casa e meu pai se negou a fechar o machucado com magia. Não parava de sangrar e minha mãe se desesperou amarrando um pano. Então um elfo disse que tinha ouvido que se colocasse alguma parte do seu corpo acima da cabeça, o coração não tinha força o suficiente para bombear o sangue para este local. – ele disse e eu o encarei, rindo em seguida. – O que foi?
- Eu queria imaginar você sendo tratado ao modo trouxa. – falei.
- Não é nada agradável ser tratado ao modo trouxa. – ele reclamou e se remexeu na parede. Então ele não falou mais nada e ficou girando a varinha nos dedos. Eu olhei para a parede. Nós ficamos em silêncio alguns minutos.
- O que você sente por mim? – perguntei.
- Quê? – ele falou.
- Por que você nunca se expressa? – falei.
- Eu não costumo me expressar por palavras, Virgínia. – ele falou.
- Pelo que você se expressa? – falei.
- Você está parecendo aquelas crianças mimadas querendo perguntar sobre tudo. – ele resmungou. Eu fechei a cara e ele deslizou os dedos gélidos pela minha bochecha.
- O que você está fazendo? – eu disse, sorrindo.
- Shh... – ele falou e me beijou. O beijo começou calmo e foi se tornando mais rápido. Eu coloquei a mão na nuca dele e fui me levantando um pouco, indo para cima dele. Ele pressionou as mãos na minha cintura e hesitou em tirar o meu suéter Weasley. Ele apenas parou o beijo lentamente e me afastou.
- Você está me irritando. – eu resmunguei e ele ergueu uma sobrancelha. – Draco...
- É melhor não. – ele repetiu.
- Por quê? – falei.
- É melhor não. – ele disse.
- Ótimo. – eu falei e me virei de costas para ele.
- Virgínia, não seja infantil. – ele resmungou.
- Eu não estou sendo infantil! – eu falei.
- Não é o que está parecendo. – ele disse. Eu bufei.
- Sério, qual é o meu problema? - eu disse.
- Você não tem problema. – ele falou.
- Agora só falta você dizer 'não é você, sou eu'. – eu resmunguei. Ele pegou uma mecha do meu cabelo, enrolando-a nos dedos. – Oh, você ia dizer isso.
- É claro que não, eu sou o Draco Malfoy. Eu sou perfeito e não tenho problemas. – ele disse.
- Onde você vai ir quando sairmos daqui? – eu falei.
- Eu vou sair do castelo. – ele resmungou.
- Você vai para Londres? – eu falei.
- Ei, ruivinha. Preste atenção: eu não tenho nada haver com nenhum ataque que está acontecendo aos arredores de Londres. – ele falou, me olhando nos olhos.
- Ok, eu acredito em você. – eu disse. Ele ergueu uma sobrancelha. - Sério, eu acredito. – eu disse sorrindo para ele. (n/a: I do! I do! I do believe in faires.)Ele desviou o olhar, encarando a parede e eu me deitei no chão, começando a contar as linhas que haviam nele.
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Já estava escuro e nós não havíamos conseguido sair dali. Eu observava a lua e ele olhava para a varinha. Ele murmurou alguma coisa e eu olhei para ele.
- Quê? – falei.
- Nada. – ele resmungou.
- Ok. – eu disse e olhei para a parede. –Eu quero sair daqui.
- Eu também. – ele falou.
- Draco, você me diria se você fosse um comensal? – eu falei e ele não respondeu. – Você me diria!– ele apenas me encarou. – Você não me diria!
- Eu te diria. – ele disse. - Se você me perguntasse.
- Ok. – eu disse e voltei a olhar a lua. – Isto está ficando chato.
- O que está ficando chato? – ele falou.
- Isto. – eu disse, mostrando o local que nós estávamos com as mãos. – Não tem nada para fazer.
- Você quer alguma coisa para fazer? – ele falou com um sorriso malicioso.
- É. – eu disse.
- Boa sorte procurando. – ele falou.
- Draco Malfoy, você é insuportável. – eu falei e fechei a cara, voltando a olhar a lua. Eu encarei a lua por um bom tempo, até ouvir uma melodia baixa. Eu olhei para o Draco, ele havia conjurado um violão e tocava. Eu sorri. Não imaginava que ele sabia tocar violão.
- Sabe cantar? – eu falei.
- Eu sou um bom cantor. – ele disse, com uma pose de galã.
- Canta pra mim? – eu pedi e então ele sorriu. Draco Malfoy sorriu direito pela primeira vez na vida. Ahá, ponto para mim. Eu fiz o Malfoy sorrir. Sou completamente foda. Eu sorri para ele e me sentei do seu lado. Ele tocou alguma coisa no violão e depois começou a cantar. (n/a: Gente, essa é a música da minha vida.Ok, exagerei. Mas enfim, Hey There Delilah – Plain White Ts)
- Hey Dalila,o que você gosta na cidade de New York? Eu estou a mil milhas longe daí, mas menina hoje você está tão bonita. Sim, você está. Time Square não consegue brilhar quanto você, eu juro que é verdade. Hey Dalila, não se preocupe com a distância, eu estou lá se você se sentir sozinha, ouça essa música mais uma vez. Feche seus olhos. Escute minha voz, é meu disfarce, eu estou ao teu lado. Oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo. Oh é o que você fez comigo, é o que você fez comigo, o que você fez comigo. Hey Dalila, eu sei que os tempos andam difíceis, mas acredite em mim menina, um dia eu estarei pagando as contas com essa guitarra, nós teremos isto bem. Nós teremos a vida que sabíamos que teríamos, minha palavra é boa. Hey Dalila, eu ainda tenho tanto pra falar, se cada simples música que eu escrevi pra você pudesse tirar seu fôlego, eu escreveria tudo. Mais apaixonada por mim você ficaria, nós teríamos tudo. Oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo. Mil milhas parecem muito longe, mas eles tem aviões e trens e carros, e eu ando até você se não tiver outro jeito. Nossos amigos vão todos rir de nós, mas nós vamos rir mais porque nós sabemos que nenhum deles nunca se sentiu assim. Dalila eu posso prometer a você, que pelo tempo que nós passamos juntos, o mundo nunca mais será o mesmo e você é a responsável. Hey Dalila, você seja boa e não sinta minha falta, mais um ano e você vai ter terminado a escola e eu estarei fazendo história como eu faço. Você sabe que é só por causa de você. Nós poderemos fazer o que quisermos. Hey Dalila, aqui está pra você, esta é pra você. Oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo, oh é o que você fez comigo, o que você fez comigo. – ele cantou sorrindo para mim, sua voz era linda e rouca. E ele nem era desafinado como eu pensei que poderia ser. Eu sorri quando ele terminou a música.
- Você realmente canta bem. – eu disse, sorrindo. – E olhe, você sorriu.
- É, eu acho que posso sorrir. – ele falou, com a voz rouca.
- Quem escreveu a música? – perguntei.
- Eu. – ele resmungou. (n/a: Gente, eu vou colocar o Draco como se ele tivesse escrito a música. Porque bem, ele já fala de aviões,trens e carros na música, agora se ele diz que é de uma banda trouxa que ele escuta, ou gosta, ou já ouviu e decorou a música eu to forçando a amizade(que amizade?), né?)
- Escreveu para quem? – perguntei. Ele resmungou algo e colocou a mão em cima do ante-braço esquerdo.
- Ta doendo? – eu perguntei.
- Não, queimando. – ele resmungou.
- Hmm... – eu estiquei a mão para tocar no ante-braço esquerdo dele.
- Não toque. – ele resmungou e virou para o lado.
- Ok. – eu falei e olhei para a lua cheia e brilhante no céu.
- Virgínia? – ele falou.
- O quê? – eu disse, olhando para ele.
- Me abraça? – ele falou com a voz rouca.
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Eu abri os olhos lentamente, tentando me acostumar com a luz. Tinha alguém me chamando, eu abri os olhos e vi os olhos azuis-acizentados dele me fitando.
- Virgínia, vamos. – ele disse. Eu o encarei e ele me apontou a porta com a cabeça. Havia aberto. Eu me levantei rapidamente e vi a Pansy parada na porta com os braços cruzados.
- Vamos logo, Draco. – Pansy resmungou.
- Você... chamou ela? – eu falei. – Como você chamou ela?
- Depois que você dormiu eu notei que a janela era aberta. Então eu chamei a minha coruja com a varinha. Ela veio e eu conjurei um pergaminho, pena e tinta e escrevi uma carta para a Pansy. Então a Pansy veio nos salvar. – ele disse, a Pansy ergueu uma sobrancelha. – Vamos logo, Virgínia. – ele falou. Assim que saímos do local e estávamos no corredor ele me deu um beijo na bochecha e eu vi a Pansy revirar os olhos.
- Draco, por favor. – ela disse.
- Já estou indo. – ele falou, e então se virou para mim: - Eu tenho que ir, te vejo mais tarde. – ele disse e então sumiu com a Pansy pelos corredores. Eu andei até o salão comunal da Grifinória, que estava vazio, e depois fui para o meu dormitório. Olhei no relógio do lado da minha cama e vi que eram sete horas da manhã. Então eu fui tomar banho.
Eu devo ter demorado uma hora no banheiro, porque quando eu saí a Gabi e a Lauren já estavam acordadas e sentadas na cama.
- Bom dia. – eu disse, balançando o meu cabelo molhado com as mãos.
- Onde você esteve? – a Lauren falou.
- Fiquei presa numa sala. – respondi.
- Hmm.. – a Gabi disse, sorrindo.
- Ok, agora eu vou tomar um café da manhã descente. – eu disse, enquanto colocava meu sapato.
- Espera, eu vou com você. – a Lauren disse, correndo para o banheiro.
- Ok. – eu falei para o nada e a Gabi se sentou na cama.
- Então... – ela começou.
- Então o quê? – eu disse.
- O que você ficou fazendo naquela sala?- ela falou.
- Nada demais, morri de tédio durante muito tempo e só. – falei. – Até que nós conseguimos resgate.
- Nós? – a Gabi falou. – Pensei que você estivesse sozinha.
- Não, eu estava com o Draco. – respondi e ela me deu um sorriso malicioso.
- Oh, vai se catar. – eu respondi, tacando um travesseiro nela.
- O que foi? Eu nem falei nada. – ela disse.
- Mas pensou. – falei. A Lauren saiu do banheiro.
- Todo seu. – a Lauren disse para a Gabi e depois se virou para mim: - Vamos?
- Claro. – eu falei e nós fomos para o salão principal. Na verdade, nós corremos até o salão principal e sentamos rapidamente na mesa. Eu comecei a encher o meu prato de comida.
- Gina, é só o café da manhã. – ela falou.
- Eu sei, só que eu quero um pouco de tudo. – falei, enquanto pegava um bolinho.
- Ok. – ela falou e colocou uma coisa ou outra no prato.
- Não tem ninguém acordado a essa hora. – resmunguei.
- E o que você queria? – ela falou. – São no máximo nove horas. Ninguém acorda ás nove em um sábado.
- E por que você e a Gabi estão acordadas? – eu falei.
- Porque uma garota resolveu ir ver se nós tínhamos shampoo para emprestar e ficou batendo insistentemente na porta até que nós abríssemos. – ela falou.
- Queria ter visto isso. – eu disse.
- Sério. Quando eu abri a porta ela falou: "Oi, você tem shampoo para emprestar?" e eu olhei para a cara dela e disse: "Não, está no banheiro e minha amiga ta lá.", e ela respondeu: "Ok, desculpe o incômodo. Tchau". Me deu vontade de matá-la. Mas como uma boa aluna de Hogwarts, eu não a matei. – ela falou e eu comecei a rir.
- Se eu fosse você eu já teria mandado aquela garota ir para a puta que pariu. – falei.
- Imagino. – ela disse e sorriu. – Então... você estava com o Harry esse tempo todo?
- Não, por quê? – eu disse.
- É que você e ele sumiram, então eu pensei... – ela começou.
- Pensou errado.
- Estava com quem então?
- Ninguém.
- Gina, você não é tão estúpida a ponto de conseguir ficar trancada em uma sala sozinha.
- Muito obrigada pela parte em que me toca. – falei e abaixei o meu tom de voz: - Eu estava lá com o Malfoy.
- Oh meu deus! E o que vocês fizeram nesse tempo todo? – ela falou.
- Ele girava a varinha na mão e eu conversava com a parede, literalmente. – eu respondi. Ela ia falar alguma coisa quando o Harry se sentou na mesa.
- Bom dia! – o Harry falou.
- Bom dia. – nós duas respondemos e a Lauren se levantou da mesa.
- Já terminei. Te vejo depois Gina. – ela falou e saiu rapidamente de lá.
- Então, como foi na Ordem? – perguntei.
- Foi... legal. – ele resmungou. – E o seu tempo aqui?
- Foi muito chato sem você aqui. – ora, eu nem menti tanto. Só aumentei um pouco.
- Hmm... acho que poderíamos ir estudar na biblioteca hoje. – ele falou.
- Defina estudar. – falei e ele apenas deu um sorriso malicioso.
