Lemon à vista! Quem não curte está avisada!


BPOV

- Será que você pode tirar as patas das minhas coisas? – Eu ralhei, parando com a escova a meio caminho do meu cabelo.

Edward continuou com aquelas mãos nojentas dentro da minha nécessaire, franzindo as sobrancelhas enquanto remexia nas coisas. – Onde você guardou a pasta de dente? Eu esqueci a minha.

- Isso não é problema meu. Ligue para a recepção e peça uma só sua.

- Mas quanta porcaria! – Ele puxou meu curvex em meio os outros itens, tentando entender o que era.

Eu arranquei o objeto de sua mão e devolvi no lugar. – Por que você ainda está aqui? – Gritei.

Já era noite no Rio, e apesar de ter acabado de chegar de uma longa viagem, não estava nem um pouco cansada. Meu estômago implorava por comida antes que pudesse conhecer melhor as maravilhas que via pela janela do quarto. Meu jantar não seria junto com Edward, obviamente, e eu mal via a hora de me livrar dele.

- Você não espera que eu saia sem escovar os dentes, não é? O que as brasileiras vão pensar de mim? – Ele sorriu.

- Que você é um idiota que não fala uma única palavra em português. – Eu retruquei enquanto penteava meu cabelo calmamente.

Ele enfiou a mão na minha nécessaire mais uma vez, e finalmente encontrou o que procurava. Colocou um punhado em sua escova de dentes, esfregou todo o interior de sua boca apressadamente e então cuspiu na pia fazendo barulhos exagerados, apenas para me irritar. Eu revirei os olhos enquanto ele lavava a boca em meio algumas risadas. – Até amanhã de manhã, quem sabe? – Disse, deixando sua aliança em cima da pia.

Assim que saiu assobiando pela porta do quarto, eu consertei – como sempre – sua irresponsabilidade. Tirei sua aliança de cima da pia, lugar em que mal podia ser vista, e a guardei, junto com a minha, em um compartimento fácil da minha bagagem. Eu não sei que tipo de desculpa daríamos caso perdêssemos aquelas jóias.

Eu havia sido avisada de antemão que o mês de Julho significava inverno no Brasil, portanto, tive um sério problema em arrumar roupas para o calor que fazia naquela noite. Com uma saia e uma regata, eu terminei de me arrumar e desci para o saguão do hotel. Devolvi a chave do quarto na recepção e quase saltitei para a rua. Aquele era o primeiro sinal de liberdade que tinha: Estava sozinha em um país desconhecido, sem falar uma única palavra na língua nativa. E estava adorando.

Do outro lado da rua, já estava a praia, simplesmente lotada. As pessoas animadas com certeza não pretendiam voltar para casa tão cedo – tudo ali era muito bem arrumado, bem iluminado, e a noite no Rio parecia ter um ar diferente das noites em Chicago. Alguns andavam, completamente sem pressa, outros apenas sentavam no gramado em conversas animadas. Eu atravessei e comecei a andar, sem saber exatamente para onde. Quanto mais longe, melhor.

Alguns metros a frente, em um pequeno quiosque, um grupo chamou minha atenção. A música alta praticamente me puxava para me juntar a eles. Além disso, as centenas de latas - que reconheci como sendo cerveja - jogadas no chão mostravam que seriam uma companhia divertida. Eu andei até o balcão sem ter a mínima ideia do que fazer, e apenas apontei para a lata de um homem ao meu lado, tentando fazer o funcionário me entender. Ele sorriu e me entregou outra. Eu abri e bebi alguns goles, só então reparando os olhos do mesmo homem em mim.

- Você não é daqui. – Ele observou, em inglês. Seu rosto bonito me passava confiança.

- Não! Obrigada. – Eu sorri, me virando para ele. – Pensei que passaria o resto da noite sem ter alguém pra conversar.

- Não é difícil encontrar alguém que fale inglês por aqui. – Ele deu os ombros, sorrindo. – Você é americana?

Assenti, bebendo um pouco mais. - Sou de Chicago.

- E viajou sozinha? – Ele moveu os olhos para as minhas mãos imediatamente, e eu agradeci por ter tirado a aliança antes de sair. - Sendo assim, será que posso te mostrar um pouco do que o Rio tem de bom? – Ele deixou sua cerveja em cima do balcão e sorriu, andando em direção ao grande grupo próximo a nós.

Eu retribuí seu sorriso e o segui. Segurando minha mão, o rapaz me puxou para o meio da roda, falando com outro homem com uma espécie de violão algo que não entendi. A música parou imediatamente e todos sorriram para mim, começando a me cumprimentar, eu acho. Eles voltaram a cantar uma música mais animada ainda, homens e mulheres se juntaram para dançar, e antes que eu pudesse fazer algo a respeito a lata em minha mão foi substituída por um copo cheio de limão e gelo. Eu analisei o conteúdo, incerta do que era o líquido que estava ali, e meu novo amigo riu da minha insegurança. Ele disse o nome da bebida, mas eu não compreendi muito bem o som de suas palavras, franzindo a testa.

- Aposto que você nunca bebeu algo assim! Experimente! – Insistiu.

Eu olhei em volta, vendo que não era a única com aquela bebida em mãos. Sem pensar mais, virei um grande gole, sentindo uma pequena queimação na garganta. Logo depois, me veio um gosto muito bom na boca. Eu sorri para ele antes de beber o resto e pedir por mais. Eu estava pouco me fodendo se alguém colocasse algo ali pra me apagar, qualquer coisa era melhor do que voltar sóbria para o mesmo quarto que Edward.

Eu me aproximei um pouco mais dos músicos e comecei a me mexer com o som animado. Na minha terceira dose da bebida, uma mulher se aproximou, me mostrando com alguns gestos que iria me ensinar a dança que todos estavam fazendo. Samba, era como chamavam aqui? Eu assenti e sorri, observando-a. Ela certamente não falava inglês, mas eu entendia tudo o que me mostrava. Ela mexia o corpo de uma maneira que eu nunca conseguiria imitar, mas tentei, rindo do quão ridícula eu parecia.

Algumas pessoas nos observaram, rindo também enquanto eu tentava jogar meus pés, sem jeito. Com um pouco mais de treino, eu consegui soltar os quadris e movimentar os braços como ela, gesto que alguns brasileiros ao redor aplaudiram. Outro homem me elogiou, em inglês, e eu agradeci a mulher com uma risada, sabendo que ela entenderia. Estendi meu copo para pedir mais daquela bebida, e rapidamente me atenderam.

As horas passaram muito rápido enquanto eu dançava perto dos músicos, conversava com algumas outras pessoas e bebia mais e mais. Tudo o que eu ouvi e vi na televisão sobre a animação daquelas pessoas era simplesmente verdade. Eles me contavam coisas sobre sua cidade, e eu respondia com curiosidades sobre a minha, mesmo que parecesse chato demais. Uma mulher prometeu me levar para conhecer um pouco mais do local, e eu definitivamente aceitei. Infelizmente, todos estavam bêbados demais para lembrar de simples detalhes como trocar nossos números de celular.

Eu já havia perdido as contas de quantas vezes enchera meu copo. Com os olhos fechados e já descalça, eu continuei sambando, bem no meio da roda, rindo como uma idiota. Sem prestar atenção, meu corpo tombou para trás, e eu pude sentir um par de braços me segurando firmemente.

- Você tem certeza que consegue voltar para o hotel sozinha? – O homem do quiosque perguntou.

- Eu estou bem. – Disse, e não era mentira. – E quero ficar aqui mais um pouco.

Ele abriu um lindo sorriso para mim e pegou meu copo, deixando-o com a primeira pessoa que passou perto de nós. Sem pedir permissão, ele segurou minha mão e puxou nossos corpos unidos, me guiando em uma dança animada que eu nunca tinha visto. Combinava com a música tanto quanto o tal do samba. Eu apenas o segui, logo pegando o jeito, e sorri de volta para ele.

De repente, ele abaixou o rosto, e deslizou o nariz fino pelo meu pescoço. Ele cheirava bem, mas não era como o cheiro de Edward. O que? Mas que diabos eu estava pensando? Que se foda o Edward!

Ele subiu um pouco o rosto e, ainda hesitando enquanto parávamos nossa dança, uniu nossos lábios. Eu me agarrei a ele e retribuí seu beijo, sentindo suas mãos deslizarem atrevidamente por minhas costas. Eu me aproximei mais de seu corpo, e de repente não era mais um beijo casto. Fiquei imaginando que os brasileiros animados comemorariam isso também. Felizmente, eles mal nos notaram.

Meus dedos seguraram firmemente seu cabelo, e ele se afastou por alguns segundos, respirando com dificuldade.

- Você não me disse seu nome. – Ofeguei, olhando em seus olhos escuros.

- Eu não me lembro. – Nós rimos juntos, completamente bêbados, antes que ele voltasse a me beijar.

Eu continuei simplesmente agarrada a ele por mais um bom tempo; as pessoas passavam por nós, às vezes até nos esbarravam, e eu continuava a beijá-lo como uma adolescente apaixonada. Excluindo o fato de que, bom, eu nem sequer sabia seu nome. Quem precisa de nome com aqueles lábios?

As pessoas foram embora aos poucos, e antes que a música parasse para os poucos restantes, eu decidi voltar. Acho que faltava pouco para o amanhecer. Peguei minhas sandálias na mão e me despedi. O homem tentou me seguir, pedir meu nome ou telefone, mas a última coisa que eu queria era um romancezinho estúpido em outro país. Na minha própria lua de mel. Eu nunca mais o veria, e estava tudo bem. Acho que tudo se baseava em me vingar de Edward, ou algo assim.

Eu andei lentamente pela beira da praia até o hotel, e então atravessei, mal vendo um carro quase passar por mim. Eu estava em êxtase. Fazia tempo que não me divertia tanto.

Porém, o inferno me aguardava.

- Seu marido acabou de subir, senhora Masen. – O recepcionista do hotel falou em um inglês perfeito, sorrindo para mim. – Deve estar esperando por você.

- Obrigada. – Eu respondi, tonta.

Eu felizmente ainda podia pensar por mim mesma e lembrar o número do meu quarto. Quando desci do elevador e avancei pelo meu andar, logo vi a porta entreaberta. Revirei os olhos e entrei.

Edward estava abaixado, mexendo no frigobar. Segurava com força na beirada dele, ciente de que estava prestes a cair, e não usava mais seus tênis, provavelmente perdidos na praia. Completamente bêbado.

- Você é mesmo um nojo. – Resmunguei, fechando a porta e jogando minha bolsa em cima da mesa.

Ele ficou ereto outra vez e virou para mim, me olhando como um filhote de cachorro perdido. – Bella! Acabou a cerveja! – Ele franziu as sobrancelhas.

- Ai, não! – Arregalei os olhos, fingindo um tom preocupado, e então fiz uma careta para ele. – Eu tinha esquecido como você fica elétrico quando bebe.

- Eu vou pedir mais. – Ele foi até a cama, fazendo menção de pegar o telefone no criado-mudo. – Não, eles não vão entregar. Eles nunca entregam. Eu mesmo vou buscar.

Ele passou por mim, decidido, indo até a porta do quarto. Eu o puxei pela camiseta, gritando para que parasse. – O que você acha que a Esme vai pensar quando souber que você foi preso arrumando encrenca no Rio, bêbado e sem mim? Quer estragar tudo o que a gente já fez? – Ralhei. A visão de seu rosto estava um pouco embaçada.

Ele franziu a testa, ignorando o que eu disse. Desceu uma mão da curva da minha cintura até minha coxa, e novamente tentou subi-la por baixo da minha saia. Eu dei um tapa em seu punho e ele afastou. – O que diabos é isso? – Perguntei, séria.

- Você está linda hoje. Sabia disso? – Ele abriu um sorriso torto, e seus olhos pela primeira vez mostraram que tinha certeza absoluta do que dizia.

- Eu preciso te lembrar de uma parte importante do nosso trato? Ou da conversa que tivemos antes do casamento? – Cruzei os braços.

- Minha memória está falhando. – Ele me lançou aquela expressão irônica mais uma vez.

- Edward, não brinque com fogo! – Eu apontei um dedo para seu rosto. – Encoste um dedo em mim e diga adeus para as suas bolas, seu idiota!

Ele desceu os olhos por todo o meu corpo, mais uma vez como se eu não tivesse dito nada. Eu sabia que, se ele tentaria violar o trato, com certeza seria bêbado e após alguma provável rejeição. Algo como "nenhuma brasileira gostosa me quis, então é melhor voltar para o hotel e tentar comer minha esposa." Edward podia ter a beleza que fosse, mas era necessária muita coragem para aguentá-lo nesse estado.

Ele sorriu outra vez, e eu apenas ergui as sobrancelhas, desafiadora. Antes que eu pudesse fazer algo a respeito, sua boca estava na minha, mas não da maneira que ele fazia quando tentávamos enganar sua família. Ele realmente queria isso. Suas mãos agarraram minha cintura, e eu soquei seu peito em resposta, tentando afastá-lo.

- Tira as suas mãos de mim! Edward! – Eu virei o rosto, e ele atacou meu pescoço, beijando-o de uma maneira que fez os pelos da minha nuca imediatamente se eriçarem.

Ele me obedeceu, mas não tirou os olhos dos meus. Não havia culpa ali; ele apenas ficou parado, esperando que eu desistisse e retribuísse sua tentativa falha. Eu analisei seu rosto, sua boca levemente vermelha, seu cabelo bagunçado e seus olhos verdes convidativos. Meus olhos desceram para seu corpo, e então eu vacilei.

E eu, sim, porra, desisti!

Eu não precisava agir como se fizesse parte de um casamento arranjado ou algo do tipo; apesar de não sentir nada por ele, Edward não era nenhum desconhecido, e eu lembrava bem da química que tínhamos juntos. Ele era meu marido, o mundo esperava que fizéssemos isso, e eu estava bêbada o suficiente para mentir e dizer que foi um ato impulsivo. Tudo bem, foium ato impulsivo. Ele me achava gostosa, eu o achava um dos homens mais sexys já existentes, e eu não conseguia achar nenhuma razão para não me beneficiar depois de tantas dores de cabeça com aquele maldito casamento. Quem, no meu lugar, não aproveitaria também?

Eu nunca assumiria para ele que realmente o quis. Porém, se está no inferno, então abrace o capeta.

Eu chutei minhas sandálias para baixo da mesa e me aproximei dele. Ele imediatamente entendeu, e nossos braços envolveram um ao outro ao mesmo tempo. Nossos lábios se colaram, sua língua pediu passagem e eu retribuí, me agarrando a ele. Isso não poderia, em um milhão de anos, ser comparado ao homem da praia; Edward era muito, realmente bom quando se tratava de beijos, mas nem mesmo o álcool me faria assumir isso em voz alta.

Quando dei por mim estava presa contra a parede, Edward segurando com força meus pulsos acima da cabeça. Não tinha volta. Com sorte eu me lembraria disso no dia seguinte.

Ele beijava meu pescoço, e às vezes aproveitava para mordiscá-lo, não tão delicado. Fechei meus olhos, dando um longo suspiro e reprimindo um gemido, não querendo que ele soubesse o quão entregue eu estava. Assim que ele vacilou e soltou uma de minhas mãos, cravei as unhas em suas costas, arranhando com força por cima da camiseta. Sorri comigo mesma ao ouvir o gemido de dor que ele não conseguiu segurar. Ele então subiu seu rosto, esboçando o sorriso mais canalha que conseguiu dar.

- Já começou com os golpes baixos? – Ele tentou fazer uma voz sedutora, sem sucesso, caindo na besteira de soltar minha outra mão.

Eu segurei seu rosto entre minhas mãos, apertando não tão gentilmente. O idiota continuava sorrindo.

- Você acha que isso é golpe baixo? – Empurrei seu peito com força, fazendo-o cair na cama.

Fui para cima dele, deixando que ele tirasse minha blusa e aproximasse mais nossos corpos. Senti suas unhas curtas arranharem minhas costas, mas apenas fiz uma leve careta. Aproximei meu rosto do dele violentamente, começando um beijo cheio de desejo e pura luxúria; mordiscava às vezes seu lábio inferior enquanto suas mãos passeavam pelas minhas costas a procura do fecho do meu sutiã. Assim que conseguiu encontrar, não pensou duas vezes para abri-lo.

Com meus seios já expostos, inclinei meu corpo mais para perto do dele, interrompendo por um minuto aquele beijo eufórico. Cravei minhas unhas em seus ombros e as arrastei até o fim de seus braços, passando por seu quadril e puxando a barra de sua camiseta. Joguei a mesma em qualquer canto do quarto, sentindo-o massagear meus seios de forma desejosa. Dessa vez, deixei um curto gemido escapar.

- Como você consegue estar mais gostosa do que nunca? – Ele resmungou, algo que nunca diria sóbrio.

- Cala a boca, Edward, você está bêbado – Eu sorri um pouco, maliciosa.

Ele então me girou na cama, me surpreendendo ao se mostrar até que bem rápido para alguém em tal estado. Suas mãos se moviam agilmente por meu corpo, descendo pela minha cintura, e ao chegarem perto do fecho da minha saia, seus dedos trabalharam rapidamente para retirá-la. Com um puxão apenas ele se livrou da peça; eu então enlacei minhas pernas ao redor de seu quadril, forçando-o a vir mais pra cima de mim.

Seus olhos esbanjavam luxúria, assim como os meus, provavelmente. Eu sentiria raiva de mim mesma mais tarde, apesar de saber que valeria a pena. Eu merecia isso; era minha maldita lua de mel!

Capturei seus lábios outra vez e o beijei com vontade, arranhando suas costas e deixando minhas mãos e unhas contornarem seu quadril a medida que ia procurando pelo zíper de sua calça. Ele então começou a beijar meu pescoço avidamente; aquele canalha sem escrúpulos ainda sabia quais eram meus pontos fracos e os usava com maestria.

Edward me pegou de surpresa com um beijo ávido bem entre meus seios e minhas mãos tremeram, mas mesmo assim consegui abrir o zíper. Rocei minhas pernas contra seu quadril, assim fazendo a calça escorregar por suas pernas e logo em seguida definitivamente fora de seu corpo, com uma leve ajuda de seu proprietário. Sua cueca foi praticamente rasgada logo depois por minhas mãos apressadas, que logo jogaram a peça no chão.

Ele continuou descendo com seu rosto por minha pele, mordiscando bem abaixo do meu umbigo. Eu arqueei minhas costas e fechei os olhos, pousando minhas mãos em seus cabelos. Pude sentir seus dentes roçarem na lateral de minha coxa e então, ainda utilizando os dentes, ele puxou de leve o elástico de minha calcinha, fazendo-a deslizar por minhas pernas.

Quando ele voltou seu corpo por cima do meu, me beijando ardentemente, eu aproveitei para voltar a enlaçar minhas pernas ao redor de seu quadril. Tão impaciente quanto eu, Edward me segurou fortemente em seus braços e afundou o rosto novamente entre meus seios. Ele me pegou de surpresa ao entrar em mim com muita pressa e vontade, me fazendo gemer sem pudor. Ele começou a pressionar o quadril contra o meu, e eu acompanhei seu ritmo, tendo minhas pernas presas a ele. Eu me segurei em seu pescoço, odiando que aquele homem tivesse tanto efeito sobre mim, e odiando que ele ainda cheirasse fodidamente bem após tanto álcool.

Eu cravei as unhas em seus ombros e o senti fraquejar. Virei outra vez na cama e voltei a ficar por cima dele; passei as mãos por meu cabelo enquanto ia e vinha por cima de seu quadril com o meu, nossos movimentos ficando cada vez mais rápidos. Ele segurou minha cintura com firmeza e pude ver em sua expressão que eu o estava deixando tão louco quanto ele a mim, afinal de contas era disso que tudo se tratava, apenas prazer e desejo. Eu tentei voltar a beijá-lo, mas nossa respiração acelerada e os gemidos saindo frequentemente de nossos lábios nos atrapalharam.

Rapidamente, ele nos virou na cama pela terceira vez, querendo assumir o controle das coisas. Eu estava entorpecida demais para ouvir meu orgulho, e simplesmente deixei que me guiasse. Meu coração batia tão rápido que poderia ser confundido com uma daquelas baterias de escola de samba.

Sua boca atacou meu pescoço outra vez, e eu fechei os olhos, imersa em minhas próprias sensações. Em certo momento, eu comecei a questionar minha sanidade, consciente de quemera o homem colado a mim. Nada disso combinava. Não fazia sentido que meu corpo gostasse do que minha mente mais repudiava; eu devia sentir nojo dele por completo.

Mas foi então que senti aquela sensação percorrer meu corpo. Um misto de choque e prazer correu desde meu dedinho do pé até o ultimo fio de cabelo, me fazendo soltar um longo e estridente gemido. Eu estava realmente satisfeita, e não podia negar isso. Pude ouvir Edward reagir da mesma maneira e, ao sentir seu rosto cair pesadamente sob meu peito, soube que nós dois havíamos alcançado nossos limites.

Apesar dos sentimentos negativos que tínhamos um pelo outro, eu precisava admitir que nós dois mantínhamos uma estranha... Intimidade. Nada a seu respeito era novidade para mim. E eu odiava cada mínimo detalhe sobre ele. A não ser, é claro, seu corpo suado em cima do meu como consequência da única coisa que ele sabia fazer direito.

Ainda tentando tornar minha respiração regular, não pude deixar de notar um som estranho; estranho e ao mesmo tempo familiar. Edward não havia se movido e ainda repousava seu rosto em meu peito. Só então percebi de onde vinha. Ele estava... Roncando?

Aquele bêbado porco estava dormindo, deitado confortavelmente em cima de mim, exausto depois de tanto "exercício".

- Idiota. – Disse, irritada, dando um tapa forte em sua cabeça. Ele não reagiu, dormindo como uma pedra.

Rolei seu corpo pela cama, tirando-o de cima de mim com uma força desnecessária. Levantei, sem me importar com minha nudez, e abri o frigobar, procurando por um chocolate ou qualquer coisa que fizesse o término da noite valer a pena.

(...)

Eu devolvi a xícara de café na mesa e encarei meu marido, bem a minha frente. Seus olhos estavam apertados e sua testa franzida, em razão da dor de cabeça que sentia. Eu não estava muito melhor. Não tive coragem de prestar muita atenção em minha aparência no espelho, apesar de que os olhares dos brasileiros sobre nós toda vez que falávamos algo em inglês aumentava bastante meu ego. O restaurante do hotel estava quase vazio, já que obviamente acordamos tarde demais.

- Bella? Será que eu posso te fazer uma pergunta? – Edward murmurou, me olhando por cima de seus óculos escuros.

Aquela era a primeira vez que nos falávamos. Não ouve nem mesmo um bom dia, nada. Eu já esperava que ele acordasse confuso, e felizmente (ou não) eu tinha lembranças vívidas na memória para ajudá-lo. Acho que ele só esperava o momento certo para trazer o assunto à tona.

- Pode falar, Edward. – Eu analisei a aliança em meu dedo distraidamente, fingindo que não sabia do que estava por vir.

- Por que eu me lembro de você nua em cima de mim? – Ele mal encontrou sua voz, apertando a ponte do nariz conforme a dor o incomodava mais.

Eu continuei a sorrir. – Você quer que eu responda, ou pode forçar seu cérebro mais um pouco para encontrar a resposta sozinho?

- Nós transamos? Mas e o trato? Você se aproveitou de mim? – Ele acusou.

- Ei, ei, ei! Acho que é mais provável ter acontecido o contrário! – Comecei a me defender.

- Você pode muito bem ter feito isso de propósito pra me ameaçar um pouco mais! – Grunhiu.

- Eu nem me lembro direito do que estava fazendo, Edward! – Menti. – Aconteceu e fim. O trato está de volta, firme e forte.

Ele abaixou o rosto outra vez para bebericar seu café, parecendo pensar no assunto. Eu puxei uma bolacha do pequeno prato e mordi, encarando um quadro do outro lado do restaurante. – Mesmo? – Ele perguntou, me tirando de alguns devaneios. Nossos olhares se encontraram quando ele tirou os óculos. – Quer dizer...

- O que? – Franzi a testa.

- Se aconteceu uma vez... O trato está quebrado. Certo? – Ele perguntou, receoso.

- Edward, onde você quer chegar? – Eu ergui uma sobrancelha para ele, entediada.

- Eu achei que... Ora, Bella, se fizemos uma vez, que mal teria em fazer de novo? – Ele deu os ombros.

Eu limpei os dedos uns nos outros rapidamente e cruzei os braços, cerrando os olhos para ele. – Edward, você pegou alguém ontem?

- Eu não me lembro.

- Você anda tendo dificuldades para pegar alguém? – Continuei.

- Não exatamente.

- Então por que você quer tantofuder comigo? – Cuspi. – Você pegou Aids e quer dividir comigo? Quer filmar e me difamar pela internet?

- O que? – Ele fez uma careta. – Não, eu... – Ele parou e arregalou os olhos. – Aids. Bella, diga que nós usamos camisinha.

- Eu tomo pílula desde que me conheço por gente, seu idiota. E você costumava saber disso. – Revirei os olhos enquanto levava a xícara de volta à minha boca.

- Pelo menos isso. – Ele relaxou em sua cadeira. – Mas nunca vou saber o tipo de doença que você pode me passar.

- Eu te garanto que, nesse sentido, estou muito melhor do que você. – Grunhi. – Eu não saio com prostitutas nojentas por aí!

- Alguém está com ciúme? – Ele sorriu.

- Ciúme? – Eu quase gritei, ficando em pé após colocar o resto da bolacha na boca. – Ora, Edward, se olhe no espelho!

Eu dei meia-volta direto para a saída do restaurante, levando o cartão do quarto comigo. Peguei o elevador sozinha e voltei para o meu andar; entrei e peguei o celular na minha bolsa, lendo rapidamente uma mensagem de Alice. "Espero que tenha tido uma ótima noite de núpcias! Hahaha" Ela digitou, como sempre torcendo para que eu aproveitasse ao máximo aquele casamento.

"Você me conhece tão bem assim?" Respondi. Só percebi que Edward estava se aproximando de mim quando já senti a mão firme em minha cintura, me virando. Ergui as sobrancelhas para ele e então fitei sua mão, numa mensagem muda para que se afastasse.

- Você não me deixou terminar. O trato, lembra? – Ele disse.

- O que tem o trato?

- Ele não existe mais. O que significa que, na prática, transar de novo não vai mudar nada. E aí você me cortou dizendo que eu não pego ninguém e tenho Aids.

- Se você pega várias por aí, por que quer ficar comigo também? – Grunhi.

- Bom, você é gostosinha, e...

- Gostosinha?

- Tudo bem, desculpe. Muito gostosa. Eu simplesmente amo a sua bunda. Era isso que você queria ouvir? – Ele revirou os olhos. - Você me acha chato, e eu sei lá mais o quê, mas não precisa conversar comigo enquanto fazemos. – Ele quase riu, erguendo as sobrancelhas para mim como se quisesse uma resposta.

- O que? Edward, por que você quer tanto isso? – Bufei.

- E você não quer? – Ele soltou a pergunta praticamente retórica. – Nós somos casados, Bella. E somos bons juntos. Você sabe disso. Você quer isso.

Eu encarei seus olhos verdes, só conseguindo prestar atenção nos dedos apoiados na curva da minha cintura. Droga, eu deveria? Eu estava sendo fraca? Se eu aceitasse, estaria deixando Edward ganhar?

Ah, mas que merda, não! Ganhar o quê, afinal? Eu estava metida no plano mais maluco possível, e estava fugindo do pouco de diversão que poderia ter? Onde eu estava com a cabeça? Por que diabos fazer sexo com Edward o colocaria a frente em nossa briguinha orgulhosa? Era o idiota quem precisava de mim, porque era ele quem pensava com o pinto. Aquela era apenas mais uma forma de controlá-lo, se eu soubesse agir.

- Talvez... Não seja tão ruim. – Eu assumi. – Droga, não acredito que estou fazendo mais um trato com você! Tudo bem. Mas vai ser só aqui. – Eu coloquei minha condição. – Só no Rio, nós voltamos para Chicago e você não encosta mais em mim. Você me ouviu? Eu não quero levar isso longe demais. Vamos aproveitar um pouco e acabou. Só. Aqui. Eu juro, uma tentativa e você fica estéril.

- Sem problemas. Só no Rio. – Ele sorriu. – Afinal, é nossa lua de mel, certo?

Eu cruzei os braços e continuei a encará-lo, ouvindo meu celular chamar. Edward deu um pequeno passo para trás quando eu olhei para o visor, reconhecendo outra mensagem. "Então rolou?" Alice perguntou.

"Nunca!", eu digitei, mordendo o lábio inferior. E então avancei para ele, beijando seus lábios enquanto o empurrava em direção à cama.


Quero deixar bem claro que toda essa safadeza foi estritamente escrita pela Nina (ok, eu dei uma editadinha, mas mamãe não precisa saber). E quero também agradecer quem tá comentando toda semana, obrigada mesmo! Pra vocês que estão aí lendo escondidas, não se acanhem, qualquer palavrinha já nos deixa feliz! E vamos ao teaser...

"Eu fechei o notebook e o coloquei no criado-mudo, ainda olhando para ela. Apaguei a luz do meu lado também e deitei com um suspiro audível, ainda um pouco longe de seu corpo. Certo de que havia entendido o recado, me aproximei aos poucos. Meus lábios foram para seu pescoço e minha mão deslizou por dentro de sua calcinha. Porém, antes que eu pudesse tocar qualquer coisa interessante, ela reagiu. A única coisa que senti com clareza foi sua perna levantando e atingindo minhas bolas."

Até quarta, povo (ah, e no próximo post eu terei 17 aninhos Hahaha! Aceito reviews de aniversário, just saying...)