Capítulo 8- Fuga
Narração de Harry Potter , 13:25
Contei detalhadamente para Rony e Hermione,o plano que se passava em minha cabeça.
Não tínhamos nada a perder,não é mesmo?
A quem estou querendo enganar?!É claro que tínhamos muito a perder, se algo desse errado.Mas já tínhamos saído da Sede...e já que começamos mais uma aventura, iríamos terminar.
A voz de Hermione está soando distante , enquanto eu viajo em meus pensamentos.
–(..) não é Harry?
–Unh?–eu pergunto–desculpa...não estava prestando atenção.
–Eu estava dizendo pro Rony , que o feitiço da desilusão não nos torna totalmente invisíveis.
–É...é isso mesmo.eu confirmo.
–Então como vamos entrar lá sem sermos vistos?–pergunta Rony.
–Do mesmo jeito que sempre fazemos.Usando a capa da invisibilidade.–respondo.
–Você trouxe?–Mione questiona impressionada.
–Bom...esse é o problema!–eu respondo , e dou um sorriso sem graça.
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Narração de Draco Malfoy, 13:25
–O que estamos esperando Malfoy?–Gina me pergunta aborrecida.
–Não seja burra!A mulher vai trazer o nosso almoço à uma e meia.Se sairmos antes disso, eles vão saber cedo demais da nossa fuga.
–Unh..–Gina compreende.–Então temos até as 16:00 ...que é a hora da visita do intervalo pra banheiro...antes de eles se darem conta de algo.
–Droga!–Eu grito.–Tinha me esquecido disso...desses intervalos pra usar o banheiro...
Ela chega mais perto, me olha profundamente e fala:
–A gente vai conseguir!É bastante tempo.
Eu desvio o olhar, e não respondo nada. "Eu não quero te prometer nada Gina...eu não posso te prometer nada...sabendo de como você pode se sentir decepcionada, se algo der errado."
Dou um selinho nela.
A porta se abre, e a mesma mulher de todo dia entra, deixa o nosso almoço no chão e vai embora.
Nós comemos, bebemos um pouco d'agua, e esperamos pelo reaparecimento da mulher, para levar o prato de volta.
A porta enfim se abre, e a mulher pega os recipientes vazios, e vai embora.
Ao ouvir a porta sendo trancada, anuncio:
–Quinze para as duas.–Abro a passagem secreta, e digo para Gina:
–Vamos.
Narração de Harry Potter, 13:45
–Bom...esse é o problema!eu respondo , e dou um sorriso sem graça.
–Está na Ordem?–Rony se exaspera–Como vamos fazer para...
–Elfos domésticos!–Hermione dá um gritinho, cortando Rony.
–Boa Mione!–Eu a apóio.
–Elfos Domésticos???Não é o Fale outra vez..né?
–Não é Fale!!!É F.A.L.E!!E não...não é isso...estou falando do ...–Hermione começa.
–Dobby!–eu completo.
Em meio segundo, Dobby aparece na nossa frente.
–Chamou ,Harry Potter, meu senhor?–Diz o elfo, fazendo uma grande reverência e depois dando um enorme sorriso para Harry.
–Chamei sim Dobby.Preciso de um favor...
–Agora não Harry!!!Ele está aqui..e trouxas podem vê-lo!!!–Hermione fala aflita.
–Para sua informação, senhorita "eu quero salvar os elfos mas eles não querem ser salvos" , elfos não podem ser vistos por pessoas não bruxas!–Rony informa.
–Unh...eu ...não..unh..não..sabia disso...Mione fala baixo, e visivilmente incomodada por não saber dessa informação.
–Há!!!–Rony exclama, como se tivesse ganhado na mega-bruxo .(N/a: KKKK...Ficou difícil de entender???Mega-Sena...Mega-Bruxo...!?? XO )
Eu reviro os olhos, achando a situação engraçada, e continuo a falar com Dobby:
–No meu quarto, na ordem , debaixo da cama, tem uma caixa..Dentro dessa caixa, tem uma capa.Eu quero que você pegue essa capa, e traga pra mim.E você está ...unh...eu não gosto de usar essa palavra...proibido, de dar explicações, pra quem quer que for.
–Já estou indo, Harry Potter, meu senhor!–Dobby exclama feliz, como se fazer aquilo, fosse a melhor coisa que ele faria na vida.E com um "paf" , ele some.
Uns dez minutos depois, ele já está de volta, com a capa na mão.
–Obrigado, Dobby!Obrigado mesmo!
–Foi um prazer...Harry Potter!Agora Dobby tem que voltar para seus afazeres!!–E com outro estampido, ele já está longe.
–Bom...o relógio de uma igreja bate 14:00.Eu me viro para Rony e Hermione e completo: –Vocês sabem o que fazer.
Narrração de Gina Weasley, 13:45.
–Vamos–ele me diz, e abre a passagem secreta.
Nós entramos, e colocamos a parede em seu lugar certo, depois de passarmos.
Dentro dessa outra sala, há uma espécie de alçapão, que quando abrimos, mostra uma escada que dá para outro cubículo, logo abaixo do que estamos.
Nós descemos a escada, e esperamos antes de abrir outra porta, pois pelo menos eu, estou ouvindo um monte de vozes do outro lado.
–Toma.–Draco estende para mim a venda que ele mesmo tirou.
–Pra quê? –Eu respondo ofendida.–Não vou colocar isso de novo.
–É o jeito mais fácil de despistar qualquer um.Uma coisa é levar uma prisioneira vendada, a arrastando para fora..a outra é sair por aí de mãos dadas e sorrindo.
Dou um suspiro e pego a venda.
"Ótimo" , eu penso. "Agora não vou ver nada até sair daqui. Mas pelo menos estou saindo." "Eu vou sair.Mas o Draco vai junto, não vai? Não vai??"
–Draco,– eu sussuro para ele.–quando a gente estiver lá fora, você vai junto comigo, não vai?
–Depois nós conversamos sobre isso.–ele responde seco.
–Não quero conversar depois. Quero conversar agora !!–eu falo alarmada.
"Se ele ficar...o que vai acontecer?"
–Weasley...agora NÃO! – ele insiste, desvia o olhar e encara a parede com um olhar triste, e pensativo.
"Daria tudo pra saber o que você está pensando Draco Malfoy.", eu digo para mim mesma.
Ele pisca, e me encara de novo.
–Não estou ouvindo mais vozes, coloca essa venda logo weasley!–ele fala seco e baixo.
–Espera antes quero fazer uma coisa!–Eu chego perto dele, que levanta uma das sobrancelhas loiras pra mim, como se perguntasse "o quê?".
Eu fico na ponta do pé, e o beijo.Ele logo segura minha cintura, e me puxa mais pra perto.
Nos beijamos até perdermos o fôlego, e nos separamos.
–Isso. –Eu respondo.
(N.A: Queee clichêêê!!!!!!!!! Hauahuhua é que eu sempre quis colocar isso numa história/fic minha! )
Ele me dá um sorrisinho, pega a venda da minha mão, e coloca com carinho em mim.
Me dá um último selinho,coloca minhas mãos pra trás, me prendendo e abre a porta, que não estava trancada, para nossa sorte, e saímos para um corredor frio e escuro.Eu sinto que Draco abriu uma porta, e nos conduziu para dentro dela. Ele solta minhas mãos, e fala:
–Pode levantar a venda.
Ao tirar a venda, pergunto:
–O que é esse lugar?
É um deposito de varinhas. Ele responde enquanto procura a sua em um baú.Depois de um tempãããão procurando, ele grita:
–Achei!!!!!!Ele vira pra mim,vitorioso com um sorriso presunçoso e com uma varinha preta, com uma cobra talhada por toda sua extensão, na mão.
–É assim que se faz!!!–ele diz pra mim.
Eu pego uma varinha qualquer no baú e pronuncio:
–Accio minha varinha!–E imediatamente uma varinha botina, com madeira avermelhada vem para minha mão livre.
Eu olho para Draco e digo:
–Pra quê existe magia??Ahhnn...é ASSIM que se faz!–e dou um grande sorriso pra ele.
Ele fica olhando pra mim com uma cara boba de :" porque eu não pensei nisso antes...ao invés de ficar procurando manualmente?"
–Vamos?–Eu digo e faço uma cara infantil de: Eu sou melhor do que vocêêêê!!!!
Ele passa por mim e puxa a venda que está no topo da minha cabeça, para baixo, e esta cobre meus olhos.
Ouvimos um sino de igreja bater duas horas.Depois da ultima badalada, ele fala em som zombeteiro:
–Vamos!
Ouço a porta abrir, e Draco pega minhas mãos , e as coloca pra trás novamente.
Assim que estamos no corredor, ouço passos rápidosvindo em nossa direção, e alguém gritar:
–Quem está ai?
Sinto Draco apontar a varinha Dele em direção a voz. Nós dois prendemos a respiração.
–Ah!–A voz suspira.Eu conheço essa voz!–É só você Drack!
"Drack?!Eu penso."Que droga de apelido é esse?"
–Oi Crabble!–ele cumprimenta um de seus "amigos" nos tempos de Hogwarts.
–Essa é a caçula Weasley?–ele caçoa
Pois é...me dá nojo até segura-la!!Se quiser ficar com a minha tarefa...Draco diz, solta minhas mãos e me dá um empurrãozinho até Crabble.
–Hahaha!Acho que não.Pode ficar !! Ew!Crabble fala...fala não, guincha, e me empurra de novo para Malfoy.
Draco prende minhas mãos.
–Então ta...vou seguindo o um caminho então..quanto antes me livrar disso, melhor!
–Hahahahahaha!Vai lá!–ele diz.
"Sua risada é igual a de uma hiena sabia?" eu digo pra ele...não em voz alta..mas quase!
Seguimos nosso caminho.Draco abre outra porta,e levanta minha venda.
–Temos que descer, eu vou primeiro.
Draco some da minha vista ao descer outro alçapão com escada.
–Tudo limpo!!–ele grita, não muito alto, é claro...–Pode descer!
Eu desço e ele olha pra mim.Quando ele vai começar a falar, eu o interrompo:
–Já sei...já sei... colocar a venda!
Ele me dá um meio sorriso,e eu coloco a venda , para então ele abrir a porta trancada com um "alorromora", e novamente damos para um corredor escuro.Quer dizer...para mim, é obvio que seria escuro, mesmo com janelas por todo lado!! Observação básica: eu estou vendada!
–Sem nada no corredor inteiro!–Draco comemora.
Andamos até Draco abrir outra porta.
E...adivinhemos...outro alçapão!!!!!!!
Eu tiro a venda e desço a escada.
"Oooooopps.."eu penso. "Duas portas!"
–Que fazemos Drack?–eu pergunto, zombando do apelido dele.
–Não sei...Ginevra.–ele responde, zombando também.
–Mas Ginevra não é apelido , lindinho!
–Pior ainda!!–ele ri da própria resposta.
–Há-há!–Eu digo, imitando uma risada bem sarcástica.
–Eu não tenho certeza se é pra direita ou esquerda...–ele fala.
Eu espero ele se decidir.
–Vamos pra direita!–ele fala por fim.
–Tem certeza?–eu questiono.
Ele olha pra mim, e diz francamente:
–Não!–E depois disso, dá um sorriso.
–Se eu fosse você...não estaria tão feliz!Olha a nossa situação!
–Se você fosse eu...eu teria cabelo ruivo..e você ganharia o concurso de mais lindo do univer...da galáxia!!!Não seria legal pra mim não..sabe?–ele diz presunçoso.
–Convencido!–eu replico.
–Realista!–ele triplica.
Eu coloco a venda e dou o assunto como encerrado.
Ele abre a porta e fala:
–Oh..oh!–assim que ele diz isso, eu tiro a venda.
A moça que nos leva as refeições, está olhando para nós fixamente.
Draco acena com a varinha, e um jato de luz amarela sai da varinha dele.
Mas é tarde demais, e a mulher já acenou a varinha dela também..e em questão de segundos, antes dela cair dura no chão, (Draco deve ter usado um Petrificus Totallius) já estava soando por todo o lugar, uma sirenezinha, confundindo-se com o bater do sino da Igreja, anunciando 14:30.
Draco olha pra mim e grita desesperado:
–Me segue!
Eu faço isso, é claro...mas...dããã...eu já estava te seguindo antes , fofo!
É cada um que me aparece!
Narração de Harry Potter – 14:00.
Bom...o relógio da igreja, bate 14:00.eu me viro para Rony e Mione:–Vocês sabem o que fazer.
E eles sabiam.
Os dois se cobriram com a capa, e fomos, ou melhor, quem visse iria falar: "ele foi, em direção do asilo."
Toquei a campainha, e uma moça jovem atendeu a porta.
–Boa tarde!–ela diz.
–Boa tarde– eu respondo educado.
–Como posso ajudar?–ela continua, com a voz angelical.
–O problema...–eu começo, e faço sinal para ela chegar bem perto de mim.Quando estamos quase colados, e a jovem de branco já estava com um olhar desconfiado, eu cochicho:
–é que minha tia avó não consegue mais ir ao banheiro sozinha...sabe?
A moça tinha se afastado o suficiente da porta, e senti Hermione e Rony saindo do meu lado.
"A primeira parte do plano está dando certo," eu penso. "Rony e Mione já devem estar lá dentro."
–Anh..–a moça fala pesarosa.–e vai precisar de cuidados extras então..não é mesmo?
–É isso mesmo!Só que eu tenho preferência por quartos em segundos andares.
–Ótimo...eu posso te mostrar as acomodações do segundo piso agora mesmo! Me acompanhe, por favor.
–Eu dou um sorriso.( N.A: Não qualquer sorriso...é claaaro! E sim um sorriso colgate..daqueles que só o harry dá!!) e digo:
–Claro!Há...esqueci de perguntar...vocês oferecem mil canais em televisão de plasma, nos quartos?
A moça pensa um pouco, e por fim admite:
–Infelizmente nós não temos esses serviços..
Ahhh...que pena!!!Então, infelizmente, vou ter que procurar outro lugar.Desculpa mesmo...e dizendo isso, eu saio.
Fico um tempo esperando Rony chegar.Vejo a porta se abrindo sozinha e penso:
"Rony!"
Não dá outra...Rony, invisivelmente, chega perto e vai me empurrando até uma ruazinha bem deserta.
Aí, ele tira a capa dele mesmo e diz:
–Tinha um quarto no segundo andar sim...Hermione ficou lá...
–Ótimo...agora vamos eu e você.
Dessa vez, como quando Rony passou, a porta... unh...digamos..abriu sozinha.
–Que vento!!!–A mocinha que me atendeu exclama e vai fechar a porta.
Eu e Rony trocamos olhares cúmplices, e subimos uma escada de mármore que dá para o segundo andar.
Do lado direito, há uma porção de portas, e uma no fim do corredor.Rony aponta para ela.Então, seguimos até lá.
Ao abrirmos a porta, vemos Hermione deitada na cama, olhando pro teto.
–Mione?–eu chamo alto.
Ela senta na cama, e anuncia:
–Eles foram espertos!Venham olhar!
Eu e Rony sentamos um de cada lado de Mione, e olhamos para cima.
Nossa!!!!eu exclamo.
–O quê???Eu num vi nada–– –!Rony fala.
Eu começo a gargalhar.
–Nem eu!!!
–Ai vocês dois...alíííí–Hermione aponta para uma manchinha insignificante no teto, á direita.
"Pra quê uma uma manchinha iria..."eu começo me perguntar, mas Rony interrompe meu pensamento:
–Que horror!Rony se assusta – mas pra que uma aranha iria servir??
–Ai meu Merlin Ronald!!Que aranha o quê!?Eu estou falando daquela alça no teto...logo ali!
–Ahhhhhh!!–Rony...e eu..enfim compreendemos.
Hemione olha pra mim com um olhar de: "Você também não tinha entendido??"
Rony fica em pé na cama, e puxa a alça, que é na verdade, um "puxador" de alçapão de teto.(N.A: Tanrããn!!Os famosooos alçapõeeeeees!!!)
A portinha do alçapão vem pra fora, e uma escada cai devagar.
Nos entreolhamos, e um por um, subimos.
Quando fechamos a nossos pés, a porta do alçapão, ouvimos o sino da Igreja badalar duas e meia, ao mesmo tempo em que soava uma sirene começava a tocar forte nos nossos ouvidos.
Narração de Draco Malfoy...14:30.
–Me segue!–eu grito pra Gina.
Eu corro, e abro rápido a porta que acabamos de atravessar.Atravesso o aposento com o alçapão em cima de nossas cabeças ainda aberto , com Gina em meus calcanhares.Abro a outra porta, e imediatamente lanço um feitiço contra um dos comensais que está vindo em nossa direção...que dá uma pirueta e se choca contra a parede, ao receber o feitiço.
–Há!!! –Meu cérebro dá um estalo.Agora eu sei exatamente para onde vou.
Eu sigo até a ultima sala do corredor; está trancada.Nem penso duas vezes...já nos descobriram mesmo...
–Bombarda!–eu exclamo.
Ouvimos uma explosão, e a porta não está mais lá.
Entramos, e volozes como um raio (N.a: Velozes como um raio?Velozes como um raio????Draco...de onde você tirou essa expressão??Ta...ta bom..de onde eu tirei essa expressão??Não me perguntem...expressões toscas aparecem toda hora na minha cabeça.) já estamos na outra sala , no andar de baixo.Abrimos a porta e...corredor vazio!!
Gina já vai em frente, mas eu a puxo pela mão.
–Não vai não...eles podem estar escondidos...ou sei lá!
–Elecktrosela murmura (N.a: Eu já falei que não tenho inspiração pra feitiços...)
Um jato cinza claro sai da varinha dela, e continua até atingir a parede do outro lado.
–Não tem mais ninguém além da gente aqui..– ela fala.
–Como você sabe?–ele desconfia.
–Esse jato de luz cinza...é na verdade um raio...uma descarga de energia...(N.a: Pikachúúú!!!! P ahuahuahhaa ) e se houvesse qualquer pessoa nesse corredor...ela estaria eletrocutada nesse momento.
–Esse raio chegaria atrás das portas também?
–Não.Mas se eu apontar pra cada porta, aí sim.
–Vamos fazer isso.Eu cuido das quatro últimas, e você das quatro primeiras.eu digo para ela...sussurrando.
Os feitiços foram lançados, mas não atingiram ninguém.
Eu lanço na porta que contém o alçapão que vai nos levar para o andar de baixo...e não há nada nem ninguém dentro dela também.
"Estranho"...eu penso, abrindo a porta com a passagem para o andar de baixo. "Ou alguém colaborou com a nosso fuga...ou há algo pior por vir."
–Vamos descer , Gi.
–Ta..–ela concorda.
Nós descemos e Gina abre a porta, com a varinha em punho.
Um comensal gordo e feio começa um duelo:
–Crucio!
–Protego!–Gina pronuncia , rápida, e evita a maldição da dor.
–Expelliarmus!–Gina continua rápido, e a varinha dele é lançada longe.
O gordo, sem varinha...fica imune á Gina, que pronuncia brincalhona:
–Petrificus Tottalius!!!
–Bom duelo Weasley...–uma voz altiva e aristocrática se dirige à Gina.A voz da minha mãe, que joga a varinha longe e continua: –E agora que vocês me renderam...a única opção que tenho é deixa-los passar...que pena não?
Eu estreito os olhos para ela.
–Qual é o plano de vocês?–eu pergunto.
–Plano, filho? Talvez o de trocar vocês de cela...à qual vocês poderiam sair...e talvez infelizmente ter de dar um aviso...de que encontraram a Sede da Ordem da Fênix ..perto de Hong Cong?!–ela diz com serenidade. E termina:–mas tudo é um talvez...
–Não acredito que você fez isso tudo!–Gina desafia.
–Acredite no que quiser menina...mas meu conselho é: nunca duvide de um Malfoy...Porque nossa família é capaz de tudo...ainda mais quando se ama alguém... –Narcisa dá um sorriso sonhador, vira pra mim e me confidencia:
–E eu te amo, filho.
De repente, a expressão dela muda, e ela fala, depois de acenar com a varinha, e a sirenezinha parar de tocar:
–Vocês tem que se apressar!
Eu e Gina ainda não conseguimos aceitar o que ouvimos...mas Narcisa grita mais alto:
–Vão!!!
Eu estendo a mão para Gina, que a segura, e depois começamos a correr até o fim do corredor, para abrirmos outra porta.
Narração de Harry Potter, 14:30 .
(...) e ao mesmo tempo, uma sirene começa a tocar em nossos ouvidos.
–Harry...será que é por nossa causa?–Rony pergunta
–Não sei...
Hermione coloca o ouvido na porta e fala:
–Acho que não é com a gente...pois os passos estão ficando um pouco distantes...
–Bom...nunca vamos saber se é com a gente, se não abrirmos logo essa porta.–eu digo , chego perto da porta e murmuro:
–Alorromora.
A porta se abre com um "click" , e um rosto delicado nos encara.
É uma garota da nossa idade, mais ou menos...um pouco assustada...mas ela sabe o que fazer, e descobrimos isso, quando ela aponta a varinha para Rony e diz:
–Avada Kedavra.
Mas tudo que sai da varinha dela, é uma fumaçinha azul bebê.
–Avada Kedavra! –ela tenta de novo, e nada.
–Avada Kedavra!!!–de novo.
Uma lágrima sai do olho esquerdo dela..
–Avada...avada!Avada...
A garota nem consegue terminar de pronunciar a maldição.E do nada, ajoelha no chão e começa a chorar convulsivamente.
Ela larga a varinha dela no chão, coloca as duas mãos sobre o rosto, e chora ainda mais.
Eu, Hermione e Rony nos entreolhamos, sem ação.
A menina no chão começa a balbuciar:
–Nem...maldição...matar...estúpida!!!–e começa a soluçar.
Hermione olha pra mim e Rony, e pergunta só mexendo os lábios:
–Que fa-ze-mos???
Eu dou de ombros, e Rony faz o mesmo.
Ficamos olhando a menina, e Hermione, por fim, resolve chegar mais perto.
–Oi...–Mione diz, e chuta a varinha da garota para longe, só por precaução.
A menina olha pra mione e começa chorar novamente.
Mione morde o lábio inferior, e se ajoelha ao lada garota.
–Nós queremos encontrar uma amiga...só isso.Você pode nos ajudar?
Eu dou um guincho, puxo Mione de volta pro meu lado, e digo pra ela:
–Cê tá maluca??Mi...ela tentou nos matar!
Hermione maneia a cabeça e fala firme:
–Mas ela não conseguiu.Vamos Harry...la pode ajudar!
–Unh...não sei não...que você acha Rony?–eu questiono.
–Ela pode ajudar...–Rony diz, chega perto da garota e pergunta:
–Você pode ajudar não pode?
A garota parece pensar um pouco.
–Unh...Quem vocês procuram?
–Minha irmã...Gina..ela está usando vestido de festa..e tem o cabelo bem ruivo!–Rony descreve.
–Último andar.ela diz com a voz ainda embargada.
Nesse momento, um barulho de explosão é ouvido.
Rony preocupado, estende a mão pra ela, e a ajuda a se levantar.
–Rony.–ele se apresenta. a voz voltando ao normal, ela responde.
–Melissa.
Os dois ficam se olhando por um tempo.
Melissa desvia o olhar , vira as costas e anda até a porta com o número 4. Ela abre a porta, vai até o centro do cubículo e fecha os olhos.
Então, um alçapão e se materializa no teto, e a tampa cai sozinha , e depois a escada desce.
Melissa começa a subir , vira a cabeça pra trás e pergunta:
–Vocês não vêm?
Nós fomos.
Subimos a escada, e abrimos a porta trancada com um "alorromora".
Um garoto, com pouco menos de 7 anos, vira pra nós com uma varinha na mão.
–Coitadinho...–Hermione fala antes de pronunciar 'petrificus tottalius', e o menino ,assustado, cair no chão.
–Não precisava ter feito isso..ele não ia atacar ninguém.–Melissa diz ríspida, chega perto do garotinho, e diz o contra-feitiço, e rapidamente, o menino já está de pé novamente, e segura a mão de Melissa.
–Mel..–ele diz baixinho – tô com medo...
–Tudo bem pequeno..a gente vai sair daqui ok?–ela responde gentil.O tom de voz dela muda, quando nos dirige a palavra:
–Agora..prestem atenção...no andar de cima, tem 2 comensais...e eles são os únicos elites que ficaram aqui hoje...eles não usam outros feitiços, a não ser Avada Kedavra, Crucio e Império...então...cuidado!Eu vou ficar aqui com o Nate.
Nós acenamos com a cabeça, e ela abre a porta com o número 8 .
Faz o mesmo que fez com a porta abaixo, e a escada desce, para nós subirmos.
Assim que chegamos no andar de cima, abrimos a porta não trancada, e eu encaro um par de olhos castanhos-claro.
–Avad...–ele pensa em começar, mas eu já sei o que estaria vindo, então penso em qualquer feitiço que Lupin vêm me ensinado, e pronuncio dentro da minha própria cabeça, e lanço no comensal à minha frente.
Ele cai no chão, com um monte de furúnculos na cabeça, e bolhas gigantes saindo da barriga.Rony e Mione se adiantam e passam a minha frente.
Mione abre várias das portas próximas, mas não vê o alçapão em nenhuma delas, e vai me avisar disso, só que quando olho pro rosto dela, o que vejo é horror..
–Harry!!!!!–Hermione grita.–Atrás de você!!!!!!!!
–Avad…–o homem começa
–Impedimenta!–Rony grita rápido.
O homem cai no chão.
–Valeu cara!–eu agradeço.
–Não agradeça...você faria o mesmo por mim.
Nesse momento, passos são ouvidos bem acima de nossas cabeças, e nó três ficamos parados, estáticos, esperando.
Algum tempo depois , a porta no fim do corredor é aberta, e um Draco Mafoy sujo, mas ainda sim com o cabelo quase branco, e Gina, não muito pior que Malfoy, aparecem.
Narração de Gina Weasley
Eu agarrei a mão de Malfoy, e nós fomos até o fim do corredor, e abrimos o alçapão que tinha no chão, e descemos.Abrimos a porta e ... prendemos a respiração.
Meu irmão, Hermione e Harry nos encaravam.
Dou um sorriso enorme, e entrelaço meus dedos com os de Malfoy.
Mas Rony não está nada feliz..pelo que vejo, e ele grita:
–Solta a minha irmã seu estúpido!!!–e antes que eu possa dizer algo, um jato verde atinge Draco.
–Ahhhh!!!!!!!!!–Eu ajoelho ao lado dele.–Draco, fala comigo!!!Draco!!!!Por favor!!!
Eu coloco Draco em meus braços...tudo foi rápido demais..não pude falar nada...
–Draco...acorda...porfavor!!!–Já estou chorando solto...e meus ombros se movimentam convulsivamente.
–Gina...o q...–Rony tenta começar a dizer, mas eu o interrompo:
–Cala a boca Ronald!
–Mas Ginny...–ele continua..
–Cala a boca!!!Só...por Merlin...Cala a Boca!!!
Eu fecho meus olhos, e encosto minha cabeça com a de Draco...
–Gin...–agora é Hermione quem está falando..–porque você está agindo assim?
–Você nunca ..hunn, snif... perdeu alguém que ..snif. amasse Mione?–eu falo entre soluços e fungadas.
–Você ama esse daí?Rony pergunta exaltado
–Que importa agora?
–Gina...temos que saber se acordamos ele...ou não.–Harry fala calmamente.
–Acorda-lo???Como assim acorda-lo???–eu começo.–isso quer dizer que..que...Rony...você não...ele está vivo então???
Rony faz que sim.
–Ele só vai acordar sentindo uma dor horrível de cabeça...–Hermione diz, e com um aceno de varinha, ela acorda o Malfoy.
Ele abre os olhos e diz pra mim, ao me ver com os olhos vermelhos:
–Foi o idiota do seu irmão não foi?
Eu dou um sorriso e respondo:
–Foi...foi sim...o idiota do meu irmão!
–Ta, ta...já acabou a melação?–Uma voz doce e perfeita vem do fundo do corredor.Tem pessoas que querem ir embora daqui!
Eu me levanto, e Draco faz o mesmo.Eu ando na direção da menina, e desço o alçapão depois dela.
Depois de 20 minutos, e de uma moça que trabalha na recepção desmaiar, nós estamos na rua...e ao olhar pro céu azul...eu penso:
"Pois é...isso é que eu chamo de...Fuga."
