Disclaimer: VK pertence a Hino-sama, assim como essa fic à Jacqueline Sampaio.
Não é mais um romance literário
Capitulo 8
-E o que achou deste presente?
-Nossa primo adorei, mas...
-Mas?
-Kaname você deveria ter avisado que viria. Teria preparado um jantar especial para recebê-lo.
-Bem eu não imaginava que conseguiria chegar cedo. De qualquer forma, quis fazer uma surpresa. –Kaname, aquele olhar, aquele sorriso. Era muito bom tê-lo por perto.
-Então eu soube que seu apartamento está em reforma. Vai ficar aqui em casa né? Diz que sim!
-É eu vou ficar sim Yuuki, por apenas dois dias.
-Então eu vou instalá-lo! Onde estão suas bagagens Kaname?
-No carro. Irei pegá-las. –A presença de Kaname de certa forma me alegrava. Eu sempre disse desde pequena que ele possui o estranho poder de me acalmar, de me fazer esquecer os problemas e pensar apenas em coisas boas. Mas parece que nem mesmo o estranho poder dele conseguiu fazer com que eu melhorasse, minha mente vez ou outra se ocupava com Zero.
Talvez o tempo fosse curar todos os ferimentos causados pelo pouco tempo em que estive com ele, talvez um novo amor também ajudasse nisso. Talvez.
-E então meu sobrinho vai retomar os estudos de Direito? –Perguntou minha mãe enquanto arrumava a mesa para o jantar.
-Sim tia. Amanhã mesmo farei minha re-matrícula. Desta vez terminarei meu curso. Deixarei o trabalho de modelo apenas para os tempos livres. –O modo como Kaname falava era algo arrepiante. Sempre com a voz macia, dizendo coisas ponderadas...
-Ah Yuuki você bem que poderia sair com seu primo nesse final de semana. Kaname precisa voltar a se familiarizar com Tóquio. –Minha mãe disse com um sorriso nos lábios e piscando. Ela não esconde o apreço que possui por Kaname e a vontade de sermos um casal. Meus pais não vêem problema em um relacionamento entre primos visto que ele é primo de minha mãe. Eu já o vi com outro olhos, lembro-me como se fosse ontem... Quando ele disse estar namorando com uma jovem chamada Kairu.
Flashback
-Yuuki?
-Fala primo. –Estava na cozinha, retirei o avental sentando ao lado dele na sala.
-Tenho algo para lhe falar. –Ele estava sério. Ignorei.
-O que foi Kaname?
-Estou namorando. Seu nome é Kairu. –Sua voz soou como se um raio partisse meu corpo, não sabia explicar por que doía tanto uma simples noticia. Recuperei-me em fração de segundos esboçando um sorriso.
-Fico feliz por você meu primo. Pensei que acabaria ficando para tio! –Sorri... Mesmo querendo chorar.
Fim do flashback
Mas agora eram outros tempos e não tinha duvidas de que meu coração pertencia a outro.
10:30 pm
-Droga não consigo me concentrar! Pelo menos consegui aprender com o Zero em uma tarde o que não aprendi durante todos esses meses tendo aula. –Cansada deixei tudo para o lado. Fui para minha cama. Quando já estava desligando o abajur, o celular toca. Estranhei. Nem mesmo a curiosidade de Yori com relação a algo faria a própria ligar a essa hora. Peguei o celular em cima da escrivaninha. Assustei-me.
-Alô?
-Desça. Quero falar com você.
-Zero?
-O próprio. Não demore. Estou na frente da sua casa. –Ele desliga e eu tentando inutilmente digerir tudo.
-AQUELE IDIOTA! SE ACHA QUE SAIREI ESTÁ MUITO ENGANADO! –Emburrada joguei-me na cama.
-Sim meu pai, estou na casa de meus tios. Ficarei aqui durante dois dias devido à reforma no meu apartamento. –Relatei a Rido, meu pai.
-Pelo menos aproveite e venha até mim para conversarmos Kaname. Amanha vá ao meu escritório de Advocacia sem falta. –Ele desliga. O mesmo tratamento frio de sempre, nada que me surpreenda. Desliguei o aparelho. Sabia que não poderia mais fugir do destino. Teria de trabalhar ao seu lado e assumir o escritório. Ao menos tinha uma família ao meu lado, tinha Yuuki... Yuuki...
Um barulho despertou-me de meu devaneio. Abri parcialmente as cortinas do quarto onde estava e a vi. Desci a árvore próxima a sua janela, olhava para os lados. O que Yuuki estaria fazendo? Tinha de descobrir.
-Você demorou. –Lá estava Zero encostado em seu carro, agora apagava o cigarro que antes havia fumado. Queria dizer impropérios para ele, mostrar toda minha irritação, mas não tive forças. Não diante dele, tão belo. Fiquei a certa distância. Zero deu um meio sorriso.
-Pensei que não viria.
-O QUE VOCE QUER?
-Nossa está irritadinha! Não imagino o porquê assim como não imagino por que saiu do meu quarto daquele jeito.
-Eu... Eu só não queria incomodar. –Abaixei a cabeça.
-Está mentindo.
-EU?
-Como disse anteriormente Yuuki você crispa os olhos e olha para o chão quando mente.
-Então o que você quer Zero? –Ele se aproximou, enlaçou minha cintura e disse a centímetros de meus lábios.
-Você saiu tão de repente que não pude aproveitar meu brinquedinho. –O empurrei.
-Não quero mais ser um brinquedo para você.
-Então... O que quer ser? Quer ser algo mais do que o meu brinquedo? –Seu hálito chocando-se contra o meu.
-Eu... –Ele juntou seus lábios aos meus sem necessariamente beijar-me. Apenas roçou seus lábios aos meus.
-O que quer Yuuki?
-Não quero nada. Não de alguém que já tem pessoas demais na sua vida. Como aquela Seiren. –Ele olhou-me.
-Então ouviu minha conversa com ela? Eu já imaginava. Está com ciúmes Yuuki?
-Eu... EU NÃO ESTOU NADA! ORAS! VÁ EMBORA ANTES QUE... –Ele calou-me beijando-me com ardor. Como eu sentia necessidade de estar sempre presa naqueles braços, sentir aqueles lábios, mas o empurrei.
-Vá para sua Seiren, Zero. Esqueça-me! –Me afastei. Enquanto caminhava Zero se manifestou.
-Seiren sairá do país nesse final de semana. Passará a morar em Nova Iorque. Feliz agora? Ela é o único caso que tenho atualmente. Assim estarei livre. –Eu me virei e o olhei. Ele já entrava em seu veículo.
-Ligarei para você nesse fim de semana, garota. –Ele sai com o carro e um sorriso quase que imperceptível brotou de meus lábios. Só meu, eu pensava.
Logo Yuuki adentrou a casa pela janela de seu quarto. Ainda estava sentado próximo a janela na sala e a cena que vi não me saia da cabeça. Yuuki... Nos braços de outro homem. Os lábios que sempre quis experimentar e acreditava veementemente que um dia seria o primeiro, foram tomados por outro. Segui para o meu quarto frustrado. Agora eu entendia o porquê daquela sensação de que deveria vir o quanto antes de Milão, era um mal pressagio. E experimentei não querer ser Kaname Kuran, primo de Yuuki.
Continua...
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