Capítulo 8: Entrevista com o Lord.
Quando Severus chegou à masmorra, ainda se sentia mareado por todo o que lhe tinha confessado o Lord.
Eram cerca das três da manhã e tinha que dormir um momento dantes de que começassem as classes desse dia, pelo que se dirigiu a seu dormitório, mas ao atravessar seu despacho viu um sobre do diretor sobre seu escritório.
Olhou o documento com atenção e pôde sentir-se um pouco mais aliviado.
As classes deste dia tinham-se suspendido por duelo. A morte do garoto Diggory tinha conseguido o que outras mortes na guerra não o fizessem nunca. Que agradecesse por um momento.
Não era um ser meramente frito, mas todo o que estava rodeando sua vida nesse momento eram demasiado fortes como para se preocupar do decesso de um garoto que estava de acordo em participar em um torneio no que já tinham tido baixas ao longo dos anos.
Caminhou novamente a seu dormitório e depois de entrar ao banho para dar-se uma ducha e mudar-se de roupa, sentou-se em sua cama, mas não se deitou. Sentou-se na orla e sustentou sua cabeça com as mãos.
—Isto não pode estar passando.
Sua vida estava-se dando volta completamente e agora o único que podia fazer é ver como solucionar as coisas.
Poderia recordar uma a uma as palavras de Voldemort. Essas coisas que agora o torturavam por não poder as recordar.
Quando chegou à mansão Malfoy, se encontrou de frente com Lucius.
O patriarca da família não tinha a melhor expressão.
—Se não queria que ele estivesse aqui, poderia ter encontrado uma desculpa.
Lucius olhou ao pocionista e só negou com a cabeça lhe dando a mão em sinal de saúdo.
—Nunca me molestaria que o Lord se alojara em minha mansão, o que me molesta é todo o que está passando. Não gosto não saber das coisas e não poder as controlar.
—Imagino.
Em silêncio e sem dirigir uma mirada a nenhum lugar, caminharam em direção ao despacho.
Severus pôde ver novamente a cara do Lord escuro e ainda lhe estranhava o ver assim. Nunca se imaginou que voltaria a ver a Voldemort com a mesma aparência com que o conheceu ao unir a suas filas.
Ambos vassalos fizeram reverência ante seu senhor e este, com um movimento de mão, lhe fez se sentar em frente a eles, e pôs os cotovelos sobre a superfície da mesa, enquanto apoiava o queixo sobre as mãos, sem tirar sua vista dos homens.
—Evidentemente devem ter as mesmas perguntas que eu —lhes disse o Lord, para depois se apoiar no respaldo da cadeira, deixando as mãos sobre seu colo — Algo passou que não os deixa recordar o que viveram durante muitos anos.
—Meu Lord —disse Lucius, pedindo a palavra —, você sabe que cria, creio e crerei sempre em sua palavra. Mas custa-nos entender como é que somente você parece recordar fatos de uma vida que nós não chegamos a viver.
— Quer ver minhas lembranças, Lucius? —A voz de Lord não pressagiava nada bom, pelo menos, se a resposta era positiva.
—Que minha vida termine neste momento se faço algo que vos moleste, meu Lord —disse o loiro, agachando a cabeça— Sua palavra é o único que peço.
—E parece-me bem, Lucius —Voldemort olhou ao pocionista, que não tinha dito nada desde que começou a falar—. Tal parece que o mesmo passa contigo, Severus. Que foi o que averiguaste com Dumbledore?
—Algo sabe o diretor, meu Lord —lhe começou a relatar —, tratou de lhe sacar a Potter o que tinha passado no cemitério.
—Fez-lhe algo a meu filho.
Severus estremeceu-se ante as palavras do Lord
Realmente podia dizer-lhe filho a Potter após estar a ponto de matar em várias oportunidades?
Agora o assunto recaía em que podia lhe dizer ou não.
As palavras do diretor sim, mas… que passa com a atitude para Potter. Esse olhar raro e a caricia.
Não. Definitivamente isso o vigiaria ele mesmo.
—Ao que parece efetivamente algo sabe o diretor.
— Por que diz?
—Por suas palavras —disse-lhe meditando suas próprias palavras — Consegui sacar a Potter do colégio e enviá-lo com seu padrinho…
— Seu padrinho? —O Lord estava obviamente confundido.
—Sirius Black.
—Black não é o padrinho de Harry —ambos homens olharam ao Lord, esperando que terminasse suas palavras —. Os padrinhos de Harry são Rodolphus e Bellatrix Lestrange.
Os outros dois homens simplesmente ficaram sem palavras.
Se as palavras do Lord estivessem acertadas.
Em que demônios pensavam ao nomear a Bellatrix como sua madrinha?
Rodolphus está bem. Era um puto assassino, mas parecia ser o mais centrado dessa família.
-Mas bom. Pelo menos Black é um dos nossos.
—Isso é outro ponto, meu senhor —disse o loiro —. Sirius Black está do lado da luz.
—Isso é absurdo, Lucius. Black sempre tem estado em minhas filas. Era um dos melhores espiões que tínhamos no corpo de Aurores… ademais, claro, de seu vinculo contigo.
Lucius agora sim que perdeu completamente a cor de sua cara.
Que demônios poderia existir entre ele e Sirius Black?
—Meu senhor —disse tratando de não parecer escandalizado —. Não sei a que se refere, amo.
—Ao pequeno Draco, claro.
Lucius arrugou um pouco o entresseio.
Por que Draco?
Que tinha que ver seu dragão com o convencido, supérfluo, intrometido e pretencioso de Black?
- Algo mau, Lucius?
—A verdade, meu senhor. Não sê porque o idiota de Black teria que ver algo com meu filho.
— Além de tê-lo trazido ao mundo?
Severus se volteou de maneira exageradamente rápido e centrou sua vista no rosto de Lucius.
O loiro tinha ficado completamente em branco.
—Meu senhor —chamou-lhe o loiro, sem mudar sua expressão —Black não trouxe a Draco ao mundo, Narcisa…
—Bem —disse cortando seu discurso — Vejo que não recordam absolutamente nada do que eu sim recordo agora.
O Lord pôs-se de pé e começou a caminhar pelo despacho, detendo em frente à janela.
-Vocês tinham seus próprios casais, bem como também outros dos membros de meu círculo interno. Sim tinha mais casais a parte, realmente importa-me muito pouco. Os que estavam mais cerca de mim, eram quem tinham o poder para isso.
—Meu senhor…
-Não me interrompa agora, Lucius —lhe disse com vos séria — Quando James esteve comigo, também estavam seus amigos. Todos poderosos e com habilidades que muito poucos têm. Inclusive os comensais que me apoiam nestes momentos, não atingem seu nível. Quando os enviava em missões, fazia com seus próprios casais, porque assim me assegurava que sua união os ajudava. Sempre mandava a Lucius com Black e a ti com Evans, Severus.
O professor de poções pôs-se de pé nesse momento,
Isso tinha que ser uma mentira. Ele nunca esteve com Lily.
Continuará…
Próximo capitulo: entrevista com o Lord parte II
Nota tradutor:
Putz como assim o Lord pode se lembrar de coisas que os outros não? O que Dumbledore aprontou com todos eles?
E o que queria dizer esse olhar raro de Dumbledore para cima de Potter? Francamente isso ta ficando esquisito! :p
Então esperando por seus reviews que talvez eu responderei no próximo capitulo o que APRONTA DUMBLEDORE...
Então bora? Reviews?
Ate breve!
