As cartas que nunca enviei.

Hogwarts, 07 de novembro de 1967
Meu querido Albus,

Por vezes, acordo no meio da noite, e minha cama parece grande demais, fria demais. Por vezes, me pego olhando as estrelas, e todo o céu, todo o universo parece grande demais, frio demais. Por vezes, adormeço de frente para o fogo crepitante da minha lareira, com um livro qualquer deitado aos joelhos, e quando desperto, então mesmo aquelas chamas já desvanecentes parecem grandes demais, frias demais... E tudo fica... tudo fica triste... Ah, tudo fica tão triste! Por vezes, meu querido, me pego pensando em você, e me dou conta que... minha cama parece grande demais, fria demais, porque você não está lá, todo o universo parece grande demais, frio demais, porque não tenho o seu abraço, e as chamas vivas de minha lareira parecem grandes demais, frias demais, porque não tenho o seu beijo, o seu toque, quando tanto os queria! Por favor, não me entenda mal, a nossa amizade me é quase tão preciosa quanto a minha própria vida. Se eu a arrisco hoje, lhe escrevendo, é justamente por minha própria vida, que se esvazia de meu peito um pouco mais a cada dia que passa, não o encontrando ao meu lado ao acordar de manhã. Você nunca me perguntou o que vejo ao olhar o Espelho de Ojesed, mas e se eu disser que... vejo você... me olhando... com amor? Não o amor que se tem por uma grande amiga e antiga aluna. Oh, não. Falo de um outro tipo de amor. Aquele amor que nos faz querer sempre estar perto. Aquele amor que nos faz sorrir, embevecidos, ao ver o outro dormindo. Aquele amor que faz com que desejemos nos entregar por completo. O mesmo tipo de amor que eu sinto por você há cerca de 30 anos. Sei que depois de hoje nada será o mesmo, nada poderá ser o mesmo. No entanto, o que só você pode me dizer é como será então.

Sua, ainda que você não saiba,
Minerva


GabiKenobi: Sim, coitada da Minerva. E, agora que ele já sofreu o bastante, quem sabe as coisas não comecem a melhorar pra nossa animaga favorita...

Hannah Granger Weasley: Que bom que você gostou. Tem muito sentimento aí, garota, e a gente acaba sofrendo junto com a personagem. É delicioso escrever assim.

Deborah Black: Ô guria, senti sua falta por aqui! Confesso que a carta de ódio está entre as minhas preferidas tbm, mas a que eu mais gosto ainda não deu as caras por aqui não, hehe. E obrigada por gostar das minhas fics e especialmente desta, que Uhura e eu escrevemos com tanto carinho ^^

n/a: Aviso importante: essa é a última "carta não enviada" da Minerva, ou pelo menos das que estavam naquela caixa... Mas acalme-se, a fic ainda não acabou. O caso é que no próximo capítulo teremos a segunda metade da carta transcrita no primeiro capítulo desta fic ("Hogwarts, 04 de novembro de 1971[...]"), agora descrevendo quem as encontrou e com quem essa pessoa dividiu esse segredo. Quem será, hein? Já vou lhes adiantando que não, não somos Uhura e eu. KKKKKKKK.

Em todo caso, não percam o próximo capítulo!

E também não se preocupem porque teremos ainda mais cartas antes do merecido final feliz.

Um bjão e até logo!