Capítulo 8

Tradução: NaiRK

Bella não conseguia se livrar do sorriso sonhador que iluminou seu rosto durante toda a manhã. Ela vestiu o casaco para ir até o supermercado comprar alguns mantimentos e imaginou que podia sentir o cheiro de Edward nele. Ela respirou profundamente, precisando de alguma lembrança tangível da noite anterior.

Ela estava tendo dificuldade em acreditar que tinha sido real. Edward realmente a tinha beijado com tanta paixão que ela esteve pronta para jogar a precaução ao vento e arrastá-lo para a cama com ela? Apenas o fato de que Edward era um cavalheiro, que tinha prometido deixá-la ditar o ritmo a tinha impedido. Bella sorriu ao recordar da sensação do corpo dele contra o dela. Ele a queria tanto quanto ela o queria. Ele não podia esconder.

O sorriso diminuiu um pouco quando ela relembrou sua história. Seu coração doeu pelo jovem que tinha tido que encarar um evento tão difícil. Ela tinha visto pacientes passarem pelo tratamento contra o câncer antes e seu coração tinha sofrido com eles. Ela podia imaginar o sofrimento de Edward. Bella provavelmente teria chorado se o tivesse visto perder o lindo cabelo.

Parecia tão injusto que seu tratamento o havia deixado infértil. Ela o observava com os bebês, seu cuidado e prazer de estar com eles podia ser visto por todos. Ela queria abraçar Carlisle por ter tido a clarividência para incentivar Edward a armazenar seu esperma. Com os avanços de hoje na tecnologia de fertilização in vitro, as chances de conceber eram muito boas.

Bella estava dizendo a verdade quando disse a ele que isso não importava para ela. Realmente não importava. Por um lado, era muito cedo no relacionamento deles para se preocupar com isso. Por outro lado, ela foi avisada de antemão. Se chegasse a esse ponto, pelo menos eles saberiam o que enfrentariam. A maioria dos casais simplesmente assumia que seriam capazes de ter filhos e só descobriam que havia problemas quando não conseguiam conceber. Olhe para os Evans e sua luta para se tornar pais.

Bella não sabia o que sentia ainda por Edward. Fosse o que fosse, era muito forte e ela não trocaria a chance de ficar com ele por qualquer coisa.

Quando estava passando suas roupas de trabalho, o telefone tocou. Bella sorriu quando viu o nome de Edward na tela.

"Oi." Ela respondeu.

"Oi, linda." Edward disse, sua voz sexy fazendo coisas incríveis com ela, mesmo quando ele não estava no mesmo cômodo. "Você dormiu bem?"

"Não realmente." Ela disse.

"Eu também não. Eu fiquei repetindo o nosso encontro no seu sofá por horas".

Os joelhos de Bella tremeram e ela sentou. "Eu também".

"Você percebeu o quanto foi difícil para eu ir embora?" Ele perguntou sensualmente.

"Você percebeu o quanto foi difícil para eu deixá-lo ir embora?" Ela respondeu.

Edward riu. "Você não deveria dizer coisas assim. Isso torna muito mais difícil manter minha promessa".

"Talvez eu não queira que você mantenha sua promessa".

Bella ouviu Edward gemer. "Deus! Não diga isso. Você vai me deixar louco".

"Eu gosto desse pensamento".

"Por trás desse rosto doce, você é uma sereia, não é?"

"Só com você".

A linha ficou em silencio enquanto Edward reunia a compostura. "Alice não ligou ainda?"

"Não. Por que, ela já está perseguindo você?" Bella riu.

"A primeira coisa que ela fez esta manhã. Acho que ela queria saber se eu estava na cama com você".

Bella prendeu a respiração com o pensamento.

"Acho que ela ficou desapontada quando percebeu que eu estava sozinho em casa." Ele disse, um sorriso em sua voz.

"Provavelmente." Bella riu. "Aquela garota é uma casamenteira inveterada".

"Ela tentou juntar você com alguém antes?" Edward perguntou, uma ligeira pontada em sua voz.

"Uma ou duas vezes." Bella admitiu. "Eu não estava interessada".

"Bom." Houve um silêncio carregado entre eles. "É melhor eu deixá-la ir. Eu simplesmente voltarei a pensar sobre a noite passada".

"Faça isso." Bella disse. "Vejo você amanhã".

"Mal posso esperar".

Bella ficou sentada por um tempo, um sorriso bobo no rosto. Era esse o sentimento de se apaixonar? Esta sensação de formigamento por toda parte, a necessidade de estar com ele o tempo todo? Bella nunca esteve nem perto de estar apaixonada. Não pode ser, é muito cedo, ela pensou. Bem, seja lá o que fosse, era maravilhoso. Ela se perguntou se as emoções de Edward estavam uma bagunça como as dela.

No momento em que chegou ao trabalho, ela conseguiu controlar um pouco suas emoções crescentes.

Ela teve que tranquilizar uma mãe que estava preocupada que seu bebê estava um pouco amarelo quando uma chamada veio da maternidade.

"É bastante normal os bebês ficarem um pouco amarelos depois de nascer." Ela tranquilizou a Sra. Russell. "É porque o fígado deles leva um pouco de tempo para começar a trabalhar corretamente. Ela deve voltar à cor normal em poucos dias. Um pouco de luz do sol pode ajudar".

"Um pouco difícil por aqui." Jackie Russell disse ironicamente.

"Verdade. Se ela piorar, nós a colocaremos sob luzes fluorescentes azuis por algumas horas, mas duvido que isso seja necessário. Ela não está tão amarela. Se você estiver preocupada, nós podemos chamar o pediatra para dar uma olhada nela." Bella assegurou.

Naquele momento, uma técnica em enfermagem entrou correndo no quarto. "Desculpe-me, Bella. Posso falar com você, por favor?"

Bella assentiu, disse adeus para a Sra. Russell e seguiu a enfermeira para fora do quarto. "O que foi, Nicole?"

"O pessoal da emergência ligou. Eles precisam de alguém lá o mais rápido possível".

"Ok, eu estou indo." Bella desceu correndo as escadas, abrindo mão dos elevadores.

Andando rapidamente pela sala de espera meio vazia da emergência, Bella se perguntou o que estava esperando por ela. Quando entrou na área de tratamento, ela ouviu gritos vindos de um dos cubículos.

"Ah, Bella, estou feliz por você estar aqui." Disse o médico.

Bella olhou e viu uma garota, uma jovem, deitada na cama, suas pernas levantadas e chorando. Ao lado dela uma mulher mais velha, a mãe da menina, Bella assumiu, estava dizendo para a garota parar de ser tão dramática.

"O que está acontecendo, Ryan?" Bella perguntou em voz baixa.

O jovem residente puxou Bella de lado. "A garota, Chelsea Johnson, foi trazida pela sua mãe depois que começou a chorar devido a dores sérias de estômago. Eu a examinei e acredito que ela esteja em trabalho de parto. Ela tem treze anos." Ele informou seriamente.

Bella engoliu o nó na garganta que ameaçava emergir. Treze! "Ela sabe que está em trabalho de parto?"

"Eu disse a elas o que eu suspeitava, mas a mãe está inflexível, diz que não pode ser verdade. Ela esteve gritando com sua filha para se acalmar, mas só está piorando as coisas".

"Ok. Escute, eu só pedirei para a telefonista chamar o Obstetra de plantão. Se ela não sabia que estava grávida, então podemos assumir que ela não teve nenhum cuidado pré-natal." Bella correu para o telefone e rapidamente e disse à telefonista qual era a situação. Depois de se certificar que Edward seria chamado e que a sala de parto fosse preparada, Bella se aproximou da jovem.

Chelsea estava deitada de lado em posição fetal, lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

"Olá, Chelsea. Meu nome é Bella. Eu sou uma parteira e vou ajudá-la com o bebê que você está tendo".

"Não! Isso não é verdade! Ela é apenas uma criança. Ela não pode estar grávida." Gritou a mãe.

Bella olhou para as anotações antes de responder. "Sra. Johnson, eu sei que isso é angustiante para ambas, mas se for verdade, então nós precisamos ajudar Chelsea. Seus gritos não estão ajudando sua filha".

"Não é possível, eu estou dizendo!" Continuou a Sra. Johnson. "É apenas um problema estomacal, é isso".

Chelsea gritou naquele momento, levantando as pernas tão alto quanto podia. "Oww! Isso dói!"

"Dê algo a ela para que possamos ir para casa!" Exigiu sua mãe.

"Sra. Johnson, se você não se acalmar, eu terei que pedir para você sair. Você está perturbando Chelsea, assim como os outros pacientes." Bella disse com firmeza.

Ryan tinha convocado outra enfermeira e ela gentilmente acompanhou a mãe para fora da sala.

"Ok, Chelsea, eu darei uma olhada rápida em você, ok?" Bella perguntou gentilmente.

A garota balançou a cabeça, as lágrimas ainda caindo.

Bella a ajudou a deitar de costas e puxou sua blusa. Assim que ela viu sua barriga, Bella sabia que ela estava realmente grávida. Sua barriga era muito pequena, então Bella não tinha ideia de quanto tempo ela estava. Chelsea era uma menina rechonchuda e Bella acreditava que sua gravidez havia passado despercebida.

Pressionando a mão na barriga da garota, ela pôde sentir o contorno do bebê. Ela pegou um dos monitores que era mantido ali para situações de emergência e escutou por um instante. Ela pegou o ritmo rápido e constante com bastante facilidade.

"Chelsea. Eu terei que levá-la para uma das nossas salas de parto, ok?" Bella acariciou o cabelo da menina, seu coração afundando ao ver a expressão de terror nos olhos dela.

Depois de pedir ao pessoal para transferi-la para a ala da maternidade, Bella tentou obter algumas informações de Chelsea.

"Chelsea, você sabia que estava grávida?" Ela perguntou suavemente.

Chelsea balançou a cabeça. "Ele disse que eu não podia engravidar na primeira vez".

"O pai do bebê?"

"Sim. Eu não gostei daquilo. Doeu." Ela chorou.

"Ele a forçou?" Bella perguntou, preocupada agora. "Quantos anos ele tem?"

"Não, ele disse que isso mostraria que eu o amava. Ele tem 18 anos".

Bella prendeu a respiração. Dezoito. O menino tinha cometido estupro com uma menor. Colocando isso de lado por um momento, Bella continuou suas perguntas.

"Chelsea, querida, você consegue se lembra quando foi isso? Eu realmente preciso saber".

"Eu acho que foi... ahh!" Chelsea gritou quando outra contração começou, e seu choro ecoou pela sala.

O pessoal chegou naquele momento para transferir Chelsea. Depois de pedir que a mãe de Chelsea fosse informada para onde ela estava indo, Bella foi para o telefone novamente.

Este caso precisaria do conhecimento da conselheira do hospital. Haveria uma infinidade de complicações que teriam de ser resolvidas. Primeiro, porém, eles tinham que garantir a saúde de Chelsea e do bebê.

Depois de informar ao pessoal o que estava acontecendo, ela recorreu aos serviços de outra enfermeira/parteira para ajudar. Sem nenhuma informação de pré-natal, não havia maneira de saber se o bebê e a mãe eram saudáveis, ou até mesmo que idade o bebê estava.

A mãe de Chelsea entrou na ala, exigindo ser autorizada a ver sua filha. Bella correu para ela.

"Sra. Johnson, meu nome é Bella Swan, e eu ajudarei no parto do bebê de Chelsea. O médico estará aqui em breve. Nós faremos de tudo para garantir que ela e o bebê fiquem bem".

"Eu disse a você, ela não está grávida. Ela só tem um vírus." Insistiu a mãe.

Bella sentiu simpatia por ela. Saber que sua filha de 13 anos, ainda uma criança, está em trabalho de parto sem aviso deveria ser devastador. A conselheira precisaria cuidar de todas as partes envolvidas.

Colocando a mão no braço da Sra. Johnson, Bella explicou os fatos. "Chelsea está realmente em trabalho de parto. Eu a examinei e encontrei um batimento cardíaco. Além disso, Chelsea admitiu ter feito sexo com um rapaz." Ela deixaria os detalhes para a conselheira.

O rosto da Sra. Johnson se contorceu com as palavras de Bella. "Oh, Deus! Ela é apenas um bebê! Como eu não percebi!" Ela escondeu o rosto entre as mãos.

"Porque você nunca esperava nada como isso. Chelsea é muito pequena e as roupas soltas esconderam qualquer evidência. Ela também não sabia, então provavelmente pensou que estava apenas engordando".

A mãe de Chelsea assentiu. "A menstruação dela não havia se tornado regular, então ela provavelmente não pensou nada disso. Mas ela não sentiu o bebê se mexendo?"

"Alguns bebês não se movem muito, e Chelsea provavelmente não saberia o que era, se ela sentiu o movimento".

Bella começou a guiá-la para a sala de parto.

"Chelsea está compreensivelmente com muito medo. E dor. Ela precisa da mãe agora. Você pode apoiá-la através disso e deixar as perguntas para mais tarde?" Bella perguntou.

"Sim. Eu só quero ajudar Chelsea." Disse a mãe.

As portas do elevador se abriram e Edward saiu. O coração de Bella e todo seu ser ficaram mais leves com a visão dele. Ela podia sentir os olhos dele a acariciando enquanto caminhava em direção a elas.

"Olá, Dr. Cullen." Ela disse, seus olhos falando mais do que suas palavras poderiam. "Eu só vou levar a Sra. Johnson para a sala de parto e já virei falar com você".

Edward acenou enquanto Bella liderava o caminho para a sala de parto. "Eu já volto." Ela assegurou a Chelsea e sua mãe, que ficaram com a outra parteira.

Edward estava em seu caminho para a sala de parto quando Bella o encontrou.

"Oi, Bella." Ele sorriu. Bella queria muito pressionar seus lábios naquela boca beijável, especialmente depois do seu telefonema esta manhã. Forçando-se a voltar para o negócio em mãos, ela contou a Edward o que estava acontecendo.

"Treze?" Edward perguntou, balançando a cabeça. "Pobre criança".

"Sim, eu sei. O problema é que não sabemos a idade do bebê, ou se há algum problema porque não houve acompanhamento pré-natal".

"Como ela está lidando com a notícia?"

"Ela está com medo, como você pode imaginar".

"Ok, você pode chamar o anestesista? Eu acho que seria mais seguro dar a ela uma epidural para aliviar o choque. Dada a sua idade e o fato de que ela não teve tempo para processar o que está prestes a acontecer, quanto mais fácil tornarmos isso para ela, melhor. Além disso, contate um pediatra para vir até aqui, já que o bebê precisará de uma atenção especial. Um conselheiro foi notificado?"

"Sim, ela estará aqui o mais breve possível. A mãe de Chelsea não sabe, mas o pai do bebê tem 18 anos".

"Cristo! Isso ficará confuso." Edward afirmou enquanto abria as portas.

"Muito." Bella concordou.

Edward se apresentou enquanto Bella fazia as ligações necessárias. Chelsea estava gemendo alto de dor.

"Faça isso ir embora! Dói!" Ela chorou copiosamente.

Edward pegou a mão da garota e apertou suavemente. Pareceu ter um efeito calmante. "Nós faremos a dor ir embora, ok? O anestesista vai lhe dar algo que a fará adormecer".

Chelsea assentiu, sua outra mão segurando a de sua mãe preocupada. Bella observou Edward falar suavemente tanto com Chelsea quanto com sua mãe, acalmando suas ansiedades tanto quanto possível.

Enquanto esperava pelo anestesista, Bella mediu a pressão arterial de Chelsea. Estava alta, mas era provavelmente devido ao choque e medo.

"Chelsea, querida. Vai ficar tudo bem." Sua mãe acalmou, acariciando a testa suada da sua filha.

"Mamãe, eu estou com medo".

"Eu sei, querida. Eu queria que isso não tivesse acontecido. Mas o médico e as enfermeiras vão cuidar de você, não vão?"

Bella sorriu e assentiu. "Sim, nós daremos o melhor cuidado a você, querida. Ainda será desconfortável, mas esperançosamente não vai doer tanto".

A anestesista chegou e explicou o que faria. Depois de pedir para segurarmos Chelsea para mantê-la imóvel, a médica inseriu a cânula na espinha de Chelsea e esperou até que sua metade inferior estivesse dormente.

Bella rapidamente amarrou o monitor na barriga de Chelsea, para manter uma vigilância constante sobre a condição do bebê e a colocou sob uma IV para manter seus fluidos.

Uma vez que a dor diminuiu, Chelsea ficou menos em pânico e deitou na cama, sua mãe ainda segurando sua mão com força. Bella viu que as contrações estavam com cerca de três minutos de intervalo.

Edward, nesse meio tempo, tinha colhido amostras de sangue e pediu para configurarem a máquina de ultrassom. Ele precisava saber a posição do bebê e esperava ter uma ideia da idade gestacional. Bella perguntou a Chelsea novamente se ela se lembrava de quando ficou grávida, mas Chelsea não conseguia lembrar a data, dizendo apenas que foi em algum momento da primavera.

Por mais tensa que fosse a situação, Bella ainda sentia os arrepios pelo seu corpo quando acidentalmente tocava Edward. Ela estava de pé ao lado dele, espalhando o gel na barriga de Chelsea, e teve que controlar o arrepio quando falou baixinho com ela.

"Eu imaginaria, pelo que ela disse, que não está longe de estar com a gravidez completa, mas ela é muito pequena, o que significa que o bebê pode estar bastante abaixo do peso".

Bella acenou em concordância e observou quando Edward começou o exame, as imagens claras na tela. Mais calma agora que a dor se foi, Chelsea olhou para a tela.

"É isso?" Ela perguntou.

"Sim, e pelo tamanho, está quase no tempo." Desligando a máquina, Edward falou com Chelsea e sua mãe. "Tudo parece estar progredindo normalmente. Agora é uma questão de esperar".

Dando tapinhas na mão de Chelsea, Edward falou com ela. "Como você está se sentindo agora, Chelsea? Alguma dor?"

"Não. É uma sensação estranha, mas não está doendo." Seus olhos ainda estavam assustados. "Eu não quero um bebê. Eu não quero estar aqui".

Edward apertou a mão dela. "Eu sei que isso é difícil para você, mas nós não podemos parar agora. A conselheira virá falar com você e sua mãe mais tarde, ok? Apenas relaxe agora porque o analgésico vai diminuir e então você terá que empurrar o bebê para fora".

"Vai doer?"

"Receio que vá doer um pouco, mas deve haver analgésico suficiente para aliviar um pouco".

Chelsea deitou-se na cama, seu rosto jovem cansado e assustado. As lágrimas começaram novamente assim que ela olhou para sua mãe.

Bella e Edward saíram do quarto para que pudessem conversar.

"Rapaz, quando eu fui chamado, eu não esperava isso." Edward suspirou, passando a mão pelo cabelo, deixando-o carinhosamente despenteado.

"Eu sei. Eu não podia acreditar quando a vi. Ela é apenas uma criança. Isso deve ser tão traumático para ela".

"E para sua mãe".

"Eu disse a você que a vida não era perfeita aqui." Bella disse.

"Nenhum lugar é perfeito".

A conselheira do hospital chegou naquele momento. Bella a cumprimentou e a apresentou a Edward, então começou a explicar a situação.

"Oh, querida." Chris disse. "Pobre criança. Como ela está?"

"Ela está em trabalho de parto e nós a deixamos tão confortável quanto possível. Ela está muito assustada, como você pode imaginar." Bella respondeu.

"E ela disse a você que o pai tem 18 anos?"

"Sim, isso é o que ela disse. Parece que ela era virgem, porque ele disse a ela que ela não poderia ficar grávida na primeira vez. Pobre Chelsea, simplesmente não reconheceu o que estava acontecendo com seu corpo".

"Eu terei que entrar em contato com o Serviço Social, já que eles precisarão investigar. O pai poderia até ser acusado de estupro de menor. Eu assumo que elas não deram qualquer indicação do que farão em relação à criança?"

"Sobre se ela ficará com ela ou não? Não, e eu não perguntei. Nós só queríamos que ela passasse bem pelo trabalho de parto".

Chris assentiu. "Sim, é a melhor coisa. Eu farei alguns telefonemas e depois me apresentarei. Essa será uma situação delicada. E o pai de Chelsea?"

"Elas não o mencionaram, então ele pode não estar por perto".

"E como a mãe de Chelsea está lidando com tudo isso?"

"Ela está compreensivelmente chocada e incrédula. Demorou um pouco para convencê-la de que Chelsea não estava sofrendo de um vírus estomacal." Bella respondeu.

"Eu não estou surpresa".

A outra parteira saiu da sala de parto e chamou Bella e Edward. "As contrações estão ficando muito próximas agora, cerca de um minuto de intervalo".

"Ok, nós já vamos." Edward disse. "Venha para a sala de parto quando estiver pronta." Ele disse a Chris. "Sra. Johnson poderia usar um pouco de apoio também".

Ele se virou para Bella. "Você pode se certificar de que o pediatra esteja a caminho?"

Acenando seu consentimento, Bella fez o que Edward pediu e voltou para a sala de parto. As próximas duas horas pareceram passar em um borrão. Quando as contrações ficaram mais fortes, o anestésico diminuiu o suficiente para permitir que Chelsea empurrasse.

Chorando e gemendo alto de dor, a jovem agarrou a mão da sua mãe enquanto era encorajada a continuar.

"Não! Pare! Eu quero ir para casa!" Ela chorou, muito jovem para lidar com a gravidade da situação. O coração de Bella partiu pela pobre menina que estava sendo forçada a crescer rápido demais.

Segurando a outra mão de Chelsea e acariciando seus cabelos, Bella tentou o seu melhor para incentivá-la.

"Querida, eu sei que dói, mas é tarde demais para parar. Não falta muito mais agora." Ela a tranquilizou, olhando para Edward, que assentiu em concordância.

Uma vez que a cabeça do bebê começou a coroar, as coisas evoluíram muito rapidamente. O pediatra tinha chegado e estava de pé junto a Edward para receber a criança.

Com muito incentivo e um grito de dor, o filho de Chelsea nasceu. Como se suspeitava, ele era muito pequeno para a sua idade e o pediatra queria examiná-lo imediatamente. Bella segurou a mão dele por um momento.

"Chelsea, você gostaria de olhar para ele?" Bella perguntou gentilmente.

Deitada de costas e exausta, Chelsea balançou a cabeça. Bella entregou o bebê ao médico enquanto ela e Edward continuavam a cuidar de Chelsea. Eles a limparam e a transferiram para um quarto privado onde ela pudesse descansar sem os olhares de outros pacientes.

Chris, que esteve apoiando a Sra. Johnson, permitiu que mãe e filha tivessem um pouco de privacidade antes de começar o processo difícil de determinar quem era o responsável por essa triste situação e o que aconteceria com a criança.

"Como ele está, Doug?" Edward perguntou ao pediatra.

"Ele é pequeno, então eu suspeito que ele tenha cerca de 36 semanas, mas respira bem e parece saudável. Eu recomendarei que ele seja colocado na incubadora por alguns dias, só para ter certeza." Doug respondeu.

"Boa ideia. Além disso, isso dará a Chris e ao pessoal do Serviço Social a chance de tentar resolver o que está acontecendo." Disse Edward.

Pegando o bebê, Edward lhe deu um abraço e falou suavemente com o bebê vermelho e enrugado. "Pobre miúdo. Você chegou em circunstâncias nada ideais, não é? Espero que as coisas funcionem para o melhor." Ele murmurou, acariciando a pele suave do bebê.

Observando-o entregar o bebê para a enfermeira pediátrica, Bella sentiu seu coração dar uma guinada em resposta. Ver um homem tão másculo ser tão gentil com um pequeno bebê fez coisas engraçadas ao seu interior. Se ela já não soubesse que ele tinha esse lado gentil e carinhoso, ele a teria ganhado agora. Quando ele se virou para olhar para ela, Bella deu-lhe um grande sorriso terno, deixando-o saber que entendia.

"Você pode vir até o meu escritório quando terminar, Enfermeira Swan?" Edward perguntou enquanto pegava o arquivo de Chelsea.

"Claro. Assim que eu terminar aqui, Dr. Cullen".

Junto com a outra enfermeira, Bella rapidamente limpou a sala de parto para o pessoal da limpeza poder fazer seu serviço. Assim que possível, ela se dirigiu ao escritório de Edward.

Ela bateu na porta e entrou quando ele chamou. Edward olhou para cima das suas anotações e levantou, um olhar faminto em seus olhos. Bella fechou a porta atrás de si enquanto ele caminhava ao redor da mesa.

No instante seguinte, Bella estava sendo mantida firmemente nos braços dele, os dois se beijando avidamente. Pulsações aceleradas, suas respirações irregulares, eles se beijaram uma e outra vez, deliciando-se com a oportunidade de estar perto. As mãos de Bella enroscaram no cabelo dele, bagunçando-o ainda mais do que o habitual.

A língua de Edward tentou duelar com a dela, suas línguas dançando. Bella ouviu o gemido suave de Edward quando ela mordeu delicadamente seu lábio inferior carnudo e depois o chupou em sua boca.

Muito cedo para qualquer um deles, eles se separaram, seus rostos corados. Bella apoiou a cabeça no ombro de Edward, nenhum deles querendo quebrar o contato ainda. Ela podia sentir Edward esfregando suas costas, acalmando a ambos.

"Eu precisava disso." Edward murmurou em seu cabelo.

"Mmm, eu também. Tem sido um inferno de uma tarde, não é?"

"Aquele pobre menino. Eu sinto muito por todos eles. Qualquer decisão que eles tomem, haverá consequências duradouras".

Bella assentiu em concordância. "Eu sei. É uma coisa horrível de acontecer. Espero que eles tomem a decisão certa para eles".

"Sinto muito que algo parecido com isso tenha ocorrido, logo depois de você ter chegado." Bella disse.

"Como você disse, nenhum lugar é perfeito. Eu não suponho que você tenha visto uma situação assim muitas vezes, não é?"

"Não. Não tão jovem. Ela é um bebê também. Eu me certificarei que o pessoal tenha um cuidado especial com ela. Será um choque para todos no início".

"Ainda assim, estou feliz por ter sido capaz de vê-la hoje." Edward sorriu. "Eu não achei que veria." Ele estendeu a mão e acariciou sua bochecha. "Eu acho que não devemos ficar aqui por muito tempo. Línguas começarão a abanar".

Bella fez uma careta. "Não, é melhor eu voltar ao trabalho. Eu ainda tenho algumas horas antes de poder ir para casa".

"Eu só vou terminar, verificar Chelsea e ir para casa." Ele observou o rosto dela atentamente antes de beijá-la novamente. Foi breve, mas apaixonado. "Eu só precisava de mais um beijo antes de ir embora." Ele sorriu.

Estendendo a mão, Bella alisou o cabelo de Edward. "Não quero que as pessoas tenham a impressão errada".

Edward se afastou e abriu a porta para ela. "Vejo você amanhã." Ele sussurrou.

"Mal posso esperar." Ela sussurrou de volta.

Com um último aperto em sua mão, Edward a deixou ir. Bella foi direto para a sala dos funcionários, precisando se recompor antes de voltar ao trabalho. Grata que a sala estivesse vazia, ela foi para o banheiro feminino para ver o efeito que Edward tinha sobre ela.

Olhando no espelho, Bella viu seu rosto corado, cabelo ligeiramente despenteado e os olhos brilhando. Ela teve que admitir que Edward fazia bem para sua aparência. Sorrindo ironicamente, ela ajeitou o cabelo, colocou seu 'rosto de trabalho' e voltou para o posto de enfermagem.

Bella olhou Chelsea e sua mãe algumas vezes antes de sair, certificando-se de que elas estivessem confortáveis. Edward tinha dado a Chelsea um sedativo leve para ajudá-la a dormir, visto que a jovem ainda estava em estado de choque.

Pegando sua bolsa, Bella sentiu o desejo de olhar o bebê de Chelsea. Entrando no berçário de cuidados especiais, ela não ficou muito surpresa ao ver a Sra. Johnson de pé junto à incubadora do seu neto, olhando para ele, lágrimas escorrendo dos seus olhos.

"Você está bem?" Bella perguntou com simpatia. A pobre mulher estava sofrendo tanto quanto, se não mais, que a filha.

Sra. Johnson fungou e enxugou as lágrimas. "Não realmente. Ontem nesse horário as coisas estavam bem no meu mundo. Nunca é fácil criar uma criança sozinha, mas eu estava conseguindo. Agora, tudo está de cabeça para baixo e eu não sei o que farei".

"É para isso que a conselheira está aqui. Para ajudá-la a endireitar a sua vida e a de Chelsea".

Sra. Johnson assentiu levemente. "Como eu posso não ter notado? Eu estava tão envolvida na minha vida que não vi o que estava acontecendo com Chelsea? Eu conheço o garoto, sabe? Ele é um vizinho. Eu quero que ele pague pelo que fez à minha menina." Ela disse amargamente.

Bella não disse nada. Ambas olharam para o bebê dormindo, seus pequenos dedos se contraindo.

"Este é o meu neto e eu não sei como me sinto sobre ele. Ele é como o bebê de um estranho".

"Isso não é surpreendente, Sra. Johnson. A maioria das pessoas tem nove meses para se acostumar com a ideia, para se preparar, mas você não teve essa oportunidade. Esperançosamente, com o tempo, as coisas ficarão mais claras." Bella simpatizou.

"O pessoal do Serviço Social virá na parte da manhã. Eles perguntarão o que pretendemos fazer com ele. Eu simplesmente não sei." Sussurrou a Sra. Johnson.

"Eles não vão esperar uma resposta de imediato. Esta é uma situação inusitada e eles darão a você e Chelsea tempo para decidir".

"Ele é muito fofo, não é?" A Sra. Johnson murmurou para o rosto enrugado de sono do seu neto.

Bella sorriu. "Sim, ele é. Ele é adorável." Tocando a Sra. Johnson no ombro, Bella falou. "Eu realmente espero que tudo dê certo para todos vocês. Verei vocês amanhã. Sugiro que você tente dormir um pouco. Foi um dia desgastante".

"Sim, acho que sim." Concordou a Sra. Johnson, cansada.

Bella desejou boa noite a ela e deixou o hospital. Era quase meia-noite quando ela chegou em casa e estava exausta. Os eventos traumáticos do dia a tinham deixado assim. Depois de um banho quente, ela foi para a cama, precisando muito dormir antes do seu próximo turno na manhã seguinte.

Seus pensamentos voltaram para Edward e ela sorriu melancolicamente. Aquele beijo no escritório dele definitivamente tinha preenchido uma das suas fantasias sobre ele. As coisas que o homem fazia com suas emoções! O sorriso ainda estava em seu rosto quando ela adormeceu sonhando em estar nos braços de Edward.

~ O ~

O coração de Bella estava batendo rápido quando ela bateu na porta de Edward na tarde seguinte. Ela correu para casa após seu turno e vestiu roupas mais casuais. Jacob tinha ligado para ver se ela queria ir ao cinema naquela noite, mas Bella teve que recusar, é claro.

"Tem um encontro quente?" Jacob brincou.

"Na verdade, sim." Bella respondeu.

"O quê? Com quem?"

"Por que você está tão surpreso? Eu sou tão horrível?" Perguntou uma Bella indignada.

"Claro que não, não seja estúpida. É só que você não esteve com um cara há muito tempo." Jacob disse, a surpresa ainda evidente em sua voz.

"Bem, ele não esteve aqui por muito tempo".

"Quem é? Eu o conheço?" Jacob perguntou curiosamente

"É o novo médico. Filho de Carlisle, Edward Cullen." Bella respondeu.

"Oh. Bem, bom para você, Bella. Espero que ele te trate bem, ou ele terá que se ver comigo." Jacob disse, apenas metade brincando.

Bella apenas riu. "Eu tenho que ir, tenho que me arrumar".

"Ok. Não faça nada que eu não faria." Jacob brincou.

"Isso não diminui exatamente as minhas opções então, não é?" Ela riu.

Edward abriu a porta, seus olhos brilhando de alegria ao vê-la. Estendendo a mão, ele puxou Bella para dentro, fechando a porta atrás dela.

Empurrando-a contra a porta, Edward se inclinou e a beijou apaixonadamente, pressionando seu corpo contra o dela, deixando-a saber o que ela fazia com ele.

Gemendo, Bella envolveu seus braços ao redor do pescoço dele e o abraçou com força, amando a sensação do seu corpo firme contra o dela. As mãos de Edward moveram sobre suas costas antes de descerem para cobrir sua bunda e puxá-la com urgência contra ele.

"Deus, você é tão boa." Edward murmurou contra sua garganta. "E tem um gosto bom." Ele estava dando mordidas suaves no pescoço dela, depois as acalmando com sua língua.

Bella inclinou a cabeça para o lado, expondo mais da sua garganta à boca urgente. "Assim como você." Ela respondeu sem fôlego, esfregando seus quadris nos dele. Ele estava tão duro contra ela, sua necessidade por ela era evidente.

As mãos de Bella agarraram os lados da cabeça dele e ela puxou sua boca de volta para a dela, necessitando prová-lo novamente. Corpos entrelaçados, pressionados contra a porta da frente, não havia um sopro de espaço entre eles. Bella podia sentir seu controle escorregando, e a qualquer momento ela pediria a ele para tomá-la aqui, contra a porta, seu corpo úmido e lânguido de desejo.

Como se sentisse seu controle se esvaindo, Edward se afastou, sentindo escorregar o seu próprio limite. Recuando, ele segurou o rosto dela, ainda respirando com dificuldade. Bella sorriu, seus olhos estavam quase negros de desejo, os lábios vermelhos e inchados dos beijos dele.

"Oi." Ele disse sensualmente, sua voz rouca de desejo.

"Oi para você também. Você cumprimenta todos os seus visitantes assim?" Ela brincou.

"Somente as bonitas." Ele brincou. "Venha para a sala de estar!"

Rindo, Bella se permitiu ser levada pelo resto da casa enquanto Edward mostrava ao redor. Alguns dos cômodos tinham escadas e latas de tintas.

"Minha mãe e Alice estiveram ocupadas. Com um ou dois cômodos ao mesmo tempo".

"Esme fez um bom trabalho em encontrar este lugar para você." Bella comentou.

"Ele me convém. Você quer algo para beber? Que bom anfitrião eu sou! Você esteve trabalhando o dia todo e eu a abordo na porta e nem sequer ofereço um refresco." Ele disse ironicamente.

Bella riu e o abraçou. "Eu certamente não me importei de ser abordada".

"Não diga isso!" Ele gemeu, dando-lhe outro beijo. "Venha." Ele disse, pegando a mão dela.

Ele perguntou sobre o dia dela enquanto preparava a refeição, e Bella contou a ele sobre a visita do pessoal do Serviço Social. "Eu sei que Chelsea estava com medo. Ela pensou que estava em apuros. Eles foram realmente bons. Eles falaram com ela e sua mãe por muito tempo e deram a elas informações sobre as suas opções. Eles também obtiveram informações sobre o pai do bebê".

"Alguma ideia do que elas farão com o bebê?" Ele perguntou enquanto os servia.

"Não. Eu não acho que caiu a ficha ainda".

Depois do jantar, eles sentaram juntos no sofá conversando, o braço de Edward ao redor dela enquanto ela descansava a cabeça em seu ombro.

"Você sempre viveu em Forks?" Ele perguntou, sua mão preguiçosamente acariciando o cabelo dela.

"Não. Eu nasci aqui, mas meus pais se separaram quando eu era criança. Minha mãe mudou para Phoenix. Eu costumava visitar meu pai durante as férias, até que eu tinha 16 anos quando voltei para cá para morar com ele".

"Por que isso? Você não se dava bem com a sua mãe?" Ele perguntou curiosamente.

"Oh, não, nada disso. Minha mãe é um pouco 'espírito livre', mais minha amiga do que mãe de muitas maneiras. Eu tendia a cuidar dela mais do que o contrário".

"Isso não te incomodava? Sendo apenas uma criança?"

"Não realmente. Isso é apenas a maneira que Renée é. Por outro lado, ela era um milhão de vezes mais divertida do que a maioria das mães. Ela não se importava se fazíamos uma grande bagunça fazendo bolos ou obras de arte. Ela aparecia com idéias divertidas, como brincar de se vestir e fazer peças de teatro e coisas assim. Meus amigos da escola amavam vir na minha casa. Eles achavam que minha mãe era a mãe mais legal de todas." Bella disse, sorrindo nostalgicamente.

"Então por que você saiu de lá?"

"Minha mãe casou de novo, com Phil. Ele costumava jogar baseball nas ligas da segunda divisão. Ele precisava viajar com o time e ela queria ir com ele. Era compreensível, já que eles eram recém casados. Eu percebi que ela sentia falta dele quando ele estava fora e achei que seria melhor se eu viesse morar com o meu pai para que eles pudessem ficar juntos".

"Isso foi muito altruísta da sua parte." Ele comentou. "Para uma menina tão jovem".

"Não realmente. Apenas parecia a coisa certa a fazer".

"Como você se ajustou? Phoenix e Forks são pólos opostos. Em quase todos os sentidos".

"Eu tenho que admitir que odiei no início. Era frio e chuvoso e muito verde. Depois de Phoenix, era como um planeta diferente. Eu conhecia algumas crianças das minhas visitas ao longo dos anos, então a escola não foi tão ruim. Foi principalmente o clima. E viver permanentemente com o meu pai era diferente de visitar por algumas semanas".

"Eu posso imaginar. Você vê a sua mãe frequentemente?"

"Normalmente, em torno de uma ou duas vezes por ano. Ela mora na Flórida agora. Eu passarei o Natal com ela e Phil este ano. Ficarei fora por alguns dias".

Edward acenou lentamente. "E o seu pai? Você se dá bem com ele?"

"Sim. Meu pai não é muito falador, então não tente falar com ele sobre sentimentos. Ele simplesmente trava! Mas ele me ama e pode ser superprotetor às vezes. Ele é terrível para cuidar de si mesmo, então eu ainda faço muito isso".

"Não é à toa que você é tão boa com os pacientes. Cuidar das pessoas parece vir naturalmente para você, não é?"

Bella deu de ombros. "Suponho que sim. Essa é parte da razão pela qual eu escolhi esta profissão. Parecia uma extensão do que eu tinha feito toda a minha vida".

"E quem cuida de você?" Edward murmurou, inclinando o rosto dela para olhar em seus olhos.

Bella sentiu como se estivesse se afogando nas profundezas dos seus olhos verdes. "Eu não preciso que cuidem de mim".

"Todo mundo precisa de alguém que cuide deles às vezes, Bella".

"E quanto a você? Quem cuida de você, Edward?"

"Minha mãe, Alice. Às vezes elas cuidam demais de mim." Ele disse ironicamente.

"Você tem uma família maravilhosa, Edward." Ela disse.

Ele assentiu em concordância. "Sim, eu tenho sorte. E mesmo que Alice me deixe louco às vezes, eu a amo muito".

"É difícil não amar, não é?" Ela riu. "Ela basicamente invadiu a minha vida e eu não posso imaginar não tê-la conhecido agora".

Edward riu e apertou o controle sobre ela. "Sim, essa é Alice".

"E você? Onde você cresceu?" Ela perguntou a ele.

"Em Chicago. Eu nasci e vivi lá até que fui para a faculdade. Nada tão interessante como você." Ele declarou.

"Para qual faculdade você foi?"

"Dartmouth. Quando fiquei doente eu voltei para Chicago para fazer o tratamento. Minha mãe me queria perto enquanto eu me submetia à quimioterapia. Uma vez que fui liberado, eu voltei para continuar meus estudos".

"Você deve ter ficado realmente com medo." Bella disse, imaginando um jovem Edward sendo confrontado pelo conhecimento de que tinha câncer.

"Suponho que sim. Para dizer a verdade, eu estava tão ocupado tentando lutar contra aquilo, que eu realmente não parei para pensar em uma alternativa. Se eu tivesse, eu provavelmente teria desmoronado e amaldiçoado a vida e a sorte por ter acontecido comigo".

"Fico feliz que você teve sua família ao seu redor quando estava doente".

Bella sentiu seus olhos caírem enquanto eles conversavam. Tinha sido um fim de semana desgastante, cheio de altos incríveis e alguns baixos terríveis. O topo da sua lista era estar com Edward assim. Ela ficaria feliz em ficar assim para sempre.

Percebendo que Bella não tinha falado por um tempo, Edward olhou para baixo e viu que ela tinha adormecido, seus lábios separados enquanto ela respirava.

Sorrindo com ternura, ele a moveu para que a cabeça dela ficasse em seu colo, uma almofada por baixo. Bella suspirou em seu sono e murmurou algo que ele não conseguiu entender.

Ele passou a próxima hora acariciando gentilmente o cabelo dela, maravilhado com a suavidade sedosa, trazendo fios até o seu rosto para inalar o cheiro de morango.

Edward não conseguia lembrar de se sentir tão contente assim. Apenas sentado aqui, olhando-a dormir, preencheu-o com uma calma que permeava todo o seu ser. Até mesmo o seu desejo constante por ela tinha diminuído, pronto para rugir de volta à vida quando ela olhasse para ele. Ternura tinha substituído o desejo, por agora.

Com a ponta do dedo, ele traçou os lábios cheios, recordando a sensação contra os dele. Como um homem cego, ele traçou os ângulos do rosto dela, comprometendo-se a memorizá-los. Então ele se abaixou e pegou a mão dela na sua, trazendo ao seu rosto e suavemente beijando sua palma.

O movimento fez Bella se mexer e virar-se para ele. Lentamente, seus olhos se abriram. Ele viu o momento em que ela percebeu onde estava quando seus olhos arregalaram de surpresa para a posição que ela estava.

"Oh!" Ela exclamou, lutando para se sentar.

"Shh! Está tudo bem." Ele a acalmou. "Você adormeceu, isso é tudo".

"Adormeci? Por que você não me acordou? Estou tão envergonhada!" Ela gemeu.

Edward riu. "Não fique. Você estava encantadora." Ele a acalmou, acariciando sua bochecha. "Eu gostei de observá-la dormir".

"Eu não disse nada, não é?"

"Você resmungou alguma coisa, mas eu não entendi. Você costuma falar durante o sono?" Ele perguntou curiosamente.

Bella corou quando respondeu. "Eu sou conhecida por manter conversas inteiras enquanto durmo".

"Parece interessante".

"Não, isso é embaraçoso. Quem sabe o que eu direi?" Disse uma Bella mortificada.

Seu rosto estava corado de sono e constrangimento, seus lábios entreabertos. Edward não poderia esperar mais um segundo para prová-los e a puxou em seus braços, suas bocas se encontrando em um beijo feroz que deixou os batimentos cardíacos de ambos descontrolados.

Estava ficando muito tarde quando Bella saiu da casa dele, seu corpo formigando do seu beijo de despedida igualmente devastador.

Bella não sabia quanto tempo mais poderia esperar antes de pedir a ele para fazer amor com ela.

Não muito. Não muito tempo.


Bem, que sufoco esses dois passaram para lidar com a situação de Chelsea! Eu sei que alguns leitores meus não gostam do 'material médico' da fic, mas será assim que eles construirão o relacionamento deles, já que é onde eles passam mais tempo juntos. Mas o romance nunca ficará em segundo plano, acreditem em mim!

É NATAL! Mais um ano passado na companhia mais que agradável de vocês e eu só tenho que agradecer. Esse cantinho me faz tão feliz, vocês não imaginam!

Hoje será o último dia do ano que eu postarei, mas... não será só aqui em BoTM. Vocês terão dois capítulos - isso mesmo, DOIS - de Not Without You de presente de Natal.

Espero que as festas de fim de ano sejam incríveis e a gente se vê em Janeiro - com novidades, claro!

Beijo!

Nai.