- Vamos, galera! Agora falta pouco! Eu sinto isso!
- Daisuke... mais devagar! Nós estamos ficando para trás! – disse V-mon.
- A-Aham... M-minhas p-perninhas estão d-doendo j-já! – confessou Josefa.
- Minhas asinhas também, puro...
- Não dá! O tempo não vai parar para que possamos descansar! Eu também estou farto de caminhar e de lutar. Mas temos que chegar lá agora!
- Ao menos diminua a velocidade, Daisuke! Forçar seu corpo não vai adiantar em nada! Ainda mais com você usando essa essência para nos salvar.
- J-Já e-estou f-ficando c-cansada...
- Não vou agüentar mais, puro...
- Estamos quase lá! Força pessoal! Se conseguirmos nós estaremos livres deste labirinto. Poderemos fugir deste castelo e voltar para casa! – incentivava o escolhido.
- ... Esse é o Dai que eu conheço... – sorriu V-mon, olhando para os outros dois digimons, que devolviam o sorriso.
- V-Vou c-continuar! Q-quero m-minha l-liberdade!
- Daisuke-sama... tem um poder próprio, puro.
- Tem mesmo...
- T-Tem?
- Ele consegue incentivar os outros, puro. Dar ânimo aos demais, puro.
- Isso mesmo. Por isso que o Daisuke é o líder.
- A-Ah...
O grupo percorria um corredor diferente dos demais. Este tinha tochas, piso branco e paredes de tijolo acinzentado.
Nas paredes haviam certos detalhes, pareciam ser esferas e formas geométricas.
As tochas eram brancas.
Seu objetivo estava próximo, todos sentiam isso. Sentiam emanar um poder no final daquele caminho.
Um poder diferente do da essência de Yami.
- ... ALTO LÁ. QUEM SÃO VOCÊS?
- Ahn? Essa voz... – parou o menino. Olhou ao redor.
- O que foi? – perguntou V-mon, parando ao lado do parceiro e atrás deles param Josefa e Puroromon.
- Ouvi a voz de alguém.
-Quem são vocês? O que querem aqui? Saibam que eu não irei deixar os servos daquela bruxa passarem por mim!
- Ei, quem é você? Onde está? – perguntou o goggle boy.
No horizonte surge um vulto, que se aproxima deles. Começa a tomar uma forma, e isso deixa a dupla espantada.
- ... MIYAKO? – disseram, em coro.
- Miyako? Meu nome é MiyaShurimon. Eu sou uma dos digimons sentinelas daqui! – respondeu. De fato, a silhueta era igual a Miyako, porém usava uma vestimenta semelhante a de Shurimon.
- Esse castelo tá repleto de malucos... – concluiu o menino.
- EI, EU NÃO SOU MALUCA! – bufou a sentinela – Vejo que o forasteiro aqui conseguiu passar pelo Liamon, Kuwagamon e Tortamon.
- É, passamos. Liamon foi o mais gentil de todos...
- Ô se foi... QUASE MORRI COM UMA PATADA DELE, NÉ? – resmungou o azulzinho.
- Mas nenhum forasteiro passou por mim até hoje! – aponta o dedo para Daisuke – E você possui a essência daquela criatura em seu corpo.
- É, possuo. Ela me seqüestrou e me obrigou a entrar aqui pra pegar tal objeto poderoso.
- E eu não irei deixá-lo passar!
- ... Sei que não vai. Dessa forma eu vou ter que lutar e te derrotar para conseguirmos passar, não é?
- Exatamente! E acho melhor desistir desde já! Sou a sentinela mais forte que há!
Daisuke a olha nos olhos, sério: - Eu não quero lutar contra você.
- ... Mas terá!
- Eu não sou servo de Yami. E prometi ao Liamon que se me deixasse ir eu não entregaria o objeto a Yami.
- O que? Como ousa ter mentido a ele?
- EU NÃO MENTI! – fechou os punhos com força e a encarou.
- Ela lembra a Miyako... Gh, assim como a Yami lembra a Hikari-chan... Se eu tiver que lutar contra elas... será que serei capaz disso? Será que não vai haver outra sentinela que lembre os nossos outros amigos? Mas que raios está acontecendo aqui? E eu não tenho tempo pra ficar discutindo ou batalhando! Preciso achar essa sala! – Pensou o menino, meio nervoso.
- Não mentiu? Liamon... te entregou a chave? – indagou ela.
- ... Se isso prove que eu estou falando a verdade... – tira a chave de Liamon do bolso e mostra a ela – Agora acredita em mim ou não?
- Bem... isso muda as coisas... É o primeiro humano que vejo aqui, e o primeiro dos servos de Yami que conseguem chegar até a mim.
- Já disse que não sou servo dela. Tou mais pra prisioneiro... *gota*
- Que seja, que seja... Favor me acompanhem. Levarei vocês até o mestre.
- Mestre? – questionou V-mon – Não seria aquele que o Liamon estava se referindo?
- Sim, ele mesmo. Ele quem guarda o objeto. E também mantém Yami presa aqui.
- B-Bom, n-nós c-conseguimos... – Josefa ficou um pouco feliz.
- Sim, sim... Conseguimos, puro.
Então o grupo segue MiyaShurimon, chegando a uma imensa porta de prata. A sentinela se volta a Motomiya:
- Abra a porta, humano.
- Ok... ok... – pega a chave e coloca-a na fechadura. Gira para a direita.
'Click'
- Uh, MiyaShurimon... – falou o azulzinho – O que é exatamente esse objeto?
- ... O mestre irá falar sobre isto, forasteiro. Ele é mais de confiança que aquela criatura horrorosa.
- Hm, eu estou até confuso... Devo ser o único normal aqui. Até o Daisuke está estranho! – pensou ele.
- C-como e-ele é, M-MiyaShurimon? – perguntou a albina.
- Ele é... fantástico~
- ... Puro? – olhou para ela, confuso.
- Ah, o mestre é incrível. E mais poderoso que todos os sentinelas unidos! Ele é o cara!
- Do jeito que ela fala... me lembra a Miyako idolatrando o Ken *gota* - suspirou o menino.
Ele e a sentinela empurraram a porta.
O que estava por trás dela?
Uma sala bem típica de um mago. Carpete azulado no chão, paredes em um tom escuro com tochas brancas...
Algumas estantes repleta de livros, outras com fracos de poções e etc.
No centro haviam um sofá e duas poltronas, na cor branca. Mais pro fundo do local tinha uma mesa de madeira antiga. E na cadeira estava sentado uma figura.
- Mestre Warlock... Um dos enviados de Yami conseguiu derrotar as sentinelas. – anunciou a jovem, se joelhando perante a mesa.
- Hm? Então finalmente ela conseguiu... Achar um indivíduo poderoso para obter o objeto?
- Sim, mestre.
- Epa, eu não estou do lado dela! – pronunciou o menino – Ela me raptou e me obrigou a vir até aqui!
- Dai-chan... Essa voz, não é um tanto familiar? – sussurrou V-mon ao parceiro.
- Bom, pelo jeito que ele fala... Lembra-me alguém... – respondeu de volta.
- ... Por favor, entrem – disse o sujeito, ainda sentado em sua cadeira.
Sem hesitar, o quarteto entra na sala e se sentam no sofá.
Todos, sem exceção alguma, estavam cansados.
- Senhor... – disse Vee – Nos desculpe, mas... Estamos cansados.
- Relaxem. Eu sei o que Yami fez a vocês. – respondeu, se levantando da cadeira e indo em direção deles.
- Finalmente alguém compreensivo. Pensei que nesse castelo só teria malucos e trogloditas feito o José. – suspirou aliviado o goggle boy.
- Não sei se posso confiar em vocês... Mas me digam: O que querem aqui?
- Queremos ir pra casa! Mas a yami não vai nos deixar ir se não entregarmos o objeto e...
- E...?
- ... – o menino arregalou os olhos, olhou BEM pro sujeito – Ichijouji? O que está fazendo aqui?
- ... Eu sou Warlock, o verdadeiro dono deste castelo. – sentou-se na poltrona, de frente para Motomiya & cia.
Mais uma vez, outro habitante daquele lugar maluco tinha a aparência semelhante a um dos amigos de Daisuke. Warlock era parecido com o Ken, mas usava roupas de um bruxo, em roxo azulado. Em sua cabeça usava um típico chapéu de feiticeiro da mesma cor.
- Ahn... Impressão minha ou outra vez encontramos alguém que parece com nossos amigos? – comentou o digimon azul.
- Isso tudo tá ficando mais maluco possível, V-mon! Só falta aparecer mais alguns que sejam parecidos com o resto da turma!
- *Ahem* Yami o capturou? – perguntou Warlock.
- Ah... Sim. O troglodita do José me nocauteou... Acordei neste castelo e não pude sair.
- Hm... aquele lobo sempre partindo pra ignorância... – suspira o mago.
- Warlock... – dirigiu-se V-mon – Se você é o dono deste castelo... Por que está aqui?
O jovem olhou para o companheiro de Daisuke, em silêncio. Respirou fundo e começou a explicar, calmamente:
- Séculos atrás minha família tinha um reino. Esse reino era pacífico e tranqüilo. Um dia eu vi Yami pelos bosques e me apaixonei por ela... Mas a maldita nunca me amou. Ela só ficou comigo por interesses... Nós nos casamos e eu pensei que poderia conquistar o seu amor... Infelizmente sua ganância e cobiça eram maiores. Uma dama tão bela tinha de ser uma interesseira... Ela me enganou esse tempo todo. Só tinha olhos para o poder.
- Depois de alguns anos ela tentou se apoderar da Digital World, apossando-se do objeto mágico. Mas como eu já suspeitava de suas ações, guardei-o no labirinto do castelo e coloquei sob vigia as sentinelas. Porém ela descobriu e veio atrás. Eu a persegui pelos corredores e lancei um feitiço nela.
- Feitiço? Então foi você? – perguntou Daisuke.
- Sim. O feitiço a repele de entrar pela porta. Por segurança eu fiquei aqui, na sala do objeto. E conjurei outro feitiço para tentar remover a entrada... Mas só consegui torná-la oculta. A porta só aparece ao nascer do sol e desaparece ao pôr dele.
- Entendo... Liamon me disse que se levarmos o objeto para fora daqui, o castelo desaparecerá, certo?
- ... Sim, mas o problema é ela. Yami não irá permitir que você saia do castelo. Nem se entregar o objeto.
- Ela não joga limpo. *sigh* Estou preso aqui pra sempre?
- O único modo de sair daqui seria derrotando-a. – o mago levantou-se e andou até um pedestal, com o topo protegido por um vidro de cristal – Mas isso é arriscado demais.
- Liamon também disse... que se eu usar o poder do objeto contra ela... – é interrompido por Warlock.
- O objeto mágico não poderá ser usado por você, humano. Você tem a essência dela em seu corpo.
- Se eu entregá-lo a você, será o mesmo que eu estivesse entregando a ela! E eu não posso fazer isso. Seria um erro fatal.
- Senhor Warlock, o Daisuke não é servo dela! – contestou V-mon.
- Não, V-mon... Ele tem razão. – disse o garoto, cabisbaixo.
- Daisuke! O que está dizendo? Você é de confiança!
- A essência dela que está em meu corpo... Não hesitaria em entregar o objeto ou usá-lo a seu favor. De certa forma, eu não sou confiável.
- Mas...
- Warlock, se puder entregá-lo ao V-mon... Creio que ele possa derrotar Yami. E até a mim, se ela me usar. – ergueu a cabeça, com um olhar sério e determinado.
- O QUE? SE ELA TE COLOCAR CONTRA MIM... EU NÃO CONSEGUIREI LUTAR! – gritou Vee, atônito.
- Não há outra maneira... Se isso acontecer, prefiro que faça o certo.
- Idiota! Não quero que você morra! Nem quero que você seja forçado a me matar!
- Basta – berrou o mago, encarando a dupla – O escolhido sabe o que está dizendo. Não é?
- ... Sim. Essa é a minha decisão. Se ela me forçar a lutar contra o V-mon... não vai durar muito. Eu sinto que a essência já está quase acabando.
- Bem, nesse caso... confiarei em seu digimon.
- Então você pensou nessa hipótese, Daisuke? – perguntou o amigo.
- É. Ou acha que eu iria arriscar nossas vidas nisso? Eu sei o que tou fazendo.
- ... Já arriscou sim. E MUITAS vezes... – suspirou.
- Erm... Mas nós saímos vivos, não é?
- Sim, COM MUITA sorte.
- ... Ok, ok! Mas dessa vez eu gasto toda a essência nisso! É só me segurar o máximo de tempo até que ela acabe!
- Seu plano me parece um tanto arriscado! E a Yami pode te matar!
- Então sugere o que?
- ... Que a gaste agora.
Os dois ficaram em silêncio. Josefa, Puroromon, Warlock e MiyaShurimon os observaram. Só os observaram.
- Você quer gastar a essência, não quer? – disse MiyaShurimon.
- É, se tiver como...
- Use-a agora, Dai! – falou o azulzinho – Assim irá gastá-la mais rápido.
- Se ele fizer isso irá ficar enfraquecido, puro. – explicou Puroromon – Daisuke-sama tem que usá-la quando for necessário, puro.
- ... Lute comigo, humano. – insistiu a sentinela.
- ... Não. Eu não farei isso. – recusou o menino.
- Não tem escolha. Ou é isso ou Yami te fará usar a essência até morrer.
Daisuke ficou calado. Lutar contra um inimigo que lembra tanto sua amiga? Ele não esperava encontrar mais alguém parecido com o grupo naquele lugar.
Nem esperava ser desafiado dessa forma.
Ou ele aceitava...
Ou ele recusava...
Aceitar era a opção correta, e gastar a essência toda numa luta.
Recusar também era certo, mas dessa forma ainda estaria a mercê de Yami, podendo até mesmo matar seu amigo azulado.
- Não tenho outra opção mesmo... Ok... Mas só até essa essência acabar, MiyaShurimon. – disse, levantando-se e saindo da sala.
- Heh.
- MiyaShurimon... – o mago fitou nela – Não exagere. O humano tem que gastar a essência de forma correta. Caso contrário ficará enfraquecido demais para conseguir enfrentar Yami...
- Não se preocupe, mestre Warlock. Sua sentinela mais poderosa não irá desonrar seu nome ~ - jogou beijinhos para ele e em seguida saiu pela porta, atrás do escolhido.
- ... Essa garota é... maluca *gota* - suspirou Warlock.
- Igualzinha a Miyako mesmo. Por isso ela elogiou o mago aí... Ele é a cara do Ken.. *gota* – pensou o dragãozinho.
Os dois se distanciaram da sala, parando na metade do longo corredor.
MiyaShurimon se preparou, idem a Daisuke.
- Antes de começarmos, saiba que precisa gastar a essência de forma sábia. Se usá-la apenas para se livrá-la só irá gastar boa parte de sua energia em vão.
- E qual é a maneira certa?
- ... Esqueça que está lutando com esse intuito. Pense que é para sobreviver e chegar na sala proibida.
- Hm... certo, certo...
- Não pense que eu irei pegar leve contigo... – a sentinela saltou, tirou sua gigantesca shuriken de suas costas e a arremessou contra o menino.
A arma vinha em sua direção, seus olhos fixavam nela. A garota esperava alguma reação antes que seu golpe o acertasse em cheio.
- ATIVA LOGO! – gritou ela.
- Kh!
O garoto se atirou pro lado, e a shuriken encravou no chão. MiyaShurimon aterrissa suavemente no piso e observa ao seu redor, enquanto anda até sua arma.
Assim que estica sua mão para pegá-la, um rápido soco é desferido e a atira contra a parede.
Sim, aquilo era o sinal que Daisuke estava usando a essência outra vez.
- Ei, NÃO FAZ MAIS ISSO, OUVIU? – esbravejou o menino. A chama estava mais forte. Aquilo também havia tornado seu cabelo mais escuro. Sua voz ficou mais séria e um pouco grossa – EU QUASE MORRI!
- Kh... – se levantou – Tá legal... Tá legal... Mas é assim que irá usa-la de forma correta.
- ... Ack... Eu me sinto um tanto estranho... – olhou para a garota.
- Hm... É o efeito total. Incrível como você conseguiu usá-la tão pouco. Mas melhor moderar, isso pode acabar saindo fora do controle. – se levantou do chão.
- C-como assim?
- A Essência de Yami não te deu só "poderes", ela também te alterou. Instigá-la dessa forma pode te deixar fora de si.
- E assim estará sob o controle dela. Realmente estou impressionada com sua capacidade, garoto.
- Fora de si? – fitou o chão – Acha que ela é capaz de me transformar em um de seus lacaios?
- É possível. Nunca vi um humano que pudesse usar a essência. Na verdade, nenhum humano entrou neste lugar antes.
- Viu só? Aquele menininho ao menos ia falar algo-
Sua frase foi interrompida no mesmo instante que sua própria shuriken voou contra si mesma. E numa rápida esquiva safou-se do ataque. A ninja mergulhou no chão e a arma acertou a parede. Levantou-se e viu o punho de Daisuke acertando-a no rosto.
Voou longe. A essência estava no auge. A sentinela se levantou, a tempo de desviar de outro golpe direto.
- GAROTO! NÃO DEIXA A ESSÊNCIA TE CONTROLAR! – tentava pará-lo. Bloqueava alguns golpes, outros a pegava de surpresa.
- ... – ele estava quieto. Parecia estar em "transe".
- MENINO! ME ESCUTA! GAH! – tentava acordá-lo- GAROTO, ME ESCUTA!
Eram gritos percorrendo os corredores.
Os ataques eram mais eficazes que os anteriores. A sentinela nunca tinha visto aquilo antes.
Porém...
- O que... O que estou fazendo? Ela é minha amiga! Ela lembra a Miyako! – dizia ele mentalmente. Era ele mesmo, no estado normal.
- ... Ela é uma inimiga, criança. As sentinelas e o mago são inimigos da mestra Yami. – soou uma voz.
- ... Quem é você?
O cenário muda. Era o interior de sua mente. Daisuke estava no meio de um lugar totalmente branco. Mas ele estava normal. Sem chama, sem voz diferente.
Atrás dele projetava uma estranha sombra. O goggle boy se vira e vê...
- Você!
- Você é a essência da Yami, não é?
- Não. Eu sou você... com a essência de Yami-sama. – a sombra revelou-se ser outro Motomiya, mas este tinha a chama, a voz séria e grossa e o cabelo mais escuro. Além de usar uma vestimenta mais escura, uma jaqueta preta. Seus goggles também eram negros.
- ... Ei cara! Eu não sou assim! E aquela garota estranha lá vai dominar a Digital World se o objeto cair nas mãos dela!
- Pensa um pouco, ô "Daisuke sinistro"... Se você é eu... Então sabe que está agindo de forma errada! MiyaShurimon e Warlock são bonzinhos! Josefa e Puroromon são nossos amigos! V-mon é nosso parceiro!
- E a Yami é a vilã! Acha que se entregar o objeto mágico ela irá nos deixar ir embora do castelo? Acha que ela não vai nos matar assim que obter o que tanto quer?
- Yami-sama é...
- A VERDADEIRA INIMIGA! Cara, eu não sou assim! Então você também não é!
- Eu... kh... estou confuso... O que eu estou fazendo? Eu não posso lutar contra aquela garota.. Ela me lembra a. Miyako... E a Yami a Hikari...
- Mas não são elas. Até parece que a Hikari-chan me ameaçaria... Então, "versão badass minha", o que acha de deixar de cair na lorota da "Hikari invertida" e agir pelo que é certo?
- Motomiya... Daisuke...
- ... Ow, não fica falando assim que eu também não sou retardado *gota*
- E então, o que me diz? – estende a mão direita, abrindo um sorriso.
- Eu... Eu...
A figura sombria criada pelos poderes de Yami olha no fundo dos olhos do verdadeiro Dai. E aos poucos se aproxima dele. Estende a mão e aperta a do escolhido extrovertido.
- Eu sei que o é certo. Yami-sama não é nossa amiga. Afinal, ela nos raptou e forçou a pegar algo do interesse dela.
- Isso aí, cara. Sabia que era um dos meus.
- ... Mas eu sou você!
- Haha... esquece. *gota*
Um brilho envolve os dois. E dentro de poucos minutos os Daisukes se fundem em um só.
- GAROTO! ACORDA! – MiyaShurimon continuava somente nas esquiva, pois mal tinha tempo de contra-atacar.
Até que ela ficou contra a parede. Não havia pra onde ir. A essência o tornou mais forte que a sentinela e isso resultaria no seu fim...
- AHH! – fechou seus olhos, cobrindo-os com suas mãos.
Se...
- ...
- Ahn? – tirou as mãos, abriu os olhos e olhou para frente. Viu o punho do menino parado, um pouco afastado de sua cara.
- MiyaShurimon... – disse ele, no tom normal de sua voz, cabisbaixo.
- G-Gastou a essência...? – perguntou.
- ... – abriu o punho e a pegou pela mão, fitou em seus olhos.
- H-hein?
- Não, mas eu consegui convencer o "outro eu" a mudar de lado. – sorriu.
- ... O que?
- "Ele" percebeu que estava fazendo o errado. A Yami não tem mais controle sob nós dois.
- I-Impossí-
- Ela pegou o cara errado pra transformar em servo. – a chama logo desapareceu de seu olho esquerdo – E eu não posso lutar com uma garota que lembre minha amiga.
- E-eu... – ficou corada. Soltou-se do menino e arrumou seu óculos – E-eu estou impressionada com você, humano...
- Meu nome é Daisuke. Para de me chamar assim, ok? *gota*
- ...Certo, certo... Estou impressionada com a sua capacidade.
- Hehe... – ficou corado com aquele elogio – Era de se esperar isso vindo de mim.
- ... Mas você é um tanto metido! Cadê a humildade?
- ... *sigh* Ela lembra a Miyako de qualquer forma... – resmungou, voltando pra sala de Warlock.
- OOOOW! NÃO ME DEIXA AQUI, NÉ? – pega a Shuriken da parede e sai atrás dele.
Com a essência de Yami agora sob total controle de Daisuke, as coisas parecem estar favoráveis à dupla.
Será que eles irão conseguir derrotar Yami e voltar para casa a tempo?
