Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.
Warnings: linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.
N/A: Olá conterrâneos!
Como vão?
A atualização desta semana, infelizmente, não terá Naruto e Kakashi, porque ficou extremamente grande sem a cena dos dois e eu não poderia encaixar nesse capítulo (vai ser uma cena grande) Se eu fizesse um capítulo duplo não haveria atualização essa semana, então preferi trabalhar com calma para a semana seguinte, ok?
Em contrapartida, estou começando o Gaiden do Itachi. Considerem as cenas em itálicos o passado do Itachi, não necessariamente um sonho, apesar de poder se encaixar nesse contexto em algumas situações.
Oh, sim, vocês ganharam um Lime no fim do capitulo ^^ Então estou deixando advertência pra quem não gosta disso (se não gosta, o que está fazendo aqui? =P). Eu pensei em fazer um lemon, mas optei por deixar o primeiro lemon da fanfic sendo do casal principal. Se houver grande repercussão, é possível que eu faça um lemon deste casal em side-fic correlata.
E, mais uma vez, agradecer aos comentários maravilhosos!
Espero que gostem! Contem-me o que acharam!
Muitos beijos a todos!
HAUNTED
Capítulo IX
Madara estava cansado. Completamente exausto, para ser mais preciso. O trabalho daquele dia havia se mostrado uma grande perda de tempo, já que seus estudos não adiantavam para que aumentasse os conhecimentos e técnicas adquiridas há oito anos. As primeiras experiências já demonstravam os resultados finais e as cobaias já passaram do período biológico correto para o emprego de novos procedimentos, de maneira que com as técnicas atuais diversos danos irreversíveis seriam causados; tais constatações fáticas nada colaboravam com o seu humor.
Droga, mais sete meses de pesquisa jogados fora! – pensou com amargura, abrindo a porta de seu quarto com a chave e adentrando, sem se preocupar em trancá-la atrás de si. Afinal de contas, fechaduras jamais impediriam os residentes daquele local de adentrarem seu quarto quando bem entenderem, apenas costumava trancá-lo por força do hábito.
_ Madara-nii. – levantou o olhar, procurando o dono daquela voz. E lá estava Itachi, deitado em sua cama, aguardando-o com as feições sérias e compenetradas, tal qual fora instruído a se portar em seu treinamento desde os três anos de idade.
Suspirou com amargura, às vezes sentia extrema falta da criança sorridente que Itachi era antes de tudo isso começar, mas sabia que este era o preço a ser pago. A perda da inocência, em troca do seu bem mais precioso de volta; pensar assim fazia tudo valer à pena.
_ O que está fazendo aqui? – questionou ao mais novo como se fosse alguém da sua idade, demonstrando pouca paciência no momento. Sentou-se em uma cadeira próxima, de maneira despojada, descalçando seus sapatos com um movimentar rápido de pés e esticando-os para relaxar.
No fundo sabia muito bem porque Itachi estava ali, já era época dele lhe confrontar devido aos resultados das sessões. As últimas tiveram um impacto grande em sua personalidade, calculava que não demoraria muito para que tivessem essa conversa.
_ Você ama a mim ou a ele?
Bingo, estava certo.
Itachi não era um garoto de muitas palavras, já que falava apenas o essencial; não era o tipo de pessoa que contornaria para perguntar algo assim. Se Madara não o conhecesse desde o nascimento, provavelmente seria pego de surpresa, mas não, não senhores, ele estava pronto para esse confronto: e sabia que seria uma briga das feias.
_ Isso vem mesmo ao caso?
_ Sim. Quero que seja sincero. – o menor ordenou, cruzando os braços e aguardando uma resposta.
_ Itachi, as coisas na vida não são tão simples. – Madara tentou explicar, fechando os olhos e apertando com o indicador e polegar na ponte do nariz. Não possuía muita paciência no momento, mas tentaria explicar. – O mundo não é preto e branco: as nuances se cruzam, o cinza é muito mais presente do que o preto e o branco, essas duas cores geralmente são manchadas. Nada é perfeito.
_ Isso é uma maneira estúpida de tentar contornar a minha pergunta devido ao fato de não saber respondê-la? – o mais velho abriu os olhos, confrontando o olhar feroz de Itachi – Eu ouvi muito bem! A maneira como você fala com ele não é a mesma como fala comigo!
_ Itachi...
O mais novo se colocou de pé em um salto, chutando um banquinho pequeno que estava jogado pelo quarto bagunçado. Itachi estava, evidentemente, furioso. Seria uma visão bonitinha se fosse qualquer outra criança, mas não Itachi: afinal de contas, esse garoto, quando furioso, poderia ser considerado uma arma de destruição em massa.
_ Não me venha com "Itachi"! É o nome dele que você chama quando chega ao orgasmo! Você nunca disse o meu nome daquele jeito!
Madara sentia suas orelhas queimarem. Será que era impossível para o menino compreender o quão errado era uma criança de oito anos proferir tais palavras? Levantou-se lentamente, aparentando calma, como se tais palavras não houvesse causado extremo desgosto em si e caminhou até onde Itachi se encontrava, observando-o durante longos dez segundos.
Tsk... Isso realmente vai doer muito mais em mim do que nele.
Ergueu uma das mãos e deu-lhe um tapa com força no rosto, tão forte que o som ecoou pelo quarto. A cabeça de Itachi virou com força para a esquerda devido à intensidade do castigo físico; e ele não se moveu mais.
_ Porte-se de acordo com sua idade e não como uma prostituta precoce! – Madara falou com veemência, puxando o queixo do mais novo para que este o olhasse nos olhos enquanto proferia suas palavras duras.
Lá estava o olhar brilhante escarlate nos olhos ferozes do pequeno prodígio. Ele o encarou brevemente e, por fim cuspiu o sangue que se acumulara em sua boca em seu rosto, ato este que resultou em um segundo tapa ainda mais forte.
_ Eu não vou me repetir mais Itachi, retire-se daqui. – sua voz soou como um rosnado ríspido, pois a raiva aumentava progressivamente. Sabia que seria mais seguro se Itachi se retirasse o quanto antes.
_ Eu espero que ele nunca tenha te amado, Onii-san. – Itachi provocou, com um sorriso de canto de boca a postos, deixando um traço fino de sangue escorrer no canto de sua boca.
E Madara... Bom... Madara não foi tão piedoso dessa vez.
(***)
Sasuke acordou atrasado para o primeiro emprego e, para sua surpresa, Itachi ainda estava no apartamento. Acostumara-se a levantar e tomar sua primeira refeição do dia sozinho, encontrando o mais velho apenas na hora do jantar. Acreditava que Itachi saia cedo para vigiá-lo em pontos estratégicos, mas, pelo jeito, não foi isso que ocorrera desta vez.
_ Sasuke, precisamos conversar. – Itachi falou mecanicamente.
O Uchiha finalmente percebeu a estranheza da posição do mais velho: ainda estava na cama, mas havia se sentando e abraçado as pernas, descansando a própria testa em seus joelhos. Não havia trocado de roupa ou caminhado até o banheiro, sua mão parecia ter sangrado muito durante a noite, pois os curativos estavam completamente encharcados de sangue.
_ Itachi, eu preciso ir trabalhar, conversamos quando eu voltar. – falou com um pouco de preocupação no tom de voz.
_ Eu já liguei para o seu trabalho e informei que estava doente.
_ O quê? Mas...
_ Sasuke, nós realmente precisamos conversar. Esqueça isso por alguns minutos.
Ele finalmente compreendeu a seriedade da situação, suspirando de leve e sentando de pernas cruzadas na cama para encarar Itachi de frente. Este, por sua vez, levantou o olhar, fitando-o com os olhos extremamente avermelhados aquela manhã. Pouquíssimo ou nenhum tom de preto era evidente em seu olhar, fazendo Sasuke sentir um arrepio e um involuntário desejo de se retirar da cama, mas se manteve firme, tanto pelo seu orgulho quanto pela confiança que adquiria aos poucos em Itachi.
_ Existe uma pessoa que deseja sua morte, Sasuke. – o mais velho falou com a voz extremamente arrastada. Sasuke não sabia ao certo o que falar ou agir. Sinceramente? Tudo parecia extremamente surreal naquele momento.
_ Não sei de onde tem tirado essas informações, mas eu sou um relês...
_ ... Herdeiro da família Uchiha. – Itachi complementou sua frase, retirando seu prendedor de cabelo e ajeitando as madeixas com os dedos. Sasuke apreciou o gesto com um pouco de admiração, já que 90% de seu cérebro estava preocupado em entender a situação – Não convém explicar detalhes, mas creio que ao associar o sobrenome talvez faça a possibilidade de alguém desejar sua morte não ser tão surreal assim, não é mesmo?
Abaixou a cabeça, consultando suas lembranças familiares que há tanto tempo havia deixado de lado em sua memória, a fim de superar a dor da perda. Não gostava de adentrar neste ponto particular de sua vida, mas sabia que a seriedade das palavras de Itachi demonstrava que precisava fazê-lo. No entanto, nada que pudera recordar daria margem a esse tipo de ameaça.
_ Sinceramente não vejo ligação alguma com a necessidade de me matar e o passado de minha família.
_ Como não Sasuke? Esqueceu-se de que eles foram assassinados?
Prendeu a respiração subitamente, encarando-o com olhos assustados. Itachi girou seus orbes em descrença e cutucou sua testa em um peteleco forte, fazendo o mais novo murmurar um pequeno "ai" e ficar mais indignado com o gesto do que surpreso.
_ Tolo, não é preciso ser ninguém especial para saber isso. Qualquer um que consiga acesso a um jornal é capaz de saber desse fato.
_ Eu sei. – Sasuke murmurou emburrado, acariciando a testa. – Eu nunca consigo estágio por causa disso...
Sentia um embrulho no estômago de falar neste assunto, mas estava curioso. Itachi não era o tipo de pessoa que tocava em determinados assuntos para jogar conversa fora, ainda mais em um que era extremamente tabu para o menor. Não precisava ser nenhum gênio para perceber que ele se sentia desconfortável ao tratar da morte dos pais e, por mais imbecil que Itachi pudesse ser às vezes, ele jamais tocaria neste assunto pelo simples prazer de irritá-lo.
_ Bom, mesmo que não saiba os motivos, não é tão difícil compreender que alguém quer ver a família Uchiha morta.
_ Mas a empresa faliu! Mesmo se desejassem nos assassinar pelo patrimônio ou concorrência, eu não possuo mais nenhum empecilho para eles.
_ Errado. – o interrompeu com a voz alta – Posso te garantir, com toda certeza, que há alguém atrás de você.
Sasuke estava prestes a rir de maneira debochada, mas a seriedade no olhar de Itachi fez tal reação se mostrar equívoca e completamente fora de contexto: ele realmente falava sério, não tinha sequer um pingo de dúvida a respeito disso.
_ E você, pra variar, não vai me contar nada além disso, não é?
_ Perfeitamente.
Sasuke deixou seu corpo cair de volta na cama, grunhindo irritado. Odiava esse costume de Itachi de informar as coisas pela metade.
Ora, que bom! Alguém quer te matar e você não sabe quem é, nem por que. Ofereça seu corpo a Itachi, quem sabe assim ele coopere em te dar mais informações.
Eu não acredito que em uma situação como essa você ainda insiste nessa besteira!
Bem... Eu tenho que tentar ao máximo! Até Sasuke ceder, né?
Calem a boca, imbecis!
_ No entanto, vou te contar algumas coisas a meu respeito. – Sasuke sentou-se abruptamente ao ouvir tais palavras e sua mente se silenciou instantaneamente; conseguia até imaginar suas duas parcelas mentais curiosas para ouvir tais palavras e só por isso não o importunavam como de costume. Itachi sorriu de maneira debochada diante a movimentação abrupta – Tão curioso assim?
_ Cale a boca e fale logo.
Itachi riu, divertindo-se com o comportamento hostil de Sasuke e bagunçando ainda mais os cabelos não penteados do mais novo. Sasuke bufou, sentindo-se um mero gatinho irritado que nada de ofensivo tinha a oferecer ao seu dono, sensação que não agradou nem um pouco o seu ego, ainda mais com as provocações das parcelas mentais.
Oh, que meigo! Dono? Gatinho?
Você 'tá ficando mais bicha do que esse cara, Sasuke.
_ Eu estou aqui para te proteger devido minha dívida de vida. Enquanto eu viver, ninguém tocará em um fio de cabelo seu. Não se preocupe: estou atrás daquelas pessoas e me certificarei que você esteja seguro o quanto antes e então desaparecerei da sua vida. – Itachi estava novamente sério. Sasuke sentia seu coração parar uma batida com a mera possibilidade de Itachi deixá-lo para sempre – Todavia, eu preciso de você para que eu continue vivo.
_ O que quer dizer?
_ Bom, deve ter percebido que não sou uma pessoa normal.
_ Não diga? – O Uchiha rebateu, girando o olhar perante tal constatação óbvia. Alguém nesse mundo ainda consideraria Itachi uma pessoa normal?
_ Não entrarei em detalhes a respeito, mas eu fui submetido a uma espécie de tratamento que me deu algumas "vantagens" perante os outros seres humanos.
_ Ok, super-homem, e aí?
_ Você duvida?
_ Você duvida?
_ O quê? – Sasuke questionou, fitando o mais velho nos olhos e percebendo que ele voltara a colocar a máscara da frieza e indiferença.
_ Você duvida que eu consiga? Acha que não sou capaz de te decifrar Sasuke?¹
As palavras de Itachi fizeram Sasuke ter um déjà vu, relembrando a primeira conversa que tiveram naquele apartamento. Tal lembrança lhe fez perceber que realmente não sabia nada a respeito de Itachi, não conseguira decifrá-lo além do que seus gostos musicais e passatempos... Será que o outro havia conseguido desvendá-lo ao ponto de descobrir suas fraquezas?
Tal pensamento fez seu estômago embrulhar, mas ele não iria perder a pose naquela discussão; precisava manter o foco se queria, realmente, descobrir algo a respeito do outro.
_ Lógico, não sou retardado. – rebateu depois de se recompor, aparentemente Itachi não percebera seu momentâneo devaneio.
_ Ok... Vamos fazer um teste, então. – Itachi saiu de cima da cama, puxando Sasuke para que o acompanhasse e, mesmo sem entender o que ocorria, o mais novo o seguiu até o refrigerador, onde guiou sua mão até a porta do eletrodoméstico. – Abra a geladeira e feche-a, o mais rápido que conseguir.
_ O quê? Mas...
_ Faça-o!
Sasuke ainda ficou alguns segundos lhe observando, aguardando uma risada e de um: "é brincadeira". Quando percebeu que Itachi realmente falava sério e então fez o solicitado, balançando a cabeça em descrença.
_ Tá, fiz. E agora, senhor bizarro?
_ Dois potes plásticos de sobras alimentícias, um laranja de formato quadriculado e outro redondo de cor transparente; uma geléia de uva; um ketchup pela metade e maionese em seus 3/4; uma jarra de suco quase no fim, a julgar pelo cheiro é suco de laranja; o bolo que eu fiz semana passada, que por sinal já deve estar uma droga; cinco ovos brancos na porta da geladeira; três latinhas de cerveja; uma caixa de leite vencida há três dias; dois...
_ Você contou tudo isso antes de eu acordar, nem vem Itachi. – falou com calma, cruzando os braços.
Por mais que suas parcelas mentais gritassem em admiração, ele tentava ser o mais racional possível. Era simplesmente impossível perceber esses detalhes com o pequeno período em que a geladeira estivera aberta.
Itachi já previa essa resposta, mas seria mais fácil que Sasuke acreditasse em suas palavras com esse exemplo, por isso havia dado uma chance a esta tentativa.
_ Ok, vamos fazer esse teste novamente com algo que eu não possa "roubar". – puxou-o novamente pela mão, desta vez levando-o até os armários de louça. Retirou um prato de dentro do armário, olhou novamente para Sasuke, e entregou-o em suas mãos – Suba na cama e jogue o prato no chão, ficarei de costas.
_ Itachi, isso é idiotice!
_ Não quer confirmar se eu sou capaz de fazer o que afirmo ser capaz?
_ E o que pretende fazer? Dizer em quantos pedaços o prato se transformou ao quebrar? – o provocou, sabendo que isto era humanamente impossível.
_ Exatamente.
Incrível! – as duas parcelas gritaram, particularmente extasiadas com a certeza na afirmação de Itachi.
Não se deixem ludibriar por esse mentiroso! É um truque o que ele fez com a geladeira, não será capaz de realizar isso.
Então teste-o Sasuke, vamos ver o que acontece.
Sorriu de canto de boca, aceitando o desafio. Subiu acima da cama, aguardou que o outro fechasse os olhos e lhe desse as costas e jogou o prato com força no chão.
_ Quarenta e três pedaços. – Falou instantaneamente, girando os calcanhares e encarando Sasuke novamente, munido de completa convicção no olhar – Eu poderia ajudá-lo a juntá-los, mas você diria que eu roubei.
_ Imbecil... – respondeu, saindo de cima da cama com chinelos e procurando uma vassoura. No fundo acreditava que Itachi fizera essa palhaçada apenas para forçá-lo a limpar sua bagunça e humilhá-lo desta maneira, mas conforme o número de cacos de vidro se aproximava a quantidade referida, mais ansioso ficava.
Não demorou mais do que 10 minutos para limpar completamente o local, surpreendendo-se ao encontrar quarenta e dois pedaços; Itachi definitivamente havia chutado perto.
_ Quarenta e dois, seu chute foi quase certo. – falou em voz alta, colocando o último caco de vidro na pazinha de varrer o chão.
_ Não. E não foi chute. – e então ele caminhou pela primeira vez desde o inicio da experiência, alcançando o criado mudo e retirando um caco particularmente grande debaixo do móvel, colocando-o nas mãos de Sasuke com cuidado para não feri-lo. Sorriu de canto de boca ao observar o olhar assustado do menor. – Quarenta e três.
_ Como fez isso? – Sasuke desesperou-se, largando o caco no chão e sentando na cama para se apoiar, ainda descrente no que acabara de presenciar. – Mesmo se sua visão fosse tão boa quanto diz, você estava de costas!
_ Eu ouvi os cacos, seu movimento, quantas vezes cada um deles quicou no chão. – Itachi constatou minimamente, pegando o vidro cortante no chão e os demais que Sasuke havia juntado e colocando-os no lixo.
_ Isso é impossível! Você chutou! Você...
_ Você realmente quer quebrar toda a louça para ter certeza de que não foi um chute? Eu tenho a manhã toda, sinta-se a vontade. – respondeu com prepotência se virando de costas para voltar ao armário de louças.
O Uchiha colocou-se de pé em um pulo, correndo até o hóspede e segurando seu braço para impedi-lo de destruir seu jogo de cozinha.
_ C-como isso é possível? – perguntou, gaguejando de leve. Itachi encarou Sasuke novamente e este percebeu a existência da marca arroxeada ao redor de seu olho, um pouco mais fraca do que antes, aparentemente os cinco dias não foram o suficiente para fazê-la sumir completamente.
Sem pensar muito, tocou Itachi mais uma vez, desta vez tomando seu rosto com as duas mãos, acariciando a marca com o polegar. Itachi não se moveu, nem aparentou irritação, mas seus olhos mantinham a mesma coloração avermelhada, o que Sasuke inconscientemente estava associando com raiva - mesmo sem ter certeza disso, pois sequer sabia se era mesmo uma emoção.
_ Por que esta me deixando tocá-lo agora, sendo que fui eu quem fez isso em você?
_ Se lembra do que ocorreu aquela noite, Sasuke? – Itachi pegou uma de suas mãos, levando-a até sua boca e beijando as juntas de seus dedos.
Urg! Alerta vermelho! Alerta vermelho!
Não, não, não! Sasuke! Não tire... Oh, que saco. Estraga prazeres.
Instantaneamente o Uchiha arrancou sua mão dos lábios de Itachi, agarrando-a com a outra como se fosse seu bem mais precioso. Itachi pareceu assustado a principio, mas no fim sorriu, balançando a cabeça de leve de um lado para o outro.
_ Não... Amnésia decorrente de álcool deve ser algo extremamente desconfortável de se sentir...
_ Não desvie o assunto! – Sasuke rebateu, sentindo suas orelhas esquentarem. Provavelmente estava vermelho dos pés à cabeça. – Responda minha pergunta!
_ Eu não preciso responder suas perguntas, se lembra? Contente-se apenas com o que eu tenho a lhe dizer e pare de ansiedade. – falou com rispidez, sentando-se no sofá que costumava utilizar como cama até então. Sasuke aguardou alguns instantes, mas repetiu o processo, mantendo a boca fechada numa tentativa de não se envergonhar novamente com palavras mal direcionadas.
Itachi buscou alguma coisa no interior de seu sobretudo, onde parecia haver um bolso interno. Retirou de lá um frasco repleto de comprimidos de cor roxa, balançando-o antes de depositá-lo nas mãos trêmulas de Sasuke.
_ Nisto reside minha existência. – começou a explicar com profissionalismo, apreciando como a coloração nas bochechas de Sasuke diminuía com o tempo. Ainda precisava entender tal fenômeno, provavelmente questionaria a respeito mais tarde. – Sem o contido neste medicamento, meus sentidos vão pouco a pouco perdendo sua capacidade e eu definharei.
_ Bom, então tome os remédios. – Sasuke tentou entregar-lhe o medicamento, mas Itachi recusou o frasco.
_ Se eu tomar esse medicamento vou morrer dentro de quinze segundos.
_ Mas você acabou de...
_ Eu preciso de um hospedeiro Sasuke. Preciso que você tome o medicamento, para que eu sintetize a proteína que ele gerará em seu sangue. Somente com seu sangue eu poderei manter minha vida.
_ C-como assim meu sangue? – disse enquanto se levantava, tentando ao máximo conter o impulso de fugir – O-que quer dizer? V-você é... Você...
_ Fale, em voz alta.
_ V-vampiro?²
Itachi não se aguentou desta vez, dobrando o corpo enquanto gargalhava como nunca rira na vida. Sasuke sentia o desespero sair pouco a pouco de seu corpo, conforme a vergonha voltava para suas entranhas, corroendo-o sem dor.
Depois do que pareceu uma eternidade, Itachi conseguiu se controlar, voltando a manter a expressão séria e compenetrada de alguns minutos atrás.
_ Você realmente tem lido muita ficção, Sasuke.
_ Então seja mais específico!
_ Eu não vou beber o seu sangue, isso seria nojento. – respondeu, balançando a cabeça em imaginar tal situação asquerosa. – Eu vou centrifugar uma parcela de seu sangue, pouca coisa, algumas miligramas, e injetarei em meu corpo o plasma sanguíneo resultado de tal processo. Eu não posso sintetizar tal proteína, mas você; sendo um humano normal, pode. No entanto, eu preciso receber de tempos em tempos tais proteínas, se não acontece aquilo que eu já mencionei.³
_ Mas... Por que eu?
_ Eu preciso confiar em alguém para fazer isso. De que adiantaria a pessoa não tomar o medicamento? Por isso preciso ter certeza de que você tomará os comprimidos. Como convivo com você, será mais fácil de fiscalizá-lo. Ademais, você possui interesse de que eu continue vivo para protegê-lo, acredito que isso por si só seja o necessário para confiar em mim e me fornecer as amostras. E não se preocupe, o medicamento em nada influenciará em sua saúde.
Observou novamente o frasco em suas mãos, se dando conta de que, se fosse do interesse de Itachi, bastaria colocar veneno no lugar de tal medicamento para destruir sua vida. E, sinceramente, tal conversa parecia lorota das boas.
Sasuke... Sinto lhe dizer, mas o episódio com os cacos de vidro já me convenceu.
É, ele definitivamente é uma pessoa especial. Que interesse teria em matá-lo?
E se ele trabalhar para aquele que possui interesse em me matar? E se tudo isso for um plano para me convencer?
Elas ficaram quietas. Sasuke piscou algumas vezes, ainda incerto e Itachi tocou em seu rosto, fazendo-o voltar sua atenção para ele em seguida.
_ Eu não preciso que tome a decisão hoje, mas preciso que saiba que quanto mais o tempo passar, pior eu vou ficar e mais vulnerável você estará sem a minha proteção.
_ O que me garante de que isso não é um truque?
_ Nada... Você precisa confiar em mim. Eu preciso de você assim como você precisa de mim. Nossas vidas estão interligadas agora, quer você queira, quer não.
Itachi parecia sincero, parecia estar falando a verdade, mas uma decisão como esta não podia se ligar minimamente nas aparências.
As aparências enganam, Sasuke sabia muito bem disso.
_ Você duvida que eu consiga? Acha que não sou capaz de te decifrar Sasuke?
E se Itachi o havia decifrado até demais? E se estivesse utilizando seus conhecimentos a seu respeito para brincar com sua pessoa, manipulá-la a agir conforme queria que esta agisse?
Droga, o que eu faço?
Itachi aguardou uma resposta de Sasuke, mas quando percebeu que esta não viria tão cedo, o deixou em seu quarto, se dirigindo ao banheiro para tomar banho antes de fazer um novo curativo em sua mão machucada. Vestiu um par de roupas casuais que havia comprado antes de se mudar para o apartamento de Sasuke e voltou para o cômodo único, encontrando o Uchiha ainda na mesma posição.
Se não soubesse ser impossível, diria que ele sequer havia piscado nesse meio tempo. Suspirou cansado, anunciando sua presença novamente e tratou de caminhar até o fogão.
_ Já que não vai trabalhar Sasuke, venha me ajudar a cozinhar. Preciso que prove a comida e veja se está bom.
_ Você precisa de mim pra isso, senhor perfeito? – ele respondeu com a voz rouca e arrastada, não aquele som de provocação costumeiro. Itachi ergueu uma sobrancelha diante de tal comportamento, mas preferiu não questioná-lo.
Decidiu, por fim, encará-lo nos olhos de maneira extremamente enigmática, sem deixar claro o que sentia realmente.
_ Eu não possuo mais paladar. É o primeiro sentido que se perde depois de algum tempo sem a proteína. – falou casualmente, fazendo Sasuke se arrepiar dos pés a cabeça. O fitou por alguns instantes, voltando suas ministrações nos utensílios domésticos e deixando o Uchiha quieto por alguns instantes.
Apesar de seu silêncio, Sasuke ainda debatia mentalmente a veracidade de tais palavras a pouco assimiladas.
Isso não pode ser verdade...
Sasuke, seja razoável. Você deixou um completo estranho entrar em sua casa, dormir em seu lar e acha que ele vai te matar com um veneninho? Itachi já deixou mais do que provado que é capaz de matá-lo com pouco esforço utilizando as próprias mãos!
Talvez não queira deixar evidências, alguns venenos não são encontrados perícia legista!
Arg, Sasuke, você tem ingerido a comida dele sem checar a procedência!
Talvez tal veneno possua gosto e eu perceberia caso a comida estivesse envenenada antes de engolir!
Sasuke!
E a discussão mental prosseguiu. O Uchiha não retirou os olhos das costas de Itachi, que trabalhava na próxima refeição em silêncio, fingindo não perceber o olhar desconfiado que recebia ao ser analisado dos pés a cabeça.
Suspirou cansado, colocando água em uma das panelas. Sasuke tinha que ceder, tinha que confiar nele. Se isso não acontecesse, tudo estaria perdido...
Tudo.
(***)
Itachi treinava na mata fechada, iluminado apenas pela lua cheia daquela noite e aproveitando a baixa iluminação do céu sem estrelas para exercitar sua visão noturna, a qual havia se mostrado levemente obsoleta na missão anterior. Sentia-se relaxado, realizando os movimentos com precisão e de maneira letal. Optara por exercitar o uso da ninja-to, espada que não utilizava a mais de três semanas e não podia se dar ao luxo de deixar de treinar sua especialidade.
_ Madara, quando vai anunciar sua presença? Estou ficando impaciente. – Itachi falou em voz alta, aparentemente para ninguém em particular, sem deixar de realizar o manuseio da arma branca, sendo estes invejáveis por qualquer espadachim.
Ouviu-se uma risada suave e um barulho de passos quando Madara apareceu, finalmente, em seu campo de visão. Trajava um terno bonito, de marca famosa, o que somado ao seu desaparecimento do refúgio nas últimas duas semanas só podia significar uma coisa: havia trabalhado em uma missão particular... Algo de muito importante acontecera.
_ Sua audição parece estar tão boa quanto sua visão. Fico feliz que os efeitos colaterais não estão presentes, por enquanto. – exclamou ao mais novo, aproximando-se e desviando de um movimento particularmente ameaçador de Itachi. Caso fosse um mero civil, já haveria sido cortado ao meio.
Itachi estava chateado, era o que significava tal audácia. E ele sabia muito bem o porquê.
Agarrou o braço do moreno mais baixo, impedindo-o de se mover com nenhuma dificuldade. Itachi era bom, Madara tinha que reconhecer, mas ninguém era melhor em combate corpo a corpo do que ele.
Derrotado e entristecido com a aparição de Madara justamente naquela noite, Itachi cedeu ao abaixar o braço e guardar a espada em sua bainha.
_ Vou dormir. Está tarde, já deve ser meia-noite. – tentou se desvencilhar de maiores discussões, realmente não queria problemas e brigas tão tarde da noite.
_ Oh sim, já é uma hora da manhã, Otouto.
Itachi levantou o olhar, não acreditando o que ouvia seu irmão falar. Madara nunca, em hipótese alguma, o chamava de "Otouto". Ele sim o tratava como Nii-san quando estavam de bem ou quando era irônico, mas ele jamais respondia ao pronome de tratamento.
_ O que isso significa? – perguntou, com pouco fôlego. Mal conseguia respirar corretamente, sentindo os pêlos de todo seu corpo eriçarem em ansiedade. Madara deu um passo à frente; Itachi optou por parar de respirar para não ter um ataque.
_ Feliz aniversário, Otouto. Hoje você faz quinze anos. – ergueu o queixo do adolescente com o polegar, forçando-o a encontrar seu olhar. Sorriu com ternura. – Significa que não é mais uma criança. É um adulto Itachi... O que quer de presente?
_ Você sabe o que eu quero. – respondeu, desviando o olhar e sentindo vergonha.
Sim, era seu aniversário, ou melhor: o dia que designaram como seu aniversário. A maioria dos anos ele passava com Madara, sem grandes presentes ou comemorações. Outros, passava em missões com pessoas desconhecidas. Com o tempo aprendeu a não esperar grandes acontecimentos naquela data, mas isso não o impedia de se sentir um pouco triste pela rotina inalterada que era o seu aniversário.
Seu desejo de se aproximar fisicamente de seu irmão apenas aumentara consideravelmente durante os anos e as sessões em nada contribuíam para esse aspecto. Madara, no entanto, odiava quando Itachi requisitava uma aproximação ainda maior, chamando-o de criança e discriminando seu comportamento, definindo-o em palavras chulas e violentas. Já fazia uns dois anos que não tocava mais no assunto e nem demonstrava seus anseios, mas tinha certeza de que o moreno mais velho tinha plena consciência de que suas necessidades carnais não diminuíram em nenhum instante.
Seus pensamentos foram brutalmente interrompidos quando sentiu, pela primeira vez em toda sua vida, a iniciativa advinda daquele por quem era apaixonado.
Madara deu um beijo rápido nos lábios do mais novo, apreciando a maciez e textura daqueles lábios com devoção. Afastou-se, soltando o queixo de Itachi em meio ao processo.
_ Como eu disse Otouto, você é um adulto agora. – sorriu, admirando o olhar arregalado e completamente negro de Itachi.
Depois de alguns instantes, o necessário para que aquelas palavras fossem assimiladas, Itachi se jogou nos braços de Madara, abraçando com força o seu pescoço e procurando seus lábios novamente, com um desejo incontrolável formando-se em seu corpo. Gemeu de felicidade e antecipação quando o mais velho, tomando conhecimento de seu desespero, respondeu na mesma medida, abrindo a boca e permitindo a invasão da língua de Itachi pela primeira vez, enquanto envolvia seus braços ao redor da cintura dele, levantando-o um pouco do chão.
_ Eu te amo. – o mais novo falou baixinho após interromper o beijo ardente. Madara sorriu, descansando sua testa na fronte do menor e procurando suas mãos a fim de acariciá-las. Itachi soltou a bainha da espada, que fincou na terra amaciada pela chuva do dia anterior, sequer lembrando o que fazia ali antes desta interrupção magnífica.
_ Você entende agora o que eu quis te dizer quando tinha oito anos de idade? – questionou com a voz doce, mantendo os olhos abertos e fitando a cor ônix do olhar do mais novo. Itachi não tinha nem um pingo de cor de sangue no olhar, deveria estar imensamente feliz naquele momento. E isso era extremamente bom. – Eu amo você na mesma intensidade que o amo e não há porque sentir ciúmes estando na posição em que está.
_ Hai, eu entendo agora, onii-san! – respondeu com um sorriso extremamente verdadeiro nos lábios, como aqueles que costumava sorrir antes de toda essa confusão começar.
_ Então... Quero ver o que você aprendeu nas sessões. – sussurrou no ouvido de Itachi, fazendo-o corar e rir minimamente. Para Madara também não havia sido nada fácil esses anos de separação, tentando manter a distância daquele que tanto desejava perto. Em consequência, ver seu Otouto corar daquela maneira acabara com o resto de força de vontade que possuía.
Sem sequer perceber o que fazia, pegou Itachi no colo e o jogou sobre um de seus ombros, caminhando com passos firmes para dentro do refúgio enquanto o mais novo se debatia sem muita vontade, pelo simples prazer de contrariar. Afinal de contas, Madara tinha a plena consciência de que Itachi poderia se desvencilhar de sua pegada em um piscar de olhos.
_ Eu me lembro de odiar imensamente quando você faz isso! – Itachi gritou em meio a uma risada, pois seu aniki começara a fazer cócegas na lateral de seu corpo.
Madara não respondeu, sorrindo em contentamento e acelerando cada vez mais a passada para o seu quarto. Esperava por esse dia há mais de quinze anos e sabia que Itachi estava igualmente ansioso. E esta noite nada, nem ninguém, impediria seus anseios mais intensos de se tornarem realidade.
Atravessou os corredores vazios com rapidez, dando um chute na porta de seu quarto para abri-la, sem sequer se preocupar se iria destruir o fecho ou não. Mal se lembrara de fechá-la com chave, limitando a fechar apenas com o impacto; estava ansioso demais. Depositou o corpo de Itachi em sua cama de casal com um pouco mais de brutalidade do que o necessário, mas ele não pareceu dar a mínima para o tratamento mais violento. Itachi, em vez de reclamar, retirou os sapatos com um movimentar ágil dos pés; Madara imitou seu movimento.
Subiu na cama ao seu lado; Itachi não perdeu tempo, empurrando-o contra o colchão e passando as pernas ao redor de sua virilha, friccionando sua intimidade encoberta à de Madara, que ardia de desejo. Este, por sua vez, levou as mãos instintivamente até as costas do mais novo, retirando sua camiseta e jogando a vestimenta em qualquer lugar daquele quarto.
Itachi suspirou quando sentiu as unhas de Madara fincarem contra a pele de suas costas, arranhando-o com a pressão necessária para sentir não dor, mas sim um gostoso arrepio, percorrendo a lateral de sua barriga em seguida chegando até o cós de sua calça, procurando o botão com certa urgência. Girou os olhos em êxtase ao sentir a mão de seu Nii-san massagear sua ereção, enquanto tentava abrir o zíper irritantemente teimoso.
Voltou a beijá-lo nos lábios, com força, tesão e vontade. Sem sequer se dar conta do que fazia, usou suas duas mãos para abrir a calça social do mais velho, conseguido liberar a ereção dele ao mesmo tempo em que Madara arrancava sua calça, conjuntamente com sua peça íntima.
O contato entre as duas masculinidades fez com que Itachi visse estrelas – era definitivamente mais intenso do que ele esperava. Arqueou as costas, finalizando o beijo com uma mordida forte e grunhindo aos céus. Madara nem sequer lhe deu o devido tempo para se acostumar com a nova situação e passou a realizar uma masturbação dupla cadenciada e intensa.
Itachi choramingou, deixando seu corpo cair novamente acima do maior, que aproveitou a nova posição para morder e chupar o seu pescoço e lóbulo de sua orelha, inalando o cheiro afrodisíaco que desprendia daquela pele pálida e tentadora.
_ Já fez isso em missões, Itachi-chan? – perguntou depois de uma chupada particularmente forte, com a voz arrastada e mascarada pela luxúria. Itachi sequer conseguia formar palavras, mas se conteve por alguns instantes, respirando fundo e deixando o cérebro trabalhar.
_ Três vezes, todas com mulheres. – respondeu, antecipando a pergunta que viria a seguir. Madara rosnou no pé de seu ouvido, empurrando-o com força e fazendo-o cair de costas no colchão.
Não deu tempo para que Itachi se recuperasse da investida, subindo em seu corpo e arranhando suas nádegas, encarando a ereção mediana, porém extremamente rígida, indicando o início da puberdade. Apertou-a com força com a mão direita, fazendo Itachi gemer e se apoiar em seus próprios cotovelos, encarando-o com os olhos semicerrados de luxúria e paixão. Suas bochechas coradas e o rosto suado pela excitação apenas fazia Madara salivar de desejo.
_ Você me pertence agora, não vai mais realizar esse tipo de missão. Entendeu? – o mais velho lambeu a ereção a sua frente lentamente após proferir tais palavras, desde a base até a cabeça, solvendo as gotículas do fluido perolado e levemente salgado.
Madara não sabia se era o tempo que ficara sem realizar essas atividades ou seu extremo desejo por ter o corpo de alguém tão letal à sua mercê, mas estava precisando se concentrar para não chegar ao orgasmo, mesmo sem estimulação alguma.
Itachi mordeu os lábios abafando um gemido, mas Madara não pareceu gostar de tal gesto, mordendo a parte interna de sua coxa com força e sem qualquer indício de piedade, fazendo-o choramingar.
_ Responda! – ordenou severamente, bem próximo a ereção que suplicava por sua atenção.
Itachi engoliu em seco, piscou algumas vezes e conseguiu juntar as letras para formar palavras simples, mas que seria o passaporte para o prazer.
_ Sim, só seu... Anng... – não conseguiu impedir o gemido de escapulir de forma animalesca de sua garganta, arqueando as costas como um felino quando Madara o engoliu por completo, com uma maestria que ele havia presenciado apenas nas sessões. Céus, como isso podia ser tão melhor do que aparentava ser?
Madara, sem parar suas ministrações, levou a mão direita até os lábios de Itachi, requisitando passagem. O mais novo capturou o indicador e dedo médio com a boca, chupando-os tão intensamente quanto o maior fazia em seu membro. Ele não pode deixar de gemer, mesmo com a carne de Itachi em seus lábios, apenas por desejar que não fosse meramente os seus dedos dentro daquela cavidade tão devassa e promissora.
Em outra situação iria requisitar a troca de favores, mas agora precisava tomá-lo como seu, já esperava por isso há muitos e muitos anos. Retirou os dedos devidamente lubrificados dos lábios finos de Itachi e posicionou-os em sua entrada, penetrando o dedo médio sem grande dificuldade. O adolescente realmente parecia ansiar por esse toque, pois gemeu tão alto que Madara não poderia definir tal som como uma expressão de dor. Soltou a ereção do menor com um barulho de sucção, subindo até ficar cara a cara com o menor, iniciando um vai e vem com seu dedo de maneira rápida. Itachi estava extremamente corado, seus lábios inchados e avermelhados.
O mais velho lambeu os próprios lábios em deleite por presenciar uma visão tão bela e inseriu o segundo dedo com força, mesmo sem perguntar se Itachi estava pronto para isso.
_ Meu! – repetiu com possessividade, lambendo o queixo do adolescente e apreciando a maneira como ele choramingava de prazer com suas investidas rápidas. Chegou até seus lábios, capturando o inferior entre os dentes, fazendo Itachi rosnar em luxúria. – Só meu! – sussurrou, afastando-se o suficiente para encará-lo novamente.
Itachi abriu os olhos, revelando os orbes totalmente cor de carmesim. Era uma figura letal, perigosa e extremamente violenta; e estava abaixo de Madara, completamente dominado. Prazer maior do que este, definitivamente, inexistia na face da Terra. Ambos sorriam de canto de boca e Itachi levou sua mão até a mão direita de Madara, arrancando os dedos de dentro de si enquanto buscava a ereção negligenciada com velocidade, guiando-a para o local onde deveria estar.
_ Meu. – Itachi repetiu as palavras de Madara com a voz rouca de prazer, mordendo seu pescoço, dominando-o mesmo estando na posição submissa.
E depois disso, nenhuma palavra mais fora dita. Afinal, nenhuma palavra necessita ser dita quando duas pessoas se comunicam com os corpos.
(***)
Madara beijava as costas de Itachi com ternura enquanto esse ressonava em seus lençóis, provavelmente em um sono leve, mas com grande quantidade de preguiça para despertar com tal toque suave. Acariciou seu corpo com verdadeira devoção por alguns instantes, até o despertador de seu relógio informá-lo de que estava na hora de sua medicação.
Desligou o sinal estridente e levantou-se da cama, ajeitando sua cueca e calça que sequer havia se importado em tirar por completo devido ao desespero de estar dentro de Itachi. Ninguém deveria estar acordado naquele horário, mas vestiu sua camisa apenas para garantir.
Abriu a porta, pretendendo andar até o laboratório e pegar novas pílulas, as suas haviam acabado no dia anterior. Todavia, ao atravessá-la e fechá-la atrás de si, se deparou com a última pessoa que desejaria encontrar naquele momento.
Orochimaru.
A cobra asquerosa tinha um sorriso prepotente nos lábios, uma das sobrancelhas erguidas com aquele ar de: "eu sei o que você andou fazendo". Riu baixinho, levantando uma das mãos e sacudindo o frasco de comprimidos arroxeados a sua frente.
_ Vim ajudá-lo com a medicação chefe, mas não quis atrapalhar seus 'experimentos'. – falou com ironia, ganhando um olhar severo e assassino de Madara, mas não se importando nem um pouco com o juramento de morte implícito em sua íris.
O moreno mais novo agarrou os comprimidos de sua mão, dando-lhe as costas e retornando para o quarto, batendo a porta com violência. Orochimaru pôde ouvir a voz sonolenta de Itachi e a alterada de Madara; decidiu não espionar mais. Já havia se divertido o suficiente naquela madrugada.
Afinal de contas, as coisas pareciam se tornar cada vez mais e mais interessantes. Ele seria o expectador de tudo isso... Sem sombra de dúvidas.
... Continua ...
¹ Cena do capítulo 4.
² Hauahauhauhauhauhauhauhau! Fãs de Crepúsculo, não me matem! Não aguentei deixar essa piadinha passar! xD
³ Isso não tem nenhum embasamento científico, nenhum mesmo! Estava tentando encontrar uma alternativa biologicamente aceitável desde o primeiro capítulo para fazer a ligação dos dois num processo simples, em que não precisassem de laboratórios para transfusão, etc e tal. Eu não sei os riscos que injeção de plasma sanguíneo e o que isso pode causar a um organismo, mas acredito que provavelmente não seja algo muito saudável (apesar de ter conhecimento de tratamentos ortopédicos com esse procedimento)... Apenas engulam tal explicação e vamos fingir que sou um gênio na medicina, que tal?
Respostas reviews "guest":
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Scar:
Ooooi! Agora fica mais fácil com identificação, ai eu sei quem é quem! o/
Que bom que gostou do capítulo. ^^
Espero que não tenha demorado muito a continuação e que tenha te agradado hehe!
Um beijão! Muito obrigada pela review!
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Tsukisayaka:Oieee! o/
Imagina! Eu não sabia que isso acontecia no Nyah. Até respondi você lá, avisando pra você vir aqui ver essa resposta (nossa que confusão auhauahua) Espero que tenha visto.
Eu nunca entrei em nenhum dos dois sites pelo celular (minto, uma vez só, mas deixei pra mandar a review quando cheguei em casa), nem sei direito como funciona. Mas imagino que você não deva ser a única vítima disso.
Obrigada por ter se esforçado em mandar a review de novo por aqui! *-* Vamos lá então:
Huahauhauhua É, Haunted é uma Uchihacest! O que significa dizer que sim, Sasuke e Itachi são irmãos... A questão toda é entender como isso é possível. E não se preocupe, se você acha que tem desvio mental por gostar de incesto entre os Uchiha, imagina eu que escrevo isso? LoL.
E calma, calma, já já o lemon dos dois vem. ^^
Tomei nota de suas teorias, gostei muito delas! Infelizmente eu sou muito chata e malvada e nunca digo se estão certas ou erradas, mas acho que aí reside a graça de esperar a conclusão da história, não é?
Interessante você ter pontuado a diferença entre os Itachi de Haunted e Pride and Joy, pois isso foi algo que eu tive muito medo de "pecar". Não queria fazê-los iguais, nem o Sasuke, porque acho que o maior erro que muitas ficwriters por aí cometem é continuar mantendo os mesmos personagens, como se fosse uma fanfic da sua primeira fanfic, pecando eternamente em todos os demais trabalhos. Por mais que a primeira fanfic seja boa, ninguém aguenta ler a mesma coisa toda hora. Suspirei aliviada com essa sua parte do comentário, fiquei feliz pacas!
Obrigada pelos elogios a Pride and Joy e as discussões mentais do Sasuke de Haunted... Me divirto escrevendo hahaha.
Kisame nãoooo! Urg! Pode deixar, tenho bons planos pro Naruto, acho que você vai gostar. ^^
Aliás, você presta atenção em detalhes pequenos, como as unhas sujas de terra do Itachi. Gosto disso, muito mesmo!
(sorri maliciosamente com o seu comentário da cena cortada xD)
Não se preocupe, Haunted não terá esse problema. Eu era marinheira de primeira viagem na época de Pride and Joy, não sabia lidar com algumas coisas, por isso cortei aquela cena. Mas se você quiser a cena é só me mandar uma mensagem no Nyah ou me deixar seu email em review (lembrando que o boicota isso, tem que deixar com espaço entre as letras pra ser publicado) que eu envio pra você sem problema algum.
E não se preocupe com relação à review do Nyah, obrigada por ter me avisado a respeito disso, pois eu não fazia ideia.
Muuuuuitos beijos! Espero que tenha gostado da atualização!
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Mara uchiha: Opa, desculpa pelo susto uahauhauhua xD
Madara vai aparecer mais vezes (como deve ter percebido), vai ter que se acostumar com ele viu? ^^
Naruto não apareceu nessa atualização, mas na próxima aparecerá com tudo! Espero que goste (também tenho peninha de escrever ele ;-;).
Então achas que ele é apaixonado pelo Sasuke? Humm... ok (anota no caderninho e faz poker face).
Muito obrigada pelo comentário! Espero que tenha gostado da atualização!
Beijoooss!
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Kaka: Proooooonto, coloquei mais! Que tal? xD
E quem não ama? LOL (conheço umas doidas aí, hereges u.u hahaha)
Um beijo flor! Obrigada pela review!
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Faith: Muuuito obrigada pelo elogio!
Espero que continue acompanhando Haunted e que tenha tido fôlego pra ler Pride and Joy. Espero que tenha gostado dela também, nem que seja um pouquinho. *-*
Muitos beijinhos! Obrigada pelo feedback ^^
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Gobi: Opa, pode deixar! Postei mais, que tal? xD
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Um super beijão a todos vocês o/
