Twilight não me pertence.

Desculpem a demora pra postar, mas estava num processo complicado de mudanças, hihi.

Particularmente, eu acho esse capítulo chato, mas espero que vocês leiam até o fim, huahuahua :D

Não esqueçam as REVIEWS! :*


POV Bella

Edward abria passagem pra mim por entre as samambaias e arbustos na floresta densa e incrivelmente escura, afastando os galhos das árvores mais baixas, e tudo aquilo que eu não conseguia ver.

- Edward, como você ta enxergando essas coisas? Eu mal consigo ver meu pé! – falei.

Ele deu uma risada leve.

- Eu tenho uma visão muito boa, Bella.

Visão boa, sei. Ele não é normal, isso sim.

De qualquer forma, depois de andarmos mais um monte, chegamos a um lugar aberto, onde tinha um pequeno riacho, caindo de uma mini-cachoeira.

Ao redor tinham flores de diversos tipos e pequenas tocas, onde imaginei que moravam pequenos bichos. Era um lugar lindo e se não estivesse tão escuro, eu curtiria ainda mais.

- Uau, que lugar lindo. Pequeno e aconchegante... Adorei. – falei, olhando cada detalhe e confinando à memória.

- Que bom que gostou. Gosto de vir aqui pra pensar – ele disse e sentou, perto do riachinho.

Eu sentei ao lado dele.

- E como você encontrou esse lugar? – perguntei.

- Hm, digamos que adoro andar pela floresta de vez em quando – o sorriso torto apareceu, me deixando repentinamente sem fôlego.

- Mas fale sério: como você encontra esse lugar nesse escuro? Ta escuro demais, Edward! E além do mais, a floresta é muito densa e perigosa. Não tem medo que apareça um leão ou algo assim e te ataque, não?! – perguntei.

Ele me olhou arqueando uma sobrancelha e começou a gargalhar. Não vi onde estava a graça naquilo tudo.

- Qual é a graça? – perguntei.

- Nada, Bella... Só é engraçado ver você preocupada comigo. – ele disse, me olhando com os olhos ardentes e parando de rir.

- Verdade. Deve ser bem engraçado mesmo se preocupar com alguém. Ah, mas espera! Eu nunca me preocupo com ninguém, é aí que ta a graça! – falei meio azeda.

Pensei que ele fosse continuar com o show de piadas gargalhando, mas em vez disso, ele sentou na minha frente, e me olhou sério.

- Isabella... Que gênio você tem, hein?! – ele disse, o olhar penetrando minha alma.

- É. – falei seca.

Ele se aproximou de mim, deixando o rosto a apenas alguns milímetros de mim, me deixando paralisada, conseguindo apenas olhar de volta.

- Sabe que isso me atrai? – ele disse – Nunca tinha conhecido uma garota que me desafiasse, ou que fosse tão pavio curto como eu... E admito que você me irrita, mas eu adoro isso em você.

Ele falou isso sussurrando e eu precisei lembrar de respirar.

- Cara, como você faz isso? – perguntei do nada.

Ele pareceu confuso.

- O quê? – perguntou, o sorriso torto e encantador aparecendo.

- Me deixar assim... sem reação!

- Hm, digamos que é mal de família – ele riu de alguma piada particular enquanto se aproximava de mim novamente.

Dessa vez ele me obrigou a parar de pensar.

Ele se aproximou de mim, inclinando a cabeça pro meu pescoço e vi seus lábios frios entrarem em contato com minha pele subitamente quente demais.

Meu coração disparou e eu senti os lábios frios de Edward beijarem todo o meu pescoço, se detendo na parte em que minha jugular pulsava.

Senti duas coisas pontudas e frias na base do pescoço, no lugar da veia pulsante, e meu corpo me alertou para ter medo, mas a única coisa que eu conseguia sentir era prazer.

POV Edward

O olhar de Bella e a presença dela naquele lugar tão particular me fizeram agir por instinto.

Quando percebi, já estava com os caninos para fora e pronto pra mordê-la.

NÃO, EDWARD! – minha consciência avisou.

Fiquei tenso, rígido... Fechei a boca e me afastei de Bella.

Ela levou algum tempo pra se recuperar e quando me olhou, pareceu se assustar.

- O que deu em você? – ela perguntou, os olhos refletindo meu rosto.

Meu olhar febril mostrava o verdadeiro Edward que há pouco tinha se manifestado. Minha mandíbula trincada, escondia os dentes pontudos e afiados que tinham estado a apenas milímetros do sangue quente e pulsante de Bella.

Eu apenas fechei os olhos e tentei me controlar.

Cacete, POR QUE eu queria me controlar?

Outra vez, era o momento perfeito pra matá-la e eu quase cheguei lá. Ela nem sequer ofereceu resistência ao meu gesto! Era o momento perfeito!

- Nada Bella – falei entre-dentes, guardando meus caninos de volta.

- Você parece meio doentio. – ela observou.

Sufoquei uma risada cretina que queria sair e a olhei.

- Hm, acho que vou pegar um resfriado. – falei.

Ela deu uma risada e me olhou como se eu fosse mesmo doente. É, talvez eu seja.

- Ok. Mas por que estamos aqui no meio da noite, mesmo? – ela perguntou.

Ótimo Edward.

E agora, vai responder o que?

POV Bella

- Er, bater um papinho, que tal? – ele respondeu, me olhando meio afetado.

Eu tentei segurar, juro. Mas a cara de retardado que ele fez foi demais pro meu juízo e eu desatei a rir.

- Qual a graça? – ele riu, mesmo sem querer.

- Bater um papo no meio do mato, à meia-noite, Edward? Francamente, você não sabe mentir melhor não? – falei entre risos.

Ele pareceu envergonhado e eu parei de rir.

- Então...

- Então o que? – ele me olhou meio desconfiado.

- Pra que viemos aqui? – perguntei com cara óbvia.

Ele coçou a nuca, desconfortável e me olhou.

- Digamos que eu tenho insônia e queria ver você. Juntei o útil ao agradável e cá estamos. – ele disse, dando de ombros.

É, como se me chamar pra um passeiozinho no meio da floresta no meio da noite fosse totalmente normal.

- Edward, você não é normal. – eu ri.

E por que diabos eu estava rindo tanto?

- Você nem faz ideia... – ele murmurou.

Tive a sensação que não era pra eu ouvir a última parte, mas não comentei nada.

- Então, Bella... – ele começou.

- Hm?

- O que você gosta de fazer? – ele perguntou – No tempo livre, quero dizer?

Eu o olhei meio cética, mas parecia que ele realmente queria saber a resposta.

Vamos, Isabella, não vai machucar responder as perguntas dele.

- Hm, gosto de praticar algum esporte, ver TV, ficar fazendo nada... – respondi.

- Ficar fazendo nada?

- É... Sabe, olhar pro nada e pensar na vida. Ou simplesmente sentar na calçada e fazer... nada. – eu disse.

Ele piscou algumas vezes e me olhou divertido.

- Depois eu que não sou normal. – ele riu.

- Ah, qual é! – ralhei, rindo – Todo mundo fica sem fazer nada pelo menos uma vez na vida! E é legal, ok?

Depois de rirmos mais um pouco, ele ficou sério, encarando o riacho. Ele parecia travar alguma batalha interna e depois de alguns minutos de silêncio, resolvi fazer algumas perguntas também.

- Edward... você é adotado?

Ele pareceu muito surpreso com a minha pergunta.

- Por que a pergunta, Bella?

- Hm, me disseram que os Volturi te adotaram... Só queria confirmar.

- Hm... Eu sou sim. Meus pais morreram quando eu tinha cinco anos. Os Volturi conheciam meus pais e me adotaram. – ele falou, distante.

- E por que você usa o nome deles?

- Digamos que o nome da minha família deu muito o que falar há muito tempo atrás, muita briga e tudo o mais. Eu prefiro não dizer que sou um deles. Dá menos trabalho – ele disse, com um sorriso.

- E eu posso saber qual seu nome verdadeiro? – sondei.

Ele sorriu, mostrando uma série de dentes brancos e brilhantes.

- Eu poderia até te dizer, mas teria que te matar. – ele disse.

Eu ri, e ele me acompanhou.

- Sério, vai... – eu pedi.

Ele me olhou e após alguns instantes, suspirou.

- Outro dia, Bella. – ele disse.

Me contentei com a resposta dele.

Involuntariamente, bocejei.

- Com sono? – ele perguntou.

- O que você acha? Já são mais de meia-noite! E amanhã temos aula cedo! – eu ri.

Ele deu uma risada sem graça e levantou, me levantando depois.

- Tem razão, vamos embora. – ele disse.

E depois disso, ele estava voltando pelo caminho que viemos. E eu o segui.

Até que ele me deixou no prédio e foi embora.

E eu subi pro meu quarto com uma desagradável sensação: saudade.

POV Edward

Passei a noite inteira na varanda do quarto de Bella, observando-a pelas persianas, vendo-a dormir.

Eu não fazia a mínima idéia do porque eu tinha sido tão franco com ela, ao responder que era mesmo adotado e tudo mais.

Também não fazia idéia do porque me sentia tão bem com ela e por trás disso, o motivo obtuso e estranho de não conseguir matá-la.

Bella dormia tranquilamente, sem se mexer muito.

Por volta das quatro e meia da manhã, saí da varanda, voltando pro meu dormitório.

Não estava a fim de ver nenhum vampiro irritante hoje. Eu precisava descobrir o que estava acontecendo comigo e precisava fazer isso logo.

Quando o dia amanheceu, gemi.

Não poderia ver Bella na aula.

Estava fazendo sol em Forks.

Conte com o inesperado fenômeno para aparecer nos piores momentos...

POV Bella

Acordei com meu celular gritando.

- Alô? – atendi, sonolenta.

- Bella? – a voz de veludo respondeu.

- Edward?

- Quem mais? Diga uma coisa, onde você está? – ele parecia aborrecido.

- Na cama... – bocejei.

- Bella, você sabe que horas são?

- Hm... Não faço idéia.

- Já são quase oito horas Bella. Já estamos na sala de aula e nem sinal de você. Dá pra levantar e vir pra aula? Ou vou ter que te buscar? – ele riu na última parte.

Abri os olhos e constatei que tinha dormido demais.

- OMG! – gritei – Já to indo!

Desliguei o telefone na cara dele, me arrependendo depois. Mas não dava tempo de ligar de novo pra me desculpar. Eu faria isso quando estivesse na sala de aula.

Tomei um banho desajeitado e me troquei enquanto escovava os dentes. Peguei minha mochila e saí correndo do quarto, fechando a porta de qualquer jeito.

Corri o quanto pude, entrando na sala sem a menor discrição.

Ainda bem que o professor ainda não estava na sala. Mas o pior foi ver todos da sala se virarem pra mim, e começarem a cochichar.

Ótimo.

Me sentei na cadeira mal humorada, ignorando o sorriso debochado de Edward e os olhares confusos de Angela e Alice.

Peguei o espelho que sempre levava na bolsa e me analisei. Nada fora do lugar, ainda bem.

E com a minha pressa, era bem capaz de eu ter esquecido algo. Fucei na minha bolsa e descobri que tinha esquecido o dever de casa.

- Ah, que ótimo. – bufei.

- O que foi? – a voz aveludada sussurrando quase me matou do coração.

- Não me assusta assim! – ralhei.

Ele segurou o riso e continuou esperando.

- Esqueci o dever de casa. – admiti.

Ele me olhou com olhos divertidos.

- E agora?

- E agora que eu devo levar uma bela suspensão. Que ótimo! Já estava acostumada a não ficar mais depois da aula... – bufei.

Ele riu do meu desespero, mas antes que pudesse comentar, o professor chegou, afobado pelo atraso.

Sorte ou não, o professor deixou pra recolher os deveres pra o outro dia, já que estava atrasado demais pra isso. Quase dei um pulo na cadeira.

Tão rápido que nem vi, um bilhete caiu no meu colo.

Deu sorte hein!
E.

Sorri e escrevi no verso.

Ainda bem!
B.

Apenas quando joguei o bilhete de volta na cadeira dele, percebi que assinara um "B", ao invés do habitual "I".

É, pelo visto o Edward tinha mesmo mudado minha opinião sobre apelidos.

Sorri sem graça e comecei a prestar atenção na aula.

Na hora do almoço eu estava definhando.

- Que. Fome. – reclamei, a caminho do refeitório.

- Também, Bella... Você acordou e veio correndo pra aula, queria o que? – Edward riu.

Achei particularmente interessante o fato dele ter vindo comigo, Alice e Angela até o refeitório, em vez de ir encontrar seus irmãos adotivos e ficar na mesa com eles.

- Edward, vai ficar na nossa mesa? – perguntei casualmente.

Ele me olhou e pareceu pensar por um momento.

- Acho que não. Preciso falar com Jane e Alec e resolver umas coisas... Vejo você na Educação Física. – ele disse, se afastando de nós.

O olhei desaparecer entre os prédios e quando me virei, Alice me encarava com um sorriso e as sobrancelhas arqueadas.

- Vem cá... O QUE esta acontecendo entre vocês dois, afinal? – ela perguntou.

- Sinceramente? – ela assentiu – Não faço idéia. Mas eu estou gostando.

Alice e Angela trocaram olhares sugestivos enquanto nós íamos até o refeitório.

POV Edward

Depois de resolver com Jane e Alec que me sentaria sozinho no refeitório a partir de hoje à noite, voltei ao refeitório, na esperança de ainda encontrar Bella.

Eu estava me tornando obsessivo.

Quanto mais perto de Bella eu ficava, mais eu queria ficar.

Antes de chegar ao refeitório, reparei o sol querendo sair de novo. Mais cedo, ele tinha sido escondido pelas nuvens e eu fiquei aliviado.

Infelizmente, agora as nuvens pareciam querer sair da frente do sol, e eu praguejei.

Andei rápido, e quando menos esperava, ouvi alguém chamar meu nome.

- Edward!

Me virei confuso, e me deparei com Jasper Hale correndo pra me alcançar, já debaixo da sombra de um dos prédios da Academia.

- Sim?

- Eu vou ser direto – ele disse recuperando o fôlego – Eu preciso de um favor seu.

Arqueei as sobrancelhas.

- Você sabe com quem está falando, Hale?

- Sei. Edward Volturi, o cara mais temido de toda essa Academia. E também sei que você ta interessado na Isabella. – ele falou.

Com essa eu me impressionei.

- O que quer, Hale?

- Eu preciso que você me ajude a reconquistar a Alice.

O olhei incrédulo.

- E por que eu faria isso?

- Por que eu não sei de ninguém melhor pra me ajudar a fazer isso. Por favor, Edward, eu sei que você não vai com a cara de ninguém nessa Academia, mas você é minha última chance de voltar com ela! – ele implorou, juntando as mãos.

Devo admitir que o cara era no mínimo, corajoso.

Mas no que eu poderia ajudá-lo, ainda é um mistério.

Suspirei, apertando a base do nariz entre os dedos.

- Estou ouvindo. – falei, me virando e recomeçando a andar.

Ele me seguiu e começou a falar seu plano de reconquista.

POV Bella

Quando vi Jasper falando com Edward na porta do ginásio, congelei.

O que diabos ele estava fazendo?

Logo depois Jasper saiu correndo e Edward entrou no ginásio, a expressão confusa e divertida.

- Hey! – chamei. – O que você tava falando com o Jasper?

- Hm, sinto muito Bella. Mas é segredo. – ele sorriu.

- Segredo? – arqueei as sobrancelhas – E desde quando você fala com ele?

- Hm, desde hoje. Sinto muito, Bella. – ele disse indo até seu vestiário pra trocar de roupa.

Fiquei parada com as mãos na cintura, sem entender absolutamente nada.

Edward de segredinho com Jasper?

Mas que palhaçada é essa?!

Fui para o meu lugar atordoada, e assim que Edward voltou, a aula começou.

Inútil dizer que eu tentei de todas as formas fazer com que ele desembuchasse o que Jasper falara, e ele não disse uma única palavra.

E eu odeio admitir que estava ficando completamente paranóica pra saber a resposta.

POV Edward

OK. Desde quando eu tinha me tornado amigo de humanos?

E por que diabos eu estava ajudando esse pobre miserável a reconquistar a ex-namorada (que ele mesmo tinha deixado)?

Eu devo ter perdido mesmo a sanidade mental, como disse Jane.

Ou apenas queira viver emoções fortes e entender porque diabos os humanos fazem tudo pra impressionar o sexo oposto.

Por que tanta complicação?!

Por que o cara simplesmente não ia lá e dizia: "Ei, eu gosto de você. Namora comigo?" ou alguma coisa assim?

Os seres humanos são muito complicados.

E ainda falam que a vida é difícil.

Eles é que complicam a vida.

Mas enfim, cá estava eu, ajudando o pobre miserável a comprar um presente pra ex-futura-namorada e mais um monte de coisas que ele tinha planejado.

Você deve estar se perguntando porque diabos eu estou ajudando o cara.

Essa é uma pergunta que até eu estou tentando me convencer da resposta.

Digamos que o tal do Hale sabe como negociar.

Eu ajudo ele com a Brandon, e ele me ajuda com a Bella.

Não que eu precise, mas sabe como é... Ajuda masculina.

Pelo menos foi isso que ele falou.

AH, QUEM EU QUERO ENGANAR?

Eu não faço idéia do motivo de estar ajudando o cara, ok? Me processem.

Mas até que está sendo divertido ver ele suar tanto pra conseguir que tudo fique pronto pra sexta, na hora do jantar.

Eu estou me segurando pra não gargalhar.

Depois de comprar o tal presente, voltamos pra Academia.

- Hey, Edward... valeu por me ajudar... – ele falou, quando chegávamos aos portões da Academia.

- Que seja.

Ele pareceu ficar meio desconfortável dentro do meu carro.

- Hey, você acha mesmo que um anel de brilhantes vai convencê-la a voltar com você? – perguntei, incrédulo.

Qual é, é só um anel.

- Edward, você não conhece a Alice. Ela ama essas coisas. E isso pode não convencê-la totalmente, mas o anel é só um pedaço do plano. – ele disse.

- Espero que saiba o que está fazendo. – falei.

- Eu sei. – ele riu.

Quando chegamos a Academia, ele foi pro dormitório dele. Fingi ir pro meu, mas assim que entrei no apartamento minúsculo, saí e fui correndo até o castelo.

Quando cheguei, Tânia me esperava no meu quarto.

- O que quer? – perguntei, passando por ela em direção a varanda.

Você – ela pensou.

- Conversar. – ela disse com uma falsa cara de inocente.

Estreitei os olhos na direção dela e bufei.

- O que quer, Tânia? – repeti a pergunta, mais severo.

Antes que eu pudesse ouvir seus pensamentos, ela me encurralou na parede, se aproximando de mim sensualmente.

- Tânia, o que... – ela me interrompeu me beijando, antes que eu pudesse fazer algo.

Isso era o ruim de ela ser vampira também.

Ela tinha força, então me segurou, me agarrando e se insinuando, por uns belos segundos.

Eu não sei porque fiquei parado feito um bocó, em vez de empurrá-la, como devia ter feito.

Quando ela se afastou, me irritei.

- POR QUE VOCÊ FEZ ISSO, SUA DESGRAÇADA? – gritei.

Ela se assustou e recuou, me largando.

- Eu... só queria mostrar o que sinto por você, príncipe. – ela disse, cabisbaixa.

Bufei tentando me controlar. Matá-la não ia resolver as coisas.

Ou talvez resolvesse, mas ela ainda me era muito útil.

- Some daqui. E nunca mais ouse fazer isso, entendeu? – falei, a voz irritada e fria.

- Sim, príncipe. – e dizendo isso se retirou.

Ela mal tinha saído, bateram na porta novamente.

- Entre, Aro. – eu disse, ao ouvir seus pensamentos.

Aro Volturi, meu falso pai, entrou, fechando a porta e me encarando logo depois.

- Temos problemas, príncipe. – ele disse.

- Que problemas, Aro?

- Alguns humanos estão chegando perto demais do castelo... E de saber a verdade sobre a batalha.

- Como estão perto de saber a verdade sobre a batalha?

- Alguns livros mitológicos. Alguns humanos descobriram isso e existem livros falando disso. Um grupo que acredita fortemente nos mitos tem investigado. Chegaram a Port Angeles há alguns dias e eu acredito que não leve muito tempo até chegarem aqui. – ele anunciou.

Um rosnado irritado escapou pela minha garganta.

- Quantos humanos estão envolvidos nisso? – perguntei.

- Cerca de vinte. Ou trinta. Ainda estamos checando essa informação. – ele informou.

- E o que sugere que façamos?

- A única saída que vejo é a eliminação.

- De jeito nenhum! – falei – Vinte ou trinta humanos seria exposição demais. Eliminação está fora de cogitação.

Ele concordou e eu pensei por um momento.

- Continue vigiando e me informe todos os detalhes. Se eles chegarem perto demais, nós agiremos.

- Claro, príncipe Cullen. – ele disse se virando para sair.

- Aro? – chamei.

- Sim?

- Lembre-se de não me chamar pelo sobrenome verdadeiro por aí. – alertei.

- Como quiser. – ele disse e se retirou.

Essa é boa. Seres humanos tentando descobrir sobre os vampiros. Só podiam ser suicidas.

Deitei-me na cama e peguei o celular. Percebi que tinha uma chamada não atendida. E uma mensagem.

Tanto a mensagem quanto a ligação eram de Bella.

Sorri internamente e abri a mensagem.

Me ligue assim que for possível.
Bella

Disquei o número.

Chamou três vezes antes que Bella atendesse.

- Até que enfim! – ela disse, ao atender.

- Como sabia que era eu? – perguntei.

- Dã. Eu tenho seu número salvo no celular. – ela disse.

- Hm, enfim... O que queria comigo? – perguntei.

- Conversar. – ela disse.

Fiquei surpreendentemente curioso com a resposta dela.

- Conversar sobre o que?

- Coisas. – ela disse.

Isso me tirou a paciência.

- Isabella, fale logo. O que é? – perguntei.

- Uau, parece que cutuquei a fera. – ela comentou.

- Isabella, o que você quer? – perguntei sem conseguir conter o tom rude da voz.

- Saber o que você tá tramando com o Jasper. - ela disse.

- Isso não é da sua conta. – rebati.

- Edward, por favor... – ela pediu.

- Bella... – eu me odeio. O "por favor" dela me derreteu.

- Hm?

- Eu não posso dizer. Jasper me pediu segredo. Sinceramente, nem sei porque estou ajudando ele. Mas não posso dizer a você o que é. Sinto muito. – falei.

Eu me odeio, eu me odeio, eu me odeio.

Quando foi que eu me tornei tão patético?

- Hm. Tudo bem – ela parecia desapontada, mas aceitou a resposta.

- Bella? – chamei.

- Hm?

- Que acha de outro passeiozinho noturno?

- Não sei Edward. Tenho muito dever pra fazer e além do mais, o último passeio noturno me fez esquecer o dever em casa e chegar atrasada na aula. – ela riu.

Eu ri com ela. É, Edward. Ela é humana, precisa dormir. Ao contrário de você.

- Tudo bem. Quer ajuda com o dever? – ofereci.

Mas que porcaria é essa? Desde quando eu me importo?!

- Hm, claro. Onde nos encontramos?

- Eu vou até seu apartamento. Chego aí rapidinho.

- Ok.

- Até já. – e dizendo isso, desliguei.

Desci a escadaria do castelo e quando saía, Jane me esperava na porta.

- Já vai se encontrar com ela de novo? – ela perguntou, azeda.

- Jane, não enche. – eu disse.

- Edward, você não vê que isso é errado?! Que ela pode te trazer problemas enormes? – ela rosnou.

- Jane, você devia deixá-lo em paz – Alec apareceu e interrompeu a irmã.

- Alec, você concorda com essa loucura? – ela perguntou espantada.

- Jane, eu acho que o Edward tem idade e maturidade suficientes pra saber o que está fazendo. Seja lá qual for o motivo dele passar o tempo com a garota, deixe ele em paz! Ele não precisa de babá. – ele disse.

É por essas e outras que eu prefiro o Alec à Jane.

- Jane, me deixa em paz e vai fazer outra coisa pra passar o tempo, ok? Alec tem toda razão. Eu sei o que estou fazendo. - falei firme.

Depois disso fui embora do castelo.

Encontrei Isabella e fiz o dever com ela.

Nesse meio tempo, me acostumei demais com o cheiro impressionantemente bom do sangue dela e a garganta queimava, mas não chegava a me importar tanto com isso mais.

Enquanto a ajudava com o dever (ok que ela era meio lenta pra entender algumas coisas e eu ri com isso), descobri coisas sobre ela, seus desejos, seus medos...

E odeio admitir isso pra mim mesmo, mas Isabella era a pessoa mais interessante que eu já vira na vida.

POV Bella

Sexta-feira tinha chegado e meu relacionamento com Edward estava se tornando público.

No dia anterior ele tinha sentado à nossa mesa. Não comeu nada, porque disse que estava de dieta... Não acreditei muito, mas deixei passar.

A sexta passou inteira com Jasper ausente da Academia.

Alice estava tentando não demonstrar que estava preocupada, mas não conseguia esconder de mim.

Na hora do jantar, Edward chegou atrasado e eu tive a forte impressão que tinha tudo a ver com o sumiço de Jasper.

E minhas impressões eram sempre certeiras.

- Onde você tava? – perguntei quando ele sentou.

- Por aí, Bella. – ele sorriu.

- Por aí aonde? – insisti.

- Bella, não torne as coisas difíceis – ele rolou os olhos.

Bufei e continuei comendo.

Aí um som incrivelmente alto de orquestra tocando se fez ouvido no refeitório e todos olhamos pra ver quem era.

E Jasper entrou, cantando alto no microfone sem fio com a orquestra atrás dele.

No começo todo mundo olhou pra tentar adivinhar o que ele queria.

Aí ele veio até nossa mesa, ficou de joelhos ao lado de Alice e começou a cantar na maior altura.

Ele até que cantava bem, e Alice ficou tão chocada que ficou apenas olhando pra ele com cara de tacho, totalmente inerte.

Quando ele acabou de cantar, ele tirou uma caixinha do bolso, que tinha um anel de brilhantes.

- Alice, eu sou um idiota – ele começou.

Ela assentiu com a cabeça e Emmett riu.

- Eu nunca devia ter terminado com você. Eu sou um idiota e me odeio por isso. Ficar sem você foi a pior coisa que aconteceu comigo. Sua eletricidade e sua espontaneidade fazem falta demais pra mim. Eu te amo, Alice. Agora eu sei disso. Por favor me perdoa? E volta pra mim? – ele disse, os olhos brilhando de arrependimento.

Alice abriu e fechou a boca várias vezes.

Olhei pra Edward, que apenas observava a cena com uma cara entediada.

Depois ouvi um grito. Quando me virei, assustada, Alice tinha se jogado em cima de Jasper, gritando um "Sim", bem alto.

O refeitório inteiro começou a aplaudir enquanto Jasper beijava Alice e a orquestra começava a tocar uma música romântica e lenta.

Ignorei o casalzinho ternura e voltei a comer.

Todos fizeram o mesmo, mas por dentro eu estava vibrando pela minha amiga.