More Than a Forbidden Love
Capítulo 9 – The Secret
O escândalo estava lançado no mundo dos homens. Fazia quatro meses que todos os meios de comunicação tinham as suas luzes postas sobre a família Uchiha e companhia. Afinal, um uke a pedir o divórcio e um uke a mudar para seme, os dois de boas famílias, era algo quase inédito. Mas naquele momento, o novamente Uzumaki Naruto, estava a ter um problema maior do que tablóides sensacionalistas. O seu problema era com Masao, mais concretamente com os colegas do filho.
Masao aceitara bem a separação de Itachi e Naruto depois de os pais lhe terem explicado tudo, sem mentiras, apenas a verdade. Um psicólogo, bom naquilo que fazia, explicitara-lhes que mais depressa a criança se revoltaria se lhe contassem uma mentira do que se explicassem a verdade. Os adultos tinham sempre a mania de proteger as crianças com mentiras, o que era um erro grave. As crianças percebem mais do que aquilo que os adultos pensam, dissera o profissional. Explicara: "O pior que se pode dizer a uma criança quando alguém morre é que essa pessoa foi para o céu. Para nós esse eufemismo ajuda-nos na dor, mas uma criança não vai perceber isso, nunca vai compreender que uma pessoa que foi para o céu não volta mais, vai estar sempre à espera que essa pessoa volte e nunca fará um luto verdadeiro. Isto apenas para explicar que devemos sempre dizer a verdade e nunca ocultar nada. As crianças são seres racionais como nós e não são de porcelana como nós pensamos que são!"
Só que agora havia mais um novo problema. A criança não estava a chorar, muito longe disso, estava de punho fechados junto ao corpo, enquanto andava de um lado para o outro na sala de estar do novo apartamento de Naruto, mesmo à frente do sofá onde o louro e Sasuke estavam sentados a observá-lo.
– Eles disseram que era uma aberração! - Resmungou. - Por ter dois pais semes! E eu disse: todos nós temos dois pais, aqui ninguém tem uma "mamã" verdadeira. Mas eles não perceberam e continuaram a xingar, então eu...
Então ele saltara para cima dos colegas com força, abrira a cabeça de alguns e ainda partira o nariz de outro. Naruto fora chamado durante o seu serviço no Museu para ir buscar o menino que ficara 48 horas suspenso da escola. O mais incrível é que Masao debatera-se contra quatro colegas e não tinha nem um arranhão.
– Masao, pára quieto. Pareces uma barata tonta. - Comentou Sasuke, abrindo os braços para que a criança viesse sentar-se no seu colo, coisa que Masao fez. - As coisas não se resolvem com os punhos. A violência não serve de nada. Da próxima vez que te falarem mal, ignora-os.
– Mas eles...
– A melhor forma de não arranjar confusão é ignorar. Não te importes com o que eles dizem, querem apenas arreliar-te. Nós não nos importamos com o que dizem, não é, Naruto? - Questionou mirando o louro.
– Er... sim, sim, é. - Ficara tão encantado com a maneira como Sasuke tratava Masao que acabara com uma expressão estúpida na cara, quase a babar-se. - Não ligues nunca ao que esses delinquentes te dizem. O que eles falam não nos atinge.
– O que quer isso dizer? - Perguntou não percebendo a última expressão usada pelo seu papá.
– Significa que eles podem falar o que quiserem sobre nós, mas que nós não iremos ficar ofendidos ou zangados, por que não queremos saber o que eles dizem. Sabemos que o que eles dizem são só asneiras sem sentido.
– Então, o que é que tens de fazer quando ouvires essas baboseiras? - Inquiriu Sasuke o sobrinho.
– Ignorar! - Respondeu dando um pequeno sorriso, o sorriso de quem tinha aprendido uma lição nova.
– Muito bem. - Congratulou-o Sasuke beijando-lhe a cabeça e recebendo também um beijo de Masao. Naruto estava orgulhoso do seu filho, gostava de o ver dar-se bem com Sasuke sem o culpar por ocupar o lugar de Itachi.
– Agora vai despir-te, trás a toalha de banho que vais saltar directamente para a banheira. - Ordenou o louro, para depois ver o pequeno Masao correu para o seu novo quarto. - Obrigado Sasuke.
– Pelo quê? - Admirou-se o moreno.
– Por tratares Masao como se fosse teu filho.
– Bom, ele é teu filho e filho de Itachi, eu amo-o muito, tal como se fosse meu filho. Darei a ele o amor que não posso... - Calou-se, algo doloroso parecia que estava dentro de Sasuke e que ele não se conseguia exprimir.
– O amor que não podes dar a um filho que seja teu? - Completou Naruto com uma interrogação, nunca tinham falado verdadeiramente sobre os sentimentos que tinham sobre essa parte que para sempre ia faltar nas suas vidas. Mas uke com uke não gerava filhos, e apesar de o louro ser agora um seme, ele nascera Uke.
– É... - Confirmou Sasuke, mas parecia que ele tinha qualquer coisa para contar. - Eu...
– Papá já cá estou! - Interrompeu Masao regressado à sala.
– Está bem. - Disse para o filho, mas depois volveu o olhar para o noivo. - O que é que tu ias a dizer?
– Deixa pra lá. Eu depois conto-te. - Virou a cara para o lado, como se de repente tivesse deixado de ter força suficiente para encarar Naruto. O louro achou aquilo estranho, mas resolveu deixar aquela conversa por ali, pois achava que seria algo para Masao não ouvir.
– Masao vai para o banho, já tens 9 anos não precisas que te ensine a abrir a torneira da água quente. - O filho fez uma careta, gostava mais quando o pai louro o ajudava com as coisas, por exemplo, como escolher o shampoo, colocar o tapete antiderrapante, essas coisas chatas... - Vai andando que eu já lá vou ter...
O menino meneou a cabeça e sorriu como se tivesse ganho alguma coisa e abandonou a sala novamente. Sasuke também sorriu. Masao tinha uma personalidade muito parecida com Naruto, tinha comportamentos normais para a sua idade, mas por vezes gostava de agir como um verdadeiro bebé, a hora do banho era um desses momentos, em que se portava como uma verdadeira criança mimada.
– Tu tens algo para me contar, não tens? - O moreno balanceou a cabeça. - Tenho-te visto várias vezes apreensivo com alguma coisa. Vejo várias vezes que me queres contar algo e no ultimo minuto mudas de ideias. Mas como vejo pelos teus olhos que é uma coisa dolorosa eu não me importo de esperar até que te sintas preparado para falar.
– Obrigado Naruto. Eu contarei depois da última audiência no tribunal. - Decidiu Sasuke naquele momento, acabando por confirmar as desconfianças que Naruto tinha. Era um assunto relacionado com Orochimaru.
A cobra tinha aparecido várias vezes ali naquele mesmo apartamento, de tal forma que Naruto apresentara uma queixa contra ele, e o tribunal decretara que ele não se podia aproximar de Sasuke, Naruto, Masao ou Itachi. Se fosse apanhado a menos de 15O metros deles seria imediatamente preso.
Mas as mudanças nesses quatro meses não se tinham ficado pelo divórcio de Naruto, pela sua mudança de "tipo de homem" ou pela acção em tribunal de Sasuke contra Orochimaru, de maneira a conseguir anular o casamento com esse homem e também recuperar os seus bens, ou pela mudança de Sasuke, Naruto e Masao para um apartamento novo, não, as mudanças também tinha chegado a Mikoto. Orochimaru, ao ver que Fugaku não mais lhe obedecia resolvera ir ter com o avô Uke de Masao e contar sobre as várias infelicidades do marido. O divórcio fora o caminho escolhido de Mikoto. Fugaku estava agora a viver às custas de Itachi, que de bom coração lhe dava uma especte de rendimento para sobreviver. Mas o primogénito comprara também um pequeno apartamento ao pai, não o deixando a viver na rua.
A última sessão no tribunal tinha arrasado por completo a figura de Orochimaru. O verídico do juiz fora: prisão perpetua. Orochimaru ficaria para sempre na prisão pelos crimes comprovados de maus tratos, lavagens de dinheiros e outras coisas que tinham sido descobertas, entre as quais a mais chocante era a descoberta que o Uke, que antes de Sasuke estivera casado Orochimaru, tinha sido assassinado, e a morte tinha sido claramente os maus tratos que sofrera. Sasuke soube então a sorte que tivera em sair vivo da casa de Orochimaru.
Sasuke saboreava por fim o sabor da vingança. Depois de anos e anos de profunda humilhação, finalmente aqueles que tinham estado por detrás do seu sofrimento estavam a pagar. O pai Fugaku vivia como um pobretana sem amigos, sem que já ninguém tivesse medo dele, e Orochimaru estava preso, longe do mundo real para sempre. Suspirou calmamente, enquanto observava a rua envolta na noite calma através da janela.
Naruto chegou por trás e abraçou-o. Estavam há cinco meses juntos, estavam noivos, e apesar de ainda serem olhados de lado pela maior parte da sociedade, ninguém era louco o suficiente para fazer mal a um Uchiha ou a um Uzumaki. O moreno também estava com um ar saudável, já não apresentando a magreza excessiva com que saíra de casa de Orochimaru. Agora além de elegante estava imperioso, pensou Naruto, não deixando de lado caminhos obscuros e luxuriosos em que a sua mente andava. E não se sentia minimamente culpado por andar por esses caminhos...
Depressa Sasuke reparou por onde andava a cabeça de Naruto ao perceber uma semi-erecção junto da sua coxa. Sorriu. O louro queria festival e ele não se importava nada em dar-lhe esse festival. Estavam os dois sozinhos em casa, Masao fora passar alguns dias com Itachi, e eles podia aproveitar.
Voltou-se para Naruto e, com alguma brusquidão, beijou-o. O louro puxou-o e eles caíram na cama de casal. Estavam no quarto deles. Naruto ficou por baixo e Sasuke por cima. Começaram por se despir mutuamente, enquanto as suas línguas se tornavam cada vez menos envergonhadas e guerrilhavam numa dança quente entre as suas bocas.
Mal deixou Naruto completamente pelado aos seus olhos, Sasuke abriu-lhe as pernas e posicionou-se entre elas, sem o penetrar, apenas queria que os seus membros se tocassem. Com a ajuda da sua mão direita, masturbou-os em conjunto, esfregando-os um no outro.
– Ahhh... Sasuke... - Gemeu passando as suas mãos pelas costas largas de Sasuke, não se impedindo de lhe carregar as unhas e deixar marcas vermelhas, com se um gato tivesse passado por ali.
O moreno queria ouvir mais aqueles gemidos felinos e másculos, roucos de desejo, entrarem nos seus ouvidos para o deixarem arrepiado e extasiado. Com a língua, deixando um rasto de saliva por onde passava, foi desde da cintura de Naruto subindo em direcção aos mamilos do mesmo. Abocanhou o direito, rodando-o com a sua língua. Com o esquerdo usou os dedos massajar. Naruto grunhia selvaticamente. As mãos bronzeadas do mesmo agarravam nos lençóis tentando conter um orgasmo.
Mas então tudo parou. Naruto abriu os olhos e mirou a cara zangada de Sasuke.
– O que foi?
– Vais ficar apenas ai gemendo? - Questionou. Estava realmente furioso. Estava cansado daquela atitude submissa e entregue de Naruto. - Não vais fazer nada comigo?
– Queres que te chupe o Sasukezinho pequeno? - A mão foi entre as pernas do moreno, massajando o órgão desperto de Sasuke, que era como uma imagem cor-de-rosa pálida, erecta, saída dos boxers e das calças mais ou menos caídas e apertadas nas nádegas do moreno. O moreno arrepiou-se completamente ao sentir o simples toque suave dos dedos de Naruto. Ao vê-lo gemer deliciado, Naruto retirou logo a mão. - Continua o que estavas a fazer...
– O quê? Não! Continua tu a fazer o que começaste! - Demandou Sasuke, agora sim as suas suspeitas estavam todas confirmadas. O louro tinha nojo de tocar-lhe. Provavelmente já nem sequer o que queria possuir, e era tudo por causa de Orochimaru, se calhar tinha ficado demasiado destruído por causa dos abusos, de tal forma que o amado já não o queria. Afastou-se de Naruto, mordendo os lábios, tentando conter as lágrimas. Naruto não o que queria, pensava a sua mente num pensamento doloroso que ele não conseguia afastar. Sentou-se na cama com cabeça entre as mãos.
– Sasuke? - Assustou-se Naruto. - O que se passa?
– Tu já não me tocas como antes! - Declarou o moreno enraivecido, com as lágrimas contidas nos olhos. - Estamos juntos há meses, mas sou sempre eu que controlo tudo. Tu ficas simplesmente à espera das minhas caricias, abres as pernas e deixas simplesmente que te possua. Tu antes não eras assim! Tão submisso, tão enervantemente entregue! Por que não me tocas? É porque cada vez que me tocas imaginas Orochimaru a tocar-me, não é? E isso mete-te nojo, não é? Eu meto-te nojo...
Sasuke já não continha as lágrimas, enquanto falara levantou-se da cama e caminhou para trás olhando para Naruto, afastando-se lentamente da cama. Naruto alarmou-se depois de ouvir aquelas palavras e ergueu-se rapidamente e foi abraçá-lo fortemente, tentando com que ele não fugisse mais, pois sentia que aqueles passos de Sasuke tinham sido para fugir dos próprios pensamentos.
– Não é nada disso Sasuke! - Falou de voz segura junto ao ouvido do moreno, que parecia em choque e não conseguia abraçar o outro de volta. Naruto precisava de se explicar rápido. - Eu amo-te. Nem sequer penso em Orochimaru quando estou contigo. Só penso no quanto tenho sorte por te ter. Que és lindo, maravilhoso e incrivelmente sexy.
– Então por que é que não me tocas? Se não é porque tens nojo, então é o quê? - Nesse momento, Naruto olhou para Sasuke, olhos nos olhos, queria mostra-lhe a verdade das suas palavras.
– Porque tenho medo de te magoar. - Começou por explicar, surpreendendo o moreno. - Sasuke, quando eu e Itachi te retirámos da mansão de Orochimaru, tu estavas realmente muito mal tratado.
– Então quando me tocas tu lembraste disso e é por isso que não me tocas? É por isso que já não me possuis como fazias antes?
– De certa forma. - Admitiu. - Mas não pelos motivos que estás a pensar. Quando te toco tenho medo de perder o controlo. Tenho medo de perder o controlo e magoar-te. Tenho medo de trazer à memória alguma recordação ruim, e tenho medo de que com isso tu me odeies e te afastes. Não te tocando, sendo só tu a tocar-me, eu consigo controlar-me.
– Naruto... - Sasuke elevou uma mão e acarinhou Naruto, compreendendo por fim os receios do noivo e sentido um tremendo amor pelos cuidados que ele tinha consigo. - Mas tu nem sequer me perguntaste se eu queria que te controlasses. Eu não quero que te controles. Eu quero que tu faças aquilo que te apetecer com o meu corpo. Por que eu sei que contigo será sempre tudo maravilhoso.
– Sasuke... - Naruto não se conteve e tornou a abraçar o moreno com um soluço deixando as lágrimas escorrerem pela face abaixo. Sentiu-o naquele momento que eles os dois juntos tinham enfrentado mais uma nova batalha. Não uma batalha jurídica, mas uma muito mais importante, uma batalha emocional. Sabia que lentamente eles teriam muitas outras que teriam de lutar. E lutariam em conjunto. - Eu amo-te tanto!
– Eu amo-te ainda mais. - Afirmou enlaçando os seus braços no pescoço de Naruto e apoiando-se sem medo nele. Naruto nunca o deixaria cair. Beijaram-se candidamente, num beijo doce e calmo, como se se saboreassem pela primeira vez. - Esta noite toca-me. Faz-me teu. Ama-me. Apaga todas a memórias más do meu corpo com o teu corpo.
Sem mais palavras, Naruto puxou calmamente Sasuke de novo para a cama, desta vez sem a pressa com que tinham começado. Com pequenos passos em direcção à cama, nunca parando de se beijar, as mãos de Naruto foram retirando as ultimas peças de roupa que restavam no corpo de Sasuke. Quando se deitou sobre o colchão de lençóis já revolvidos, Sasuke já estava completamente despido, fazendo a sua pele pálida competição em beleza com a pele bronzeada de Naruto.
Naruto postou-se sobre o corpo do moreno. Calmamente, foi distribuindo beijos por Sasuke, começando pela testa do mesmo, descendo pelo nariz, indo aos lábios, trocando uma dança de línguas e continuando pelos pescoço, pelos ombros, atacando os mamilos com os lábios e os dedos, das mãos frenéticas que desciam e o subiam por todos o corpo do moreno. Este gemia baixinho, grunhindo alto quando algum ponto mais sensível era tocado e retocado por Naruto.
Eles ainda estavam erectos pelas brincadeiras que Sasuke fizera mais cedo, por isso, Naruto não teve que se preocupar com os seus membros. Puxou a perna direita de Sasuke para cima do seu ombro, deixando a entrada rosada do amado perante os seus olhos.
– Tens a certeza disto? - Questionou olhando com os olhos azuis cheios de luxuria para Sasuke, enquanto molhava os seus dedos com a própria saliva.
O moreno olhou-o com a cabeça de lado, os cachos negros do cabelo espalhados pelo lençol, os olhos brilhantes e as bochechas coradas de desejo. Sasuke mordeu os lábios encarnados e inchados pelos beijos trocados até ali com Naruto, deu um sorriso completamente maroto.
– Tenho a certeza,sim. - Declarou sorrindo mais abertamente, transmitindo com essa expressão, mais segurança a Naruto.
– Ainda bem... - Naruto baixou-se para beijar Sasuke, ao mesmo tempo que inseria no seu corpo dois dedos. Sasuke gemeu deliciosamente com a invasão, não lhe doía, muito pelo contrário, fazia-o ansiar por algo mais. - Pois acho que já não sou capaz de me segurar mesmo que me digas para eu parar...
– Tsc... pára de falar como se eu fosse virgem, dobe! - Refilou Sasuke, chateando-se com todo aquele cuidado excessivo. - Não sou nenhum boneco de porcelana! Entra logo!
– Ah, agora sim! Já pareces o meu Teme a falar! - Respondeu Naruto com um sorriso enorme nos lábios, ao mesmo tempo que posicionava o seu membro na entrada do noivo.
Tentou entrar lentamente, mas Sasuke, impaciente, deu um movimento de anca e fez com que o pénis do louro entrasse por inteiro, de uma só vez, no seu canal anal. Com aquilo ambos ofegaram alto, como se um choque eléctrico de prazer os tivesse atingido.
– Tu... és louco? Por que fizeste isto? - Questionou Naruto procurando por sinais de que aquilo tivesse ferido o moreno, mas em fez disso recebeu de resposta uma gargalhada alta por parte de Sasuke. Sentindo-se um pouco picado com aquilo que Sasuke acabara de fazer e pela gargalhada do mesmo, resolveu mexer-se, tentando tocar ao máximo na glândula de prazer dentro do moreno.
– Ohhhh... Naru-chan... É mesmo ai... - Gemeu alto Sasuke.
– O que é que me chamaste? - Questionou ao mesmo tempo que mexia o quadril fazendo movimentos completos de fora e dentro.
– Meu... Naru... Naru-chan! - Gritou enlouquecido pelo prazer eléctrico com que o louro lhe estava a presentear. Este começou a mexer-se ainda mais rápido. - Lindo... fofo... Naru-chan! - O ritmo ia aumentando, e quando mais aumentava mais ele se agarrava a Naruto, aproximando os corpos, como se quisesse que se fundissem. - Eu vou...
– Eu também! - Berrou Naruto, ao mesmo tempo que despejava toda a sua semente no interior de Sasuke, que se arqueou completamente e também explodiu.
De banho tomado depois da sessão de amor, apenas vestindo roupões de banho brancos, Naruto e Sasuke pareciam aquilo que eram, um casal jovem e apaixonado, que passeavam pela cozinha do seu recém-comprado apartamento, preparando qualquer coisa para comer. Onde cada vez que passavam um pelo outro trocavam um beijo, ou passavam uma mão pela bochecha do rabo, tudo ao som da música que a estação de rádio local tinha para oferecer.
Depois de comerem foram até à sala onde Sasuke se estendeu no sofá fazendozapping pelos vários canais de televisão. Naruto resolveu deitar-se por cima do moreno, mais ou menos entre as pernas desde, com a cabeça apoiada sobre o peito do mesmo. Estava quase a adormecer, já nem prestando atenção aquilo que passava na televisão quando ouviu o comando da televisão cair ao chão. Viu então que estava a dar uma reportagem sobre aborto na televisão. Quando reparou Sasuke estava a limpar as suas lágrimas.
– Sasuke. - Chamou-o baixinho, depois de desligar a televisão, abraçou-o.
– Tenho algo para te contar Naruto. - Falou Sasuke. - Lembraste daquilo que me disseste no dia em que nos zangamos?
– Lembro-me de tudo. Mas estás a falar do quê explicitamente?
– Eu estava gravido, lembraste?
– Sim, disseste que ias abortar...
– E tu disseste que era um bebé indefeso, que uma criança traria luz à minha vida... Naruto, depois de tu te ires embora, eu achei que tinha perdido totalmente a minha luz. Então eu quis tentar agarrar-me a qualquer coisa. Eu agarrei-me aquele bebé! - Contou, novamente com os olhos em água. Naruto arregalou os seus olhos.
– Tu não abortaste?
– Eu não abortei. Eu fui realmente à clínica, mas disseram-me que eu estava já de três meses, não podia efectuar o aborto. Então decidi ter o bebé, esperei realmente que ele me trouxesse luz. E trouxe Naruto, muita... a minha vida passou a ser em prole daquela criança que crescia em mim... contei a Orochimaru ele pareceu ficar feliz, e de um momento para o outro deixou de me atormentar, até me tratava bem … mas foi apenas uma ilusão! Estava quase no fim da gravidez quando tudo voltou... - Naruto percebeu que ele falava dos maus tratos.
– Perdeste o bebé?
– Não. Mas percebi uma coisa. Não podia ter aquela criança. Estava a fazer uma coisa egoísta se a trouxesse ao mundo. Estava a tê-la para ter uma luz na minha vida, mas isso significava que ela cresceria ao lado de Orochimaru. E Orochimaru fazer-lhe-ia mal. Tenho a certeza. Pedi ajuda ao meu pai, mas ele não me ajudou... ele até me proibiu de falar com o meu pai Mikoto...
– Sasuke...
– Deixa-me terminar. Então pedi dinheiro a Fugaku, muito dinheiro. Pensou que ele soube o que eu iria fazer, mas não disse nada, apenas deu-me o dinheiro. Eu queria fugir, mas Orochimaru avisara-me se eu tentasse alguma coisa, seriam os meus pais e familiares a pagar pelos meus erros. Então em vez disso, esperei pelo parto... - O coração de Naruto começou a bater de tal forma que ele ficou enjoado. - … Paguei a uma médica que dissesse a Orochimaru que a criança tinha nascido morta e para que a escondesse de todos. Sabia que depois de receber esta informação ele nem queria saber mais se eu estava vivo, morto, bem ou mal. E deduzi bem. Assim que me consegui levantar, a médica veio ter comigo com o bebé e entregou-me-o. Levei a criança até um orfanato e deixei-a lá. Deixei o meu filho lá com todo o dinheiro que me tinha restado daquilo que Fugaku me tinha dado, deixei apenas um bilhete a dizer que se chamava Aimi, foi o nome que lhe dei. Esperei escondido até que vi um homem recolher o bebé para dentro da instituição e depois... Vim-me embora. Nunca mais lá voltei.
O moreno parou de contar sentido um nó na garganta tão forte que quase o sufocava. Naruto puxou-o para os seus braços e lá Sasuke desabou completamente, chorando fortemente. O louro suspirou tentando conter a raiva que sentia. Se Orochimaru já não tivesse preso, naquele preciso momento, teria arranjado uma arma, teria ido até a casa daquela cobra e tê-lo-ia matado, mas pela graça divina provavelmente, a cobra estava presa e Naruto livre de fazer uma loucura.
– Era isto que tu tinhas para me contar e que disseste que contarias depois do julgamento? - Questionou Naruto, depois de sentir Sasuke mais calmo.
– Sim... - Murmurou.
– Queres recuperar o Aimi, não queres?
– Quero, quero muito!
– Então amanhã nós vamos buscá-lo! - Declarou apesar de saber que as coisas não seriam assim tão fáceis.
O louro fez um trejeito quase imperceptível de dor. O noivo estava ao seu lado e quase que lhe esmagava a mão. Fazia um mês que todo o longo e moroso processo começara. Eles não tinham ido directamente ao orfanato falar com o director para poderem ver a criança. Primeiro porque sabiam que isso era errado, depois por que o director os mandaria embora, acusando Sasuke de coisas horríveis, quando o único acto que ele tinha feito, fora feito com amor para salvar a criança. Em vez disso tinham decidido consultar o advogado, o mesmo que defendera Sasuke contra Orochimaru. E ele tratava de tudo com os tribunais de forma a tratarem das coisas calma e legalmente. As leis estavam do lado do Sasuke, pois ele era o pai biológico e abandonara a criança por motivo de força maior, mostrando amor e altruísmo.
O advogado falara com o director do dito orfanato e o director pediu por testes de paternidade, estes foram dados, e tudo deu positivo. Tudo estava a ser feito de maneira singilosa, para que jornalistas e coscuvilheiros não soubessem de nada. Depois dos testes, agora o director pedira para falar pessoalmente com Sasuke e era por isso que este apertava nervosamente a mão de Naruto com muita força provocando-lhe dor, enquanto esperavam sentados em duas cadeiras frente a uma secretaria pela chegada do director.
– Desculpem a demora. - De repente a porta do gabinete onde estavam foi aberta e o director, um homem já velho e gordo, que logo à primeira vista deu uma horrível má impressão a Naruto, entrou. Trazia na mão um ficheiro electrónico, que perto da secretaria inseriu num dispositivo. Pouco depois sobre toda a secretaria apareceu uma espécie de ecrã que voava no ar. - Devem de ser os senhores Uzumaki Naruto e Uchiha Sasuke, suponho. - Apertou-lhes as mãos rapidamente.
– Exactamente, somos nós. - Confirmou. - Chamou-nos aqui para falar de Aimi, pressuponho.
– Pressupôs bem. Fiquei terrivelmente chocado quando o vosso advogado me contactou já com a ordem do tribunal para que o menino vos fosse entregue. Acontece que eu tenho que me certificar das coisas antes de agir. Uma criança não é um brinquedo. É preciso prepará-la antes de haver um mudança radical na sua vida. Foi por esse motivo que pedi os testes de paternidade, e foi também por esse mesmo motivo que pedi para falar a sós com o senhor Uchiha.
– Nós compreendemos perfeitamente, afinal é o seu papel proteger estas crianças. - Pronunciou-se Sasuke, apesar de nervoso a sua voz saia com uma confiança incrível.
– Não só para proteger a criança. - O homem falava rápido. - Também para resolver problemas burocráticos. O Aimi estava já em processo de adopção.
– Nós sabemos. Processo esse que já foi cancelado, segundo o que o nosso advogado o Sr. Sato nos informou.
– O Aimi já tinha algum laço afectivo com o casal que o ia adoptar? - Questionou Sasuke, não queria magoar o filho afastando-o de alguém que já amasse como pais.
– Não! Claro que não. Essa aproximação só se faz com a ordem do tribunal e essa ainda não tinha sido dada, pois o casal ainda estava a ser estudado. Não se entrega assim uma criança do nada, é preciso investigar muito bem quem se propõe para ser pai dela. - Sasuke suspirou levemente. - Agora senhor Sasuke, estamos aqui para lhe falar de Aimi e para que você me fale de si. Pode começar por me contar o que se passou no passado para ter deixado Aimi aqui...
Sasuke não se acanhou nem um pouco. Se o director precisava de ouvir a sua versão ele contaria com pormenores e tudo, e foi o que fez.
– Está então a dizer-me que deixou aqui Aimi de maneira a protegê-lo... Devo dizer-lhe que sempre achei que aquela criança tinha sido aqui deixada devido à sua deficiência física.
– Deficiência física? - Preocupou-se Sasuke.
– Não sabia que o seu filho tem uma deficiência física?
– Não, não sabia. - Agora Sasuke mostrava-se verdadeiramente assustado. - O que se passa? O que tem ele?
– Já lhe explico, senhor Uchiha. Agora vamos a outro assunto. O senhor disse-me que o pai de Aimi era o tal senhor Orochimaru. - Sasuke apenas meneou a cabeça. Ele só queria saber o que tinha o seu filho. - Acontece que vendo o Senhor Uzumaki aqui presente poderei questionar se não é ele o verdadeiro pai.
– Não é que eu não gostasse de ser o pai de sangue de Aimi... - Começou. - Mas acontece que também eu nasci Uke, só à pouco tempo mudei o meu estatuto para Seme, apôs a operação para retirar o útero.
– Então explique-me isto... - O director mexeu no computar e depois no ecrã flutuante apareceu uma fotografia que deixou Naruto e Sasuke sem palavras.
– Eu... eu... - Gaguejava Naruto.
– Impossível! - Desacreditou-se Sasuke.
A fotografia mostrava uma criança de três anos, ainda com a cara rechonchuda de bebé. Os seus cabelos eram negros como os de Sasuke, mas a sua pele era bronzeada e os olhos tão azuis como o céu de verão. Tão azuis como safiras, tão azuis e encantadores como os de Naruto. Aquele bebé não era de todo filho de Orochimaru.
Sem se dar de conta Sasuke começara a chorar, era como se tivesse acabado de ser presenteado por um milagre, pois era uma coisa que não compreendia. Começou a fazer contas de cabeça pensando se Naruto realmente podia ser o pai. E sim podia ser. Mas desde quando é que um Uke engravidava de outro Uke? Eles tinham feito amor muitas vezes e Naruto nunca engravidara... Muitas perguntas começaram a ser formadas na sua cabeça...
– Eu sou o pai dessa criança... - Balbuciou Naruto, deixando lágrimas escorrerem pela cara.
– Então os senhores não tinham conhecimento deste facto? - De resposta apenas recebeu dos dois jovens uns balanceares de cabeça negativos. - Os senhores estavam-me a dizer que nasceram ambos ukes, certo? - Novamente balancearam as cabeças, mas desta vez de maneira afirmativa. - Isso pode explicar o porquê da deficiência física de Aimi...
– Fale de uma vez! O que tem Aimi!? - Ordenou Sasuke, deixando o choque de parentesco um pouco de lado.
– O vosso filho nasceu sem pénis. - Os dois homens frente ao director arregalaram os olhos. - Ao que parece isso não é impedimento para fazer chichi, ele continua a fazer chichi. Na realidade, Aimi é um menino muito esperto, com um intelecto excelente. Apenas nasceu diferente. Agora a pergunta que se impõe é: vocês tão dispostos a levar um deficiente para casa?
O moreno não se conteve, levantou-se de onde estava e espetou um murro na cara do director, Naruto teve que o agarrar para que ele não agredisse ainda mais o homem.
– Volte a chamar o meu filho de deficiente e eu parto-lhe a cara toda! - Rugiu. Depois desta explosão o director teve a resposta que procurava: Sasuke estava apto de levar Aimi para casa, para lhe dar amor, carinho, e acima de tudo protecção.
– Esperem aqui. Vou buscar Aimi para vos conhecer. - Falou o director deixando o casal sozinho no gabinete. Regressando alguns minutos depois com uma criança, que nem um metro tinha, pela mão. - Aimi, estes são os senhores Naruto e Sasuke.
A criança vinha taciturna e de olhos no chão, como se tivesse ali contrariada, mas quando elevou os olhos para ver o casal de noivos, a sua cara encheu com um sorriso enormes. Virou-se a cara para o director e perguntou:
– Papás?
– Sim, somos os teus papás. - Respondeu Sasuke, nem dando tempo para que o director respondesse, logo a criança se soltava do director, e sem receio, como se tivesse estado sempre à espera que Sasuke o viesse buscar lançou-se nos braços do seu papá e nunca mais o largou. Tanto que, mesmo contra a vontade do director, a criança foi para a sua verdadeira casa naquela mesma tarde.
Mas se eles achavam que as surpresas desse dia tinham terminado por ai, estavam completamente enganados.
– Aimi amanhã vais conhecer o teu irmão mais velho. Achas que vais gostar de ter um irmão mais velho. - Perguntou Naruto, enquanto despia o menino na casa de banho para o depois meter dentro da banheira, que estava lentamente a encher-se de água quente. Tirou-lhe primeiro a camisola.
– Eu gostar. - Sorriu animado, sem qualquer vergonha, como se tivesse estado sempre com Naruto e Sasuke.
– Amanhã vai ser um dia muito longo. - Comentou Naruto, mais para si do que para o filho. - Vais conhecer a família, vais comprar roupas novas, e muitos brinquedos...
– Dia longo... - Repetiu gargalhando depois. Por fim a criança estava completamente despida. E Naruto tinha a prova. Era verdade, o menino não tinha pénis. Beijou-lhe a cabeça e segurou-o ao colo, enquanto verificava se a água estava com uma boa temperatura. Estava morna, mesmo no ponto. - Banho! Banho! - Brincava a criança quando Naruto a colocou na água. Chapinhou e rebolou dentro da água, completamente feliz.
– OH MEU DEUS! - Berrou Naruto caindo no chão da casa de banho.
– Papá? - Questionou Aimi olhando para Naruto piscando os olhos sem perceber o que ele estava a fazer sentado no meio do chão.
– Naruto? Passou-se alguma coisa? - Sasuke viera a correr ao ouvir o berro do noivo.
– Sasuke... - Gemeu Naruto, olhando para o moreno de olhos arregalados. - Nós não tivemos um filho... nós tivemos uma filha! É uma menina!
Automaticamente Sasuke ficou assombrado. Precisavam de respostas e rápidas para aquele fenómeno. Enquanto isso Aimi sorriu-lhes e continuou a chapinhar a água do banho, não se importando nada em mandar água pelas bordas foras; afinal era tão engraçado ver a água a saltar.
Continua...
