Capítulo Oito – My Love

Downtown San Francisco, Fevereiro de 2011. San Francisco, CA.

Apesar de ainda ser inverno no hemisfério norte, a quarta cidade mais populosa dos Estados Unidos não podia ser considerada uma cidade fria. Tendo começado o segundo mês do ano de 2011 há apenas onze dias, ainda estava consideravelmente quente por ser inverno; vinte e cinco graus. Isabella suspirou, agradecida pelo sistema de ar-condicionado instalado no interior da loja em que trabalhava, e organizou alguns jogos que um garoto havia bagunçado há poucos segundos. Estava faminta, mas sabia que não poderia comer tão cedo. Hoje não estava sendo um dia bom. Ela mal havia saído da faculdade e correu até o ponto de ônibus, sabendo que se perdesse aquele, teria que gastar muitos dólares chamando um táxi. Todavia, uma rota que duraria cerca de quarenta minutos da Universidade Estadual de San Francisco até o Westfield San Francisco Centre – shopping onde a morena trabalhava em uma loja de games – acabou durando cerca de uma hora e dez minutos devido ao trânsito infernal que resolveu tomar conta das ruas de SF, o que fez com que Isabella não tivesse seu período de almoço ao lado de seu namorado e agora, além de estar estressada por não vê-lo, estava faminta.

Sorriu de qualquer jeito, e sem muita vontade ao terminar de organizar os jogos e olhou ao redor da loja; estava completamente vazia. Correu até um de seus colegas de trabalho – Chase – e imlporou pra ele lhe dar cobertura enquanto ela corria até ao A&W mais próximo e pegasse um combo de bacon e ovos.

- Tudo bem – respondeu após Isabella praticamente ajoelhar. – Só não demore mais do que dez minutos.

- Obrigada, obrigada, obrigada! – berrou, antes de correr pelo pátio principal do shopping até a saída para que pudesse comprar comida.

Achou uma lanchonete próxima ao shopping e parou ali mesmo, pegando o suficiente para enganar sua fome por alguns minutos, mas prometendo ao seu estômago faminto que compensaria tal coisa mais tarde, antes de correr de volta para a loja cerca de onze minutos depois. Bom, Chase não a mataria por atrasar um mísero minuto. Pelo menos ela esperava que não. E ela acertou, entrando na loja logo depois e dando um sorriso quadrado – porém satisfeito, por ter comido algumas batatas fritas e ter tomado um copo de coca cola – para o garoto que sequer havia visto a morena retornar, uma vez que estava concentrado demais em algum jogo novo que havia chegado à loja.

Isabella voltou para sua posição original, sentada em uma cadeira giratória atrás de um balcão, mas logo se viu entediada demais e resolveu organizar a prateleira vazia com os jogos novos que haviam chegado mais cedo. Porém, encarando uma embalagem de algum jogo qualquer na edição especial para o mês de fevereiro, logo se viu perdida, ao se lembrar que, por estarem em tal mês, o dia dos namorados estava próximo. E isso automaticamente a fazia se lembrar de algumas semanas atrás…

A data era cinco de janeiro de 2011 e o recesso de fim de ano já havia acabado, de forma que as aulas na Universidade Estadual de San Francisco já haviam voltado. Edward andava pelo campus completamente afoito e ansioso, não vendo a hora de se encontrar com sua namorada. A mesma havia aproveitado os minutos livres – já que Edward não havia chegado para assistir as primeiras aulas – antes de a próxima aula começar e estava na biblioteca estudando um pouco para a próxima prova.

Não muito tempo depois, escutou passos apressados indicando que alguém se aproximava, e sorriu ao ver o namorado parado a sua frente. Ele possuía um sorriso nervoso, feliz e, ao mesmo tempo, ansioso no rosto. Ela sorriu de volta, sem entender muito bem o motivo daquilo.

- Está tudo bem? – ela indagou, ainda segurando o livro que contava sobre a época em que Hitler esteve em Paris durante a segunda guerra mundial.

- Quero te contar um segredo – ele sussurrou antes de olhar para os dois lados para se certificar que não havia ninguém perto, e ela mordeu os lábios, completamente ansiosa, quando ele se aproximou e retirou o livro das mãos pequenas dela.

- Um segredo?

- Sim – respondeu e se aproximou mais, levando os lábios até o ouvido dela e então sussurrou: – Eu te amo.

Por mais que Isabella soubesse muito bem sobre o sentimento de Edward por ela, uma vez que ela também sentia o mesmo, aquela era a primeira vez que ele dizia aquelas três palavras, e aquilo fez com que o coração da morena acelerasse e um sorriso satisfeito crescesse nos lábios ansiosos por um beijo.

- Você é péssimo para guardar segredos, já te disseram isso? Eu já sabia disso há muito tempo – falou convencida, puxando-o pela camisa para se aproximar e então, antes de beijá-lo, o encarou. – A propósito, eu também amo você.

E então, sem se importarem pelo fato de estarem em uma biblioteca, colaram os lábios em um beijo apaixonado.

Isabella suspirou romanticamente, retornando à realidade após minutos imersa em uma lembrança não tão distante, e voltou a organizar mais alguns jogos da loja, sentindo-se melhor por saber que seu expediente acabaria logo. Não estavam em uma época de muito movimento – as floriculturas estavam ganhando muito mais –, então a loja passava o dia praticamente deserta.

- Com licença, mas a senhorita poderia me informar em qual parte da loja eu encontro o jogo twister na versão lençol de cama? – Uma voz conhecida perguntou próxima ao ouvido da morena, que apenas sentiu um arrepio percorrer seu corpo.

Poderia ficar irritada por um cliente aparecer logo quando ela estava prestes a deixar o local, mas não havia maneira alguma de ela ficar irritada com o dono daquela voz que mexia tanto com ela.

- Hmmm… twister versão lençol de cama, uh? – murmurou, virando-se para seu namorado que a olhava sedutoramente.

- Estava pensando em brincar com a minha namorada formiguinha hoje à noite, sabe?

Bella mordeu o lábio e envolveu os braços no pescoço de Edward, ficando na ponta dos pés.

- É uma ideia maravilhosa, senhor cliente bonitão, mas temo dizer que estes lençóis são apenas mais um mito da internet, bobinho. A única forma de ter tais lençóis é mandando fazer…

- Droga – resmungou aborrecido. Já havia feito vários quadros mentais… – Então teremos que brincar nos lençóis comuns mesmo.

A morena riu, dando um beijinho rápido nos lábios de Edward e se afastou antes que Chase visse os dois no fundo da loja aos beijos. Pediu ao namorado que esperasse enquanto ela pegava sua mochila, uma vez que o expediente havia acabado, e logo voltou. Despediu-se rapidamente de Chase e saiu de mãos dadas com Edward, que parecia um pouco emburrado.

- O que foi? – indagou quando pararam no ponto de ônibus perto do shopping em que Bella trabalhava.

- Ainda não gosto da ideia de você e esse tal de Chase passando o dia todo sozinhos.

- Não vamos começar esta conversa novamente, sim? Eu sequer fico perto dele. Além do mais, tenho certeza que Chase não se interessaria por mim mesmo que eu ficasse nua perto dele. Tenho quase certeza que ele é um daqueles nerds assexuados ou no mínimo gay.

- Sei…

- Hmmm… meu namorado anda muito tarado e muito ciumentinho. Se ele me disser que está preparando alguma gordice para comermos quando chegarmos em casa, eu não sei como vou me segurar pelos sete minutos que ficaremos nesse ônibus.

Edward gargalhou, dando um beijo na namorada e entregou o passe para o ônibus, procurando o lugar mais próximo da saída para se sentarem e apenas balançou a cabeça, abraçando-a de lado. Gordice? Isso é uma palavra real? Só mesmo sua pequena formiguinha ambulante para sair dizendo tais palavras inventadas. Mas ela estava certa. Ele estava mesmo planejando algumas gordices para a última noite dos dois em San Francisco.

- Quem sabe, uh? Veremos se a senhorita merece algo.

Bella o encarou, fingindo estar indignada e lhe deu um soco de leve nos braços enquanto desciam do ônibus para caminharem até o prédio da morena.

~x~

- Deus, eu não acho que posso comer nada pela próxima semana – resmungou, jogando-se na cama.

Como havia dito mais cedo, Edward havia preparado uma pizza havaiana para Isabella e ele comerem juntos, porém não ficaram só naquilo. Logo estavam deitados no sofá, empanturrando-se de m&m's, kitkats… e claro, não podiam se esquecer das embalagens de reese's que haviam sido trituradas juntas com algumas taças de vinho.

- Duvido que você terá este mesmo pensamento quando chegarmos em Los Angeles amanhã e minha mãe te oferecer a torta de pasta de amendoim que eu tenho certeza que ela preparará apenas para nossa chegada.

- Ainda não acredito que finalmente vou conhecer seus pais! – disse animada, jogando-se no namorado. – E também não acredito que é o nosso primeiro dia dos namorados juntos!

- Vai ser um final de semana maravilhoso – prometeu, dando um beijinho na testa dela e afagando as costas da mesma por debaixo da blusa. – Nossos chefes foram generosos nos cedendo a segunda feira.

- Não foram nada – murmurou emburrada. – Tivemos que fazer horas extras e ficar até tarde no trabalho, o que fez com que quase não nos víssemos nos últimos dias.

Edward riu levemente, mas não discordou da namorada. Pelo fato de o dia quatorze cair em uma segunda feira e por ser o primeiro dia dos namorados no qual os dois passariam juntos, Edward e Isabella trabalharam duro nas últimas duas semanas e meia a fim de conseguirem uma folga na segunda. Foram longas duas semanas nas quais o único momento em que tinham para ficar juntos era quando estavam nas aulas que possuíam juntos na faculdade, ou quando um ligava para o outro no meio da noite alegando estar com saudades – o que Bella geralmente fazia com mais freqüência –, e não contava realmente como estar juntos. Não que adiantasse muito, ouvir a voz manhosa de sua formiguinha enquanto ele ainda estava no restaurante, mesmo sendo de madrugada, só o fazia querer jogar tudo para o alto e correr até onde ela estava, mas ele não podia. Sabia que se fizesse isso não teriam a oportunidade de viajarem juntos no final de semana e de passarem a segunda do dia quatorze juntos.

Juntos.

Eles andavam muito assim. Rosalie certa vez dissera a Bella que a fase da lua de mel logo passaria e que eles não ficariam mais grudados vinte e quatro horas por dia, e de fato isso havia acontecido. A faculdade exigia demais, o trabalho exigia demais, dar atenção aos amigos exigia demais, porém, quando eles estavam juntos, nada mais se importava. Quando estavam um ao lado do outro, era como se o tempo parasse e eles pudessem apreciar um pequeno momento eterno. E quando estavam separados, apenas preocupavam-se em se ocupar o máximo que podiam, assim o tempo voaria e logo podiam se encontrar novamente…

- Verdade – concordou. – Mas de qualquer forma passaremos os próximos três dias juntos.

- Acho que esse é o primeiro dia dos namorados que eu realmente estou namorando alguém, sabe?

- Engraçado, é o meu também. Na escola eu costumava comprar bombons ou flores para as garotas que estava interessado e às vezes as levava ao cinema ou à praia… mas eu nunca passei o dia dos namorados realmente namorando alguém.

Suspirou, dando um sorriso, e puxou Bella para dar um beijo nos lábios macios dela.

- O que foi? – ele indagou, vendo a namorada parecer pensativa sobre o que ele acabara de dizer.

- Acabei de notar que eu nunca te dei nada. Você até mesmo me deu esse colar super fofo no meu aniversário no ano passado e eu ainda não comprei nada pra você… Eu sequer te dei um presente de Natal! Oh meu Deus, eu sou uma péssima namorada!

Bella escondeu o rosto na curvatura do pescoço de Edward, que apenas gargalhou, apertando sua pequena menina-mulher em seus braços e os rolando na cama para que ele ficasse por cima dela, e então se afastou milimetricamente apenas para encará-la e beijar seu pescoço.

- Eu não preciso de presentes – respondeu. – Além do mais, se me recordo bem, você me deu sim algo de Natal… você não se lembra de ter me dado, Bella?

- Oh Deus, Edward. Você é tão pervertido! Eu não estava falando disso, chato.

A morena sentiu a face esquentar com a piadinha de teor sexual soltada pelo namorado e lhe deu um tapa nos ombros, o que logo se transformou em um beijo cheio de mãos, bocas e línguas, enquanto os dois rolavam pelos colchões e Isabella ficava apenas de calcinha.

- Amo você – disse dando um selinho na medida em que o beijo de outrora ia se acalmando.

- Amo você também, seu chato.

~x~

Isabella Swan espreguiçou-se preguiçosamente em sua cama macia e confortável, notando que o lado esquerdo da mesma encontrava-se frio e completamente vazio, o que indicava que Edward estava acordado havia alguns bons minutos. Sentou-se no colchão e esfregou os olhos, lançando um olhar preguiçoso para o relógio e suspirando pesadamente ao notar que pouco se passava das nove horas da manhã. Sabendo que não poderia enrolar muito ali ou acabaria perdendo o vôo para Los Angeles, levantou-se da cama, indo até o banheiro onde escovou os dentes rapidamente, e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto e frouxo.

Caminhou pela casa silenciosa, sentindo a barriga reclamar de fome, e sorriu ao encontrar um Edward usando apenas uma calça de pijama listrada ridícula e uma regata cinza. Preferia quando o encontrava apenas de boxer ou então apenas com uma calça de moletom e sem camisa. Mas sabia que Edward provavelmente estava mais vestido do que o normal apenas para afastar a tentação de se entregarem mais uma vez naquela cama de forma que perdessem o voo. Mas Bella não compartilhava do mesmo pensamento, uma vez que andava pela casa usando apenas uma blusa de malha surrada e uma calcinha de algodão fofa e terrivelmente pequena.

- Hmm… bom dia, meu chato favorito – murmurou, o abraçando por trás e depositando um beijo no ombro.

- Bom dia, linda – respondeu, virando-se e dando um beijo rápido na testa dela. – Estou fazendo waffles. O que quer beber?

- Que tal se eu fizer café preto? Ou podemos tomar com leite puro…

- Café soa perfeito para mim.

Ela sorriu, assentindo, e juntos terminaram de preparar o café da manhã. Bella acabou primeiro, então levou o café até a mesa. Para logo em seguida pegar os pratos, o syrup – para comerem com os waffles –, as canecas e os talheres. Organizou tudo na mesa e sorriu quando Edward deixou a cozinha segurando um prato cheio de waffles quentinhos. Serviram-se em um silêncio confortável e comeram da mesma forma, apenas apreciando a companhia um do outro.

- A que horas nosso voo sai mesmo? – Bella indagou, enquanto cortava o waffle fazendo olhos e uma boca.

- Você parece uma criança brincando com a comida – recriminou, de brincadeira, e roubou o olho esquerdo do prato dela.

- Hey!

- O voo é daqui duas horas, a propósito.

- Você fez meu bonequinho ficar caolho, sabia? Você sabe ser muito irritante – bufou, mas logo deu um sorriso para mostrar que não estava realmente irritada. – Vamos de ônibus?

- Táxi. Se pegarmos o bondinho até o metrô e então formos com o metrô até a estação que para perto do aeroporto, vamos levar quase uma hora. E se formos direto de táxi não vai levar nem vinte. Vamos pagar alguns dólares a mais, mas pelo menos teremos mais tempo e não vamos nos atrasar.

- Isso quer dizer que temos mais tempo então? – indagou, já se levantando e indo até a cadeira de Edward. – Eu estava pensando em tomar um banho… sabe?

- Isabella Swan! – ralhou, quando a mesma tirou a blusa, revelando seus seios descobertos, e a jogou no rosto de Edward antes de correr para o banheiro.

~x~

O voo não durou mais do que cinquenta e cinco minutos, e logo Isabella e Edward estavam parados em frente à esteira do enorme aeroporto internacional de Los Angeles – também conhecido como LAX –, onde esperavam suas duas pequenas malas serem descarregadas. Bella sentia-se nervosa e ansiosa por finalmente conhecer a cidade dos Anjos e ainda por cima por conhecer os pais de seu namorado. Além, é claro, do fato de ser o final de semana que antecedia o dia dos namorados e ela estava ansiosa para a reação de Edward ao ver o presente que ela havia comprado. Foi um pouco difícil achar algo que ele pudesse gostar, mas nada que uma pequena busca na amazon não resolvesse. Já o mesmo estava ansioso para o final de semana que havia preparado para sua namorada, o qual ele pretendia fazer de tudo para que fosse o mais perfeito possível.

- Aquela ali não é a sua mala? – Bella indagou, cutucando-o de leve.

Edward sorriu, assentindo, e correu para pegar a mala antes que ela fosse dar a volta novamente. Tão logo Bella encontrou sua mala e em seguida estavam saindo do aeroporto. Teriam que ir de táxi até a casa dos pais de Edward, uma vez que Carlisle ainda estava no hospital, fazendo alguma cirurgia de última hora, e Esme precisou visitar uma cliente em Santa Mônica. Entraram no carro e Edward deu ao taxista o endereço.

- Bel Air? – Bella indagou arqueando a sobrancelha depois de alguns minutos em silêncio.

Ela não conhecia Los Angeles o suficiente, mas com toda certeza sabia muito bem onde Bel Air ficava. Lembrava-se de quando era mais nova e passava as manhãs com a televisão ligava na NBC enquanto assistia as reprises de Um Maluco No Pedaço. Sabia que os pais de Edward não eram pobres ou milionários, mas ficou surpresa ao descobrir que os mesmos moravam em um dos bairros mais luxuosos de Los Angeles.

- Sim – suspirou. – Bel Air. Não é grande coisa… quero dizer, é só mais um bairro. Talvez você esbarre com Mariah Carey retirando lixo, ou algo assim, mas sei que seu gosto musical é melhor do que isso…

- Tem razão. Não é grande coisa. Só fiquei surpresa por não ter mencionado isso antes… sabe, eu era grande fã de Um Maluco No Pedaço. Provavelmente se você tivesse mencionado isso antes, eu teria te beijado no primeiro encontro – brincou.

- Droga!

Isabella riu e Edward maneou a cabeça, dando os sessenta e cinco dólares da corrida para o motorista, e saindo do carro. O taxista os ajudou com as malas e Bella agradeceu suavemente, antes de olhar para a maravilhosa casa à sua frente. Era branca, completamente branca, com enormes janelas de vidro que ocupavam boa parte da estrutura da casa. Na frente havia um enorme espaço gramado, com um caminho de pedras que levaria até a porta da entrada e um pouco mais ao canto havia um outro caminho que levaria até o portão da garagem.

Não ficou muito tempo observando a arquitetura do local, pois logo foi puxada por Edward que a levou para dentro do local. Entraram em um hall bem decorado e ele logo foi a levando pelas escadas, até que atingissem um corredor gigante e cheio de portas.

- Ali fica o escritório, com uma pequena biblioteca – ele disse apontando para uma das portas. – Aqui o banheiro social, um quarto de hóspedes, no final do corredor fica o quarto dos meus pais e aqui fica o meu quarto.

Edward então abriu a porta, revelando um típico quarto de um adolescente americano. Havia alguns poucos pôsteres nas paredes de bandas antigas, uma cama de casal – na qual Bella supôs que só estava arrumada pelo fato de Edward não habitar mais aquele quarto diariamente – forrada por um edredom azul marinho. No canto esquerdo havia uma mesinha com alguns objetos aleatórios, alguns papéis e um computador – havia também uma cadeira, é claro. Um pouco mais ao canto havia um pufe preto, e Bella sentiu vontade de roubá-lo para si e levá-lo até San Francisco. Do outro lado havia uma porta de correr que ficava o armário de Edward e, ao lado da mesma, outra porta que levaria a um pequeno banheiro. A janela estava aberta, o que fazia com que o quarto estivesse ventilado e bem iluminado. Bella soltou uma risadinha, porque aquele era exatamente o quarto que ela imaginou que Edward teria.

- Não vou dizer que estou surpresa, chato. Esse quarto é exatamente como eu imaginava que seria – disse o abraçando pelo pescoço.

- Hmmm… então você ficava imaginando meu quarto, é? E você continua a me chamar de chato, talvez eu devesse voltar aos velhos hábitos, assim você teria motivos reais para me chamar assim…

- Nem comece, ok? A propósito, eu dormirei aqui com você ou no quarto da frente?

Edward riu, achando absurda a pergunta da namorada; é claro que ela dormiria com ele. Não havia qualquer possibilidade de que ele a deixasse dormir em uma cama na qual ele não estivesse ao lado dela para abraçá-la, beijá-la e tocá-la sempre que tivessem vontade. Era verdade que calor e contato físico não eram duas coisas que combinavam em uma mesma sentença, mas isso não era problema. Edward não se importaria em deixar o ar condicionado vinte e quatro horas ligado se isso significasse que ele e Isabella poderiam ficar grudadinhos o dia todo. Afinal, eles faziam a mesma coisa todas as noites em San Francisco.

- Você é tão bobinha… É claro que ficaremos aqui. Por algum segundo você achou que poderia se livrar de mim nesse final de semana?

- Eu tinha uma vaga esperança – zombou, ficando na ponta dos pés para tentar beijá-lo.

- Como se você conseguisse ficar longe de mim – zombou de volta, inclinando o pescoço de forma que Isabella não conseguisse capturar seus lábios.

- Oh, cale a boca – ralhou. – Pare de manha e me deixe beijá-lo logo, sim?

Ele riu, arqueando a sobrancelha em um tom desafiador para Isabella, mas logo maneou a cabeça, inclinando a mesma para baixo e capturando os lábios macios de Bella, dando a ela finalmente o que tanto desejava desde que chegaram a Los Angeles.

N/A: Oi, oi, oi, gente! Como estão? Como foi o Natal e Ano Novo de vocês? Eu sei que eu postaria antes mas não pude por dois motivos: primeiro é que fiz uma cirurgia e segundo meus irmãos que moram fora vieram passar os feriados de final de ano comigo e como eu não os vejo sempre, tive que dar atenção total a eles. Anyways… o que acharam desse capítulo, uh? Alguém mais tinha reparado que eles nunca tinham de fato dito as três palavras antes? Eu mesma às vezes esquecia só pelo fato de eles mostrarem tanto isso sem precisar falar e rearfirmar tal amor a cada dois minutos. De qualquer forma, espero que tenham gostado e que o início de 2013 esteja sendo maravilhoso. Não deixe de comentar me dizendo tudo o que achou de mais um capítulo com esses safaduxos que semana que vem eu posto mais, ok? Senti falta das reviews de vocês aqui no FF! Beijinhos

N/B: Quem tem vontade de matar menina Brenda por ter parado exatamente aí, sem nos deixar saber quais são os planos para o dia dos namorados e os presentes que ganharão (além, é claro, de nos privar de ver menina Bella conhecendo os papais Cullen, tsc tsc)? Hmpf. Mas que esse capítulo foi amor e fofo, não posso negar. Por favor, não sei lidar com o Edward chamando a Bella de formiguinha, é amor demais, meu deus 3. E esses dois, tão tão confortáveis perto um do outro, falando que se amam e tudo o mais? Não sei lidar, nhac.

Espero que tenham gostado também! Deixem reviews, morram de amores e até o próximo capítulo!

Deh. xx