House estava sentado frente a seu piano, ele tocava algumas notas. Todos os acontecimentos daquele dia frescos em sua mente, toda aquela conversa com Lisa sobre o passado deles o fazia sentir que tinha perdido muita coisa nesses 15 anos, lembrou então da garota que entrou em seu escritório há algumas semanas, sua FILHA. Tocava uma melodia suave que é atrapalhada pela campainha do telefone, ele não faz menção nenhuma de levantar, deveria ser Wilson ou um dos Ducklings dizendo que eles tinham um caso, mas ele não se importava, não fazia questão, não ia atender. House deixa a secretária eletrônica atender e repentinamente para de tocar quando ouve a voz desesperada de Cuddy do outro lado da linha:
- Greg, se você está aí atende, por favor... Ela pausa, sua voz está abafada por lagrimas. – É a Audrey, eu não sei onde ela está, ela-
House sai mancando até o telefone e atende, rispidamente:
-O que eu posso fazer se você não consegue achar sua filha? Ela é sua responsabilidade.
-Eu falei para ela sobre você... Ela sumiu, eu pensei que ela podia ter ido te procurar. Cuddy fala tentando se acalmar.
-Ela deve estar na casa de alguma amiga, adolescentes fazem isso. House fala essas palavras como forma de auto-conforto. Lógico que ele não sabia que na verdade estava preocupado, isso era um sentimento estranho, algo que ele nunca sentiu antes.
-Ela não tem amigos aqui, a única pessoa que ela podia ir procurar é você. Cuddy fala preocupada. – Eu estou com medo Greg, ela é impulsiva, não sei como está a cabeça dela agora.
Como em um de seus diagnósticos House começa a mentalmente fazer um diferencial de onde a menina podia estar. Ele só consegue pensar em um lugar, o PPTH.
-Fique aí caso ela apareça, eu te ligo depois. Ele fala tentando não demonstrar preocupação na voz. E desliga o telefone.
-Mas on- Cuddy começa a falar, mas ele já havia desligado. Deixando as lágrimas caírem, ela permanece no sofá obedecendo às instruções dele, tentando imaginar o que viria a seguir, o que House ia fazer e o que aquela noite ainda reservava a eles.
House pega sua bengala, as chaves da moto e sai, indo direto para o hospital. Ele estava decidido, PPTH era o único lugar que onde Audrey estaria. Com aquela mesma sensação estranha desde que Cuddy havia ligado, ele estaciona e começa sua busca por ali, observando se via a garota pela entrada. Depois, segue para a recepção, recebendo olhares curiosos de médicos e enfermeiros que ali estavam. Primeiro vai à sala de Cuddy, e nada. Ele ainda checa todos os consultórios da clínica e a lanchonete. Decide por último olhar em seu escritório, duvida que ela possa estar lá, mesmo porque ele havia trancado antes de sair, mas vai mesmo assim. Fica surpreso quando encontra as cortinas fechadas e ao tentar abrir a porta percebe que já está aberta. Lentamente entra em seu escritório e encontra Audrey sentada em sua cadeira de frente para a vidraça.
N/AComo de costume, obrigada à minha beta Luisa, na verdade a Lu tá virando minha Co-produtora, sempre me ajudando com a criação de partes da fic.
Sei que estou sendo má em parar assim, mas é que eu preciso de uma super inspiração para escrever a conversa entre esses dois.
