– Anda muito pensativa nesses dias… o que houve? – Corazon observou a jovem, que andava calada pelos cantos nas horas livres que tinha.
– ...nada demais. Apenas… estava pensando na minha vida no passado. Talvez por isso que ando quieta demais.
Ele agachou-se ao lado dela, sentando ao seu lado.
– Quer desabafar? – ele afastou a mecha grossa e longa caída em seu rosto.
– Não adiantaria nada… também não quero aborrecê-lo.
De longe, Búffalo e Baby 5 vinham correndo aparentemente em direção a eles. O loiro levantou.
– Depois conversamos.
Ela concordou com a cabeça. Melissa tinha toda a vontade de contar para ele tudo que sentia, inclusive o medo do seu irmão mais velho. Estava com as ideias confusas em mente. Tudo ali a incomodava, desde a vida de pirata que levava – a ponto de ter sobrevivido de um tiro – até as insinuações de Doflamingo. Somente Corazon a fazia tranquilizar. Não queria ficar distante dele, mas… não queria levar aquela vida. Se dependesse dela, fugiria ali com seu amado. Mas como? Ele nunca abandonaria seu bando, sua família, por ela. Talvez, se enfurecesse caso descobrisse tal ideia.
– Ei, Melissa! – gritou Baby 5, para fazer sair dos pensamentos que a deixavam distraída.
– Ah! O que... houve, crianças? – Melissa esfregou os olhos, saindo da sua nuvem de pensamentos.
– Estamos te chamando para vir treinar conosco! – disse Búffalo.
– ...sim, vamos! – disse com um sorriso sincero nos lábios. Afinal de contas, eles não tinham nada a ver com seus conflitos. Acompanhou-os e passou o resto do dia treinando.
Sempre passava muito tempo distante dele nesses recentes dias. Mas como um oficial, Corazon deveria estar com os outros oficiais. Sem contar que ele se afastava das crianças, e eram justamente elas que sempre estavam com ela. Ambos mantinham em discrição seu relacionamento.
Depois aquele dia passar longamente, veio a vontade do próprio ir ver como estava Melissa. Na mesma direção, vinha a jovem, exausta e suada, com alguns leves machucados.
– Foi duro o treino de hoje?
– Já estou me acostumando… – disse Melissa, mentindo – agora, só preciso de um banho e de uma boa noite de sono.
– Quer contar as estrelas comigo, depois? – eles sempre faziam isso quando todos dormiam: iam até a torre e ficavam observando o céu e as estrelas enquanto conversavam e namoravam, longe da vista de todos.
– Acho que não vai dar hoje, Corason… podemos fazer isso amanhã?
– Humm… claro! Descansa bem essa noite… – fez o costumeiro cafuné desajeitado na cabeça dela.
– Boa noite então, meu amor… – ela pegou a mão dele e encostou seus lábios, em um beijo mimoso.
Despediram-se assim e Melissa foi para o quarto. Ele ficou com a pulga atrás da orelha, ela nunca tinha agido desse modo. Parecia-lhe triste, fria e distante. Não fria exatamente, pois Melissa sempre tinha o calor em suas palavras, em seus gestos. Mas tinha o semblante tristonho, coisa que não se via nela. Deixou ela virar a esquina do corredor e seguiu-a.
Ao entrar no quarto, Melissa se jogou na cama e apertou um de seus travesseiros em seu peito. Desabou em um choro intenso. Seu corpo doía um pouco, devido ao treinamento anterior, mas essa dor nem chegava a se comparar com seu pranto ali. Sua insegurança e seu medo apertavam-lhe o coração. Jamais queria demonstrar isso a quem tanto lhe queria bem. E o fato de esconder isso também a deixava triste, mas Melissa sabia que deveria ser assim. Acostumaria com tudo, com o passar do tempo. Como queria que seu padrinho estivesse vivo! Era o pai que toda a filha deveria ter, e teve a honra de poder crescer em suas mãos. Seus conselhos sábios iriam confortá-la. Era o maior exemplo de um homem que sofreu as piores dores e as mais cruéis injustiças, e conseguia manter a bondade e o perdão em seu coração. De repente, ela teve a impressão de que não estava sozinha. Olhou para trás, e viu Corazon atrás da porta que havia esquecido de fechar. Ambos trocaram olhares por alguns segundos. Melissa sentou-se na cama, limpando suas lágrimas.
– Está tudo bem… – foram as palavras que vieram em sua boca, seguidas de um soluço típico de um choro.
Corazon fez sinal de negativo com sua cabeça, discordando daquelas palavras. Entrou no quarto e fechou, sem trancar. Foi até ela e sentou-se de frente para sua amada. Era a visão mais triste e bela ao mesmo tempo.
– É linda até quando chora… – disse em um tom de sussurro, passando a ponta do dedo dedo na lágrima de um daqueles olhos cor de mel.
– Não… se preocupa comigo… isso vai passar… – disse ela, quase no mesmo tom que ele, mostrando-se mais calma. Ele sempre lhe trazia conforto, por mais angustiada que estivesse.
– Vai passar sim… – inclinou-se para dar-lhe um beijo simples, apenas encostando os lábios nos dela, que estavam levemente úmidos.
Compartilharam aquele pequeno beijo por uns segundos. Ela pôs a mão em seu braço, afastando-se dos lábios dele. Conversaram com os olhares. O silêncio do quarto permitia ouvir a respiração de ambos, e os soluços menores que ela não conseguia ainda conter.
– Não… não quero que pense que sou infeliz aqui… ao contrário… que seria de minha vida agora sem você? – Melissa prosseguiu sua fala até o loiro colocar a mão enorme em sua boca, fazendo-a silenciar.
Ele a puxou em seus braços, fazendo-a ficar entre suas pernas, como se fosse um ursinho de pelúcia nos braços de uma criança.
– Fica tranquila, Melissa… deixa-me que cuidarei de você. – apertou-a em seus braços. Nada melhor que aquilo para fazê-la acalmar-se.
De repente, algo mágico aconteceu entre eles. Nada foi dito ou premeditado. Ela encostou a cabeça um pouco abaixo do tórax – o limite do seu alcance naquela posição. Ele pegou em sua mão, aquela mesma mão enorme e quente que a tocava de forma tão gentil. O loiro atreveu-se a beijá-la de forma mais ousada, sendo correspondido da mesma forma que ela. Ele a puxou mais para si, fazendo-a sentar em suas coxas e de frente a ele, deixando os seios dela serem pressionados contra si. A morena apertou-o contra si em um abraço confortante. Não queria soltá-lo por nenhum motivo. Era muito bom tê-lo perto de si, até mesmo porque tinha que tratá-lo como um irmão na frente dos outros, pela segurança… e timidez deles. A mão meio trêmula dela parou no peito dele, como se quisesse abrir os botões da blusa dele. Ele continuando a beijá-la, pressionando a cabeça dela contra a sua, fazendo aprofundar ambas as línguas em cada boca. Vendo que ele não reagia em relação a blusa, Melissa atreveu a tocar o primeiro botão da blusa. Com as duas mãos, ocupou-se em desabotoar, mas ele a pegou pelos pulsos, colocando as mãos dela entre as suas coxas.
– ...desculpa. – disse a jovem, docilmente.
– ...Melissa… não quero assustá-la. Por isso, queria saber se... realmente confia em mim? – ele lhe falava ao pé do ouvido.
– Mas… claro que confio… porém não entendo onde quer chegar… – ela lhe falava acariciando o rosto.
Ele voltou a abraçá-la, pondo-a deitada na cama. Deixou-a ali e foi verificar a segurança da porta. Retornou a ela, subindo por cima do corpo bem menor deitado no colchão macio. Ele parecia bem pesado, pois suas mãos e joelhos afundavam mais que o próprio corpo dela. A morena observava o avanço dele, sentindo enfraquecer todos seus sentidos – ou aguçá-los. Só a aproximação dela equivalia a um toque simples em sua pele; a respiração dele era como se fosse outro beijo bem dado. Leves arrepios apareceram na pele delicada dela. Mas ela não desviou os olhos dele em nenhum segundo. Diferentemente com Doflamingo, esta não sentia medo perante Corazon.
– ...vai ficar tudo bem… – disse ele, pegando um lenço cor de vinho e, cuidadosamente, vendando os olhos de sua amada. Melissa permanece quieta, porém curiosa. Aquilo lhe parecia excitante inconscientemente.
Amarrando-lhe bem, a ponto de tampar totalmente a visão, ele aproximou-se mais do ouvido dela.
– Não está apertado?
– Não… mas… qual a surpresa que planeja para mim, Corazon? – Melissa questionou desse jeito, para não intimidá-lo.
– ...é segredo ainda. Breve saberá.
Ele deslizou os dedos sobre as alças do vestido, descendo-as. Ele pegou as mãos dela, levando até os botões da própria camisa, permitindo que naquele momento, ela desabotoasse. Com dificuldade e risos, Melissa se divertia naquela curiosa situação de trabalhar os outros sentidos sem a visão.
– Ai, ai… como é difícil fazer isso… sem ver direito… que ideia é essa, meu amor?
Aquilo fez ele sorrir. Melissa não imaginava que o "meu amor" dela o fizesse sentir uma sensação maravilhosa… e era por isso que ele a vendou os olhos, para que ela não se assustasse com a figura dele sem as roupas. Ele tirou a camisa e, seguidamente, as mãos delas de perto do peito e colocou para trás. Um belo tronco saudável, porém marcado por intensas cicatrizes, que estendiam-se pelo resto do corpo, acentuando-se mais no tronco que nos membros superiores e inferiores. Resultado de uma vida injusta e árdua no passado. Ele temia que ela sentisse algum tipo de repugnância.
– Fica com as mãos quietas para cima… – ordenou gentilmente, enquanto começou a despi-la cuidadosamente. Aos poucos, ela sentia um friozinho que não incomodava. Talvez fosse pelo calor dele que não se incomodasse com o frio na pele nua.
Aos poucos, o belo corpo da moça ficava exposto sem nenhum pudor por parte de ambos. Ele se sentiu quase um pecador, por tocar aquela pele fina, macia e sem máculas. Ela afastou as pernas uma das outras, ao sentir ele deslizar as mãos por entre as coxas medianas dela. Um corpo magro, sem traços de gordura, porém de aspecto saudável. Apenas parte das costelas e do íleo apareciam por baixo da pele. Deslizou os dedos naqueles ossos meio visíveis, fazendo-a se contorcer e gemer.
– Cora… – ela não conseguia concluir as palavras. Gemia a cada toque dele.
Corazon hesitava em tocar-lhe as partes íntimas ainda. Admirava o corpo dela como se fosse uma imagem de culto. Ela estende uma mão para ele.
– Cade você? …
O loiro pegou a mãozinha dela, beijando em uma sequência quase interminável.
– Deixa-me tocá-lo… – pediu com a voz rouca.
Ele levou a mão dela para uma parte do peito que era lisa, sem as cicatrizes.
– Ahh… seu coração bate acelerado! – exclamou baixinho, sorrindo.
– Por você… por você… – voltou a beijar-lhe a mão, o antebraço, o braço, chegando até o ombro. E retornou a colocar a mão dela para trás, junto a outra. Após isso, começou a beijar-lhe entre os seios duros, indo até o umbigo, fazendo a outra se contorcer um pouquinho.
– Ai, ai, aí não… faz cócegas… – reclamava a outra, embora gostasse das carícias dele, mesmo fazendo cócegas.
Nada respondeu. As ideias que tinha em pensamento desapareceram quando, instintivamente, ele levou dois dedos em direção aproximadamente em seu sexo virgem, aparentemente nunca tocado antes. Esfregando lentamente os dedos entre os grandes lábios e o clitóris, acabou provocando ainda mais as sensações da outra, que apertou as mãos nos cabos de madeira que constituíam a cabeceira. Apreciando as reações dela, tomou a liberdade de aproximar-se de sua abertura levemente, sem parar de estimular as áreas erógenas de fora, esfregando-o com um pouco mais de rapidez. Não demorou nem um pouco para o loiro perceber que ela já estava úmida. Parecia pronta para recebê-lo dentro.
Ao sentir seus beijos, sua boca, sua pele, suas mãos macias deslizando em todo corpo e em toda sua intimidade, Melissa desinibia-se aos poucos. Ela arregalou os olhos para as ações repentinas tomadas, só vendo tudo escuro e preto por causa do pano que cobria-lhe os olhos. Nunca ninguém tinha ido tão longe com ela assim, e já sentia a necessidade dele preenchendo-a toda. Somente o loiro tinha conseguido despertar uma outra Melissa que nem a mesma conhecia: desejosa e cheia de luxúria, a ponto de "desobedecer" novamente seu homem e, passando toda a mão pelo seu corpo, chegar até a mão dele e segurá-la firme, roçando seu clitóris na mão dele. Ele sorria maliciosamente. Apreciava sua virgem dessa forma, também era melhor que estivesse se preparando, pois sentiria o impacto da primeira vez. Já úmida e saliente daquele jeito, facilitaria a entrada do seu membro sexual que fazia jus a sua própria estatura.
– … está tudo bem? ...posso "continuar"? – perguntou ele.
– ...sim… eu confio em você…
Retirou os dedos da genital dela, lambendo-os. Tinha um gosto tão doce… será por isso que os homens chamavam aquilo vulgarmente de "mel"? A pergunta que surgiu em sua mente, sem compartilhar com ela. Ela sentia-se extremamente estranha, imoral e louca ao mesmo tempo, pois nunca sentiu algo dessa natureza na vida, e mesmo assim apreciava. Tinha seu primeiro orgasmo clitoriano nas mãos dele, em uma das mãos especificamente. Foi a hora precisa dele introduzir-se dentro dela. Ele pegou na mãozinha atrevida de sua mulher, voltando a beijá-la; Com a outra mão, guiou seu pênis até a entrada dela, masturbando-o. Algumas caretas de prazer apareciam em seu rosto, já sentia pulsar a ponto de querer entrar. Ele empurrou seu comprimento inteiro dentro dela devagar, mesmo sentindo a vontade explosiva de mover seus quadris contra os dela com força. Deixou escapar um gemido rouco ao sentir-se deslizando dentro de uma camada tão molhada e tão macia. Curiosamente, a morena não sentia dor, apenas algo muito quente entrando em si. Ele começou a mover devagarinho, fazendo roçar sua púbis contra a dela, aumentando-lhe o orgasmo. Era bela ao gemer, suspirar, gozar. Por uns segundos, sentia-se envergonhado por não poder lhe dar o prazer de vê-lo gozar, achando que ela se assustaria.
Ela jogou a cabeça para trás, movendo seus quadris por instinto. Isso fazia seu pênis penetrar um pouco mais profundamente, ao mesmo tempo que ele era estimulado com esses movimentos dela. Seus gemidos inspiraram-no grandemente a empurrar ainda mais fundo, a ponto de esquecer seus cuidados. Foi quando ela sentiu-se alargar a ponto de causar leve dor.
– Hmmm… dói um pouco…
– É assim… mesmo… vai passar… – justificou o outro, pondo a mão livre na barriga dela, pressionando levemente para deixar o corpo dela firme na cama, enquanto satisfazia-se sexualmente dentro dela.
Cada estocada dele só fazia crescer mais o desejo de possuí-la até chegar ao orgasmo. Ela sentia o mesmo por ele, chegando a gozar primeiro que seu próprio parceiro. Mas era apenas sua satisfação do seu orgasmo primário. Agora, os gemidos vinham de um certo incômodo causado pelo tamanho e largura de um membro que parecia não caber totalmente nela. Mas nada falou, apenas seguia desfrutando o fato de poder dar prazer para seu homem. Continha gritos maiores, para que ele pudesse satisfazer-se sossegado. Já perto de gozar, ele sentiu os músculos da vagina fechar-se em torno do seu membro e, mesmo planejando não finalizar seu orgasmo dentro dela, ele foi automaticamente forçado a lançar seu esperma dentro dela. Contendo gritos maiores, ele apertou a mão dela, ao mesmo tempo que pressionava os lábios dele contra esta. Ela sentiu uma nova onda de prazer, fazendo-a apertar a mão dele com força dessa vez. Ela também continha os gritos audíveis. Os olhos de ambos estavam úmidos, lacrimejavam sem nenhuma intenção de chorar. Pareciam possuídos por espíritos libidinosos. Ao amenizar o clímax, ele deitou-se ao lado dela, pegando a outra mão dela que estava obedientemente segurando a cabeceira. Beijava as duas agora, ao mesmo tempo que chupava-lhe os dedinhos finos e delicados.
– Deixa-me tocá-lo de novo… – pediu irresistivelmente.
– ...Onde quer me tocar?
– Quero "conhecê-lo" melhor…
Ele entendeu bem quem ela queria conhecer melhor. Levou as duas mãozinhas até seu próprio sexo levemente relaxado.
– Espero que não se assuste agora, em senti-lo com essas mãozinhas.
– Não tenho mais medo, amor… ahhh… é tão quente… tão úmido…
– Parte da umidade vem de você, Melissa. – ele observou um pouco de sangue em volta do seu membro. Chegava a ser excitante ver aquilo. Mesmo satisfeito, aquilo lhe empolgava nos pensamentos, fazendo querer puxá-la contra si e degustar daquela pureza maculada. Mas não permitia que ela tocasse totalmente, escondia qualquer traço de suas cicatrizes.
Depois de alguns minutos, levantou-se a cama a procura de suas roupas que estavam espalhadas, misturadas com o vestido e as peças íntimas dela.
– Ei… já posso tirar minha venda?
– Ainda não. Espera mais um pouquinho… – ele vestia sua blusa e suas calças, dispensando o casaco, o capuz e os sapatos.
Foi até ela e tirou o pano que cobria a vista, guardando em seu bolso.
– Hmm… mas já se vestiu?
– Sim… quer que eu fique mais um pouco aqui?
– Se quiser me agradaria muito! – ela se levantou e, sentada ao lado dele, beijava-lhe o pescoço, acariciando os cabelos loiros assanhados – mas… queria vê-lo do jeito que estou agora… pensei que eu o pudesse conhecer… como é naturalmente.
– Preciso prepará-la antes de permitir que conheça minha nudez.
– Por que?
– Porque sim… – levantou-se, indo até a janela em menção de abrir, mas antes se vira para ela – e cubra-se, porque vou abrir a janela.
– ...sim… – disse ela, puxando o confortável edredom que estava perfeitamente esticado na cama e pôs-se dentro.
Ele abriu a janela e acendeu um cigarro. Melissa olhava-o, ainda com a pulga atrás da orelha. O que será que ele escondia?
– ...vejo que é tímido demais. Vendo que essa foi minha primeira experiência sexual, sentiu-se vergonha de si mesmo. Mas não precisa sentir-se assim, sou sua! Sua e de mais ninguém! – ela queria passar confiança para ele – E nunca me arrependerei de ter entregue a você meu corpo, minha pureza.
– Espero que pense assim em outras ocasiões. – deu uma baforada longa, olhando para a Lua Crescente que aparecia tímida por entre as nuvens. A nevoada havia cessado, mas o frio era constante.
– E vou, Corazon. Sabe que gosto demais de você…
– E eu também a amo.
– Então… vamos ter a confiança e os segredos juntos?
– …vamos sim. Aos pouquinhos… – ele se direcionou até a porta – bom, tenho que ir agora para que não levantem suspeitas de nós. Mas amanhã quero vê-la linda como sempre, à mesa conosco durante o café.
– Certo. Tenha uma boa noite. – disse ela tranquilamente.
Ele foi saindo, até que um grito lhe chamando pelo nome fê-lo retornar ao quarto.
– Que houve, Melissa?
– Ah… sinto em lhe chamar… mas… o que é isso em mim? – ela havia estranhado a mancha do sangue onde estava sentada – isso é normal?
Ele foi até ela rindo baixinho, beijando-lhe a testa.
– Isso são vestígios da sua virgindade rompida. Nada demais, não voltará a sangrar por causa de sexo. Agora, vai se limpar e durma logo!
Saiu novamente, mas Melissa chamou de novo.
– E agora, bonequinha?
– …er.. vai sair sem seus acessórios e seus sapatos?
Corazon havia deixado tudo lá, saindo sem sequer sentir que estava descalço.
– Ah… obrigado por me lembrar.
Depois de completamente vestido, pode sair dali tranquilamente. Ambos puderam desfrutar de um banho em seus respectivos quartos e dormir pelo resto da noite que lhe renderam bons sonhos.
