My New Sun.

Capitulo IX – Emocional

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39.3°C

Meus olhos se fecharam enquanto a respiração pesada e desregulada se prendia em meus pulmões cansados. Eu sentia minha garganta seca parecer estar arranhada ao tentar engolir o ar que entrou quando abri minha boca sem deixar nenhum som sair. Meu coração se apertou, e eu tive a leve sensação de que meu corpo não estava mais respondendo aos meus comandos.

Era exagerado aquilo, e eu não tinha direito algum de entrar em desespero e ter uma reação exagerada, que implicava em cair em meus joelhos chorando de desespero.

Não, eu tinha que ser forte e aceitar que estava passando por uma situação complicada onde eu não tinha ninguém para me segurar e apoiar nas minhas decisões. Ninguém nem sequer para me ajudar a arrumar as coisas para que eu pegasse mais uma vez um taxi e rumasse para qualquer hospital longe do que havia ido essa manhã.

Céus, eu tinha certeza que caso visse a médica que atendeu Emily hoje mais cedo, eu jamais conseguiria manter a calma e a raiva que sentia por ela naquele momento. Como ela ousava dizer que minha filha estava com manha ao reclamar de algo que era visível, algo que para mim era completamente fora do normal? Como ela ousava desacreditar em minha filha usando a desculpa de que Emily era uma criança e queria apenas chamar a atenção? Eu certamente seria capaz de matá-la da pior maneira possível caso Emily estivesse realmente doente como eu estava começando a acreditar.

O pior de tudo era que eu também era culpada. Eu não deveria ter aceitado o diagnostico daquela médica. Aliás, desde o momento que ela receitou o antiinflamatório e disse que Emy estava com manha, eu desconfiei que aquilo não era confiável. No entanto, me agarrando as esperanças que eu estava sendo apenas exagerada em relação a aquele momento, eu apenas acreditei e segui a receita.

Eram um pouco mais de oito horas da noite e a febre havia voltado, mais alta que antes. O braço de Emily ainda estava avermelhado, e agora apareciam mais dois pontinhos vermelhos ao redor do que único que estava antes. Ela não conseguia ter forças nem para abrir seus olhos, ou beber algo, e por mais que eu a cobrisse ela ainda continuava tremendo de frio.

Chamar um taxi era uma boa idéia, mas eu não podia sair ao seu lado da cama para ir até a cozinha e pegar o telefone, ou ir buscar meu celular que estava na sala. Ela segurava minha mão com força, eu estava chorando sem saber o que fazer.

- Bebê – Chamei em um sussurro – Mamãe vai lá fora e já volta, ok?

Ela apenas concordou com a cabeça, sem desfazer a pressão que usava para apertar minha mão. Sendo o mais gentil possível, e descobrindo que eu também tremia, soltei sua mão de meu braço, e lhe dei mais um beijo no rosto antes de colocar mais um cobertor sobre seu corpo e me levantar.

Assim que sai do quarto, depois de checar mais três vezes a temperatura dela, ainda tendo a boba esperança de que ela estaria bem em um piscar de olhos, eu saí do quarto, seguindo direto para sala com o intuito de discar o numero do taxista que me levou hoje mais cedo para o hospital.

No entanto, meus planos mudaram quando escutei dois toques baterem como se fossem sincronizados na porta do meu apartamento.

- Bella? Sou eu, Edward – Respondeu a pergunta muda que fiz em minha mente.

Edward? Pensei comigo mesma, surpresa pelo fato de estar recebendo uma visita àquela hora do dia, principalmente dele.

Passei a costa da minha mão contra meu rosto, tentando limpar as lagrimas e assumir a expressão menos devastada que conseguiria, antes de abrir a porta e descobrir o que ele queria.

Escutei ele bater mais uma vez na porta, e estava prestes a bater uma segunda vez quando a abri, deixando ele um pouco surpreso e feliz. Hoje, ele usava uma roupa toda escura, e que de alguma maneira combinava comigo.

- Hey – Falou passando a mão por seus cabelos – Me desculpe por vir sem avisar, mas eu não acreditaria no que você me falaria por telefone, e então vim ver se estava tudo bem com meus próprios olhos. E então, onde está Emily?

Surpresa. Eu com certeza estava surpresa, e por conta disso me perdi em pensamentos. Céus, Edward se preocupava de verdade comigo e com Emily, e isso estava mais que evidente em absolutamente tudo relacionado a ele, desde a maneira que me olhava naquele momento, a suas palavras. E então, sendo muito boba, eu senti como se já não estivesse mais tão sozinha.

- Eu levei ela no médico hoje mais cedo, mas disseram que ela estava apenas com manha e passaram um antiinflamatório. Mas ela definitivamente não está com manha, e eu estava indo chamar um taxi para levá-la novamente ao hospital.

- Oh, o que ela está sentindo agora? – Ele perguntou, entrando de vez no apartamento depois que lhe dei espaço.

- Ela está com febre, trinta e nove graus, o braço dela está meio avermelhado, e eu acho que pior que antes. Ela não consegue nem falar comigo direito. Me desculpa Edward, mas eu não posso sentar e conversar agora, preciso levar minha filha para hospital, e Deus queira que a médica que atendeu Emily hoje mais cedo esteja em outro país a essa altura, pois eu realmente seria capaz de matá-la nesse momento.

- Você tem que se acalmar, Bella – Edward ordenou, e eu logo respirei fundo tentando obedecê-lo – Vai arrumar o que for preciso, vou levar vocês no hospital, em um que conheço e confio.

- Não precisa, Edward.

- Bella, por favor não me venha com historia de que não precisa. Eu passei a tarde preocupado com Emily e você, só não vim mais cedo, pois estava resolvendo uns problemas relacionados com a minha mudança. Agora vamos rápido com isso – Ele mais uma vez ordenou.

- Ok, eu vou pegar a bolsa dela e minhas coisa. Me dê apenas cinco minutos.

- Fique a vontade para demorar – Ele respondeu, e então sentou no sofá, como eu havia indicado.

Voltei ao quarto de Emily tentando ser o menos barulhenta possível enquanto pegava a bolsa que usei hoje mais cedo, tendo certeza que nada tinha saído do lugar desde que a joguei sobre a cadeira de balanço que ocupava um canto ao lado da janela. Logo depois peguei minha bolsa que estava no chão, e descobri que só faltava meu celular ali.

Com as duas bolsas em meu ombro esquerdo, consegui pegar Emily em meu colo. Ela protestou de desconforto e frio assim que sentiu falta dos cobertores, mas logo abraçou meu pescoço e escondeu o rostinho entre seu braço e meu rosto. Coloquei um coberto em cima dela, o mais grosso e mais curto também.

Antes de sair do quarto, olhei rapidamente ao meu redor, tentando encontrar algo que havia caído, mas não encontrei nada. O corpinho quente de Emily poderia até me queimar de tão alta que estava a sua febre, e era impossível não sentir a vontade de chorar e implorar por minha mãe.

- Hey – Edward falou, já de pé quando me viu chegar a sala – Deixa que eu levo ela, ok?

- Não sei, ela está com febre... – Protestei, mas Edward já havia puxado Emily para seu colo e a acomodava com jeito enquanto tentava cobrir seu corpinho com o cobertor. Vi seu rosto se contorcer em uma expressão fechada e até mesmo apavorada no instante em que me olhou novamente

- Ela está muito quente.

- Eu sei – Respondi, minha voz chorou um pouco, mas logo consegui me controlar.

- É melhor irmos, então. Se você não se importa, eu estava pensando em levar você no hospital que meu cunhado trabalha, é um dos melhores da cidade e eu tenho certeza que Emmet ficará feliz em nos ajudar.

- Eu não quer...

- Ótimo, nunca pensei que você pudesse ficar tão feliz por isso – Ele cortou minha fala dando um sorriso forçado.

Vi Emily se apertar contra o corpo de Edward, e a reação dele a isso pareceu ser instintiva, pois ele apenas a apertou de volta, parecendo querer encontrar algo em seu rosto ao olhar rapidamente para ela.

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- E como estamos aqui, Nancy? – Uma mulher vestida com um jaleco branco e um estetoscópio cor-de-rosa envolta de seu pescoço. Ela tinha um sorriso amigável, e um olhar despreocupado demais para alguém que trabalhava em um hospital.

- Temperatura de 39.7° C, pressão de 90/60 mmHg caindo, não demos nenhum medicamento a sua espera – A enfermeira que estava comigo e Emily desde que entramos na emergência respondeu rápido, fazendo com que eu quase perdesse o significado de suas palavras.

Havíamos chegado ao Lennox Hills, onde o cunhado de Edward trabalhava, há exatos cinco minutos, e no mesmo segundo que ultrapassei a porta da frente do hospital, com Edward do meu lado segurando minha filha quase inconsciente em seus braços, eu estive recebendo bem mais atenção do que poderia imaginar.

Céus, eu nem sequer havia assinado meu nome no formulário de chegada de Emily quando a levaram para um leito livre na sala de emergência e começaram a verificar a pressão, temperatura e tudo mais que eles precisavam saber.

Edward, que não havia se movido um centímetro distante de mim, parecia agradado com o serviço do hospital, e mantinha um olhar sem emoções que eu conseguia identificar.

- Boa noite, eu sou a Drª Morrison, chefe da pediatria do Lennox, eu sou a responsável pelo caso da senhorita Emily Swan – Nesse momento ela leu o nome da minha filha nos papeis que estavam em sua mão, e então os jogou ao pé da cama, como se as informações que estivessem ali não importassem mais – Você poderia me dizer o que ela está sentindo, além da febre alta é claro?

Sem saber se deveria dar o histórico desde essa manhã, eu simplesmente precisei de um minuto para pensar em responder ao que ela queria, sem parecer muito nervosa.

- Ela vem reclamando de uma dor no braço esquerdo, e de fato eu acho que tem algo de errado, a região do cotovelo estar avermelhada e muito quente – Respondi.

- Podemos tirar essa blusa dela? Para facilitar? – A médica perguntou.

- Claro – Murmurei.

A enfermeira levantou Emily e tentou tirar a blusa o mais gentilmente que conseguia, e até eu ajudei, mas Emily começou a chorar de dor e no fim de tudo a médica simplesmente me pediu um ''desculpa'' e rasgou a camiseta cor-de-rosa com mangas longas.

De fato eu não me importei com aquilo, contando que ela pudesse fazer minha filha se sentir melhor e nos deixar voltar para casa.

Edward apertou minha mão no segundo que minha respiração se prendeu em meus pulmões. Eu não sabia o que pensar, ou falar, ou nem sequer se deveria estudar as expressões da médica e da enfermeira enquanto elas examinavam o braço de Emily.

- Há quanto tempo ela está assim? – Drª Morrison perguntou, sem tirar seus olhos do braço avermelhado da minha filha.

- Desde essa manhã, estava menos avermelhado, e tinha apenas um pontinho vermelho.

- Por que a senhora não a levou no médico antes? Inchaços desse jeito não podem ser considerados casos simples em hipóteses alguma – A médica falou, e toda a sua animação apresentada quando chegou desapareceu, dando lugar a mulher furiosa e fria. Eu me senti mal, culpada por deixar Emily chegar a aquele ponto.

- Eu a levei mais cedo, por volta das onze horas, mas a médica que nos atendeu disse que Emily estava exagerando ao descrever o que sentia, e passou um antiinflamatório – Respondi, soluçando, mas não chorando.

A médica rolou os olhos e suspirou fundo, parecendo não muito alegre com a minha resposta.

- Eu quero um hemograma completo para agora, diga que é suspeita de SCT, eu tenho quase certeza. Eu quero que você a coloquem no soro assim que recolherem o material do hemograma – Drª Morrison para a enfermeira por cima de seu ombro , então se virou para mim – Ela é alérgica a algum medicamento? Aminoglicosídeos ou lincosamidas?

- Não – Respondi, sem saber ao que ela se referia, mas tinha certeza que Emily não era alérgica a nenhum medicamento.

- Bom, isso facilita muito – Ela forçou um sorriso para mim antes de voltar a falar com a enfermeira – Eu quero que dêem seis miligramas de clindamicina e quatro miligramas de gentamicina intravenosa, preparem um quarto para ela.

- Ela vai ficar internada? – Perguntei sobressaltada, segurando a mãozinha de Emily que olhava tudo ao seu redor com os olhinhos assustados.

- Eu receio que sim, senhora. Mas vou deixá-la aqui até que o resultado do hemograma saia, o que não deve demorar, muito – Ela respondeu.

- O que ela tem? – Edward perguntou, adivinhando a pergunta que estava presa em minha garganta.

A médica olhou pela primeira vez para Edward, e então eu vi a surpresa passar por seu rosto, assim como um estranho brilho que causou um desconforto em mim. Ela arrumou sua postura rapidamente e forçou um sorriso para ele.

- Eu prefiro ter certeza antes de confirmar o diagnostico, senhor Cullen – Ela finalmente falou, e então piscou timidamente para ele antes de voltar a olhar mais atenciosa para Emily – Hey lindinha, você poderia me dizer se dói quando aperto um pouquinho aqui?

Nesse momento, a Drª Morrison pressionava seus dedos enluvados sobre os pontinhos vermelhos, no centro da área avermelhada do bracinho de Emy.

Minha bebê, parecendo atordoada com aquilo, e não confiando na estranha que lhe perguntava aquilo, apenas virou-se para mim perguntando com o olhar o que deveria fazer. Eu, por outro lado, forcei um sorriso e apertei sua mão gentilmente.

- Pode confiar nela, bebê, ela vai fazer você ficar boa. O que você sente quando ela aperta seu braço dodói?

- Não sente – Emy sussurrou, olhando para mim com olhos molhados de lagrimas, como se pedisse desculpas por dar aquela resposta - Ta fiou, mamã.

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Era declarado, eu definitivamente mataria a médica que me atendeu hoje mais cedo no outro hospital. Se raiva fosse o suficiente para cometer assassinatos mentalmente, eu certamente já teria acabado com a vida da mulher que se dizia médica e declarou que minha filha estava com manha ao reclamar de uma dor no braço. Céus, Emily estava sendo internada, e pelo olhar que as enfermeiras me davam, e pela maneira que a médica estava agindo, eu simplesmente não conseguia pensar que não era algo sério.

Já estávamos na sala de emergência há quase uma hora, naquele momento, esperando os resultados do exame de sangue chegarem, assim como a Drª Morrison, que ia e vinha sem parar para conversar comigo direito.

- Bella, você tem que se acalmar – Edward pediu suspirando fundo, já cansado de me ver andando de um lado para o outro no pouco espaço que tinha ao lado de Emily.

Agora minha filha dormia serenamente, com a febre já controlada e com a pressão arterial sendo monitorada a cada cinco minutos por enfermeiras, pois ela estava com hipotensão quando chegamos aqui.

- Me acalmar, Edward? Como no mundo vou me acalmar? – Perguntei, com o tom de voz um pouco elevado – Eu preciso saber o que está acontecendo com a minha filha, mas ninguém diz nada.

- Eu sei, mas ficar nervosa não vai adiantar nada, você vai acabar acordando Emily e isso não vai ser bom – Ele falou, passando o braço por cima de meus ombros mais uma vez naquela noite.

Suspirei fundo, sabendo que ele estava certo, mas ainda assim não me conformava por não saber o que estava se passando ali. Edward não removeu seu braço de onde estava, pelo contrario, ele me abraçou de tal maneira que seria impossível fugir, e para ser sincera comigo mesma, eu não planejava fazer aquilo.

Olhando para o relógio, e tentando prestar atenção nos movimentos circulares que o dedo de Edward fazia em meu ombro, eu tentei me controlar e não sair perguntando pela terceira vez se já não sabiam de algo.

- Quando Emily sair daqui, vou levar vocês duas para a casa de praia dos meus pais, e não vou aceitar um não como resposta – Edward sussurrou em meu ouvido.

Eu não respondi, apenas concordei com a cabeça.

- Você deveria ligar para sua mãe, acho que ela merece saber que estamos no hospital – Edward continuou falando, ignorando a minha falta de palavras. Sua mão de repente deixou de tocar em meu braço, e eu senti falta, mas logo notei que ele momentaneamente apontava para meu celular que estava em cima da cadeira ao lado de Emily – Se você quiser, posso falar com ela.

- Não – Respondi rapidamente, pois minha mãe poderia se assustar ao ser atendida por Edward e de repente ter a noticia que estávamos em um hospital – Eu vou mandar uma mensagem avisando que mais tarde entro em contato com ela.

Edward deixou que eu caminhasse até a cadeira e fizesse a chamada se acabar. Resolvida a fazer minha mãe parar de ligar, me sentei na cadeira e digitei uma mensagem explicando a minha maneira que estava tudo sobre controle e que logo ligaria para ela.

A mensagem não havia sido enviada nem há dois minutos quando a resposta chegou, e eu descobri que deveria ligar para Charlie assim que eu pudesse, pois ele também estava preocupado e muito nervoso.

- Senhora Isabella Swan? – Drª Morrison perguntou aparecendo no meu campo de visão, com a mesma prancheta cor âmbar em suas mãos.

- Sim – Respondi, pulando de onde estava para me juntar a ela e Edward na ponta da cama onde Emy dormia.

- Os resultados do hemograma saíram e confirmaram as minhas suspeitas. Sua filha foi diagnosticada com Síndrome do Choque Tóxico, por sorte já começamos com a medicação e definitivamente precisaremos interná-la.

- Síndrome do Choque Tóxico? O que seria isso? – Edward quem perguntou, e eu senti sua mão apertando a minha gentilmente enquanto a médica olhava ao nosso redor.

- Eu tenho e vou ser bem sincera com vocês, e por favor, não hesitem em tirar suas duvidas. Síndrome do Choque Tóxico é uma doença grave causada por infecção por cepas de Staphylococcus aureus, é uma doença mais observada em mulheres de quinze a cinqüenta anos, que fazem uso de tampões, mas ocasionalmente vem ocorrendo com homens e crianças. Ela tem um desenvolvimento muito rápido, e quanto mais rápido o diagnostico maiores são as chances do tratamento dar certo, o uso de antiinflamatórios podem dificultar o diagnostico ou causar alguma complicação. Por isso precisei agir rápido, principalmente pelo tempo que ela já está desse jeito, e pelo fato de ter sido medicada com antiinflamatório.

- É uma doença grave, mas agora que o tratamento começou, os riscos dela são pequenas, não é? Emily vai ficar bem, não?

- Eu poderia afirmar isso com mais certeza se ela tivesse sido diagnosticada mais cedo, além disso, como eu disse, o uso de antiinflamatório pode causar complicações.

- Ela pode morrer? – Edward perguntou, com a voz tão assustada quanta a minha.

- Sendo sincera, a taxa de mortalidade é de trinta a setenta por cento dos casos – Ela respondeu, com um olhar de desculpas. Meu coração se apertou tão forte, que momentaneamente minha visão se escureceu, e caso não tivesse sido abraçada por Edward naquele momento, eu desmaiaria.

- Mas ela é uma criança, como foi que ela pegou isso? Não seria eu que supostamente deveria ter isso? Você disse que é mais comum em mulheres de quinze a não sei quantos anos, Emily não tem nem três ainda. – Minha voz estava estranha, e minha respiração não estava regulada.

- É realmente necessário descobrir como ela pegou, pode ter sido em qualquer lugar.

- E o que vai acontecer agora? Ela vai ficar internada por quanto tempo? Quais são os riscos que ela corre? – Perguntei.

Eu estava chorando, novamente, e isso me irritava. Estava na hora de parar de agir como uma adolescente e ser a mulher e mãe que era meu papel naquele momento. No entanto, era impossível evitar não chorar, pois eu estava cada vez mais aterrorizada.

- Agora nós vamos começar o tratamento, deixando-a internada até que tenhamos certeza que ela está bem. Podemos dizer que Emily foi, de certa maneira, uma paciente de sorte, pois ela poderia ter falência renal, ou se demorasse mais, poderia ter a Síndrome evoluída para uma Fasciite necrosante, o que muitas das vezes podem ocorrer rapidamente por causa da bactéria, e assim, se fossemos rápido, o tratamento seria a amputação do local infeccionado, mas que muitas das vezes não é a solução. Agora nós temos que esperar os efeitos dos medicamentos, que certamente vão ser em torno de três a cada seis ou oito horas. Por política do hospital, e pela bactéria ser realmente perigosa, eu vou ter colocar sua filha em isolamento, e não poderemos colocá-la na pediatria, naturalmente. É comum a ocorrência de lesão renal, hepática e muscular, especialmente durante a primeira semana. Também podem ocorrer problemas cardíacos e pulmonares, por isso nós precisaremos ter muito cuidado com Emily.

Eu tinha a leve consciência de que Edward apertou-me em um abraço forte, assim que meus joelhos tremeram e me preparei para cair ao chão. Também sabia que o ar não estava entrando em meus pulmões, e que a médica a minha frente se preparava para fazer qualquer coisa caso eu precisasse.

Minha mente, no entanto, não estava preocupada com a mais nada a não ser trabalhar para evitar os pensamentos que diziam que eu estava perdendo minha filha.

Fim do capitulo


Ok, primeiro de tudo, todas essas informações foram baseadas em pesquisas do Google, e no que eu e minha mãe lembramos da época que eu fui internada por causa disso... mas eu tinha oito anos (eu digo, era meu niver de oito anos quando fui internada)., e a Emy ainda nem fez três...

Eu tenho que admitir que é maldade minha fazer a Emy ficar com essa doença, ela é realmente horrível, e eu sofri naquela época, logo meus pais também, mas eu acho que isso era melhor que câncer ou qualquer coisa do tipo, além de ser um alerta para tentarem ter cuidados com essas bacteriazinhas chatas que eu realmente odeio.

Mas bem, o que eu posso dizer é que essa situação da Emy vai ser uma porta de entrada para vários assuntos da Fic, tipo a relação Bella e Edward, os pais da Bella, e talvez até mesmo o caso da pai da Emy...

Deboramd: Aqui o Edward não é tão mal, e ele realmente gosta da Bells e da Emy, só que ele pensa que o que ele sente por elas é o mesmo que já sentiu pelas outras mulheres de sua vida, mas talvez esteja enganado...

JU: A Bella não vai demorar muito para saber a verdade sobre o Edward, principalmente agora, não? E você sabe o que a Emy tem...

Beta Biel: O James é um assunto que vai ser mistério até ele descobrir sobre a filha que ele teve com a Bells... Bom, como você percebeu a Emy tem SCT, é pouco conhecida essa doença, mas eu acho ela realmente interessante.

Angel Nunes: Bom, você já sabe o que a Emy tem, agora só falta o Edward e Riley, certo? Pode não demorar muito.

Tete Glauciele: A Bella tem você como companheira na hora do assassinato da médica, certo? Com certeza todos querem matar ela, mas acredite, esse tipo de diagnostico acontece, comigo foi a mesma coisa, a médica disse que eu estava com manha e queria chamar a atenção dos meus pais, sete horas depois eu estava sendo internada com essa doença que a Emy tem, e eu já nem sentia mais nada no corpo todo, minha mãe quase matou a médica que me atendeu primeiro. Bom, espero que tenha gostado.

Adrii Masters: O Edward vai ficar bem presente agora, a Bella precisa de tudo e todos nesse momento, e ele já está bem ligado a Emy também...

Gby00: O que você achou?

Beijos e até mais.