Eram sete horas daquela noite quando Sesshoumaru deixou o hospital, dirigindo sua Mercedes W216. O médico percorreu as ruas da cidade calmamente durante aproximadamente vinte minutos até alcançar o quarteirão do hotel que servia de residência para Rin.

Seguindo o esquema previamente estabelecido, ele guiou o automóvel até a ala leste onde ficava a entrada exclusiva. Os funcionários do hotel já estavam avisados de que se tratava de um convidado da Top Model e por isso deram livre acesso a ele depois que o identificaram.

Sesshoumaru desceu do carro vestindo calças e sapatos sociais pretos, uma camisa azul de mangas compridas e um sobretudo também preto. Ele caminhou até o elevador e logo que entrou apertou o botão da cobertura, onde ficava a suíte de Rin.

Logo que tocou a campainha, a porta foi aberta pela própria mulher que sorrindo lhe cumprimentou.

- Olá! – A voz doce dela soou ao ouvido dele.

- Olá! – Ele respondeu num tom semelhante.

Rin se aproximou dele e o presenteou com um abraço e um beijo terno.

- Podemos ir? - O médico indagou fitando-a.

- Só um segundo. – Rin pediu voltando a caminhar em direção ao seu quarto para pegar a bolsa.

Minutos depois os dois saiam do estacionamento subterrâneo do hotel em direção ao apartamento de Sesshoumaru. Durante o trajeto mantiveram uma conversa descontraída e Rin falava sobre o atendimento prestado a ela no hospital, dizia a Sesshoumaru o quão atenciosos todos haviam sido com ela.

- Aposto que sei quem foi o mais atencioso. – Sesshoumaru falou calmamente sem desviar os olhos da avenida.

Rin se virou para ele no banco do passageiro e o observou de forma indagativa esperando que ele concluísse o que dizia.

- Ken ficou muito feliz em atendê-la, não foi? - Rin sorriu com a indagação. – Ele cobriu você de atenção e sorriu o tempo todo?

- Como você sabe disso?

- Ouvi comentários. Ele disse que jamais conheceu uma mulher como você, estava quase babando sobre uma foto sua em uma revista. Patético.

Sesshoumaru olhou para a mulher de soslaio e ela sorria enquanto ele se mantinha sério e dirigia.

- Ele disse que nunca conheceu uma mulher como eu?

- É. – Respondeu novamente sério. – Como se de fato ele a tivesse conhecido.

- Estou observando uma pontinha de ciúme em você?

- Não. – Respondeu imediatamente.

- Não? – Rin repetiu sorrindo e levou a mão ao rosto dele acariciando-o, depois se moveu no assento para beijá-lo rapidamente. – Mentiroso.

Sesshoumaru sorriu com o gesto dela e voltou a se concentrar na direção quando o sinal de trânsito voltou a ficar verde.

- O Dr Takeda foi gentil comigo.

- Eu imagino. Ele deu em cima de você?

- Não. Como eu disse ele foi gentil, apenas isso.

Os dois mantiveram-se em silêncio por algum tempo, mas este foi logo quebrado por Rin que ainda mantinha um sorriso maroto na face.

- Você poderia facilmente ter evitado que ele desse em cima de mim se tivesse retirado meus pontos ao invés de delegar essa tarefa a outro médico.

Sesshoumaru voltou seus orbes dourados para a mulher e ela o encarou.

- Você disse que ele não deu em cima de você...- Falou sério.

Rin riu ainda mais ao ver a expressão séria de Sesshoumaru ao fitá-la.

- Ele não fez nada além de me tratar como mais uma paciente. Eu estou brincando Sesshoumaru.

O homem mais uma vez voltou sua atenção para a rua, estavam chegando ao edifício onde Sesshoumaru morava. O portão da garagem foi aberto e logo o automóvel era estacionado na vaga reservada.

Sesshoumaru desceu do carro e deu a volta com a intenção de abrir a porta para Rin. Ela sorriu docemente quando ele estendeu a mão para ajudá-la a descer.

- Obrigada. – Agradeceu e viu que ele a fitava intensamente. – O que foi?

- Você sabe porque eu não a atendi, não sabe?

- Sei, você já me disse. Nós conversamos sobre isso na semana passada quando eu disse que iria agendar meu retorno.

- Eu achei que ia ser fuzilado quando disse na reunião que não iria retirar seus pontos. Todos me olharam como se eu estivesse louco e meu tio me fez várias perguntas.

- Perguntas as quais você não respondeu, eu suponho.

- Ninguém tem nada a ver com o que acontece entre nós dois.

- Não mesmo. Agora vem, vamos para cima. – Rin disse o puxando pela mão em direção ao elevador.

Ao entrarem no compartimento cujas paredes eram todas espelhadas, Sesshoumaru abraçou Rin por trás e afundou o rosto nos cabelos dela sentindo o agradável perfume. A mulher o observava através do espelho e pensava no quanto amava aquele homem, no quanto o desejara em silêncio por tantos anos.

Rin foi retirada de seus pensamentos quando o som indicando que o elevador já havia chegado à cobertura soou. O casal entrou no espaçoso apartamento e Sesshoumaru colocou as chaves sobre o aparador como de costume. Ele caminhou até a sala de estar onde Rin estava e se aproximou dela a beijando levemente nos lábios.

- Quer beber alguma coisa? – Perguntou com voz suave.

- Martini. Você tem?

- Acho que sim. – Ele respondeu e já ia se direcionar até o bar quando ela o interrompeu.

- Pode deixar que eu preparo. Você quer o mesmo?

- Pode ser. Eu vou tomar um banho enquanto isso.

- Tudo bem, eu espero. – Voltaram a trocar um beijo leve e Rin sorriu ao vê-lo se afastar indo em direção ao quarto.

Minutos depois Sesshoumaru retornava e Rin estava sentada no confortável sofá da sala tomando seu Martini. Ela observou o homem se aproximar, ele vestia uma roupa mais confortável, já que não tinham a intenção de sair de casa.

Antes que Sesshoumaru pudesse se aproximar de Rin o suficiente para tocá-la o telefone tocou. O médico caminhou até a pequena mesa ao lado e pegou o aparelho branco sem fio.

- Moshi, moshi! – Disse.

- Ora, finalmente o encontro em casa. – A voz feminina soou do outro lado da linha.

Sesshoumaru voltou a caminhar se sentando ao lado de Rin e ela lhe estendeu a taça com o drinque que havia feito para ele.

- Já está com saudades de mim? – Ele perguntou depois de provar da bebida e depositar a taça sobre a mesa de centro.

- Sempre meu querido. – A mulher falou sorrindo. – Eu liguei para saber como você está já que não veio mais nos ver...

Rin aproximou-se mais dele e se aconchegou ao seu corpo quando sentiu o braço forte envolvê-la. Sesshoumaru depositou um beijo rápido nos lábios dela e sorriu com o que ouviu no telefone.

- Pelos deuses Izayoi! Faz apenas dois dias que eu saí daí. – Falou sorrindo olhando para Rin e a mulher sorriu docemente ao compreender com quem ele falava.

- Eu sei, mas eu fiquei preocupada mesmo assim, não consigo evitar. Não devia zombar da minha preocupação de mãe. Você entenderá bem isso quando tiver seus próprios filhos.

- Eu estou muito bem. – O jovem disse acariciando a mulher deitada sobre seu peito. – Está satisfeita?

- Por enquanto sim. Mas espero realmente que você não suma Sesshoumaru. Não é nada bonito um filho abandonar os pais. – Izayoi fingia sofrimento, mas na verdade estava sorrindo enquanto era observada pelo marido que estava sentando na sala com ela.

- Eu não estou abandonando ninguém. Amanhã eu passo aí para ver vocês.

- Ótimo! Vamos ficar esperando.

A mãe encerrou a chamada depois de desejar boa noite ao filho e Sesshoumaru suspirou ao desligar o telefone e colocá-lo na base. O comportamento dele chamou a atenção de Rin que ergueu os olhos para encontrar os dele. Ela sorria.

- Izayoi é uma chantagista. – Ele disse.

Rin sorriu ainda mais e se moveu sentando em seu colo.

- Ela é sua mãe e está com saudades, o que tem de mal nisso?

- Faz 48 horas apenas que nos encontramos pela última vez e ela age como se fossem anos.

- Eu acho que o que ela está sentindo é perfeitamente compreensível. – Rin disse acariciando o rosto dele enquanto sentia as mãos circundarem sua cintura. – Ela viveu por tanto tempo em tensão com a possibilidade de perdê-lo... agora que você está bem, é normal que o queira por perto. – O semblante da mulher se tornara sério ao lembrar de tudo aquilo e ela concluiu. - Eu posso dizer isso porque, eu também me sinto assim. Eu quero ter você por perto o máximo de tempo possível.

Sesshoumaru retirou as mãos da cintura da mulher e as levou até o rosto delicado, que exprimia a dor que ela sentia ao lembrar daqueles acontecimentos.

- Hei! Não quero que pense no que aconteceu Rin... – Falou com a voz suave, fitando os orbes chocolates. – Aquilo ficou para trás. Eu estou bem agora... estou aqui com você.

Rin fez o máximo para espantar aquelas lembranças tristes e voltou a sorrir para seu amado. Ele estava certo, aquilo tudo ficara para trás e agora ela o tinha para si como sempre desejou. Tinha o homem que amava ao seu lado e iria viver cada momento intensamente.

Sesshoumaru tocou os lábios dela com os seus delicadamente a principio, mas logo o beijo se tornou mais intenso e profundo. As línguas se exploravam simultaneamente executando uma dança sensual e provocante.

Rin sentiu o aperto em sua cintura aumentar à medida que as mãos de Sesshoumaru apertavam sua carne. Gemidos deixavam os lábios da bela morena enquanto tinha seus lábios sugados pelo homem sentado sob si.

A mulher retribuiu ao gesto sugando e mordendo levemente os lábios finos de Sesshoumaru e ele reagiu da mesma forma, com gemidos suaves que fizeram um sorriso brotar nos lábios dela. Rin podia sentir a excitação dele pelo volume que aumentava gradativamente entre suas pernas. Ela levou a mão ao membro rijo e o acariciou maliciosa.

Com as mãos livres Sesshoumaru a livrou da blusa que usava expondo a lingerie branca de renda que havia sido comprada naquela tarde quando Rin fora fazer compras. O homem admirou a peça por algum tempo ao mesmo tempo em que deslizava os dedos longos pelo tecido. Ele era atento a detalhes como aquele e Rin sabia disso.

Os lábios se encontraram mais uma vez e Sesshoumaru abriu o fecho do sutiã delicadamente podendo assim vislumbrar os seios fartos e firmes da mulher. A carícia deixou os lábios dela e foi descendo pelo pescoço e pelo colo até alcançar o monte dos seios. Os mamilos estavam eriçados pela excitação dela e Sesshoumaru os tocou com a língua provocando arrepios em sua Rin, que o observava enquanto aquela sensação fazia um fogo invisível percorrer todo o seu corpo.

Os gemidos de Rin tornavam-se mais intensos na mesma medida em que as carícias executadas por ele.

Os dois sentiam a urgência de se conectarem plenamente e Rin levou suas mãos à camisa que ele usava para ajudá-lo a despi-la.

- Você poderia ter me poupado o trabalho de tirar sua roupa se não tivesse se vestido após o banho. – Ela falou sensualmente ao ouvido dele e depois mordeu o lóbulo da orelha.

- Você queria que eu andasse nu pelo apartamento? – Ele perguntou sorrindo.

- Por que não? Estamos apenas nós dois aqui. – Ela argumentou.

Rin afastou-se um pouco dele se colocando de pé a sua frente. Ela retirou a própria calça exibindo a calcinha de renda branca que escondia parcialmente o anjo tatuado em seu ventre. Logo depois a mulher levou suas mãos ao cós da calça dele abrindo-a e a fez deslizar até os joelhos através das pernas musculosas, retirando-as de uma vez do corpo dele.

O volume sob a cueca box branca era notável. Rin umedeceu os lábios sob o olhar atento de Sesshoumaru. Ele se afastou do encosto do sofá e a puxou pela cintura deslizando a pequena peça de renda branca pelo corpo dela até vê-la livre daquela barreira.

Rin pôde sentir os lábios dele tocarem delicadamente a pele de sua barriga, a língua brincar com seu umbigo e o viu beijar seu anjo carinhosamente a fazendo sorrir.

Feito isso Sesshoumaru fez um caminho de beijos ao percorrer seu ventre e suas coxas. Ele tocou sua feminilidade com os dedos e sentiu a umidade que denunciava o quanto aquilo a agradava. O homem a fez se deitar no macio sofá e moveu suas pernas delicadamente, separando-as. Os dedos tocaram mais uma vez a parte mais sensível do corpo dela, fazendo um outro gemido alto ecoar pela sala. Rin arqueou o corpo ao sentir o toque e depois ao sentir os dedos massagearem o local deslizando para seu interior.

Sesshoumaru mantinha-se parcialmente sobre ela enquanto a manipulava e isso permitia que suas bocas se encontrassem de forma apaixonada.

- Sesshy... – Ela murmurou seu nome mais uma vez.

Sesshoumaru retirou os dedos do interior dela, não agüentando mais esperar para sentir-se envolvido por ela. Ele removeu a box expondo o membro já completamente ereto e latejando de tanto desejo. Iniciou a penetração de forma lenta, fazendo aumentar a ansiedade da mulher que estava desesperada para tê-lo dentro de si.

O homem sorriu maliciosamente ao ver a expressão na face da mulher que não entendia porque ele apenas roçava sua entrada mais não a transpunha.

- Sesshoumaru, você quer me matar? Não faz isso comigo. – Ela falou com a voz rouca sucumbindo ao desejo.

- Me mostra o quanto você quer me sentir Rin... – Sussurrou.

A mulher o puxou pela nuca para mais um beijo ardente e o enlaçou pela cintura prendendo-o ao seu corpo.

- Eu quero você Sesshy, eu quero agora.

Sesshoumaru não mais esperou ou brincou com ela. Ele a penetrou profundamente e a ouviu gritar com a boca ainda colada a sua.

Os corpos se movimentavam unidos e sedentos um do outro. As costas de Sesshoumamru mostravam seus músculos trabalhando intensamente enquanto sustentava seu corpo sobre o de Rin. As mãos delicadas dela passeavam por sua pele arranhando-a levemente envolvida pelo prazer que a dominava.

Quando as ondas de choque percorreram o corpo másculo, Sesshoumaru descansou seu corpo sobre o de Rin e ela passou a acariciá-lo delicadamente enquanto sentia a respiração ofegante dele em seu ouvido.

Ele gemeu quando ela percorreu toda a extensão de suas costas seguindo a linha da coluna até as nádegas com as unhas e sua pele se arrepiou.

- Você é maravilhosa Rin. – Ele disse baixo e ela sorriu.

Sesshoumaru passou a beijá-la gentilmente na lateral do rosto vendo-a com os olhos fechados desfrutando da sensação. Após alguns minutos trocando doces carícias, Sesshoumaru se levantou e contemplou por alguns instantes o lindo corpo nu da mulher para logo depois a tomar nos braços e levá-la para o quarto.

Rin sorriu ao ser pega no colo e o enlaçou pelo pescoço se aconchegando mais ao corpo dele. Quando chegaram ao quarto ele a deitou na cama e colocou seu corpo sobre o dela mais uma vez voltando a beijá-la.


Na manhã seguinte como prometido Sesshoumaru foi à casa dos pais. Após o café da manhã ele levara Rin até o hotel e depois seguiu para o bairro nobre onde ficava a mansão Taisho.

O carro negro ultrapassou os imensos portões, cruzando o caminho cercado por jardins até a entrada principal da casa. Saindo do veículo ele abriu a porta e entrou na residência sem cerimônia indo direto até a sala de estar.

- Bom dia Sesshoumaru! – Uma conhecida voz o cumprimentou vindo do corredor.

- Bom dia Kaede! – Respondeu.

A governanta chegava à sala acompanhada de uma das empregadas a qual dava instruções.

- Onde está a chantagista que conhecemos como senhora Taisho?

Kaede riu diante das palavras do jovem. Ela soube do telefonema tendencioso entre ele e a mãe através da própria.

- Ela está no escritório. Você quer que a chame?

- Não precisa. Eu vou até lá. – Disse passando pela criada e a surpreendendo com um beijo na testa.

Kaede foi de fato pega de surpresa. Conhecia Sesshoumaru desde que nascera e sabia o quanto ele era carinhoso com aqueles que amava e ela estava entre essas pessoas, mas há muito tempo ele não demonstrava carinho por ninguém, o que era lamentado por todos os que o conheciam de verdade. Agora o via demonstrar afeto gratuitamente e com uma naturalidade que a surpreendeu de forma muito positiva. A idosa sorriu ao observá-lo caminhar tranqüilamente ao encontro da mãe.

Sesshoumaru alcançou a porta de madeira que levava ao cantinho da casa reservado exclusivamente à mãe. O escritório pertencia a ela e só a ela. Ali ela trabalhava, lia e se recolhia quando queria ficar sozinha.

A sala era ampla e bem arejada tinha grandes estantes repletas de livros, uma mesa localizada próxima à janela para aproveitar a farta luz do sol e poltronas confortáveis em cores neutras.

Havia um computador sobre a mesa e Izayoi estava concentrada em algo mostrado na tela quando ouviu batidas na porta.

- Entre. – Respondeu sem nem ao menos erguer os olhos da tela.

- Bom dia, senhora Taisho! – A voz grave e conhecida chamou sua atenção.

Izayoi ergueu os olhos para fitar o filho que entrava na sala e caminhava em sua direção, ela sorriu ao vislumbrar a face serena dele.

- Bom dia, meu filho! – Respondeu sorrindo. – Que surpresa vê-lo aqui há essa hora.

- Surpresa? Está começando a duvidar das suas táticas de chantagem emocional? Elas sempre funcionaram.

A mulher riu com mais vontade e se levantou da cadeira indo ao encontro dele. Izayoi abraçou o filho como se realmente não o visse há muito tempo.

- Eu não tenho outra forma de fazê-los virem me ver, só assim vocês me atendem. É triste uma mãe ter que recorrer a isso, mas fazer o quê? – Falou enquanto desfaziam o abraço e ela fitou o filho nos olhos.

- Não exagere Izayoi. – Ele falou calmamente fitando o sorriso na face da mulher.

- Sente-se aqui. – Ela indicou a poltrona perto dali.

Eles se sentaram e Sesshoumaru recostou-se ao encosto enquanto a mãe permanecia sentada apenas na ponta do assento com as pernas postas delicadamente de lado como uma dama.

- Falando sinceramente, eu não esperava que viesse aqui tão cedo, ainda mais sendo hoje um dia útil.

- Eu só vou trabalhar mais tarde hoje, tenho uma cirurgia difícil que vai me tomar toda tarde e parte da noite provavelmente.

- Oh sim! O paciente sobre o qual seu tio nos falou. Ele disse que é um caso complicado.

- É sim, mas não é a primeira vez que a realizo e estou em forma para fazê-lo. – Ele disse calmamente fitando a mãe.

Izayoi o observou com mais cuidado por um tempo e voltou a sorrir, mas isso não chamou a atenção de Sesshoumaru porque a mãe sempre sorria quando estava com eles.

- Eu não tenho dúvidas de que essa operação será um sucesso. – Ela falou depois de algum tempo. – Eu soube que a Rin esteve no hospital ontem e que foi o maior alvoroço.

- É? – O jovem indagou cínico como se aquele assunto não lhe dissesse respeito.

- Você não a viu? – A mãe insistiu.

Sesshoumaru a olhou sabendo onde ela queria chegar, mas manteve-se sério e quis fugir do assunto.

- Papai vem almoçar em casa hoje?

- Talvez... você vai esperá-lo?

- Acho que sim. – Falou olhando o rolex em seu pulso.

- Meu filho, posso perguntar uma coisa?

Sesshoumaru olhou com a sobrancelha arqueada para a mãe fitando a bela face dela. Izayoi sorria de forma misteriosa.

- Pergunte. – Ele disse suspirando.

- Esse brilho em seus olhos é apenas excitação por voltar ao centro cirúrgico ou há algo mais?

- O que mais poderia haver? – Indagou sem deixar de fitá-la.

- Esperava que você me dissesse.

- Não tenho nada para dizer. – Ele disse desviando o olhar para um ponto qualquer da sala.

- Seja o que for que esteja acontecendo, eu fico feliz, porque está fazendo bem a você. – Ela disse sorrindo e segurou a mão do filho que apertou sua mão levemente.

Izayoi sabia ou pelo menos desconfiava do que estava acontecendo, mas achava normal o fato de Sesshoumaru não alardear isso. Ele sempre fora muito discreto e ela entendia isso, sabia que era uma questão de tempo até que ele revelasse o que estava se passando.

- Então você não viu mesmo a Rin-chan?

- Meu Deus, você não existe! – Ele falou sorrindo dessa vez. Um sorriso que a mãe admirou como a um fenômeno da natureza, um raro fenômeno.

Como haviam conversado Sesshoumaru ficou na casa dos pais até o horário do almoço, quando o patriarca chegou e juntou-se a eles na mesa. Almoçaram e logo depois Sesshoumaru anunciou que teria que partir. Precisava passar em casa antes de ir para o hospital, a cirurgia estava marcada para as 17 horas e ele queria chegar cedo para se certificar de que tudo estava bem e conversar com a família do paciente.

O jovem saiu da casa dos pais após despedir-se deles. Oyakata observou curioso o quanto sua mulher estava sorrindo ao se sentarem na sala de estar. Ele se sentou ao lado dela e a fitou em análise.

- O que está fazendo você sorrir tanto assim Izayoi? – Perguntou com o habitual tom doce destinado à mulher.

- Nada demais querido, apenas fiquei feliz em ver que nosso filho está animado com a retomada de sua vida.

- É verdade. Ele parece bem satisfeito e está com uma cara ótima.

- Sim e eu acho que a tendência é melhorar ainda mais daqui para frente. – A mulher falou enigmática e logo depois tocou os lábios do marido com os seus. – Você vai voltar para o escritório?

- Não sei... – disse beijando-a. – Talvez eu fique fazendo companhia a minha adorável esposa.

Izayoi sorriu e abraçou Oyakata sentindo-o beijar seu pescoço levemente.

- Você ficará então? – Ela perguntou se afastando o suficiente para encontrar os orbes dourados. Oyakata confirmou com um aceno de cabeça e acariciou o rosto dela, que voltou a sorrir docemente.

O casal passaria aquela tarde juntos, desfrutando dos carinhos e demonstrando o amor um pelo outro.


Olá meninas!

Esse foi mais um capítulo, dessa vez um pouco mais longo.

Nesse capítulo já deu para percebermos que Sesshoumaru não é o iceberg que ele costuma representar para os outros. Vimos que ele sente ciúmes de Rin apesar de não demonstrar muito claramente nesse primeiro momento e de negar veemente que sinta.

Eu gostei do resultado final do diálogo dele com a Rin no carro, aliás, alguém aí falou que está gostando muito dessa Rin. Admito, eu também a adoro. Ela é linda, independente, inteligente, poderosa e sabe o que quer, mas nem por isso deixa de ser meiga e romântica.

O que foi Sesshy sendo carinhoso com a Kaede? É, e vocês verão isso mais vezes na fic. A Kaede significa muito para essa família por estar com eles há anos. Eu vou abordar isso mais pra frente.

Izayoi tentou arrancar alguma informação do filho, mas foi impossível. Parece que por enquanto ele não quer mesmo que as pessoas saibam o que está acontecendo entre ele e Rin.

Questionaram se eles estão namorando. Bom, do meu ponto de vista, acho que eles caminham para isso. Lembrem-se que faz apenas algumas semanas que eles voltaram a se reencontrar e se entender.

Já falei muito. Quero apenas agradecer aos leitores e todos aqueles que deixaram suas opiniões e questionamentos. Obrigada!

Nathy!? Não fique chateada com o Sesshy, tá? A intenção dele ao dizer aquilo foi a de despistar. Ele não quer que as pessoas pensem que ele dá importância demais a Rin. Ele normalmente se mostra indiferente a tudo e quando quer esconder o relacionamento mostra mais indiferença ainda. rsrs.

Hinata-chan, Vice-chan, Jeh-chan, Yukiko-hime, Arice-chan, hika456(seja bem vinda), Vivia, Tamara, Haruka sempai, Emi-sakura, Carlinha e Cris. Muito obrigada pelos reviews. Vocês são d .

Beijos !