Título: "Amor na Internet"
Fanfiction Original (em Inglês): "Love Net"
Autor: Lalina
Tradução: Yêrma
Shipper: Bella & Edward
Gênero: Universo Alternativo, Romance, Sexo; todos os personagens são humanos.
Censura: "M" – 18 anos.
SINOPSE: Bella conhece Edward, por acaso, em uma sala de bate papo. Apesar da distância entre os dois, eles acabam se apaixonando um pelo outro. Mas quais serão os segredos que Edward esconde? Conseguirão eles superar os obstáculos que os separam? *Temas Adultos*
Disclaimer: Nem Twilight nem Love Net me pertencem.
Fic original (em inglês): .net/s/4869538/1/Love_Net
Perfil do autor original da fic: .net/u/1796919/Lalina
Capítulo 8
Março
Após o último e-mail de Edward, nós voltamos a nos comunicar e ele agora falava abertamente sobre seu filho, e sobre o resto de sua família. Conhecer essa outra faceta dele me encorajava e sentia-me mais próxima a ele como nunca me sentira antes.
De vez em quando, ressentia-me por não ter tido a oportunidade de conhecê-lo em fevereiro; porém, estava trabalhando para que nosso encontro acontecesse. Tinha me transformado em uma máquina de fazer reservas de vôos e já havia angariado três passagens. Eu me encontraria com Edward DE QUALQUER FORMA, mesmo que para isso eu tivesse que me matar de trabalhar.
Planejava visitá-lo em abril e estava crente que iria morrer por ter que esperar todo esse tempo, mas nós dois só poderíamos nos ausentar do trabalho naquele mês. James estava agindo como o idiota de sempre, impedindo-me de tirar outra folga. Ele parecia não se lembrar que nesses três anos em que trabalhei na agência, quase não tive folgas. Eu era sua máquina de fazer dinheiro e ele não queria que nada prejudicasse a sua conta bancária. No entanto, JC foi obrigado a mudar de idéia quando ameacei deixar o emprego. Para ele, Bella faltar dois dias era mais aceitável do que Bella parar definitivamente de trabalhar para a TDG.
Entretanto, minha ameaça era totalmente vazia. Se eu largasse o emprego, perderia as passagens gratuitas e, consequentemente nunca teria a chance de me encontrar com Edward. Portanto, jamais deixaria a agência, mas James não precisava saber disso. Quanto menos JC soubesse sobre minha vida pessoal, melhor para mim.
Eu ainda saía com meus colegas de trabalho para me divertir. Fazia-me bem passar um tempo sem pensar obsessivamente em Edward e no que eu faria com ele assim que tivéssemos sozinhos. Desde que ele tornou-se menos reservado, admitindo tudo o que queria fazer comigo, comecei a ter dificuldades para me concentrar em outra coisa. Não me ajudava o fato de que, a cada dia, as cartas dele se tornavam ainda mais descritivas. Elas mantinham um tom respeitoso, mas eu conseguia interpretar os significados ocultos por detrás de suas descrições sutis.
Algo simples como – Mal posso esperar para ter seu corpo ardendo contra o meu e estarmos tão entrelaçados, que eu consiga sentir sua respiração em meus lábios – traduzia-se como: Eu quero transar com você feito um animal.
Pelo menos, isso era o que eu desejava que suas palavras significassem. Não acreditava que, depois de todas essas preliminares verbais, fosse capaz de não atacá-lo no momento em que finalmente estivéssemos frente a frente. E como se seus e-mails não bastassem, Edward me enviara um pequeno pacote pelo correio. Quando lhe contei que as pobres fotos que eu havia imprimido estavam estragando, ele me mandou fotografias reais. Ele também me enviou um CD cheio de músicas românticas e sexies, o qual eu ouvia todas as noites, imaginando o que Edward faria comigo se acaso estivesse em minha cama.
No instante em que retirava todos os itens de dentro da caixa que ele me mandara, um pequeno saco plástico transparente caiu, contendo um pedaço de tecido dentro dele. Eu o peguei do chão, curiosa, perguntando-me o que poderia ser aquilo. Quando abri o saquinho, o cheiro mais doce que eu já havia sentido exalou do tecido. Ofegando, trouxe-o para mais perto do meu nariz. Era Edward; sua essência, o cheiro dele – gritava minha mente para mim mesmo. Aquele cheiro era delicioso.
Havia recebido uma sobrecarga sensorial e fiquei dividida entre suas fotos, suas palavras e seu cheiro. Espantei-me por não ter pegado o primeiro avião para LA e saído às pressas em direção a Base Aérea para me postar em frente aos portões, gritando feito uma lunática até que alguém encontrasse Edward. Como eu sobreviveria o resto do mês até que pudesse estar perto dele?
Quando reclamei com ele sobre a minha ansiedade, ele riu, assumindo que se sentia da mesma forma e desejava que pudesse ao menos ouvir a minha voz. Fiquei imóvel no meu assento, pois aquela afirmação me deixara atordoada. A voz dele! Desde o desastre em LA, não havia nem cogitado tentar contatá-lo pelo telefone novamente, mesmo depois de tê-lo perdoado pelo seu desaparecimento. Ao indagá-lo sobre por que ainda não havíamos nos falado ao telefone, ele me respondeu que achava que eu não queria, uma vez que eu tinha o número dele e, contudo, nunca lhe ligara.
Edward se esquecera completamente que havia me dado o número errado. Por ter sido absorvido por todos os acontecimentos recentes, ele havia deixado aquele fato de lado. Ele então me passou o número correto e perguntou-me se eu não gostaria de ligar para ele imediatamente. Engasguei quando considerei falar com ele naquele exato momento. Após ponderar por alguns segundos, entrei sem ser percebida em uma das salas em que os clientes eram atendidos e disquei o número dele.
O telefone tocou umas duas vezes antes de Edward atendê-lo.
- Suboficial Cullen falando. – Sua voz saiu concisa, nítida e séria, mas mesmo assim fora o som mais lindo que eu já havia escutado no mundo inteiro. Comecei a ofegar ao telefone.
- Alô? – Disse ele, parecendo confuso.
- Oi Edward, sou eu, Bella – consegui em fim responder. No entanto, foi a vez dele de permanecer em silêncio.
- Alô? – Repeti quando o silêncio se prolongou por muito mais tempo e logo escutei sua risada. Se antes pensei que a voz dele era linda, o som vibrante, grave e melódico de sua risada aumentou enormemente essa minha impressão.
- Bom, olá, Linda! – Respondeu ele calmamente. – Você me pegou de surpresa, eu não imaginei que você me ligaria assim tão rápido.
- Você tem uma voz tão linda – deixei aquela frase escapar de um modo estúpido. Franzi a testa e estapeei-a repetidas vezes. Ele riu outra vez e aquele som me deixou completamente extasiada.
- Obrigado. Sua voz também é maravilhosa, Bella. – Disse ele suavemente. – Tentei imaginar como ela seria, mas devo admitir que minha imaginação foi falha; ela não lhe fez justiça.
Olhei espantada para o telefone em minhas mãos. De onde ele tirava tudo aquilo?
- Eu digo o mesmo – respondi, sem ter mais o que acrescentar. Se continuasse a agir dessa forma, quando desligássemos o telefone, Edward pensaria que eu fosse uma retardada.
- Conversar comigo te deixa nervosa? – Perguntou ele, rindo. Não pude deixar de sorrir em resposta. Procurei então recordar do rosto dele e relaxei.
- Sou apenas eu, Bella. Você pode me contar o que quiser – continuou ele com sua voz aveludada e grave.
- Oh, Edward – suspirei. – Eu realmente acreditei que me sentiria melhor quando ouvisse sua voz, mas tudo o que desejo agora é te encontrar. – Notei que Edward perdeu a fala com a minha confissão.
- Eu também, Bella. Esse mês vai passar tão devagar. Você não sabe o quanto eu te desejo aqui comigo.
- Eu acho que sei sim – discordei e fui agraciada com sua risada gostosa novamente.
- Olha, as coisas aqui estão meio agitadas por agora, mas vou trabalhar até mais tarde. Será que você pode me ligar quando estiver em sua casa? Acho que assim nós dois teremos mais privacidade. – Ele sugeriu, diminuindo o tom de voz de maneira sedutora e senti uma onda de calor perpassar todo meu corpo.
- Seria melhor mesmo – grunhi. Ele sorriu levemente do modo como falei e logo comecei a rir junto com ele.
- Muito bem, Linda... Adorei conversar com você. Promete que vai me ligar hoje à noite?
- Prometo – disse já sonhando chegar em casa.
- Ciao, Love.
- Tchau.
Desliguei o telefone e arrastei-me de volta para minha mesa com um grande sorriso bobo no rosto.
***
Assim que terminei todo meu trabalho, deixei a agência, apressada. Normalmente, eu ficaria até depois do expediente para ajeitar a papelada, mas sabia que aquele dia não conseguiria me concentrar. Desci as escadas e ao sair do prédio, tive que enfrentar a chuva fina que caía. Corri até a minha caminhonete e sentei na cabine, esperando que o motor esquentasse.
Recostando minha cabeça no banco da minha Chevy vermelha, fechei meus olhos e recordei o som da voz de Edward. Eu não saberia como descrevê-lo com precisão. Apenas poderia dizer que aquele som deixava as minhas pernas bambas e todo o meu corpo ardia em êxtase.
Relembrei como ele me respondera ao telefone, sua entonação saiu cheia de autoridade. No entanto, mesmo assim, soara incrivelmente sexy e perguntei-me como seria ouvir aquela voz nítida e autoritária na cama – Deus! Porém, no momento em que ele descobriu que era eu quem estava falando, ele mudou o tom de voz, tornado-se suave e sedutor. Suas palavras me prenderam e envolveram-me como uma carícia.
Estremeci levemente e soltei um gemido baixo, repreendendo-me. Aquilo era uma tortura. A mais completa e absoluta tortura. Por que Edward não poderia viver em alguma cidade de Washington? Eu tinha certeza que existia várias Bases Aéreas no estado, por que ele tinha que morar no outro lado do país? Bem, creio que poderia ser pior: ele poderia ter se estabelecido na Flórida! Entretanto, considerando a frequência com que eu seria capaz de vê-lo, era como se ele morasse lá mesmo.
Uma batida leve na janela da caminhonete me assustou, retirando-me do meu transe. Era Angela, que estava parada na chuva, sorrindo para mim como se eu fosse uma louca. Imagino que devo ter agido como tal, sentada em meu carro, resmungando e conversando comigo mesma. Tive dificuldades para abaixar o vidro para que pudesse saber o que ela queria.
- Oi Angie, o que foi? – Perguntei timidamente.
- Nada, só vim me certificar de que você está bem. Você está bem, não está, Bella? – Falou ela entre risadinhas.
- Sim, estou muito bem. Estava apenas esperando o motor da caminhonete esquentar. – Disse, gesticulando.
- Uhum… - Ela me encarou com um olhar astuto. – E sonhando acordada. – Exclamou ela, abrindo um largo sorriso no rosto. Minhas bochechas coradas responderam tudo o que Angela queria saber.
- Oh, meu Deus, Angie. – Grunhi. – Como eu vou sobreviver essas próximas semanas?
- Por que não saímos para beber alguma coisa e conversarmos sobre isso? Quase não tenho falado com você ultimamente, a não ser na agência. – Senti uma pontada de culpa e não soube o que responder.
- Bem, eu tinha que ligar para Edward hoje à noite para fazer companhia a ele, enquanto ele trabalha... – Comecei a tagarelar feito uma pateta.
- Ora, vamos, Bella! Tenho certeza que você não poderá ligar para ele nas próximas duas horas. Podemos jantar nesse meio tempo.
Jantar até que cairia bem e Angela estava certa. Mesmo que quisesse chegar em casa o mais depressa possível, com o intuito de ligar para Edward, eu sabia que os colegas de trabalho dele ainda deveriam estar por perto e ele realmente mencionara algo sobre privacidade. Senti um frio no estômago novamente ao relembrar-me daquela voz sexy, cheia de insinuações.
- Ok, vamos então. – Disse-lhe sorrindo. – Você quer pegar carona comigo ou vamos em dois carros?
No final, decidimos que seguir em dois carros seria melhor; pois assim, quando terminássemos, poderíamos ir direto para nossas casas. Não que fôssemos levar muito tempo para voltar a TDG e pegar o carro, uma vez que Forks era um ovo. Provavelmente, Angela se sentia do mesmo jeito que eu e não queria voltar à agência a não ser que fosse estritamente necessário.
Tivemos um jantar calmo e agradável, e conversamos sobre o que havia se passado em nossas respectivas vidas. Foi bom ter aquele papo só de mulheres e percebi o quanto sentia falta daquilo. Eu teria que me arrancar dos meus devaneios e passar mais tempo com Angela, Alice e Rosalie.
Ao lembrar-me de Rosalie, travei o maxilar. Ela ainda não se entusiasmara com Edward e, embora ele não tenha sido o homem que avistei na danceteria, Rose não confiava nele. Ela não se conformara com o fato de ele ter mentido para mim sobre alguns aspectos da vida dele, e não gostou de eu tê-lo desculpado tão facilmente.
Era muito fácil para Rosalie pensar daquela forma, pois ela tinha Emmett. Recordar daquele ursão me fazia sorrir. Ele adorava Rose e correu atrás dela incansavelmente, chegando até a se matricular em suas aulas de dança. Tudo somente para ficar mais perto dela. Na verdade, ele nem precisava de aulas. Apesar de ser grandalhão, Emmett era bastante gracioso para um homem de seu tamanho. Depois de algum tempo, ele conseguiu quebrar aquela barreira e Rosalie não teve outra escolha a não ser se apaixonar por ele.
Contudo, o amor não acontecia de forma fácil para todo mundo. Nem todos nós iríamos trombar com nossa alma gêmea praticamente na porta de casa. Muitos precisariam viajar para encontrar a pessoa perfeita. Rosalie ainda não conseguia entender isso. Eu acreditava que, no fundo, ela estava era com medo de eu arrumar minhas trouxas e mudar-me para Califórnia, caso meu relacionamento com Edward desse certo.
Eu tinha que admitir que aquela ideia passara por minha cabeça por mais de uma ocasião. Edward estava meio que atado ao trabalho dele e eu não sabia se ele sequer poderia ser transferido para Washington. Ele ainda teria que servir as Forças Aéreas por mais dois anos, antes de abandonar o posto. Quanto a mim, eu poderia ser uma agente de turismo em qualquer lugar. Tinha certeza que James odiaria me perder, mas isso não fazia diferença alguma para mim. Eu conseguiria as cartas de recomendação através dos meus clientes e do Vice-Presidente da agência, Jeffrey.
Ao perceber que Angela chamava pelo meu nome, voltei para o presente. Ela me perguntava se eu já havia terminado de jantar e se estava pronta para ir embora. Assim que olhei no relógio, constatei que haviam se passado duas horas desde que entramos no restaurante. Nesses últimos dias, Edward sempre ficava até mais tarde no trabalho, por isso, sabia que ele ainda estaria por lá quando eu chegasse em casa. Balancei a cabeça, em sinal positivo para Angela e peguei minha carteira a fim de dividir a conta.
Nós andamos em um companheirismo silencioso até nossos veículos. Após nos despedirmos, entrei em minha caminhonete e dirigi em direção a minha casa. Ao chegar, andei pelos cômodos vazios e fui direto para o meu quarto sem nem ao menos acender as luzes. Desejando estar confortável para conversar com Edward, coloquei meu pijama habitual e me agarrei ao telefone. Eu já estava com o número dele em mãos. Mãos estas que tremiam enquanto discava aquele bendito número.
Estava ciente que ele aguardava pelo meu telefonema, mesmo não tendo lhe informado o horário exato que eu ligaria. Portanto, esperei impaciente enquanto o telefone chamava, sentindo borboletas flutuarem em meu estômago.
- Suboficial Cullen falando.
Havia pensado que dessa vez estaria preparada para ouvir aquela voz dos deuses, mas me enganei. Agi de modo tão demente quanto da primeira vez em que a ouvi. Felizmente, consegui responder mais rápido do que antes.
- Olá, Edward – disse-lhe com uma voz rouca.
- Oi, Bella, esperava que fosse você – respondeu ele, imitando a minha entonação. As borboletas em meu estômago dançavam freneticamente e todos os pelos de minha pele se arrepiaram. Deus do céu! A voz dele ainda era mais linda que sua aparência, como se isso fosse possível. Curvei-me para alcançar minha foto favorita de Edward e admirar aquele rosto lindo.
- Você está mais tranquilo para falar agora?
- Sim, estou. Todos os que trabalham nesse prédio já foram embora. Eu sou todo seu. – Estremeci dos pés a cabeça. Todo meu; amei aquela frase.
- Você tem certeza que não prefere ir para casa? Eu posso telefonar para lá, em vez disso. Você deve estar cansado de ficar no trabalho.
- Não, não... Eu prefiro ficar aqui do que em casa. – Pensei na minha casa vazia e entendi perfeitamente o que ele queria dizer. – Além disso, eu tenho uma papelada para arrumar.
- Oh, você quer que eu te ligue mais tarde, quando você estiver terminado? Eu não quero te impedir de...
- Bella – ele me cortou com sua voz aveludada, a qual me aquecia. – Eu posso terminar o meu serviço a qualquer hora. No entanto, eu não posso conversar com você todo o tempo. Se eu pudesse escolher entre terminar a papelada e ouvir sua voz sexy, você ganharia sempre.
- Eu adoro quando você pronuncia o meu nome – disse, suspirando.
- Bella – repetiu ele, numa voz suave e sedutora, fazendo-me gemer ao telefone. O efeito que esse homem causava em mim era inacreditável. Ele então começou a sorrir levemente.
- Você é mau – exclamei, fazendo bico.
- Me desculpe, Linda – respondeu ele, se divertindo com aquilo. – Mas eu adoro te provocar.
- Eu posso pensar em outras formas de você me provocar – disse-lhe, brincalhona.
- É mesmo? – retrucou-me ele, obviamente adorando aquela brincadeira. – O que você tem em mente?
- Você terá que esperar até nos conhecermos pessoalmente. – Respondi com malícia.
- E depois você diz que eu é que sou mau? – Agora foi minha vez de rir. – Eu não posso esperar para estarmos juntos. Quanto mais perto nós chegamos da data do nosso encontro, mais parece que o tempo passa arrastado.
- Eu digo o mesmo – suspirei novamente.
- Eu já tenho tudo planejado. – Disse ele, animado.
- Sério?
- Sim! Conheço um lugar localizado numa praia depois de Malibu. Estive lá em uma turnê com o time de baseball da Base Aérea. Acredito que o local seja perfeito para se passar uma temporada. Há várias coisas a se fazer nas proximidades. Acho que será divertido. – Ele soava como um garoto de cinco anos prestes a conhecer a Disneylândia. A única diferença era que, com sorte, eu quem seria a sua diversão.
- Me parece legal. Mas honestamente, Edward, não me importo onde ficaremos, desde que eu esteja com você. – Disse-lhe e o escutei respirar fundo.
- Eu fico feliz por você pensar dessa maneira. Às vezes eu me pergunto se não estou agindo precipitadamente. Bella, você acha estranho que eu me sinta tão ligado a você, muito embora não tenhamos nem nos conhecido ainda? – Apesar da timidez em sua voz, pude notar a intensidade de suas palavras.
- Não – respondi automaticamente.
- Ok, ainda bem – disse-me ele, claramente aliviado. – Enfim, creio que deveria te perguntar sobre como você está vestida agora ou alguma coisa do tipo. – Sugeriu ele, soltando uma risada contida. Eu então olhei horrorizada para meu moletom e minha camiseta surrada.
- Não acho que você queira saber disso.
- Bem, agora você aguçou a minha curiosidade. O que você está usando?
- Edward – repreendi-o com minha entonação mais severa.
- Mmm… Eu adoro o modo como você pronuncia meu nome também, Bella. – Senhor Jesus Cristo Seja Louvado! Edward gemendo e dizendo meu nome em uma mesma sentença; eu estava no céu.
- Não imaginei que teria de me vestir adequadamente para um simples telefonema. - Respondi sarcasticamente. – Umm... Estou usando apenas uma camiseta e um moletom.
- Tire-os! – Ordenou ele.
- Como é que é? – Perguntei numa voz esganiçada.
Com o mesmo tom autoritário, ele repetiu devagar o que havia acabado de me dizer.
- Eu quero que você tire sua camiseta e seu moletom.
Considerei dizer não por um breve instante, mas aquele tom enfático provocava reações em meu corpo que jamais havia sentido antes. Retirei meu moletom às pressas e sentei-me para me livrar de minha camisa. Assim que me vi sem ela, voltei a me deitar na cama.
- Ok, os retirei – disse, sem fôlego.
- Muito bom! – Exclamou ele de um modo mais gentil. – Estou tentando te visualizar agora. Você está na cama?
- Sim.
- Está deitada?
- Sim.
- Descreva-me a posição em que você se encontra.
- Edward? Você tem certeza que não prefere estar em casa para ouvir isso? – Perguntei a ele com a voz estremecida, o que o fez rir suavemente.
- Não. Eu levaria muito tempo para chegar em casa e eu quero te ouvir agora. – Respondeu ele, utilizando novamente o seu tom autoritário.
Hesitei por alguns segundos, uma vez que nunca havia passado por aquela experiência antes; porém, Edward me fez sentir segura e sexy. Descrevi a ele como estava posicionada na cama e que lingerie usava. Fiquei chateada por não estar vestida com algo mais sedutor. Entretanto, Edward pareceu se excitar com minha roupa íntima inocente – um sutiã e calcinha brancos.
Ao som da sua voz provocante, comecei a deslizar minhas mãos pelo meu corpo. Edward percebeu, imediatamente, a mudança em minha entonação e perguntou-me o que eu estava fazendo. Quando lhe confessei, ele grunhiu ao telefone. Aquele som aumentou a minha excitação, pois agora eu sabia como ele soaria durante o sexo. Obviamente, aquela descoberta me fez gemer alto, o que o atiçou ainda mais.
Edward ordenou que eu dissesse a ele tudo o que eu estava fazendo, como eu me sentia e o que mais me dava prazer. Descrever-lhe meus passos começou a ficar mais difícil à medida que chegava perto do orgasmo. Quando alcancei, parei de falar, deixando que meus gemidos e minha respiração ofegante informassem a Edward o que ele queria saber.
- Oh Deus, Bella. Te ouvir me deixou louco, você não faz idéia do quanto eu te desejo! – Disse ele com uma voz rouca. – Eu quero ser a pessoa a te fazer gemer dessa forma.
Esperei que minha respiração voltasse ao normal para depois respondê-lo.
- Mas é você quem está me fazendo gemer dessa maneira.
- Você entendeu o que eu quis dizer. Eu queria estar te beijando, tocando, lambendo. – Aquela afirmação dele me deixou completamente excitada de novo.
- Em breve, Edward – disse-lhe docemente.
- Não tão breve quanto eu gostaria.
Conversamos um pouco mais até que me senti mal por ele ainda estar no trabalho, então me despedi, não sem muita relutância.
O resto dos dias correu no mesmo estilo. Eu ligava para escritório de Edward ou ele me ligava da casa dele, e enlouquecíamos um ao outro. Aquilo ajudava a diminuir um pouco a frustração de não tê-lo por perto. No entanto, também nos causava uma ansiedade tremenda, servindo de antecipação para o que aconteceria em nossa viagem. Eu esperava que Edward não se desapontasse comigo quando nos encontrássemos pessoalmente. Contudo, tinha absoluta certeza de que, o que me faltava em experiência, eu poderia compensar em entusiasmo.
Os dias passavam lentos e abril simplesmente não chegava tão rápido quanto eu ansiava.
