Nota: Bem, ok, eu admito que demorei um pouquinho demaaais dessa vez (Mesmo que eu particularmente não ache que um mês e meio seja uma demora tão grande). Mas é que eu fiquei meio sem saber como continuar. Porque como eu recebi muuuuitas reviews no capítulo passado, que diga-se de passagem, eu fui meio má (HUHUHUHU), eu achei que esse aqui não estava ficando bom. Ou seja, eu reescrevi ele algumas vezes até chegar nisso e AINDA NÃO GOSTEI ;-; Mas, já que vocês iriam me matar ainda mais se eu demorasse mais...
Vocês vão ter que se sustentar com isso aqui x)
Sobre as reviews, eu pensei... AAAAAAAAAAAAAMO TODAS VOCÊS DE MONTÃÃÃO! VOCÊS SÃO AS MINHAS TCHUTCHUQUINHAS! *-* (Ok, se tiver algum menino que me mandou review e eu não estiver lembrada, me perdoe, EU TAMBÉM TE AMO TCHUTCHUCÃO! *-*) A questão é que vocês foram MA-RA-VI-LHO-SAS! Sabem disso? MELDELS! Não, SÉRIO! Foram 105 reviews! Oh, deus, eu realmente AMEI o capítulo passado HUSAHUSAHUSHUSA Vocês são as melhores leitoras EVER!
Então, me perdoem por não respondê-las, porque se eu fosse responder eu não postava esse capítulo era nunca mesmo HSAHUSHUASHUAHUSUS
Então... OBRIGADA DE MONTÃO: Marydf Evans Cullen, MMMM , miih Potter Cullen , Adinha Nery , tatah ferreira , Kah Reche , NiNa. Bia , Bibi , Kinhaa , Líla* , Mylle , Rafa 8D , Talizinha , Lucy Myh , Miih ... Cullen , Cathy Cullen , Lily A. Cullen , dannye , Tod Chan , Stephani , Isa Nicácio , Angel Cullen McFellou , Holliday' , Lali Motoko , Thays , Cíntia , Dada Cullen , My Odd World' , Polly , BabyLizzie , Agnes Cullen , Crisa , Nath Tsubasa Cullen , Isa. C. , Joanna , Maah Benez , Pammy , Sara C. , Leesh , Elise Garcia , Pida (: , C - Bellinha , Melanie Sohma, Polly Cullen , padoaan , fashunrey , Alina , Mih Brandon Cullen , Flah Malfoy , Ina Cullen , Tamiris Rivarola , Midian , Carol Venancio , Gi Pizzol , Lakina e Mandiz , Carol S. , tatianne beward , Nic Nosferatu , Tsuki Soulles, Ana , Mimii, Raquel Cullen , Lucia, Wine , Srta. Ayanami - Granger , Kagome ( Sami ) , Joana , Bruna Higurashi , SofiaMichaela , Lueh Sayuri , Mandiinhaa. Cullen , Hanari , Katryna Greenleaf , YumyLee , Manu , Tekiinha Cullen , Jessika Sant'Iago , Tha , Mimy Cullen , Lilah Cullen , LinaFurtado , Mi , Carol , Luiza , Drika , Rosângela , Nane , Alice Cullen , Aidara , Naty , Natália , Gabi , Carolpulga , Marry , '- nah batalha , Giulia Black Cullen , - Quutamo e bela _ jp.
E cara, dessa vez eu recebi MUITAS ameaças de morte HSHUASHUAHUSAUSHUA
Todo mundo pensou que eu ia matar os Cullen... Bem, vocês vão ver o que eu fiz. Terão que ler x)
Ficou meio pequeno, mas é mais pra vocês verem a situation neh? BOA LEITURA, e, OBRIGADA NOVAMENTE POR TODAS AS REVIEWS *-*
PROTECTING YOU
CAPÍTULO IX - ACORDANDO EM UM MUNDO DE DESESPERO
A única coisa que se escutava era o barulho que seus batimentos cardíacos causavam naquele aparelho hospitalar, pois fora aquilo o resto era incrivelmente silencioso. As paredes brancas transmitiam tranquilidade e as luzes apagadas e cortinas fechadas deixavam o quarto escuro.
O corpo ali deitado dormia tranquilamente, como se não tivesse passado por altas emoções recentemente e o braço enfaixado tampava a marca que ali fosse ficar. O lençol cobria até metade do peitoral do agente, que não sentia frio realmente, enquanto o material fino da camisola hospitalar cobria o corpo de Edward. O aquecedor fazia o trabalho de deixá-lo confortável com a temperatura do quarto.
Esme encarava da porta do quarto – com a mão na maçaneta - o corpo inerte de Edward, e não acreditava que deixara aquilo acontecer. Não conseguia suportar aquilo. Sua sombra estava projetada pela luz que vinha do corredor até perto da cama do ruivo, mas ela não tinha coragem de realmente se aproximar do próprio. Era sua responsabilidade cuidar daquele caso, junto deles, da sua família. Cuidar daquela troca. Ela era esperta e poderia ter feito um plano muito melhor, incrivelmente melhor, e era sua culpa que agora ele estivesse daquele jeito.
E de longe ela conseguia ver o enorme hematoma na testa Edward, causado pela concussão. Ela agradecia a Deus que aquilo não tinha causado consequências tão sérias, afinal.
Bastavam Jasper e Rosalie.
Suspirou chorosa ao se lembrar dos filhos de sangue.
Antes que as lágrimas pudessem começar a rolar novamente, ela resolveu ir para a própria sala. Tinha que reagir o mais rápido o possível e pensar em um plano de ação para recuperar a testemunha, mesmo que aquilo fosse incrivelmente difícil.
Deu uma última olhada no ruivo antes de deixá-lo para trás, e fechou a porta atrás de si. Caminhou para longe da ala hospitalar apesar de sua mente ter ficado para trás.
Assim que ela saiu e fechou a porta, os olhos verdes se abriram lentamente e com hesitação, se acostumando com a escuridão em que saíam e entravam de novo mesmo ao se abrirem. Eles piscaram confusos, e a cabeça de Edward latejou. Sua mão subiu em reflexo fazendo-o notar então a agulha enfiada em seu pulso, ligando-o a um soro. Aquilo fez com que ele observasse melhor sua situação, notando finalmente o ambiente ao seu redor.
Ele então reconheceu o hospital. Reconheceu os equipamentos desenvolvidos e esteticamente bonitos da ala hospitalar do FBI.
Já estivera ali, é claro. Várias vezes. Se machucar naquela profissão era algo incrivelmente frequente.
E então se encostou novamente na cama, quieto, e confuso. Não se lembrava por que estava ali, e sua cabeça latejava horrivelmente.
Foi então que com um simples flash de memória seu mundo caiu de uma hora para outra. Foi só com uma simples memória que toda a impotência e o desespero do momento em que ele apagou e não pôde impedir que tirassem Bella de sua proteção voltou com tudo.
E então, sua última visão antes de mergulhar profundamente na escuridão fora de Bella desacordada.
E também da porta do passageiro sendo arrancada por vários homens encapuzados.
Que porra fora aquela? Por que ele não conseguira impedir que a pegassem? Por que ele não conseguiu impedir nada? Havia sido a mesma coisa com Tânia, e ele não havia conseguido impedir que a pegassem. Ele era um inútil. Ele não conseguia proteger aqueles com quem ele se importava!
Suas mãos foram parar em sua cabeça, em desespero.
O que ele ia fazer agora? Como ele ia fazer para achá-la?
'Eu prometo. '
Ele havia prometido para ela que iria protegê-la, e lá estava ele, hospitalizado por algum motivo que ele ainda não tinha certeza enquanto ela estava nas mãos dos bandidos. Que belo homem ele era, que nem conseguia cumprir sua própria palavra!
Seus dedos passaram pelos fios de cobre e se afundaram pesadamente por eles. Puxaram os tufos, com a raiva que passava pelas veias de seu corpo naquele momento. Como ele pudera se dar ao luxo de perdê-la?
'Confie em mim. '
Como ele pudera pedir para que ela confiasse nele? Se sentia um mentiroso, daqueles caras que não se confiam nem mesmo metade no fio de cabelo. O que se diga a vida.
'Estarei te esperando. '
Seu corpo inteiro parou ao se lembrar do olhar que ela lhe lançou no carro. Naqueles milésimos de segundo, aquelas palavras saltaram de seus olhos intensos e expressivos. Seu corpo inteiro se acalmou enquanto suas mãos lentamente se abaixavam e ficavam uma de cada lado do corpo do ruivo, paradas, inertes, enquanto os olhos verdes se fechavam ao se lembrarem daquele momento.
Ele não poderia se desesperar. Ele não poderia se descabelar, ou cometer nenhuma loucura contra si mesmo naquele momento.
Ela o esperava.
Ele tinha que pensar com calma e frieza o que fazer a seguir. Ele tinha que planejar seus próximos passos com cuidado e exagero, pois não sabia o que viria a seguir. Tinha que lembrar que havia alguém infiltrado no FBI, tinha que se lembrar que todo cuidado era pouco, já que impulsividade resultaria no inimigo em dois passos à frente.
Fechou os olhos enquanto respirava fundo para tranqüilizar seus batimentos cardíacos novamente, que fizeram o 'bip' ir à loucura, enquanto uma enfermeira entrava no quarto rapidamente e ligava a luz.
- Senhor Cullen? – Ela perguntou preocupada. Abriu as esmeraldas novamente, e a encarou com a mesma intensidade interior, não se contendo nem um pouco. A mulher até mesmo fraquejou ligeiramente. – O senhor está sentindo alguma dor específica?
Ele pensou na pergunta da garota loira com o rabo de cavalo alto. Aquela situação era complicada. Não era bom ficar no hospital, quando se havia alguém infiltrado...
Encarou então o olhar que ela lhe lançava, parecia uma olhar assustado. Relanceou para seu pulso que ele sabia estar ligado ao soro.
Era ainda pior quando se está hospitalizado e com soro.
- Não, eu não preciso de sedativo. – Ele respondeu calmamente, sabendo que se fosse rude poderia ser uma desculpa para o uso do dito calmante. A enfermeira encarou a prancheta e caminhou até o ruivo, começando a fazer os procedimentos normais. – Eu poderia dar uma olhadinha na prancheta? – Perguntou o mais educado o possível. Ele sabia ser cavalheiro quando queria.
A garota o encarou e relaxou com aqueles olhos a encarando daquele jeito, com educação e visível tranquilidade, e então a prancheta foi parar nas mãos de Edward, que queria entender logo seu estado.
Ele havia sofrido uma concussão que não havia causado consequências sérias. Pelo horário que entrara no hospital e pelo horário que se lembrava do acidente, deveria estar desmaiado por quase dez horas; Havia um corte em seu braço direito incrivelmente profundo (feito a ferro quente), causado – aparentemente – propositalmente, em formato de um V que provavelmente não se cicatrizaria... Nunca.
Aquilo fez com que ele encarasse o próprio braço, vendo-o enfaixado como se pela primeira vez. Provavelmente tinham se aproveitado do seu desmaio... Aqueles bastardos!
E seus olhos foram passando por alguns outros diagnósticos básicos que falavam somente de alguns arranhões de quando tentaram retirá-lo do carro destruído.
Suspirou irritado com tudo aquilo.
Quando olhou para cima novamente, viu a enfermeira totalmente abobalhada. Não sabia seu estrago físico, mas parecia que a mulher não notava.
Ignorou aquilo.
- Você poderia me dizer quando poderei sair daqui? – Perguntou o mais calmo que pôde. Não queria dar pretextos para que ela resolvesse dopá-lo. Era um perigo estar dopado agora que sabia com certeza que havia um espião entre eles.
- Você não está em um estado grave como os outros Cullens, então, imagino que hoje mesmo poderá sair. – Ela disse sorrindo.
Mas seu sorriso cheio de dentes brancos e brilhantes e seus olhos claros e intensos não diminuíram o baque do que ela dissera.
- O-o qu-quê? – Edward gaguejou quando perguntou. Ele não conseguiu entender o que ela dissera, não conseguiu digerir o que ela estivera falando, e quando ela percebeu o que tinha falado, logo colocou as mãos sobre a boca.
Mas logo o ruivo se esquecera da pose de tranquilidade e calmaria, ele já havia tirado a agulha do soro do pulso, já havia se sentado na cama e segurava os dois pulsos da enfermeira juntos a seu peito. Firme, para que ela não ousasse enfiar qualquer agulha nele antes que lhe desse a informação inteira.
- O que você disse? – Ele perguntou pela segunda vez, e agora de forma firme e forte. Ela fraquejou, se arrependendo de não ter se segurado. Os Cullen eram uma só família, e ela se esquecera de que ele iria se preocupar e muito com os outros. – Diga logo, mulher!
- Não foram todos que se machucaram, é claro! – Ela disse apavorada, depois que ele a balançou. – O senhor Carlisle, o Senhor Emmett, e a Senhora Alice estão bem. Com alguns machucados leves envolvendo cacos de vidro e hematomas, mas estão bem. – Ela soltou nervosa. – Mas a Senhora Rosalie está em um estado muito grave. Ela sofreu um quadro de concussão igual ao seu, e vários estilhaços de vidro penetraram fundo no crânio dela. – Enquanto ela ia falando, era como se Edward sentisse tiros o perfurando. – E o Senhor Jasper está em coma.
Com aquilo ele a soltou. Os pulsos dela estavam doloridos quando as mãos de Edward a soltaram, mas ela não precisou mandá-lo se deitar ou algo assim para poder sedá-lo, porque ele se deitou sozinho.
O agente precisava ficar quieto naquele momento. Ele não aguentava toda aquela informação. Ele não aguentava saber que sua família estava naquele estado, além de Bella ter sido pega. Ele sabia que tinha que reagir, mas... Meu Deus, alguém de sua família estava em coma, ele não poderia ter um tempo?
- Eles estão nesse andar? – Ele ainda perguntou enquanto ela caminhava hesitante para perto da cama.
- Sim. Por mais que seu estado não seja grave, todos estiveram envolvidos em acidentes de carro, então deixaram todos no mesmo andar. O andar com os melhores médicos. – Ela respondeu, enquanto começava a aplicar o sedativo.
- Entendo. – Ele disse, fechando os olhos verdes com cansaço. – Me perdoe pelos pulsos, sim?
- É claro. – Ela respondeu, no final de tudo, percebendo a alma bondosa do agente. Suspirou com dó da situação. – Sua família vai ficar boa, você vai ver.
- Assim espero... – Ele respondeu, já ficando sonolento. Ele torcia para aquilo, já que era tudo o que ele queria. Mesmo que a enfermeira não soubesse que no coração de Edward Bella estivesse incluída na família.
- Senhor Cullen, pela quantidade aplicada o senhor acordará daqui a pouco... Então, bons sonhos.
.
.
A consciência foi voltando lentamente, diferentemente de como uma forte dor na testa pareceu surgir do nada. Nenhum som se ouvia, nenhuma palavra, nem mesmo respiração. Estava mergulhada em um profundo silêncio. Seu corpo estava gelado, como se estivesse mergulhada em uma piscina de gelo.
A cada segundo que sua consciência voltava ela tinha mais e meias percepções da própria situação.
Abriu os olhos com cuidado, piscando levemente para se acostumar com a falta de luz. Era como se ela nem mesmo estivesse acordando, era como se estivesse dormindo com um abajur ao seu lado iluminando metade do quarto e deixando sombras projetadas no local. Ela olhou para o teto – estando deitada de barriga para cima -, e viu uma textura que se assemelhava a de uma pedra.
Estava confusa, estava incrivelmente confusa.
Levou a mão até a testa enquanto a dor latejava e se intensificava. Parecia que sua cabeça iria explodir de tanta dor, e ela nem mesmo se lembrava do por que.
Foi quando alguns flashes vieram a sua mente. Fora rápido, mas o bastante para que sua estranha tranquilidade se modificasse de forma evidente. Sentou-se rapidamente e olhou para todos os lados. Viu paredes e um portão de ferro negro à sua frente.
Levantou-se em desespero, percebendo que o teto nem era tão alto assim. Se ela se levantasse em um pulo, sua cabeça poderia bater na pedra acima. Caminhou rapidamente até a grade, segurando as barras com as mãos delicadas e trêmulas com força o suficiente para deixar as junções de seus dedos brancas. Ela não queria acreditar, ela não podia acreditar que ela havia sido pega. Ela já sabia que aquilo iria ocorrer, e estaria esperando que Edward a salvasse, mas isso não diminuía aquele sentimento que a deixava inconformada e desesperada.
Ela havia sido, finalmente, pega pelos Volturi.
Sentiu a cabeça rodar de tanta dor e começou a massagear os olhos com uma das mãos. Algumas lágrimas começaram a preenchê-los, mesmo fechados, e começaram a rolar por suas bochechas.
Ela nem mesmo sabia se Edward estava vivo, se ele estava bem. Ela não sabia como Emmett estava, como Alice, Rose e Jasper estavam. Era agonizante não saber se eles estavam bem ou mesmo seeles estavam vivos. Aquela falta de notícias fazia com que ela se sentisse extremamente culpada.
Ela não deveria ter entrado na vida deles de jeito algum. Não havia sido justo com eles, que por sua culpa – por estar no lugar errado, na hora errada – eles tivessem se envolvido naquela loucura e agora estivessem machucados ou... Mortos.
Só de pensar em Edward morto fazia como choro silencioso de Bella se transformasse em soluços. Não, ele não pode estar morto.
Ela se afastou da grade, andando de costas até o fundo da cela. Era esse o nome do local em que ela se encontrava, em uma cela no melhor estilo medieval possível. Sentando-se no fundo, dobrando as pernas e depositando seu rosto em seus joelhos, abraçados pelos seus braços finos, ela se encolheu, chorando, em choque e trauma. Era a reação óbvia depois de tudo o que ela passara.
Ela nem mesmo sabia há quanto tempo estava ali, adormecida, jogada naquele local frio. Ela só sabia que o colete a prova de balas colocado antes de sair do apartamento já não estava com ela.
Chorou por vários minutos, só parando quando a dor na testa parecia diminuir levemente, e quando seu coração já começava a tentar reagir em uma tentativa de sair daquele sofrimento. Aos poucos foi parando de soluçar, de chorar, e foi se acalmando para pensar racionalmente. Ela tinha que pensar no melhor e não ficar imaginando se os Cullen haviam sobrevivido ou não.
Limpou suas lágrimas com força com as costas da mão direita e encarou a grade a sua frente. Manteve-se fria e indiferente, nem mesmo demonstrando surpresa quando percebeu aquele vulto logo do outro lado das barras pela primeira vez. O vulto alto e completamente reconhecível.
- Seu choro é comovente. – Ouviu a voz que ela começava a odiar profundamente soltar aquelas palavras de forma irônica. Sua vontade era de matá-lo, ali e agora, do pior jeito possível. – Sério, estou realmente comovido com tanto sofrimento. – Ele continuou, parecendo se divertir com a indiferença quase hostil de Bella. – Eu tenho um lençinho aqui, aceita? – Ele riu.
Bella cerrou os dentes, se segurando o máximo possível para não falar nada. Ela não queria responder, ela queria que ele fosse embora e a deixasse em paz. Já fora suficiente o que ele fizera com ela, roubando-a dos federais, machucando seus amigos e machucando Edward.
Ela não precisava que ele viesse zombar de seu sofrimento e de sua reação a toda essa confusão em que estava metida. Ela simplesmente não precisava ser lembrada que sua morte estava incrivelmente próxima.
Pois era aquilo que significava ela estar no 'covil' dos Volturi: morte.
Sua morte com tortura e abuso. O mesmo tratamento que Tânia havia recebido. Ela tinha certeza que teria o mesmo, por justamente ser uma testemunha protegida por Edward Cullen. Ela tinha plena consciência que eles estavam adorando fazer isso com ele, roubando-a igual haviam feito com Tânia, brincando com seus sentimentos por pura maldade enquanto o deixavam imaginar o que fariam com Bella, que estava tão longe de seu alcance.
- Bem, aparentemente, você não aceita o lençinho. – Ele respondeu a própria pergunta, parecendo divertido.
- O que você quer? – Bella perguntou, não conseguindo se segurar. Quanto mais cedo ele dissesse logo o que queria, mais cedo ele sairia dali... Pelo menos era o que ela queria.
Ouviu a risada dele, e estremeceu. Ele conseguia rir da situação em que ela se encontrava.
Ele simplesmente não tinha coração.
- O que eu quero? – Ele respondeu com uma pergunta, dando dois passos para frente e ficando perto da grade. O capuz negro cobria seu rosto parcialmente, deixando-o com uma aparência ainda mais sombria. O sorriso sarcástico que ela conseguia vislumbrar mesmo com tão pouca iluminação tornava as coisas ainda piores. – Eu não quero nada. Na verdade, só queria conhecer a nova protegida com que Edward se envolveu. – Ele disse simples. – Posso dizer que pelo menos ele tem bom gosto. – Completou, fazendo com que Bella se encolhesse um pouco mais. – Não se preocupe, você não é do meu tipo.
E ele riu, novamente.
Deus, como ele era risonho, não?
- Nem você o meu. – Ela respondeu hostil, fazendo com que ele risse um pouco mais. Ele parecia se divertir com qualquer coisa que ela fizesse ou falasse.
- Eu sei, eu sei, seu tipo é um bom agente do FBI, ruivo e com um ótimo senso de humor. – Ele respondeu. – Foi realmente interessante nosso encontro no shopping daquela vez. E sobre isso quando quiser eu posso trazer um sorvetinho pra você. – Ele completou.
- Você é um palhaço. – Bella disse irritada. Não era muito inteligente da parte dela ofendê-lo, mas ela não conseguia mais vê-lo rir o tempo inteiro quando ela estava em tamanho desespero. Era o tipo de situação inconveniente que se via em filmes os quais os vilões se divertiam à custa das vítimas. Ela nunca pensara que aquilo realmente acontecia.
Era até mesmo incrivelmente interessante e frustrante perceber que ela havia sido escolhida para ser uma daquelas vítimas.
- Sempre me falaram isso, é incrível. – Jacob respondeu dando de ombros. – Sempre disseram que eu tinha um ótimo sendo de humor, que até mesmo chegava a ser irritante. – Ele completou com tédio, aparentemente não levando a ofensa a sério.
- Com certeza. Muito irritante. – Bella respondeu, não conseguindo se segurar. Aquela resposta causou outro riso no homem do outro lado da grade, fazendo com que ela apertasse ainda mais os joelhos contra o peito. Ela tinha sérios problemas que ela sabia que poderiam leva-la a uma morte ainda mais precoce e trágica. Tinha que aprender a se segurar. Com certeza.
- Você tem uma língua bem afiada, sabia? – Ele disse rindo. – Bem, eu gosto disso. Pessoas com respostas cortantes são mais interessantes e divertidas.
- Era só o que faltava! – Bella disse exasperada. – Você me achar divertida enquanto tento te ofender!
- Faz parte. – Ele disse sorrindo e dando de ombros. – This is me, my little girl!
- Por que você não vai tentar matar passarinhos? – Bella disse ainda mais irritada. Como uma pessoa conseguia ser tão insensível e irritante? Tudo bem que chegava a ser um alívio saber que ele não havia se ofendido com aquilo tudo, mas... Na situação dela, ser tão insensível daquela maneira até mesmo para um bandido era demais.
- Já matei todos enquanto esperava você acordar. – Ele respondeu simples. – Além dos passarinhos, alguns cachorros, gatos, ratos, ou seja, qualquer animal que passou na minha frente. Sem dó nem piedade, na realidade. – Ele completou, fazendo com que Bella se arrepiasse inteira. – Até alguns dos nossos homens que não estavam muito eficientes. Você sabe, queima de arquivo também... Olha, eu já matei tudo que eu tinha que matar, então, eu só posso te encher. – Ainda completou como se fizesse aquilo todos os dias, deixando-a ainda mais assustada. Bella encolheu-se ainda mais contra o fundo da cela, tentando ficar o mais longe o possível do homem encapuzado.
Ela não podia esquecer que ele era um assassino, e aparentemente, ela estava se esquecendo.
Então permaneceu calada depois daquilo, fazendo com que ele ficasse com o cenho franzido. Ela não estaria sendo nada inteligente se ficasse discutindo com um assassino, que fazia parte dos Volturi. Meu Deus, era suicídio!
- Ficou com medo, Isabella? – Ele perguntou com uma voz sombria, encostando-se um pouco mais na grade, fazendo com que Bella se encolhesse ainda mais. – Isso mesmo, tenha medo de mim. – Ele afirmou com um olhar sombrio para a garota. – Mas tema ainda mais os outros três que chegarão depois de amanhã. Tema Demetri, Felix e Alec. – Ele continuou, agora segurando as barras de ferro com suas mãos grandes e pesadas. Apertando-as de uma forma firme e raivosa. Se não estivesse preocupada com o que viria a seguir, poderia supor que nem ele gostava dos outros três. – Pois foram eles que torturaram, abusaram, e mataram Tânia Denali.
Bella sentiu o coração tentar voar pela boca, enquanto os olhos se enchiam de lágrimas novamente.
Ela estava perdida.
Os acontecimentos com os Cullens serão melhores explicados no proximo capítulo, então, se quiserem saber... E bem, com a Bella, vocês já perceberam, ela está na toca dos lobos... SHUAHSUAHUS Meu deus, que trocadilho horrível x) [até porque, todos são humanos, lembrem-se disso haha] E vocês terão o capítulo assim que as reviews chegarem aos 460. Mas eu não queria que a mesma pessoa mandasse mais de uma vez, então, todo mundo que terminar de ler...
Ta vendo esse botãozinho logo aqui em baixo, escrito: "Review this story/chapter"? Clica nele e me manda uma reivew x)
