Finalmente, mais um capítulo! Espero que gostem...

Eu dedico o capítulo a: bebelis, Duda2708, FlviaM, Gerci, JuPontes, Lari SL, Leticia, Luafontes, milima, mrodrigues94, NathM, Pauline e ThaysCRVLH. Obrigada, pessoal!

Bjs a todos!

(Os personagens de Glee não me pertencem, só o enredo diferente e o Sr. Zokner)


No trajeto da festa para o apartamento em que viviam, Rachel e Finn ainda trocaram alguns beijos. Quando ela sentiu que ele a apertava mais, no entanto, afastou-o com cuidado.

"Finn, babe, calma. A gente está no carro, temos companhia." Disse, a última parte meio cantada.

"Desculpe, Sr. Zokner." Ele se afastou, sem jeito, vendo um pequeno sorriso no rosto do motorista.

"Não há do que se desculpar, Sr." O motorista, na verdade, estava até feliz de ver o casal interagindo mais do que nos outros dias.

Apesar de ter parado de agarrar Rachel e de beijá-la com desejo, Finn continuou fazendo carinho nela, em seu rosto, pescoço, nos cabelos, procurando pelo olhar dela, que era uma grande incógnita no momento, sorrindo, dando beijinhos mais comportados nos lábios, na face, brincando de arrastar o nariz atrás da orelha dela.

Ela estava gostando. Aliás, ela estava adorando! Além disso, a presença do motorista que, por ser quase da família, em razão do número de anos que tinha servido à falecida Ethel, precisava achar que o casamento era verdadeiro, impedia que ela o interrompesse completamente, e tivessem uma conversa séria sobre o que estava acontecendo.

Quando ficaram, finalmente, sozinhos, porém, a atitude dela mudou. Assim que ele tentou abraçá-la e beijá-la, dentro do elevador, ouviu o seu protesto inesperado.

"Não, Finn." Pediu, com a voz doce, mas decidida. "Por favor, não."

"Por que não?"

"A gente só se beijou por causa das desconfianças dos outros..."

"Você vai ter coragem de me dizer que não gostou... que não queria?" Falou, sorrindo, meio debochado, meio frustrado.

"Espera." Eles não podiam ter aquele tipo de conversa no corredor do prédio, então ela esperou que os dois estivessem na sala de estar da grande cobertura. "Eu gostei, sim. E eu... parte de mim... queria. Mas... a gente não pode levar isso adiante. Eu... eu não posso me envolver com você, Finn."

"Boa noite, Rachel." Foi saindo, frustrado, cabeça baixa. Ele a queria demais, mas o que poderia fazer? Que argumentos usar?

"Finn... por favor..." Ela também se sentia derrotada, frustrada. Ela queria ceder, ficar com ele, transar com ele ali mesmo. No sofá da sala, no carpete macio, onde mais ele quisesse. Queria se entregar completamente, mas sabia que não conseguiria entregar seu corpo, sem que ele levasse junto seu coração. Temia um dano irreparável.

"O que você quer, Rachel? O QUE VOCÊ QUER?" Não gritou, mas subiu o tom da voz, dando ênfase às palavras.

"Eu quero que a gente converse... como adultos, como... amigos."

"Não tem nada pra gente conversar. Você me pediu pra não fazer nada, pra fingir que eu não quero você. Então... eu to fazendo a única coisa que eu posso fazer... eu to indo pra droga do meu quarto."

"Eu não queria que ficasse um clima ruim entre a gente." Ela enterrou o rosto nas mãos, sentada no sofá, com o cotovelo no colo.

"Tá tudo bem, Rach." Foram as últimas palavras dele, não mais irritadas, apenas com um certo ar de tristeza. Ele foi para seu quarto, e, alguns minutos depois, ela rumou para sua própria suíte, que deveria ser a do casal.

Não se tocou mais no assunto e ambos contaram com seu talento artístico para voltar imediatamente ao clima de amizade, como se nada tivesse sucedido.

Finn, que iria estrear no teatro em algumas semanas, descobriu que haveria uma festa de comemoração, na primeira noite de espetáculo. Ficou se questionando sobre como seria dividir com ela sua felicidade, seu sucesso, sem poder agir naturalmente, abraçar, se tivesse vontade, beijar e fazer carinho em quem todo mundo acreditava ser a esposa dele. Manter o clima amigável era necessário, mas nesse tipo de ocasião era quase impossível.

"Rach, você sabe... você é a coisa mais próxima de uma mulher que eu tenho na minha vida..."

"Eu não sou uma coisa próxima de uma mulher, Finn. Eu SOU uma mulher..." Interrompeu, rindo dele.

"Você entendeu, vai?" Retrucou, impaciente.

"Uhum." Ela voltou a misturar suas frutas e cereais matinais, enquanto ele passava geléia no waffle que ela tinha preparado especialmente para ele.

"Eu pediria à minha mãe, mas ela mora longe e..."

"Finnyyyy... quer falar logo?" Estava ansiosa para saber qual era a missão feminina que ele teria para ela.

"Eu preciso de ajuda para comprar umas coisas... roupas e... essas coisas." Ela o olhou, balançou a cabeça, positivamente, e voltou a atenção para as frutas. "Principalmente para essa tal festa..."

"Ai, eu to tão animada! Você não tá?" A animação de Rachel era não somente genuína, como perceptível e contagiante. "É claro que nós vamos ao shopping! Eu também preciso comprar um vestido novo. Eu tenho que ir bem bonita, à altura... afinal, você vai ser o foco das atenções, hum?" Sorriu para ele, que devolveu o gesto.

A partir desse momento, ela falou e falou e falou um pouco mais, sobre a ida deles ao shopping, tudo que eles iriam comprar, como seria a festa, o fato de que ela precisaria marcar hora no salão. Ele, todavia, não estava prestando mais nenhuma atenção. Só olhava, encantado, hipnotizado, aquela mulher que estava preocupada em comprar uma roupa nova, para ficar bonita, à altura dele, sem se dar conta do quanto era LINDA, deslumbrante, perfeita a seus olhos.

As compras, alguns dias depois, foram uma diversão só. Finn não gostava de ir ao shopping, de escolher, experimentar, ficar em fila, agüentar bajulação de vendedor, e sempre fugia desse tipo de "passeio", quando convidado pela mãe e o irmão mais novo. Contudo, ao lado de Rachel, uma tarde inteirinha entrando e saindo de lojas, e tendo como resultado uma porção de sacolas para ele carregar, tinha sido surpreendentemente agradável.

Enquanto Rachel estava na última loja em que ela queria adquirir alguns itens, a Victoria Secret, Finn ficou sentado em um banco, no corredor, secretamente imaginando a falsa esposa em um conjunto de calcinha e sutiã exposto em um manequim, na vitrine. Perdido em seus devaneios, nem viu quando alguém se aproximou.

"Finn, cara! Quanto tempo!"

"E aí, brother?" Disse, levantando e abraçando o amigo.

"Não aparece mais pra ver os pobres, hein! Desse jeito, eu quase acredito que você deu o golpe do baú, como o Matt fala, cara." Os dois riram. "Por falar nisso, foi mal não ter ido ao casamento. A agência me mandou fazer uma fotos na Califórnia. Foi de última hora."

"Sem problemas. Casamento é meio chato, bom mesmo é a lua de mel." Deu um risinho safado. Seu amigo mais pegador nunca poderia saber que ele não transou com a própria mulher na noite de núpcias. E em nenhuma outra noite. Estava há meses sem sexo!

"E cadê a sortuda, hein? Eu preciso conhecer essa gata tão foda, que colocou você na coleira de dedo... e rápido pra cacete!"

Nesse momento, os dois ouviram um grito, que os fez olhar na direção da loja.

"NOAH?" Rachel veio correndo e largou as sacolas, se atirando nos braços de Puck, que a pegou no colo e rodopiou com ela.

"Babe-berry?" Ele a colocou no chão e os dois se olharam, sorridentes. "Você tá linda! Mais linda! Cara, quanto tempo! Uns... cinco anos?"

"É... por aí, uns cinco, seis anos." Os dois riram e se abraçaram de novo, apertado. Finn se sentia confuso, surpreso, mas principalmente ignorado.

"Caraca! Que saudades, babe! Minha babe-Berry." Acrescentou, maliciosamente.

"É..." Limpou a garganta. "Noah, você conhece o Finn?"

Ela se deu conta de que jamais uma mulher poderia deixar alguém falar com ela, daquele jeito, na frente de seu marido e, como não tinha certeza se Noah deveria saber que o casamento era falso, então ela não poderia deixar que ele a tratasse como sua babe-Berry na frente de Finn. Se deu conta também do fato de que os dois estavam conversando antes de ela chegar, então certamente se conheciam, o que ela não sabia se era bom ou ruim.

"Claro! Finn é meu amigo, moramos juntos e tudo! Você..." A ficha dele caiu. "Cara, a Berry é a sua mulher?"

"Não... ela não é mais Berry. O nome dela é Rachel Hudson."

"Ah, cara, foi mal pelo apelido. Eu nunca iria adivinhar."

"Tá tudo bem, Puck..."

Não estava nada, nada bem, mas ele não ia perder o amigo por causa de uma garota que nem era realmente dele. Nesse momento, ele só queria entender de onde vinha essa intimidade toda, o que não foi difícil porque Rachel convidou Puck para jantar com eles, já que era justamente isso que os dois tinham combinado de fazer quando ela saísse da loja.

Os três sentaram em um restaurante com opções vegan, pois Rachel seguia esse tipo de dieta, quase sempre, e, além de comer, conversaram por algumas horas. Rachel ficou sabendo que Puck agora era fotógrafo de uma agência de modelos e ele soube que ela tinha voltado a estudar há pouco tempo, que estava começando a fazer testes para peças de teatro, e que ainda tinha envolvimento com o coral do colégio.

Finn, por sua vez, não ficou nada feliz ao saber que Puck tinha sido o primeiro namorado de Rachel, com quem ela tinha ficado por dois anos, enquanto ele era jogador de futebol e ela a capitã das líderes de torcida.

Eles não entraram em tantos detalhes assim na conversa, mas o fato é que o namoro só tinha acabado porque ela optara por ficar no coral e deixar a torcida organizada, e ele não aceitara bem a decisão dela. Ela saíra de coração partido da história, porque acreditava que os dois ficariam juntos, pelo menos até cada um ir para sua faculdade, se um deles resolvesse sair de NY. Ele tinha sido o primeiro namorado dela, seu primeiro homem e, na verdade (isso nem ele sabia) o único, já que Jesse, depois de ter saído do armário, sequer entrava na conta.

Mais tarde, os dois tinham ficado amigos e ele mesmo acabara fazendo parte do coral, depois de ter sido expulso do time, por transar com a namorada do quarterback. Só tinham perdido o contato porque ele tinha mesmo ido estudar fora de NY, mas ambos estavam super felizes em se reencontrar.

Com certeza, não se perderiam de vista de novo, como afirmaram, inúmeras vezes, durante o jantar. Nenhum dos dois percebeu, dentro da bolha que acabaram criando, o quanto aquilo estava incomodando a terceira pessoa ali presente.


Puckelícia na área! FOFinn com ciúmes?

E agora? Rachel dividida?