Passando rápido para postar! Consegui um tempinho!
Mil desculpa mais uma vez por não responder como vocês merecem, mas eu realmente estou correndo!
Agradeço a todos que estão lendo ^^ Em especial: Carol Black Cullen, maa cullen, Lu Higurashi, Lali Durao, TT Salvatore Potter Black, LarissaSpunk e Natyc.
Suas reviews me ajudam demais! ^^
-A gente não devia fazer isso aqui.
-Você liga? – Bella tinha um jeito estranho de me convencer das coisas.
Voltei a beijá-la, enquanto sentia suas mãos percorrerem embaixo da blusa do meu uniforme. Estávamos dentro de uma sala onde não estava tendo aula naquele momento, eu estava com medo de ser pego, mas a vontade de estar ali com Bella era maior.
Ela sentou em uma mesa, me puxando pra ficar entre suas pernas. Desde o dia em que ela aparecera no meu quarto de madrugada, os beijinhos que dávamos antes não eram mais suficientes. Precisávamos de contato. Do corpo um do outro.
Sem notar o que realmente fazia eu abri os botões da blusa dela, deixando seu sutiã a mostra. Ela respirou fundo quando fui descendo meus beijos para ali. Ela apertava meus braços a cada beijo que recebia e eu descia cada vez mais, parando em uma volta de seu seio. Ali era um lugar menos visível, certo?
-Edward! – ela me recriminou quando notou o que eu estava fazendo. O que eu podia fazer se tinha adorado a idéia de marcar o corpo de Bella?
-É um lugar menos visível! – disse me defendendo, mas perdendo quando ri. Ela bateu no meu braço. O sinal bateu a fazendo pular de susto.
-Oh! Já está na hora da aula! – ela disse pulando e fechando os botões da blusa. A abracei.
-Tem certeza?
-Não era você que tava com medo? – suspirei.
-Certo, vamos logo...
-Er... Edward... – eu a olhei. Ela riu vermelha – Fecha a calça... – olhei pra calça aberta, mostrando minha cueca preta.
-Mas quando...
-Vamos logo! – ela disse assim que ouvimos passos. Fechei a calça e corri atrás dela.
...
-Vocês estão ficando ninfomaníacos! – Alice riu.
-Bella, tivemos nossa primeira vez final de semana passado!
-È, fizeram do meu quarto motel todos os dias depois daquele!
-Você ofereceu!
-Eu ofereci um dia, Alice Cullen! Um dia!
-Ah, amiga... E você quer que eu faça o que? – suspirei.
-Meus lençóis acabaram! – ela riu.
-Eu passo a levar os meus, ta certo? – revirei os olhos.
-Certo, certo... Mas se eu encontrar outra cueca do...
-Ok, ok... Eu entendi... Nunca mais deixo nada aqui! – disse beijando os dedos fazendo um "x" na boca com eles. – Mas agora eu tenho que ir...
-Visitar seus pais?
-Yes... Você não vai ver seus tios?
-Não. Eles devem estar em mais uma viagem...
-Eles viajam tanto... Deve ser bom viver assim.
-A custa dos outros, realmente.- Alice voltou a se sentar na minha cama.
-As vezes você fala de um jeito... Não gosta dos seus tios Bella? – olhei para Alice me amaldiçoando por esquecer que ela pegava as coisas no ar.
-Que idéia Alice! – ri nervosa – Eles me criaram... Depois que meus pais morreram, como poderia não gostar deles?
-Não sei... As vezes o jeito como fala deles, quando fala né, parece ser ressentido...
-Coisas da sua cabeça... Agora vai e se diverte com seus pais! Eu cuido do Jasper pra você – ela riu.
-Acho bom... – ouvimos a porta. Eu levantei e abri.
-Bellinha... Alice ta ai?
-Tá sim... Alice! É o Emmet!
-Você grita como se esse quarto fosse enorme! – eu ri – Cadê o Edward?
-Ele já ta vindo... Vamos indo pro carro?
-Vai também Rosalie? – não consegui me conter.
-Vou... Emmet vai me apresentar aos pais. – eu ri.
-Boa sorte então. – ela me olhou desconfiada – Juro... To desejando de boa. – ela continuou me olhando desconfiada e puxou Emmet pra perto.
-Obrigada, acho... – e saiu. Alice me olhou afetada.
-Ela ainda acha que eu vou roubar seu irmão dela... – Alice riu.
-Mau sabe ela que você já tem sua dose de Cullen todos os dias...
-Alice! – gargalhou saindo. No momento em que ia fechar a porta alguém não deixou. – Oi. – sorri.
-Oi.
-Veio se despedir? – ele fez uma careta.
-Só vou visitar meus pais...
-Eu sei... Por isso mesmo... Um final de semana sem Bella... Será que você sobrevive? – ele riu me abraçando.
-Vou fazer o máximo pra voltar... Vivo.
-Acho bom... – e nos beijamos.
Era tudo tão bom. Ainda não sabia o que tínhamos nem se tínhamos alguma coisa realmente, mas era muito bom ficar com Edward. Ele me fazia bem, me tratava bem... E eu estava tão acostumada ao contrário.
-Tenho que ir...
-Tudo bem... Segunda a gente se vê.
-Domingo de noite. – eu ri.
-Domingo de noite. – concordei. Me deu um selinho e saiu.
Me joguei sorrindo na cama. Agarrei o travesseiro segurando a vontade de gritar. Acho que pela primeira vez na vida eu estava vivendo como uma adolescente de verdade. Apesar de saber que... Bem, quem já passou pelo que eu passei não pode se considerar uma adolescente! O telefone tocou e eu podia jurar que era Alice perguntando o por que de Edward está com os lábios vermelhos... Ela sempre fazia isso pra implicar.
-Alô? – disse sorrindo.
-Vejo que está feliz... – no mesmo momento meu sorriso sumiu e eu me sentei ereta, como se ele pudesse ver como estava jogada. – Estamos chegando de viajem...
-Sim.
-Podemos lhe fazer uma visita. – não era uma pergunta.
-Certo... Hoje?
-Não sei... Esse final de semana. – sempre querendo fazer surpresa. Só avisavam que viriam por que sabiam que iam ligar pro meu quarto assim que chegassem na escola.
-Certo, estarei esperando.
-Levaremos Demetri. – fechei os olhos com força.
-Isso é necessário?
-Não, mas é o que eu quero. – suspirei – Esteja sempre pronta. Causar boa impressão para...
-Eu sei, eu sei...
-Não me responda desse jeito!
-Desculpe.
-Está avisada.
Ouvi o clique dizendo que ele tinha desligado. Como alguém podia ir das nuvens direto ao inferno de maneira tão brusca?
...
Alice ia falando como estava com saudades de casa, Emmet dirigia e de vez em quando massageava a perna de Rosalie, e essa sorria e de vez em quando perguntava algo a Alice.
Rosalie tinha mudado muito desde que a tinha conhecido. Era tão cheia de marra, se achando e falando mau de Bella. Mas acho que o relacionamento com Emmet, alguém tão aberto a ser amigo de todos, tinha mudado um pouco. Estava até sociável.E ele fiel! Milagre!
Mais eu não consegui prestar atenção ao que eles falavam. Apenas sentia, ainda, o gosto de Bella. Suas mãos em meus cabelos, e uma sensação estanha nas mãos, como se faltasse algo.
Eu não podia dizer que não sabia o que estava acontecendo, mas preferia não pensar. Preferia fingir que não sabia... Preferia deixar rolar.
Bella me ensinara o modo de vida "deixar rolar" e tinha gostado. Era muito bom tomar as decisões na hora em que tinham de ser tomadas e não antes como fazia. Pensar dias e mais dias sobre uma coisa que aconteceria dali a semanas, meses... Sorri, Bella estava me ensinando muita coisa.
-Do que está rindo?
-De nada Alice. – ela chegou mais perto.
-Eu aposto que sei... – sussurrou.
-Certo, você sabe... Agora me deixa. – ela riu e voltou a conversar com Rosalie. Não deu muito tempo chegamos em casa, que era entre a escola e a cidade de Forks. Literalmente escondida no meio do mato. Mas linda.
-Nossa, Em! Sua casa é linda!
-Mamãe é decoradora... Meio designer, meio arquiteta, meio mãe... E nas horas vagas mulher do Dr. Carlisle. – riu da própria piada, enquanto nós girávamos os olhos – Vamos. – pegou a mão de Rosalie e entraram.
Ouvi quando minha mãe praticamente gritou amassando, ou sendo amassada, por Emmet e se fascinar com Rosalie. Bem, quem não se fascinava com ela?
-Emmet realmente acertou, você é linda!
-Obrigada, sra. Cullen.
-Apenas Esme, querida. – Rosalie assentiu. E a vermelhidão em suas bochechas me lembraram Bella. – Alice, Edward!
E nos abraçou. Eu sorri, depois de muito tempo, realmente feliz por ver minha mãe.
Ela me olhou de um jeito estranho e depois beijou meu rosto. Nada escapava de Esme. E o que será que ela tinha visto? Depois fez a mesma coisa com Alice.
-Carlisle está no escritório, já sirvo o almoço... Vão colocando as mochilas no quarto. Arrumei um quarto para Rosalie.
-Mãe, ela vai...
-Se ela quiser usar Emmet... Deixei a escolha pra ela. – Emmet ria enquanto Rosalie mais vermelha que antes batia em seu braço, subindo as escadas com ele.
Alice me fez subir com sua bolsa, e logo depois entrei no meu quarto. Finalmente apreciando realmente as paredes brancas, uma sendo totalmente de vidro. A cama no meio, uma estante cheia dos meus cds, com o radio no meio. A televisão em frente a cama.
Como eu podia não ter visto isso antes?
-Reconhecendo? – vi minha mãe entrar no quarto – Sempre tive a sensação de que nunca o tinha visto de verdade.
-Não fiquei tanto tempo aqui dentro né? – ela botou as mãos nos meus ombros ainda atrás de mim.
-O que houve?
-Nada mãe.
-Como se eu não soubesse... – ri – Você passou tanto tempo com raiva da gente...
-Passou.
-Do nada?
-Não podia ficar daquele jeito pra sempre né? – ela sorriu e me abraçou.
-Ei, a gêmea ta com ciúmes! – ri com Alice entrando no quarto.
-Você também está diferente.
-Eu?
-É, Alice, você.
-Mamãe está vendo coisas onde não tem.
-Eu sou mãe. Sei de tudo. – Alice riu se jogando na minha cama.
-Então, o que há com a gente?
-Pelo brilho dos olhos... Estão apaixonados.
Ta aí a palavra que eu não queria ouvir.
-Eu apaixonada? Que isso... – e depois riu se entregando – Ele é lindo mamãe! – eu sentei na cama. Ela sempre falava isso quando arranjava um namorado. – E você – apontou pra mim – Conta pro Emmet e eu te mato!
-E você? – minha mãe me olhava.
-Não estou apaixonado...
-Não? E Bella?
-Bella?
-Alice! Se não quer que eu conte pro Emmet, pode saindo daqui! – ela gargalhou e saiu.
-Bella? – minha mãe voltou a perguntar.
-Não estou apaixonado. È uma amiga de Alice...
-E vocês... Ficam?
-Mãe... – quase supliquei.
-Ok, a mãe não vai perguntar mais nada. – sorri – Vai falar com seu pai. Ele vai gostar de saber que voltou as boas.
Assenti e esperei ela sair do quarto. Me joguei na cama.
Apaixonado... Eu hein...
...
-Por que está vestida assim?
-Voltou a falar comigo?
-Nunca parei!
-Ah não... E seu sumiço repentino? – Jacob olhou pro chão.
-Precisava de um tempo... – assenti com a cabeça e cheguei perto dele. Ele me olhou e suspirou abrindo os braços. Sorri e o abracei.
-Sabe como não consigo ficar longe de você...
-Eu também não... – suspirou – Vai doer... Mas eu não consigo ficar longe de você. – ri. – Mas responde, ta vestida assim por que?
-Meu tio ligou.
-Vão vir aqui?
-Vão... E vão trazer o Demetri. – Jacob começou a tremer. Ele sempre tremia quando estava com raiva.
-Eu vou...
-Você não vai fazer nada! Na verdade, você vai ficar longe!
-Bella...
-Eles não podem achar que estamos tão próximos assim Jacob. Lembra? Eu só continuei no colégio por que eles acham que você não quer me ver nem pintada de ouro. – ele suspirou.
-Certo... Mas não vou conseguir ficar parado, sabe disso.
-Então saia... Não posso perder você também Jacob. – ele enxugou as lágrimas que já escorriam pelo meu rosto.
-Ainda sente falta ne? – assenti, voltando a sentir aquela dor aguda no peito. – Você foi a única que teve contato com ela... Dói em mim, mas não tanto como em você.
Me agarrei a ele como sempre fazia. Eu nunca conseguiria ficar longe de Jacob, ele sempre me dava a sensação de estar perto dela. A sensação de que ela estava aqui.
-Você me lembra ela... – ele me olhou.
-Você é estranha. – eu ri.
-Obrigada.
Ele me abraçou mais forte.
...
-Pai? – Carlisle mirou seus olhos azuis em mim, surpreso.
-Edward! – se levantou e veio até mim. – É você? – eu ri e o abracei.
-Sou, pai. – ele respirou fundo.
-Pensei que passaria a vida magoado comigo.
-Pra falar a verdade... Eu também. – ele me olhou confuso, mas sorriu e fomos abraçados até a sala de jantar. Esme sorriu com a cena, minha mãe era muito emotiva.
-Almoço em família! – rimos de Alice – Eu sinto falta disso...
-Nós também, queria. – ela sorriu pra Esme.
Eu olhava tudo, já tinha almoçado ali, mas era como se fosse a primeira vez. Será que eu estava tão fechado assim?
O almoço correu tranqüilo, todos conversando. Até Rosalie se enturmava cada vez mais com minha mãe, e chega me assustei ao ver o rosto feliz de Emmet. Ele tinha horror em apresentar namoradas aos meus pais, e agora estava feliz em ver Rosalie tão amiga da minha mãe.
Depois eu, Alice, Carlisle e Esme fomos pra sala de tv. Rosalie e Emmet sumiram.
-Não vai ligar pra ela? – Alice perguntou me vendo olhar pro celular.
-Pra ela quem? – meu pai perguntou. E lá vamos nós de novo.
-Bella. – respondeu minha mãe.
-Sério, vocês poderiam arranjar algo mais interessante que minha vida pra falar.
-Na verdade, sua vida é interessante maninho.
-Quem é Bella?
-Pai! Vocês notaram que o Edward voltou ao velho, chato, mas vivo Edward de antes né? Então... Tudo por causa da Bella.
-Alice, eu juro que quando a gente voltar pro colégio, você vai ter que mandar o Jasper correr muito.
-Jasper? – Alice ficou vermelha quando meu pai perguntou – A família inteira namorando e ninguém me avisa? E quem é Jasper?
-Meu amigo. Alice gamou nele.
-Tá ok... Vamos falar da vida? Papai, por onde tem viajado? – meu pai ficou rígido e ele e mamãe trocaram olharem.
Ele sempre ficava estranho quando algum de nós perguntava sobre as misteriosas viagens.
-Fui ao Canadá... Vancouver. Estavam precisando de mim.
Alice começou uma conversa com ele. Eu ouvia, mas ainda olhava o celular, pensando se ligava ou não para Bella.
...
A dois dias Edward tinha ido pra casa dos pais. A dois dias meus tios ligaram. A dois dias eu estava quase me jogando pela janela.
Jacob sempre vinha aqui me ver, pois como eu tinha que usar esse vestido ridículo, eu não saia do quarto. Não queria que ninguém me visse assim.
O interfone do quarto tocou, e eu pulei da cama. Chegaram.
-Pode mandar subir. Obrigada.
Olhei em volta vendo se tinha algo fora do lugar. Nada. O quarto estava impecável como nunca esteve antes. Meus cabelos presos, sem maquiagem forte, um vestido rosa que ia até os joelhos. Quem eles queriam enganar? Ninguém era assim hoje em dia!
Abri a porta quando bateram. Sulpicia foi a primeira a entrar, logo depois Aro, com seu sorriso diabólico e então Demetri. Ele não era feio. Seus cabelos negros, batendo no pescoço, um porte invejável, e olhos atentos e maliciosos. Isso me dava medo.
-Como vai querida? – Sulpicia me abraçou.
-Bem, titia. E vocês? – Aro me olhou de cima abaixo.
-Ótimos.
-Isabella. – olhei para Demetri. Sua voz me arrepiava, mas não como a de Edward, e sim como a de Aro. – Um prazer revê-la. – ele pegou minha mão e a beijou.
Ah, por favor! De que século aquele cara era?
-Igualmente, Demetri.
-Bem, vamos dar uma volta pelo campus? – senti meu sangue sair do rosto. – Demetri demonstrou vontade de conhecer onde estuda Isabella- ensaiei um sorriso.
-Muito... Gentil de sua parte. – Demetri sorriu e me ofereceu o braço. – Vamos...
Senti Sulpicia e Aro nos seguindo. Iria guiá-los pelos lugares menos habitados do campus. Ou seja, biblioteca, museu dos alunos, sala dos professores. Deixando de lado todo lugar onde eu vou.
Demetri começou a falar algo que não ouvia. Sorria e concordava com a cabeça.
Quanto mais aquela tortura duraria?
