- Nya... Daisuke-kun... Estamos andando e andando... Nada até agora?
- Neechan – disse Yoro – Você já está cansada?
- Claro... Estamos nisso faz horas! *sigh* Eu não costumo a andar tanto assim...
- Hm...
- Daisuke-kun... podemos parar um pouco? – perguntou a ele.
- Por quê? – Dai a olhou – Está cansada?
- Uh... Um pouco. E... tem mais uma coisa, só não te disse porque não queria te desconcentrar...
- O que? – perguntaram os dois.
- O... O V-mon sumiu.
Pausa.
Daisuke e Yorokobi trocam olhares.
- V-MON SUMIU? E POR QUE VOCÊ NÃO DISSE ISSO ANTES? – berrou o Goggle Boy.
- Desculpa! Desculpa! Perdoe-me, perdoe-me! – a menina se ajoelhou no chão, pedindo desculpas.
- Não foi sua culpa... E-eu só fiquei nervoso! Tenha calma! – piscou os olhos rapidamente, e tentou acalmá-la – D-desculpe!
- Uh... – Negai se levantou do chão – Acho que tem alguém vindo aí...
- Tem mesmo... – confirmou a outra jovem.
- Seja o que for... Estou preparado. – falou Motomiya, observando atentamente o ambiente.
Os três inspecionaram o lugar, para evitar ataques surpresas.
Porém uma moita perto de Yoro começou a se sacudir em poucos segundos depois.
O trio dá um rápido olhar aos outros e fixam na folhagem, encarando-a.
O nervosismo subia a cada folha balançada.
E suas cabeças ferviam de várias hipóteses do que poderia estar atrás do arbusto.
Ficam mais ou menos 30 minutos naquilo
e...
- Está vindo! – alertou Daisuke.
- Ah! – acenaram positivamente com a cabeça.
...
Sai de lá um pequeno coelho.
O que faz o grupo capotar.
- Tudo isso só por causa de um... COELHO? – disseram os três, em coro.
- Pelo menos não era a Pandora... – Yoro suspirou aliviada.
- Haaa! Ela não vai ser páreo para o "Kiseki" Lance-kun! – pronunciou Negai.
- Err... Negai... Não vamos nos... precipitar... – disse o menino, como o servo agora.
- Não se subestime! Você veio aqui para terminar o que deixou inacabado, não foi?
- Sim, mas...
- ENTÃO! Lance, não tenha medo! Vai dar tudo certo! Ninguém está sozinho, lembra?
- ... Não quero por em risco o que tenho agora, como Daisuke... Meus amigos, minha família e o V-mon...
- E não vai! Seja confiante! Você consegue! Eu acredito em você, acredito!
- Eu também acredito! – Yoro se intrometeu na conversa.
- Negai... Yorokobi... – pensou ele.
- Negai-chan... Yoro-chan... Obrigado... – sorriu.
- Saa! Vamos procurar pelo V-mon ou... continuaremos atrás da Pandora? – perguntou Negai.
- Acho que vocês podem procurar por ele enquanto eu continuo atrás dela. – decidiu o garoto.
- Mas... E se precisar de ajuda? – contestou Yoro, mostrando-se preocupada com ele.
- Daijoubu. Eu não estou sozinho. E não vou arriscar. Se eu estiver com problemas, irei recuar.
Se V-mon estivesse ali, novamente se espantaria. Afinal recuar era uma das coisas que o seu parceiro raramente fazia.
Mas de alguma forma aquilo não significava que iria desistir, pelo contrário, significava que iria traçar algum plano para completar sua missão.
- Uh, então uma de nós vai com você! – sugeriu ela – Caso precise de ajuda...
- Preferia ir sozinho, não quero que mais ninguém corra risco...
- Mas... Mas é melhor duas pessoas do que uma! – contestou Negai – Enquanto uma de nós procura pelo V-mon a outra te ajuda a achar Pandora e a pedir socorro, se houver necessidade!
- *sigh* Vocês são mesmo irmãs, não? Insistentes e...
- Claro! Acha que vou deixar um amigo na mão? Nunca deixei de ajudar os outros, nem a neechan!
- Ok, ok! Só tem uma coisa, Negai. Se as coisas ficarem feias... Fuja, ouviu bem? Não quero que se machuque ou aconteça algo pior.
- M-mas... Ok... Só tomem cuidado... vocês dois.
- Vocês dois? Ah, entendi... – riu – Entendi, entendi. Claro! Terei cuidado, "teremos" cuidado.
- Ok! Então eu vou atrás do V-mon – disse Yoro.
- Certo. Vamos, Negai.
E se separaram.
Quanto ao V-mon...
Ele logo os perdeu de vista, outra vez.
Graças aos seus pensamentos, e às suas perguntas.
- Daisuke tem... uh... onze 'forças'...
- É como aquele sujeito chamou o apóio dos outros escolhidos.
- Porém eu não sinto nada! Por quê?
- Será que estive preocupado demais com o Daisuke que acabei não percebendo o apóio dos outros digimons?
- Hmm...
- Acho melhor eu aproveitar este tempinho que estou sozinho e...
- E tentar sentir! Isso! E depois irei atrás do Daisuke, da Yorokobi e da Negai!
Parou no meio da floresta.
Uniu suas mãos e fechou os olhos.
Tentou sentir. Tentou sentir o apóio dos outros digimons.
E dessa forma...
...
- Bom... O que faremos então? Sabemos onde ele está e o que está fazendo lá, mas não temos como ir ajudá-lo ou uma idéia de como iremos tranqüilizar a família dele. – perguntou Yamato.
- Talvez se pudéssemos... – Koushiro começou a pensar em alguma solução, como sempre fazia.
- Não podem simplesmente contar a eles? – indagou Ni – Não toda a verdade, mas um pouco dela. Como, Daisuke saiu para ajudar alguém e não conseguiu contato pra avisar que demoraria?
- E como explicaríamos se nos perguntassem "como vocês ficaram sabendo disso"? – retrucou o escolhido da Amizade.
- ... Ooi, ele teria conseguido nos contatar agora! Entendeu ou quer que eu desenhe?
- Ei, vocês dois poderiam parar com isso? É sério! Temos que dar cobertura ao Daisuke! – Miyako deu uma bronca nos dois.
- No entanto... A única solução que temos é essa. Contar a eles isso. Como fui o último a ver o Motomiya-kun no dia que ele desapareceu, eu devo contar a eles – posicionou Ken, olhando para os demais.
- Certo... E se fizerem mais perguntas quanto a isso? – questionou Taichi.
- Temos um probleminha então... – suspirou Jou, e logo depois Miyako e Mimi.
- Se perguntarem onde ele está, é isso que você quer dizer? – perguntou a garota filosófica ao escolhido da Coragem.
- Hm... É, eles irão perguntar ao Ken como ele teve contato com o filho e aonde está.
- Nesse caso...
De repente os digimons escutam algo.
Todos os digimons, sem exceção alguma.
- Huh? – Tailmon mexeu suas orelhas, e olhou para o céu. Todas as crianças voltaram sua atenção na gata.
- O que foi Tailmon? – perguntou Hikari.
- Eu ouvi uma voz...
- Ih, eu também ouvi! – falou Poromon.
- Ouviu? – indagou Miyako.
- Eu também ouvi! – disse Upamon.
- E eu também! – falaram Gabumon, Tentomon, Palmon e Piyomon.
- Eu também! – comentaram Agumon, Patamon e Gomamon.
- Eu também ouvi uma voz... E ela era familiar. – respondeu Wormmon.
- Vocês todos ouviram? – questionou Sora.
- Vocês não ouviram? – perguntou Piyomon aos escolhidos.
- Não ouvi nada... – respondeu Mimi.
- Esperem... Eu continuo ouvindo – interrompeu Tailmon.
- Essa voz... – falaram os demais digimons.
- Essa voz parece com a do...
- ... É a voz do V-mon! – gritaram os onze, em coro.
Todos os jovens ficaram em choque.
- V-MON? – gritaram surpresos.
...
- ... E-eu sei... que...
- Eu sei que... posso sentir isso...
- Eu posso...
- Preciso... Preciso de vocês!
- Do apóio de vocês!
- Agumon, Gabumon, Tentomon, Gomamon, Piyomon, Palmon, Tailmon, Patamon, Wormmon, Hawkmon, Armadimon...
- Por... Por favor, me dêem forças!
Uma brisa bateu ali, os digimons olharam para cima, e em seguida os escolhidos e as duas garotas.
Eles não viam o que as criaturinhas viram.
O que os digimons viram foi o próprio companheiro deles, V-mon.
- V-mon... Ele está pedindo nossa ajuda. – contou Tailmon aos demais.
- Sim, ele está querendo nosso apóio. – completou Agumon.
- Então... – começou Gabumon – Vamos dar a ele nosso apóio!
- Sim, vamos dar a ele nossa força! – reforçou Patamon.
Todos os digimons fecharam seus olhos, e se concentraram.
E as crianças apenas observavam aquilo.
Então, de cada onze digimon surgiu um brilho correspondente ao brasão de seu escolhido.
Também não era visível às crianças.
Aqueles brilhos flutuaram até a imagem do azulzinho.
Sim, ouve uma comunicação.
Através de seus corações, o mesmo que os dez escolhidos fizeram antes.
E naquele mundo bizarro, V-mon sentiu o apóio deles.
Logo abriu os olhos e visualizou onze luzes o rodeando.
Cada uma com um brasão:
Coragem, Amizade, Sabedoria, Confiança, Amor, Pureza, Luz, Esperança, Bondade, Justiça e Energia
Ele sorriu, e disse aos seus amigos digimons:
- Obrigado... Pessoal.
- Nós vamos resolver isso logo e voltaremos para casa.
- Por favor, não se preocupem conosco.
- Apenas confiem em nós, acreditem em nós!
As onze criaturinhas olharam para o céu e viram a imagem desaparecer aos poucos.
O contato havia sido encerrado... Porém eles sentiam algo diferente.
Sentiam que de alguma forma eles estavam lá.
Estavam com V-mon.
E sorriram aos seus parceiros.
- Ele está bem. – Tailmon tentou tranqüilizá-los.
- E pediu para que não nos preocupássemos com ele e com o Daisuke – falou Gomamon.
- Sim, ele só pediu que nós o apoiássemos. – explicou Palmon.
- E que confiássemos nele e no Daisuke-han – acrescentou Tentomon.
- Bom... Então vocês tiveram uma conexão com ele? – indagou Iori.
- Sim, eu vi o V-mon, Iori! – confirmou Upamon.
- Todos nós vimos. – disse Poromon.
- E todos nós o sentimos... – completou Wormmon.
- Sentiram? Como assim? – perguntou Sora.
- Eles também possuem laços. Não só com vocês como com os outros de sua espécie. – respondeu Geijutsushi.
- Exatamente. Além de sermos parceiros, somos amigos. Temos laços com cada um aqui. – complementou Gabumon.
- Vocês não sentem o Daisuke? – perguntou Agumon às crianças.
Todos se entreolharam e pensaram muito antes de responder.
E permaneceram quietos.
Eles não sabiam o que dizer.
Pois aquele contato ainda não aconteceu.
Ainda não.
Yorokobi voltou para procurar pelo digimon azulzinho, revistando todos os cantos que podia.
Passou algum tempo e nada. Ela não o encontrava. Pensou em todos os lugares e hipóteses do que poderia ter acontecido.
Até que avistou uma silhueta entre os arbustos. Aproximou-se com cuidado até lá e viu...
Outro coelho.
- E eu crente que havia encontrado-o... – suspirou um tanto desanimada.
- E agora? Aonde ele poderia ter ido...
Voltou a procurá-lo.
Enquanto isso, Daisuke e Negai passavam por uma situação parecida.
- Kiseki-kun, depois que você completar sua missão e... Ahn, voltar para o seu novo lar... Você ainda vai voltar aqui e nos visitar?
- Negai... Eu... eu não sei. Não posso te prometer nada. Só consegui voltar aqui por causa desse assunto pendente. Não se poderei voltar aqui depois de derrotar Pandora e selar as trevas na caixa de novo. Então não posso te prometer nada... ainda.
- Uh, entendo... Como é... Como é seu novo lar? É melhor que aqui? É mais bonito?
- Bem... É um lugar como o nosso, tem seus prós e contras... mas eu gosto de lá.
- E como são as pessoas? Existem magos, monstros ou criaturas mágicas?
- No mundo humano não, mas na Digital World sim... Aliás, foi de lá que veio o V-mon e outros amigos nossos.
- Você tem... Você tem amigos lá?
- Sim, sim! E eles são... parecidos com os meus amigos daqui...
- Parecidos? Você conhece alguém parecida comigo?
- Err... Ainda não... Nem com a Yoro-chan... Mas... mas eu acho que algum dia conhecerei...
- Aww... – suspirou desanimadamente – Ia ser legal saber como é a "Negai" do seu novo mundo...
- Você sabe... – murmurou tão baixo que a menina não ouviu.
- Foi bom te... ver novamente, Lance-kun... Eu... Eu quero te falar uma coisa!
- Hm? O que?
- Morrerei de saudades de você... Eu gosto de você! És um grande amigo para mim!
Ele parou e olhou dentro de seus olhos.
Sorriu, e a abraçou. Aquilo foi tão rápido, tão rápido que ela demorou pra entender.
- Negai, eu... Eu nunca consegui te agradecer pelo que fizeste antes...
- A-Ahn?
- Viver ao lado de minha irmã novamente foi algo que eu desejava tanto. E graças a você e à Yorokobi eu pude estar com ela mais uma vez, antes de morrer definitivamente...
- E-eu... Eu te disse que iria dar um jeito de levá-la até você... Não disse?
- Disse... Mas eu nunca tive uma oportunidade para te agradecer por ter me devolvido a minha felicidade. Bem, eu estava feliz, mas tive felicidade total quando ela foi para lá.
- B-bem... Então... Eu estou feliz por isso.
- Acho que.. Você e a Yoro-chan foram as melhores amigas da minha irmã... E minhas também... Ao lado do Warlock e do Saigo...
- Eu... Eu também acho isso.
- Bem... – a solta, e continua a andar – Não posso... Não posso perder mais tempo... Tenho certeza que minha família está preocupada com meu sumiço repentino...
- Ah... Espero que a neechan já tenha encontrado o monstrinho azul...
- Hm? Ah, V-mon e ela logo nos alcançarão... – pensa: Eu espero... Estou começando a me preocupar com essa demora toda...
- Lance... Eu... Ahn...
- Algum problema? Está cansada?
- Não é que... Você... ahn... Nunca tinha me abraçado antes, fiquei até um pouco... surpresa...
- Ah, é isso... Bem, nem tivemos tempo para cultivar nossa amizade... Por isso deve ter... achado meio estranho...
- E mais estranho quando... Quando sei que você é você, mas ao mesmo tempo não é mais o mesmo...
- Er... Sei que é estranho... Porém não podia perder a única oportunidade de te agradecer.
- Afinal, agora nessa nova vida... Você provavelmente já tem alguma outra amiga próxima e... Bem, nós não éramos tão próximos assim, mas éramos amigos...
- Aaah, não esquenta a cabeça! Nem fica confusa, por favor!
- O-Ok... Eu... Eu estou feliz em te ver novamente, nem mesmo que seja temporariamente...
- Eu também...
Repentinamente, os dois vêem uma estranha luz negra atrás de algumas árvores.
Seguem cautelosamente até lá, indo parar em um campo aberto, e encontram... Pandora.
A Maga estava vestida em trajes negros e cabelos soltos ao vento. Suas mãos seguravam uma espécie de cajado negro, com um orbe roxo.
E daquele orbe saia a luz que eles viram. Além disso, Pandora conjurava algum feitiço.
Murmurava palavras que quase não se ouvia.
Os dois jovens se esconderam atrás de uma das árvores e a observaram.
- O que... O que ela está fazendo? – perguntou Negai.
- Conjurando... deve estar unindo os males espalhados por este mundo para se tornar mais forte.
- Então... Não seria uma boa atacá-la agora? Ela está desprevenida!
- Acha mesmo? Talvez tenha algum campo de força ou coisa do tipo...
- Mas não é impossível! Ou pretende bolar algum plano?
- Hmm... Perda de tempo pensar, se ela terminar de carregar sua magia... Será tarde demais!
- Ahn...
- Negai, fique aqui, ok? Caso as coisas fiquem feias... Fuja! Não se preocupe comigo!
- Ok... Eu... eu vou tentar.
- Yosh...
Então ele ativa a chama, transformando-se, e indo em direção de Pandora.
Realiza um ataque frontal com a espada, porém algo o repele e o arremessa contra uma outra árvore.
- Gah! A-Acho que isso vai ser difícil, demorado e... doloroso... *sigh*
- Ora... vejo que você é um grande idiota, Lance. – proferiu a maga.
- I-idiota? É, sou um tremendo idiota... Mas quando eu prometo algo, eu vou até o fim! – se levanta e pega a espada do chão.
- Patético.
Pandora parou sua invocação e começou a batalhar contra o escolhido. Negai apenas observava a batalha, vendo vários feixes mágicos saindo do local.
Enquanto isso...
V-mon, depois de ter tido contato com os seus amigos digimons, voltou a procurar pelo parceiro e pelas garotas.
- DAISUKE!
- NEGAI!
- YOROKOBI!
- Droga! Onde eles estão?
- Dessa forma... Dessa forma temo pelo pior! – sai a toda pela floresta.
- DAI-CHAN! NEGAI-CHAN! YORO-CHAN!
- Não posso me perder agora!
- Não, não posso!
O digimon logo começou a avistar algo, era Yorokobi.
Ele sorriu, porém ela não o viu e logo os dois se esbarraram.
- Aah! – disse ela, caindo sentada no chão ao mesmo tempo que o dragãozinho.
- Ekk! – grunhiu de dor – Yoro!
- V-mon! Aonde você foi?
- E-eu me perdi, hehe – deu um sorriso sem jeito a ela – Onde está Daisuke e Negai?
- Foram atrás da Pandora...
- S-Sozinhos? Ele ainda não tem todas as forças que precisa para derrotá-la!
- C-como assim?
- Eu te explico pelo caminho! Vamos antes que ele faça alguma besteira! – se levantou e puxou a menina – Se é que ele já não fez *sigh*
Enquanto corriam, V-mon explicava.
E assim que terminou de explicar, lembrou se do que o estranho havia dito:
"Coragem,Amizade,Sabedoria,Confiança,Amor,Pureza,Luz,Esperança,Bondade,JustiçaeEnergianão são suficientes."
"Precisam de mais três elementos."
"Um deles está consigo. Os outros dois precisam ser adquiridos antes."
"Quando todas as forças estiverem unidas, o Milagre irá ocorrer.
"E não só ele precisa disso. Você também."
"Os outros de sua raça devem te entregar esses atributos, essas forças."
Mas... Se faltam 3 elementos, 1 deles está consigo e com Daisuke...
... Com quem estaria os outros 2?
E ele pensou, pensou e pensou.
Até que fitou Yorokobi, depois se lembrou de Negai.
E aí chegou a conclusão que...
- YOROKOBI! Seu nome significa 'Felicidade', certo?
- Sim, mas...
- E o da Negai significa 'Desejo', né?
- Sim... Por que está me perguntando isso?
- Kiseki... 'Milagre', mas isso não seria o fragmento que eu e o Daisuke temos...
- Fragmento?
A garota ficou confusa, resolveu então apenas ouvir o digimon a pensar alto.
- Os apoios vêm dos nossos amigos, que possuem algum 'eu' neste mundo...
- E de seus digimons...
- Isso significa que...Os dois fragmentos restantes... Vem da "Yoro" e da "Negai" do nosso mundo!
- Mas nós nunca a vimos! Ou... Ou talvez...
- Talvez sejam aquelas duas garotas que o Daisuke estava observando naquele dia!
- É isso!
- E os fragmentos vindos dos digimons... Nós já os conhecemos... E os únicos dois que nós vimos naquele castelo foram...
- Puroromon e Josefa! É isso!
- Como diz a Miyako... BINGO!
- Yoro! Preciso te pedir um favor!
- U-Uh?
- Tente... tente se comunicar com a sua 'eu' do meu mundo!
- C-como?
- Use seu coração! É dessa forma que eu consegui... alguma comunicação com os meus amigos!
- U-usar o coração?
- Sim! Fale através dele! É a forma de comunicação! Todos nós estamos conectados!
- Eu não estou entendendo...
- Yorokobi! Não tente entender, tente sentir! Sinta!
- Eu vou tentar...
- Yosh! E eu tentarei me comunicar com... meus dois outros amigos.
- C-certo...
Pararam ali mesmo, poucos metros da onde ocorria a batalha.
Fecharam os olhos e tentaram.
Tentaram outro contato.
Aquilo era preciso.
Pois a batalha final já havia começado.
