Bem mina-san, aqui está mais um capítulo! Se alguém não entender esse capítulo pois fiquem calmos, daqui para frente vai rolar muita confusão mesmo! (Até eu me enrolo as vezes)
Também queria agradecer a Criss por está me ajudando com a fic, porque sem ela
eu n saberia o que fazer.
Bem, vamos a fic!
Capítulo 8: Traída por laços
Passei o restante do intervalo sentada no canto da parede olhando o casaco dele em minhas mãos.
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As duas últimas aulas passaram voando, tentava me concentrar ao máximo na matéria de biologia e de física, mas estava difícil.
Ainda fazia frio quando sai da escola.
Ino e TenTen tinham sumido entre a massa uniforme de adolescentes.
Minha caminhada até o terminal tinha sido silenciosa sem acomodações, a cada passo que eu dava sentia os olhares pesados em minhas costas e em meus braços.
Segurar um casaco nunca tinha sido tão difícil e torturante.
Não acredito que vou ter que levar esse casaco para casa!
Tive que resistir o impulso de botar o enorme casaco várias vezes, estava fazendo muito frio o terminal estava lotado, caminhei sem pressa até a fila do meu ônibus, que para variar estava cheia.
Até que um ponto vermelho me chamou atenção. Não muito longe de mim estava Sasori, sentado em um banco com Neji, TenTen, Ino , o cabeça de abacaxi e alguns amigos deles que eu não fazia questão de conhecer.
Todos estavam rindo, inclusive a loira de pele bronzeada que estava sentada no colo de Sasori.
O sorriso dela se intensificava cada vez mais que ele beijava o pescoço dela e alisava as coxas magra dela.
Foi como algo risse de mim dentro da minha cabeça, um gosto amargo surgiu na minha boca e algo pesou no meu estômago.
Pelo visto eu tinha razão.
Apertei o casaco do Sasuke contra meu corpo.
Só não sabia dizer se eu estava feliz por esta certa.
Quando meu ônibus chegou, praticamente estava dormindo em pé.
Caminhei metodicamente e entrei nele, sentei no lugar de sempre.
Fiquei alarmada quando Sasori entrou no ônibus, olhou para os dois lados e até que me viu.
Com passos firmes caminhou em minha direção, sem nunca desviar os olhos de mim.
Virei o rosto e olhei para janela o ignorando.
Ele parou enfrente ao banco que eu estava sentada e suspirou alto, mas não se sentou ao meu lado. Olhei para ele e o vi sentado na ponta da cadeira do banco do outro lado do corredor.
Tirei meu celular do bolso e pus o fone de ouvido, dei play na minha play list e coloquei a musica no último volume.
Deixei meu celular descansar encima da minha coxa direita, não ouvia nada além da batida pesada da música, nem o barulho alto do motor do ônibus eu escutava.
Aos poucos a presença do Sasori ao meu lado não era tão incômoda.
Já tinha esquecido ele até! Eu estava quase dormido.
Tirando o frio que fazia, (ainda me nego a usar o casaco do Sasuke) eu me sentia confortável.
De vez em quando sentia o olhar de Sasori em mim.
Fazia questão de ignorar.
Como sempre, eu o ignorava.
Xxxx
-Eu me nego! - gritei exaltada mais uma vez.
Sentia todo meu sangue se concentrar em meu rosto.
Gaara revirou os olhos, Kankuro cruzou os braços e Nagato esfregou as têmporas com os dedos esguios.
-Você disse que ia! - Kankuro falou sem paciência.
-Sim, eu disse que ia, só não disse que usaria isso! - Apontei para a roupa que estava encima da minha cama.
Os três olharam para a roupa selecionada especialmente para mim.
-Não vejo nada de errado! - Gaara falou enquanto avaliava a roupa.
Olhei para cama de novo, o vestido amarelo claro tomara que caia, quase branco, florido com babados na saia descansava ao lado de um bolerinho branco de manga comprida de renda inocentemente. Ao lado do bolero estava um par de meias calça nude, aos pés da cama estava um par de sapatilhas brancas com salto de cinco centímetros.
Engoli em seco.
Não vou usar isso.
-Você vai ficar bonita Sakura. Confie em nós! - Nagato falou calmo como sempre e botou uma mão no meu ombro e me sacudiu levemente.
Fiz uma careta que causou risos nós três.
-Vou me trocar... Saiam do quarto! -
-Amém! - Os três falaram junto aos risos e sem reclamar saíram do quarto.
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-Ai mãe, Isso dói! - Gritei ao sentir outro puxão em uma mecha de cabelo.
Olhei no espelho e vi minha mãe, com a chapinha na mão direita e o baby liss na outra mão, me olhar com descrença.
Minha mãe era uma mulher bonita, muito bonita.
Era alta e magra, tinha um corpo de dar inveja em muitas garotas de minha idade, inclusive em mim.
Ela naturalmente era morena, mas nada que um salão de beleza não resolvesse. A cada dois meses ela renovava a cor dos lindos cabelos curtos, os deixando loiros.
Eu tinha a boca, pequena em forma de coração e o nariz pequeno dela.
Ao contrario de mim que sou branca até demais ela era bronzeada, alegre e muito mais jovem que eu... Bem... Espiritualmente mais jovem.
-Então para de se mexer. - Ela falou irônica.
Senti mais alguns puxões de cabelo, mas mordi a língua para não reclamar.
-Feche os olhos, vou passar a maquiagem em você! - Ela falou animada deixando a chapinha e o baby liss encima da penteadeira e ficou entre eu e o espelho.
Senti ela passar os cosméticos em mim, a sensação era estranha.
Pronto! - Ela exclamou depois de um tempo concentrada em meus olhos.
-Não abra os olhos.
Senti ela botar um colar e brincos em mim enquanto cantarolava "La isla bonita" nas notas erradas.
-Quem sabe, hoje você desencalha de vez? - Ela comentou enquanto batia palmas.
Porque ela ta batendo palmas?
Reprimir um palavrão mordendo a língua mais uma vez.
-Vamos Levantar. - Ela falou enquanto me ajudava a levantar e me posicionou de frente para o espelho de corpo inteiro que tinha sido inocentemente roubado do quarto do Kankuro.
-Abra os olhos! -Exclamou animada.
E abri os olhos.
Quase soltei um grito de susto.
A pessoa que eu estava vendo no espelho não podia ser eu!
Toquei meus lábios pintados de rosa e olhei o meu reflexo repetir.
Assustador!
A saia do vestido ia até os meus joelhos, e o corte em forma de coração do tomara que caia realçava meu colo, eu estava com uma cintura tão fininha que era difícil acreditar que era meu, o pingente redondo prata nas bordas e vermelho no interior repousava entre o vale de meus seios gordos e brancos. Geralmente não me orgulho muito do meu busto, mas o que estava impedido esse vestido de cair tão justamente eles.
Meus cabelos cor de morango estavam soltos, lizo ate a metade do seu comprimento e depois caiam em cascatas de cachos grossos que iam ate um polco abaixo do meu quadril.
Meus olhos, acho que era a parte mais linda, estavam pintados em uma mistura de amarelo claro e Branco, mas demarcados e realçados pelo delineador preto.
Alisei o vestido na altura do quadril.
A única coisa que me incomodou era os sapatos.
-Falta alguma coisa? - Perguntei sem tirar os olhos do meu reflexo.
-Não, vou avisar que você já está pronta! - E saiu.
Eu não vou usar isso! - Pensei enquanto tirava o sapato bruscamente.
Joguei eles em um canto qualquer do quarto fui em direção ao meu armário e peguei um par de all star branco.
Os causei e me olhei no espelho de novo.
Agora sim! Sorri a me ver no espelho.
Desci as escadas quase correndo, quando cheguei à sala Gaara, Kankuro e Nagato estavam sentado conversando baixo.
Fiz um barulho com a garganta para chamar a atenção dos três.
Os três me olharam e arregalaram os olhos as mesmo tempo. Reprimi uma risada.
-Nossa... - Murmurou Nagato.
-Uau... - Gaara esfregou os olhos com os dedos.
-Por que você não se veste assim? - Kankuro se levantou do sofá e me encarou abismado.
Revirei os olhos.
-Vamos! -Falei enquanto caminhava até a porta.
-Por que a senhorita não está usando os sapatos que escolhemos? - Gaara perguntou enquanto botava o braço direito encima de meus ombros me guiando até a garagem.
Nagato destravou as portas com o controle do carro e entramos na Mercedes preta dele.
Gaara sentou ao meu lado atrás, ficou mexendo no meu cabelo durante o trajeto, Nagato estava dirigindo e Kankuro estava sentado no banco do passageiro.
Os três vestiam ternos pretos sem gravata com camisa social de cetim preta.
Nagato ligou o som do carro e botou uma das musicas de relaxamento dele em um som baixo.
Não sei quando isso aconteceu, mas o cafuné do Gaara junto com o balanço leve do carro e a música relaxante do Nagato me fez dormi a viagem toda.
Acordei com o chacoalhar do carro ao trocar o asfalto por uma estrada de chão irregular e com a discussão dos três garotos no carro.
Eles pararam na mesma hora que me mexi.
Olhei pela janela, tudo que eu via era árvores e mato.
-Aonde é essa festa?
-É em um lugar mágico! - Gaara respondeu enigmático.
E ninguém falou mais nada.
Nagato fez uma curva brusca, entrando em um corredor cheio de árvores e estrada de chão, a alguns metros a frente podia se ver um casarão todo iluminado envolto de arvores.
A música eletrônica tocava forte no lugar e uma batida ritmada.
Nagato fez a volta por trás do casarão, fez uma curva fechada que dava acesso ao estacionamento que ficava no subsolo.
Não sei quem era o dono do lugar, mas tinha muito dinheiro.
Estacionando em uma vaga qualquer nós quatro descemos do carro, e fomos caminhando ate uma porta que eu não havia notado até agora.
A porta dava acesso a um único corredor pequeno que levava até uma escada, mesmo daqui dava para escutar a música alta tocando.
Nagato pós a mão na minha cintura e me guiou ate a escada e depois por uma série de corredores mal iluminados com abajur na cor de creme, com parede, piso e tetos de madeira envernizadas.
A música foi ficando cada vez mais baixa, eu já estava perdida, o casarão não parecia tão grande assim de fora.
Paramos de frente a uma porta grande feita de madeira nobre avermelhada.
Sasori bateu três vezes na porta com os nós dos dedos da mão direita alguns instantes depois a porta se abriu.
Kankuro botou a mão no inferior de minhas costas e me guiou a entrar na sala.
A sala era grande com uma enorme porta de vidro que dava para uma varanda grande.
A sala era ricamente decorada, as paredes eram de madeira nobre no mesmo tom de cor da porta, algumas estantes mostravam troféus e medalhas, um jogo de quatro sofás ficava no centro da sala e no canto de costas para a porta da varanda tinha uma mesa de mogno marrom escuro com um notebook encima e um abajur.
-Bonita sala!
-Muito obrigada! - Falou um cara de cabelos laranja saindo de um canto da sala.
Ele tinha piercings no rosto, nariz, uma fileira com três de cada lado, embaixo do lábio inferior e vários nas orelhas. Era alto e magro, muito branco com olhos azul meio roxo e cinza. Sem contar o cabelo artificial laranja. Vestia um terno negro ele parecia àqueles homens malvados de filme de máfia.
Olhei para Kankuro assustada, ele sorriu sem graça.
-Cadê os outros? - perguntou Gaara.
-Já devem está vindo. - O homem de cabelo laranja falou.
Nagato foi até uma mesinha que ficava no canto da sala. - Sakura, quer água, suco? - Perguntou.
-Água. Água seria bom!
-Pode sentar pequena. - O homem de cabelo laranja falou docemente e apontou para uns dos sofás no centro da sala.
Agradeci sem jeito e me sentei.
Nagato me entregou o copo com água e foi em direção à porta de vidro e ficou lá.
A porta foi aberta e alguns homens entraram.
Alguns sentaram no sofá outros se espalharam pela sala.
Um loiro de cabelos cumpridos que tinha uma franja lateral tampado um dos olhos azuis sentou ao meu lado e sorriu para mim.
Assim como meus irmãos e o cara de cabelo laranja todos vestiam ternos pretos.
Senti o clima ficar tenso e desconfortável.
-Então estão todos presentes? - Perguntou o rapaz de cabelos laranja.
Todos em sincronia falaram sim.
-Bem... Minha pequena Sakura sabe o porquê de você está aqui hoje? – O homem de cabelo laranja perguntou com doçura.
Senti que todos olhavam para min.
Ajeitei-me no sofá desconfortável.
-Não. - Respondi firme escondendo meu desconforto.
-Bem... É simples. Você deve ter escutado que a onda de violência e crime aqui na ilha andou diminuída perceptivelmente.
-Ha... Legal- Respondi sem ânimo não dando muita atenção.
-E isso tudo tem um motivo. Você gosta de heróis, certo? Soube que você tem uma coleção das HQ's do Homem de Ferro e X-Men!
-Aonde você quer chegar? - O interrompi sem paciência.
Em um momento um homem grande e forte de cabelos claros emergiu de atrás de Kankuro.
Ele em um movimento muito rápido tirou a faca de um dos bolsos e jogo em mim, a lâmina passou raspando por meu ombro rasgando de leve o material do bolero e cravando no sofá.
Levantei em um pulo com os olhos arregalados.
-Você é louco ou o quê? - Gritei exaltada.
-É o seguinte pequena, o que o Pain esta querendo dizer que somos um tipo de grupo de... Heróis! - O homem de cabelos claros falou sorrindo cínico. -Depois sou eu que leio demais! - Ironizei.
-Se somos ou não, isso não vem ao caso. Precisamos de você! - O cara de cabelo laranja, o Pain falou calmo.
Segurei o copo na mão direita com força.
Isso só podia ser uma palhaçada.
-Isso é sério! - Murmurou um cara moreno que estava sentado no sofá.
Ele se levantou e sacou a arma dele.
Senti o ar fugir dos meus pulmões pelo susto, mas tentei não demonstrar que eu tinha ficado com medo.
-Ou, abaixa isso cara! Isso é perigoso. - Falei brincando.
Olhei ao redor da sala, todos estavam de pé apontando uma arma para mim, inclusive meus três irmãos, Sasori, Naruto e Sasuke.
Não sábia se isso me deixava mais apavorada ou descrente.
Senti minha garganta se apertar.
-Somos uma organização não governamental, mas apoiada pelo governo Brasileiro. Existimos em todos os estados, somos uma das filiais. Espero que você coopere com a gente! - Nagato falou monótono. -Odeio armas. - E largou o revólver na mesa de mogno e tirou do bolso um bastão pequeno preto não tinha mais de três centímetros.
Ele rodou a extremidade e o bastão "cresceu", ficando em um comprimento de mais ou menos dois metros.
Dei um paço para trás atordoada.
-Ninguém aqui está brincado. - Kankuro murmurou mal humorado.
-Vocês não podem me matar. Todos vão escutar o barulho de arma e... A polícia vai investigar a todos e- Fui interrompida por risadas.
-Esse quarto é a prova de som, a polícia... Somos nós! Ninguém vai querer dar bola para uma garota drogada. - O garoto de cabelos loiros falou calmamente tirando do bolso um saco médio de cocaína.
Olhei para meus irmãos sem entender.
-Mas eu não me drogo! - gaguejei.
-Será mesmo? - Ele ironizou balançando o saco na mão.
-Se isso é una brincadeira, saibam que é de péssimo gosto. - Segurei o sofá com a mão livre. Uma leve vertigem começou a aparecer.
-Não é uma brincadeira. - Gaara falou sério.
-Não podemos correr o risco. Ainda acho que ela não serve! - Sasuke falou calmo enquanto apontava sua arma para mim.
Aquilo me apavorava.
A situação não tinha nem pé e nem cabeça!
Suspirei forte, tentando limpar a cabeça.
Se eu saísse correndo eu ia virar uma peneira.
Nagato, Kankuro e Gaara pareciam que tinham esquecido que eu era irmã deles.
Sasuke, Naruto e Sasori fingiam que não me conheciam.
Mas nada disso parecia fazer sentido.
-Se vocês precisam de mim, eu teria que estar viva certo? - Dei alguns passos em direção à porta de vidro.
-Sim. - Pain concordou.
-Então, abaixe a armas. Todos, e negociamos! - Me encostei à porta de vidro.
Os homens se entreolharam, Pain fez um sinal positivo com a cabeça, aos poucos um por um foi guardando sua arma.
O loiro de olhos azuis jogou a arma dele encima da mesa de cetro e sorriu.
Se tiver uma arma apontada em direção da sua cabeça já era ruim, imagine várias.
-então... Vamos lá, por que... Querem me matar?- Ironizei.
Cruzei os braços atrás das costas.
-Não queremos te matar. - O homem loiro de olhos azuis respondeu.
-Então... Querem o que? -Perguntei curiosa.
-Você tem habilidades interessantes Sakura. Queremos elas para nós. - Pain falou cordial.
-Olha... Não da para conversar com tanta gente presente. Isso me deixa, aflita. Sabe a qualquer momento, alguém pode furar meu crânio com esses brinquedinhos.
Todos ficaram quietos.
-Irei conversar com ela. Esperem na sala ao lado. - Pain falou sério.
De início ninguém se mexeu.
O homem loiro se espreguiçou e se levantou.
-Vamos! - E caminhou em direção a uma porta que eu não tinha visto.
Assim que passou por ela, um por um o seguiu, até que restou apenas eu e Pain.
-Confortável?
-Não muito!
-A porta está trancada. Não vai abrir!
Senti meu corpo congelar.
-Então vocês querem brincar de polícia e ladrão? - Murmurei.
-Não é exatamente isso. É algo como, limpar as ruas.
-Temos polícia, regras, leis...
-Temos assassinos, bandidos corruptos por ai.
-O sistema é falho! - Admiti. -Mas é eficaz... Às vezes.
-Não gosto do termo herói. Prefiro justiceiro!
Estão querendo copiar a Marvel?
-E vocês matam pessoas?
Sai da porta e passei por Pain.
-Se é preciso.
-E vale a pena? -Sentei no sofá de frente para a arma do loiro.
Pain sorriu.
-Você amaria!- E se sentou na minha frente. Depositei o copo de agua encima da minha coxa.
-E o que vocês querem que eu faça. -Perguntei baixo.
-Nos ajude!
-Com o que? - Me inclinei para frente.
-A pegar os podres e se livrar deles. - Pain se inclinou para frente.
- E por que eu faria isso?
-Sei que você também pensa assim querida. Sei que você é infeliz. Se junte a nós e você vai ver como a vida é interessante!
Suspirei forte.
-Você quer que eu mate pessoas? - Perguntei descrente.
-Só os podres. Aqueles que fazem com que as coisas fiquem piores que estão. Inclinei-me para trás.
Uma dor se formou em meu ombro e desceu ate os meus dedos me fazendo soltar uma exclamação de dor.
-Hidan te machucou?
Olhei para meu ombro direito e me surpreendi ao ver meu bolero coberto de sangue.
-Parece que sim. - Murmurei.
-O desculpe. Ele é temperamental. - Pain se levantou contornou a mesa e se sentou ao meu lado.
-Parece que foi fundo. - Pain comentou avaliando meu machucado.
Era a minha chance.
-Mesmo? - Tirei meu bolero devagar, e cheguei perto dele, segurei meu antebraço direito com a mão esquerda passando meu braço esquerdo embaixo dos meus seios e o levantando aumentando o decote .
Pain botou a mão esquerda de leve no meu ombro machucado.
-Você está vendo? - Perguntei baixinho.
Pain segurou a respiração, e olhou para o decote.
Cheguei perto dele encostando a lateral direita do meu corpo no dele.
-E agora? - Perguntei baixo.
Ele inspirou fortemente e acariciou meu pescoço com a mão.
-Um pouco... - Murmurou
O rosto dele começou a se aproximar do meu.
Ele estava bem próximo.
A respiração quente dele batia no meu rosto, admito que meu coração estava acelerado, aos poucos os olhos dele foi se fechando.
E ali foi o seu grande erro, segurando um gritinho levantei o cotovelo direito na altura dos meus seios e o joguei virtualmente com força no peito dele, batendo fortemente no estômago duro dele.
Pain gritou de dor e tentou jogar o corpo para trás, mas o puxei em minha direção pelo terno, peguei o copo de vidro de cima da minha coxa e o quebrei na cabeça dele.
Senti o corpo dele ficar molenga e alguns cacos de vidro entrarem na minha mão.
Me levantei em um pulo peguei a arma, a alinhei na altura dos olhos mirei na porta de vidro e apertei o gatilho, por sorte ela estava destravada.
Pain gemeu de dor.
A porta de vidro trincou, Apertei o gatilho de novo e... Nada.
Uma bala só? Ta brincando. Corri ate a mesinha que tinha a garrafa de água e suco, peguei a jarra de agua e joguei a garrafa na porta de vidro trincada.
A porta se espatifou em uma chuva de vidro, peguei um pedaço do chão, ele era pontudo tinha trinta centímetros de comprimento.
Corri em direção ao limite da sacada. Olhei para baixo, eu estava no segundo andar, se eu pulasse eu me quebraria toda mais valia ser baleada.
Olhei para a esquerda e vi outra janela, a um metro da extremidade do parapeito da sacada, grudado na parede como uma passarela um pedaço de madeira longo tinha trinta centímetro de largura, eu conseguiria alcançar a outra janela se eu passasse por lá.
Corri para o lado direto da sacada e subi com dificuldade no parapeito, me agarrando a parede tentando manter o equilíbrio e o pedaço de vidro na minha mão, botei meu pé direito na madeira, ela era firme, bem aparentava ser. Subi nela prendi a respiração ouvi gritos vindos da sala isso fez com que eu me apressasse.
Meu coração estava batendo disparado em meu peito.
Chegando ate a janela ela estava aberta com dificuldade passei por ela e entrei no quarto.
Corri ate a porta e abri com brusquidão.
Sai do quarto foi como se uma bomba de sons tivesse explodido em meu rosto. A música eletrônica era muito alta fazia com que minha cabeça rodasse. Corri pelos corredores mal iluminados. Meu ombro ardia muito e a sensação de perseguição era muito grande. Ao virar um corredor me deparei com o cara loiro.
Dei um passo para trás, mas parei.
Por que fugir?
Fiquei em posição de defesa básica, segurando firme o pedaço de vidro em minha mão.
O homem loiro correu em minha direção, ele jogou o braço esquerdo na diagonal em minha direção, parei o golpe dele com o braço direito, e dei um jeb no queixo dele, dei um giro e um chute na costela, o garoto cambaleou para trás, voltei à posição de defesa e dei uma frontal no estômago dele.
O loiro caiu no chão sem reação, com a boca sangrando desacordado.
Uma sensação quente e confortável se formou em meu peito.
Me aproximei do loiro, ele era bonito.
Botei a ponta do vidro no pescoço dele...
"Corta..." Algo sussurrou dentro da minha cabeça.
Estremeci fortemente.
Não... Não agora!
Me levantei rapidamente e segui em frente.
Não sabia dizer se eu estava andando em círculos mas à sensação de estar perdida era grande.
Sentia meu sangue correr quente em minhas veias e a sensação de claustrofobia era grande.
Ate que eu vi uma porta enorme aberta ela dava para uma enorme pista cheia de adolescentes suados dançando.
No outro lado da pista tinha uma enorme porta aberta. Entrei na multidão de pessoas, a batida da música estava fazendo minha cabeça rodar.
Ao chegar à porta quase suspirei de alívio.
-Sakura para! - Naruto gritou.
Ele estava na minha frente segurando uma arma apontando para o chão despreocupado.
Ver ele ali fez com que eu me sentisse traída.
Sem olhar para os lados corri para direita deixando um Naruto confuso para trás.
Entrei em uma trilha apertada, sentia os galhos arranhavam minha pele e vestido.
Algo agarrou meu braço e me puxou.
Senti meu coração pular uma batida e tudo ficou vermelho.
Meu corpo se moveu sozinho.
Sentia a pele dele contra minha mão, e quando vi Naruto estava no chão debaixo de mim com o nariz e boca sangrando.
Eu segurava sua camisa com uma das mãos e a outra ameaçava a bater nele.
O braço direito dele estava em uma posição estranha. Nós dois ofegávamos.
Ao percebe o que eu tinha feito o larguei.
Um soluço escapou de meus lábios senti meus olhos marejarem.
- O que eu fiz? -Murmurei desesperada.
-Sakura! - Ouvi Gaara gritar o meu nome.
Peguei a arma de Naruto e apontei para a direção da voz dele.
E a minha frente Gaara, Nagato, Kankuro, Pain, Sasuke e Sasori apareceram acompanhados por outros homens.
Eles me olhavam espantados.
Eu também ficaria.
-Abaixa essa arma! - Kankuro falou firme.
Senti um desespero dominar meu corpo, segurei a arma com força fazendo os nós de meus dedos ficarem brancos.
-Isso tudo... È um teste! Abaixa essa arma antes que você machuque mais alguém! – E foi com essas palavras que me fizeram desabar.
O chão sumiu de meus pés, a terra áspera ralou meus joelhos, os pequenos cortes e arranhões ardiam significativamente sem contar na dor no ombro.
-Um teste? - Murmurei sem ar.
Naruto murmurou algo.
-Queríamos saber se você aguentava a pressão, como se saia em situações difíceis... Nada, nada saiu como o planejado! Nem... Nem conseguimos te explicar o que esta acontecendo... - não conseguia escutar mais nada.
O vento frio me envolvia eu via as sombras se mexerem... Os homens a minha frente não eram mais que sombras escuras.
Eu estava com medo.
Apavorada.
Braços me ergueram, vozes me chamaram, meu corpo tremia muito.
Mas... Era como se eu visse tudo de longe.
Como uma terceira pessoa em um sonho.
Isso... Um sonho!
-Eu to com medo! - Eu escutei minha voz sussurrar.
E tudo ficou quieto e escuro.
Como um sonho.
Continua...
Bem, espero que tenham gostado desse cap.
Estou ficando muito empolgada em escrever essa fic, tanto é que já estou escrevendo o cap 10!
Bem até o próximo cap!
