As aventuras de Mabel: O Príncipe Raia
Declaração: Saint Seiya não é meu, isso todos sabem.
Descrição: Mabel é uma menina que junto com outras pessoas de sua cidade, no aquário Saint Athena, puderam ver uma criatura que nunca pensavam que existia: Uma Arraia em forma de humano. Junto com suas amigas, Mabel precisa devolver ele para sua casa: O mar. FICHAS FECHADAS.
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ChibiChibiChibiChibi
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Chibi- Oi gente! Sentiram falta? Pois é... - Lendo o que escreveu até agora. - Tenho a impressão que estou enrolando demais...
Amy- Você acha?
Chibi- Tá, tenho certeza... -.- Mas fazer o que, já que a sua personagem teve problemas? Aliás, cê gosta de fazer eles sofrerem, né...? - Albe, Hidoi (?), Jabel, o personagem que você queria colocar aqui na fic para Jabel bater nele...
Mas, deixando isso um pouco de lado...
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Parte 7 - Primeiro dia, Segunda.
Quinze para cinco da madrugada...
Mabel se espreguiçou, preguiçosamente e vagarosamente na cama onde estava. Mesmo tendo passado mal ontem, o médico e o enfermeiro terem achado melhor para ela dormir no próprio quarto e seu pai ter se preocupado muito com ela, a pequena senhorita Solo ainda tinha teimado em continuar a dormir nos quartos de visitas. Não iria deixar que só por causa de um pequeno mal-estar da parte dela atrapalhar os momentos que passaria com suas amigas.
Na outra noite tinha migrado para o quarto de Hime. Fora tudo tranquilo, apesar de achá-la controlada demais... Não sabia direito o que pensar. Apesar da garota ruiva-sangue ser fria e muito tranquila, era diferente com ela. Talvez a imagem da 'pessoa santa e salvadora' que ela tinha dela fosse um pouco exagerada... Ou não. Apesar de ter convivido um tempo com ela, ainda se incomodava com a preocupação que tinha consigo. Oras, Mabel não era de porcelana...
Hime fez de tudo ontem para que deixasse a pequena mestra confortável antes de dormir. Já tinha conversado sobre esse assunto com ela, mas parece que nada tinha adiantado. Suspirou, enquanto concluia seus pensamentos e seus olhos pairaram na figura ainda adormecida da amiga. Se movimentou lentamente, ainda tinha tempo, até sair da cama e caminhar até o banheiro com sua bolsinha higiênica. Fez suas necessidades e aproveitou para tomar um banho rápido... Ainda estava se secando quando o despertador começou a tocar.
Saiu com sua vestimenta usual do local, até seu cabelo estava devidamente penteado. Sorriu, mirando ela sentada na cama, bocejando e se espreguiçando demoradamente. Seus fios avermelhados caiam na costa rebeldemente, então, percebendo Mabel já de pé, se levantou.
- Mabel, você deveria estar na cama...
- Já estou me sentindo melhor, Hime. Obrigada por se preocupar comigo, mas, já tô bem! - Sorriu, pegando uma toalha preta e jogou nela. - Vamos, tome logo um banho para podermos descer!
- Hum... - Meio relutante, por ainda querer dormir mais alguns minutos, ela foi se arrastando para o cômodo úmido.
- Ahh... - Respirando fundo, Mabel se aproximou da janela e a abriu, depois de empurrar para os lados a cortina. - ... Meu aniversário está se aproximando... E hoje vamos começar os preparativos...
Então, depois que as duas tinham tomado banho, desceram para o salão... E não encontraram as outras. Mabel estranhou, em todos os quartos tinha um despertador... Só se encontravam a madrastra, sua meia-irmã e seu querido pai sentados a mesa, já posta.
- Ué... Nenhuma está aqui, Hime.
- ...
- Bem, o jeito é correr para acordar todas!
Dizendo isso, antes de serem vistas pelos outros, Mabel puxou Hime pelo braço e correu para cima, atrás de suas amigas. A ruiva não reclamou nem nada, só chegou a pensar se resistiria ficar em pé ao ver as outras ainda em suas camas... Teve um sonho tão bom.
Chibi-Sonho-da-Hime-Chibi-sonho-Chibi
Estranhamente, ela não estava presa em um quarto ou em uma casa sem iluminação, enquanto ainda era noite. Não, naquele sonho era diferente... Piscou um pouco os olhos e notou que os raios do sol adentravam uma imensa janela, muito estranha. O buraco cortado e medido sem falhas na parede amarela, tinha as bordas em forma de conchas que se encontrava na praia, aquelas que as pessoas sempre encostavam no ouvido para tentar ouvir o som das ondas. A cor delas era bem impactante: Laranja.
Virou seu corpo e deu uma olhada rápida em volta, tinha naquele quarto, que gostou, uma cama de casal arrumada, simples, dois criados-mudos dourados tendo sobre eles mais algumas conchas, um guarda-roupa branco com detalhes pintados de laranja, e uma porta... Hime fixou seu olhar nela. Também havia uma borda feita de conchas, mas estas eram as que eram mais espetadas, além de vermelhas. Muitas coisas passaram na cabeça dela, na mesma hora. Não devia abrir a porta, pois se abrisse, sentia que iria ser empurrada para o mesmo pesadelo que a assolava durante anos.
Mas, por outro lado... Sentia uma vontade imensa de abrir ela e ver o que tinha depois da mesma. Se aproximou um pouco. E se fosse algo maravilhoso, brilhante, colorido com pinceladas quentes e saborosas? Hime deu mais alguns passos. Mas também podia sair um cemitério frio, com cores frias. Não, já conhecia isso muito bem. Iria resistir a sua vontade. Para se distrair, andou novamente até o centro e, depois, até um dos criado-mudos. Mexeu em algumas peças, que ao pegar viu mesmo que eram verdadeiras, abriu duas gavetas e só encontrou miniaturas de barcos e garrafas com, o que parecia ser água do mar dentro, um navio bem formoso.
Deu a volta na cama e foi 'xeretar' o próximo móvel. Nele, se interresou mais logo de primeira vista. Um livro um pouco grande e fino estava jogado nele, sua capa era azul-marinho e não se via nenhuma caligrafia gravada. Sem pensar três vezes, a garota abriu-o e encontrou uma página em branco. Normal. Virou-a e se deparou com um lindo desenho pintado de aquarela, o que a deixou ficar plantada no chão durante alguns minutos sem mover um músculo.
Hime viu uma garota ruiva desenhada caminhando na praia, ao pôr-do-sol, sozinha. Parecia mesmo que o sol brilhava alaranjadamente para ela, assim como a cor do mar o fazia parecer mais verdadeiro. Na outra, a garota já não estava mais sozinha, pois um garoto veio correndo atrás dela. Ele era um pouco estranho, pensou, pois o cabelo era grande e mais liso do que macarrão, além de branco. Depois, eles pareceram estar falando e foram embora. Na outra parte, que era dividida por outra folha em branco, o tom azul predominava, e parecia ser dentro do mar...
Se deparou com uma sereia e um tritão, e percebeu que era o casal de antes. Aquilo parecia ser uma história contada por figuras, não por palavras. Eles pareciam estar bem apaixonados... Sem perceber, suas faces adquiriram um tom avermelhado. Mas então, quando foi descobrir qual era a imagem da página seguinte, se assustou com o barulho que veio de uma parte do quarto. Parecia que seu coração ia rasgar seu peito, de tão grande foi a surpresa. Seus olhos azuis se viraram para o lado e viram...
Chibi-fim-do-sonho-Chibi-sonho
- Nina... Nina... Acorde! - A pequena chacoalhava a outra, com força, para que ela ou caisse e fosse logo para o banheiro, ou se levantasse e não batesse em si. - Ei Hime! Me ajuda aqui! - Foi nessa hora que a ruiva acordou e olhou em volta.
- Ahhhhnnn Mabel... Só mais dez minutinhos... - Resmungou a outra ruiva.
- Não! Vamos! Hoje é segunda e...
- SEGUNDA?! Ahhhhhh! pensei que fosse domingo! Por que não me avisou antes?! - E ela pulou da cama, indo rapidamente para o banheiro.
- Calma Nina... - Disse Mabel em um tom baixo e surpreso.
- Como calma?! Que horas são pelo amor de Poseidon!
- Hum... Cinco e dez.
- ... - A cabeça da outra se mostrou, lançando um olhar gelado para a morena.
- Mas é que você iria perder o café... Aliás, todas iremos perder se não nos apressarmos... - A garotinha de madeixas azuis foi para trás da calada amiga, que não mudara de expressão.
Alguns segundos se passaram, longos segundos que viraram minutos, em que Nina olhava para Mabel e o medo foi crescendo mais e mais no pobre coraçãozinho dela, até que...
- HAUHAUAUAHUAHUA!! Não acredito que você caiu nessa!
- Ahhhhhh! Isso não teve graça! - Fez bico a mais jovem, torcendo o tecido da roupa de Hime nas mãos.
- Teve sim! para mim! AHUAHUAHUA! Você devia ter visto sua cara, menina!
- Hunf! Vamos, Hime... - E lá foram elas, ao mesmo tempo que ainda se era ouvido as gargalhadas da outra.
O próximo quarto que foram acordar foi o da Jabel. Quando Mabel abriu-o, tudo estava escuro como se estivessem dentro de um buraco negro... E nenhum som era ouvido. A garota andou cautelosamente, para dentro da escuridão, até que tropeçou em algo e caiu no chão. Hime foi atrás dela e se ajoelhou, ajudando a atrapalhada amiga a ficar de pé de novo, sem mudar a sua expressão, como sempre.
- Ai, ai, ai, ai... - Com a mão, ela esfregava seu rosto dolorido. - Hoje é mesmo o meu dia...
- ...
- ... - De repente, a luz do quarto foi acesa. A autora de tal ato estava vestindo calça e camisa pretas, feitas de seda, mostrando a pálida pele dela, além de ter nos pés pantufas, é claro, preta. Sobre o peito dela se pôde notar um colar com uma pequena ametista em forma de gota, brilhando fracamente em relance com a luz da lâmpada.
- A-ah, oi Jabel.
- ... - Ela não disse nada, apenas continuou com suas íris azuis-acidentadas mirando-a incansavelmente.
- Queria vir te acordar para descer logo para o café, mas...
- ... - Ela apenas se dirigiu a cama novamente, mal deixando a outra terminar de falar, se sentando calmamente.
- ... Hee... Você não vai?
- ...
- Quem cala, consente. - Dessa vez, foi Hime quem tinha dito. A ruiva pegou Mabel pelo punho e foi andando para fora, não gostava daquele quarto e não tinha uma boa impressão sobre aquela garota mal-educada.
- É feio sair sem se despedir. - Rebateu Jabel, as seguindo com o olhar.
- É mais feio ainda não dizer 'bom dia' para a anfitriã.
- Tomar rudemente o punho de uma garota sensível é ainda mais, no meu ver.
A atmosfera dali tinha ficado ainda mais pesada, foi isso que a Solo notou. Parecia que as duas estavam gostando de se alfinetarem, aliás, aquilo era uma batalha para ver qual das duas aguentaria manter o tom de voz calmo, ao mesmo tempo que incentivava a outra a falar mais alto e rápido, fazendo-a perder pontos. Ela balançou a cabeça. Não, de modo algum aquilo estava acontecendo, era só um exagero de sua mente, só isso...
- Não participar do desjejum é ainda pior, no meu ver. - Os olhos gelados e que demonstravam irritação, apesar de seu rosto não se contrair nem nada.
- Obrigar uma amiga a fazer o que não quer é ainda pior... Quer dizer que a autora desse ato não é realmente amiga da outra. - Pisca os olhos suavimente.
- ... Vamos? - Hime olha diretamente para sua jovem mestra, que estava com a cabeça confusa e parecendo pensar em outra coisa, o que fez ela não prestar atenção a ela.
- Hum? Ah... Jabel, se quiser mudar de idéia... Estamos lá embaixo.
- ...
Assim, elas foram para o próximo quarto. A morena olhou para um, depois para outro... Tinha se esquecido qual quarto era de qual gêmea, mas, pensou depois, aquilo não era necessariamente um problema, pois reconheceria uma delas pela cor do quarto... Abriu a porta mais próxima dela.
Ao abrir, Mabel sentiu como se estivesse adentrado outra dimensão... Onde deveria estar no outono. Poltrona marrom, tapete laranja, lençois amarelos, cortinas vermelhas... Pareciam estar dentro de uma floresta. Sorriu, se sentindo alegre. Então, deixou Hime para acordar a dorminhoca da Tharys para ir despertar a gêmea dela. Logo, todas estavam sentadas em seus devidos lugares, ainda um pouco sonolentas, comendo o que tinha na frente. Jabel foi uma exeção, ela não gostava de pensar que estava apoiando os humanos a tirar a vida de plantas e se aproveitar de animais para saciar-se.
- Parece que a Jabelzinha não desceu... - A bruxa da neve falou, então, tomou um suco.
- Ela não se sente bem tendo que ver pessoas se aproveitando de plantas que geraram grãos e depois foram mortas sem mais nem menos por mãos de homens, não completando o ciclo natural. - Respondeu a filha, enquanto comia um pão com geléia de amora.
- Hunf... Desse jeito ela irá morrer. - Tharys resmungou, mas logo gemeu de dor quando sua irmã lhe deu uma cutucada.
- Sorento.
- Sim, jovem mestra Mabel? - O mordomo apareceu atrás da cadeira, sorridente.
- Por favor, peça para a cozinheira colocar água, suco e chá numa bandeija e leve para o quarto de Jabel Hargreaves. - Ela terminou de comer o alimento e virou seu rosto para trás. - Entendido? - Seus olhos se encontram com os dele.
- Sim, mestra. - Fez uma rápida reverência e foi em direção da cozinha.
- Hum... Alimentação a base de líquidos, querida? - Os olhos levemente azulados encararam-na. - Isso não faz bem para o corpo de uma pessoa... O café-da-manhã é a refeição mais importante do dia.
- E eu já não sei disso, minha madrasta? - Sorriu. - Vai por mim... Jabel vai estar menos pálida da próxima vez que se encontrarem.
- Sei, sei... - Fez pouco caso, pois estava com sono também.
- Bem, estou me retirando... Se comportem todas vocês durante minha ausência. - Da cozinha, foi ouvido um coro de vozes femininas dizer em alto e claro som: Sim, senhor!
- Tenha um ótimo dia, querido.
- Você também, querida.
E assim, o Solo saiu. Logo começaram as conversas, e como isso desagradou Hilda, ela também se retirou do local deveras desagradável para ela, apenas Saori ficou ao lado das inimigas, terminando de comer seu cereal.
- Vocês sabiam que aqui na mansão tem... Muitas armadilhas?
A prima de Mabel estava entre Tharys e Nina, já que estava de mau humor, nada como falar com pessoas novas de suas travessuras. Pretendia fazer o sacrificio de não tentar explodir de raiva e sono, por causa de sua prima, que queria uma manhã tranquila com as amigas. Mal a ruiva esperava que sua 'dor de cabeça matinal' logo iria sumir...
- Não! - Disseram em união. Nina estava passando mateiga em outro pedaço de pão, já Tharys bebia um bom café.
- Você já viu uma ou é só um rumor besta? - A garota de cabelo pintado e luzes logo perguntou.
- É sempre assim em castelo, mansões antigas, ruínas... - Começou Nina. - Mas é verdade, você já viu alguma?
- Não só eu como a Mabel! - Sorriu a ruiva com cabelo mais puxado para o rosado. - Foi a muito tempo, e a primeira que nós encontramos... - Pareceu pensativa. - Foi uma que fica no térreo andar daqui, pensei que iamos morrer.
- Nossa, por acaso alguma parede desmoronou perto de vocês? - A pequena ruiva arriscou.
- Não.
- Foram flechas envenenadas! Está na cara Nina! - A gêmea falou mais confiante.
- Também não.
- Ah... Então, só foi uma passagem que dava para um buraco grande que prendeu vocês duas. - Disseram, outra vez, em unissimo tom.
- Como sabem?! Aliás, essa é uma armadilha muito boa... Se não me engano, tinha mais de três metros de altura! - Se defendeu Charla, não gostando do pouco caso que as duas tinham feito.
- Sempre fazem isso em filmes, livros... - Respondeu Nina, balançando a mão, de cima para baixo.
- É, além de ser o mais fácil... É só cavar, cobrir com um tapetinho barato e pronto!
- Hunf... - Bufou. - Bem, a outra armadilha que descobrimos foi assim: Eu e a Mabel estavamos brincando nesse andar, lá para o lado leste, quando a bola dela foi parar em um quarto abandonado e trancado...
- Ué, mas como ela foi parar ali se estava trancada?! - A ocupante do quarto-outono perguntou.
- Deixa eu terminar!!!
Quase gritou. Jéssica, que estava do lado de Mabel, conversando animadamente com a mesma sobre uma nova composição que ela estava planejando, virou o rosto amendrontado em direção do trio. Hime não deu bola, continuou a desfrutar de seu chá de erva doce. Stephanie ignorou o seu pão com queijo que estava segurando e olhou de lado para sua irmã, imaginando o que ela teria aprontado dessa vez. Mabel, a última a notar o repentino elevar de voz de sua prima - Isso porque já estava acostumada. -, virou vagarosamente seu rosto, deixando o suco que estava tomando na mesa.
- Prima...
- S-sim, Mabel?! - Charlote olhou para o seu lado direito, encarando os lindos e frios olhos da pequena... Uma gota escorreu de sua cabeça.
- Por favor, poderia falar mais baixo? Não estou conseguindo ouvir o que Jéssica disse... - Voltou sua atenção para o que comia, terminando com o clima estranho na mesa. Até sua meia-irmã tinha ficado impressionada!
- Ei, Charla... O que deu nela? - Disse muito baixinho, com medo que a jovem amiga ouvisse.
- É! Eu nunca vi Mabel agir assim com uma de nós...
- Ah... Ela ainda está no estado 'malvada', e mesmo sem querer, ela faz isso quando está de mau humor ou irritada com alguma coisa. - Respondeu com um meio-sorriso, abanando a mão, querendo dizer para elas deixarem aquilo de lado e voltarem a conversar.
- Mabel... - Jéssica, depois de algum tempo, recomeçou a falar. Estava com o rosto totalmente abaixado, como se temesse e estivesse pensando em algo triste.
- ... Sim? - Fixou seu olhar na garota de cabelo branco, até um pouco prateado. - Diga.
- A garota de cabelo cinza... Você disse que ela não gosta de comer nada pois tudo bem de plantas mortas, animais explorados... Mas, o suco e o chá que você mandou também são feitos a base de plantas e frutas mortas, trituradas e fervidas.
- Se for algo sólido, ela coloca para fora. Não pensei que ela fosse realmente comer algo da sopa... Devia ter pedido para a empregada só colocar líquido no prato dela. - Parou para pensar.
- ... Ma...
- Hum? Ah, sim. - Voltou a realidade. - Bem, no caso de substâncias líquidas ou moles, ela pode ingerir sem problemas. Parece que o organismo não repele isso... O que é bom. - Bocejou.
- Ah... M-mas... - Virou um pouco seu rosto de lado, mas ainda assim não podia-se ver toda a face dela, pois alguns fios impediam aquilo. - Ela aceita tomar, mesmo sabendo o que realmente está tomando?
- Oras, Jéssica... Até parece que você não me conhece, quando se trata sobre o estado de uma de minhas amigas. - As madeixas ainda continuavam com a coloração azul-marinho, então, ao sorrir para a outra, pareceu mais uma risadinha de madrasta de contos-de-fada. (N/C: Ou como a risadinha da mãe do Alam, de Meru Puri.)
- Ahn... Então, tá. - Ficou calada, pegando um tanto desajeitadamente a asa da jarra de suco de morango.
Ao notar que ela estava tremendo, e aquilo poderia muito bem se tornar uma catástrofe, tomou a jarra dela com a mão esquerda e despejou no copo dela nma simples virada, sem deixar uma gota escapar para fora. Recolocou-a na mesa, e mesmo usando um pouco de força para levantar o pesada e grande recipiente, não fez nenhum barulho. Ste e Hime eram as únicas que estavam quietas, além da Saori - mas isso não importa, ela não é tão importânte mesmo -, na mesa, isso porque a morena de olhos acizentados ainda não tinha conseguido a mesma façanha que a sua amiga que estava sentada na frente da chata de sua meia-irmã mais nova: Fazer a ruiva de olhos azuis-gelo falar mais do que monossílabas. Para não irritar ela, resolveu parar de fazer mais perguntas.
Esse foi o café-da-manhã no primeiro dia de arrumação da mansão.
Depois de todas irem escovar seus dentes, foram para o quarto da protagonista e ficaram por lá. Nina estava ouvindo algumas músicas que a amiga de, agora, algumas mexas azuis-claras, tinha pego. Mas como não poderia colocar todas, decidiu fazê-la escolher, isso é, junto com a Stephanie. Só para controlar a ruiva um pouco, pois se dependesse dela, iria colocar todas as músicas de Iron Maiden. Se bem que tinha deixado ela colocar uma música dessa banda para tocar, mas, somente uma música era pouco para ela...
Charlote tinha pego uma de suas malas e colocado sobre a cama gigante de sua prima, bem ao lado da dupla das músicas. Ela estava naquele instante remexendo e sacudindo o guarda-roupas da outra, vendo qual roupa seria melhor ela ir. Conhecia-a muito bem, e se dependesse de sua querida e fofa amiga de atrapalhadas infantis, a mesma iria com uma blusinha com estampa, tênis e uma saia longa. Suspirou, abrindo a outra parte.
No corredor, antes de entrarem no cômodo, Mabel deu uma missão especial a Tharys: convencer a sua amiga chamada Jéssica a tocar piano - e se rolasse, cantar também. Só pediu para não exagerar com a pobre amiga, pois ela era... sensível. No entanto, tinha uma leve impressão que aquilo não iria dar muito certo... Para completar, só tinha sobrado a Hime, que não falava quase nada, e se deixasse, ela iria aproveitar para agir na hora que começassem a 'brincar demais'. Bem, mas a Stephanie estava ali, no mesmo local que a gêmea, e não iria deixar a louca ameaçar a coitada da garota.
Por último, pediu para Hime pesquisar sobre decorações para festas. Ela sabia de seus gosto, mas mesmo assim, ainda havia a parte do dinheiro, as flores, além de os vários enfeites que poderiam combinar e descombinar com vários detalhes num mesmo tema. Assim, ficava de um lado para o outro. Ficava perto da dupla da música para dar sua opinião e falar um tanto rápido com a Nina, insistindo que só iria aceitar uma música do tal Iron; ia para perto da prima que ordenava para ela ficar de pé e reta, encostava um vestido em seu corpo e olhava-a de vários ângulos. Hime perguntou se poderia haver mais de uma espécie de flor nos arranjos, se havia algum problema de ter alguma muito 'comum' entre elas, qual era o número necessário, etc.
O díficil foi a parte das garotas que parecia estarem ensaiando uma peça de teatro de um conto-de-fadas qualquer... A malvada loba em pele de ovelha se disfarçando para pegar a ovelhinha branca e inocente com uma bocada só...
- Então, você se chama Jéssica, não é? - Tharys sentou ao lado dela, na beira da cama.
- Sim... - Respondeu um tanto baixo.
- Bem, eu sou Tharys, espero que tenha lembrado meu nome quando me viu! - Sorriu, rindo um tanto alto. - Olha, eu soube por fontes muito secretas que você toca piano, é verdade? - Sutilmente, se moveu para o lado.
- Sim... Só um pouco.
- ÓTIMOOO! - Deu mais uma puladinha para o lado, ficando mais próxima da outra. - Mas e ai, além de tocar você também... Canta? - Sorriu de canto, lançando um olhar, e parecia mesmo que seus olhos cinzas estavam dizendo: " Eu sei de tudo, por isso, não resista e faça tudo o que eu mandar".
- Ahn... - Ficou quieta de repente, pensando se deveria contar se cantava só um pouquinho, ou não, não cantava nada. Ficou refletindo tanto que a paciência da sua 'predadora' foi sumindo mais rápido do que um cubinho de gelo quando entra em contato com veneno. (N/C: AHUAHUAHU! Desculpem, eu tive que colocar isso! HAUHAUH! Sacaram? Gelo, veneno, Camus, Milo... - Cri, cri. - Bah...)
- Jes... Posso te chamar assim, não é? Então, você sabe ou não cantar? - Afinal, com uma última movimentação, Tharys ficou lado-a-lado com a ovelhinha de olhos vermelhos.
- E... eu sei... - Suspirou. Falou a verdade, mas sentia que mesmo assim, isso tinha custado muito alto.
- Melhor ainda! Garota, você tem talento! Sabe tocar e cantar! Pois bem, minha futura celebridade! - Deu uma 'chave-de-braço' na outra e olhou para o outro lado. - Estou vendo tudo! Seu futuro será um sucesso! Primeiro, irá começar com a festinha de nossa amiga dupla-personalidade, depois, irá em outra festinha de qualquer riquinho nojento por ai, vai indo até reconhecerem você como uma Mozart e quererem te contratar para todo qualquer lado!
- A...ahn... - Jéssica tentava respirar, sentindo a outra aperta-lhe tanto o pescoço que pensava estar mesmo em uma luta de boxe.
- E então...! - Parou no começo de sua frase, notando algo semi-coberto pela franja branca dela. - Ei, você fez uma tatuagem aqui? - Colocou o amontoado de fios para o lado, reconhecendo o sinal da cruz. - Nossa, e foi bem na testa! Já sabia que tinha injeção na testa, mas isso...
- ...Ar...Ar... - O rosto já estava ficando semelhante ao cabelo da Hime, ou da Nina, ou também como seus próprios olhos.
- Hum? Ah, sim, sim... - Soltou ela, deixando-a viver.
- Obri...gada... - Massageava seu pescoço, agora sabendo como Tiradentes tinha se sentido.
- Pois então, o que você pretende tocar na festa de aniversário da Bebel?
- Be...bel?
- Apelido que inventei agora para a Mabel.
- Eu ainda não sei... - Disse, já recuperada. - Eu nem sei se irei tocar... - Como isso irá demorar demais, vamos pular e partir para a próxima. Tharys então começou a usar de seus argumentos para persuadir Jéssica a pensar melhor e tocar uma música na festa da amiga dela, e também cantar. Mais ou menos meia hora depois, a albina afinal cedeu.
- Ufa! Pensei que você não iria ceder nunca, em, garota?! - Se alegrou a morena com mexas pintadas, se deitando na cama branca e antes arrumada. - E aê? Viu como deu tudo certo, Bebel?
- Tharys, com quem você está falando? - Quem disse desta vez foi a irmã dela.
- Oras, com a Mabel, com quem mais...? - Ao se virar para visualizar melhor a outra, percebeu que a sua amiga com madeixas azuis tinha evaporado. Onde ela estaria?
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A jovem Solo corria pelo corredor. Como pudera se esquecer da Jabel que ainda deveria estar em seu quarto, a esperando?! Se culpava mentalmente pelo escorregão. Deveria chegar ao quarto dela o mais rápido possível... Mas iria demorar demais descendo todos aqueles degraus de madeira. Olhou para o lado e tentou identificar onde teria uma passagem secreta por perto.
Não reconhecia ou não relembrava de nada sobre aquele andar.
Reconstou sua mão na parede para se apoiar e levou a outra para sua testa, forçando os dedos a deslizarem em sua pele. Por quê?! Perdia tempo pensando em um atalho, para a casa da vovó doente! Parecia que o lobo mau tinha mesmo deixado sua marca ali, como desejava. Seria o tempo o lobo? Ou seria a sua própria conciência ele?! Suspirou, respirou fundo, conteve a vontade de gritar e olhou para cima. Assim, veio aos seus olhos a imagem de uma lâmparina apagada... Ela puxou para baixo e caiu.
- Ai! - Gemeu alto, vendo a sua fonte de luz sumir e tudo ficar escuro, além de suas nádegas começarem a doer. Apalpou o bolso de sua calça e encontrou uma mini-lanterna, para casos como aqueles.
Muito bem, precisava se localizar... Andou um pouco até encontrar uma escada que existia em todos os túneis, e encontrou uma marca bem antiga, já desgastada. Olhou melhor e viu as iniciais " A3". Ou seja, terceiro andar. Começou a pensar na planta conhecida da mansão, então, andou para a sua direita até que... Encontrou uma porta. Andou mais um pouco e abaixou uma alavanca, fazendo a parede se mover e ir para o lado... As cortinas estavam abertas, o que deixava o quarto um pouco mais claro. Seus olhos azuis se encontraram com os azuis levemente acizentados dela, assim que deu alguns passos para frente.
- Jabel...
- Mabel...
- Você já tomou alguma coisa que o Sorento te trouxe? - Pegou o carrinho que o mordomo usava para trazer algumas coisas, como doces, para sua mestra.
- ... Água. - Respondeu, indicando sem vontade a jarra quase vázia.
- Não tomou suco por que? - A garota de madeixas azul-marinho pegou outra jarra e encheu-a de suco de laranja.
- Porque eu não quero. - Respondeu, cruzando as pernas enquanto estava sentada na poltrona.
- Mas Jabel, se você não come coisas mínimas como frutas, verduras ou vegetais... - Continuaria a tagarelar, se não tivesse ouvido bem baixinho a outra dizer:
- Eu como.
- E... E... E o quê?
- Eu como tudo o que você disse... Só que às vezes. - Declarou, olhando para seu colar.
- Mas... Mas então, por que você não quer tomar o suco?
- Já tomei água demais. - Se levantou, e assim, Mabel pôde observar que ela tinha se trocado. - Pode me acompanhar até a cozinha? Pretendo... Beliscar algumas frutas.
- Claro. - Sorriu, enquanto ia para fora. - Depois uma empregada passa aqui e leva o carrinho.
- ... - Ela seguiu a mais jovem, mas quando deu seu primeiro passo para fora do quarto...
- Eiii! Mabel! Sua fujona, onde é que você esteve...?! - Nina e Tharys foram as primeiras a chegarem correndo, deviam estar em ótima forma, logo depois vieram Hime, Stephanie e Charlote 'ajudando' a Jéssica. Mentira, na verdade, a francesa empurrava com todas as forças a albina, se divertindo com aquilo.
- Calma genteeeee!!! - Gritou, mas não deu tempo... Aliás, ela pensou depois, nem adiantava gritar, aquelas loucas não iriam parar mesmo, só por diversão...
Primeiro, foi derrubada em dobro pelas primeiras, depois, Stephanie foi empurrada pela Jéssica, acidentalmente é claro, que por sua vez foi empurrada pela prima louca da Mabel, essa só ria, e por fim acabaram por fazer montinho em cima da pobrezinha enterrada debaixo de todas. Hime tinha se desviado a tempo do 'trenzinho da alegria', e passou seu cargo de 'chefe' a uma das gêmeas. Só ela e Jabel tinham ficado de pé...
O Rubi se encontrou com o Diamante. Os olhos frios estavam mais poderosos do que nunca, o que criou certo clima pesado entre as duas. Afinal, frio mais frio só podia dar em uma tempestade de neve!!! Todas as outras olharam para a 'batalha' de visão que as mais frias do grupo estavam travando, paralisadas.
- Então... - Começou a 'guarda-costas'.
- ...
- ... Você afinal saiu do seu quarto.
- O que tem demais nisso?
- É impressionante. Pensei que ficaria o dia inteiro ai. - Sussurrou depois. - E até que não seria má idéia.
- A...ju...da... aaaa...
- ...? - As duas, ao mesmo tempo, olharam para o montinho.
Tudo foi desfeito, quando aquela vosinha conseguiu ser notada. Jéssica conseguiu sair debaixo da Charla, que tinha ficado ajoelhada. Ste suspirou, levantou-se calmamente, Nina foi para um lado enquanto Tharys foi para o outro. Assim, não tinha mais ninguém sobre o corpinho pequeno... Por pouco tempo.
- Primaaaaa! - A ruiva de fios rosados apertou-a em um abraço. - Você está bem? Por que sumiu tão de repente? Em? Digaaa!
- Ei, vamos todas abraçar a Mabel e...?! Ai!!!!! Mana!
- Nem pense nisso. Se controle e prometo não puxar mais seu cabelo.
- Tá! Então solte logo, tá doendooo!
- ...
- ...
- P-por favor... Charlote... Poderia soltar a Mabel? - Jéssica disse, num sussurro.
- Ahn? O que você falou? Eu não ouvi nada! Repete? - Falou alto, querendo dar uma chave de braço no pescoço da prima.
- Calma aê Charlote! Assim vai deixar Mabel mais pálida do que uma alma em Hades! - A pequena ruiva tentou desfazer aquilo.
- Ou mais pálida do que Thanatos! - A gêmea colorida gritou.
- Ou Hypnos. - Desta vez foi Hime. Todas olharam para o lado, vendo-a se aproximar das primas e retirou os braços da outra de sua pequena amiga.
- Obri...ga...da... - Tentou se apoiar na outra. - Não tô sentindo minhas pernas...
- Deixa que eu a le...?! - Tharys e Charla estavam começando a falar, mas num segundo o corpo dela tinha sumido. - ... Quê??!!
- Não se preocupem, senhoritas. - Olharam todas para trás, surpresas, e então viram ninguém menos que... O mordomo da mansão, Sorento. - Que tal voltarem para o quarto da jovem mestra? - Ele sorriu, se virando para trás, mostrando que a estava carregando em seus braços.
- Sim... - Disseram todas em unisono, menos Jabel e Hime, que somente concordaram com a cabeça.
Assim, começava a semana... Com muita diversão, confusão e só um pouco do trabalho realizado!
ChibiCHibiChibiCHibiCHibiChibiCHibi
Chibi- E ai genteee?! - Pedrada na Chibi. - Ai! Desculpem-me por demorar tantooo! É que a preguiça convidou a falta de imaginação, que convidou a mínima vontade de escrever, que convidou coisas mais interessante para o meu corpinho e deu nisso.
Mais uma vez, obrigada a Amy por betar a fic o/ - Abraça.
Obrigada também pela paciência de vocês... hee... Que devem... Não estar mais tão paciêntes agora... hehehehe...
Sayonara!!! Kyaaaaa!
