Aviso: Este capítulo foi escrito sob condições críticas e contém cenas impróprias para menores de 18 anos. Não aconselhável para pessoas com nervos fracos, pressão alta, ou cardiopatas. XD Sim, está ligeiramente tenso. Leiam por sua conta e risco XD.

Era o dia do casamento dela, mas Arya estava mais interessada em uma caixa de bombons do que no andamento dos preparativos. Nem por milagre ela teria conseguido deixar o cabelo num tamanho digno para um penteado e todo mundo sabia disso, mas a irmã dela se recusava a perdoar Arya por isso.

Pelo menos Sansa havia encontrado outro passatempo enquanto elas e a senhora Stark estavam no salão de beleza se preparando para a cerimônia. A cada cinco minutos a irmã dela soltava um gritinho de entusiasmo, ou resmungava alguma coisa, enquanto folheava a revista. Aparentemente havia pelo menos cinco páginas de matéria falando sobre o casamento.

Jon não mentiu quando disse que a imprensa iria a loucura quando descobrisse que eles estavam juntos. É claro que a gravidez dela e o casamento às pressas tornaram a coisa toda muito mais interessante. Varys teve alguns meses turbulentos e tudo o que Arya queria era passar o resto da gravidez trancada no apartamento para evitar ser fotografada com uma barriga daquele tamanho.

Ela estava enorme e não importava o que a mãe dela dissesse pra fazê-la se sentir melhor, Arya ainda achava que era impossível uma mulher ficar bem quanto tinha uma barriga do tamanho de uma melancia. Apesar dela ter sérias dúvidas quanto a própria aparência, Sansa conseguiu operar um milagre ao conseguir aquele vestido de noiva.

Os ombros dela ficavam nus e o decote era um tomara que caia reto. A saia folgada começava pouco abaixo dos seios dela e disfarçava o tamanho da barriga. Ela podia até ver a capa das revistas de fofoca no dia seguinte. Fotos dela por todos os lados com a legenda "Um Balão Branco" em baixo. Sua linha de raciocínio foi interrompida pela risada escandalosa de Sansa.

- Meu Deus, você precisa ler isso! – a irmã disse ainda folheando a revista – Há uma parte dedicada ao insuportável do seu futuro cunhado. Esse Varys é impagável quando decide ser maldoso.

- Me deixa ler isso ai. – Arya disse já cansada do falatório da irmã. Ela não sabia dizer aonde estava com a cabeça quando perdoou Sansa por toda confusão que acabou num pedido de casamento, mas o fato é que ela perdoou e agora a irmã era também sua madrinha.

Arya pegou a revista e começou a folhear para saber o que tanto estavam falando sobre ela e Jon. Ela achou a reportagem sobre Aegon no canto de uma das primeiras páginas com uma foto em que o cunhado estava particularmente bem vestido. O título da matéria "Um homem mortalmente bonito".

"As nossas caras leitoras ainda solteiras não precisam se desesperar tão cedo. Apesar de Jon Targaryen ter sido fisgado, o nosso adorado príncipe dos tabloides, Aegon Targaryen, ainda é um solteiro convicto. Cabe lembrar que as interessadas no rapaz devem manter em mente que este é um empreendimento de alto risco e com baixo retorno financeiro. Além de ter se desfeito de noventa por cento das ações das empresas Targaryen herdadas por ele após a morte do pai, o nosso playboy favorito é conhecido por esbanjar rios de dinheiro em noitadas, carros de luxo e já se meteu em varias confusões com a polícia. Se algo pode ser dito em favor do rapaz é que Aegon é de longe o solteiro mais bonito da cidade, além de nunca ter se descuidado no quesito paternidade.

Todas as donzelas indefesas amam um cafajeste e nosso Aegon é um perito no assunto. Em sua lista de ex namoradas encontram-se modelos famosas, atrizes de Holliwood, dançarinas de casas noturnas, médicas renomadas, advogadas (inclusive uma destas garotas da lei foi responsável por defendê-lo em uma investigação de paternidade) e até mesmo tratadoras de animais. A lista é longa, mas nenhuma destas senhoritas conseguiu fisgar o nosso pequeno príncipe. Agora que o irmão mais velho está a um passo do altar, está aberta a temporada de caça a Aegon Targaryen. Preparem os alfinetes para furar as camisinhas. Quem consegue amarrar o milionário? Que vença a melhor."

Arya estava rindo na metade da reportagem. Com certeza Aegon estava espumando de raiva com aquela matéria. Afinal de contas, não era como se ele já não tivesse problemas o suficiente com mulheres. Pra completar, ninguém mencionou o porque ele vendeu as ações, ou o fato de que ele era dono de um dos principais hotéis de luxo da cidade, o que fazia com que ele parecesse um pobre miserável.

- Eu realmente queria ter metade da criatividade desse cara pra destilar tanto veneno. – Arya comentou – Aegon não vai gostar nenhum pouco.

- Oh ele merece cada um dos elogios. – Sansa disse num esforço de ser irônica.

- Sansa, faça um favor à humanidade e se jogue em cima do meu cunhado hoje. Assim você supera de uma vez toda essa tensão sexual reprimida que existe entre vocês e eu e Jon vamos poder ficar sossegados sabendo que ao menos o próximo escândalo vai ficar em família. – Arya disse ácida.

- Deus proíba! Eu e aquele depravado juntos seria um desastre. – Sansa disse indignada.

- O que você chama de desastre, eu chamo de orgasmo. E vai por mim, você está precisando de um urgentemente. – Arya disse debochada – Opa, tem uma falando sobre mim.

"Para quem está se perguntando até agora quem é a sortuda que conseguiu arrematar o coração do milionário do momento, nós pesquisamos tudo o que há para saber sobre Arya Stark.

A senhorita Stark, apesar do jeito rebelde de rockeira adolescente, é a neta de Hoster Tully, o dono da maior empresa alimentícia especializada em frutos do mar. Filha de Eddard Stark, conselheiro e mentor de Jon Targaryen desde a morte dos pais do rapaz, a menina foi educada em ótimas escolas e aos quinze anos começou a se destacar na esgrima, chegando a se classificar para o campeonato nacional. Dona de personalidade forte e estilo marcante, a garota conseguiu revirar o mercado financeiro ao anunciar o noivado com o dono das empresas Targaryen.

Todos sabem que o motivo desta união repentina foi a gravidez acidental da moça, mesmo assim Jon Targaryen declarou com todas as letras que 'Apesar de não ter sido planejada, a gravidez é mais do que bem vinda. Eu já tinha certeza de que Arya era a mulher da minha vida, a gravidez apenas acelerou a ordem natural dos acontecimentos'. E há quem diga que príncipe encantado não existe. Jon Targaryen está ai pra provar o contrário, pena que o bonitão já encontrou sua Cinderella. William e Kate que nos perdoem, mas este é o nosso Casamento Real".

- Sério, eu me pergunto como alguém lê essa porcaria. – Arya resmungou.

- Dê graças a Deus porque ninguém comentou uma palavra sobre seu ex namorado delinquente juvenil. – Sansa resmungou – Só aquela vadia que foi noiva do Jon apareceu dando uma declaração.

- E o que foi que ela disse? – Arya perguntou arqueando a sobrancelha.

- Que Jon traiu ela com você e que você estava longe de ser a boa moça que todos estavam falando e que a gravidez foi golpe. – Sansa disse – Se um dia eu encontrar aquele projeto de vadia, juro que não vai sobrar um fio de cabelo ruivo pra contar história.

- Ela vai precisar fazer mais do que isso se quiser me tirar do sério. – Arya disse enquanto alisava a barriga e se olhava no espelho pela última vez – Eu vou ficar realmente feliz depois que essa menina nascer. A mamãe te ama, mas carregar você na barriga faz minhas costas doerem e os tornozelos incharem. – ela conversou com a própria barriga.

Arya se olhou no espelho mais uma vez. O colar com o pingente de diamante amarelo descansava pouco a baixo da clavícula dela. A maquiagem era discreta e na cabeça havia apenas uma casquete. Ela sentiu vontade de chorar e no instante seguinte quis gritar consigo por estar sendo tão ridiculamente romântica. Aquela gravidez estava mexendo com os hormônios dela de um jeito irritante.

Ned bateu na porta avisando que já estava na hora. Arya respirou fundo. Sansa segurou a mão da irmã e apertou de leve, tentando encorajá-la. Cat se assegurou de que as filhas estavam em ordem. Arya levou a mão à barriga mais uma vez.

- Hora de encontrar o papai. – Arya disse sorrindo.

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Ele estava nervoso. É claro que ele estava nervoso! Alguém tem o direito de se sentir diferente no dia do próprio casamento? Pelo menos Jon tinha o consolo de saber que o irmão estava ainda mais ansioso do que ele. Desde a confirmação do sexo do bebê, Aegon estava em êxtase com a ideia de ser tio de uma menina.

Arya havia discutido algumas vezes com Aegon por causa do quarto da bebê. Jon nunca esperou chegar em casa e encontrar a noiva e o irmão discutindo para saber qual seria a cor da decoração. Aegon queria rosa, por que segundo ele a sobrinha merecia um quarto digno de todas as princesas Disney. Arya não conseguia ficar num quarto cor de rosa sem enjoar e insistiu que mudassem a cor pra lilás, que era uma opção mais tolerável. Obviamente, Arya ganhou a discussão.

Em menos de cinco meses o casamento foi organizado. Ao contrário do que Arya queria, o evento seria realizado com toda pompa, para alegria geral da imprensa. Aegon cedeu o melhor salão de festas do hotel para a recepção e havia algo em torno de quinhentos convidados presentes para testemunharem o casamento civil.

Ele já começava a sentir as mãos suadas e a ansiedade só aumentava a cada minuto. Aegon estava parado atrás dele, tentando acalma-lo, mas não estava dando muito certo. Jon bebeu um gole de uísque numa tentativa desesperada de acalmar os próprios nervos.

Era ridículo, mas ele já começava a pensar que talvez Arya tivesse mudado de ideia e não quisesse mais o casamento. Ela poderia apenas sumir, sair escondida do hotel e não deixar nenhuma pista de onde estava indo. Cada opção era mais improvável do que a outra, mas não dava pra fazer de conta que uma garota de dezoito anos tem certeza absoluta do que quer para a própria vida.

- Calma. Respira. Se continuar desse jeito vai ter um infarto no meio do casamento e ai eu tenho certeza de que Robb vai até o inferno só pra te matar de novo. – Aegon disse.

- E se ela tiver mudado de ideia? – Jon finalmente verbalizou o que o estava incomodando.

- Aquele projeto de Lolita não teria coragem de fazer uma coisa dessas. Além do mais, os seguranças do hotel vão ficar de olho nela. – Aegon disse piscando o olho para o irmão.

- Só não deixe ela saber disso. Ela vai ficar furiosa. – Jon pediu.

- Eu não ligo. Só não podia correr o risco dela decidir ter uma crise existencial e deixar meu irmão no altar com cara de tacho. – ele respondeu – Muito menos carregando a minha sobrinha na barriga.

- Eu sabia que não devia ter te chamado pra ser o padrinho dela. Você vai estragar a minha filha até não poder mais. – Jon resmungou.

- Mas vai gostar de me ter por perto quando ela começar a namorar. Não existirá lugar seguro para qualquer safado que tentar roubar nossa princesinha. – Aegon disse orgulhoso.

- Por que não pensar em ter seus próprios filhos, só pra variar? – Jon insistiu.

- Não sendo com minha outra irmã, eu concordo com ele. – Robb se aproximou com cara de desagrado. Não havia sido fácil fazê-lo aceitar a ideia do casamento e da gravidez, mas no fim das contas lá estava ele, vestindo terno e tentando parecer um bom cunhado – E você vê se não passa mal. Eu posso perdoar você por ter engravidado minha irmãzinha, mas se o casamento for cancelado porque você passou mal eu juro que vou te mandar pra fazer companhia pro seu pai pessoalmente.

- Cruzes, como você é mal humorado, Stark. – Aegon respondeu – Nem Ned fez metade da cena que você fez e olha que ele tinha todo direito do mundo. Vê se supera de uma vez. Nós seremos todos uma grande família feliz, se a doida da sua irmã não resolver ser a nova Noiva em Fuga.

- Você acha que minha irmã é uma covarde? – Robb rosnou em resposta – Arya não foge da briga.

- Até por que com uma barriga daquele tamanho ninguém consegue ser rápido o bastante. – Aegon revidou a provocação.

- Dá pra vocês calarem a boca?! – Jon finalmente perdeu a paciência – Em primeiro lugar, eu não vou cancelar o casamento nem que eu tenha que eu tenha que fazer meus votos num hospital, em segundo lugar eu gostaria que vocês dois parassem com essa discussão ridícula e respeitassem um pouco mais a minha noiva. Obrigado.

- Que gracinha dele. – Aegon provocou – Eu até acreditei que a Arya é o exemplo perfeito de donzela indefesa depois desse discurso. Tenho medo de dormir e acordar um dia tão ridiculamente apaixonado quanto você.

- Isso pode acontecer antes do que você imagina e pode apostar que eu vou fazer questão de me lembrar deste comentário quando for você o noivo à beira de uma crise de ansiedade. – Jon revidou. A música começou a tocar, anunciando a chegada da noiva.

- Cala a boca Targaryen e olhos no jogo. – Robb disse sério – E se pensar em dizer não vou fazer aquele soco parecer brincadeira de criança.

- Quando foi que se tornou uma pessoa tão adorável, cunhado? – Jon revidou debochado, fazendo Aegon se contorcer pra controlar o riso – Não se preocupe. Esse é o meu jogo. – ele olhou para o fim do salão. Seus olhos avistaram Arya imediatamente, vestida de branco e mais linda do que ele jamais imaginaria. Ele sorriu confiante enquanto ela se aproximava – E aquele é o meu prêmio.

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Break me on the thirty-seventh hour
Tout me, doubt me, show me all of your power
I will watch you rise on my back from the ground
Friend or foe?
I don't know
Do you like what you've found?

Já devia ser o terceiro copo de uísque que ele esvaziava. Aegon avistou o irmão dançando com Arya. Como alguém conseguia ir pra forca com tanta boa vontade? Sério! Jon adquiriu o paco completo da vida adulta em menos de um ano e parecia ridiculamente feliz com aquilo. O pior é que ele não era o único. Robb estava abraçado com Jayne do outro lado do salão fazendo de conta que estavam num mundinho particular. Ned estava beijando a esposa e sorrindo, o que era assustador. Todo mundo parecia estar acompanhado e feliz, menos ele.

Ele e o tal do Gendry Baratheon, que conseguia ser uma figura digna de pena enquanto olhava pra noiva com olhos de cachorro abandonado e uma esperança ridícula de que Arya mudasse de ideia e se jogasse nos braços dele. Não dava pra ficar mais patético do que aquilo.

Aegon não queria se sentir abandonado, mas era um sentimento inevitável. Seu irmão, melhor amigo e praticamente o único referencial de família que havia sobrado após a morte dos pais, estava casado e com uma filha a caminho. Por mais que aquele jeito certinho de Jon o incomodasse e às vezes até o levasse a loucura, ele sempre foi a pessoa que estava do lado de Aegon nos melhores e nos piores momentos. Agora não havia mais espaço para os problemas do irmão libertino na vida dele.

Não que ele não estivesse feliz por Jon e Arya. Ele realmente achava que a garota foi a melhor coisa que aconteceu na vida do dono das empresas Targaryen nos últimos anos, mas ela e todo aquele jeito de adolescente rebelde estava ocupando o lugar que antes era só dele e de suas infinitas crises.

Ele se levantou da mesa e decidiu dar uma volta pelo salão e avaliar as possibilidades. Se Aegon Targaryen se sentia solitário, então devia haver pelo menos uma alma feminina desavisada disposta a lhe fazer companhia, ainda mais depois daquele artigo ridículo na coluna de fofocas.

Ele a avistou sentada sozinha do outro lado do salão. Apesar de estar sorrindo e agindo como a maldita dama perfeita, Aegon podia jurar que Sansa estava se sentindo quase tão perdida quanto ele. Arya era a irmã com quem ela sempre teve problemas e agora que estava indo embora, deixaria um vazio desconcertante na vida da garota Stark mais velha.

De todas as pessoas do mundo, nenhuma conseguia irritá-lo tanto quanto Sansa conseguia. Toda aquela pose de modelo da moral e dos bons costumes, aquelas paranoias, a histeria e o discurso sobre boas maneiras o deixavam louco. Havia certas horas que tudo o que ele queria era pular no pescoço dela e asfixiá-la, mas ai ela olhava pra ele com aqueles olhos azuis. Aquele cabelo vermelho que o fazia querer passar os dedos pelas mechas. A boca...

Não, aquilo não era sensato e desde que Robb descobriu que Arya estava grávida também não podia ser considerado como um pensamento seguro, mas... Perigo era o nome do meio de Aegon Targaryen e se Sansa estava tão solitária quanto ele, talvez aquilo pudesse ser considerado até como um ato de cavalheirismo.

Ele passou a mão pelo cabelo para ajeitá-lo. Endireitou a roupa sobre o corpo. Conferiu o hálito e depois colocou a mão no bolso, já preparando seu melhor sorriso. A missão da noite era seduzir Sansa Stark, ou morrer tentando.

Because I will one day shine with you
I'll shine on a faithful few

Ah-ah-ah-ah
Ah-ah-ah-ah

- Pensando em quando será você a mulher de branco? – ele se aproximou dela com a provocação na ponta da língua. Sansa olhou pra ele e pra surpresa de Aegon não havia qualquer hostilidade no gesto.

- Na verdade eu estava pensando que apesar de toda confusão, nós dois fizemos um ótimo trabalho juntando esses dois de vez. – ela disse sorrindo – Arya está feliz. Acho que eu nunca a vi desse jeito antes.

- É. Meu irmão poderia ter sido poupado de alguns socos e hematomas, mas eu concordo. Fizemos um ótimo trabalho. – Aegon disse sorrindo confiante – Acho que este é o início de uma longa e prospera parceria, Stark.

- Melhor que seja, já que eu vou ter que tolerar você em jantares de família e até no Natal. – ela resmungou.

- Assim você fere os meus sentimentos. – ele disse debochado e Sansa soltou um riso sarcástico.

- E desde quando você tem esse tipo de coisa? – ela desafiou.

- Cuidado. Você pode acabar se surpreendendo. – ele respondeu sorrindo. Aegon estendeu a mão à ela – Por que ao invés de tentar me ofender, você não aceita dançar comigo em nome da nossa velha inimizade e desprezo mutuo?

- Não seria educado me recusar a dançar com você, não é mesmo? – ela revidou.

- Seria uma gafe imperdoável. – ele respondeu sorrindo – Vamos lá, Stark. Eu não mordo a menos que você peça.

- Você pode sonhar com isso, querido. – ela respondeu aceitando a mão dele.

- Já disse que você devia tentar ser sarcástica mais vezes? Sarcasmo combina mais com esse seu cabelo ruivo. – ele provocou enquanto a conduzia para a pista de dança.

Aegon permitiu que sua mão descansasse no fim da coluna dela, enquanto a puxava para perto dele. Sansa pareceu constrangida inicialmente, mas acabou jogando os braços ao redor do pescoço dele e se deixou levar pela música. Os olhares de espanto estavam por toda parte. No dia seguinte eles seriam a fofoca mais quente da cidade, mas ele não estava ligando pra isso.

Ela estava mais bonita do que o normal e não era como se Aegon não estivesse acostumado a se envolver com mulheres dignas de passarelas e telas de cinema. Mesmo assim, Sansa era algo totalmente diferente. Não havia nada mais divertido do que provocá-la, nem mais irritante do que as discussões sem sentido com ela, talvez fosse essa a diferença. Ela conseguia fazer com que ele prestasse atenção nela não pela aparência. Ela mexia com o humor dele e o tirava do sério sem fazer esforço.

- Tenho que admitir que este seu hotel é bem melhor do que eu esperava. – ela disse enquanto Aegon girava com ela pela pista de dança – E o serviço do buffet é excelente.

- Muito obrigado. Faço o que posso para oferecer aos meus clientes sofisticação, bom gosto e discrição para aqueles que são menos ortodoxos. – ele disse sorrindo satisfeito – Mas admito que você e Catelyn me surpreenderam com a decoração do salão. Acho até que poderiam investir nisso.

- É o casamento da minha irmã, não podia ter nada menos do que o melhor. – ela afirmou convicta – E o salão já é tão bonito que nem foi preciso muito esforço.

- É bonito sim. – Aegon disse confiante – Mas você ainda não teve a oportunidade de conhecer o restante do hotel. O salão não é nem de longe a melhor das nossas atrações aqui.

- E qual seria a melhor atração? – ela perguntou arqueando a sobrancelha. Aegon lançou a ela um meio sorriso malicioso.

- A minha suíte particular, mas isso não é apropriado para uma boa moça de família como você. – ele sussurrou junto ao ouvido dela e sentiu Sansa estremecer em seus braços – Sabe...Eu poderia te mostrar, se quiser. Um tour particular com o melhor guia da cidade. O que acha?

- Que você é um depravado. – ela respondeu com pouca convicção. Aegon alargou o sorriso.

- Oh eu sou mesmo. – ele confirmou – Mas sabe, eu não tenho essa fama por nada e eu poderia fazer você muito, muito, mas muito feliz por uma noite inteira.

- Eu não estou interessada. – ela disse, mas os dois sabiam que era uma mentira.

- Mesmo? – ele a desafiou – Não tem nenhuma curiosidade mesmo depois de ter lido e relido todas as fofocas ao meu respeito? Posso garantir que Varys não sabe nem da metade das coisas que eu já fiz.

- O que te faz pensar que eu estou tão desesperada pra agarra você? – ela o desafiou.

- Nada, só um palpite. – ele disse sorrindo – Nós dois estamos aqui, desacompanhados e observando as pessoas que amamos deixarem o ninho para construir uma nova família. A vida parece meio vazia, não é mesmo? Eu odeio ficar deprimido e ver meu irmão se casando, ainda que seja com uma garota que eu aprovo em cem por cento, é um golpe duro.

- E acha que com um pouco de drama vai conseguir me convencer a subir para a sua suíte? – ela perguntou desconfiada.

- Sem Arya sua vida vai ser bem menos divertida. – ele disse sorrindo – Eu gosto da sua irmã, sabe? Me identifico com ela. Somos dois agentes do caos de certa forma. A única pergunta que eu te faço é por que não? Somos adultos, bem resolvidos, solteiros, saudáveis e poderíamos fazer bom uso de uma companhia agradável.

- Então faça com que eu não me arrependa de dizer sim. – ela respondeu por fim, lutando a todo custos contra o constrangimento em admitir que aquela proposta era boa de mais pra ser recusada.

- Vem comigo e tente ser discreta. – ele sussurrou.

Show me 'low quotations
Have you earned your stripes?
Fabricate salvation
Lord, I know your type
I've known you all my life
I was always wrong, you all in white

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Aquilo era uma ideia ruim. Era pior do que uma ideia ruim, era uma garantia de arrependimento e ressaca moral para o resto da vida, mas ela estava ligeiramente alcoolizada, sua irmã mais nova estava se casando, seu irmão mais velho estava noivo e até Bran estava acompanhado naquela maldita festa.

Além do mais, há um limite até onde você pode ignorar sua curiosidade e depois de ouvir todas as fofocas suculentas sobre Aegon Targaryen e flertar como diabo em pessoa, tudo o que ela pensava era na pergunta infame que ele havia feito. Por que não?

Ser uma boa moça de família nunca levou ela a lugar nenhum, começando pelo imbecil Joffrey. Mimado, arrogante, egoísta e agressivo, ele havia feito da vida dela um inferno até ela conhecer Sandor. Sandor por sua vez, não era atraente, nem inteligente, mas foi mais do que útil para afastar Joffrey e inflar o ego dela.

Aegon fugia completamente aos padrões dela. Indiscreto, desbocado, libertino, cafajeste e infantil, ele conseguia fazer com que Sansa perdesse a paciência só de olhar pra ele e mesmo assim, qualquer idiota poderia confirmar que ele era o homem mais lindo da cidade. Contanto que ela mantivesse em sua cabeça que aquilo era um caso e não um romance, tudo ficaria bem.

Ela o seguiu pelos corredores até um canto escondido, que ela imaginou que daria numa escada e incêndio. Para a surpresa de Sansa, havia um elevador bem escondido. Aegon já estava lá dentro e fez sinal para que ela fosse até lá. Sansa foi, contrariando seu bom senso e se deixando levar pela excitação.

A porta se fechou atrás dela enquanto Sansa encarava Aegon e seu sorriso felino. Ele fez sinal para que ela se aproximasse. Sansa permaneceu onde estava, constrangida de mais para dar um só passo. Insatisfeito, Aegon caminhou até ela silencioso como um leão durante sua caça.

Ele afastou uma mecha de cabelo dela e Sansa fechou os olhos imediatamente, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.

- Eu gosto quando minhas garotas são participativas. – ele sussurrou perigosamente junto ao ouvido dela – Não tem graça brincar sozinho. – Aegon beijou o pescoço dela e aos poucos sua boca subiu até alcançar o lóbulo da orelha. Sansa respirou fundo e levou as mãos ao cabelo dele.

Aegon a segurou pela cintura firmemente, enquanto beijava o pescoço dela por inteiro. As mãos dele subiam e desciam pelas costas encobertas dela e antes que Sansa percebesse, ele já havia aberto o zíper do vestido de madrinha, fazendo a roupa cair até a cintura dela e revelando seus seios.

A primeira reação dela foi tentar afastá-lo e esconder os seios outra vez. Por tudo o que era sagrado! Eles estavam num elevador! Alguém poderia entrar a qualquer momento e flagrá-la seminua, junto com o maior cafajeste da cidade. Seria um prato cheio pra imprensa. Aegon apenas riu baixo da reação dela.

Brush my cause aside with little trouble
Oh my god, I think I'm hearing double
I will watch you rise on my back from afar
Friend or foe?
I don't know now you're up in the stars

- Sabe, uma das vantagens de ser dono do lugar é ter um elevador só meu. – ele disse junto ao ouvido dela – E não devia escondê-los. Eles são bonitos de mais para serem encobertos por este vestido e minha boca está salivando só de pensar em chupá-los.

Ela estremeceu mais uma vez e Aegon conseguiu afastar os braços dela e revelar seus seios. Uma das mãos dele se fechou ao redor dos seios exposto, apertando e provocando o mamilo cuidadosamente. Sansa arranhou a nuca dele em resposta, fazendo-o apertar os dedos com mais força.

A porta do elevador se abriu e ela se deixou conduzir por ele, ainda seminua e cheia de expectativa pelas promessas do toque dele. Aegon abriu a porta da suíte e a empurrou para dentro, fechando a entrada em seguida.

O olhar dele era o olhar de um predador. Sansa retirou o restante do vestido, deixando-o pelo chão e exibindo seu corpo só de calcinha. Ele passou a língua pelos lábios em resposta, antes de avançar sobre ela e a prensá-la contra o bar, deixando-a de costas pra ele. Aegon deu um tapa na bunda dela, fazendo um grito de espanto e excitação escapar da boca dela.

- Acho que hoje é um bom dia pra testar o isolamento acústico, não é? – ele disse rouco contra o ouvido dela, enquanto enfiava uma das mãos dentro da calcinha que ela usava e massageava o clitóris dela com uma habilidade que Sansa mal poderia descrever.

Aegon mantinha o quadril dela pressionado contra o dele. Era impossível não sentir a ereção dele contra ela. Enquanto ele a massageava, Sansa retribuía a provocação, rebolando de leve e aumentando a fricção contra o baixo ventre dele, fazendo Aegon rosnar contra a orelha dela e aumentar a pressão em suas partes mais delicadas. Um gemido mais prolongado escapou da garganta dela e em retaliação, Aegon deslizou dois dedos para dentro do centro de todo calor e umidade dela.

- Geme. – ele sussurrava imperativo contra o pescoço dela, beijando a pele exposta e deixando marcas avermelhadas sobre a pele alva – Geme alto. – os dedos dele iam mais fundo, com precisão e habilidade, fazendo Sansa fechar os olhos e obedecer àquela ordem indiscreta. – Boa garota.

Com sua mão livre, Aegon a agarrou pelos cabelos da nuca, revelando mais do pescoço dela, atacando-a sem piedade nenhuma. Ela estava tonta com o toque e com o tom da voz dele, com suas ordens e seu pulso firme. Os dedos dele eram cada vez mais rápidos e a invadiam sem misericórdia, sem medir força e ao mesmo tempo eram habilidosos o bastante para fazê-la desejar mais.

- Você está quase pingando na minha mão. – ele ronronou junto ao ouvido dela – Eu acho isso muito...- um beijo lento – Muito excitante. – a voz dele era quente e provocante, o que tornava aquilo uma tortura – Consegue sentir? – ele pressionou a ereção contra o traseiro dela, permitindo que ela avaliasse o efeito que tinha sobre ele – Consegue sentir o quão duro eu estou por você?

Ela estava perto, muito perto de conseguir o alívio de um orgasmo. Aegon aumentava a pressão de seus dedos contra pontos que a faziam gemer mais alto, que a faziam implorar por mais velocidade, mais fricção, mais dele por toda parte.

- Você me quer? – ele perguntou diminuindo a velocidade de seus dedos para provocá-la. Sansa deixou escapar um lamento de frustração – Você me quer, Sansa?

- Por favor... – a voz dela tinha um toque de sofrimento e indignação que ela não conseguiu conter.

- Por favor o que? O que você quer? – ele continuou reduzindo a velocidade, beijando o pescoço dela lentamente.

- Mais rápido. – ela pediu – Por favor.

- Sabe, eu não estou muito satisfeito com essa situação. – ele disse plantando beijos longos e cuidadosos sobre os ombros dela. Sansa rosnou em resposta – Você é uma dama. Não se pode foder uma dama contra o bar de uma suíte de hotel. Isso seria uma falta de cavalheirismo da minha parte, não acha?

Ele retirou sua mão de dentro da calcinha dela, deixando Sansa perdida pela frustração. A promessa de prazer era latente e dolorosa entre suas pernas, a umidade constrangedora e Aegon ainda tinha coragem de deixá-la daquele jeito, a um passo do orgasmo e incapaz de obter alívio. Sansa ignorou seu constrangimento e tocou o ponto oculto e hipersensível entre suas pernas, numa tentativa de terminar o que ele havia começado, mas quando percebeu o que ela estava fazendo, Aegon afastou a mão dela e imobilizou ambos os braços de Sansa atrás das costas dela.

- Não pode fazer isso. – ele disse com a voz séria – Você é uma dama.

- Por favor. – ela pediu mais uma vez – Eu preciso...

- Você quer gozar? – ele provocou, mordendo o ombro dela.

- Sim! – ela quase gritou – Por favor.

- Você vai, mas só quando eu deixar. – ele respondeu malicioso – Agora nós vamos pro quarto e você vai se comportar como uma verdadeira lady, não vai?

Ela não teve tempo de responder. Aegon a conduziu pela sala da suíte. Os joelhos dela não respondiam direito, suas pernas pareciam feitas de borracha e a cada passo ela podia sentir a necessidade latente e a umidade crescer entre suas pernas.

Sansa não sabia dizer como conseguiu chegar ao quarto dele, mas não teve muito tempo para pensar a respeito. Aegon a jogou de costas sobre a cama, enquanto ela tentava normalizar sua respiração. Ele a encarou malicioso e caminhou até a cômoda. Ele abriu a gaveta e retirou de lá algo que Sansa não soube distinguir.

But I will one day shine with you
I'll shine on a faithful few

Ah-ah-ah-ah
Ah-ah-ah-ah

Quando Sansa se deu conta, ele já estava sobre a cama erguendo os pulsos dela sobre a cabeça e algemando-os as barras da cama. Ela tentou protestar, mas ele ignorou as reclamações dela. Ele se afastou da cama, deixando Sansa presa e vestindo apenas sua calcinha encharcada.

Aegon retirou o paletó, jogando-o sobre o pequeno sofá que havia no canto do quarto, enquanto a encarava com olhos famintos. Desfez o nó da gravata e desabotoou a camisa com o cerimonialismo de um monge. Quando aceitou a proposta dele, Sansa não estava esperando por tantos rituais. Ela queria só um orgasmo, era pedir de mais?!

Ela se contentou em observá-lo retirar as peças de roupa uma a uma, com todo cuidado do mundo, e deixá-las sobre o sofá. Aegon ficou apenas com sua boxer preta e voltou para a cama. Ele separou as pernas dela e lançou a Sansa um sorriso malicioso. Ele retirou a única peça de roupa que ela ainda tinha sobre o corpo e a jogou longe, posicionando-se entre as pernas dela.

Pela primeira vez aquela noite Aegon beijou a boca dela, sem que Sansa pudesse se mover para corresponder o beijo a altura. A boca dele desceu para o pescoço dela e depois em direção aos seios. Ele sugou os mamilos dela com força, fazendo-a se contorcer e gemer, implorando por mais. Os dentes dele raspando contra a pele sensível era algo enlouquecedor. Ele continuou descendo, beijando a barriga dela até chegar ao baixo ventre e depois contornar o umbigo dela com a ponta da língua.

Quando Sansa se deu conta, a cabeça dele estava entre suas pernas. Aegon olhou para ela e lançou um sorriso quase maligno. Ele a tocou de leve com um de seus dedos, sem se quer exercer pressão sobre o clitóris, ou penetrá-la. Sansa se contorceu inteira, desesperada por contato.

- Se continuar molhada desse jeito eu vou acabar dando um aumento pra camareira que limpar estes lençóis. – ele provocou.

- Para de me torturar. – ela implorou.

- Logo agora que estava ficando divertido? – ele retrucou sarcástico – Eu quero ver você perdendo a compostura primeiro.

Ele abaixou o rosto. Sansa podia sentir a respiração quente dele entre suas pernas e os beijos longos e molhados na parte interna de sua coxa até alcançar seu objetivo final. A língua dele circulou o clitóris dela fazendo-a gemer, mas foi quando ele a sugou com toda força que o grito dela se tornou incontrolável.

A boca dele a sugava sem medir forças para em seguida Aegon deslizar a língua para dentro dela, provocando-a ainda mais. Sansa queria revidar, queria arranhá-lo e segurá-lo pelos cabelos da nuca, mas as mãos algemadas a impediam. Seus olhos estavam úmidos pela necessidade e pela frustração. Toda vez que ele sentia que ela estava próxima ao orgasmo ele diminuía a velocidade, ou até mesmo parava por algum tempo, para então retomar a tortura e deixá-la às portas do prazer, sem poder obtê-lo.

- Aegon...- ela dizia com dificuldade – Por favor...

- Você quer gozar? – ele perguntava ainda com a cabeça entre as pernas dela, enquanto Sansa as apoiava sobre os ombros dele.

- Sim! – ela disse com mais ênfase do que pretendia – Por favor, me deixa...

- Quer gozar na minha boca? – ele continuou a provocá-la, lambendo-a lentamente.

- Sim! – ela disse mais uma vez.

- E qual vai ser a graça quando eu estiver dentro de você? – ele continuou provocando-a.

- Aegon...Por favor. – ela estava quase chorando.

- Diz meu nome de novo. – ele ordenou.

- Aegon. – ela repetiu.

- Quem você quer? – ele continuou provocando-a.

- Aegon! – e a boca dele a atacou com vontade mais uma vez. Aegon a sugou com força e permitiu que sua língua a invadisse em movimentos sinuosos, como se saboreasse uma fruta madura e suculenta.

Sansa fechou os olhos e não teve nem mesmo a chance de tentar conter os sons obscenos que saiam de sua boca. Seu corpo inteiro se contraiu e os espasmos eram tão intensos que a visão dela chegou a ficar totalmente obscurecida. Aegon se ocupou de sugar cada gota dela, e de prolongar aquele orgasmo furioso pelo máximo de tempo possível.

Ao final, Sansa sentia seus ossos maleáveis. Aegon se afastou dela mais uma vez e caminhou até a cômoda, de onde retirou mais dois objetos que ela não soube distinguir a princípio. Ela mal sabia dizer quem era.

Ele retirou sua boxer, abriu o pacote de camisinha e colocou o preservativo rapidamente, virando-se para ela em seguida. Aegon subiu na cama mais uma vez e se aproximou do rosto dela. Sansa demorou a perceber o que ele estava pretendendo e quando se deu conta já era tarde. O mundo estava escuro e ela só podia tentar prever o que ele faria a seguir. Maldita venda!

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Não, ele não costumava ser tão mal com suas amantes, mas Sansa era um caso totalmente diferente. Fazer a rainha da moral e dos bons costumes implorar por um orgasmo era bom de mais pra ser verdade e o jogo mal havia começado.

E ela era linda, não dava pra negar. A voz dela pronunciando o nome dele, o corpo nu dela pressionado contra o dele e o gosto dela em sua boca, já teriam valido a pena, mas ele estava duro como aço e desesperado por alívio. Só teria graça se os dois aproveitassem e Aegon estava defendendo o seu ponto de vista. Prazer sem compromisso podia ser muito, mas muito melhor do que o paco completo.

Não bastasse torturá-la, a venda a deixaria hipersensível. A expectativa a enlouqueceria antes mesmo que ele pudesse dar a primeira estocada e quando ele chegasse ao clímax, e ele chegaria, Sansa estaria uivando de prazer. Como era doce a vingança e como era bom se sentir insuperável como se sentia naquele momento.

Aegon beijou a boca dela com cuidado. Muito mais cuidado do que costumava dispensar às suas garotas. Um beijo longo, cheio de promessas e quase terno. Suas mãos serviam de apoio, uma de cada lado do corpo exposto de Sansa, sem qualquer intensão de tocá-la, pelo menos por enquanto. Beijou o rosto dela, com um toque de veneração em seus gestos. Ela se contorcia embaixo dele, tentando se soltar e tocá-lo também.

Sua boca desceu pelo pescoço dela, beijando a pele sensível, sempre de forma lenta e cuidadosa, utilizando mais força apenas quando sentia que estava diante de um ponto particularmente sensível. Desceu pelo vale entre os seios dela e encarou os mamilos rígidos e rosados. Freud devia ter alguma explicação para o fascínio dele por seios, porque os dela faziam-no querer sugar os picos como se fosse um recém-nascido. Devia ser proibido uma mulher ter seios tão suculentos quanto aqueles.

Ele os sugou sem qualquer ressalva ou piedade, fazendo Sansa arquear e gemer mais alto. O quadril dela quase encontrava o dele quando ela fazia isso, como se já não bastasse a ereção dele ter alcançado um nível doloroso. Aegon queria se enterrar dentro dela e fazer de conta que o mundo tinha acabado, queria ser violento, imperativo e mimado como um rei absolutista, mas ela era uma dama e merecia ser tratada como tal.

Finalmente ele a tocou. Deslizou a ponta dos dedos pela barriga dela e pela lateral do corpo, fazendo-a se contorcer até alcançar o final da coluna dela e puxá-la de encontro ao quadril dele. Permitiu que sua ereção roçasse contra a entrada dela, fazendo Sansa arquear ainda mais as costas, buscando por mais fricção.

- Eu já disse o quanto você é linda? – ele perguntou rouco junto ao ouvido dela – Eu venho querendo fazer isso já tem algum tempo. Ouvir você gemendo e chamando meu nome. Sentir você molhada desse jeito. – ele a tocou mais uma vez entre as pernas, fazendo Sansa estremecer de leve – E você supera todas as expectativas.

- Você... – ela respirou fundo – Fala de mais. – Aegon não conseguiu conter o sorriso malicioso que lhe escapou.

- Estou tentando ser um cavalheiro. Acredite, se eu fosse foder você do jeito que eu quero você passaria uma semana se andar direito, querida. – ele sussurrou e beijou o pescoço dela em seguida – Isso levantaria suspeitas e eu não quero levar um soco do seu irmão troglodita, ou do meu irmão, que por um acaso agora é seu cunhado. Essa história está ficando cada vez mais confusa.

- Vai ficar conversando a noite toda? – ela resmungou.

- Talvez, só porque você é tão impaciente. – ele respondeu sorrindo malicioso e foi surpreendido pelas pernas dela enlaçando-o pelo quadril e deixando Aegon perigosamente perto, perto de mais para qualquer um dos dois conseguir voltar atrás.

- Tem certeza? – ela revidou a provocação e ganhou como resposta uma estocada brusca.

Ela gritou alto ao senti-lo inteiro dentro de si. Aegon bem que tentou ser gentil, mas Sansa tinha que dificultar até nisso, então ele não tinha culpa de ter sido mais bruto do que deveria. Mas logo o grito se tornou um gemido e outro e mais outro.

Ele se movia dentro dela, se deixando levar pela sensação sufocante e incrivelmente prazerosa. As pernas dela eram firmes e o incentivavam a ir mais fundo e a voz dela implorava por velocidade e Aegon acabou descobrindo que não conseguia resistir aos pedidos sussurrados dela, nem ao corpo que se movia de forma tão perfeita contra o dele.

Sinceramente, ele não ia aguentar muito tempo. Sua visão já estava desfocada e ele conseguia sentir a sensação de urgência em seu baixo ventre, mas não teria graça se ela não o acompanhasse. Aegon levou a mão até onde os corpos se uniam e pressionou o clitóris dela, induzindo-a a outra onda de prazer. Ele aumentou a força dos movimentos, foi mais além em cada estocada, sem deixar de tocá-la e logo Sansa estava exclamando, chamando por ele e por seu Deus, sem saber quem era quem.

Estava próximo, muito próximo, dolorosamente próximo e ele já podia sentir o corpo dela perdendo a batalha contra os espasmos. Um último movimento de dedos e Sansa se rendeu num orgasmo tão intenso que ao primeiro tremor e contração Aegon se rendeu também, incapaz de aguentar frear o próprio prazer por mais tempo. O mundo perdeu o foco, a mente dele se desconectou do corpo e por fim ele caiu exausto.

Aegon rolou para o lado e assim que sua mente clareou um pouco ele retirou a venda dos olhos de Sansa e em seguida alcançou a chave das algemas para soltá-la. Ela parecia não ter ossos, seu corpo era um emaranhado elástico de terminações nervosas hipersensíveis e ele estava mais do que satisfeito em saber que havia feito aquilo por ela.

Para a surpresa dele, Sansa o abraçou, procurando se aconchegar junto dele. Aegon arqueou uma sobrancelha. Sexo era uma coisa, dormir junto era outra bem diferente e ele não era dado a demonstrações desnecessárias de carinho depois de estar satisfeito por uma noite.

Ele permitiu que ela continuasse abraçada a ele, apesar da sensação de estranheza. Sansa traçava padrões invisíveis sobre o peito dele, enquanto lutava contra o sono.

- Sabe, não precisa ficar carinhosa comigo agora. – ele disse enquanto encarava o teto da suíte – Eu sei separar as coisas.

- Foi só sexo? – ela perguntou e por um momento ele não soube o que responder.

- Talvez. – ele respondeu por fim.

- Sabe, você tinha razão. Vai ser bem solitário agora que Arya achou outra pessoa pra atormentar. Eu não fazia ideia de que me sentiria assim. – Sansa confessou e Aegon se permitiu abraçá-la de volta.

- Sei como é. – ele respondeu – Vai ser estranho.

- E meio solitário. – ela completou.

- Nós somos terríveis juntos, não é? – ele perguntou – Brigamos o tempo todo, temos visões de mundo opostas, temos objetivos diferentes.

- Mas o sexo é espetacular. – ela disse e ele não conteve o sorriso presunçoso.

- Obrigado por inflar meu ego. – ele respondeu.

- Tem mais uma coisa. Nós amamos nossos irmãos, por mais irritantes e diferentes que eles sejam de nós, além de estarmos determinados a mimar nossa sobrinha ao ponto de ninguém suportá-la. – Aegon riu do comentário.

- Acho que formamos uma dupla e tanto, Stark. – ele disse por fim.

- Sou obrigada a concordar, Targaryen. Nós fizemos um belo trabalho. – talvez não fosse tão ruim dormir com ela. Afinal, os dois sabiam exatamente o quão desconfortável era a solidão.

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Arya se mexeu sobre a cama, acordando Jon quase que imediatamente. Se havia uma coisa que ela sentia falta era de poder dormir de bruços sem aquele maldito travesseiro para grávidas, sem falar em não ter algo cutucando suas costelas. Pelo menos faltava pouco agora.

- Está se sentindo bem? – Jon perguntou sonolento levando a mão à barriga dela imediatamente.

- Tudo bem, ela só decidiu que agora é uma boa hora pra exercitar as pernas. – Arya respondeu.

- Talvez ela seja nossa futura campeã de esgrima. – Jon disse sorrindo para a esposa, ainda com a mão sobre a barriga redonda.

- Siryo vai ficar feliz se isso acontecer. Pelo menos ela fica calma quando ouve a sua voz. – Arya disse colocando a mão sobre a dele.

- Faz parte dos meus talentos. Amansar mulheres selvagens. – ela riu em resposta – Está tudo bem mesmo?

- Eu só estava me lembrando de uma coisa. – Arya disse pensativa – Você viu minha irmã no fim da festa? Ela sumiu.

- Não e eu não sei se o fato de Aegon ter sumido também pode ser considerado um bom sinal. – ele falou e Arya revirou os olhos.

- Tomara que não seja isso. – ela disse.

- Infelizmente eu acho que é exatamente isso. – Jon disse pesaroso – Só posso esperar que Sansa coloque um pouco de ordem na vida dele.

- Coitada da Jayne. – Arya disse séria.

- Por que coitada da Jayne? – Jon questionou confuso.

- Ela vai ter sorte se Robb sobreviver a outro Targaryen. Tomara que meu irmão não enfarte antes do próprio casamento, Jayne ficaria arrasada. – Jon riu.

- Acho que ele vai superar um dia. – Jon disse beijando a boca dela – Pelo menos sabemos que esta mistura tende a funcionar muito bem. A propósito, esqueci de dizer que te amo. – ela odiava quando ele era ridiculamente romântico, mas havia um limite até onde ela podia resistir.

Arya se inclinou e beijou a boca dele com carinho. Sem máscaras, sem nomes falsos, ela sabia exatamente quem ele era o que sentia por ele.

- Eu também te amo.

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Nota da autora: É, acabou. Final feliz pra todo mundo, com direito a repercussão na imprensa, casamento, festa e...AEGON E SANSA! Essa deu trabalho, mas eu morri de rir no meio do caminho e o capítulo foi grande pra compensar a demora. Pra quem gosta de ter trilha sonora para acompanhar, vou dar algumas dicas.

Música que Aegon e Sansa dançam: Suspicious Minds, Elvis Presley.

Música tema do Aegon: The Devil's Song, Marcy's Playground.

Música tema de Aegon e Sansa: All in White, The Vaccines (a que eu coloquei neste capítulo).

Música tema de Jon e Arya: Lack of Understanding, The Vaccines.

Espero que tenham gostado e até a próxima, pessoal!

Bjux

Bee