Disclaimer: Se ele me pertencesse nem a Kagome existiria. Só eu e ele, numa ilha tropical.

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Ele a observou tendo um ataque. Aquilo não fora nada agradável, não mesmo. Segundo seus cálculos imundos ela havia passado cerca de quinze minutos gritando com Totousai e ele jurou ali mesmo que nunca tinha visto nada parecido.

As lágrimas queimavam nos olhos dela e ele sentiu-se mal. Deu alguns passos falsos como se fosse ampará-la, mas de nada serviu. Ele não conseguira aproximar-se dela, sentindo-se tão culpado quanto o próprio Totousai.

Talvez se tivesse respeitado mais sua moradia sua consciência estivesse menos pesada ou algo do gênero.

" Ah, ótimo! Então é isso: Nossa Kagome, a destruíram, agora mesmo assim você terá que ir para a missão bem." Ele sentou-se colocando as mãos na cabeça. " Ótimo Totousai, você é realmente ótimo com suas promessas. Da próxima vez prometa que ninguém vai me matar também, quem sabe eu me sinta totalmente confiante!" Ela praticamente gritou dessa vez e ele abaixou suas orelhas para protegê-las do som agudo que era a voz dela.

" Kagome, tente compreender a situação. Você estaria lá e poderia morrer, sabe bem disso!" Ela socou a mesa com toda a força que tinha e aquilo surpreendeu Inuyasha, principalmente por ser uma mulher.

" Eu preferia ter morrido, tudo bem?" Sentiu um revertério no estômago. " Se você não me tivesse mandado para cá, Inuyasha estaria comigo! O que teria de ruim então, ele não é o fortão?" Ela fazia uma pose engraçada enquanto falava e aquilo expressava tamanha indignação. " O fortão não poderia me ajudar a livrar meia dúzia de marginais imprestáveis?" Ela respirou fundo. " Como se eu não soubesse me proteger. Acredite, minha casa sabe menos que eu." Ela ouviu um barulho estridente do outro lado da linha.

" Apenas preste atenção." Ela suspirou e Inuyasha mexeu as orelhas. " Os jornais parecem diretos. Destruíram sua casa e sobre os destroços deixaram a mascara que costuma usar. Você acha mesmo que algum "bando de marginais" faria isso sem motivo aparente? Isso não soa nenhum pouco suspeito pra você ou ao menos duvidoso?" Ela pareceu refletir, mas seu corpo estava mais tenso que nunca.

O meio-youkai murmurou algo o mais baixo que pôde, como se tentasse formular alguma frase de conforto. Ela estava lá, linda e irritada. Os cabelos caiam por toda a extensão de suas costas e o corpo definido estava a sua perfeita visão.

Resolveu fitá-la diretamente no rosto. A feição torcida estava daquela forma porque ela tentava a todo custo não desabar em lágrimas. Ela estava lutando contra as emoções e aquilo era um ponto negativo. Observou como ela batia os pés incontrolavelmente e como suas mãos tateavam o cômodo, certamente pelo costume de apanhar cigarros em situações como aquelas.

" Não importa." Ela continuou. " Não importa se foram marginais ou policiais, pois de ambos eu sei muito bem cuidar. Escute Totousai, eu não te perdôo por isso." O velho suspirou compadecido do outro lado da linha. " Eu realmente não te perdôo. Eu irei na droga da residência de Kikyou com vocês, a roubarei e então sumirei estamos entendidos? Hoje irei ver minha casa e então..."

" Nem pense." Ela rangeu os dentes. " Você está maluca? Aquilo é uma armadilha, não se faça de imbecil e tome uma atitude tão ignorante como essa! Eles querem te pegar, e se te pegarem pode ter certeza absoluta que todos os nossos MALDITOS PLANOS estarão soterrados a sete palmos do chão." Ela sentiu a mão grossa de Inuyasha pousar levemente sobre seu estômago e a puxar por um abraço. Ela não correspondeu de forma alguma, mesmo que a posição de ambos não necessitasse claramente de uma resposta.

" Estou pouco me fodendo se for uma armadilha." Inuyasha pensou que ela fosse tirá-lo dali, mas ela nada fez. " Se for, eu saberei me proteger. Não adianta Totousai, por mais que você não confie na minha capacidade, saiba que eu confio e isso é suficiente para eu tomar uma atitude inteligente dessa vez." Quando o velho foi responder ela socou o telefone com força no gancho e o hanyou cerrou os olhos.

Deu uma volta simples e puxou o fio do telefone o desconectando sem paciência.

" Você acha que isso vai ajudar em quê?" Ele perguntou. " Se fugir dos telefonemas do velho ele virá atrás de você." Cruzou os braços tentando fazê-la entender o como sério falava.

" Aé?" Ela perguntou e logo o viu concordar. " Eu realmente estou me importando muito. Uma coisa que já deveria ter aprendido sobre Totousai é que ele é covarde quanto a sentimentos. Não consegue estar presente em ocasiões tristes." Sentou-se no sofá. " Eu quero um cigarro." Ele sentou-se ao lado dela.

" Pegue." Ela o encarou. " Tudo bem que temos uma aposta, mas se quiser adiá-la tudo bem." Ela apertou os ombros do meio-youkai e o encarou diretamente nos olhos.

" Não me venha com essa." Ele deu um sorrisinho. " Eu sei que trepamos, mas isso não muda a situação." Ele suspirou e tentou abraçá-la, mas ela se esquivou. " A culpa não é sua, não precisa agir como se fosse. Apenas seguimos ordens, já que é o que fazemos sempre." Ela suspirou.

" Não precisa dizer de modo tão superficial que fizemos sexo." Proferiu ele calmamente. " Eu adorei ter você, Kagome." Ela riu, incrédula.

" Já teve muitas outras antes, não acredito que seja diferente." Ele arqueou a sobrancelha. " Não adianta vir com esse papo pra cima de mim, Inuyasha. Isso não passa de excesso de hormônios." Ele bufou.

" Ótimo." Ela o desafiou com o olhar. " Então quer dizer que está brava e está descontando toda a sua raiva em mim? Por que simplesmente não lida com seus sentimentos?" Ele fora mais duro que necessitava. " Eu não sei nada sobre você, tudo bem? Apenas sei que tem estouros quando o assunto se trata de lidar com os fatos e você novamente não está lidando com eles! Se quer chorar, fumar ou se drogar, porque não faz ao invés de descontar toda a sua raiva reprimida em mim?" Ela soluçou e foi aí então que ele a encarou, se arrependendo momentaneamente do que havia dito.

" Você não entende não é?" Ela mordeu os lábios e virou o rosto abruptamente. " Você não consegue entender tudo o que eu passei e ainda passo, Inuyasha." A forma com que ela chamou por seu nome lhe deu calafrios. " Você acha que devo chorar? É porque não viu o quanto tempo eu passei chorando sozinha, seu imbecil." Ela rilhou os dentes. " Fala como se soubesse muito bem também como se expressar. Você é extremamente rude e faz isso apenas para massagear seu ego provavelmente destruído." Ele se levantou apontando o dedo para ela.

" Quem você pensa que é para falar sobre algo que não conhece?" Ela sorriu e as lágrimas se secaram em seu rosto.

" E quem é você para falar sobre mim?" Eles se encararam com raiva. " Ah, esqueci. Você é o grande Inuyasha. Me poupe." Virou-se dando as costas para ele.

" Linda bunda." Ele assoviou e ela se virou com ódio no olhar.

" Você está brincando com a situação, é isso que estou vendo?" Ele cruzou os braços e sorriu largamente.

" Sim, é isso que você está vendo, minha querida." Deu apenas um passo na direção dela. " Se você quer ir ver sua casa, porque não vamos logo de uma vez e você para de dar esses chiliques?" Ela carranqueou.

" Você está falando sério?"

" Sobre sua bunda? Claro, ela é mesmo linda." Se estivesse perto dele com certeza o estapearia. Agradeceu por naquele momento todas as armas dela estarem guardadas.

" Estou falando sobre ir a minha casa. Isso é, o que era uma casa." Ele suspirou.

" E porque eu brincaria com isso?"

" Iria contra as regras de Totousai." Começou, desconfiando das intenções dele.

" Esqueceu como nos conhecemos?" E então, pela primeira vez depois que acordou sentiu como se não fizesse sentido chorar mais. " Não acho que eu me importe realmente em seguir fielmente as ordens do velho." Ela abriu um sorriso maior que o anterior.

" Seu pênis também é lindo." Ele tomou uma expressão um pouco assustada. " Mas não é uma visão tão boa quando você está bravo e apontando o dedo para mim. Na realidade, soa um tanto quanto cômico." Ele deu um pequeno riso.

" Mas sua bunda é ótima de se ver em qualquer ocasião." Ela fechou o sorriso e virou-se.

" Vou trocar de roupa, imbecil." Ele negou levemente com a cabeça imaginando o que aconteceria nos próximos minutos. Estava certo de que era uma armadilha.

Por que ao conseguira simplesmente dizer "não" a ela?

oOo

Ela se ajoelhou lentamente como se não quisesse ver aquilo. Eles estavam escondidos atrás de algumas rochas. Seria fácil se o local não fosse tão deserto.

Kagome engoliu o choro e arrumou o cabelo com lentidão, como se aquilo pudesse acalmá-la. Observou novamente os destroços e sentiu seus olhos queimarem junto com sua garganta. Agarrou os cabelos sedosos e abaixou os olhos. Ela sabia que estava ali, mas não achou que realmente iria ver. Era como se fosse... um sonho.

Toda a infância dela estava destruída. Todas as lembranças do pai alcoólatra e da mãe a qual conhecera pouco demais, mas que trazia consigo ótimos lembranças, estavam destruídas. Tudo o que construiu com o decorrer do tempo havia se acabado e ela não pôde evitar aquilo.

" Você está bem?" Ouviu a voz masculina perguntar. Ele parecia apreensivo. A escuridão já havia tomado o ambiente. Eram aproximadamente umas oito horas da noite agora e Totousai ficaria furioso se soubesse.

" Dane-se." Inuyasha arqueou a sobrancelha porém não respondeu, sabendo que ela estava pensando alto. Provavelmente algo que não se relacionasse com ele. " Estou bem, Inuyasha." Disse seca. Aproximou-se com calma dos destroços e o hanyou observou a bota marrom dela ser completamente suja.

" Você não deveria chegar perto." Ele alertou e ela fingiu não ouvir. " Logo teremos um show de tiros se você não sair daí e sua cara sairá estampada em todos os jornais que você imagina ou não que existem." Kagome abriu a bolsa e tirou uma mascara, bem diferente da que acostumava usar.

" Não perdi o bom senso." Respondeu a ele em um sussurro. " Sei que estão por aqui, e juro que mato todos."

" E como pretende isso?" O sorriso alinhado morreu em seu rosto quando ela tirou uma arma de sua bolsa. Ele não conhecia absolutamente nada sobre armas, mas soube no momento em que viu aquela que era boa. Tinha um cano longo e fino e era completamente prateada. " Você não vai mesmo sair atirando nas pessoas não é? Chamará ainda mais atenção!" Agora ele estava em pleno desespero.

Ela deu ombros.

" Eles destruíram minha casa." Tossiu quando a poeira invadiu seu olfato. " Eu não tenho receio de destruir eles, muito menos suas famílias." O hanyou rolou os orbes.

" Onde eu estava com a cabeça quando fui me envolver com você?" Ela o encarou. A máscara era preta e ele não conseguiu ver traço algum dela a não ser seus olhos.

" Nós não estamos envolvidos." Respondeu ríspida. Ele cruzou os braços.

" Profissionalmente estamos." Ela fez um movimento e ele previu que estava molhando os lábios.

" Óh, esse sim." Virou-se e o pânico tomou novamente seu corpo. Ele então decidiu segui-la.

" Porque não aceita que somos mais que parceiros de trabalho?" Ela parou novamente e ele ficou contente internamente com aquilo.

" De cama também." O hanyou fez uma expressão triste.

" Eu sou apenas isso pra você? Um parceiro de cama e nada mais? Você sabia que pode magoar as pessoas dessa forma?" Ela arqueou ambas as sobrancelhas e ele notou o gesto.

" Hanyou sarcástico." Ele riu. " Eu sei o que está fazendo." E então engoliu seco. " Está tentando me distrair. Fica posando de gostosão mas no fundo está se cagando de medo."

" Palavras sujas para uma dama." Ela se aproximou.

" Você gostou delas hoje a tarde." E então foi que ele fez. Abruptamente ele segurou os dois braços dela e com isso a colocou em suas costas. Ela gritou e esbofeteou suas costas. Com quatro passos largos eles já estavam em seu ponto inicial e ele a colocou no chão sem quaisquer tipos de delicadeza.

" Sim, eu estou me cagando de medo." Ela murmurou um palavrão enquanto pensava na dor que estava nas costas. " Por você! Você perdeu o juízo Kagome." Ela sorriu.

" Ótimo mãe. Agora podemos voltar ao trabalho?"

" Pela idade que tem é um bom nome a me chamar." Ela se levantou soltando um gemido ou outro devido a dor.

" Eu nunca deveria ter aberto minha boca pra você." Resmungou. "Eu sabia que jogaria isso contra mim. Mas afinal, se acha muito velho não é?"

" Mais que você, humana." Ela deu ombros.

" Isso não é muito difícil."

" Você reparou que sua voz aumentou alguns tons?" Rapidamente suas mãos subiram sobre os lábios carnudos e os orbes dela arregalaram-se.

" É você quem me faz cometer essas imbecilidades." Constatou. " Se você tivesse ficado na sua casa com certeza eu já teria ido até lá, remexido nos destroços e descoberto alguma coisa." Ele colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha dela e ela tremeu ao movimento.

" Primeiramente, você não está aqui para descobrir nada, apenas você não admite. Sabemos que é uma armadilha e você apenas queria no fundo realmente saber se era verdade." Ela se afastou. " Segundo, as coisas estariam bem piores. Eu sinto um cheiro estranho por aqui, e sei que são de humanos e que estão nos observando a distância." Ela se virou assustada e mirou todos os cantos escuros que podia. " Terceiro, se você for lá com certeza eles darão um jeito de te descobrir e se isso acontecer ainda hoje eu estou aqui para te ajudar. Afinal, essas suas perninhas finas e curtas não te levam a tão longe." Ela esmurrou o braço dele.

" Tudo bem, eu corro o risco." Ele riu alto a provocando.

" Ótimo, vai lá. Daí Totousai te vê no jornal, corta meu saco, joga para os cães e nós perdemos milhões e milhões de dólares."

" É só nisso que você pensa, seu ganancioso de merda?" Rangeu os dentes.

" Sim, é só nisso que eu penso e é apenas por isso que eu aceitei trabalhar com parceiros. Não duvido que tenha tomado essa atitude também." Ela apertou as mãos com raiva.

" Você é um covarde, se não quer ir, eu vou sozinha." Ele ficou frente a frente com ela.

" Tente." Antes que esperava ela sacou a arma e atirou para cima. Com o movimento foram ouvidos vários outros tiros e ela se escondeu atrás de uma parede suja. Inuyasha a encarou com raiva, como se a mutilasse com o olhar.

" Ótimo. Você é realmente inteligente." Ele disse com a voz muda e ela sorriu.

" Eu sei." Um tiro passou de raspão por onde eles estavam. As vozes começaram a se alterar e Inuyasha a pegou no colo em um impasse. Em um pulo estavam em meio aos destroços. Ele ouviu um "click" e desviou do flash que se seguiu.

Kagome apontou a arma para onde os olhos do hanyou miraram e eles ouviram o tiro acertando algo metálico e naquele momento soube que ela seria boa mesmo no escuro e internamente ficou orgulhoso. Ela sorriu para ele e então um outro tiro veio de trás. Inuyasha abaixou-se com rapidez e Kagome sentiu quando a bala bateu contra seus cabelos.

Sua respiração ficou descompassada e Inuyasha sentiu a mudança na morena. Com outro pulo ele tentou se afastar da antiga casa e então mais alguns homens apareceram em sua frente e atiraram em sua direção.

" PULE!" Ele ouviu ela dizer e então se encontrou no teto de alguma casa quase tão destruída como estava a dela, mas ainda com um teto, o que o alegrou. " CORRA!" Ele a apertou com força.

" Pare de gritar imbecil, isso está me atrapalhando." Ela cerrou os orbes e seu estomago revirou com a rapidez que ele se colocou em cima de uma árvore.

" PAREM ONDE ESTÃO." Ela olhou para baixo e notou no mínimo uns trinta homens correndo todos na direção em que estavam. Inuyasha gemeu algo e então ela notou que haviam atirado e supostamente o braço dele havia sido pego de raspão.

" O velho vai me matar e a culpa será toda sua." Ela mordeu os lábios.

" Eu sei."

" Nunca mais me chame de inútil depois disso, sua inútil." Ela agarrou sua blusa com força quando ouviu passos do outro lado.

" Ótimo, estamos sendo cercados. Faça alguma coisa Inuyasha!" Ele a olhou com ódio.

" O que quer que eu faça? Que os mate? Quem disse que faria isso minha querida, foi você!" E então o olhar de desprezo a feriu e a arma mirou exatamente na primeira mão que enxergou. O homem gritou alto quando ela o acertou e em uma seqüência ele pôde ver mais alguns serem acertados. " Você não está mirando!" Disse em total desespero quando um baixinho logo atrás do primeiro havia sido acertado em um local próximo ao coração.

" Eu sei disso." Ele notou que ela estava tentando sair de seu colo e a segurou com mais força, fazendo com que o ferimento sangrasse mais.

" Pare de se mover!" Ele ordenou. Um tiro ecoou em suas costas e ele pulou sem aviso para um galho mais longe e mais alto que estavam.

" Eles destruíram a minha casa Inuyasha!" Novamente ele ouviu aquele tom de total perda. Seu coração apertou quando notou que ela realmente não se importava se fosse matar alguém. Estava cega e aquilo o machucou ainda mais que o tiro.

" Você roubou deles!" Ela atirou a cego mais uma vez e o socou no peito com toda a força que tinha.

" ELES ROUBARAM DE MIM!" Balbuciou e ele enxergou como se a qualquer momento ela pudesse babar de raiva. " Eles roubaram tudo o que eu tinha, seu imbecil. Tiraram o emprego do meu pai por ganância quando ele ainda não era um completo alcoólatra e agora destruíram tudo o que me sobrou!" Ele suspirou assimilando as informações. " EU QUERO A PORCARIA DE UM CIGARRO." Ela carregou a arma e atirou novamente. Ele desviou de alguns tiros sentindo agora melhor o cheiro das pessoas através de todo aquele pó e com a audição ainda mais apurada.

" Você não perdeu tudo, Kagome, eu ainda estou aqui não vê?" Ela perdeu a fala. Seus olhos lacrimejaram e então ela se deixou chorar. " Você pode ter perdido sua casa, mas isso não significa que as memórias que tenha dela tenham de ser esquecidas, sua fraca!" Ela o encarou e deixou com que as lágrimas continuassem caindo.

" Você é realmente ótimo para ajudar pessoas." Ironizou.

" Se for no quesito de salvar vidas, com toda a certeza." Ele deu um impulso rápido e pulou o mais longe possível. Virou-se e correu. Soube naquele exato momento que muitos o perseguiam devido ao barulho ensurdecedor dos passos atrás de si, e pela rapidez de alguns soube também que havia ali alguns youkais.

" Puta que o pariu!" Proferiu ela. " Se eu pudesse enxergar melhor eu mataria todos com um gosto indescritível." Ele a colocou no chão e ela cambaleou um pouco.

" Não se preocupe. Eu deveria, mas não vou te deixar para eles." Virou-se. " Suba em minhas costas, é mais fácil para eu tirar a gente daqui antes de sermos ainda mais atingidos." Ela subiu desajeitosamente com medo de que o machucasse ainda mais. Notou que a velocidade de ambos realmente havia aumentado.

" Por que simplesmente não os deixa desacordados?" Ele rangeu os dentes.

" Feh!" Ela arqueou a sobrancelha. " Você não entende mesmo não é?"

" Não." Respondeu o cortando.

" Não existem apenas humanos lá, e sim vários youkais. Para sua informação também, eu não consigo prejudicar humanos, sua estúpida. Minha mãe era uma." Ela entreabriu os lábios.

" Mas eles iam nos matar!" A voz indignada irritou as orelhas do meio-youkai.

" Na verdade quem quase nos matou foi você e nem por isso eu estou te desmaiando agora." Ela rolou os olhos e ficou em silêncio por algum momento. Ouviu um grito furioso há alguns kilometros e mais tiros. Em menos tempo que previam estavam na porta da casa do hanyou. Com um movimento ágil eles abriram a porta e ele a empurrou lá dentro, que se desequilibrou e caiu.

" Totousai vai nos matar." Ela disse. " Ele vai nos matar, mesmo que eu o mate primeiro." Ele a encarou arfando. Havia perdido completamente a respiração. " Como está seu braço?" Ela perguntou extremamente preocupada e ele se afastou.

" Saia, okay? Eu estou bem." Se afastou dela. " Pode sair daí velho, sei que está atrás da porta." Kagome arregalou os orbes notando o velho aparecer enquanto acendia a luz.

" Vocês são realmente dois grandes imbecis." Ela choramingou e se deixou cair no sofá.

oOo

Estavam os três sentados no sofá e nenhum tinha coragem suficiente para se encarar. Kagome observou um ponto interessante no chão enquanto o hanyou tentava disfarçar as pequenas pontadas que seu machucado dava.

Totousai parecia bravo o suficiente, mas algo lhe fazia faltar coragem e ele sabia exatamente o que.

Kaede lhe havia informado que ele seria fraco e naquele momento ele percebeu que deveria ter aceitado a oferta de Miroku e Sango de virem em seu lugar.

" Como ela estava?" Ambos levantaram a cabeça em direção a voz rouca. " Eu sei que eu deveria tirar vocês dois dessa missão... mas não sei se posso te culpar pelo o que fez." Torceu a boca. " Como sua casa estava?" Então teve coragem de fitá-la nos olhos.

Mas ela não.

" Em destroços. Não sobrou absolutamente nada, e sabe-se lá onde colocaram minha geladeira." Mexeu-se desconfortavelmente no sofá. " Foram os policiais, estavam em peso lá. Inuyasha sentiu o cheiro e eu sei que deveria ter indo embora." Inuyasha arqueou as sobrancelhas assustado por ela ter assumido tanto o erro quanto que ele havia a alertado do perigo.

" Sim, eu sei." O velho prosseguiu. " Foi um dos maiores motivos de eu ter colocado ele em conjunto com você... me perdoe Kagome, eu não tive culpa e realmente não previ que aconteceria." Ela riu sarcasticamente.

" Como se eu esperasse que você previsse tudo. Além do que eu disse que isso aconteceria, só vale quando você fala?" Ele observou as mãos dela tremendo ansiosamente e estranhou que não estivesse fumando.

" Eu me preocupo com você e sabia que estaria em perigo lá."

" Ótimo, se eu estava em perigo então como me deu a certeza de que minha casa ficaria em perfeita ordem?" Totousai ficou ainda mais nervoso.

" Ela já não estava em perfeita ordem há um bom tempo." E então se arrependeu quando a viu baixar os olhos. " Por que não está fumando?" Perguntou baixo.

" Aposta." Respondeu simplesmente. Ele encarou o hanyou e sorriu em sua direção, mas estranhamente ele pareceu ter se afetado também com a fala do outro.

" Sete horas, logo pela manhã quero vocês em minha casa. Precisamos nos reunir o quão antes. Logo ao entardecer iremos a residência de Kikyou. Miroku é muito bom com equipamentos de espionagem, então faremos de alguma forma com que ele entre na tubulação e nos informe a cada perigo que passarmos. Sango já registrou algumas câmeras e saberemos exatamente onde agir." Ele se levantou, fugindo completamente do outro assunto. " Estejam preparados." Seu olhar foi diretamente ao braço do meio-youkai.

" Foi de raspão." Ele respondeu de imediato. " Nada grave." Totousai rolou os orbes e saiu, antes dando uma pequena olhada para Kagome que permaneceu de cabeça baixa. Repleto de remorso ele não teve coragem de se despedir e então voltou para Kaede, que seria sempre seu porto seguro, mesmo que ele não soubesse disso.

oOo

" Você está quieta."

" Não estou."

" Está sim."

" Não estou."

" Está sim." Ela rolou os olhos cansada. Inuyasha a cutucou novamente. " Fale alguma coisa que não seja "não estou", por favor?". Ela o encarou.

" Tire a blusa." Ele sorriu maliciosamente.

" Agora sim, adorei essa idéia." Ele se aproximou quase selando seus lábios aos dela quando ela o parou com calma.

" Tire sua blusa para eu ver seu machucado." Ele gemeu de antecipação. " Você nem cuidou disso. Tomou um banho e só." Ele deu um selinho rápido nela.

" Eu estou bem." Ela segurou seu pulso.

" Vou pegar alguns medicamentos e gazes. Fique quieto aí e não tente fugir." Ele rangeu os dentes.

" O que eu ganho com isso? Você... um ramén?" Ela o encarou diabolicamente.

" Ganha um braço melhor sem nenhuma infecção." Inuyasha bufou. " Hoje eu estou cansada Inuyasha, seu imbecil. E estressada devido aos acontecimentos." Ele sentiu o coração apertar com a expressão triste. " E se quiser comer ramén, tudo bem. É só uma aposta mesmo..."

" Feh." Ele sentou-se e tirou lentamente a blusa. Ela torceu o cenho apenas de notar o machucado. " Eu me machuquei por causa da sua loucura, você poderia me dar uma brecha pelo menos dessa vez." Ela fez carranca.

" Fique aí e cale a boca, se puder." Virou-se e caminhou até seu armário. Ele notou que estava sentado o tempo todo na cama de hóspedes dela, mesmo que a sua fosse maior e mais confortável.

" Prefiro você sem roupa." Ela bufou. " Estou falando sério. Esse excesso de pano não está te irritando?" Ela se virou com os medicamentos e ele riu ao deboche marcado em sua face.

" Que parte do "cale a boca" você não entendeu? " Molhou um algodão com álcool e ele fechou os olhos com força. Apesar de ser um meio-youkai algo que ele certamente odiava era aquele cheiro e ainda mais a pontada a cada vez que limpavam seus machucados.

" Você disse se eu pudesse e bem... eu não pos..." Ele fez uma voz aguda quando sentiu a dor em seu braço e deu um pequeno grito. Ela riu baixo com o movimento.

" Que mocinha." Comentou. Ele rangeu os dentes. Sem dó algum ela ensopou novamente o algodão com outra coisa feita de ervas e aplicou sobre o machucado. O notou rosnar e morder os lábios.

" Pare com isso!" Ele ordenou.

" Com o que? Parar de limpar seu machucado? Ah vá Inuyasha, logo estará pronto." Ele segurou o ar fundo em seus pulmões quando algo gélido encostou em sua pele e a fez queimar. Lentamente ela enfaixou o machucado e sorriu ao vê-lo melhor.

" Puta merda." Ele suspirou e se jogou contra a cama. Ela o encarou com a sobrancelha arqueada.

" Por que não vai dormir na sua cama? Já está tarde." Ela sentiu as mãos dele apertarem sua cintura e a puxarem para baixo com volúpia. Sentiu seu corpo encaixar no dele que estava abaixo do seu. " Inuyasha, para de graça." Sussurrou. Ele sorriu e lambeu os lábios dela e então penetrou a língua em sua boca com malicia. Ela correspondeu enquanto colocava as duas mãos uma em cada lado do corpo dele.

As mãos dele passaram para o bumbum dela e apertaram ali, colando ainda mais os corpos. Ela desviou a boca e ele mordeu seu pescoço com calma, o chupando logo em seguida. Kagome gemeu baixo e empurrou seu peitoral, o encarando com a pupila levemente dilatada.

" Eu não vou conseguir levantar amanhã, Inuyasha." Ele sorriu convencido e a empurrou, fazendo com que o corpo dela ficasse por baixo.

" Então admite o como eu sou bom e que minha habilidade pode deixá-la sem andar?" Ela suspirou debochadamente.

" Me poupa." Colocou as mãos novamente em seu peitoral, mas agora ele desceu os lábios os encostado no dela.

" Você sabe que a missão pode demorar ou não, então não sabe quando teremos novamente esse tempo." Ela rolou os orbes.

" Eu preciso ainda ver um lugar para morar, minha cabeça não está bem hoje." Ele suspirou e saiu lentamente de cima dela. Quando sentiu-se abandonada os braços dele vieram para a cintura dela e ele a puxou para um abraço, beijando o topo de sua cabeça.

" Você é a estúpida mais amável que eu já conheci, sabia?" Ela sorriu passando os braços para o pescoço dele e o apertando mais forte. " Posso dormir aqui hoje?" Ela o fitou longamente e depois sorriu cansada.

" Sim. Mas se tentar me agarrar enquanto eu sonho com anjinhos eu juro que te chuto pra fora dessa cama." Ele sorriu e então tirou a calça. Ela virou a face lentamente como se não tivesse se habituado a aquilo. Caminho até o armário e tirou um pijama de seda, o colocando rapidamente. Quando virou Inuyasha estava fitando todo o seu corpo.

Ela fez uma careta.

Caminhou até ele e se sentou na cama. Sentiu novamente os braços dele em torno dela e sua ereção em suas costas. Ela gemeu baixo.

" Posso te chutar agora?" Ele a encarou frustrado e a puxou para cama, abraçando-se nela e apagando a luz.

" Prefiro ficar aqui." Ela sorriu e então fechou as olhos, sentindo o aperto ficar mais fraco e ele adormecer atrás de si.

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Well, well. Até que demorei menos que eu esperava. Nada de hentai hoje queridos, apenas um capítulo rodando em torno da casa da Kagome.

O próximo capítulo finalmente será o início da missão, e então receio que cinco capítulos serão suficientes para encerrar a fanfic.

Isso é, eu acho. Normalmente eu alongo as histórias mais que deveria. É, sou uma grande filha da puta, isso sem contar a mania de ser devassa, que alonga sempre meus capítulos.

Bom, semana que vem começam novamente as aulas e aí sim eu não saberei quando poderei postar. Mas de toda a forma, o capítulo está aí e espero que tenham gostado!

Um beijo a todas, e até o próximo capítulo.

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COSSETE: Bom, já vou responder ambas as reviews. Hentai perfeito? Pois é, você não sabe o como eu demorei pra fazer! Mas o próximo vai ser ainda maior, é o que certamente pretendo! Também acho que ela vai sumir de perto de Inuyasha depois do roubo, acho que a impressão não é apenas sua. É, minhas aulas começam na segunda o que vai ser péssimo para o andamento da fanfic. Justo agora que o corpo falou mais alto minhas aulas malditas voltaram HAUHEUHAUEHA. E bom, tenho que te agradecer pela outra review, dizendo que não iria abandonar minha fanfic. Agradeço mesmo, pois eu também não irei abandoná-la! Sobre mudar de emprego nem me fala,era ótimo ficar sentada na frente de um computador o dia inteiro, agora não posso mais... que frustração, só porque minha fanfic estava tomando rumo T_T! Estou tendo sorte sim, obrigada por me desejar. Um beijo Cossete, e obrigada pelas reviews! Até o próximo!

LORY HIGURASHI: Imagina, você sempre me mandava review, não tem porque se desculpar! O hentai Mara, hohoho! E sim, o fim sempre tem que ter 'quero mais', apesar de esse não ter tido (pela primeira vez). Suas aulas só começam dia 18? Que inveja, putaquepariu! Então, não dá pra terminar a fanfic antes de começar as aulas, pois ainda faltam uns cinco capítulos. Mas bom, vou fazer o máximo para não demorar demais para postar! Beijo guria, e até o próximo capítulo!

BECKY BAH: Se sente suja depois de ler esse hentai? Imagina, super bonitinho e descritivo... AEUHAUHUAHEUHAUEHA. O Inuyasha está se apaixonando por ela desde o segundo dia em que eles ficaram juntos, por mais que ambos vivam brigando. Só sei que vou esperar um pouco para os 'eu te amos', não vou ser precipitada, normalmente é isso que vejo mais nas fanfics (aliás, e as suas? Vou te socar na parede, nem que tenha que ir ao México pra isso!). O próximo capítulo está aqui, espero que tenha gostado! Até o próximo abor!

MARI-BELL: Claro que eu lembro de você! Lembro tanto das suas reviews quanto das suas fanfics, que sinceramente são excelentes! Voltou a ativa? Que bom. Eu também voltei a ativa e tive tempo para ler no fim do ano passado, entendo sua situação, a minha é igual ! Criativa como costumo ser? Então olhe só quem está me falando de criatividade, fiquei realmente feliz! Um beijo guria, e tente não sumir de novo! Até o próximo.

DAYSERAFINI: Que capítulo foi aquele? Foi um capítulo com dez páginas de hentai AHUEHAUHEUHUHEUHAEA. Acho que até cansaram de ler, sinceramente! É, imagina? Depois de ter completamente o Inuyasha ter que levar uma bomba dessas? Até eu surtava! Totousai certamente imaginou que ninguém veria a casa, por estar destruída. Não é lá um lugar que muita gente ficaria, não é mesmo? Bom guria, então é isso , espero que tenha gostado! Um beijo e até o próximo!

KROL-CHAN: AUEHUAHEUHAUHEUA Nunca mesmo, guria! Vou escrever quando der sim, sempre que puder eu farei de tudo para atualizar essa fanfic, afinal ela virou o meu xodó, eu não posso negar isso jamais! Obrigada por desejar boa sorte, viu? Espero que continue acompanhando a fanfic, mesmo que as atualizações demorem mais que costumam demorar! Beijão, e até o próximo viu?

HIMURA-CHAN: Adoro leitoras novas, elas sempre me empenham para continuar! Eu estou fazendo de tudo para a fanfic não perder o senso de humor e deixar claro que existem coisas sérias que rondam os personagens também. Hentai? Ah, isso é comigo mesmo AUEHUAHuHAUHEA. Sim, a casa realmente tem um grande valor sentimental, mas eu fiquei bem em duvida de como fazer a reação dela, afinal ela sempre vai lembrar da casa, inclusive nos próximos capítulos e aí sim eu poderei demonstrar completamente o que ela sentiu ao perdê-la. Trabalhar e estudar, nem me fala, preferia o inferno viu. Não vou esquecer de vocês, essa é a prova viva! AHUEHUAHUA e não precisa me ameaçar com a Tessaiga, eu juro que farei tudo certinho. Isso é, agora é questão de vida ou morte não é? AUHEUAHUEA! Beijão guria, obrigada pela review e até o próximo capítulo!